Há anos que isto é assim
Paulo Rangel deu ontem uma entrevista ao i onde defendeu o ensino profissional e disse o óbvio sobre a degradação do ensino quer em Portugal quer na Europa. Como é inevitável nestas matérias lá veio a referência à escola primária do Estado Novo o que não deixa de ser uma ironia. Em primeiro lugar porque também podia ser a escola da I República que até se celebra este ano e em matéria de exigência e rigor na escola os adeptos de Afonso Costa não se distingiam em nada do de Salazar. Quanto ao ensino profissional e independentemente de poder começar aos 12 ou aos 13 a verdade é que sua extinção foi um dos desastres da passagem de Veiga Simão pelo Ministério da Educação no tempo de Marcelo Caetano. Como na época e pelos vistos ainda hoje se achou que esta era uma medida progressista Veiga Simão passou para a po~steridade como um homem de esquerda, certamente musculada, digo eu, pois é a ele que se deve a introdução dos gorilas nas faculdades além da acentuada criminalização dos actos de contestação dos universitários de então.
A extinção do ensino profissional – e convém lembrar que nada impedia passar do profissional para o liceal – teve consequências desastrosas na vida dos alunos. Mas no reino da fantasia em que o pedagoguês se tornou contrariar as teses oficiais é muito difícil. E hoje como não podia deixar de ser o i lá trouxe um artigo sobre o assunto cujo título é este Escola. todos rejeitam proposta de Paulo Rangel O todos é o costume devidamente patrocinado pelo Ministério da Educação a começar por aquele senhor Albino Almeida da Confederação Nacional das Associações de Pais cujos filhos devem ter o percurso escolar mais longo do planeta Terra.

Por acaso também já me tinha interrogado sobre o percurso escolar dos ganapos do tal senhor da comixão de papás…devem ser cá uns calões de primeiria água. Se ao menos já tivessem uma profissão desde putos podiam ir recebendo do fundo…de desemprego.
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Não percebo porque se fala em eventuais fraudes no BPN e BPP e não se fala na maior fraude – e nesta são todos obrigados a por o seu dinheiro – de todas em Portugal: Educação Publica.
Biliões, e mais biliões entregues a Especuladores Sociais, resultados desastrosos.
Enquanto não desaparecer o Ministério da Educação Soviético nada vai mudar.
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Claro. Ensinem os putos a assentar tijolos para aos 16 anos irem trabalhar para as obras.
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Anónimo #3
Acha mesmo que todos os alunos portugueses têm capacidade para tirarem uma licenciatura?
Qual é o problema de se dar uma alternativa, que ninguém obriga a tomar e que não é vinculativa, ou seja, pode ser posteriormente revertida, aos que não têm essa capacidade?
Ou acha que eles nem capacidade têm para fazer opção e, como tal, tem que ser o sacrossanto estado a indicar-lhes o caminho?
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As pessoas que assim não falam nunca encontraram numa escola problemática. Se tivessem, perceberiam logo que aquilo não é ensino, é uma palhaçada do princípio ao fim. As crianças que se safam são aquelas que os pais podem ajudar em casa. Os bem comportados, que até podem demonstrar capacidade, não conseguem aprender por causa do barulho e distracções constantes. Os indisciplinados e repetentes só lá vão porque são obrigados e a escola tornou-se uma casa. Mas aprender é a última coisa que lhes passa pela cabeça quando entram na sala de aula. Divertirem-se será a primeira.
Por isso, quem não quer mudar a situação, ou finge que muda através duns cursos CIF que não ensinam nada para a vida prática, é porque no fundo não se preocupa com o futuro daquelas crinaças.
Na escola do meu filho, se pudessem oferecer cursos de cabeleireiro e educadora de infância, haveria muitas estudantes interessadas. Mas assim, estão lá a marcar passo, SEM APRENDER NADA, para depois serem largadas sem nenhuma ferramenta para a vida.
