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Tenho cada vez menos paciência…

19 Abril, 2010
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…para este tipo de palhaçadas. O problema não está no modelo de gestão dos hospitais empresarializados, como dá a entender o douto secretário de Estado. O problema está no que lhes pedem que façam e no que lhes pagam, por um lado, e na qualidade da sua gestão, mais do que partidarizada. Mas isso ninguém questiona.

25 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    Licas permalink
    19 Abril, 2010 21:15

    ISTO É PARA NÃO VIOLAR O SEGREDO DE JUSTIÇA E NÃO TER CHATICES

    Há um certo indivíduo, de idade entre os 10 e 100 anos, que, ocupando um dos principais lugares da hierarquia do Estado, que se diz, fraudulentamente, ou não, titular de um grau académico, conseguiu, alegadamente, tentado com êxito, que fosse despedida uma componente de um órgão de comunicação social que lhe não era afecta, quer fazendo pressão sobre os dirigentes dessa Emissora, quer manobrando para que esta fosse comprada por pessoas amigas.
    Esse mesmo dirigente, alegadamente, autorizou a instalação de uma unidade comercial em terreno que estava sob reserva, tendo para o efeito levantado o respectivo embargo do que alegadamente beneficiou de compensação monetária.

    (Julgo, que por esta redacção não serei processado)

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  2. delauney's avatar
    delauney permalink
    19 Abril, 2010 21:16

    Palhaçadas e pormenores de somenos, se no mais Portugal vai bem.

    Ou que mais se há-de dizer, numa semana vulcânica para a aviação, com as companhias a contabilizarem já um prejuízo de cerca de mil milhões de dólares, segundo o fogo de artifício visto nas televisões, endividado até às orelhas, em só duas semanas o nosso país agrava a dívida a pagar pelas futuras gerações em mais mil e quinhentos milhões de euros, distribuídos pela Grécia e a Madeira, e não merece além de foguete de notícia, que diz o presidente da Repúbloica Checa, somado, representa uma falta de vergonha, francamente, que eu te digo, ó caro colega lusitano, português…

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  3. Desconhecida's avatar
    Licas permalink
    19 Abril, 2010 21:23

    Pode substituir a palavra alegadamente, por supostamente.
    PORÉM eu prefiro
    ___________PUTATIVAMENTE.

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  4. Desconhecida's avatar
    José permalink
    19 Abril, 2010 22:10

    Este comentário é para o postal anterior de CAA que não os admite…

    Houve um julgamento de um crime, efectuado por produção de prova. No final, três juizes decidiram condenar o criminoso a uma pena de cinco anos, suspendendo a sua execução mediante condições.

    CAA não esteve no julgamento, não conhece exactamente os fundamentos do acórdão, não sabe o que se passou nem como se decidiu assim. Nem sequer pondera que os três juizes que decidiram podem não ser uns palermas ou uns salafrários ao não condenarem em prisão efectiva o arguido.

    Para CAA e uma boa parte estou certo, dos comentadores, basta a notícia do jornal para atirar pedras de interrogação à sentença.

    Chama-se a isto populismo, no pior sentido. Agravado pela circunstância de o populista ser jurista.

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  5. Eduardo F.'s avatar
    19 Abril, 2010 22:15

    José,

    Nem mais!

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  6. Desconhecida's avatar
    luikki permalink
    19 Abril, 2010 22:15

    o caa está cada vez mais… a mais…
    e cada vez mais perto de ter um tacho do “engenheiro”… ou seja, de “estar” ministro…

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  7. Piscoiso's avatar
    19 Abril, 2010 22:22

    Acabei de ver um interessante House T.6 Ep.14, sobre os conhecimentos na net.
    Para a carência de paciência não receitou nada.

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  8. Desconhecida's avatar
    LA-C permalink
    19 Abril, 2010 22:38

    José
    Não vejo como pode acusar o CAA daquilo que o acusou. O CAA não escreveu nada, limitou-se a citar uma notícia e a colocar uma série de pontos de interrogação.
    Ao ler a notícia do jornal, não consigo deixar de pensar que o jornalista é doido. Obviamente que uma notícia destas exige uma explicação que não foi dada.

