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escolinha socrática

14 Abril, 2010

Mário Lino disse hoje: «Já quanto à determinação das características para o computador, garantiu, «constam de um acordo entre as partes. Acordámos as características mínimas, sendo que os operadores [Sonaecom, TMN, Vodafone e ZON] podiam propor alterações, mas nunca propuseram», acentuou depois de citar um protocolo assinado entre o Executivo e os operadores a 19 de Abril de 2009, mas que tinha efeitos já desde 30 de Julho de 2008».

Claro que tinha de ser assim, escolher o magalhães com efeitos retroactivos a 30 de Julho de 2008. É que nesse dia o primeiro-ministro já tinha dito que seria o magalhães o escolhido: «O programa e.escolinha visa que todas as crianças tenham acesso ao computador Magalhães», sublinhou José Sócrates».

Isto já é mais assunto para a Polícia Judiciária do que para o Parlamento.

19 comentários leave one →
  1. JB's avatar
    14 Abril, 2010 22:20

    Não haveria PJ que chegasse.
    Para estes (do PS)
    e camaradas do bloco (PSD/CDS).

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  2. bagaço's avatar
    14 Abril, 2010 22:35

    O Sr.Sócrates, e o Sr.Lino só fizeram esta escolha porque tinham vontade de homenagear o José Magalhães, o pioneiro socialista nas questões da internet, o precursor do choque tecnológico.Não acredito que houvessem outros interesses por trás… O facto da JP Sá Couto ter aumentado brutalmente a facturação no último ano, tal como a O2 do Godinho, é mera coincidência. Não podemos ver maldade em tudo…

    mindjacking.wordpress.com

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  3. Rui Seabra's avatar
    14 Abril, 2010 22:36

    O concurso actual exige:

    * Windows 7 (especificação ilegal)
    * usar a expressão “ou equivalente” nesta exigência de Windows 7 revela intenção de contornar a lei que proíbe tais especificações, uma vez que é uma exigência impossível de concretizar com a tecnologia actual e dos tempos mais próximos, e apenas existe porque existe uma alínea na lei que permite menções a produtos específicos desde que sejam apenas para referência, devendo poder ser substituídos por algo equivalente.
    * sistema de ficheiros NTFS (formato proprietário da Microsoft)
    * Office com suporte ao formato [prorietário, falso standard aprovado em situações muito dúbias] Microsoft OOXML, sem especificação da versão o que implica que pode ser uma qualquer de várias incompatíveis umas com as outras a menos que só se utilize o Microsoft Office.
    * descrição absurdamente detalhadas das características do computador que proíbe várias plataformas de competirem (ARM, MIPS, etc…), dir-se-ia que apenas Intel Atoms podem encaixar [como uma luva] tal especificação

    Por último, sim tenho uma cópia dos termos do concurso. A PJ também deveria ter, e o Parlamento já a devia ter exigido, uma vez que para concurso público é necessário pagar 500 € e assumir o compromisso de sigilo.

    Uma vez que não paguei nem assumo esse compromisso a minha pergunta é: é legal publicarmos isto?

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  4. Rui Seabra's avatar
    14 Abril, 2010 22:38

    Não o explicitei mas especificar um formato proprietário da Microsoft é ilegal, uma exigência que implica Microsoft Office ou programas que não existem não especifica alternativas reais para além do Microsoft Office, logo é ilegal, e a descrição do hardware deixa-me com muitas dúvidas sobre a sua legalidade.

    O Ministério da Educação nem se dignou a responder aos nossos pedidos de reunião (telefone e email).

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  5. bagaço's avatar
    14 Abril, 2010 22:39

    como?

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  6. Desconhecida's avatar
    faustífero permalink
    14 Abril, 2010 23:16

    Relembrando a história. Há dias maus.
    “Em 1848, preparava-se uma revolta popular que colhia alguma simpatia por parte da burguesia. Os operários reclamavam a instauração de uma República e exigiam uma reforma. Com isso a revolta tinha uma petição com 5 milhões de assinaturas.

    Os revoltosos combinaram diversas reuniões,entre as quais se destacou o banquete público da oposição de 22 de Fevereiro de 1848, que o governo tentou impedir que se realizasse. A burguesia afastou-se dos operários; contudo, estes, juntamente com artesãos e estudantes, concentraram-se no local combinado. O apelo à rebelião foi lançado por adeptos do sufrágio universal, partidários de reformas sociais que tinham conseguido escapar às autoridades. Centenas de milhares de insatisfeitos com o desemprego, mas sem um programa político claro, descobriram que queriam derrubar o governo do rei Luís Filipe, de seus ministros e de todo o sistema económico que os enriquecia às custas dos trabalhadores. No dia seguinte, o centro de Paris estava cheio de barricadas. O rei demitiu Guizot na esperança de aplacar a revolta, mas a multidão voltou a protestar e, na madrugada do dia 24, foi atacada a tiros pela Guarda Nacional. Na fuzilaria morreram cerca de 500 pessoas. Os cadáveres foram colocados em carros iluminados por tochas e desfilaram pelo centro de Paris, alimentando a insurreição, dando início a uma luta aberta que se estendeu por toda a cidade. Soldados da Guarda Nacional, enviados para reprimir os manifestantes, uniram-se a eles”.

