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Sinalização e credibilidade

23 Janeiro, 2010

Qual seria o sinal que o governo poderia dar aos mercados, agora na apresentação do orçamento, de que terá capacidade de pagar as suas dívidas no futuro?

Não sei.

Mas há alguns sinais que não cumprirão esse objectivo.

Por exemplo, se o Ministro das Finanças disser que o défice de 2010 baixará para 5,9%, não será levado a sério. Isso foi o que ele disse o ano passado.

Se José Sócrates aparecer a declarar a sua confiança na economia portuguesa, ninguém o terá em conta. Isso foi o que ele disse o ano passado.

Se o Governador do Banco de Portugal aparecer com uma previsão favorável para a economia portuguesa, será ignorado. Isso foi o que ele fez no início do ano passado.

Se o Governo anunciar que tem como objectivo atingir um défice de 3% dentro de 4 anos, ninguém lhes ligará nenhuma. Esse era o objectivo do governo em 2005.

51 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Janeiro, 2010 16:48

    “Qual seria o sinal que o governo poderia dar aos mercados, agora na apresentação do orçamento, de que terá capacidade de pagar as suas dívidas no futuro?

    Não sei.”

    Apresentar medidas que efectivamente mostrem que vai haver um corte na despesa. Não basta apresentar congelamentos salariais. Têm que mostrar onde e como vão cortar na despesa, de molde credível e que seja quantificável pelos próprios analistas e investidores.

    Só que este ministro e este Primeiro-Ministro têm um problema. Ou melhor, eles já são eles mesmo o problema. É que durante anos tivemos esta dupla a jurar a pés juntos que estavam a cortar na despesa pública, nas tais reformes do PRACE, que na verdade foram apenas propaganda para inglês ver. Portanto, não lhes basta anunciar, têm que explicar direitinho onde e como vão cortar. Pois, de outra forma, ninguém vai acreditar neles, pois o seu passado está manchado. E de que maneira. Quem faz um cesto, faz um cento.

    anti-comuna

    PM Escusados erá dizer que nem vale a pena pensar que eles vão apresentar medidas sérias. Mesmo que a Ferreira Leite esteja a tentar salvar Portugal, ela é apenas a líder da oposição e a prazo.

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  2. ccz's avatar
    23 Janeiro, 2010 16:59

    Por isso é que eu penso, digo e escrevo: “Abençoada Grécia! Em nome das gerações futuras que ainda não têm voz, obrigado!!

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  3. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 17:07

    Despedir todos os assessóres.

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  4. Manolo Heredia's avatar
    Manolo Heredia permalink
    23 Janeiro, 2010 17:19

    há muito que pode ser feito do lado da receita, como alterar a legislação que considera custos o leasing do carro da mulher do patrão, os telemóveis dos filhos, as viagens, etc. é disso que fala o código contributivo, que foi adiado…

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  5. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 17:26

    Dispensar todos os assessóres do governo e das autarquias, voltar a aproveitar os conhecimentos dos quadros técnicos da função pública que foram desperdiçados ou ignorados nos últimos anos.

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  6. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Janeiro, 2010 17:26

    Nada que o “técnico competente” faça dará confiança aos mercados. Se pensam que o orçamento vai dar confiança mais do que uns dias a alguém excepto aos jornalistas do regime estão muito enganados. Os números é que falam e espero que a tentação de os manipular não aconteça.

    “há muito que pode ser feito do lado da receita, como alterar a legislação que considera custos o leasing do carro da mulher do patrão, os telemóveis dos filhos, as viagens, etc. é disso que fala o código contributivo, que foi adiado…”

    Então você ainda quer tirar mais dinheiro da economia livre e dâ-lo à economia política.

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  7. zedeportugal's avatar
    23 Janeiro, 2010 17:27

    É a velhíssima história de Pedro e o lobo.

    Não há mentira sem consequências, mas os espertos continuam a pensar que sim.

    É por isso que eu costumo dizer que a esperteza é uma espécie de inteligência míope: só vê o que está muito próximo e mesmo assim distorcido.