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  9. JR's avatar
    19 Abril, 2010 22:58

    #4 Mas quais “fundamentos do acordão” é que são precisos saber mais???

    Sabemos dois factos que são clarinhos como a àgua!

    1) Foi PROVADO que uma criança de 8 anos foi repetidamente violada por um indíviduo;
    2) Esse mesmo indivíduo foi condenado a pena SUSPENSA.

    O que é preciso aprofundar ou compreender mais?? Um país que emite uma sentença destas é um ESGOTO a céu aberto. Ponto.

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  10. Desconhecida's avatar
    José permalink
    19 Abril, 2010 23:02

    LA-C:

    Devo concluir, então, que o postal de CAA se destina ao jornalista…pois está bem. Não me tinha ocorrido.

    Mas o que me ocorre agora é a indelicadeza de continuar a comentar o postal de CAA num outro que não é de sua autoria. Por isso fico por aqui e perco uma ocasião de responder ao cágado ferreira. Ainca com acento…

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  11. Paulo Asqueroso's avatar
    Paulo Asqueroso permalink
    19 Abril, 2010 23:02

    1) Foi PROVADO que uma criança de 8 anos foi repetidamente violada por um indíviduo;

    Então vai ser recebido em ombros na AR!

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  12. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    20 Abril, 2010 01:13

    LIBERALISMO AVANÇADO COM DIREITOS CIVILIZACIONAIS INTOCAVEIS (universalidade da Saúde, Educação e Idade de Reforma;
    .
    Hayek ‘Austrian School’, Von Mises, Schiff, Keynes, Friedman ‘Chicago Boys’, Laffer etc (click no link)
    .
    Rockwell explains the actual lure of Keynesian economics: “Most economists are interested in working for the government and therefore they are not in free markets, but in running your life. They would never put it that way, because they are ‘helping’ you.” Rockwell adds that government economists have an interest in enriching the power of the state while at the same time preventing the total destruction of the private sector. “
    .
    Arguing that big-government arguments for intervention in the marketplace would not really replace laissez-faire chaos, von Mises’ logical critique of state planning was withering against socialism and fascism/Keynesianism.

    .
    Von Mises wrote in Human Action, “The alternative is not plan or no plan. The question is whose planning? Should each member of society plan for himself, or should a benevolent government alone plan for them all? The issue is freedom versus government omnipotence.” Von Mises explains that “laissez faire does not mean: Let soulless mechanical forces operate. It means: Let each individual choose how he wants to cooperate in the social division of labor; let the consumers determine what the entrepreneurs should produce. Planning means: Let the government alone choose and enforce its rulings by the apparatus of coercion and compulsion.”
    .
    Von Mises championed the laissez-faire theory that government should not interfere in the economy because it is not competent to make the people happier or more prosperous than the people can do for themselves by making their own economic decisions. “Government is in the last resort the employment of armed men, of policemen, gendarmes, soldiers, prison guards, and hangmen,” von Mises noted. “The essential feature of government is the enforcement of its decrees by beating, killing, and imprisoning. Those who are asking for more government interference are asking ultimately for more compulsion and less freedom.”
    .
    Peter Schiff, who argued recently: “What the government is going to do is to turn this into an inflationary depression which is going to be much, much worse….
    .
    E COMO OS PAÍSES E O MUNDO GIRAM NA VIDA,
    .

    .
    “The ideas of economists and political philosophers, both when they are right and when they are wrong, are more powerful than is commonly understood. Indeed the world is ruled by little else. Practical men, who believe themselves to be quite exempt from any intellectual influence, are usually the slaves of some defunct economist.”

    http://www.thenewamerican.com/index.php/economy/economics-mainmenu-44/3323-austrian-economics-rising

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  13. anónimo's avatar
    20 Abril, 2010 01:15

    A qualidade da sua gestão, mais do que partidarizada.

    Pois …

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  14. anónimo's avatar
    20 Abril, 2010 01:34

    Santana Castilho, professor do Ensino Superior e especialista em gestão educativa, acredita que o que levou ao suicídio o professor José António Martins, de Vouzela, foi um prolongado processo de assédio moral, que este especialista considera ser a vertente dominante da actual gestão educacional, dita moderna. Em declarações ao tvi24, Santana Castilho reitera o que já tinha escrito na coluna que assina no jornal «Público»: «as escolas foram-se transformando em locais de subjugação, de vivência dolorosa e inútil, pequenas ilhas de tirania».

