Consumir capital (enquanto existe)
A defesa (implícita ou explícita) da nacionalização da EDP feita por alguns leitores nos comentários aos posts anteriores é suportada numa falácia económica de acordo com a qual, se a empresa fosse nacionalizada a electricidade poderia ficar mais barata porque o Estado pode abdicar do lucro. Claro que não é assim. Se o estado quisesse renacionalizar a EDP teria que gastar cerca de 10 mil milhões de euros. Para baixar os preços da electricidade teria que abdicar do rendimento correspondente a estes 10 mil milhões. O contribuinte perderia enquanto accionista aquilo que pudesse ganhar enquanto consumidor. A longo prazo, os 10 mil milhões continuam a valer 10 mil milhões (porque não há lucro). Sem lucro não há acumulação de capital. Sem acumulação de capital não há crescimento.
Esta falácia é a principal responsável pelo fracasso das nacionalizações pós 25 de Abril. Os lucros das empresas públicas foram convertidos em benesses para os trabalhadores e para o consumidor-eleitor. Em muitos casos as empresas passaram a consumir o próprio capital em vez de o acumular. Ao fim de alguns anos as empresas ficaram sem capacidade para fazer novos investimentos ou mesmo para repor o capital entretanto degradado. As empresas públicas do sector dos transportes continuam ainda hoje a ser um exemplo deste fenómeno: regalias acima da média para os trabalhadores, preços subsidiados para os consumidores, dívida elevada, infraestruturas envelhecidas.

«eles comem tudo
e não deixam nada»
«a montanha pariu o largo dos ratos»
GostarGostar
Quando são os trabalhadores a receber regalias acima da média, já o João Miranda se queixa. Agora, os gestores, esses sim, merecem-no pela sua linhagem.
GostarGostar
O mal das empresas públicas é que são obrigadas a obedecer á correia de transmissão política em vez de serem geridas profissionalmente e independentemente(depois de definida a sua missão em lei)
Mas o que interessa agotra realçar é a FORÇA do lobby gay.Preparem-se para receber sangue dos abafadores de palhinhas e serem muito mais crentes nos milagres de Fátima.Se um dia um panasca infectado com SIDA(garantidamente 10% estão) consegue através dum descuido no tratamento do lote infectado Portugal vai ultrapassar o Lesoto em nºo de infectados com SIDA
Os gajos até nem vão dar sangue porque só gostam de agulhas gordas mas é para verem quem é que manda nesta merda.Paneleiros!
GostarGostar
Nightwish,
“Quando são os trabalhadores a receber regalias acima da média, já o João Miranda se queixa. Agora, os gestores, esses sim, merecem-no pela sua linhagem.”
Mas porque não fazem os trabalhadores apelo às suas excelsas capacidades de inovação e liderança e se tornam empresários? Mantendo naturalmente o salário actual ou com módicos aumentos, por solidariedade com os consumidores. Fariam assim uma concorrência duríssima aos Mexias e quejandos no mercado de trabalho.
GostarGostar
GostarGostar
“Mas porque não fazem os trabalhadores apelo às suas excelsas capacidades de inovação e liderança e se tornam empresários? Mantendo naturalmente o salário actual ou com módicos aumentos, por solidariedade com os consumidores. Fariam assim uma concorrência duríssima aos Mexias e quejandos no mercado de trabalho.”
Eu proponho ainda mais. Uma vez que ser empresário é a única tarefa verdadeiramente útil à sociedade, e a única que merece ser devidamente recompensada, uma vez que o empresário é, por definição, um ser inovador e um líder nato, vamos todos tornar-nos empresários e deixar o trabalho manual a cargo de macacos devidamente treinados para o efeito. Afinal de contas, se eles são capazes de aprender a separar o lixo em meia horita, certamente serão capazes de desempenhar as funções destinadas a todos aqueles que hoje em dia, por opção, não querem receber os milhões que lhes estariam destinados se enveredassem pelo rumo da inovação e liderança. Hoje em dia até se constrói uma “Empresa na hora”…
GostarGostar
MEXIA E QUEJANDOS DEVERIAM SER CONSIDERADOS APENAS E SÓ EMPREGADOS DA EMPRESA COM UM ORDENADO COMPATÍVEL COM AS SUAS ATRIBUIÇÕES.
FAZÊ-LO UM *SÓCIO* COM INTERESSE NOS LUCROE É INDISCUTIVELMENTE UMA PROMISCUIDADE INTOLERÁVEL.
E NÃO ME VENHAM COM ESSA TRETA DE QUE QUANTO MAIS GANHAR MELHOR SERÁ O DESEMPENHO DA EMPRESA.