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“senhor Albino Almeida da Confederação Nacional das Associações de Pais cujos filhos devem ter o percurso escolar mais longo do planeta Terra”: LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
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Os africanizadores acabaram com o ensino técnico que como diz dava acesso a outros graus de ensino e abriram uma vala muito larga onde serão enterrados.E escusam de vir com essa demagogia do “assentar tijolo” porque o que fizeram foi criminoso.Em vez de a rapaziada emigrar com qualificação avançada vai de facto carregar massa e assentar tijolo ombro a ombro com a africanidade nos trabalhos mais humildes que existem.Por isso é que insistem tanto no todos iguais todos diferentes.Levar os seus concidadãos a terem até capatazes africanos.Como prova de que agora é que é bom…
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5 – só um detalhe – hoje em dia, “educadora de infancia” é um curso superior, não algo que pudesse ser ensinado no 7º ano
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#8.
Obrigado pela correcção atempada. A história de cuidar de crianças não é bem o mesmo que guardar cabras, ainda que o que se ensine em “educação de infância” esteja refém do “meu filho meu tesouro” do Spock.
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#5.
Tina:
O que não falta aí é escolas de estética onde ensinam a milenar arte da tosquia.
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“O que não falta aí é escolas de estética onde ensinam a milenar arte da tosquia.”
Mas são pagas! O que seria bom é que a escola identificasse as necessidades das crianças mais cedo e as encaminhasse para os devidos cursos. Se gasta 5000 euros com cada uma no ensino escolar, isto seria mais do que suficiente para lhes proporcionar um grau profissional. Até metade chegava!
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O que se passa agora pode ser considerado criminoso. O Estado gasta milhares e milhares de euros por criança sem lhes proprocionar qualquer futuro. E sabendo como eles vão batalhar na vida, mesmo assim não quer mudar nada.
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#11.
A escola a identificar necessidades de crianças parece-me moderadamente arriscado. Dentro das competências da Escola pode estar a orientação profissional mas nunca numa perspectiva vinculativa; e ter-se-ia de reformular todo o trabalho de avaliação de competências que por ora se resume a uma consulta de psicologia de horóscopo.
E pode haver cursos que não tenham cabimento numa Escola. Mesmo que tenham saídas profissionais. E vice-versa.
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Pois Romão, você não percebeu que não há ninguém que se preocupe com aquelas crianças, não há paizinhos a orientá-los nem a ajudar e é a escola que tem de fazer isso.
E o que acabei de dizer é que a escola deveria encaminhar os estudantes para esses cursos lá fora. O Estado pagaria pelo ensino profissional da mesma maneira que paga agora pelo ensino escolar.
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#14.
Discordo da primeira: a responsabilidade da orientação (em sentido lato) não pode passar inteiramente para a Escola, porque nem a Escola deve ser concebida como uma antecâmara do centro de emprego nem os pais se podem eximir às suas funções (já são suficientemente desresponsabilizados). Eu tirei um curso sem saída profissional, porque quis e não estou arrependido. Acaso a Escola funcionasse espartanamente no que concerne a orientação, nunca o poderia ter tirado.
Concordo que o aluno deve poder escolher o curso e a Escola. E que o Estado deve fazer os possíveis para garantir essa liberdade. Sobretudo aliviar o espartilho do centralismo e da burocracia.
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A Escola não tem só a ver com o Emprego. Nem deve ter. As pessoas devem ter a liberdade de cursar o que lhes dá na real gana, independentemente das saídas profissionais. A Escola é um centro formativo de competências e cidadãos. Não é uma usina de fabrico de funcionários. É um lugar-comum? É. Mas não está posto em prática.
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O Romão não faz ideia do que é o mundo real aí fora. São crianças que passam o dia inteiro sozinhas, cujos pais não querem saber das notas para nada, os miúdos só não se metem na droga se tiverem sorte com as companhias… E no mundo destes o Romão vem dizer coisas espampanantes como “As pessoas devem ter a liberdade de cursar o que lhes dá na real gana, independentemente das saídas profissionais.”
