quiser passar para o privado e para a livre empresa… proponho-lhe que seja o produtor dum filme que quero realizar… título: se não podes bater alguns, bate noutros… um verdadeiro western do sec XXI a rodar, por aí, por todo o lado, onde haja gente… actores da vida real a representar papeis principais e de figurantes!…
Bons para quem? Quem é que define o “bom”? Se for o público, trata-se de um jogo de palavras, e o que você quer dizer é “comecial”, o que não tem anda que ver com bom (no sentido de qualidade).
“o que você quer dizer é “comecial”, o que não tem anda que ver com bom (no sentido de qualidade).”
Luis, a qualidade de um filme é subjectiva. Sendo um produto de entretenimento, “bom filme” é aquele que agrada ao consumidor, não aos seus autores! Se determinado projecto cinematográfico não antecipa, a priori, angariação de suficientes clientes, então não deve ser realizado ou terá de ser produzido usando menos recursos (foi o que fez Tarantino com o “Cães Danados”).
«No tempo em que fui presidente da Media Capital houve sempre uma grande tentação e propensão para instrumentalização da TVI em favor de causas e motivos políticos e pessoais, tanto por parte do casal Moniz, como de outras personalidades da estação».
Saia um subsídio para desmontar as cabalas contra o PS e sobre os benefícios do enriquecimento repentino proporcionado por 1000000 de imigrantes boa parte deles rapidamente nacionalizados…
“Sendo um produto de entretenimento, “bom filme” é aquele que agrada ao consumidor”
Isso é a definição do seu dicionário pop. Não sendo errada, é terrivelmente incompleta. Deixa de fora uma boa parte – senão a melhor – da história do cinema.
Mas isso é somente uma faceta do zeitgeist do momento: que tudo tem um preço e que tudo serve um preço. Ainda há pouco tempo a Helena Matos achava normal e prática de boa gestão transformar clássicos em pasta de papel.
“Deixa de fora uma boa parte – senão a melhor – da história do cinema.”
Romão, mesmo que isso seja verdade, o seu gosto pessoal que não deve impor-se sobre os gostos dos restantes consumidores. Não se trata do meu “dicionáro pop” mas, sim, de um dicionário de liberdade. Espero que, eventualmente, tenha oportunidade de ler o seu 😉
Acho fantástico que no seu “dicionário de liberdade” o cinema tenha só um significado (produto de consumo) e um siginificante (consumidores). Conseguia ser mais restritivo? Sim, mas chamavam-lhe intelectual.
“Sendo um produto de entretenimento, “bom filme” é aquele que agrada ao consumidor, não aos seus autores!”
também os filmes porno são entretenimento e agradam ao consumidor e provavelmente aos seus “autores”… as verbas de produção são diminutas e, provavelmente, são vistos por mais espectadores que os filmes não classificados X… e também este mercado é dominado pelos USA a nível de produção e realização… pelos seus critérios são concerteza “bons filmes”!…
os filmes de puro entretenimento não me interessam muito… nem os mais caros do cinema, nem os mais baratinhos, se não tiverem qualidades artísticas para além de “belas” ou “interessantes” imagens e um mais ou menos brilhante desempenho de “estrelas” pagas a peso de ouro… mas a 7ª arte é também uma indústria que, pouco tem de arte, na esmagadora maioria das suas produções…
na história do cinema, de há muitos anos ou mais recente, e só a título de exemplos, temos um magnífico filme, daqueles que não se esquecem, que teve uma caríssima produção, sem ser das mais caras, e que não teve sucesso entre críticos ou nas salas de cinema, OS PÁSSAROS do AlfredH, e outro magnífico de tão interessante em todos os aspectos, realisado pelo então jovem Thomas Vinterberg com um pequeno orçamento:
Partem sempre das premissas erradas.Pudera,querem apenas deitar a mão ao dinheiro alheio!
Toda esta gente que se julga intelectual vive e planeia viver muito confortávelmente com o dinheiro dos humildes que,contribuindo para o bodo,acabam sem dinheiro para o essencial das suas vidas.
Tal como as salas vazias dos teatros,estes projectos têm um grande mérito,que é manter um sem número de parasitas inúteis.
Pensar que o mesmo governo que distribui generosamente fortunas em bodegas inúteis,vai penhorar casas de habitação a contribuintes com dificuldades…
Romão, cinema (ou qualquer outro produto e serviço) deve ser pago por quem o deseja consumir. Exigir que outros “contribuiam” para filmes com qualquer outro significado é dizer que deve haver alguém que por nós faz essa escolha (um intelectual, certamente!).
Os Oscars atribuídos há dias, dão que pensar.
Ganhou um filme de Kathryn Bigelow,“The Hurt Locker”, que passa despercebido nas salas, enquanto um filme de James Cameron, “Avatar”, campeão de bilheteiras se ficou por uns prémios secundários, como “Music (Original Score)” e “Best Picture”.
Bigelow e Cameron já foram casados um com o outro.
O João devia especificar o que é, para ele, um bom filme.
– Premiado?
– Com lucros astronómicos?
– De solteiros ou casados?
“filmes porno (…) pelos seus critérios são concerteza “bons filmes”!…”
Provavelmente são para quem os deseja consumir. Mas não queira agora impor os seus gostos aos outros! Eu como cinéfilo não o faço, apesar de ter uma opinião bastante marcada sobre o que considero cinema de qualidade.
Inúmeros filmes que considero “bons” falharam na bilheteira. Esse é, contudo, um risco que cabe apenas aos produtores do filme, não aos contribuintes.
PS: de Hitchcock prefiro outros filmes em que este não tinha à sua disposição tantos meios (por exemplo, a “Janela Indiscreta”)
Sinceramente este post fez-me rir,bem observado,contudo existem por ai bons filmes portugueses,um exemplo? Mistério da Estrada de Sintra,mas dou a mão á palmatória,prefere-se ver as glândulas mamárias da Soraia Chaves a um bom argumento,um filme passo a expressão,com sumo.
