Os homens que estiveram para ser*
Existem em todos os partidos. São os homens que estiveram para ser. Como Jaime Gama, que desistiu horas depois de ter aceite substituir António Guterres. Outros que não quiseram ser, como Amaro da Costa, que convenceu Freitas do Amaral a liderar o CDS. E outros ainda, como Salgado Zenha, que só demasiado tarde percebem que se enganaram quando usaram o seu talento para que outros fossem líderes. Mas nenhum desses casos se equipara ao de Marcelo Rebelo de Sousa. Ele é o homem que podia ter sido tudo, que até à data deste congresso ainda podia ser quase tudo e que, ano a ano, tem visto as possibilidades irem minguando. Cavaco Silva, muito menos eloquente do que ele, tornou-se Presidente da República deixando-o fora de uma corrida a Belém. Durão Barroso, que saneava professores quando ele, Marcelo, já era um nome no Direito e nos jornais, tem hoje um reconhecimento internacional que Marcelo já não conseguirá. E agora um Passos Coelho ou um Rangel, contra os quais ele, o senador, já não pode arriscar uma derrota, tornar-se-á provavelmente no próximo primeiro-ministro. E, contudo, ele, Marcelo, fez um dos melhores, senão o melhor, discurso deste congresso. Mas afinal quem é Marcelo Rebelo de Sousa? O comentador com mais audiência. Um excelente professor. Fundador e líder de um partido. Mas nada disto é suficiente para explicar a familiariedade, mais do que popularidade, do homem que os portugueses conhecem como “professor Marcelo”. Nos 5.707.961 alojamentos que, segundo a Pordata, existem em Portugal ele poderia entrar em todos e pendurar o casaco com a naturalidade de quem é um pouco lá de casa. E é. Ele é talvez o mais português de todos os portugueses: alguém que poderia ter sido quase tudo o que ambicionou mas no momento de avançar ficou preso das suas palavras.
PÚBLICO

requiem para um cobarde vendedor de banha da cobra, só lhe falta a banda sonora.
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Helena, o Marcelo vale como entertainer dominical. Fora isso, é um perfeito bluff.
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Não foi um mau líder do PSD
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Meh desta vez…fraquito tal como o Professor Marcelo. Até parece que Marcelo nunca foi lider do PSD…
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“Não foi um mau líder do PSD”
Que é que Marcelo defendeu? nada, porque desde a entrada na CEE/União ninguém pensa no País excepto a extrema esquerda.
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E o que (já) foi não volta a ser.
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o marcelo fascina jornaleiras, enquanto que o efeito santana ataca as costureiras de supermercado.
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se calhar sabe comer bolo rei em público e não veste maconde.
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Bem visto…e bem escrito.
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Excelente “radiografia” de Marcelo, o homem das oportunidades perdidas.Ao pé de alguns dos nossos actuais “pigmeus políticos” é realmente um gigante- pela inteligência, pela cultura e pela habilidade política.
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“…ele poderia entrar em todos e pendurar o casaco com a naturalidade de quem é um pouco lá de casa.”
Era o que faltava!!!
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…é realmente um gigante- pela inteligência, pela cultura e pela habilidade política…
Oh Claro… não nos teria levado para a bancarrota como Guterres, Durão, Sócrates uma vez que o Gigante Professor durantes esses tempos fartou-se de avisar para as contas insustentáveis, dívida publica galopante. Ele fazia avisos a cada programa, aliás até fez um program especial sobre isso. Foi na Sic embora os tipos da Sic se tenham enganado e colocaram na legenda Medina Carreira…
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O Professor Marcelo?!!! Chiça!… Prefiro o Professor Karamba!…
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Marcelo Rebelo de Sousa, no final de contas é apenas um excelente professor de Direito, segundo dizem porque nunca foi meu professor. Professor no sentido da expressão prática: que ensina os alunos. Mas não professor de manual e de pensamento escrito.
Há muitos professores de Direito assim? Acho que há bastantes, felizmente. Marcelo nasceu para isso, para essa tarefa que prolonga nos jornais e traveste nos comentários que vai fazendo e que já nem ouço porque me deu a ideia que copia ideias alheias, se génio por aí além.
Como se escreve no postal, Marcelo poderia ser tudo politicamente e não quis ser. Renunciou a essa pretensão provavelmente por não ter vocação para tal. Jeito. Carisma. Pachorra. Disponibilidade mental. Capacidade em assumir um papel de representação que aliás desempenha com brilho noutros campos.
Porque é que Marcelo não brilha do mesmo modo, no mando político? Porque tem dúvidas é é perfeccionista, evitando comprometer-se com algo que duvida poder levar a cabo? Parece-me que será isso.
Marcelo parece-me um tipo complexo e que admiro.
