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Duplopensar

20 Janeiro, 2010

Deputados do PS vão hoje perguntar à ERSE porque é que o preço da energia eléctrica aumenta acima da inflação em PT. A resposta está na política do governo socialista:

a) que apostou em energias renováveis mais caras que são subsidiadas pelo preço ao consumidor;

b) que permitiu a acumulação de um défice tarifário que tem que ser pago.

Mas, claro, os deputados do PS estavam convencidos que a “aposta nas renováveis” era uma panaceia. Habituaram-se a pensar no problema da energia como se os custos não interessassem para nada, sendo por isso natural que não percebam porque é que os preços têm que aumentar.

64 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 12:45

    A basezinha a relação custo/benefício
    parece *trop compliquée* para os políticos P.S. .
    Tudo serve, o custo não interessa (está lá o Teixeira a postos) desde que se provoquem ondas (de choque propagandístico).

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  2. Desconhecida's avatar
    Há-li-Bábá + 40 permalink
    20 Janeiro, 2010 13:00

    Mas então, não se diz para aí, que somos campeões europeus – quiçá mundiais – das novas “energias aeróbicas”?!… a técnica do contorcionismo e flexibillidade do “bento” e das marés… eheheheh!
    P´ra frentex Portugal!!!!

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  3. Desconhecida's avatar
    alfredo permalink
    20 Janeiro, 2010 13:03

    Penso eu de que a vossa conversa só tem a ver com o custo actual da energia e que os custos que os vossos filhos e netos terão de pagar caso continuem a queimar pitrol e cravão não vos interessa para nada. Assim, como é vossos costume, os outros que se fodam.

    No entanto julgo perceber que estas questões são, agora, para aqui transportadas porque não vos interessa falar de outros assuntos (espertinhos). Ninguém ainda hoje colocou uma linha que fosse sobre o assunto seguinte:

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=1669B3C7-E3E5-4F0E-B712-097A1CDD232A&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&h=11

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  4. Desconhecida's avatar
    matamoscas permalink
    20 Janeiro, 2010 13:54

    Ó Alfredo, francamente!… Então tu achas que as ventoinhas e os paineis vão ser mais que ferrugem lá para o tempo dos teus netos?

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  5. DesconfiandoSempre's avatar
    DesconfiandoSempre permalink
    20 Janeiro, 2010 14:06

    A ERSE é uma entidade reguladora ao serviço de quem?

    Os lucros aumentam!!!

    http://economico.sapo.pt/noticias/lucro-da-ren-cresce-mais
    -de-50-no-trimestre_72991.html

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  6. DesconfiandoSempre's avatar
    DesconfiandoSempre permalink
    20 Janeiro, 2010 14:08

    A ERSE é uma entidade reguladora ao serviço de quem?

    http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/
    2009/1-2010-Aumento-pre%C3%A7o-electricidade.pdf

    “…convergência tarifária iniciada em 2002…redução no défice tarifário”..”ponderando o equilíbrio de interesses entre os consumidores e as empresas”
    http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Aumento-de-mais-um-euro-por-
    mes-a-partir-do-proximo-ano.rtp&article=303518&visual=3&layout=10&tm=6

    O preço no consumidor aumenta???

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  7. DesconfiandoSempre's avatar
  8. DesconfiandoSempre's avatar
  9. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Janeiro, 2010 14:26

    João Miranda:

    Não estaria disposto a incluir, no post, uma dissertação sobre a relação custo/benefício da aposta nas renováveis que incluísse o médio-prazo (“economic value assessment” incluído)?

    É claro que a aposta nas renováveis não é uma panaceia. Não me lembro de alguém dizer ou escrever isso. Mas é uma inevitabilidade e uma medida positiva deste governo. A dependência energética é um dos nossos calcanhares de aquiles.

    Tem tanto onde malhar, no que à governação socialista respeita, que julgo ser dispensável criticar o que de positivo foi sendo feito.

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  10. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    20 Janeiro, 2010 14:40

    Caro Cáustico,

    Se as renováveis fossem rentáveis no médio prazo as próprias empresas privadas estariam dispostas a investir sem necessitarem de subsídios. É que os investimentos em energia não se fazem a curto prazo.

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  11. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    20 Janeiro, 2010 14:43

    ««Tem tanto onde malhar, no que à governação socialista respeita, que julgo ser dispensável criticar o que de positivo foi sendo feito.»»