GostarGostar
O que o João Miranda se esquece é que quando as empresas foram nacionalizadas no 25 de Abril, a maior parte delas estavam num estado decrépito. As infraestruturas e os meios de produção não eram actualizados há muito tempo. E além disso não existia capital, tinha sido todo expatriado. Só depois destas terem sido nacionalizadas é que foram feitos os investimentos necessários à melhoria da capacidade produtiva.
GostarGostar
JM, fala dos transportes, por coincidência enviaram-me hoje este link hoje:
http://www.transportesemrevista.com//Default.aspx?tabid=210&language=pt-PT&id=762
Fico surpreendido como nos anos sessenta havia uma empresa privada de transportes (fundada em 1927) que detinha 295 autocarros e 132 carreiras. A Companhia de Viação Sernache, Lda de Libâneo Vaz Serra. Aonde ? Sediada em Sernache.
O desastre económico deste país começou há muito, pelas nacionalizações em que o nosso tecido empresarial e empreendedor foi completamente decapitado. O xuxualismo actual limita-se a enterrar o cadáver. E a culpa é dos neo-liberais, pois claro !
GostarGostar
Só depois destas terem sido nacionalizadas é que foram feitos os investimentos necessários à melhoria da capacidade produtiva.
Sim nessa época foram feitos largos investimentos mas foi em marisco.Porra que tinha que ficar na fila para a popular santola.Vai lá agora ver se existe fila…
GostarGostar
E ainda vai vir o tempinho da tal sardinha para três…
GostarGostar
Falácias comete o JoaoMiranda todos os dias.
O Estado deve manter uma posição e uma voz, enquanto instituição representante dos cidadãos, em todos os sectores que sejam estratégicos e todos os serviços básicos. A electricidade não é um deles? Por que razão devemos abdicar completamente de influenciar o destino de um serviço/direito básico?
Depois faz um paralelismo completamente absurdo com o sector dos transportes. Aqueles que eu conheço, têm constantemente renovado as suas frotas, providenciando mais serviços (ate por sms consigo saber os horários) e mais conforto. De que se queixa você? Estude os resultados da privatização dos caminhos-de-ferro no Reino Unido, no tempo da sua deusa pessoal Thatcher.
Malditos economistas que não saem do mundinho que eles próprios fabricam.
PS: “Os lucros das empresas públicas foram convertidos em benesses para os trabalhadores e para o consumidor-eleitor”. Que tragédia as benesses não terem ido para CEO’s ou Administradores.
GostarGostar
Se Mexia é um bom gestor? É sim senhor, de imagem.
GostarGostar
O nosso tecido empresarial !? 100 famílias que trocavam bilhetes com o Botas …
GostarGostar
Jorge Veríssimo,
O que o João Miranda se esquece é que quando as empresas foram nacionalizadas no 25 de Abril, a maior parte delas estavam num estado decrépito. As infraestruturas e os meios de produção não eram actualizados há muito tempo. E além disso não existia capital, tinha sido todo expatriado. Só depois destas terem sido nacionalizadas é que foram feitos os investimentos necessários à melhoria da capacidade produtiva.”
Você tem a certeza daquilo que escreveu? Tem números, dados concretos? Se se fizeram tão adequados investimentos depois das nacionalizações porque é que a generalidade das empresas públicas só acumulou prejuízos?
“
GostarGostar
Faz todo o sentido o estado renacionalizar a EDP.
O aumento de preço do Kw será muito menor. Conhecemos o que fazem os abutres quando monopolizam ou cartelizam.
Para além disso, o mercado emergente das viaturas movidas a electricidade não pode ficar em mãos de veludo, senão JM, mexiam mexiam.
GostarGostar
Durante os últimos anos de vigência do regime a maior parte dos grandes industriais deixou de fazer qualquer tipo de investimentos para além dos necessários para manter as fábricas a funcionar a um nível mínimo. Toda a gente sabia que o regime iria acabar e que muito provavelmente os comunistas iriam tomar conta de tudo. Eles limitaram-se a fazer o mais racional, ou seja, tentar expatriar o máximo de capitais possíveis. E isso, obviamente, levou-os a descurar a manutenção adequada das suas operações industriais em Portugal. Isso aconteceu com a generalidade das empresas nacionalizadas, destacando-se as empresas do sector industrial que necessitam de grandes investimentos de capital para se manterem actualizadas. Quando ocorreu o 25 de Abril a maior parte das empresas já estavam a operar em condições muito deficientes. O que interessava era retirar o máximo de capital, descurando-se o investimento. Aliás, o facto é que a maior parte das empresas que foram nacionalizadas tinham perdido praticamente todo o seu valor. O seus activos estavam praticamente depreciados. Todos os activos mais líquidos e móveis tinham misteriosamente desaparecido. Curiosamente, foi assim que o Champalimaud transferiu as acções da Soincor da Cimentos Tejo para o Brazil. Lá nisso foi ele esperto. Depois das empresas serem nacionalizadas, é evidente que tiveram de ser feitos grandes investimentos para actualizar as empresas e para que estas pudessem retomar o seu nível de produção. Foram feitos grandes investimentos na melhoria do processo de produção e da sua eficiência. Tudo isso teve custos elevados e fez com que muitas empresas apresentassem prejuízos durante um período alargado. Não quero com isto dizer que a gestão pós 25 de Abril foi “perfeita”. Foram cometidos muitos erros e houve muita gente a comer à conta do orçamento. Agora, não podemos é escamotear o facto de que muitas das empresas que foram nacionalizadas estavam em condições operacionais muito precárias.
