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O fracasso do financiamento das renováveis

12 Março, 2010

Coisas que valem mesmo a pena ler: o estudo «Economic impacts from the promotion of renewable energies: The German experience». Um desastre diga-se desde já, mas que certamente os socráticos e pinhenses irão ignorar. Alguns destaques:

Germany’s experience with renewable energy promotion is often cited as a model to be replicated elsewhere, being based on a combination of far-reaching energy and environmental laws that stretch back nearly two decades. This paper critically reviews the current centerpiece of this effort, the Renewable Energy Sources Act (EEG), focusing on its costs and the associated implications for job creation and climate protection. We argue that German renewable energy policy, and in particular the adopted feed-in tariff scheme, has failed to harness the market incentives needed to ensure a viable and cost-effective introduction of renewable energies into the country’s energy portfolio. To the contrary, the government’s support mechanisms have in many respects subverted these incentives, resulting in massive expenditures that show little long-term promise for stimulating the economy, protecting the environment, or increasing energy security.

(…)

Currently, the feed-in tariff for PV is more than eight times higher than the wholesale electricity price at the power exchange and more than four times the feed-in tariff paid for electricity produced by on-shore wind turbines. Even on-shore wind, widely regarded as a mature technology, requires feed-in tariffs that exceed the per-kWh cost of conventional electricity by up to 300% to remain competitive. (…)

Although Germany’s promotion of renewable energies is commonly portrayed in the media as setting a “shining example in providing a harvest for the world” (The Guardian 2007), we would instead regard the country’s experience as a cautionary  tale of massively expensive environmental and energy policy that is devoid of economic and environmental benefits.

(via EUReferendum)

22 comentários leave one →
  1. MJRB's avatar
    13 Março, 2010 00:26

    Business !!!

    Os novos, actuais negócios que certos governos têm e estimulam para distribuir benesses, sustentar clientelas, mega-apoiantes, suportes político-partidários locais e regionais, mais os inevitáveis (e muito agredecidos e subservientes) escritórios de advogados que descobriram há uns anitos o filão dos negócios via Estado…

    E, nalguns casos, a paisagem, o ecosistema, que se lixem !…

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  2. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    13 Março, 2010 00:56

    Os Governos têm todo o poder para tirar recursos aos cidadãos. Só quando a Republica chegar à economia o que implica limites na Constituição para o que os Governos podem tirar ou endividar as pessoas é que poderá parar o comportamento do social.ismo.

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  3. José Barros's avatar
    José Barros permalink
    13 Março, 2010 01:00

    o que implica limites na Constituição para o que os Governos podem tirar ou endividar as pessoas é que poderá parar o comportamento do social.ismo. – Lucklucky

    O Paulo Portas – numa boa intervenção que hoje lhe ouvi – defendeu a introdução de limites ao endividamento e à carga fiscal na constituição. Espero que continue a defendê-lo no futuro próximo e que o PSD o acompanhe. A ver se é desta que o Estado e os governos que se seguirem aprendem.

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  4. Desconhecida's avatar
    Dr.Custódio permalink
    13 Março, 2010 01:09

    As «renováveis» são o maior embuste de todos os tempos, só mesmo comparável aos famigerados produtos tóxicos da Wall Street!

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  5. l.Jeremias's avatar
    13 Março, 2010 01:51

    duas questões:
    1.quem é o Energy Institute?é algum centro de estudos de uma universidade ou outra entidade académica ou apenas mais um thinktank com uma ideologia própria que produz estudos a gosto e com conclusões pré-definidas? é que a leitura de relance que dei ao relatório parte de uma quantidade de premissas não esclarecidas ou fundamentadas e esquece-se convenientemente de muitas outras questões / problemas.. (ver ponto 2.)