    O que é que há de positivo em subsidiar projectos que de outra forma seriam inviáveis (no curto, no médio e no prazo que quiser)?

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  12. Desconhecida's avatar
    Criativo permalink
    20 Janeiro, 2010 14:55

    #11
    JoaoMiranda
    Pensei que já não existiam velhos do Restelo.
    Será que toda a Europa está enganada ao querer investir em energias alternativas?
    Ou será que estas energias são más só porque Sócrates apostou nelas?

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  13. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    20 Janeiro, 2010 15:02

    ««Pensei que já não existiam velhos do Restelo.
    Será que toda a Europa está enganada ao querer investir em energias alternativas?»»

    É subsidiado? É. Quer dizer que não é rentável. Os seus argumentos são do tipo “vamos imitar os outros porque os outros só podem estar certos e senão somos velhos do Restelo”. Os meus são: não é rentável.

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  14. Desconhecida's avatar
    Rxc permalink
    20 Janeiro, 2010 15:04

    E agora algo para desenjoar: CGD emprestou 4,2 mil milhões ao BPN

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  15. Piscoiso's avatar
    20 Janeiro, 2010 15:04

    Parece que o João Miranda é um homem do pitrol.
    Já a minha tia Erlander defende o azeite.

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  16. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 15:28

    Neste blogue http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/ há algumas mensagem que são chocantes, de como pagamos fortunas pela energia eólica que depois nem é utilizada ou é exportada a um preço muitas vezes inferior ao que nós estamos a pagar. A pagar não, porque isto está a ser escondido e a ser transformado em dívida, como de resto, os socialistas fazem há décadas, enchendo os bolsos e deixando-se dívidas terríveis escondidas. E se com a eólica é assim o cenário, imaginem o cenário das solares, várias vezes menos competitivas que a eólica, que o Socrates inaugura com tanta lábia.

    Alguém com conhecimento pode confirmar esta fraude gigante que permite os lucros monstruosos da EDP ? Como é possível ao país sobreviver a estes roubos em larga escala e como ontem se viu, estarem empenhados no TGV, outra fraude massiva e catastrófica contra os portugueses. Anda tudo a dormir ou quê ?

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  17. Eduardo F.'s avatar
    20 Janeiro, 2010 15:36

    «Não estaria disposto a incluir, no post, uma dissertação sobre a relação custo/benefício da aposta nas renováveis que incluísse o médio-prazo (“economic value assessment” incluído)?»

    Já há muitas dezenas de anos que nasceu a disciplina da Análise de Projectos e, com ela, conceitos como o VAL (valor actualizado líquido) ou a TIR (taxa interna de rentabilidade) de um projecto que incorporam, como parâmetro fundamental, o “desconto” do tempo, exactamente o tal “médio-prazo” a que o Caro Cáustico se refere.

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  18. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    20 Janeiro, 2010 16:05

    «Não estaria disposto a incluir, no post, uma dissertação sobre a relação custo/benefício da aposta nas renováveis que incluísse o médio-prazo (“economic value assessment” incluído)?»

    Impossível prever a mais de 10 anos e mesmo assim… É só aparecer nova tecnologia ou a China fechar a torneira aos “metais raros” e disparar os preços para valores que ainda tornem muito mais caro.

    http://www.businessgreen.com/business-green/news/2248745/china-eyes-ban-rare-earth-metal

    “China eyes export ban on rare metals used in hybrids and wind turbines”

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  19. Tia Erlander's avatar
    Tia Erlander permalink
    20 Janeiro, 2010 16:08

    Ò sobrinho vai tomar os medicamentos,o psiquiatra bem vaticinou que a tua patologia socialista te levaria ao hospício.

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  20. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Janeiro, 2010 16:08

    #17
    Tem razão.
    Foi um lapso meu (acto falhado?).
    Queria referir-me a “environmental value assessment” e não a “economic value assessment”.

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  21. Outside's avatar
    Outside permalink
    20 Janeiro, 2010 16:23

    Environmental issues ?

    Climagate ?

    Natural resources ?

    *** Our Migthy Mother Earth!

    Cambada !

    Como sempre trata-se de escolher (na impossibilidade social/económica dos eternos jogos de interesses of the migthy rich societys that rule us all) por um mal menor.

    Causticamente…BEM VINDAS AS RENOVÁVEIS (sem ironia)!