São líricos como o Romão que mandam no ensino e daí o estado desastroso em que tudo se encontra, especialmente no que toca às crianças mais carenciadas.
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Escola a quanto não obrigas.
Claro que o facto de terem acabado com cursos técnicos das antigas Escolas Comerciais e Industriais, foi a pior decisão do ensino. Primeiro não criou uma verdadeira alternativa, segundo deixou de fornecer para o mercado de trabalho gente com habilitações técnicas para exercer uma profissão, terceiro criou novas formas de aprendizagem técnica, com equivalências a 12ª Ano, que pecam pela falta de qualidade e pelo facilitismo. Hoje é normal encontrar alunos inscritos no IEFP com esses cursos, (electricidade, etc) com médias de notas muito boas, com equivalência ao 12º ano, mas verdadeiramente sem qualquer preparação para entrar no mercado de trabalho. Para além da má preparação o estado não de sabe bem porquê, criou os estágios profissionais para estas pessoas, remunerados em quase dois salários minimos, ganhando assim mais o estagiário que o trabalhador que já está no mercado de trabalho a mais tempo e com qualificações. Em conclusão, eu diria que é o incentivo ao facilitismo, a falta de responsabilidade, falta de rigor, desperdicio de recursos económicos. É claro que os professores também tem culpa nisto, porque eles mesmos praticam o facilitismo nestes cursos nas escolas, só para se verem livres dos estudantes e atingirem altos valores na estatistica.
As empresas procuram gente qualificada, consulta-se o IEFP e não há, mas há isso sim muitos desempregados, muitos deles fruto da má politica do Estado.
Uma última palavra para os Srs dos sindicatos, que deviam reconhecer e chamar atenção para esta situação “falso ensino”, uma prática que dá jeito a muitos.
Relativamente aos centros de formação profissional, seria importante fiscalizar a sua actividade, que cursos promovem, com que qualidade, que são os formadores, que nível de exigência, que trabalho desenvolvem junto das empresas, não chega só dar formação é necessário que essa formação seja obsorvida pelo mercado de trabalho, muitas das vezes não é pelo facto de serem profissões para as quais não há necessidade de trabalhadores.
Esperemos que isto dê uma reviravolta.
#5 TINA.
Concordo. Isso é o dia a dia das Escolas.
Não há regra, responsabilidade, muitas das vezes a escola afasta-se. Este funcionamento, concerteza que dará jeito a alguém, tdos nós sabemos que quando nos envolvemos para dar um novo sentido às coisas isso dá trabalho, trabalho se calhar para alguns já é muito…os sindicatos que o digam…
VIVA PORTUGAL
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Trabalho infantil, já!
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Bom esclarecimento JMLM, é inacreditável como a falta de ensino profissional tem tido implicações tão más para o país e ainda ninguém decidiu mudar isso.
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“Trabalho infantil, já!”
O que muitos mesmo queriam era começarem a trabalhar e a ganhar a vida aos 16/17 anos em vez de ainda estarem no 7º e 8º anos porque o Estado assim os obriga.
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A Tina para assessora do Rangel, já!
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#17.
Ó Tina, mas de onde me conhece para imputar-me falta de conhecimento do que se passa “lá fora”?
Já lhe expliquei que na minha perspectiva a Escola não deve substituir à responsabilidade dos pais em muitos e diversos assuntos, incluindo a orientação profissional. Acaso se substitua, com que direito os pais podem reclamar da educação dos filhos ou do que a Escola tem para oferecer aos filhos? Nenhum.
O que é que a Escola pode fazer se os miúdos se querem meter nas drogas? As pessoas sempre quiseram beber, drogar-se ou fazer outras tropelias próprias da idade. A Escola é o Big Brother além do Orientador-mor? E tem tempo para ensinar? E como concilia isso com a liberdade individual de querer trabalhar aos 16 ou aos 17?