    2.O petróleo vai durar para sempre? ou eventualmente e considerando que estamos a consumi-lo a tragos largos há mais de meio século, que desde 1980(aproximademente) que não há um ano com capacidade descoberta superior à quantidade consumida e que temos mais 2 mil milhões de pessoas a querer começar um nível de vida semelhante ao ocidental, teremos algum problema de abastecimento no futuro próximo?

    espantosamente, focam apenas as green energy no sentido das alterações climáticas. esquecem-se de tudo o resto inclusive claro o pequeno problemita da exaustão das energias fósseis. a única vez que a referem é para, num qualquer raciocionio tortuoso, acabar por referir como as renováveis levam ao aumento do uso do gás natural de paises nao confiáveis como a rússia… WTF?

    ah e claro, há também aquele pequeno pormenor, que outros poderiam considerar desonesto claro mas que de certeza que foi só um lapso, de considerar e comparar as feedin tariffs com as tarifas de produção de energia, esquecendo-se que as renováveis são com feedin sao inseridas ao nivel da distribuição, não no spot market. é um pequeno lapso de certeza mas é como dizer que alguem que produz biodiesel junto ao consumidor e recebe digamos 1,5 euro por litro comparado com o valor do petroleo à saida do poço, ou da refinaria a 15 centimos o litro…falta só claro toda a demais estrutura logistica e detransformação, sem falar nas externalidadades.. mas são pequenos pormenores.

    enfim, afinal era mais que uma pergunta. mas já agora deixo uma que ainda me falta perceber.. desde quando é que para se acreditar e seguir uma visão liberal da sociedade e Portugal, é necessário ter de ser contra as renovaveis, uma transformação “verde” da economia e a mudança de energia? pode-se ter opinião, ver os factos e estudos de independentes crediveis ou tem de se gramar por defeito todas os documentos mal amanhados e pré-concluidos dos “research institutes” sabe-se lá de quem, que, espantosamente, têm mais PR e “corporate liason” e pretendentes a Lobbisttas que cientistas e investigadores e Teses de investigação daquelas puras e duras?

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  6. MJRB's avatar
    13 Março, 2010 02:37

    Ah ! Esqueci-me que neste carroussel de interesses está, obviamente, também a banca !

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  7. Saloio's avatar
    Saloio permalink
    13 Março, 2010 04:11

    Caro “L GEREMIAS”,…o senhor não está a ver, ou não quer ver…?

    Não se esqueça que “os renováveis” é apenas mais um negócio do “menino de oiro”, e dos seus boys.

    Como bem sabe, o petrólio está aí para durar…existe agora em mais abundância que há 30 anos.

    Digo eu…

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  8. Piscoiso's avatar
    13 Março, 2010 05:07

    Muito bem, Lord!
    É reconfortante encontrar quem recusa a papinha adulterada.

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  9. Pi-Erre's avatar
    Pi-Erre permalink
    13 Março, 2010 07:57

    “O Paulo Portas – numa boa intervenção que hoje lhe ouvi – defendeu a introdução de limites ao endividamento e à carga fiscal na constituição.”

    Pois, mas o Paulo Portas só tem boas ideias quando está fora do governo.

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  10. tina's avatar
    tina permalink
    13 Março, 2010 08:59

    Quem também tem muita culpa disto é a UE que promove a energia eólica através de subsídios. Aqueles sem capacidade de discernimento facilmente se deixarão levar pela conversa de uma energia limpa e renovável. Agora estão, como Portugal, a pagar uma factura de energia mais elevada. Como podemos depois tornarmo-nos mais competitivos? Aqueles que defendiam tanto o “verde” e o valor estratégico agora podem perceber que isso se pode traduzir por menos competitividade, desemprego, etc.

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  11. Licas's avatar
    Licas permalink
    13 Março, 2010 09:01

    Parece-me que são duas coisas bem diferentes: a procura de subsituto(s)
    do petróleo como fonte de energia e o tal aquecimento global/gases de estufa que parece ser um embuste em termos científicos.
    Não metam tudo no mesmo saco : tá bem !

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  12. Anónimo's avatar
    Anónimo permalink
    13 Março, 2010 09:30

    Também se falou que os gases(peidos) de vaca estariam por detrás do aquecimento global.
    Agora se já não há aquecimento global…não sei,talvez as vacas se caguem menos…é uma questão científica.

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    • Fernando's avatar
      Fernando permalink
      27 Outubro, 2013 23:32

      Caro anonimo, quero dizer-lhe que efetivamente, a caca di vaca e outras cacas, são altamente responsáveis pelo aquecimento global, devido à fermentação e consequente libertação de gás metano.