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  7. Desconhecida's avatar
    Boris Rasbalatov da Cunha permalink
    14 Abril, 2010 23:16

    Mais uma grande aldrabice.

    Se este Primeiro-Ministro tivesse vergonha na cara já tinha ido embora.
    ´
    São trapalhadas atrás de trapalhadas!

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  8. Desconhecida's avatar
    Eleutério Viegas permalink
    14 Abril, 2010 23:21

    Este vigaralho do carista já tinha o diploma, as casotas, a lixeira da Cova da Beira, a “fripòr”, a TVI, e agora ainda lhe arranjam o caso bimbalhães e a história do insuspeito parolito (o querido figo)…

    Estes casos são casos de cadeia. Já!

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  9. Carlos Loureiro's avatar
    14 Abril, 2010 23:30

    Caro Rui Seabra,

    O anúncio público está disponível aqui (versão Diário da República). As exigências que refere não aparecem (devem estar no caderno de encargos), que custa, como refere, 500 euros. A versão do Jornal Oficial da União foi publicada a 6 de Janeiro (estranhamente, refere uma referência de processo diferente da que consta do DR…). Se as exigências técnicas são, de facto, as que refere, o concurso é pouco menos que viciado, sobretudo na parte do software. Muito gostava eu de ver o tal caderno de encargos.

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  10. Rui Seabra's avatar
    14 Abril, 2010 23:32

    @Carlos Loureiro: não será difícil descobrir como me contactar 🙂

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  11. Rui Seabra's avatar
    14 Abril, 2010 23:34

    @Carlos Loureiro: efectivamente se aparecessem na componente “pública” não estaria com dúvidas… o problema é que estas exigências explicitamente à margem da lei encontram-se escondidas sob 500€ e dever de sigilo.

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  12. Operação Mãos limpas's avatar
    Operação Mãos limpas permalink
    15 Abril, 2010 00:12

    Façam favor de parar!
    Cada cavadela,cada minhoca.
    Não remexam mais.O fedor do súcialismo é insuportável.

    Cada vez se torna mais claro que quem dirige o país é uma organização mafiosa.
    Cada vez se torna mais claro que o MP é uma extenção do governo.

    Se for permitida a destruição das escutas,o mal continuará a alastrar.Em breve nada teremos para deixar aos nossos descendentes senão dívidas,miséria e criminalidade violenta.
    A gatunagem nem liga à degradação do país.Vive para o gamanço e os negócios ilegais.

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  13. Desconhecida's avatar
    EuroBesta permalink
    15 Abril, 2010 01:46

    METER TODA ESSA CORJA NA CADEIA E DEIXAR DE MAIS INQUÉRITOS E MAIS INQUÉRITOS.

    CHEGA DE PAGODE!

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  14. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    15 Abril, 2010 08:22

    Post lógico, cuja conclusão é óbvia. Caso de polícia, como aliás muitos outros

    Logo, nada passará!

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  15. Desconhecida's avatar
    Chien permalink
    15 Abril, 2010 09:09

    ÃO
    ÃO
    ÃO

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  16. anónimo's avatar
    15 Abril, 2010 14:24

    Estes É Que Precisavam De Avaliação, Mas Em Vez Disso Têm Milhões

    Estado assegura 672 milhões em património do BPP
    900 milhões de euros para apoiar sector automóvel

    E reparem na pressa em pagar aos pobres necessitados:

    Antigos accionistas do BPN podem receber indemnização em Janeiro
    Se o prazo inicial for cumprido, Deloitte e Deutsche Bank, escolhidos pelas Finanças,
    deverão ter avaliação do BPN concluída em 30 dias. Ministério tem depois 15 dias para fixar indemnizações.
    (…)
    A lei n.º 62-A/2008, criada para a nacionalização do BPN, define que “com base na avaliação (…), o membro do Governo responsável pela área das finanças, fixa, por despacho, no prazo de 15 dias, o valor da indemnização”.

    O BPN era detido directamente pela SLN, por sua vez detida por um conjunto de accionistas individuais, como seja o anterior presidente José de Oliveira Costa, Almiro Jesus Silva, Manuel Neves dos Santos ou Joaquim Coimbra, quer directamente, quer através da SLN Valor.