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  15. Smokie's avatar
    Smokie permalink
    20 Abril, 2010 01:37

    José,tem razão.quando as notícias ou artigos de opinião versam temas que dominamos,verificamos a inexactidão e a falta de preparação que os articulistas têm.
    Mas,meu caro,até os clássicos tudólogos,como A.Barreto e quejando,caiem nessa malha.

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  16. Pois's avatar
    Pois permalink
    20 Abril, 2010 03:18

    http://economia.publico.pt/Noticia/joseph-stiglitz-poe-a-hipotese-de-portugal-ou-espanha-falirem_1432928

    Teixeira dos Santos?
    What a jackass!
    Votaram nesta trampa?
    Têm o que merecem!

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  17. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    20 Abril, 2010 10:45

    .
    Percentagem do PIB relativamente ao Déficit Externo PUBLICO mais PRIVADO na Eurolândia:

    1. Ireland – 1,267% = External debt per capita: $567,805 – Gross external debt: $2.386 trillion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $188.4 billion

    2. Switzerland* – 422.7% = External debt per capita: $176,045 – Gross external debt: $1.338 trillion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $316.7 billion

    3. United Kingdom* – 408.3% = External debt per capita: $148,702 – Gross external debt: $9.087 trillion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $2.226 trillion

    4. Netherlands – 365% = External debt per capita: $146,703 – Gross external debt: $2.452 trillion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $672 billion –
    .
    5. Belgium – 320.2% = External debt (as % of GDP): 320.2% – External debt per capita: $119,681 – Gross external debt: $1.246 trillion (2009 Q1) – 2008 GDP (est): $389 billion

    6. Denmark – 298% = External debt (as % of GDP): 298.3% – External debt per capita: $110,422 – Gross external debt: $607.38 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $203.6 billion

    7. Austria – 252.6% = External debt (as % of GDP): 252.6% – External debt per capita: $101,387 – Gross external debt: $832.42 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $329.5 billion
    .
    8. France – 236% = External debt (as % of GDP): 236% – External debt per capita: $78,387 – Gross external debt: $5.021 trillion (2009 Q2).

    9. Portugal – 214.4% = External debt (as % of GDP): 214.4% – External debt per capita: $47,348 – Gross external debt: $507 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $236.5 billion


    10. Norway – 199% = External debt (as % of GDP): 199% – External debt per capita: $117,604 – Gross external debt: $548.1 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $275.4 billion

    11. Sweden – 194.3% = External debt (as % of GDP): 194.3%
    External debt per capita: $73,854 – Gross external debt: $669.1 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $344.3 billion

    12. Finland – 188.5% = External debt (as % of GP): 188.5% – External debt per capita: $69,491 – Gross external debt: $364.85 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $193.5 billion

    13. Germany – 178.5% = External debt (as % of GDP): 178.5% – External debt per capita: $63,263 – Gross external debt: $5.208 trillion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $2.918 trillion

    14. Spain – 171% = External debt (as % of GDP): 171.7% – External debt per capita: $59,457 – Gross external debt: $2.409 trillion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $1.403 trillion

    15. Greece – 161.% = External debt (as % of GDP): 161.1% – External debt per capita: $51,483 – Gross external debt: $552.8 billion (2009 Q2) – 2008 GDP (est): $343 billion

    16. Italy – 126.7% = External debt (as % of GDP): 126.7% – External debt per capita – Gross external debt: $2.310 trillion (2009 Q1) – 2008 GDP (est): $ 1.823 trillion

    * States that are not members of the EU or the Euro. (Luxembourg has a “gross external debt” of $1,994 Mrd (Mrd = German: billion) ! (2009 Q2)
    .
    .
    Portugal a empobrecer descontroladamente vai a seguir à Grécia. Apenas porque não é um Tecido Económico Lucrativo capaz de sustentar e garantir os 214% de debito externo. Os Políticos e os Economistas ‘oficiais’ não quiseram. E obstinam-se em continuar a não querer !
    .

