Este país não é para velhos
14 Abril, 2010
“A doença de Alzheimer atinge hoje mais de 100 mil portugueses e respectivas famílias. Não havendo condições para manter os idosos em casa, os familiares internam-nos em instituições que, apesar de desenvolverem um trabalho meritório e abnegado… também não dispõem de condições. Os lares e centros de dia recebem, nas mesmas instalações, idosos capacitados, ao lado de outros que padecem de Alzheimer. Os dirigentes das instituições não descobrem soluções para esta coexistência, os funcionários não dispõem de respostas técnicas. Os utentes e respectivas famílias desesperam.”
No Jornal de Notícias.
41 comentários
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Caro Paulo Morais,
Permita-me discordar: este país não é para novos.
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Este texto, assenta que nem uma pérola,
à elevada capacidade e visão dos nativos quando elites.
Visão de conjunto, visão das realidades.
A habitual falta de tempo dos chefes. Para pensar.
Venha um governador da Prússia ou arredores.
Ele é na Saúde, ele é nos Transportes, ele é no Ensino…
Peculiaridades lusitanas.
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“No Country For Old Men” é dos irmãos Coen e ganhou o Oscar.
A estória passa-se nos States, mas se os States não são um país para velhos, porque haveria Portugal de o ser?
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As soluções já seculares ainda são as que resistem nos cuidados aos idosos, como as Misericórdias. Infelismente padecem da penúria geral e estão no mesmo contexto que denuncia Paulo Morais. O trágico de tudo isso é que o suporte familiar tende a desaparecer em poucos anos pois este país, salvo raras e honrosas excepções, está a definhar com gerações de filhos únicos. Já não nos bastavam gerações rascas… Agora andamos à rasca de gerações! Palavra de um velho que não teve o arrojo de emigrar.
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Da maneira que as coisas estão, este país é para quem?
Se em vez de termos construído tantas auto-estradas, rotundas, fontes luminosas, estádios de futebol e afins, tivéssemos apostado em dotar a sociedade de mecanismos que, como no caso que refere, possibilitassem aos cidadãos usufruir de melhores condições sociais, seríamos, sem dúvida, muito mais prósperos e desenvolvidos.
Assim, a decadência está ao virar da esquina: entregues ao «diktat» de agências de rating e aos burocratas, sem Pátria, de Bruxelas!
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ora aí está uma oportunidade de negócio para os privados.
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36 anos depois do 25/4 é uma vergonha para todos nós portugueses, estas situações serem a regra e não a exepção.
Um país que paga a uma grande parte da população reformas de 400 euros ou menos, não pode pensar em TGVs, sem antes arranjar maneira de ajudar estas pessoas.
Quem trabalhou uma vida inteira e chega ao fim incapacitado como é o caso de quem tem Alzaimer, não pode ficar dependente de familiares, ou de instituições que embora fazendo os possiveis não teem condições para lhes proporcionar uma vida com um minimo de qualidade.
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chiça… penico! só comentários comunistas liberais.
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Eu diria que… nem para velhos nem para novos. Isto é bom para os ausentes e, desde que se mantenham assim.
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#7 – façam seguros, u get what u pay for. não pagaram cotas para o alzheimer e querem borlas.
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Este país não é para velhos
Nem para novos…
Já agora:
Sabe que o povo também pode fazer leis? Iniciativa Legislativa de Cidadãos.
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olá bóbó! desampara e vai curtir alzheimer no país das maravilhas, o cuelho orienta-te.
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“A tolerância de ponto concedida pelo Governo aos funcionários públicos no dia 13 de maio devido à visita de Bento XVI é um serviço ao povo português, maioritariamente católico, disse hoje o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa”
e ninguém reclama contra esta merda, cheira-me a a fiasco. ainda vão contratar figurantes para encher os comícios, com ajuda dos comunas a coisa compõe-se, assim como assim, ambos comem criancinhas.
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Rotundas…rotundas…tachos e penachos são os lemas do Regime!
Deixe lá Paulo Morais, a solução está próxima; o testamento vital ou a eutanásia – que vai brevemente a votos no parlamento Holandês -.
Só quem passou poe elas é que sabe…
Um estágio no Centro de Reabilitação do Alcoitão ou similar devia ser obrigatório para qualquer candidato a Governante.
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É só desgraças neste país. Tornado em Lisboa: http://www.meteopt.com/forum/eventos-meteorologicos/tornado-no-tejo-lisboa-14-abril-2010-a-4490-mais-recente.html
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“A doença de Alzheimer atinge hoje mais de 100 mil portugueses e respectivas famílias”. Essa estatística peca por grande defeito. Há muitos idosos e outros nos cinquenta que passam por ter mau feitio, junte mais 100.000 e andará perto da realidade. Não esqueçam aqueles 20% que oficialmente são reconhecidos como doentes com perturbações mentais. Com a drogas disseminadas por todo lado para onde pensam vocês que caminham os jovens, os alegados e os presumíveis? Aos 30 já mal compreendem o que se lhes diz, utilizam aquelas 5 palavras gastas e porcas como a roupa que vestem e os poucos dentes que têm, para além da surdez que os diminui implacavelmente. Isto é tudo malta que não presta e vota rosa, eles nem querem pensar que um dia vão ter que fazer seja o que for e na realidade mesmo que quizessem, não podiam. Quem ficar cá que os sustente a todos, eu já saí há muito e verifico que muitos que sabem fazer alguma coisa estão a seguir o meu caminho. É só haver uma retoma autêntica no centro da europa e vão ver quem fica.