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  8. Manolo Heredia's avatar
    Manolo Heredia permalink
    23 Janeiro, 2010 17:42

    Luky o que está em causa é pagar a dívida, isso faz-se aumentando as receitas com IRC e IRS. Se chama “economia livre” fazer sacos-zuis para poder comprar produtos de luxo estrangeiros…
    Se o dinheiro desses sacos fosse usado para aumentar os empregados, dinamizava a economia doméstica, (não a economia alemã ou francesa)e aumentava a receita de IRS.
    Eu acabava já com os custos “de representação e afins” e custos com viaturas de luxo. Esses custos deviam ter um tecto proporcional ao cash-flow da empresa.
    Os “os pequenos e médios empresários são uma merda (há excepções), não compreendem o que é sustentabilidade e perferem fugir ao fisco do que fortalecer a empresa em capitais próprios. Os bancos adoram isso!
    O que aconteceu na Grécia foi isto, dar credibilidade ao orçamento através da contenção de custos pública e privada.

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  9. zedeportugal's avatar
    23 Janeiro, 2010 17:44

    Também concordo com o comentário #3.

    Há demasiados assessores, o que demonstra bem o grau de incompetência de quem os contrata, a imensa teia de compadrio existente e, pricipalmente, o enorme desperdício da coisa pública que os novos senhores feudais se permitem sem que nenhuma responsabilidade lhes possa ser assacada.

    Democracia directa, já! Não há outro caminho.
    (1)Prestação de contas (accountability), (2)cassação de mandato (recall), (3)referendo.
    http://democratadirecto.wordpress.com/

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  10. DSC's avatar
    DSC permalink
    23 Janeiro, 2010 17:49

    Isso e deixar de oferecer contratos milionários a empresas de advogados quando pagamos ordenados a gabinetes públicos jurídicos. Só para começar.

    Bom post.

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  11. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    23 Janeiro, 2010 17:53

    Lá fora ninguém vai acreditar nestes comparsas e já se fazem planos em Berlim para resolver a situação dos piigs, uma coisa é certa o p e g vão ser obrigados a abandonar o euro pelo seu pé.
    A jogada consiste em tentar enganar toda a gente para se manterem no poder a todo o custo o mais tempo possível.
    Se a oposição lhes permitir a farsa continua.
    “Greece has now presented the commission with a new plan aimed at cutting its deficit from the currently estimated 12.7 per cent of gross domestic product to below the EU’s threshold of 3 per cent of GDP by the end of 2012. As a result of that report, the commission will propose an action plan in February and will ‘lay down certain dates from June onwards in order to launch a discussion at least three times during the rest of the year on how the programme and reforms are going to be implemented,’ according to Commissioner Almunia. That is, progress in deficit correction procedures will now be carefully monitored. As many observers have commented, this is the closest the EU has so far come to putting its hand directly on the economic policy of a eurozone member. ‘The Greek programme concerns Greece firstly, but also concerns all the eurozone,’ Luxembourg Finance Minister Jean Claude Juncker.

    The Credit Rating agency Moody’s Investors Service maintained its negative outlook on Greece following the announcement of country’s stability and growth program saying that while the Greek government’s plan to restore its fiscal credibility, reform its tax system and combat tax evasion is relatively well designed, at least for the short term, uncertainty remains about the Greek government’s ability to implement the program. That is to say, it is action not words which now matter in the financial markets, and both Greek and Hungarian governments would do well to remember this.

    Where Does Greece Go From Here?

    The next step is for the EU Council to set a deadline for when the Greek government must achieve its goals. This deadline is likely to be 2012, simply because the Greek government itself has set this target. All the relevant recommendations will finally be endorsed by euro zone finance ministers at their next meeting on Feb. 15-16 when they formally give notice to Greece to reduce the deficit, marking the last stage of the procedure before sanctions of various kinds that are provided for under the EU Stability and Growth Pact.