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  18. Desconhecida's avatar
    Padeira de Aljubarrota permalink
    20 Abril, 2010 11:56

    Todos quiseram enriquecer com um novo ciclo:A nacionalização da africanidade que ás centenas de milhar espera nos bairros sociais que o branco pague a dívida histórica…

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  19. Desconhecida's avatar
    Padeira de Aljubarrota permalink
    20 Abril, 2010 11:57

    “Poder político fez tudo para esquecer vítimas das FP”
    por LusaOntem

    Manuel Castelo-Branco, filho de Gaspar Castelo-Branco, director dos Serviços Prisionais morto a tiro pelas FP 25 à porta de sua casa, considera que “a sociedade e o poder político fizeram sempre tudo para esquecer as vítimas do grupo terrorista”.

    Em entrevista à agência Lusa, Manuel Castelo-Branco defendeu que o resultado do processo que envolveu este grupo armado e “o desrespeito pelas famílias das vítimas” mostram que “a Justiça foi talvez o maior falhanço deste país no pós 25 de Abril”.

    “O país foi muito mais do que benevolente com as FP-25. As FP-25 nunca se arrependeram, nunca vieram dizer que o que fizeram estava errado, nunca, em algum momento, vieram pedir desculpa, ou retratar-se dos crimes que cometeram. Sempre mostraram orgulho nos atos cometidos, algum sentido de heroísmo”, argumentou.

    “As FP-25 efectivamente amedrontaram o país. E talvez a face mais visível de quando isso aconteceu foi quando o meu pai morreu. E há vários exemplos disso: a partir desse dia os ministros passaram a andar com muito mais segurança, o próprio primeiro ministro, Cavaco Silva, mudou-se da sua residência habitual para a residência oficial”.

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  20. Desconhecida's avatar
    Padeira de Aljubarrota permalink
    20 Abril, 2010 12:38

    Que a dívida não atrapalhe o tal meio submarino que se gasta todos os anos para tratar dos SIDOSOS do mundo.Mundo que ficaria muito mais pobre se deixasse morrer 10% dos panascas com SIDA e dos seus massajadores africanos.Os Portugueses do Portugal Profundo esses vão ficando sem nada…

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  21. anonimo's avatar
    20 Abril, 2010 13:09

    “quando as notícias ou artigos de opinião versam temas que dominamos,verificamos a inexactidão e a falta de preparação que os articulistas têm.”

    Em alguns casos, com custos elevadíssimos, a médio e longo prazo, para todos.

    Por exemplo:

    “(…) No entanto, o discurso preponderante nos anos recentes tem apontado os vencimentos dos professores como um factor central no bloqueio do progresso educativo. José Manuel Fernandes, director do Público, defendia, em 2001, a necessidade de «suspender as progressões automáticas, proceder à avaliação (das escolas e dos profissionais), distinguir os bons dos maus, premiar os que merecem e quebrar a engrenagem infernal que faz crescer os custos sem correspondência nos resultados é o mínimo que se poderia exigir a qualquer ministro da Educação»
    Igual visão parece ter tido a OCDE”

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  22. anonimo's avatar
    20 Abril, 2010 13:11

    http://www.blasfemias.net/2010/03/26/aposta-no-investimento-publico-falhou/

    44.gigi disse
    26 Março, 2010 às 6:16 pm

    Sobre o financiamento da Educação: condicionantes globais e realidades nacionais *

    “O subfinanciamento do ensino português parece ter sido uma quase constante desde que o Estado português, em meados do século XVIII, foi um dos pioneiros em assumir a responsabilidade pelo ensino popular. Este subfinanciamento crónico é ainda mais evidente quando comparado com a situação ocorrida noutras países em período análogo.”

    “Em traços gerais, Portugal é um dos países europeus com os mais baixos índices de investimento educativo nos 150 anos que separam o meio do século XIX (1850) e o fim do século XX, período este que foi decisivo na construção dos sistemas educativos europeus. Na década de 1960, Portugal investia na Educação entre 1/4 e 1/3 daquilo que investia a generalidade dos países europeus, situando-se, face a estes, no último lugar das despesas com o ensino. Foi a ruptura democrática de 1974 que iniciou uma visível e sustentada alteração nesta situação.”