Desde o monopólio do cinema Hollyodesco após a primeira Grande Guerra o cinema Europeu e atreveria-me a dizer,mundial inclusive nunca mais se recompozeram,então com outra guerra em cima os resticíos desvaneceram-se, a cimentação do cinema europeu mais vocacionado para o cinema de autor e o sair do realismo romantismo fechado ficou gradualmente á sombra do Hollywoodesco,nos anos 60 ainda se conseguiu fazer competição,mas a grossa bota de Los Angeles lá o fez cair de joelhos novamente.
O que vende não é o bom,mas o populucho.
Ui. Salto ontológico suicida. Não exigi, nem exijo, que alguém contribua para nada. Não faço peditórios nem angario subsídios. De onde lhe apareceu essa ideia?
O que estava a argumentar e parece-me que ainda não percebeu ou tergiversou a conversa para fingir não perceber, é que o conceito de cinema reduzido à sua expressão de produto de consumo é tão amputado de sentido como reduzido a mera “expressão cultural”. Acho inclusive que a repetição de uma coisa tão óbvia não abona a nosso favor: ou eu não me expliquei claramente ou o BZ não percebe.
“O João devia especificar o que é, para ele, um bom filme.”
Piscoiso, tanto o “Avatar” como o “Estado de Guerra” são bons filmes! Depende apenas da opinião do tipo de consumidor. Tenha em conta o seguinte exemplo: o que considera um bom iogurte de sabores é, provavelmente, diferente do gosto de muitos outros consumidores (por isso é que existe tanta variedade).
“Não exigi, nem exijo, que alguém contribua para nada.”
Então, caro Romão, tem de aceitar que os filmes que são produzidos têm sempre de ter como fim o seu sucesso comercial. Ou seja, que as receitas obtidas ultrapassem o custo dos recursos usados!
Se a maioria dos portugueses deseja ver telenovelas ou, como diz acima o Critico, “as glândulas mamárias da Soraia Chaves”, esse é o tipo de audiovisual que deve ser produzido. Pessoalmente não gosto, mas não quero impor a minha vontade aos outros. Espero que agora tenha compreendido melhor a minha posição.
Critico, ao contrário dos seus gostos pessoais (e meus!) o “populucho” é que muitos consideram de bom. Há que aceitar essa dura realidade!
Mas considere também o seguinte: os filmes com maior risco financeiro são precisamente aqueles que, a posteriori, são classificados de “bons” pelos críticos. No entanto, sem a receita gerada pelos blockbusters estes poderiam nunca ser produzidos.
A sua óptica é a do produto e do iogurte e eu pergunto-lhe: já algum iogurte, por melhor que fosse, lhe fez mudar a forma como encara a vida? Já lhe abalou as estruturas fundamentais da certeza com que pisa o chão diariamente? Acha que um iogurte é capaz disso?
eu não imponho nada, dei dois exemplos, mas podia ter dado mais ou escolhido outros… “os pássaros” não teve grande sucesso de bilheteira ou da crítica e custou muito dinheiro e no entanto é um bom filme… e o “Festen” custou pouco dinheiro, teve um relativo sucesso de bilheteira e um grande reconhecimento nos festivais e pela crítica e tanto pela forma como é abordado o tema como pela forma como foi tratado cinematograficamente é também um bom filme… mas como já disse podia ter ido buscar outros exemplos…
agora, para poder continuar a ter uma larga paleta de filmes, não só ao meu dispor como ao dispor de todos, não confio a cem por cento nas leis do mercado, porque quem puxa pelos cordelinhos do mercado, duma maneira geral, não está muito preocupado com os critérios de qualidade esperados por alguns, e não tão poucos como isso, cinéfilos!… não?
claro que é a quadratura do círculo, o contribuinte maioritátio em número não quer pagar para ver cinema que não lhe interessa e que não se paga a si próprio… essa mesma lógica tem sido muito aplicada no domínio da pesquisa científica, são financiadas pela indústria farmaceutica em particular, pesquisas que tenham um eventual e provável retorno financeiro rápido, operando uma duvidosa selecção natural contra uma pesquisa mais fundamental que por vezes revela ser tão indispensável como a aplicada embora de forma menos evidente…
Nem vejo como alguma coisa me pode impedir de produzir um filme que ache que vá ser um fracasso de bilheteira. Que eu saiba não há nenhuma lei que proíba diversos adultos de se juntarem e de filmarem, desde que estejam de acordo. Até podia ser bilionário e filmar porque me dava na real gana. Ninguém era obrigado a financiar nem sequer a ver.
Caro BZ,então eu lanço uma questão,e será popolucho porque? Não terá a haver com as doses massificadas de publicidade? Se entrarmos por essa via então o “popolucho” vai muito de encontro á manipulação que sofrem as massas,com mensagens subliminares,simbologias,estupidificação,realço o projecto monarch etc etc.
Mas para ser cru e indo directamente a problemática, não serão esses gostos “popoluchos” o resultado de manipulação feita de forma a serem consumíveis avidamente? Dou-lhe só um exemplo de manipulação,veja quantas vezes os instintos primitivos,neste caso falo de sexuais do Homem são instigados,só este tipo de manipulação dá pano para mangas.
Tinha falado ai em cima por exemplo do Avatar,sabia que o seu director,James Cameron é maçon de nível 32? Agora procure as mensagens subliminares em tal filme,quanto á Guerra das Estrelas,nem comento,embora seja um filme que aprecie,é dos filmes que conheço com mais se encontra impregnado de mensagens subliminares,simbologia e mistura de aspectos reais com ficção,peço-lhe que de uma olhadela ao historial de filmes de George Lucas.Infelizmente os filmes Hollywoodescos não tem sucesso por mérito, mas por interesses,e não estou de todo a dizer que não prestam,mas que se cingem a estes fins perversos.
E agora voltando ao “popolucho”,esse popolucho a que se refere deveria ser o real interesse das massas e não a manipulação que sofreram para alcançar tal ponto.
É claro que se pensar na óptica da indústria cinematográfica como meio de entretenimento (o que reduz substancialmente a amplitude do conceito de filme) só se produz aquilo que meia dúzia de marketeers, encavalitados em estudos sociológicos e demais parangonas estatísticas, dizem, enquanto a fórmula funciona. Depois, como o público é caprichoso e tem vontade e não há profetas do gosto, essa gente toda acaba no olho da rua, substituída por outros mais novos e ambiciosos.