    Greece will then have four months, so until June, to act on the recommendations for policy action endorsed by the ministers. If it acts in a way which the Commission consider to be consistent with the undertakings given, the excessive deficit procedure will be then held in abeyance, until Greece reaches its target of a deficit below 3 percent. If, at the end of the three year period the Commission believes that the improvement is sustainable, it will ask the ministers to end the excessive deficit procedure.

    If on the other hand the Commission decides in June that Greece has not complied (unlikely), the Finance Ministers can then consider imposing sanctions. Since such measures should be imposed no later than 16 months after the decision that Greece had an excessive deficit, which was taken on April 27, 2009, the time scale would imply August 2010.

    The sanctions envisaged in EU agreements first take the form of a non-interest-bearing deposit with the European Commission and comprises:

    * a fixed component equal to 0.2 percent of GDP;

    * a variable component equal to one tenth of the difference between the deficit as a percentage of GDP in the year in which the deficit was deemed to be excessive and the reference value of 3 percent of GDP.

    The deposit cannot, however, be higher than 0.5 percent of GDP per year. If Greece were to find itself at that stage, this is how much it would have to pay.

    Sanctions could also include:

    – stopping the EU’s cohesion funds to Greece.

    – stopping credit from the European Investment Bank.

    – asking Greece to issue additional information, as specified by the ministers, before issuing bonds and securities.

    If Greece continued to ignore the recommendations, ministers could in 2011 intensify the sanctions by requiring an additional deposit equal to one tenth of the difference between the deficit as a percentage of GDP in the preceding year and the reference value of 3 percent of GDP.

    If, after two years, the deficit still remains above 3 percent, the deposit is converted into a fine. If the deficit falls below 3 percent, the deposit is returned.

    The interest on the deposits lodged with the Commission and the yield from any fines is distributed among EU countries without an excessive deficit, in proportion to their share of the total gross national product of those eligible.

    Commission Powers Now To Extend Well Beyond Monitoring Deficits

    Luxembourg Finance Minister Jean-Claude Juncker also announced that there was about to be an overhaul of how the 16 nations using the euro coordinate their economies, with countries being be formally warned if they are running much higher inflation, average wage rises or current account deficits than their neighbors. Juncker said Finance Ministers are about to get involved into a range of far wider issues on how the economy is run, including government policies on structural reforms – such as making labour markets more flexible.

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  12. zedeportugal's avatar
    23 Janeiro, 2010 17:53

    #8.
    Os “os pequenos e médios empresários são uma merda

    E você, quem é para fazer uma afirmação destas?
    Qual é sua formação?
    Em que dados fundamenta a afirmação (por sinal muito ordinária)?
    Que experiência tem em Economia e Gestão Empresarial?

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  13. Desconhecida's avatar
    jupiter permalink
    23 Janeiro, 2010 17:55

    As former IMF Executive Board Member for Southern Europe said in a Bloomberg interview yesterday, “In Ireland, it was the banking sector that was the undoing of fiscal management. In Greece it’s the opposite, it’s the country’s fiscal management that is the undoing of the banking system.”
    No rectângulo são ambos.

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  14. tina's avatar
    tina permalink
    23 Janeiro, 2010 17:56

    O peso do Estado nunca descerá por alguma acção concertada dos políticos. Irá descendo à medida que os funcionários não forem substituídos e não se abrirem novos departamentos. A economia poderá então respirar um bocadinho e crescer, mas logo aí o Estado voltará a mamar tudo. É este o destino de Portugal, ou seja, não há esperança. Habituem-se!

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  15. Manolo Heredia's avatar
    Manolo Heredia permalink
    23 Janeiro, 2010 18:10

    #12 retiro “são uma merda” e substituo por “são uns saloios”. O porquê está explicado no resto do meu comentário.
    saloio = indivíduo que se julga mais esperto que os outros, que deseja enriquecer depressa e sem muito trabalho, que gosta de aparentar mais riqueza e mais importancia social do que aquela que realmente tem.