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  22. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Janeiro, 2010 16:28

    #13
    João Miranda:
    A afirmação de que o que “É subsidiado? É. Quer dizer que não é rentável” traduz uma lógica de merceeiro de vistas curtas.
    Os combustíveis fósseis são finitos e poluentes, características de que não enfermam a energia eólica ou solar (a não ser que se considere o dia do juízo final). Por estes motivos vão tornar-se, inevitavelmente, cada vez mais caros. E não se cria um cluster de renováveis de um dia para o outro.
    Nos casos em que uma determinada actividade económica, em fase embrionária, não é rentável no prazo, por ex.º de 20 anos (e, na qual, por isso mesmo, as empresas não estão dispostas a apostar), aceito um impulso inicial do Estado com os custos que lhe estão inerentes.

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  23. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    20 Janeiro, 2010 16:41

    ««A afirmação de que o que “É subsidiado? É. Quer dizer que não é rentável” traduz uma lógica de merceeiro de vistas curtas.»»

    Traduz uma análise objectiva. Significa que ninguém está disposto a investir sem subsídio. Ou seja, significa que ninguém responsável partilha das vistas largas do Caústico e que o Caústico está basicamente só na sua alegação de que o investimento é rentável.

    ««Nos casos em que uma determinada actividade económica, em fase embrionária, não é rentável no prazo, por ex.º de 20 anos (e, na qual, por isso mesmo, as empresas não estão dispostas a apostar), aceito um impulso inicial do Estado com os custos que lhe estão inerentes.»»

    Mas então não venha dizer que é rentável a médio prazo, porque não é.

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  24. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 16:58

    “Mas então não venha dizer que é rentável a médio prazo, porque não é.”

    Mas se o tempo de vida de uma eólica for de 20 anos, nem a longo prazo será!..

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  25. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Janeiro, 2010 17:04

    #23
    Do seu ponto de vista é mais responsável esperar sentado que a coisa piore. É a lógica do “plano poupança reforma para quê? Nem sei se chego lá e o dinheiro agora faz-me falta)
    É consigo.
    Eu entendo que é melhor procurar antecipar a resposta a problemas futuros.

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  26. Desconhecida's avatar
    Criativo permalink
    20 Janeiro, 2010 17:10

    JoãoMiranda
    Não faz a minima ideis duque está a dizer, pois não é por acaso que vejo a maioria dos economistas e dizer que o futuro são as energias alternativas, mais o maior parque fotovoltaico da europa está instalado no alentejo e pertence a particulares.
    Dizer mal das energias alternativas só porque foram apoiadas por Sócrates nem velho do restelo chega a ser, antes um maldizente de tudo o que os outros fazem.
    Actualize-se em relação ás alternativas

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  27. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Janeiro, 2010 17:11

    Tina:
    Não expresse a sua ignorância.
    V. acha que este investimento se resume à torre eólica? E que é a vida útil desta estrutura que condiciona tuda a lógica de investimento? É um factor a considerar, decerto, mas não é tudo nem é o mais importante.
    Na sua lógica de raciocínio um industrial de calçado não investiria. Afinal a máquina de moldes está obsoleta ao fim de 5 anos…

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  28. Desconhecida's avatar
    JoaoMiranda permalink
    20 Janeiro, 2010 17:19

    ««Não faz a minima ideis duque está a dizer»»

    O que eu digo é muito simples: o investimento em renováveis deve-se aos subsídios do Estado e não à rentabilidade dessas energias. A prova? Os estados não conseguem que os privados invistam sem subsídios.

    ««, pois não é por acaso que vejo a maioria dos economistas e dizer que o futuro são as energias alternativas,»»

    Os economistas que dizem que o futuro são as energias alternativas não investiriam nelas sem subsídios. Falar é fácil. Meter dinheiro na coisa é um pouco mais complexo.

    ««mais o maior parque fotovoltaico da europa está instalado no alentejo e pertence a particulares.»»

    É subsidiado. Se o estado subsidiar os privados entram em qualquer negócio.

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  29. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 17:21

    É subsidiado? É. Quer dizer que não é rentável.

    A exploração de petróleo é subsidiada? É. Quer dizer que não é rentável.

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  30. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 17:23

    Imagino que o custo da eólica seja uma parte muito significativa dos custos totais. Será como quase praticamente começar tudo de novo daqui a 20 anos? Se for assim, então nesse caso mais vale esperar para quando houver viabilidade económica.