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Marcelo nunca teve uma ideia que fugisse dos lugares comuns da politica portuguesa , nunca teve um rasgo de genio ou de estadista , sempre foi e é uma das piores imagens do sistema que se vai afundando com a sua complacência.
Decepcionante cronica!
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Marcelo é o professor primário por excelência, quanto a mim. Mesmo numa faculdade. Nunca passou desse papel que aliás é de um mérito extraordinário. Mas apenas nesse estádio de desenvolvimento.
Nunca passou ao estádio superior porque não tem os requisitos. Não é líder.
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Líder ou não, Marcelo ou Rio seriam as duas únicas pessoas que me fariam votar PSD nas próximas eleições. Dos que estão na calha nenhum me convence.
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Talvez ele tenha muito jeito para falar e explicar coisas , mas não para as fazer acontecer.
Provavelmente ele sabe isso.
Para além disso é sempre mais facil comentar .
Toda uma vida que poderia ter sido mas não foi. Fernando Pessoa.
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Marcelo, como toda a gente, é o que é e não o que gostariamos que ele fosse.
Não vale nada. As aparências iludem.
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Um charlatão, apenas.
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o marcelo é um padre aldrabão que caga de poleiro, debate com a flô e vai que chutas. nunca o viram discutir com ninguém, nem dar hipótese às vítimas de lhe devolverem a filha-da-putice. mais um caga sentensas.
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Pior que um charlatão só um charlatócrates!
Marcelo evita o excesso de exposição aos golpes baixos.Consta que duraria pouco se abrisse o flanco.
Teve sorte,aquilo passou tudo para um nível subterrâneo para proteger materiais ferrosos e companhia de saltimbancos.
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Melhor um cagasentensas que um ferreira armado em cagado. Faltou o acento? Olha, que chatice.
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O Vitorino das fraudes fiscais é que é bom.
Onde está o Saleiro,depois de andar fugido à justiça?
Pois é…
A merda na boca dos súcialistas é um pitéu.
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Pois é pena. É o único em que era capaz de votar.
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O artigo está bem escrito mas assenta em premissas erradas: qualquer um pode e tem de ser qualquer coisa, mesmo que não queira ou não se ache o indicado ou não seja mesmo o indicado.
A vida é feita de opções, de aceites e recusas e estas não são, necessariamente, cobardia, são escolhas.
MRS não quis ou não achou ser o Homem para certos cargos. Honra seja feita à sua consciência.Ainda assim foi lider do PSD comprovando-se ter sido um passo menos acertado. Outros, não cuidam de pensar ou saber se estão à altura, querem é subir. Depois se verá…
Bater em MRS não é justo. Será um dia PR, se ele o quiser
e o povo confirmar.
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O mal de Marcelo, è que não suficientemente corajoso para ser um lider. A sua vida politica, mostra isso mesmo!
Acomoda-se às situações e fica por ai!
Depois do corajoso discurso no congresso, acertando nospontos chaves, o que digo acima parece pouco acertado.
Marcelo è um óptimo, excelente professor! mas o forte não è a politica, mesmo que seja inteligente para antecipar as jogadas dos outros.
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Marcelo seria um óptimo PM, pois sendo muitíssimo inteligente rodear-se-ia de uma equipa fantástica. É um bocado contemporizador com o status quo, o que levaria a algumas (muitas) cedências. Mas mesmo para “preencher quotas”, ele buscaria o(a) melhor para preencher a quota.
Seria um excelente gestor, embora não fosse um visionário. Mas não é de um gestor que precisamos?
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MRS é um rei no solilóquio, mas um vulgar plebeu no debate.
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O post é bom. Eu só não sei o que é um homem que não foi. Provavelmente porque não tinha mesmo de o ser. Simples.
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Bem observado, HM.
Penso que MRS ainda irá emprestar ao país alguma dignidade que vai faltando à classe politica actual, feita de subalternos, suburbanos, jovens turcos enfeudados, arrivistas de pacotilha e parolos obstinados.
Naturalmente, os invejosos bem-pensantes de sofá e os esquerdalhos envergonhados agarrados ao “tacho” do Estado/PS, não gostam, e rosnam baixinho…sem lhe chegar aos calcanhares.
Digo eu…
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Se Marcelo Rebelo de Sousa tivesse avançado para a liderança do PSD no congresso da semana passada, teríamos não apenas líder, mas, também, o próximo Primeiro-Ministro de Portugal. Segundo me vão contando, Marcelo não tem vontade alguma de ser Primeiro-Ministro, dada a situação catastrófica que o país vive.
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Fundador e líder de um partido…
Mas, ao contrário dos seus irmãos, não foi ao aeroporto despedir-se dos Pais que “fugiam” para o Brasil. Para mim chega para definir um pulha.
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