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  16. Desconhecida's avatar
    Revoltado permalink
    23 Janeiro, 2010 18:12

    Manolo Heredia disse

    “os pequenos e médios empresários são uma merda (há excepções), não compreendem o que é sustentabilidade e perferem fugir ao fisco do que fortalecer a empresa em capitais próprios. Os bancos adoram isso!”

    Forte e incisivo. Você acabou de blasfemar. Espere que daqui a pouco vai ter a cachorrada toda a morder-lhe as canelas.

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  17. Manolo Heredia's avatar
    Manolo Heredia permalink
    23 Janeiro, 2010 18:13

    tina, #14 – A Suécia e a Dinamarca são dos países aode há mais impostos sobre sobre os rendimentos. pela sua ideia são casos a não copiar…

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  18. MJRB's avatar
    23 Janeiro, 2010 18:13

    Muito bom post, Mr. João Miranda !

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  19. Desconhecida's avatar
    Revoltado permalink
    23 Janeiro, 2010 18:19

    Se por exemplo,o FMI disser que o défice de 2010 será de 15,9%,será levado a sério pelos pategos . Logo,alguns dos pategos que comentam neste blog aplaudirão abanando que sim com a cabeça…

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  20. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    23 Janeiro, 2010 18:24

    neste e noutros socialismo
    o estado exploras os contribuintes

    a sociadede socialista divide-se entre:
    contribuintes
    sugadores dos contribuintes

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  21. Desconhecida's avatar
    Revoltado permalink
    23 Janeiro, 2010 18:39

    #20

    Concordo e acrescento: Na sociedade capitalista há os capitalista e os sugados.
    Os capitalistas são os sugadores dos sugados.
    Os sugados, que se lixem.

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  22. Desconhecida's avatar
    o pessimista permalink
    23 Janeiro, 2010 19:30

    # 19, se as novas oportunidades lhe deram alguma capacidade de entender inglês corrente consulte:
    http://montyhallparadox.blogspot.com/2010/01/portugals-make-or-break-budget-in-wsj.html

    E já agora dê uma vista de olhos por José Adelino Maltez no Albergue Espanhol.
    “Valia mais reconhecermos que a maior parte dos factores de poder já não são nacionais. E que o efectivo espaço da nossa independência está na gestão das dependências, incluindo as agências de “rating” e essa invenção keynesiana chamada FMI. Continuo retido em silêncio de visibilidade. E não apenas por prudência política. Infelizmente”.

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  23. Desconhecida's avatar
    Ambrósio permalink
    23 Janeiro, 2010 19:38

    S´um meio para credibilizar o país no exterior: derrubar o Sr.Sócrates.

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  24. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Janeiro, 2010 19:42

    “Valia mais reconhecermos que a maior parte dos factores de poder já não são nacionais.”

    Mostra a asneira que vai na cabeça das pessoas. Portugal está nas mãos de outros porque viveu á custa de outros. Se o defice fosse ZERO as agências de rating, o FMI não tinham nada a dizer. Capisce?

    “os pequenos e médios empresários são uma merda (há excepções), não compreendem o que é sustentabilidade e perferem fugir ao fisco do que fortalecer a empresa em capitais próprios. Os bancos adoram isso!”

    Para descer ao seu nível: os trabalhadores são uma merda (há excepções …Os sindicatos adoram isso!

    “Concordo e acrescento: Na sociedade capitalista há os capitalista e os sugados.”

    Na sociedade capitalista a esquerda é o maior aliado dos capitalistas sugadores pois não compreende o que é uma sociedade livre, aliás luta sempre contra a liberdade.

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  25. Desconhecida's avatar
    Revoltado permalink
    23 Janeiro, 2010 19:59

    #22

    Obrigado pelo “elogio ” ás novas oportunidades. Oficialmente terminei os meus estudos oficiais em 1978.

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  26. Desconhecida's avatar
    Revoltado permalink
    23 Janeiro, 2010 20:02

    #24
    Os trabalhadores são a “merda” que os patrões exigem deles.

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  27. Torres's avatar
    23 Janeiro, 2010 20:19

    Mais exactamente:
    Se o Governador do Banco de Portugal aparecer com uma previsão favorável para a economia portuguesa, será ignorado. Isso foi o que ele fez VÁRIAS VEZES no (início do) ano passado.