A sua ideia de Escola é um sítio onde se descarregam as crianças de manhã e onde se recolhem à noite, devidamente formatadas com tudo para que seja só necessário dar-lhes de jantar e deitá-las. E se puderem dar umas aulas de culinária para que façam a paparoca sozinhos, tanto melhor.
Eu não partilho dessa opinião. Mas o Sócrates acha que é o melhor. Deve estar de acordo com ele, suponho. Uma espécie de República platónica a longo prazo.
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Eu tirei o curso que me apeteceu, sem saída profissional e sem que me chateassem a cabeça por isso e não estou arrependido nem sou agarrado. Sou uma excepção no sistema da Tina onde eu nunca poderia ter existido. Mas falo por experiência própria.
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Acho que nessa discussão entre a Tina e o Romão sobre se devem ser as escolas ou os pais a encaminharem os alunos para as áreas adequadas, estão se a esquecer da pessoa cuja opinião é mais importante para o assunto.
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“Já lhe expliquei que na minha perspectiva a Escola não deve substituir à responsabilidade dos pais em muitos e diversos assuntos, incluindo a orientação profissional.”
Mas você não percebeu ainda que é como se eles não tivessem pais? No seu mundo ideal, há pais. No mundo real, não há pais. Ou pode haver, mas eles são tão ignorantes de tudo, coitados. Eu própria já senti necessidade de intervir por certas crianças na sua orientação e elas sentiram-se gratas por isso.
“O que é que a Escola pode fazer se os miúdos se querem meter nas drogas?”
Se a escola desse cursos práticos e estimulantes, eles já não se meteriam nas drogas. Muitos deste miúdos não têm cabeça para a matéria ensinada. Nunca foram estimulados intelectualmente desde pequeninos. Não se desenvolveram nessas áreas e a geografia, história, etc. não lhes diz absolutamente nada. Mas por outro lado podem saber pintar, dançar e serem melhores artistas do que os outros. Poderiam ser encaminhados para essa áreas logo cedo sob uma perpectiva profissional.
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#20
Relativamente ao seu comentário devo dizer-lhe o seguinte:
É exactamente peo facto de o Estado em Portugal ter o comportamento que tem com as empresas, é que há trabalho infantil e outro tipo de situações:
Exemplo:
– Durante anos foram muitas as empresas a laborar no mercado de forma ilegal, porque simplesmente o Estado não as fechava pela falta de pagamento de TSU;
O Estado deixa as empresas que não pagam impostos continuarem a laborar no mercado, ou seja temos um Estado que não protege quem trabalha de forma legal, mas acaba por proteger de forma indirecta essas empresas, criando assim a concorrência desleal;
Podia dar “N” de exemplos de como funciona esta economia de terceiro mundo…
Claro que depois o estado aparece como pessoa de bem, criando postos de trabalhos artificiais para os jovens sem qualificação, porque nada lhes foi exigido, com salários acima da média, criando expectaivas erradas nas pessoas. Após um ano de estágio veremos quantas dessas pessoas estão no mercado de trabalho e quanto é que ganham, será que são os 800,00 já com impostos deduzidos?
Já agora qaun do solicitar um serviço ,para a sua habitação, esperoq ue lhe seja prestado por um trabalhador indeferenciado aem estágio a ganhar o tal vencimento, verá o Sr quanto pagará por cada hora de trabalho… Claro depois vem as respectivas queixas – Para quem não sabe fazer nada é muito caro!
A realidade é só uma, neste mercado só vence quem sabe, qum não sabe fica de fora, infelizmente no ensino está a colocar muita gente no mercado para ficar no banco de suplentes, concerteza para emigrar ou coisa que tal.
VIVA PORTUGAL
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#26.