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  13. Pedro R.'s avatar
    Pedro R. permalink
    13 Março, 2010 11:00

    Caro, L. Jeremias,

    “ah e claro, há também aquele pequeno pormenor, que outros poderiam considerar desonesto claro mas que de certeza que foi só um lapso, de considerar e comparar as feedin tariffs com as tarifas de produção de energia, esquecendo-se que as renováveis são com feedin sao inseridas ao nivel da distribuição, não no spot market. é um pequeno lapso de certeza mas é como dizer que alguem que produz biodiesel junto ao consumidor e recebe digamos 1,5 euro por litro comparado com o valor do petroleo à saida do poço, ou da refinaria a 15 centimos o litro…falta só claro toda a demais estrutura logistica e detransformação, sem falar nas externalidadades.. mas são pequenos pormenores.”

    tem piada, mas isto é apenas na teoria dos marketeiros das renováveis, há muito tempo que deixou de ser assim (só é verdade em pequena escala), basta ver a rúbrica de investimento da REN em custos com as ligações aos produtores em regime especial, aos quais se podem somar os da EDP. E, para não falar já nas super-redes de que se fala já pela Europa para acomodar as renováveis.

    Pedro

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  14. votoembranco's avatar
    votoembranco permalink
    13 Março, 2010 11:26

    Pois é … o lobie das petroliferas a funcionar.
    O ideal seria não haver limites para as subidas especulativas do preço do petróleo.
    O problema é que a partir de determinado valor, as energias alternativas começam a compensar economicamente.

    Uma chatice.

    Então vamos usar a estratégia de as desacreditar junto da opinião pública, usando ingénuos bem intencionados como o Gabriel Silva, de forma a que as petrolíferas não tenham nenhum tipo de concorrência.
    Chama-se a isto cortar o mal pela raiz!

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  15. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    13 Março, 2010 18:14

    Uma das empresas mais envolvidas na ecofraude que rodeia tudo isto é a Fomentinvest, predidida por Ângelo Correia, o tutor de Passos Coelho. Os bancos são os do regime, caixa, bes, bcp e companhias. Tudo a mesma coisa, não esperem grandes mudanças no futuro no psd. Sim, porque pagar energia solar fotovoltaica a 15 vezes o custo normal da energia não é um negócio verde, é uma fraude.

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  16. tina's avatar
    tina permalink
    13 Março, 2010 21:49

    “Sim, porque pagar energia solar fotovoltaica a 15 vezes o custo normal da energia não é um negócio verde, é uma fraude.”

    Bem pelo contrário. Para se obter esse dinheiro todo, muita e muita energia “não verde” foi utilizada em primeiro lugar.

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  17. Pinto de Sá's avatar
    14 Março, 2010 11:19

    Só uma nota que tem se ser repetida e repetida e repetida até eles aprenderem.
    “Eles”, refiro-me aos que acusam os críticos das energias renováveis de estarem a soldo das petrolíferas.
    A nota é: A ENERGIA ELÉCTRICA NÃO SE FAZ COM PETRÓLEO!!! Desde o primeiro choque petrolífero dos anos 70 que o petróleo foi sendo abandonado para a produção de energia eléctrica, e já desde os anos 80 que raramente o é. Na Europa, não o é em parte alguma!
    Os combustíveis fósseis que se usam, já há muito, para produzir energia eléctrica são o barato CARVÃO e, nos últimos anos, o GÁS NATURAL.
    Mas 25% da energia eléctrica mundial é de origem nuclear, e muita de origem hidroeléctrica!

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  18. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    14 Março, 2010 11:24

    Tem razão Pinto de Sá, é o lobby nuclear e não o do petróleo que costuma estar associado a este tipo de estudos malthusianos que partem do princípio de que as tendências que se verificam hoje se manterão com as mesmas trajectórias ad aeternum (como seja, a transitória falta de competitividade de algumas das formas de produção de energia eléctrica).
    henrique pereira dos santos

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  19. l.Jeremias's avatar
    15 Março, 2010 15:12