Felizmente não é tudo – ainda – assim. Excepto para si, claro.
“já algum iogurte, por melhor que fosse, lhe fez mudar a forma como encara a vida?”
E isso é razão suficiente para o cinema ter tratamento especial? Julgo que já afirmou (#23) não acreditar ser esse o caso.
“Acha que todos os realizadores e produtores pensam nos seus filmes como iogurtes com a máxima rentabilidade possível?”
A maioria (não subsidiodependente) pensa no público que deseja cativar. É o que lhes permite continuar a produzir filmes. Se não pensam assim não há necessidade de angariar financiamento (hoje em dia já podem filmar e publicar conteúdos audiovisuais a muito reduzido custo: YouTube).
“Ninguém era obrigado a financiar nem sequer a ver.”
Estamos de acordo.
“se pensar na óptica da indústria cinematográfica como meio de entretenimento (…) só se produz aquilo que meia dúzia de marketeers, encavalitados em estudos sociológicos e demais parangonas estatísticas, dizem, enquanto a fórmula funciona.”
Está, certamente, a referir-se aos filmes de grande orçamento que, para serem rentáveis, necessitam de alcançar o maior mercado possível. Muitos outros filmes de reduzido orçamento concorrem em nichos de mercado (um deles em que o Romão provavelmente estará incluído).
Se este post de Mr. JMiranda surgiu-lhe na sequência dum mini-manifesto sobre o cinema em Portugal colocado por Carlos Vidal no “5 Dias”, estamos conversados.
Uma coisa, é, “cinema português”; outra, cinema em Portugal.
“agora, para poder continuar a ter uma larga paleta de filmes, não só ao meu dispor como ao dispor de todos, não confio a cem por cento nas leis do mercado”
Mas impor o gosto dos mais cinéfilos (entre os quais me incluo) sobre a de outros significa que alguns deveriam ter o poder escolher o que é produzido. Tais práticas coercivas não fazem, felizmente, parte da minha educação.
O mercado nada é mais do que trocas voluntárias entre produtores e consumidores. Posso não gostar de alguns filmes que resultam desse intercâmbio, mas sou livre de escolher não pagar por eles na bilheteira. E isso faz toda a diferença!
“então eu lanço uma questão,e será popolucho porque?”
Porque, tendo em conta o elevado orçamento, têm de apelar ao maior denominador comum. E há certos storylines que já deram provas de sucesso.
“Dou-lhe só um exemplo de manipulação,veja quantas vezes os instintos primitivos,neste caso falo de sexuais do Homem são instigados,só este tipo de manipulação dá pano para mangas.”
É natural, somos seres sexuais! Há determinadas histórias que “exigem” actores atraentes fisicamente: como o tempo para nos relacionarmos emocionalmente com uma personagem é bastante reduzido (90-120 minutos), ajuda à partida sentirmo-nos atraídos por ela.
“Agora procure as mensagens subliminares [no filme Avatar]”
“Uma coisa, é, “cinema português”; outra, cinema em Portugal.”
MJRB, permita-me discordar. Cinema é o que os consumidores quiserem ver, independentemente de ser português, americano, espanhol, francês ou japonês! Se, como acontece, a maioria dos portugueses que pagam para ir às salas de cinema preferem ver filmes americanos e os que ficam em casa preferem novelas nacionais, então que assim seja. Actores e realizadores portugueses têm de aceitar este facto e apostar no mercado da produção televisiva (como, aliás, tem acontecido na última década).
…Mas o que V. comentou, subscrevo na íntegra !
Não encontro motivo para discordar do que eu escrevi: “Uma coisa, é, “cinema português”; outra, cinema em Portugal”.
Ou, se quiser, hoje há bastantes alternativas ao cinema criado por muitos autores portugueses: Ciclos da Cinemateca (e oxalá instalem a ‘extensão’ no Porto, e, por que não também em Coimbra e em Faro ?); DVD; canais televisivos; etc.
Há, autores portugueses muito bons ? — há !, poucos mas existem !
Há, cinema identificável como “português” ? — há !, raro, mas marcante !
O resto, é cinema mal-feito, normal, incipiente, anestesiante e comercialão, que eu não vejo por recusa.
Não foram alguns destes mentecaptos que andaram a fazer campanha pela “xuxalhada socratina”? Que se “COZAM”! Tenho uma ideia para esses subsidio dependentes: Produzam um filme de categoria: O Pinóquio 3D!
Interpretei-o mal. Não percebi que, tal como eu, estava dizer que um filme só porque é “português” não lhe dá automaticamente mais valor que outros produzidos no estrangeiro! Estamos, portanto, de acordo.
Felizmente tenho –qualquer cidadão, se quiser, terá– ‘fontes’ para aquilatar o que será o filme Y ou Z. Basta-me saber quem é o realizador, os actores, a ‘história’.
Vou dar-lhe dois exemplos:
Recusei-me ver o filme do João Botelho sobre o “Apito Dourado”, mas fui ver “Sangue”, do Pedro Costa.
Não é preciso fazer bons ou maus filmes. É tão somente preciso fazer qualquer merda. E sobretudo ter um amigo bem colocado para garantir o subsídio e a continuação do sistema
Quem diria que o Roddy Piper iria entrar num filme dessa categoria. O Avatar tem as mensagens subliminares vindas de um aristocrata snob new age. Também tem um bacharel em Inginharia Física do Intendente. Considerado como Messiah Branco Canadiano pelos Obomatrons. Ontário não merecia tal “Otário”.
Exactamente: emito, quando acontece e só a quem quero, a opinião de alguém em quem tenho plena confiança.
Ou leio –se me interessa– na imprensa se valerá a pena ver o filme X.
Sobre outros filmes, realizadores e actores, nem vacilo — vejo-os !
Aquelas classificações dos filmes com estrelinhas, por vezes o crítico nem viu o filme. Lê as críticas nas revistas da especialidade e depois faz a sua avaliação baseado nessas críticas.
Come quem quer.
É a vida.
Só há cerca de 30′ me apercebi dum Manifesto(*) sobre o Cinema em Portugal, editado pelo “Público”.