    Torres (o escrevinhador)

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  28. Desconhecida's avatar
    Revoltado permalink
    23 Janeiro, 2010 20:21

    #22 o pessimista disse

    Cada um acredita no que quer pois ainda somos um país livre para isso e muito mais. Uma coisa lhe digo:um blog destes http://montyhallparadox.blogspot.com/2010/01/portugals-make-or-break-budget-in-wsj.html
    com apenas 905 visitas, com estes ilustres desconhecidos

    * William Herbert
    * Gordon Gekko
    * Hayek
    * ghost blog
    em que o número de visitas dos seus perfis é insignificante.
    Desculpe que lhe diga mas você anda por lugares muito mal freqêntados.

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  29. tina's avatar
    tina permalink
    23 Janeiro, 2010 20:50

    “tina, #14 – A Suécia e a Dinamarca são dos países aode há mais impostos sobre sobre os rendimentos. pela sua ideia são casos a não copiar…”

    Você acha mesmo que o Estado consegue rentabilizar o dinheiro da maneira como um privado consegue? Os imposto elevados são um efeito secundário de uma riqueza elevada. E para primeiro se criar riqueza, só os privados.

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  30. carlos graça's avatar
    carlos graça permalink
    23 Janeiro, 2010 20:53

    Sinalização e Credibilidade (título do post)? Bem, toda a gente sabe e entende que Portugal está muito mal sinalizado. Os turistas também se queixam de tal situação, uma das vergonhas nacionais. Quanto á credibilidade, tal palavra provoca um sorriso irónico quando aplicada ao País, que “deu mundos ao mundo”, e que de há umas décadas para cá, vive de mão estendida ao estrangeiro, para poder comer. Portanto credibilidade, das duas uma: ou apenas para incautos, ou para correligionários de fé cega em dogmas, coisa e tal. Como dizia um dos teóricos ( não me recordo o nome) sobre a verdade : “A verdade grita pelas ruas!”, só nao vê quem não quer…

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  31. Desconhecida's avatar
    Horatio César permalink
    23 Janeiro, 2010 20:57

    Os pretos já abriram o olho.
    Agora os chineses são os novos escravos do Império Ocidental.
    Temos que amestrar os muçulmanos também para tais tarefas, pois entre cinco orações virados para Meca, ainda restam muitas horas para trabalhar…

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  32. Desconhecida's avatar
    23 Janeiro, 2010 21:28

    ó pagaio das ilhas: experimenta amestrar os magnatas das arábias que compram os bancos falidos na City.

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  33. Desconhecida's avatar
    23 Janeiro, 2010 21:30

    Eles a ti, o mais que eram capazes de oferecer, era cargo de puxador de riquexó.

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  34. Desconhecida's avatar
    23 Janeiro, 2010 21:32

    Mas, mesmo para isso, tinhas de ir para um campo treino.

    Mesmo para animal de carga estás out.

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  35. Eduardo F.'s avatar
    23 Janeiro, 2010 21:35

    Umas quantas sugestões para que haja quem possa acreditar em nós:

    1 – Anunciar o efectivo estado das contas públicas, do défice do Estado em sentido lato, do endividamento externo, explicitando exaustivamente os encargos futuros das PPP.

    2 – Anunciar que o Estado, pela mão do Governo, irá adoptar o princípio aplicado à gestão das finanças das famílias. Nesse sentido, o défice do orçamento equivalerá, em 2010, 7.1% do PIB numa trajectória que o levará a 2.8% em 2013 com o objectivo de alcançar, em 2018, um pequeno superavit (+0.3% do PIB).

    3 – Congelar os salários da Função Pública e das empresas públicas em 2010-2011 de todos aqueles que não ocupem cargos dirigentes. Diminuição, em 4%, dos salários de todos os cargos dirigentes, incluindo o Governo, Deputados e Autarcas.

    4 – Extinguir, até ao final do ano, 40% dos Institutos Públicos e 60% dos Observatórios.