Eu não me estou a esquecer de nada Miguel. Aponto inclusivamente o meu caso pessoal: eu cumpri o meu percurso escolar e académico à revelia das orientações que me foram dadas: dos meus pais e as da Escola. Não acho é que a Escola possa ser the all-dancing-and-singing machine da Tina: dá aulas, escolhe orientações profissionais e protege os alunos das más influências. Os pais vão a reuniões (quando vão) para saber o que Escola pretende fazer com os petizes.
Assim como assim, tem o ar do tempo: as crianças como activos de uma grande empresa (Estado) gerido por um conselho de Administração (Escola) que presta contas anualmente aos accionistas (Pais). Porreiro, pá.
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#27.
Já experimentou drogas Tina? Sabe porque é que as pessoas se metem nelas? Porque dão prazer.
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#27
Converte-te irmã.Sócrates te ama.
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“Não acho é que a Escola possa ser the all-dancing-and-singing machine da Tina: .”
Nunca disse nada disso. Só dei exemplos em como aquelas crianças mais criativas e que mais facilmente se aborrecem na escola ou se metem em drogas, podem ser bem orientadas profissionalmente. Muitas outras haverá que escolherão cursos mais convencionais.
Depois fala na escola como se fosse um mundo idílico, “dá aulas, escolhe orientações profissionais e protege os alunos das más influências” quando o que acontece na realidade é que os resultados são nulos. Todos os alunos saem mal preparados dessa escola. Os que podiam ser bons alunos não são porque os maus não o deixaram. E os maus, continuam a ser maus e sem nenhuma perpectiva para a vida. É a situação actual sem tirar nem pôr.
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“A realidade é só uma, neste mercado só vence quem sabe, qum não sabe fica de fora, infelizmente no ensino está a colocar muita gente no mercado para ficar no banco de suplentes, concerteza para emigrar ou coisa que tal.”
Bem observado.
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#31.
Em #14. “Pois Romão, você não percebeu que não há ninguém que se preocupe com aquelas crianças, não há paizinhos a orientá-los nem a ajudar e é a escola que tem de fazer isso.”
Como lhe digo, a sua posição está mais perto de Sócrates do que a minha. Para si a Escola deve substituir-se aos pais. Eu não lhe meti palavras na boca. Agora não me defenda uma coisa e o seu contrário num intervalo de três posts.
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A extinção do ensino profissional foi o maior desastre de todos os tempos em matéria de educação.
Lamento os talentos que se perdem com a utopia de que todos têm de seguir um percurso académico.Muitos jovens arrastam-se penosamente para cumprir um curriculo que consideram detestável, desperdiçando toda uma vida escolar que poderia ser muito proveitosa. Pobres jovens nas mãos destes incompetentes.
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“A extinção do ensino profissional foi o maior desastre de todos os tempos em matéria de educação.”
vão todos para doutores e quem não sabe fazer dá aulas, ninguém amanha as terras e os canalizadores estão cotados na bolsa. bons tempos de vida barata para alguns.
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Também vamos lá ver uma coisa – há mais de 20 anos que há ensino profissional, a partir do 10º ano.
e, para falar a verdade, nunca notei que esse ensino tivesse grande adesão (e dá-me a ideia que muitos desses cursos profissionais são “cursos da treta”). Haveria alguma razão para pensar que correria melhor se esses cursos começassem ao 12 em vez de aos 15?
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“Haveria alguma razão para pensar que correria melhor se esses cursos começassem ao 12 em vez de aos 15?”
eu punha-os a trablhar aos 8 anos de idade, reformavam-se mais cedo e depois quem quisesse que fosse estudar.