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  31. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 17:26

    Entretanto todos aqueles países que investiram na nuclear terão acesso à energia mais barata de todas e tornar-se-ão muito mais competitivos do que os que apostam nas renováveis. Porque razão foi que recentemente a UE cortou subsídios nas renováevis e aumentou para a nuclear? Porque querem ser uma potência competitiva, claro.

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  32. Desconhecida's avatar
    Rxc permalink
    20 Janeiro, 2010 18:00

    O problema é que não se controla o vento nem o Sol. E quando eles falham, como vai compensar? Ou pára as fábricas quando faltar o vento?
    Se ao menos a esperança dê-se para ser convertida em energia…

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  33. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 18:30

    Entretanto todos aqueles países que investiram na nuclear terão acesso à energia mais barata de todas

    Muito barata. E sem subsídios. A Finlândia e a Europa que está a pagar que o digam. Tem piada que neste artigo querem uma “learning curve para a nuclear”. Os liberais à portuguesa só aceitam “learning curves” para o que a pancada ideológica lhes aponta. A energia nuclear é uma opção, mas é escusado mentir alarvemente sobre os seus custos.

    Armazenar resíduos também não fica barato. A menos que exportar para o vizinho do lado também conte. Ou deitá-los ao mar.

    Mas pode-se sempre continuar a ter a energia na Europa dependente do Norte de África, Médio Oriente ou da Rússia. É uma excelente alternativa geoestratégica às renováveis.

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  34. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 18:31

    Porque razão foi que recentemente a UE cortou subsídios nas renováevis e aumentou para a nuclear?

    Porque se tem subsídios quer dizer que não é rentável? Ou a energia nuclear é rentável mesmo com subsídios?

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  35. DSC's avatar
    DSC permalink
    20 Janeiro, 2010 19:09

    Percebo o básico dos básicos sr galamba, mas gostaria de saber a sua opinião acerca de uma coisa.

    Daqui a 20 anos, quem sabe, a tecnologia já evoluiu a um ponto em que, por exemplo uma torre eólica (a mesma de hoje) aumente a sua eficiência em 50 %. Isto é só um exemplo. O primeiro computador que foi feito era do tamanho da minha casa e pesava mais que um elefante. Agora compra-se um IPOD com 160 Gygas por 60 euros (na holanda) e faz-se quase tudo.

    Acho que estamos a lidar uma área em que ainda à muitos avanços a fazer não acha? Alguém tem de começar.

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  36. DSC's avatar
    DSC permalink
    20 Janeiro, 2010 19:12

    Penso eu. e não sou um fanático das alterações climáticas. Simplesmente acho que quem vier a apostar agora, ainda com subsídios, vai retirar dividendos no futuro. Pelo menos até uma das grandes companhias petrolíferas, que detém quase todas as patentes de energias alternativas, vir a por em prática outra forma.

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  37. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 20:31

    “Muito barata. E sem subsídios. A Finlândia e a Europa que está a pagar que o digam.”

    E é. Muitos estudos têm mostrado isso. A referência que me deu só fala de um projecto que está a custar mais do que previsto. Por exemplo “is is never surprising that the first one takes at least 2 times as long as initially guessed and that the final cost is 20-200% larger than initially budgeted.” Onde é que diz em algum lado que a energia nuclear não é a mais barata de todas?

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  38. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 20:36

    “Porque se tem subsídios quer dizer que não é rentável? Ou a energia nuclear é rentável mesmo com subsídios?”

    Eu explico. A UE dará subsídios para promover este ou aquele tipo de projectos. Com as energias renováveis verifica-se que estas só podem competir considerando os subsídios. Com a nuclear, será meramente um incentivo para se construirem mais centrais nucleares em vez das forma tradicional de queima de combustíveis fósseis.

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  39. Ecotretas's avatar
    20 Janeiro, 2010 21:05

    Há vários meses que a razão do aumento era conhecida (ver http://ecotretas.blogspot.com/2009/10/aumentos-de-energia.html! Porque é que os deputados da Nação ainda precisam de fazer estas figuras?