    5 – Reduzir a taxa de IRC para as PME exportadoras para 5%.

    6 – Anunciar o adiamento da ligação Lisboa-Porto em TGV para 2020 (cinco anos para além do previsto até aqui).

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  36. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 21:51

    7 – Extinguir governos civis

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  37. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 21:52

    8 – Legislação que responsabilize criminalmente no futuro quem assine no presente contratos ruinosos para o Estado

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  38. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 21:59

    9 – Manter aeroporto da Portela e abrir concurso ao novo aeroporto aos privados que desejarem investir sem ajudas estatais assumindo o risco integral do projecto.

    10 – Privatizar a ANA encaixando as receitas da privatização por inteiro e totalmente dissociadas da construção do novo aeroporto, que deve ser explorado por uma empresa concorrente da ANA.

    11 – Manter subsídios a serviço público de televisão apenas à RTP2 e a estrutura mínima necessária para a manter. Acabar com subsídios à TV generalista da RTP1 e canais Cabo públicos. A mesma coisa na rádio com a Antena 1 e 2. Redimensionar esses Media para essa realidade.

    12 – Acabar com goldenshares na EDP, PT, etc. Acabar com os contratos ruinosos que são os preços absurdos que estão a ser pagos à EDP pela energia renovável e outras, o dobro de outros países, mesmo os que também subsidiam essas energias.

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  39. André Miguel's avatar
    23 Janeiro, 2010 22:01

    A nossa classe politica prefere discutir o sexo dos anjos que pegar o touro pelos cornos.
    A propósito dos tempos que correm, e a prever o que aí vinha, Henry Mintzberg escreveu que “uma obsessão com finanças é o mesmo que jogar ténis a olhar para o quadros dos resultados em vez de olhar para a bola, assim como uma obsessão com Marketing é o mesmo que jogar ténis a olhar apenas para o público”.
    Ora são precisamente estas as duas únicas obsessões dos nossos governos: finanças=défice=mais impostos e marketing=eleições. Apetece dizer “It’s the economy, stupid!”
    Portanto, sinal de credibilidade seria olharem para a bola de uma vez por todas…

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  40. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 22:11

    13 – Disponibilização pública de toda a informação relativamente a gastos públicos, sejam concursos, sejam ajustes directos, do maior dos ministérios ao menor dos departamentos, custos desde autoestradas a compras de papel higiénico, organizados num portal público onde a informação possa ser cruzada a nível de fornecedores, concursos, entidades, valores e pessoas responsáveis pelas decisões dos concursos, contratos dos mesmos, condições dos concursos,etc, tudo cruzável com número de contribuinte. Esse portal incluiria toda a informação pública, administração central, autarquias, empresas públicas, institutos e fundações. Sanções pesadas para o incumprimento no fornecimento dessa informação, do mais baixo responsável ao mais alto a nível ministerial.

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  41. Tou a Ver's avatar
    Tou a Ver permalink
    23 Janeiro, 2010 22:14

    “os pequenos e médios empresários são uma merda ”

    E os grande não são porque ?

    Olha, sabes quem é que produz a maior parte do emprego emn Portugal ?

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  42. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Janeiro, 2010 22:46

    14 – Divulgação pelo Tribunal de contas dos contratos ruinosos para o Estado, os assinantes dos contratos e das empresas de advocacia e consultadoria (e respectivos accionistas) que prestaram assistência ao Estado na feitura dos contratos ruinosos.

    15 – Auditoria externa internacional à CGD e à sua politica comercial e de empréstimos a grandes empresas nacionais

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  43. Laranjada.Ovarense's avatar
    Laranjada.Ovarense permalink
    24 Janeiro, 2010 00:22

    14 – Divulgação pelo Tribunal de contas dos contratos ruinosos para o Estado, os assinantes dos contratos e das empresas de advocacia e consultadoria (e respectivos accionistas) que prestaram assistência ao Estado na feitura dos contratos ruinosos.