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Este albininho é mais um comparsa do palhaçóide bandalho. Este estronço é “presidente” de uma coisa que gostava de saber como se financia e organiza: a confederação de “pais” e respectivas federações e etc. E gostava de saber como se chega a “presidente” desta chachada. E como se entra p’ra lá. É que também sou pai e gostava muito de pertencer a uma coisa destas… Deve ser giro. E útil, sei lá…
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O ensino técnico era uma ferramenta de selecção social, uma forma de encarrilar, pelo próprio conteúdo curricular, aqueles que dado o peso da reprodução social associada ao nulo lastro cultural do núcleo familiar já estavam «condenados» a não ascender na escala social. A escola do 25 de Abril abriu vias de ascensão social inauditas, ou pelo menos detonou as paredes que ladeavam o estreito carril que levavam a criança, como numa linha de montagem, da entrada na escola na qualidade de pessoa à sua saída como trabalhador. Permitiu maior margem de manobra. Introduziu a liberdade, senhores liberais.
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Caro JV,
Está enganado. O resultado efectivo do assassinato do modelo dual e da massificação medíocre, programados por Veiga Simão durante o marcelismo e executados no pós 25 de Abril, é que é exactamente o “fechamento” da ascensão social.
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Não estou enganado, o que disse está estudadíssimo pela nossa História da Educação. Aliás, o acesso inaudito aos estudos superiores no período posterior ao 25 de Abril, que cresceu em média anual de alunos qualquer coisa como 5000% segundo julgo recordar, só denota o modo como a não-canalização do estudante para o ofício o fez expandir horizontes e ascender capacitariamente na pirâmide social (o que, até há muito poucos anos, significaria «mecanicamente» uma ascensão social tout court – escusado será dizer que essa modificação não é «culpa» da escola de massas…).
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# 91, Eduardo F. disse: em Tabula rasa
Publicado por JoaoMiranda em 18 Fevereiro, 2010
19 Fevereiro, 2010 às 12:45 am
Como outros comentadores já assinalaram, o título da notícia/entrevista do “i” é mistificador quanto ao conteúdo real da entrevista e também eu me pergunto se o João Miranda terá realmente lido a entrevista.
Dito isto, e no plano dos princípios, teria preferido que Rangel tivesse elegido, como princípio primeiro relativamente à Escola, “a liberdade de escolha”. Em qualquer caso, não vejo que se possa negar a necessidade de “exigência e rigor no ensino” como vector essencial de “ruptura” com a pastosidade medíocre que o ensino unificado, além 6º ano de escolaridade, e simultâneo desmantelamento do ensino profissional trouxeram a este desgraçado país. E, sim: tal significa o regresso dos exames. E, sim: tal significa o regresso do ensino profissional. E, sim: tal significa «Crianças a serem precocemente orientadas pelos pais» como o Caro DesconfiadoSempre singelamente confessa em #78
Quando afirmei, em # 78, Crianças a serem orientadas precocemente pelos pais, estava a referir-me não à educação que sempre compete aos pais, mas à escolha precoce de um curso profissional que os há-de vincular ao mundo do trabalho. Por ser precoce e sem qualquer despiste de aptidão, o velho ensino técnico provocava um elevadíssimo abandono escolar e muita frustração nos que tinha tirado um curso com o qual não se identificavam.
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40, Eduardo F
Está menos atrasado que o entrevistado (Paulo Rangel). Valha-lhe isso
Até 1974, o ensino fazia a selecção entre os que aparentavam ter cabeça e os que aparentavam só ter músculo.
O Ensino Unificado (liceal+técnico), nascido no 25 de Abril, foi substituído pelo 3.º Ciclo do Ensino Básico, há pelo menos uma década.
Quereria dizer que, no 3.º Ciclo, o ensino organiza-se segundo um plano curricular unificado?
Como pode afirmar que o Ensino Profissional vai regressar, se ele existe desde 1983/84, lançado pelo então ministro da educação Dr. José Augusto Seabra, a saber:
– O Ensino Profissional, de um ano, correspondia então ao 10.º ano de escolaridade e foi extinto por não ser passível a atribuição, segundo a CEE, do nível III correspondente ao ensino secundário
– e o Ensino Técnico Profissional, com a duração de 3 anos (10.º, 11.º e 12.º anos)
Em 1989, os Cursos Técnico-Profissionais foram substituídos pelos Cursos Tecnológicos, com a mesma duração e destinados aos mesmos anos lectivos dos cursos substituídos.