Os psi 20 vão explorar até ao tutano, os bancos e as empresas monopolistas vão esganar até poder, o que é que vocês esperam? Os comentários do picoiso disfarçado e de alguns apparatchiks que contaminam o blog? Lembro-me dos braços cruzados dos emberrezados (Que fazer?), ouçam na tv os comentaristas que comentam os seus colegas analistas que comentam jornalistas mentirosos e sem vergonha, vejam os jogos da bola antes de saberem que os resultados foram previamente combinados, emocionem-se com aqueles pontapés que vos fazem calafrios na espinha, gritem contra tudo e contra todos em casa, de preferência, evitem bater na mulher e nos filhos que não têm culpa nenhuma, sofram em silêncio enquanto os salafrários, os ali-bábás e os peseteros vos saqueiam impiedosamente até ser noite. O vosso mundo é dos cobardes e cobardes sois. Olhem para o espelho, sintam ao menos o asco de não serem gente. Resta-vos detestar a imagem da testa encornada como o da tv, os lábios secos, os olhos baços. As rugas fundas e tortas não mentem.
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Nem para velhos, nem novos, nem meia idade.
Só é bom para quem não está cá.
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ora aí está uma oportunidade de negócio para os privados.
Boa malha
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Às vezes não percebo bem a orientação deste blog. A quem se dirigem os lamentos do Paulo Morais? Quem deveria agir de maneira diferente? O Estado? O problema dos idosos não é um daqueles problemas em quem tem dinheiro tem de certeza o problema resolvido pelo mercado e quem não tem dinheiro, tivesse?
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Este país é para os filhos-da-puta corruptos e que enganam este pobre povo.
Portugal é uma vergonha!
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«Um país que paga a uma grande parte da população reformas de 400 euros ou menos»
400? 200€ quer o cavalheiro dizer..
Além disso, muita gente acha que os “velhos” têm direito a reformas dignas. Mas, muitos deles (velhos ou não) se não têm a reforma é porque ou não descontaram ou tiveram más decisões na vida.
Há que proteger os idosos, e há que perder a vergonha de distribuir géneros a quem precisa, nos locais indicados.
Estas tretas das photo opportunities em Santa Apolónia para meia dúzia de agarrados (muitos deles jovens) lá irem desenrascar a carcaça (e deitá-la fora!) tem de acabar.
As carrinhas da metadona (criadas pelo Bloco e pelos Socialistas) têm de acabar! JÁ!
Um Português que se levante todos os dias para ir trabalhar, que pague as contas, que só mande uma escáfia por semana, que tenha de ir ao arroz AAA+ com cheiro, que tenha de comer lombo e bifana durante um mês, NÃO PODE ACEITAR que o Estado gaste 3000€ em cada tratamento de Metadona (muitas vezes voltam ao mesmo, com uma taxa de 90% re-incidência) e que deixe muitos dos desgraçados dos velhos (dos que realmente precisam) a morrer ao frio e abandonados. NÃO PODE!
R.
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Ora aqui está uma oportunidade de investimento. As elites são potenciais clientes, por isso o risco é baixo.
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Este país é para se comentar.
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#19
“Às vezes não percebo bem a orientação deste blog.”
A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.
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“A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.”
e… quando o que pensa não nos agrada, livremente censuramos. assim tá melhor, vejamos quanto tempo resiste.
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“A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.”
Mas a quem se dirige o seu lamento? O que se poderia mudar?
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E para novos, crianças e adolescentes, adultos jovens, de meia-idade, etc., também não.
Este país é para parolos. Sustente-os quem deixar!
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> > “A orientação é simples: cada um diz livremente o que pensa.”
> Mas a quem se dirige o seu lamento? O que se poderia mudar?
Não aperte com o homem, que ele é social-democrata. Tem a versão “light” da cartilha progressista em MP3, que repete como os comunistas repetem a versão “heavy-metal” em cassete. É tudo derivado das mesmas petas venenosas que os jacobinos vendem há duzentos, e não querem outro fornecedor.
Se o obriga a pensar, ainda fica como o Pedro Arroja (pode-se dizer “Pedro Arroja” aqui ?), e desata a dizer coisas católicas. Ora isso não pode ser, porque “cada um diz livremente o que pensa” (desde que sejam pensamentos aprovados pelo progressismo, claro, não queremos passar por toscos).
Espero ter ajudado.
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#26
O meu lamento dirige-se aos poderes públicos, que deveriam deixar de se imiscuir na actividade económica; e tratar de garantir protecção social.