Lido, facilmente deduzido dada a normalidade do escrito que não difere em nada de outros manifestos desde há uns vinte anos, “pelo” cinema em Portugal, ou “cinema português” se preferirem, resta-me propôr à ministra da Cultura –principal visada embora com poucos meses no cargo….–, que crie por exemplo um departamento que evalie o custo/subsídio face a cada filme.
Se excelente, se normal, se péssimo e vulgar.
O Estado “separaria as águas” e, provavelmente, subsidiaria mais bons filmes em detrimento de realizadores que, façam o que fizerem, proponham o que propuserem, sabem que de X em X anos, têm subsídio garantido e… “folga na carteira” !…
(*) Subscrito por alguns dos poucos realizadores que respeito e admiro.
Ora… o referido Manifesto não é mais do que uma tentativa de pressão sobre a ministra.
Por outras palavras, que nos anos setenta circulavam no “Vá-Vá” (por motivos diferentes, inovadores e aceitáveis) e que ainda hoje fazem eco no “Gambrinus” ou no “Pavilhão Chinês”(por motivos de sobrevivênci): “vamos encostá-lo/a à parede com um manifesto para ver a reacção do gajo/a”.
Dentre todas as artes, alguns realizadores tugas são dos mais beneficiados pelo Estado !
Trabalhem ! Sejam criativos/competitivos(!), criem públicos, que cá estaremos para avaliar…
(E acabem com a pedinchice/pressão via manifestos !).
Não vale a pena vir com tretas intelectuais sobre o que é bom ou deixa de ser. Ou somos um país de atrasados mentais que não consegue apreciar o que é minimamente bom e então nessa altura não vale a pena inisistir, ou somos pessoas normais, que gostam de ir ao teatro e ao cinema de vez em quando, e nessa altura o prazer seria redrobado se fosse na noss própria lingua.
#57.
Quero lá saber do Sócrates ou do Caldense.
O exercício da liberdade de expressão, só é livre sem preconceitos.
As interpretações feitas dessa liberdade, ficam com quem as faz.
Os catalogadores que arrumam as pessoas em gavetas rotuladas, têm um trabalho do caraças a mudarem etiquetas.
Caro BZ,mas estranho é esse “popolucho” dever-se também ao contexto cinematográfico,que de certa forma remeteu para o panorama actual,e é inegável a influência que tais blockbusters trazem para o “pop”(ular).
O que está em questão não é apresentar-se elementos eróticos/sexuais, é o uso de tais elementos de forma estupidificante, de forma massiva,ora e sabe que muito filme transparece sub conscientemente mensagens que apelem simplesmente ao primitivismo,não somente ao sexual mas um comportamento primitivo incorporado ao mesmo.
No fim do Séc XX início do XXI os manifestos transformaram-se em apelos sindicais, classistas, eufemismos para pedir dinheiro dos contribuintes ao Poder Político. No Século XIX início do XX eram simplesmente um manifesto cultural, muitas vezes de independência.
Mas não existiam ipods e plasmas para comprar no Sec. XIX…
O Coiso mudou de camisola.
Well,acontece com todos os vira latas.
Sobre o cinema,os que pagam as brincadeiras destes inacreditáveis maus realizadores não podem negar-se a pagar a mistela.
Os portugueses precisam de um grande Pai que lhes diga o que é bom.O gosto das pessoas que frequentam as salas não importa para nada.
É a intelectualidade salaoia no seu esplendor mais a camarilha política a distribuir o que é alheio.
De norte a sul deste infeliz país vai uma megadistribuição de dinheiro a ranchos folclórico,columbófilas,clubes de futebol,de pesca,de chinquilho,associações culturais que de cultura nada têm,etc.
De onde vem o dinheiro? Do bolso das vítimas do regime e de uma Alemanha que já começa a abrir os olhos.
“O que está em questão não é apresentar-se elementos eróticos/sexuais, é o uso de tais elementos de forma estupidificante, de forma massiva,ora e sabe que muito filme transparece sub conscientemente mensagens que apelem simplesmente ao primitivismo,não somente ao sexual mas um comportamento primitivo incorporado ao mesmo.”
Critico, quando maior o orçamento do filme mais pressão existe para agradar a maior número de espectadores, através da referida “estupificação” (porque todas as culturas partilham os mesmos comportamentos básicos). Ao competirem num mercado global, os grandes estúdios tentam reduzir os riscos, o que do ponto de vista de marketing reduz a qualidade para o consumidor. Sobre o assunto, ver este excelente video.
se o JM,
quiser passar para o privado e para a livre empresa… proponho-lhe que seja o produtor dum filme que quero realizar… título: se não podes bater alguns, bate noutros… um verdadeiro western do sec XXI a rodar, por aí, por todo o lado, onde haja gente… actores da vida real a representar papeis principais e de figurantes!…
espero resposta JM!…
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Bons para quem? Quem é que define o “bom”? Se for o público, trata-se de um jogo de palavras, e o que você quer dizer é “comecial”, o que não tem anda que ver com bom (no sentido de qualidade).
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“o que você quer dizer é “comecial”, o que não tem anda que ver com bom (no sentido de qualidade).”
Luis, a qualidade de um filme é subjectiva. Sendo um produto de entretenimento, “bom filme” é aquele que agrada ao consumidor, não aos seus autores! Se determinado projecto cinematográfico não antecipa, a priori, angariação de suficientes clientes, então não deve ser realizado ou terá de ser produzido usando menos recursos (foi o que fez Tarantino com o “Cães Danados”).
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“”Quando se é Presidente da República acho que o povo precisa de saber se o seu representante máximo está na plena posse das suas faculdades.””
Quem é quem disse isto? é medico e candidato a PR
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E que vão aos teatros em Londres para perceber porque estão sempre cheios.
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«No tempo em que fui presidente da Media Capital houve sempre uma grande tentação e propensão para instrumentalização da TVI em favor de causas e motivos políticos e pessoais, tanto por parte do casal Moniz, como de outras personalidades da estação».
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O JM, como sempre, faz bons posts.Os realizadores e produtores de cinema portugueses, como sempre, realizam e produzem bons filmes.
Haverá sempre alguém (no mundo?) que concordará com alguma das frases acima.