    Os angolanos, com a fama que têm, fizeram uma destas a um dos governadores:

    Click to access acordao5.pdf

    Ainda estou para ver alguém em Portugal ser publicamente censurado desta forma!

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  44. anonimo's avatar
    24 Janeiro, 2010 01:47

    Li algures que as despesas de representação do Estado representam MAIS de CINCO orçamentos do sector da Saúde ou do sector Educação …

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  45. anonimo's avatar
    24 Janeiro, 2010 01:55

    O mal de Portugal não está nos trabalhadores, como o sabemos.

    Poderíamos “ser” um país com um nível de produção de riqueza e bem estar dos cidadãos semelhante a países como uma Dinamarca, Holanda ou Bélgica.
    Não o somos pelas razões que estes últimos anos demonstraram amplamente (…)
    … compadrio, corrupção, invejite, parolismo.

    É uma questão de base cultural, de mentalidades, magistralmente retratada por grandes escritores nacionais de outros épocas.

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  46. tina's avatar
    tina permalink
    24 Janeiro, 2010 09:46

    “Não o somos pelas razões que estes últimos anos demonstraram amplamente (…)
    … compadrio, corrupção, invejite, parolismo.”

    Exactamente. Por parte do Estado que estrangula a actividade empresarial através de impostos pesados e leis laborais inflexíveis. É disso que todos os investidores estrangeiros e nacionais se queixam.

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  47. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    24 Janeiro, 2010 18:14

    Redução de 30% ao ano da despesa de estado até 2014

    deficit em 2010 6%
    2011 4%
    2012 2%

    subida de 2% no iva

    Fora disto duramos mais um ano!

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  48. José Cruz's avatar
    José Cruz permalink
    24 Janeiro, 2010 19:44

    Pergunta certamente “anjolas”

    Nos ultimos 5 anos não se passou nada no mundo?

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  49. Desconhecida's avatar
    Maria permalink
    24 Janeiro, 2010 22:04

    Para além de anteriores sugestões o défice orçamental podia aliviar-se desde que as leis do orçamento eleboradas palo Ministério das Finanças incluíssem uma cláusula que impedisse os organismos públicos de, no final de Dezembro de cada ano, de gastar desnecessaria e apressadamente, os saldos ainda existentes, exigindo, como em tempos, que estes sejam abatidos na atribuição de verbas do orçamento para ano seguinte.

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  50. Tudo trafulhas's avatar
    Tudo trafulhas permalink
    25 Janeiro, 2010 01:10

    As privatizações em Portugal na electricidade e distribuição da gasolina que geraram monopólios privados têm dado muito boa conta de si:

    Em 2008, a privatizada EDP teve mais 1.000 milhões de euros de lucro e a privatizada Galp teve mais 500 milhões de lucro, tendo esta última aumentado os preços da electricidade em 5%, cerca de três vezes mais do que valor da inflação.

    Quanto aos lucros tão elevados da privatizada Galp foram conseguidos graças à demora na repercussão da descida do preço da gasolina em relação ao preço do petróleo, ou seja, roubando os consumidores.

    Evidentemente que haverá ainda outros serviços públicos que, se privatizados e seguindo as «boas práticas» de gestão da Galp e da EDP, poderão tornar-se em novos monopólios lucrativos.

    Afinal, o financiamento privado de políticos e de partidos, que inclui o apoio mediático, tem a obrigação de gerar um retorno decente para os investidores nos poderes Legislativo e Executivo.
    http://citadino.blogspot.com/

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  51. Dicionário's avatar
    Dicionário permalink
    25 Janeiro, 2010 04:29

    15.Manolo Heredia disse
    23 Janeiro, 2010 às 6:10 pm

    Erro.
    Saloio é:

    Indivíduo natural da antiga zona rural da região de Lisboa (mais concretamente, dos actuais concelhos de Sintra, Loures, Mafra, Cascais, Oeiras e Amadora – Portugal), ou que se identifique com alguns aspectos socio-culturais dessa zona, ou que se sinta integrado na mesma tal como um dos seus nativos.
    Aldeão
    Rústico

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