A Direcção-Geral do Ensino Secundário, em Lisboa, passou para o Porto, com a designação de Gabinete de Educação Tecnológica Artística e Profissional (GETAP) e foi seu Coordenador o Dr. Joaquim Azevedo, mais tarde Secretário de Estado da Educação e actualmente membro do Conselho de Nacional de Educação.
O futuro profissional de qualquer cidadão não deverá ser decidido aos 12 anos, deverá ser da escolha do jovem, com o apoio dos pais e a ajuda de psicólogos de orientação escolar.
O percurso escolar orientado para a vida profissional, só deverá se escolhido no final do 3.º ciclo, i.e. após a conclusão do 9.º ano.
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Há uma percentagem de alunos, não tão despicienda quanto se possa pensar, que por não se identificarem com os currículos escolares, aliás à imagem do que também acontece no ensino superior, acabam por desistir ou mudar de curso.
Isso deveria bastar para que alguém com bom senso, afastasse a ideia de querer decidir o futuro profissional de jovens de 12 anos, longe de terem adquirido a maturidade necessária, para fazer escolhas tão importantes e decisivas, para a sua vida profissional futura.
Enfim, uma entrevista (para esquecer)a revelar ideias confrangedoras para o país
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pois foi graças à extinção dos cursos profissionais que existem na Europa, que em Portugal se incentivou a criminalidade e a emigração está aí em força.
Um primo meu que não conseguia estudar, tirou um curso técnico sobre fabrico e esterilização de seringas em França. A sobrinha licenciou-se em Biologia, tb em França, dá aulas à 3 anos e ambos ganham mais do que eu, licenciada, profisssionalizada (4+2anos de faculdade) à 20 anos e acha que ganha uma miséria, 1300 euros, que agora já devem ser 1500, não dá para nada!!!!
Aos portugueses resta serem os trolas e as mulheres a dias da Europa, porque de leste vem gente muito profissional e competente,
adeus Portugal, a próxima Albânia…
quanto ao pai dos pais à 3 anos as filhas, gémeas, estavam num colégio privado com acordo com o ministério e por isso gratuito ao bininho….. parece que aquele secundário é ad aeternummmmm
má sorte nascer neste país……
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“afastasse a ideia de querer decidir o futuro profissional de jovens de 12 anos, longe de terem adquirido a maturidade necessária, para fazer escolhas tão importantes e decisivas,”
Há muitos miúdos com 12 anos de idade que ainda frequentam o 4, 5º e 6 º anos. A maioria deles terá completado os 15 anos e ainda estará no 7º ano. Que futuro terão 95% deste miúdos no ensino escolar normal? Nenhum. Estão só a perder tempo para além de, sendo estes miúdos normalmente mais indisciplinados, dificultarem a aprendizagem dos outros.
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Eu até gosto de ti é pena seres tão monga!
Aí vai, diverte-te!
http://cdp.portodigital.pt/educacao-e-formacao/ensino-basico
-e-secundario/modalidades-de-ensino/cursos-de-
educacao-e-formacao-de-jovens
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http://cdp.portodigital.pt/educacao-e-formacao/ensino-basico-e-secundario/modalidades-de-ensino/cursos-de-educacao-e-formacao-de-jovens
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“Eu até gosto de ti é pena seres tão monga!”
Como se pode alguma vez ter alguma consideração por alguém que responde com insultos a comentários neutros? Não tem argumentos e passa ao insulto.
Não deixa de ser bom que pessoas como você apareçam por aqui: ao menos todos ficam a ver o tipo de pessoas destrambolhadas das quais vêm todas estas ideias líricas que só levam a maus resultados na prática.
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