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Saia um subsídio para desmontar as cabalas contra o PS e sobre os benefícios do enriquecimento repentino proporcionado por 1000000 de imigrantes boa parte deles rapidamente nacionalizados…
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Inês de Medeiros?
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#3.
“Sendo um produto de entretenimento, “bom filme” é aquele que agrada ao consumidor”
Isso é a definição do seu dicionário pop. Não sendo errada, é terrivelmente incompleta. Deixa de fora uma boa parte – senão a melhor – da história do cinema.
Mas isso é somente uma faceta do zeitgeist do momento: que tudo tem um preço e que tudo serve um preço. Ainda há pouco tempo a Helena Matos achava normal e prática de boa gestão transformar clássicos em pasta de papel.
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Impossível! O Vasco Santana e o António Silva estão mortos e enterrados há muito.
Portugal agora só tem o Pinóquio e esse quer é fitas, não filmes.
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“Deixa de fora uma boa parte – senão a melhor – da história do cinema.”
Romão, mesmo que isso seja verdade, o seu gosto pessoal que não deve impor-se sobre os gostos dos restantes consumidores. Não se trata do meu “dicionáro pop” mas, sim, de um dicionário de liberdade. Espero que, eventualmente, tenha oportunidade de ler o seu 😉
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#12.
Acho fantástico que no seu “dicionário de liberdade” o cinema tenha só um significado (produto de consumo) e um siginificante (consumidores). Conseguia ser mais restritivo? Sim, mas chamavam-lhe intelectual.
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BZ,
“Sendo um produto de entretenimento, “bom filme” é aquele que agrada ao consumidor, não aos seus autores!”
também os filmes porno são entretenimento e agradam ao consumidor e provavelmente aos seus “autores”… as verbas de produção são diminutas e, provavelmente, são vistos por mais espectadores que os filmes não classificados X… e também este mercado é dominado pelos USA a nível de produção e realização… pelos seus critérios são concerteza “bons filmes”!…
os filmes de puro entretenimento não me interessam muito… nem os mais caros do cinema, nem os mais baratinhos, se não tiverem qualidades artísticas para além de “belas” ou “interessantes” imagens e um mais ou menos brilhante desempenho de “estrelas” pagas a peso de ouro… mas a 7ª arte é também uma indústria que, pouco tem de arte, na esmagadora maioria das suas produções…
na história do cinema, de há muitos anos ou mais recente, e só a título de exemplos, temos um magnífico filme, daqueles que não se esquecem, que teve uma caríssima produção, sem ser das mais caras, e que não teve sucesso entre críticos ou nas salas de cinema, OS PÁSSAROS do AlfredH, e outro magnífico de tão interessante em todos os aspectos, realisado pelo então jovem Thomas Vinterberg com um pequeno orçamento:
FESTEN http://fr.wikipedia.org/wiki/Festen
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Partem sempre das premissas erradas.Pudera,querem apenas deitar a mão ao dinheiro alheio!
Toda esta gente que se julga intelectual vive e planeia viver muito confortávelmente com o dinheiro dos humildes que,contribuindo para o bodo,acabam sem dinheiro para o essencial das suas vidas.
Tal como as salas vazias dos teatros,estes projectos têm um grande mérito,que é manter um sem número de parasitas inúteis.
Pensar que o mesmo governo que distribui generosamente fortunas em bodegas inúteis,vai penhorar casas de habitação a contribuintes com dificuldades…
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O Romão já disse o que havia a dizer.
Poupou-me tempo.
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Romão, cinema (ou qualquer outro produto e serviço) deve ser pago por quem o deseja consumir. Exigir que outros “contribuiam” para filmes com qualquer outro significado é dizer que deve haver alguém que por nós faz essa escolha (um intelectual, certamente!).
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Os Oscars atribuídos há dias, dão que pensar.
Ganhou um filme de Kathryn Bigelow,“The Hurt Locker”, que passa despercebido nas salas, enquanto um filme de James Cameron, “Avatar”, campeão de bilheteiras se ficou por uns prémios secundários, como “Music (Original Score)” e “Best Picture”.
Bigelow e Cameron já foram casados um com o outro.
O João devia especificar o que é, para ele, um bom filme.
– Premiado?
– Com lucros astronómicos?
– De solteiros ou casados?
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E-Ko,
“filmes porno (…) pelos seus critérios são concerteza “bons filmes”!…”
Provavelmente são para quem os deseja consumir. Mas não queira agora impor os seus gostos aos outros! Eu como cinéfilo não o faço, apesar de ter uma opinião bastante marcada sobre o que considero cinema de qualidade.
Inúmeros filmes que considero “bons” falharam na bilheteira. Esse é, contudo, um risco que cabe apenas aos produtores do filme, não aos contribuintes.
PS: de Hitchcock prefiro outros filmes em que este não tinha à sua disposição tantos meios (por exemplo, a “Janela Indiscreta”)
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Sinceramente este post fez-me rir,bem observado,contudo existem por ai bons filmes portugueses,um exemplo? Mistério da Estrada de Sintra,mas dou a mão á palmatória,prefere-se ver as glândulas mamárias da Soraia Chaves a um bom argumento,um filme passo a expressão,com sumo.
Desde o monopólio do cinema Hollyodesco após a primeira Grande Guerra o cinema Europeu e atreveria-me a dizer,mundial inclusive nunca mais se recompozeram,então com outra guerra em cima os resticíos desvaneceram-se, a cimentação do cinema europeu mais vocacionado para o cinema de autor e o sair do realismo romantismo fechado ficou gradualmente á sombra do Hollywoodesco,nos anos 60 ainda se conseguiu fazer competição,mas a grossa bota de Los Angeles lá o fez cair de joelhos novamente.
O que vende não é o bom,mas o populucho.
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#17.
Ui. Salto ontológico suicida. Não exigi, nem exijo, que alguém contribua para nada. Não faço peditórios nem angario subsídios. De onde lhe apareceu essa ideia?
O que estava a argumentar e parece-me que ainda não percebeu ou tergiversou a conversa para fingir não perceber, é que o conceito de cinema reduzido à sua expressão de produto de consumo é tão amputado de sentido como reduzido a mera “expressão cultural”. Acho inclusive que a repetição de uma coisa tão óbvia não abona a nosso favor: ou eu não me expliquei claramente ou o BZ não percebe.