    “A nota é: A ENERGIA ELÉCTRICA NÃO SE FAZ COM PETRÓLEO!!! ” , Pinto De Sá

    e?
    o fornecimento de energia está compartimentado e isolado umas das outras?
    se a substancia que nos fornece mais de metade da energia primária que este país consome desaparece/diminui de forma drástica e quadriplica de preço em digamos, (vamos ser muito optimistas ) uns 5 anos (de duração, não necessariamente daqui a 5 anos), as restantes continuam exactamente como estão? ao mesmo preço de hoje e com a mesma oferta&procura?
    espantoso.
    então e a energia que de repente deixamos de ter, vai cair do céu aos trambolhões?
    e as ofertas substitutas que então se terão de procurar, o carvão, o gás natural, o nuclear de fissão, esses são infinitos? vão durar para sempre? ou as poucas centenas de anos que se estima para cada um deles foi calculada ao ritmo de consumo de hoje e não ao ritmo de consumo se A) o petróleo acabar, B) haver mais 2 mil milhões de pessoa a consumir ao mesmo ritmo que nós?

    a ver se nos entendemos. a substancial razão para as exploração às renováveis e aos subsidios às renováveis é tentar instaurar e criar um mercado que seja sustentável a longo prazo, porque também a longo prazo as renováveis são a nossa única solução de sobrevivência. a questão a curto prazo, mais que o “aquecimento global” que concordo, foi transformado em religião com significativa deturpação da pesquisa cientifica pelos leigos, polticos e media, é o “peak oil”. a possibilidade de termos atinigido o ponto de nao retorno na produção de crude, exactamente quando mais dois quintos da humanidade necessitam deles, e nós também como o ar que respiramos.

    podemos efectivamente discutir se o timing é o mais certo. se temos mais 10 anos ou menos 10 anos para começar a mudança. mas teremos de a fazer. essa é indiscutivel pela simples razão que não podemos estar a consumir há mais de 50 anos uma substancia limitada a um ritmo alucinante e esperar que ela seja infinita.
    podemos também discutir o ritmo a que esses subsidios e os patrocinios governamentais são oferecidos. aqui há também um certo apressar exagerado deste governo especialmente na mobilidade eléctrica que ainda não está pronta para o mercado de consumo.
    agora querer basear o ataque a estas opções em relatórios mal amanhados que essencialmente tentam atacar outros mal informados “ambientalistas” cujo único critério é o co2, é tentar combater a ignorancia com ignorancia de sinal oposto.

    portanto professor explique-me lá como é que mais de metade da energia

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  20. l.Jeremias's avatar
    15 Março, 2010 15:13

    a última frase é obviamente para descartar. restos de um edit.

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  21. F da Cê Á's avatar
    F da Cê Á permalink
    5 Fevereiro, 2013 11:22

    sempre gostei de aprender coisas novas, e então, desta vez quis frequentar um curso de energias renovaveis. ainda não acabei, porque ainda não tive tempo. mas já com alguma aprendizagem, comecei a observar uma duzia de grandes eolicas plantadas em frenta à minha morada. comecei a ver que elas ora estão viradas a Norte, ora a Sul ora a Oeste. E pensei : mas então onde está a força do vento para produção de enargia eolica?. depois comecdi a contar as (rpm) rotações por minuto, e há uns seis meses que pratico este exercicio n vezes por dia. segundo os ensinamentos que recebi, aquelas coisas plantadas naqueles planaltos, nunca atingiram um numero de rotaçoes suficiente para produzir energia cvom potencia capaz de entrar na rede de distribuição. E se por im instante isso aconteceu, foi sol de pouca dura, porque o vento logo perde a sua força, e tudo volta a zeros. É evidenmte que isto foi um bom negocio para aluns, que bem sabiam que tudo isto iria ser um fracasso, pois conheciam os estudos sobre o vento, existentes em Portugal, e que são fidedignos, pelo que bastava observar esses estudos, para concluir de imediato, que tal investimento não era retavel no territorio nacional. São muitos milhoes de euros que o povo portugues vai ter de pagar, e afina para ter o prazer de ver essas coisas desprezadas e abandonadas, ou vendidas aos sucateiros que lhes darão o des tino ao qual foram votadas. A não ser que apareça por aí uma ideia genial para converter esses brinquedos em algo de util, com aproveitamento das peças uteis, atraves de turbinas do seculo vinte e um , de que se começa a ouvir falar.

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