    Ecotretas

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  40. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 21:44

    A energia nuclear como tecnologia está madura. Inovações como a da Finlândia estão a custar milhares de milhões em dinheiro dos contribuintes europeus. E não irá ser mais barata no futuro, pelo contrário.
    Além disso, toda a pesquisa e desenvolvimento da energia nuclear foi paga pelos estados. Se aqui não lhe chamam subsídio, é outro problema. O facto é que sem isso, não haveria esta tecnologia hoje.
    Por algum estranho fenómeno, só se as tecnologias forem amigas do ambiente (ou coisa que o valha) é que a macacada salta indignada. Mas o facto é que sem subsídios a energia nuclear é cara (FT).
    Com tudo incluído a Energia Nuclear é cara (wikipedia).
    A energia nuclear, ou melhor as centrais, não têm seguros de responsabilidade civil. O seguro, é a nação inteira que o paga.
    Os combustíveis fósseis continuam, mais de 100 anos depois, a ser subsidiados.

    Considerando o mundo em que se vive, o mais inteligente seria descentralizar a produção. E ser independente.

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  41. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    20 Janeiro, 2010 22:07

    “Os combustíveis fósseis são finitos e poluentes, características de que não enfermam a energia eólica ou solar”

    Falso. Os equipamentos e a rede precisa de ser construída e mantida com materiais e combustíveis “finitos e poluentes”.

    Os custos dão uma ideia.

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  42. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 22:20

    “A 2005 OECD comparative study showed that nuclear power had increased its competitiveness over the previous seven years. The principal changes since 1998 were increased nuclear plant capacity factors and rising gas prices. The study did not factor in any costs for carbon emissions from fossil fuel generators, and focused on over one hundred plants able to come on line 2010-15, including 13 nuclear plants. Nuclear overnight construction costs ranged from US$ 1000/kW in Czech Republic to $2500/kW in Japan, and averaged $1500/kW. Coal plants were costed at $1000-1500/kW, gas plants $500-1000/kW and wind capacity $1000-1500/kW.

    OECD electricity generating cost projections for year 2010 on – 5% discount rate

    nuclear coal gas
    Finland 2.76 3.64 –
    France 2.54 3.33 3.92
    Germany 2.86 3.52 4.90
    Switzerland 2.88 – 4.36
    Netherlands 3.58 – 6.04
    Czech Rep 2.30 2.94 4.97
    Slovakia 3.13 4.78 5.59
    Romania 3.06 4.55 –
    Japan 4.80 4.95 5.21
    Korea 2.34 2.16 4.65
    USA 3.01 2.71 4.67
    Canada 2.60 3.11 4.00

    US 2003 cents/kWh, Discount rate 5%, 40 year lifetime, 85% load factor.
    Source: OECD/IEA NEA 2005.

    At 5% discount rate nuclear, coal and gas costs are as shown above and wind is around 8 cents. Nuclear costs were highest by far in Japan. Nuclear is comfortably cheaper than coal in seven of ten countries, and cheaper than gas in all but one. At 10% discount rate nuclear ranged 3-5 cents/kWh (except Japan: near 7 cents, and Netherlands), and capital becomes 70% of power cost, instead of the 50% with 5% discount rate. Here, nuclear is again cheaper than coal in eight of twelve countries, and cheaper than gas in all but two. Among the technologies analysed for the report, the new EPR if built in Germany would deliver power at about 2.38 c/kWh – the lowest cost of any plant in the study.”

    Em resumo: os custos de construção não variam muito entre carvão, nuclear e vento, mas o gás é mais barato. Os custos de produção da energia nuclear são os mais baratos, em média inferior a 3 c/kWh, enquanto o carvão varia entre 3 e 5 c/kWh. Os custos de produção para o vento são 8 c/kWh (!!!)

    Referência: World Nuclear Association.

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  43. Outside's avatar
    Outside permalink
    20 Janeiro, 2010 22:24

    “Referência: World Nuclear Association.”

    Sem mais comentários de um leigo não obstante desconfiado cidadão/habitante deste magnifico Planeta.

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  44. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    20 Janeiro, 2010 22:31

    #41
    Ó morcão: eu falo da energia e não das estruturas!

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  45. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 23:06

    Tina, como sempre cada um puxa pelos números que quer. “US$ 1000/kW in Czech Republic to $2500/kW in Japan, and averaged $1500/kW” é credível?

    Contra crenças não há argumentos. Resumindo: Não é rentável porque é renovável. Se for fóssil ou nuclear é rentável apesar dos subsídios colossais. Os chamados liberais à portuguesa, sempre na vanguarda da técnica.