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“O João devia especificar o que é, para ele, um bom filme.”
Piscoiso, tanto o “Avatar” como o “Estado de Guerra” são bons filmes! Depende apenas da opinião do tipo de consumidor. Tenha em conta o seguinte exemplo: o que considera um bom iogurte de sabores é, provavelmente, diferente do gosto de muitos outros consumidores (por isso é que existe tanta variedade).
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“Não exigi, nem exijo, que alguém contribua para nada.”
Então, caro Romão, tem de aceitar que os filmes que são produzidos têm sempre de ter como fim o seu sucesso comercial. Ou seja, que as receitas obtidas ultrapassem o custo dos recursos usados!
Se a maioria dos portugueses deseja ver telenovelas ou, como diz acima o Critico, “as glândulas mamárias da Soraia Chaves”, esse é o tipo de audiovisual que deve ser produzido. Pessoalmente não gosto, mas não quero impor a minha vontade aos outros. Espero que agora tenha compreendido melhor a minha posição.
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“O que vende não é o bom, mas o populucho.”
Critico, ao contrário dos seus gostos pessoais (e meus!) o “populucho” é que muitos consideram de bom. Há que aceitar essa dura realidade!
Mas considere também o seguinte: os filmes com maior risco financeiro são precisamente aqueles que, a posteriori, são classificados de “bons” pelos críticos. No entanto, sem a receita gerada pelos blockbusters estes poderiam nunca ser produzidos.
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Esqueça.
A sua óptica é a do produto e do iogurte e eu pergunto-lhe: já algum iogurte, por melhor que fosse, lhe fez mudar a forma como encara a vida? Já lhe abalou as estruturas fundamentais da certeza com que pisa o chão diariamente? Acha que um iogurte é capaz disso?
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BZ,
eu não imponho nada, dei dois exemplos, mas podia ter dado mais ou escolhido outros… “os pássaros” não teve grande sucesso de bilheteira ou da crítica e custou muito dinheiro e no entanto é um bom filme… e o “Festen” custou pouco dinheiro, teve um relativo sucesso de bilheteira e um grande reconhecimento nos festivais e pela crítica e tanto pela forma como é abordado o tema como pela forma como foi tratado cinematograficamente é também um bom filme… mas como já disse podia ter ido buscar outros exemplos…
agora, para poder continuar a ter uma larga paleta de filmes, não só ao meu dispor como ao dispor de todos, não confio a cem por cento nas leis do mercado, porque quem puxa pelos cordelinhos do mercado, duma maneira geral, não está muito preocupado com os critérios de qualidade esperados por alguns, e não tão poucos como isso, cinéfilos!… não?
claro que é a quadratura do círculo, o contribuinte maioritátio em número não quer pagar para ver cinema que não lhe interessa e que não se paga a si próprio… essa mesma lógica tem sido muito aplicada no domínio da pesquisa científica, são financiadas pela indústria farmaceutica em particular, pesquisas que tenham um eventual e provável retorno financeiro rápido, operando uma duvidosa selecção natural contra uma pesquisa mais fundamental que por vezes revela ser tão indispensável como a aplicada embora de forma menos evidente…
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Acha que todos os realizadores e produtores pensam nos seus filmes como iogurtes com a máxima rentabilidade possível?
Acha que se assim fosse faziam filmes? Acha que é a ideia do iogurte que move um artista?
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Nem vejo como alguma coisa me pode impedir de produzir um filme que ache que vá ser um fracasso de bilheteira. Que eu saiba não há nenhuma lei que proíba diversos adultos de se juntarem e de filmarem, desde que estejam de acordo. Até podia ser bilionário e filmar porque me dava na real gana. Ninguém era obrigado a financiar nem sequer a ver.
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Caro BZ,então eu lanço uma questão,e será popolucho porque? Não terá a haver com as doses massificadas de publicidade? Se entrarmos por essa via então o “popolucho” vai muito de encontro á manipulação que sofrem as massas,com mensagens subliminares,simbologias,estupidificação,realço o projecto monarch etc etc.
Mas para ser cru e indo directamente a problemática, não serão esses gostos “popoluchos” o resultado de manipulação feita de forma a serem consumíveis avidamente? Dou-lhe só um exemplo de manipulação,veja quantas vezes os instintos primitivos,neste caso falo de sexuais do Homem são instigados,só este tipo de manipulação dá pano para mangas.
Tinha falado ai em cima por exemplo do Avatar,sabia que o seu director,James Cameron é maçon de nível 32? Agora procure as mensagens subliminares em tal filme,quanto á Guerra das Estrelas,nem comento,embora seja um filme que aprecie,é dos filmes que conheço com mais se encontra impregnado de mensagens subliminares,simbologia e mistura de aspectos reais com ficção,peço-lhe que de uma olhadela ao historial de filmes de George Lucas.Infelizmente os filmes Hollywoodescos não tem sucesso por mérito, mas por interesses,e não estou de todo a dizer que não prestam,mas que se cingem a estes fins perversos.
E agora voltando ao “popolucho”,esse popolucho a que se refere deveria ser o real interesse das massas e não a manipulação que sofreram para alcançar tal ponto.
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É claro que se pensar na óptica da indústria cinematográfica como meio de entretenimento (o que reduz substancialmente a amplitude do conceito de filme) só se produz aquilo que meia dúzia de marketeers, encavalitados em estudos sociológicos e demais parangonas estatísticas, dizem, enquanto a fórmula funciona. Depois, como o público é caprichoso e tem vontade e não há profetas do gosto, essa gente toda acaba no olho da rua, substituída por outros mais novos e ambiciosos.
Felizmente não é tudo – ainda – assim. Excepto para si, claro.
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Mas o gosto é como a ética. Não se pega.
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Só a produção de filmes porno salvará a «indústria» cinematográfica portuguesa da falência.
Dizem que o QREN comparticipa!
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Romão:
“já algum iogurte, por melhor que fosse, lhe fez mudar a forma como encara a vida?”
E isso é razão suficiente para o cinema ter tratamento especial? Julgo que já afirmou (#23) não acreditar ser esse o caso.