GostarGostar
As empresas privadas de transportes são um excelente exemplo das vantagens de uma empresa pública se tornar privada. Só quem nunca usou os seus serviços…
GostarGostar
Petição. Subscreve. Divulga.
Destinatário:
Ajustes Directos da Parque Escolar
Ao Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República
A Parque Escolar E.P.E. é uma empresa pública que “tem por objecto o planeamento, gestão, desenvolvimento e execução do programa de modernização da rede pública de escolas secundárias e outras afectas ao Ministério da Educação.”. (cit.)
Desde a data da sua criação, a 21 de Fevereiro de 2007, beneficia de um regime de excepção na celebração de contratos de empreitada de obras públicas, de locação ou aquisição de bens móveis e de aquisição de serviços; concedido pelos seus estatutos fundadores, DL 41/2007, prorrogado pelo DL 25/2008 de 20 de Fevereiro, posteriormente pelo DL 34/2009 de 6 de Fevereiro e já no decorrer do corrente ano de 2010 pelo DL aprovado em Conselho de Ministros a 21 de Janeiro.
O referido regime de excepção permite o recurso aos procedimentos de negociação, consulta prévia ou ajuste directo como possíveis na formação dos contratos, desde que esteja salvaguardado o “cumprimento dos princípios gerais da livre concorrência, transparência e boa gestão, designadamente a fundamentação das decisões tomadas” . (cit.)
Cumulativamente estipula a publicação obrigatória no portal da Internet dedicado aos Contratos Públicos, daqueles que forem realizados na sequência de ajuste directo ao abrigo deste regime de excepção; sendo esta, condição de eficácia do respectivo contrato. Refere ainda a necessidade de convite a pelo menos três entidades distintas para apresentação de propostas.
A Parque Escolar E.P.E., ao arrepio das mais elementares regras da transparência e da boa regulação profissional, tem ignorado estas disposições e subvertido a excepcionalidade concedida. A consecutiva repetição na escolha das equipas projectistas é flagrante, tendo vários gabinetes de arquitectura sido contemplados com projectos para 3, 4, 5 e 6 escolas.
Como exemplo extremo desta conduta a Parque Escolar E.P.E. entregou os projectos de 11 escolas à mesma equipa projectista.
O gasto discricionário dos dinheiros públicos, num programa de requalificação de 2500 milhões de euros envolvendo 332 escolas, não é próprio do recomendável acesso democrático à encomenda pública e a blindagem no acesso à informação sobre os vários procedimentos inviabiliza o necessário escrutínio público.
O obscurantismo com que tem sido governado o processo de obras públicas que mais verbas tem movimentado nos últimos anos, a total ausência de critérios públicos e transparentes nas escolhas das empresas objecto de adjudicações directas, a progressiva constatação de problemas nas obras concluídas e, sobretudo, a defesa do interesse público motiva os abaixo-assinado a solicitar à Assembleia da República que delibere:
1. A revogação do estatuto de excepcionalidade de contratação utilizado pela Parque Escolar E.P.E., passando todas as contratações a ser regidas pelas disposições constantes do Código dos Contratos Públicos, como as demais entidades públicas;
2. Propor ao governo a exoneração dos actuais membros do Conselho de Administração da Parque Escolar E.P.E., e a nomeação de novos membros de reconhecido mérito profissional e académico, como garante de condução de um processo transparente, participado e veloz;
3. Solicitar ao Tribunal de Contas a abertura de um procedimento de auditoria à Parque Escolar E.P.E. ao abrigo do Art. 55º da Lei n.º 98/97, de 26 de Agosto (Lei de organização e processo do Tribunal de Contas).
Os Peticionários
Ver Signatários | Assinar Petição
http://www.peticao.com.pt/parque-escolar
GostarGostar
Blogues em acção
3 de Abril de 2010 por Tiago Mota Saraiva
Ontem, fiz um apelo para que a blogosfera não se calasse na denúncia das ilegalidades da Parque Escolar e na divulgação desta petição. Hoje começam a chegar ecos de solidariedade:
http://www.5dias.net/2010/04/03/blogues-em-movimento/
GostarGostar