    “Verifica-se que a II República, nascida da revolução de Abril, aumentou a parte da despesa pública dedicada à educação ainda que com oscilações sensíveis ao longo de trinta anos. Relativamente à relação dessa despesa com o Produto Interno Bruto (PIB) per capita regista-se uma subida mais ou menos constante, que quase quadruplicou neste período.”

    “Quanto aos anos mais recentes, a OCDE apresenta Portugal na quinta posição entre os países que mais aumentaram as suas despesas com a educação entre 1995 e 2001.”

    “Todavia, no período seguinte, esse crescimento parece regredir consideravelmente, remetendo o país para a 17ª posição quanto ao conjunto do crescimento no período compreendido entre 1995 e 2004. De facto, entre 1995 e 2000, Portugal tem um aumento de investimento entre os seis melhores, mas de 2000 a 2004 tem o pior crescimento.”

    “Esta quase paragem no crescimento do investimento na Educação teve provavelmente várias razões. As dificuldades orçamentais e as medidas decorrentes da subordinação ao “Pacto de Estabilidade e Crescimento” da UE influíram neste processo, assim como a mudança de governo ocorrida em 2002.”

    “Todavia, parece importante considerar algum discurso político-ideológico que se afirmou, em Portugal, neste período e que teve importância na fundamentação de medidas de desinvestimento financeiro na Educação.
    Correspondendo ao propósito de limitar as despesas com o sistema educativo, foi produzida uma retórica, que subsiste ainda hoje, assente essencialmente em dois argumentos: o primeiro, que Portugal investe muito na Educação, ‘como se fosse um país europeu rico’ e, o segundo, que os resultados educativos não correspondem a esse elevado investimento.”

    “Mais rigoroso é verificar qual a despesa que Portugal tem com cada aluno (desde a educação pré-escolar até ao ensino superior), comparativamente com a média da OCDE em USD convertidos para o mesmo padrão de poder de compra. Esses dados permitem comparar a despesa que Portugal tem, em cada ano, com a média da OCDE (gráfico 3). Podemos, assim, verificar que Portugal continua a investir anualmente, em cada aluno, significativamente menos do que a média dos países da OCDE. Tanto em 2004 como em 2003 Portugal, quanto a este indicador de despesa por aluno, ocupava o 23º lugar, em 34 países, com uma despesa por aluno inferior a metade da realizada pelos EUA (gráfico 4).”

    “Os dados do PISA parecem assim indicar que, dentro dos condicionalismos sócio-económico-culturais existentes em Portugal, a escola portuguesa realiza uma acção meritória, designadamente na sua capacidade de valorizar a aprendizagem dos alunos, sobretudo quando estes têm um ESEC mais desfavorável.
    O PISA 2006 apresenta um quadro comparativo entre 4 países onde estes factores estão sintetizados (gráfico 8).”

    “Dentre as várias implicações destes dados a que parece merecer uma especial atenção é, de facto, o significativo impacto que a grande desigualdade sócio-económica-cultural tem sobre os resultados académicos dos estudantes portugueses. Tal é consistente com os dados da OCDE (2008) acerca do índice de desigualdade que situam Portugal como um dos países onde a desigualdade é mais acentuada, apenas ultrapassado pela Turquia e pelo México (ver gráfico 9). É também consistente com o atraso educacional e cultural existente em Portugal há 30 anos, isto é, na geração dos pais dos actuais alunos.”

    “É, essencialmente, a partir de 2000 que se assiste a uma ofensiva ideológica de um conjunto de forças diversas, directa ou indirectamente ligadas aos interesses económicos, que defendem uma determinada agenda para a educação.”

    “Esta corrente teve representação directa, eventualmente mais retórica do que efectiva, no governo da educação portuguesa entre 2002 e 2004.
    Por outro lado, emerge um discurso mais articulado com os interesses económicos directamente referenciados ao ideário neo-liberal que defende um conjunto de reformas estruturais para a Educação portuguesa.”