“Acha que todos os realizadores e produtores pensam nos seus filmes como iogurtes com a máxima rentabilidade possível?”
A maioria (não subsidiodependente) pensa no público que deseja cativar. É o que lhes permite continuar a produzir filmes. Se não pensam assim não há necessidade de angariar financiamento (hoje em dia já podem filmar e publicar conteúdos audiovisuais a muito reduzido custo: YouTube).
“Ninguém era obrigado a financiar nem sequer a ver.”
Estamos de acordo.
“se pensar na óptica da indústria cinematográfica como meio de entretenimento (…) só se produz aquilo que meia dúzia de marketeers, encavalitados em estudos sociológicos e demais parangonas estatísticas, dizem, enquanto a fórmula funciona.”
Está, certamente, a referir-se aos filmes de grande orçamento que, para serem rentáveis, necessitam de alcançar o maior mercado possível. Muitos outros filmes de reduzido orçamento concorrem em nichos de mercado (um deles em que o Romão provavelmente estará incluído).
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Se este post de Mr. JMiranda surgiu-lhe na sequência dum mini-manifesto sobre o cinema em Portugal colocado por Carlos Vidal no “5 Dias”, estamos conversados.
Uma coisa, é, “cinema português”; outra, cinema em Portugal.
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E-Ko,
“agora, para poder continuar a ter uma larga paleta de filmes, não só ao meu dispor como ao dispor de todos, não confio a cem por cento nas leis do mercado”
Mas impor o gosto dos mais cinéfilos (entre os quais me incluo) sobre a de outros significa que alguns deveriam ter o poder escolher o que é produzido. Tais práticas coercivas não fazem, felizmente, parte da minha educação.
O mercado nada é mais do que trocas voluntárias entre produtores e consumidores. Posso não gostar de alguns filmes que resultam desse intercâmbio, mas sou livre de escolher não pagar por eles na bilheteira. E isso faz toda a diferença!
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Critico,
“então eu lanço uma questão,e será popolucho porque?”
Porque, tendo em conta o elevado orçamento, têm de apelar ao maior denominador comum. E há certos storylines que já deram provas de sucesso.
“Dou-lhe só um exemplo de manipulação,veja quantas vezes os instintos primitivos,neste caso falo de sexuais do Homem são instigados,só este tipo de manipulação dá pano para mangas.”
É natural, somos seres sexuais! Há determinadas histórias que “exigem” actores atraentes fisicamente: como o tempo para nos relacionarmos emocionalmente com uma personagem é bastante reduzido (90-120 minutos), ajuda à partida sentirmo-nos atraídos por ela.
“Agora procure as mensagens subliminares [no filme Avatar]”
Não posso comentar. Não vi o filme!
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“Uma coisa, é, “cinema português”; outra, cinema em Portugal.”
MJRB, permita-me discordar. Cinema é o que os consumidores quiserem ver, independentemente de ser português, americano, espanhol, francês ou japonês! Se, como acontece, a maioria dos portugueses que pagam para ir às salas de cinema preferem ver filmes americanos e os que ficam em casa preferem novelas nacionais, então que assim seja. Actores e realizadores portugueses têm de aceitar este facto e apostar no mercado da produção televisiva (como, aliás, tem acontecido na última década).
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BZ 37,
…Mas o que V. comentou, subscrevo na íntegra !
Não encontro motivo para discordar do que eu escrevi: “Uma coisa, é, “cinema português”; outra, cinema em Portugal”.
Ou, se quiser, hoje há bastantes alternativas ao cinema criado por muitos autores portugueses: Ciclos da Cinemateca (e oxalá instalem a ‘extensão’ no Porto, e, por que não também em Coimbra e em Faro ?); DVD; canais televisivos; etc.
Há, autores portugueses muito bons ? — há !, poucos mas existem !
Há, cinema identificável como “português” ? — há !, raro, mas marcante !
O resto, é cinema mal-feito, normal, incipiente, anestesiante e comercialão, que eu não vejo por recusa.
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Não foram alguns destes mentecaptos que andaram a fazer campanha pela “xuxalhada socratina”? Que se “COZAM”! Tenho uma ideia para esses subsidio dependentes: Produzam um filme de categoria: O Pinóquio 3D!
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MJRB,
Interpretei-o mal. Não percebi que, tal como eu, estava dizer que um filme só porque é “português” não lhe dá automaticamente mais valor que outros produzidos no estrangeiro! Estamos, portanto, de acordo.
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MJRB(38)-“O resto, é cinema mal-feito, normal, incipiente, anestesiante e comercialão, que eu não vejo por recusa.”
Se não vê, como é que sabe que é mal-feito, normal, incipiente, anestesiante e comercialão.
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O João Miranda pôs o título mas esqueceu-se de escrever o post.
Mas também é verdade que não faz falta nenhuma.
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Tino 41
Não preciso ver e recuso ver.
Felizmente tenho –qualquer cidadão, se quiser, terá– ‘fontes’ para aquilatar o que será o filme Y ou Z. Basta-me saber quem é o realizador, os actores, a ‘história’.
Vou dar-lhe dois exemplos:
Recusei-me ver o filme do João Botelho sobre o “Apito Dourado”, mas fui ver “Sangue”, do Pedro Costa.
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Tino 41,
Para que V. melhor perceba: nunca li o “24 Horas”. Porque basta-me ver as capas e saber o que nele se edita, para recusá-lo.
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“Agora procure as mensagens subliminares [no filme Avatar]“
Não posso comentar. Não vi o filme!
Não há nada disso no filme, está tudo muito bem explicado.
Deve ter confundido com este
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Não é preciso fazer bons ou maus filmes. É tão somente preciso fazer qualquer merda. E sobretudo ter um amigo bem colocado para garantir o subsídio e a continuação do sistema
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MJRB 43
Ao opinar sobre um filme que não viu, não está a emitir a sua opinião, mas a opinião de quem o viu.
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#45
Quem diria que o Roddy Piper iria entrar num filme dessa categoria. O Avatar tem as mensagens subliminares vindas de um aristocrata snob new age. Também tem um bacharel em Inginharia Física do Intendente. Considerado como Messiah Branco Canadiano pelos Obomatrons. Ontário não merecia tal “Otário”.