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  46. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 23:25

    É credível sim, mostraram o caso mais barato e o mais caro. Não quer dizer que tenham feito a média entre estes dois. É um estudo independente da OCDE, não sei porque haveria de ser parcial.

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  47. tina's avatar
    tina permalink
    20 Janeiro, 2010 23:30

    A confirmar estes custos da OCDE, então o que não se percebe é porque é que a UE incentiva a energia eólica. É como dar um tiro no próprio pé. Ou então não acham que é sério o problema de abastecimento de energia da Europa.

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  48. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 23:43

    Pois é. Para si os automóveis que andam na rua já nasceram assim. As estradas? Já lá estavam à espera do Ford T. A extracção de petróleo também. A energia nuclear também. Enfim, só se for renovável é que não tem direito à evolução, economias de escala, etc. etc, que todas as tecnologias correntes tiveram direito. São tiros no pé.
    Numa palavra: não é rentável.
    Tiro no pé é ainda haver água em Portugal aquecida com recurso a energia que não seja a do Sol. E não existir tecnologia nacional de qualidade para isso. Importa-se da Alemanha. Mas também como são eles que sustentam este rega bofe, acho que é justo que o dinheiro volte para lá.

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  49. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    20 Janeiro, 2010 23:48

    Sobre o abastecimento de energia da Europa: Para cortar à Rússia, à Argélia e ao Médio Oriente e diminuir a dependência, o investimento em renováveis é sempre pequeno. Se os estados subsidiarem não é rentável, mas é estratégico.
    O que não é estratégico é o investimento em eólicas por exemplo, mal dar para cobrir os aumentos anuais de energia. Ou seja, além das importações habituais, consome-se ainda toda a éolica. Sem eficiência energética, não há investimento que resista.

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  50. Eduardo F.'s avatar
    20 Janeiro, 2010 23:52

    Pois é, “renovável” Anónimo, bem que o escreve. Enquanto a Alemanha exporta “renováveis” vai construindo umas centralzitas a carvão. Por que será? Será que estão com problemas de défice estrutural de contas públicas? Revelam falta de competitividade nos bens transaccionáveis (excepto nos “renováveis”)? Têm uma gigantesca dívida externa? Têm um custo de financiamento nos mercados muito acima de outros países de referência como a Grécia ou Portugal?

    Por que será? Por que será?

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  51. Eduardo F.'s avatar
    21 Janeiro, 2010 00:12

    O “renovável” Anónimo devia, por exemplo, dar uma olhadela aos “bonecos” que Pinto de Sá explica, com detalhe, no seu blog em http://a-ciencia-nao-e-neutra.blogspot.com/.

    O argumento “estratégico” é, normalmente, usado como o definitivo para que determinadas opções “não tenham o direito”, sequer, a ser discutidas. Mas jogando com este mesmo argumento por que razão não discutir a opção nuclear? Qual a razão pela qual a proposta de Patrick Monteiro e Barros não foi minimamente discutida? Será que tal se deve a “estratégicas” razões da necessidade de “proteger” a EDP e o BES?

    Falar em “estratégico” quando se afirma que o investimento em renováveis é sempre pequeno só pode ser, no mínimo, confusionismo. Poderíamos dizer o mesmo da saúde, não é assim? E porque não no ensino? Ou na segurança? Ou na justiça?

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  52. tina's avatar
    tina permalink
    21 Janeiro, 2010 00:12

    “Para si os automóveis que andam na rua já nasceram assim”

    Não, foram fruto de muito desenvolvimento pago pelos próprios consumidores. Se o Estado quer investir em desenvolvimento estratégico, muito bem, então desenvolva essas tecnologias ao ponto de serem competitivas. Não faz sentido é usar produtos quando há muitos no mercado que funcionam melhor. Afinal, que preço estamos dispostos a pagar pelo “valor estratégico”? É inacreditável que a energia eólica parece ser significativamente mais cara do que todas as outras, e nós, que somos um país relativamente pobre, fomos logo apostar na energia mais cara!…

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  53. Desconhecida's avatar
    Golp(ada) permalink
    21 Janeiro, 2010 00:15

    Enquanto saqueam o galinheiro (o povinho) os Lobos perguntam às Raposas sobre o aumento da energia.