Duma forma mais extensa, o que eu penso sobre isto pode ser lido aqui: http://portolaranja.blogspot.com/2009/04/liberdade-igualdade-fraternidade-paulo.html
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“Este país é para parolos. Sustente-os quem deixar!”
etuotário com esse nome deves ser viegas da tola.
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#29
Garantir protecção social sem o estado se imiscuir na actividade económica parece a quadratura do círculo. Por um lado o estado tem sempre de cobrar impostos antes de fazer seja o que for; por outro lado uma protecção social de qualidade, com serviços financiados pelo estado mas adquiridos aos privados, precisa de impostos ainda maiores do que os que são cobrados no caso do estado prestar directamente os serviços. É bom querer sol na eira e chuva na leira, mas acho que vai ser preciso optar entre um estado que reduz as desigualdades e um estado que é minimal. Infelizmente parece-me que o PSD está mais sensível aos que querem apenas menos estado do que aos que querem uma sociedade mais solidária.
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OS PORRAS DO «LIBERAIS» TUGAS GOSTAM É DE VENDER AO ESTADO, O MELHOR CLIENTE QUE ELES TÊM, POIS QUANDO ESTE NÃO TEM DINHEIRO, LANÇA LOGO UMA VINTENA DE IMPOSTOS.
PARA MIM O ESTADO SÓ DEVE EXISTIR PARA ASSEGURAR A JUSTIÇA E A SEGURANÇA.
O ESTADO NÃO DEVE COMPRAR NEM VENDER NADA.
AÍ É QUE EU QUERIA VER A VEIA «LIBERAL» DESSA CORJA DO PS E DO PSD!
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“Garantir protecção social sem o estado se imiscuir na actividade económica parece a quadratura do círculo”. É possível, há países que o conseguem. Obviamente que o peso económico relativo da actividade social tem de ser reduzido.
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“É possível, há países que o conseguem.”
Nomeadamente?
“Obviamente que o peso económico relativo da actividade social tem de ser reduzido.”
Pois. E com isso lá se vai a protecção social com um mínimo de qualidade. Por isso me parece contraditório vir lamentar a situação dos doentes de Alzheimer. Cuidados de qualidade para idosos e doentes de Alzheimer são muito caros. Ou estamos dispostos a partilhar e aceitar um grande peso de despesas sociais ou vale mais assumir que cada um trata de si e pronto.
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“Nomeadamente?”
Canadá, Reino Unido, Holanda, Alemanha e outros, com mais ou menos problemas…
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Entre os “velhos” de hoje estão muitos dos jovens que na década de 60, princípios de 70, combateram na Guiné, Angola e Moçambique.
Muitos deles vieram “avariados”, nunca tiveram qualquer tipo de acompanhamento, gozam de pensões de miséria e estão ao abandono.
Alzheimers, Parkinsons, doenças reumáticas, depressões, ansiedade são o pão nosso de cada dia para esses nossos compatriotas que deram cabo do lombo, e alguns da vida, julgando que estavam a defender qualquer coisa que valesse a pena.
Eram colonialistas e combatiam os combatentes da liberdade, por essa razão não merecem qualquer palavra, gesto ou acto de reconhecimento dos diferentes governos sem vergonha que por cá vão passando.
Além do mais os governos têm de pensar nos desertores que fizeram a guerra em Paris e hoje gozam de boas reformas ao fim de 12 anos de “trabalho”.
O dinheiro não é elástico!
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#35
Curiosamente nenhum desses países aparecia à frente de Portugal no ranking dos sistemas de saúde da OMS de 2000! Tínhamos então um sistema de saúde em 12.º lugar mundial. Depois do PS e PSD acabarem com o SNS veremos onde vamos parar.
Depois, quando vamos ver a percentagem da despesa pública no PIB, descobrimos que estes países (com uma pequena diferença para o Canadá – 41%) andam todos à volta dos 47%-51% do PIB com Portugal nos 48%. Por isso não percebo como é que os pode dar como exemplos de estados que não se “imiscuem” na actividade económica.
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“É possível, há países que o conseguem.”
pois há. se há quem produza petróleo, nós podiamos enriquecer urina.
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È os chamados portugueses de 3ªA, porque há os portugueses B e C…enquanto outros são de 1ª e são bem reformados e esses o problema não se põe
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# 35
Apoiado.
Ainda se lamentam aqueles que tem reformas a 100%
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Acabe-se de vez com o desperdício público, com as derrapagens orçamentais, com os sacos azuis, com as remunerações sumptuosas e invista-se melhor no apoio social, incluindo aos idosos incapacitados sem meios próprios. Veja-se o excelente trabalho que se faz actualmente na Suécia neste domínio, onde uma das missões dos Municípios, consiste, precisamente, em garantir o bem estar de todos, mas todos os seus idosos, adoptando a solução mais adequada a cada caso, privilegiando até ao limite o apoio domiciliário efectivo.
Estamos no caminho errado; menos betão e mais união.
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