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Tino 47,
Exactamente: emito, quando acontece e só a quem quero, a opinião de alguém em quem tenho plena confiança.
Ou leio –se me interessa– na imprensa se valerá a pena ver o filme X.
Sobre outros filmes, realizadores e actores, nem vacilo — vejo-os !
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O Socialismo destruiu o cinema português.
Solução: Mais socialismo…
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J P Ribeiro 46,
Também isso !, também isso !!
Evitei colocar aqui esses casos de amiguismo para a abtenção de alguns subsídios…
Normalmente, 40% do subsídio “entra automáticamente” no bolso do realizador…
(Mais outras estórias…)
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e-ko, epá eu adoro o das festen! que saudades que eu tinha de ouvir falar no filme.
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#47. Tino
Aquelas classificações dos filmes com estrelinhas, por vezes o crítico nem viu o filme. Lê as críticas nas revistas da especialidade e depois faz a sua avaliação baseado nessas críticas.
Come quem quer.
É a vida.
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Só há cerca de 30′ me apercebi dum Manifesto(*) sobre o Cinema em Portugal, editado pelo “Público”.
Lido, facilmente deduzido dada a normalidade do escrito que não difere em nada de outros manifestos desde há uns vinte anos, “pelo” cinema em Portugal, ou “cinema português” se preferirem, resta-me propôr à ministra da Cultura –principal visada embora com poucos meses no cargo….–, que crie por exemplo um departamento que evalie o custo/subsídio face a cada filme.
Se excelente, se normal, se péssimo e vulgar.
O Estado “separaria as águas” e, provavelmente, subsidiaria mais bons filmes em detrimento de realizadores que, façam o que fizerem, proponham o que propuserem, sabem que de X em X anos, têm subsídio garantido e… “folga na carteira” !…
(*) Subscrito por alguns dos poucos realizadores que respeito e admiro.
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Ora… o referido Manifesto não é mais do que uma tentativa de pressão sobre a ministra.
Por outras palavras, que nos anos setenta circulavam no “Vá-Vá” (por motivos diferentes, inovadores e aceitáveis) e que ainda hoje fazem eco no “Gambrinus” ou no “Pavilhão Chinês”(por motivos de sobrevivênci): “vamos encostá-lo/a à parede com um manifesto para ver a reacção do gajo/a”.
Dentre todas as artes, alguns realizadores tugas são dos mais beneficiados pelo Estado !
Trabalhem ! Sejam criativos/competitivos(!), criem públicos, que cá estaremos para avaliar…
(E acabem com a pedinchice/pressão via manifestos !).
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Não vale a pena vir com tretas intelectuais sobre o que é bom ou deixa de ser. Ou somos um país de atrasados mentais que não consegue apreciar o que é minimamente bom e então nessa altura não vale a pena inisistir, ou somos pessoas normais, que gostam de ir ao teatro e ao cinema de vez em quando, e nessa altura o prazer seria redrobado se fosse na noss própria lingua.
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O Coiso tinha mais piada quando vinha para aqui defender o Sócrates.
Nesta versão, não tem interesse nenhum. Até o tiro ao coiso acabou.
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Solução para o “cinema português”
Primeiro tirem-lhe o Ministério de cima.
Depois tirem-lhe o “português” e chamem-lhe só “cinema”.
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#57.
Quero lá saber do Sócrates ou do Caldense.
O exercício da liberdade de expressão, só é livre sem preconceitos.
As interpretações feitas dessa liberdade, ficam com quem as faz.
Os catalogadores que arrumam as pessoas em gavetas rotuladas, têm um trabalho do caraças a mudarem etiquetas.
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Caro BZ,mas estranho é esse “popolucho” dever-se também ao contexto cinematográfico,que de certa forma remeteu para o panorama actual,e é inegável a influência que tais blockbusters trazem para o “pop”(ular).
O que está em questão não é apresentar-se elementos eróticos/sexuais, é o uso de tais elementos de forma estupidificante, de forma massiva,ora e sabe que muito filme transparece sub conscientemente mensagens que apelem simplesmente ao primitivismo,não somente ao sexual mas um comportamento primitivo incorporado ao mesmo.
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No fim do Séc XX início do XXI os manifestos transformaram-se em apelos sindicais, classistas, eufemismos para pedir dinheiro dos contribuintes ao Poder Político. No Século XIX início do XX eram simplesmente um manifesto cultural, muitas vezes de independência.
Mas não existiam ipods e plasmas para comprar no Sec. XIX…
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O Coiso mudou de camisola.
Well,acontece com todos os vira latas.
Sobre o cinema,os que pagam as brincadeiras destes inacreditáveis maus realizadores não podem negar-se a pagar a mistela.
Os portugueses precisam de um grande Pai que lhes diga o que é bom.O gosto das pessoas que frequentam as salas não importa para nada.
É a intelectualidade salaoia no seu esplendor mais a camarilha política a distribuir o que é alheio.
De norte a sul deste infeliz país vai uma megadistribuição de dinheiro a ranchos folclórico,columbófilas,clubes de futebol,de pesca,de chinquilho,associações culturais que de cultura nada têm,etc.
De onde vem o dinheiro? Do bolso das vítimas do regime e de uma Alemanha que já começa a abrir os olhos.
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“O que está em questão não é apresentar-se elementos eróticos/sexuais, é o uso de tais elementos de forma estupidificante, de forma massiva,ora e sabe que muito filme transparece sub conscientemente mensagens que apelem simplesmente ao primitivismo,não somente ao sexual mas um comportamento primitivo incorporado ao mesmo.”
Critico, quando maior o orçamento do filme mais pressão existe para agradar a maior número de espectadores, através da referida “estupificação” (porque todas as culturas partilham os mesmos comportamentos básicos). Ao competirem num mercado global, os grandes estúdios tentam reduzir os riscos, o que do ponto de vista de marketing reduz a qualidade para o consumidor. Sobre o assunto, ver este excelente video.
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Quem ache que, a subsidiar-se alguém, se deve subsidiar quem crie filmes que os portugueses vejam, tem a oportunidade de demonstrar a sua opinião na petição alternativa criada em http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php/topic,24614.html.
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