    Desculpem-me lá mas hoje acordei com uma costela de Francisco Louçã em mim…
    http://www.educar.wordpress.com/2008/12/03/estes-e-que-precisavam-de-avaliacao-mas-em-vez-disso-tem-milhoes/

    Para Mais Logo

    Breve análise crítica da imprensa em dia de greve ou como João Rendeiro, o gestor maravilha de um banco afundado, tem mais importância e custa mais caro ao Estado português do que toda a classe docente.
    http://www.educar.wordpress.com/2008/12/03/para-mais-logo-2/

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  17. anónimo's avatar
    15 Abril, 2010 14:37

    Offshore socialista

    A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa
    chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do
    ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo
    Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É
    privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de
    administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável
    Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o
    senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.

    Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400
    milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez,
    desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma
    penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por
    três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É
    evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a
    massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.

    Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas,
    Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio
    de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes
    de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor
    presidente do Conselho.

    Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para
    além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer
    concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus
    candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado
    generosamente lhe colocou nos cofres.

    Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades,
    particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente
    sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor
    presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.”

    Correio da Manhã (António Ribeiro Ferreira)

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  18. Desconhecida's avatar
    lop permalink
    15 Abril, 2010 19:14

    caso de polícia?
    andam anos a dizer mal dos agentes de justiça e depois querem apanhar o sócrates e companhia?…

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  19. lili's avatar
    15 Abril, 2010 22:29

    Presidente da Vodafone no Parlamento

    Fundação que gere Magalhães foi proposta pelo Governo, ao contrário do que disse Mário
    Lino
    23.03.2010

    O presidente executivo da Vodafone disse hoje que a criação da Fundação para as
    Comunicações Móveis (FCM), que gere os programas e.escola e e.escolinha, foi proposta pelo Governo, o contrário do que tinha afirmado Mário Lino.
    A fundação que gere os programa e-escola e e-escolinha está a dever dinheiro aos operadores (Cláudia Andrade)

    António Coimbra, que está ser ouvido na comissão de inquérito à FCM, afirmou que a ideia de criar a fundação surge numa carta assinada pela chefe de gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, que a operadora recebeu a 10 de Dezembro de 2007.

    Nessa carta, explicou, era referido que a entidade gestora do Fundo para a Sociedade de Informação (que antecedeu a FCM) tinha feito um estudo e era proposta a criação de uma fundação.

    António Coimbra disse que na carta era apresentada uma proposta dos estatutos da fundação.

    A criação da FCM “não foi iniciativa da Vodafone. Foi proposta na sequência de um estudo feito pela entidade gestora do Fundo para a Sociedade de Informação e a Vodafone concordou”, disse.

    “Apontou-se como solução a constituição de uma fundação, com a qual nós concordámos. Não fomos os promotores da Fundação, mas aceitámos a proposta”, acrescentou o presidente executivo da Vodafone.

    Recorde-se que o ex-ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou, durante a sua audição na comissão de inquérito, que a criação da FCM tinha sido uma iniciativa dos operadores de telecomunicações.

    António Coimbra disse também que o plano de actividades da FCM de 2009 foi aprovado com a abstenção da Vodafone.

    “Abstivemo-nos porque discordamos do timing de aprovação do documento [30 de Dezembro de 2009] e porque entendemos que era um pouco vago”, justificou.

    António Coimbra adiantou ainda que a FCM deve cerca de quatro milhões de euros à Vodafone, disse hoje o presidente executivo da operadora, António Coimbra.

    António Coimbra disse que do montante em dívida uma “parcela pequena”, de cerca de 400 mil euros é referente ao programa e.escola, enquanto os restantes 3,6 milhões de euros são referentes ao programa e.escolinha, no âmbito do qual foi distribuído o computador Magalhães.

    O presidente executivo da Vodafone disse ainda que o último pagamento da FCM, de cerca de oito milhões de euros, foi feito no dia 26 de Fevereiro.

    António Coimbra garantiu que a Vodafone “já executou na íntegra” os 124,7 milhões de contrapartidas, avançando que este valor já foi ultrapassado.

    Na segunda-feira, o presidente da Sonaecom, Ângelo Paupério, afirmou na comissão de inquérito que a FCM devia nove milhões de euros à Optimus.

    A comissão de inquérito à FCM visa saber em que moldes foi adjudicado o fornecimento dos computadores Magalhães à JP Sá Couto e apurar o destino das verbas das contrapartidas das
    licenças para os serviços móveis de terceira geração.
    http://www.ww2.publico.pt/Política/fundacao-que-gere-magalhaes-foi-proposta-pelo-governo-ao-contrario-do-que-disse-mario-lino_1429052

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