    (Crónica dum país a saque)

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  54. Eduardo F.'s avatar
    21 Janeiro, 2010 00:25

    Cara Tina,

    A eólica é cara, é produzida mesmo quando não há necessidade e tem sido, em Dezembro último e Janeiro, exportada para Espanha a preço zero. Sim, isso mesmo: a custo zero. E é assim que estamos no “pelotão da frente”, obssessão idiota e parola dos nossos dirigentes. Na frente sim, mas do disparate que, naturalmente, aplicando a lógica(?!) do nosso admirável governo aplicável em todos os contextos, só se remediará aumentando-o. Ao invés, os espanhóis já perceberam que ultrapassaram o limiar do razoável e começaram a arrepiar caminho. Nós, como de costume, só o perceberemos quanto a dimensão do mesmo for avassaladora e se abater sobre nós.

    Mas, apesar de tudo, e falando de preços (garantidos, claro está…), o maior disparate vai, de longe, para a energia solar fotovoltaica. E o disparate não está de quem a construiu e explora mas sim de quem a subsidia em permanência a preços escabrosamente altos. E como quem a subsidia somos nós a mando do Admirável e Refulgente Líder…

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  55. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Janeiro, 2010 00:35

    Já cá falta o Eduardo F. “Goebbels”. Anda a treinar para ministro da propaganda?

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  56. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Janeiro, 2010 00:37

    Energia nuclear para Portugal, do género, uma central é ainda mais idiota. Porque será? Pergunte ao ídolo Miranda. Até ele atingiu essa.

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  57. Cáustico's avatar
    Cáustico permalink
    21 Janeiro, 2010 00:42

    Realmente gastamos demasiada energia.
    Pelo menos a tentar contra-argumentar com quem tem um dogma (ódio à social-democracia) e um anti-cristo de eleição (Sócrates).
    E vá-se lá tentar dizer alguma coisa…

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  58. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Janeiro, 2010 00:47

    Esperto dos cabeça é o tuga liberal. Os Dinamarqueses, Suecos, Alemães… que investiram atempadamente nas renováveis são burros como seixos.
    O tuga Eduardo F. merece o país que tem. E o primeiro ministro que tem. É tudo bom.

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  59. Eduardo F.'s avatar
    21 Janeiro, 2010 00:54

    Oh “renovável” Anónimo! Para propaganda basta a sua já que sobra, em grandes quantidades, para todos os outros! É como as eólicas a bombar kW nas horas de madrugada para os exportarmos, a custo zero, algures para além dos Pirinéus…

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  60. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Janeiro, 2010 01:07

    Gerir a rede eléctrica é com o Eduardo F.
    Vai para ministro da propaganda e da energia. E quando mandar fazer as centrais nucleares baratas (ou é só uma?), não se esqueça de mandar instalar um interruptor no seu quarto para as poder ligar e desligar na caminha. Centrais nucleares com a tecnologia liberalóide, ligam-se e desligam-se à vontade do freguês se ele se apelidar Eduardo F.

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  61. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    21 Janeiro, 2010 01:10

    Oh “renovável” Anónimo! Para propaganda basta a sua já que sobra, em grandes quantidades, para todos os outros! É como as eólicas a bombar kW nas horas de madrugada para os exportarmos, a custo zero, algures para além dos Pirinéus…

    Portugal importa bastante energia nuclear dos franceses a preços muito baratos. Faz parte de qualquer grelha energética estas trocas de energia que em horas mortas a energia é muito barata.

    O nuclear como já outros disseram, é um exemplo desastroso da Tina. Se contabilizarem as fortunas colossais que os Estados investiram em I&D na mesma, é extremamente cara. Se contabilizassem o custo de risco, que ninguém cobre, apenas Estados, e ricos, ainda mais cara seria. Se contabilizarem o desmantelamento e a questão dos resíduos, ainda mais cara é. Cara Tina, não fale do que não sabe.

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  62. tina's avatar
    tina permalink
    21 Janeiro, 2010 09:29

    “Se contabilizarem as fortunas colossais que os Estados investiram em I&D na mesma, é extremamente cara.”

    Incrível os argumentos a que recorrem para tentar rejeitar a ideia de que não gostam.

    “Cara Tina, não fale do que não sabe.”

    Deve ser. Os ingleses também não, que estão agora a construir mais 9 nove centrais nucleares para investimento privado.

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  63. tina's avatar
    tina permalink
    21 Janeiro, 2010 09:31

    É sempre assim, nunca gostam de ver os números, ficam sempre pelas opiniões pessoais. Depois vai-se a ver no fim e os resultados são invariavelmente desastrosos.

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