    “O baixo nível, à partida, da população portuguesa (como está reflectido na muito baixa percentagem das gerações mais velhas, incluindo a de 35-54 anos de idade, que completou o ensino secundário) tem sido o maior obstáculo para a realização de progressos na educação. Em 2003, 62,8% dos alunos com 15 anos avaliados pelo PISA tinham a mãe que não havia completado o ensino secundário (25,7% na OCDE). Os resultados do PISA também mostram que as variáveis sócio-económicas (estatuto ocupacional dos pai, nível educativo dos pais, etc) contam em 21% para a variação dos resultados dos estudantes, o que é uma das maiores percentagens na OCDE. Uma vez introduzida a correcção relativa à educação dos pais, os resultados obtidos pelos estudantes portugueses no “ranking” do PISA são comparativamente bons.”

    “Pelos próprios dados divulgados pela OCDE neste seu relatório (cf. gráfico 14) podemos verificar que os salários dos docentes, no início de carreira, estão em 24º lugar, em 30 países, sendo apenas mais elevados do que os dos professores da Nova Zelândia, do México e de quatro países do antigo ‘bloco da influência soviética’. Após 15 anos de serviço, portanto a meio da carreira, o salário dos professores portugueses continua a ser dos mais baixos da OCDE (20º lugar) e apenas melhora significativamente no fim da carreira, o que provavelmente decorre de se tratar de uma carreira mais longa do que a generalidade das outras e com os impulsos salariais mais significativos nos últimos patamares (8º, 9º e 10º). Um estudo rigoroso teria que considerar quanto é que efectivamente os professores auferem ao longo de toda a sua carreira”

    “As despesas com a função educação, em termos reais (considerando o valor da inflação indicado pelo INE e, para 2008, pelo Banco de Portugal) cresceram até 2002, tendo vindo a diminuir consideravelmente desde então. Assim a variação anual verificada neste período de tempo teve uma regressão especialmente acentuada nos três últimos anos.”

    “o peso das despesas com pessoal no conjunto das despesas do Ministério da Educação baixou entre 2003 e 2008 de 83,4% para 77%.”

    “Esta evolução das despesas com pessoal poderia ter como explicação possível um eventual decréscimo do número de professores os quais constituem o essencial do pessoal do Ministério da Educação. Todavia as estatísticas disponíveis no site do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação não comprovam esta hipótese. De facto, considerando o período entre 2003 e 2007, terá existido um ligeiro decréscimo no número de docentes da educação pré-escolar (de 10.644 para 10.123) e do 1º CEB (de 34.516 para 31.209), mas nos restantes ciclos houve um aumento no número de docentes, pelo que, globalmente, em todo o Ministério da Educação, o número de docentes aumentou de 152.340 para 156.522.
    Assim, a significativa diminuição verificada nas despesas com pessoal na Educação, num período em que existem mais cerca de 4.000 professores, parece só poder ser explicada com a existência de uma significativa diminuição dos salários reais dos docentes e de outro pessoal da Educação. Os dados parecem mesmo indicar que esse é o factor determinante para a diminuição global das despesas com a Educação.”

    “Poderíamos pensar, se a ingenuidade nos fosse consentida, que a hipervalorização que tem sido feita da percentagem da despesa com a Educação que está afecta ao pagamento dos professores também se baseia num insuficiente conhecimento da realidade.”

    “De facto, a percentagem do orçamento educativo necessário para os salários dos professores é ligeiramente (1 ou 2%) acima da média da OCDE, mas isso tem bastante a ver com o facto de o Orçamento educativo português ser, em termos reais, significativamente inferior à média da OCDE. Conforme verificámos anteriormente, só quando esse orçamento é relacionado com o baixo PIB per capita português é que Portugal parece ocupar uma situação média de financiamento educativo.”

    “No entanto, o discurso preponderante nos anos recentes tem apontado os vencimentos dos professores como um factor central no bloqueio do progresso educativo. José Manuel Fernandes, director do Público, defendia, em 2001, a necessidade de «suspender as progressões automáticas, proceder à avaliação (das escolas e dos profissionais), distinguir os bons dos maus, premiar os que merecem e quebrar a engrenagem infernal que faz crescer os custos sem correspondência nos resultados é o mínimo que se poderia exigir a qualquer ministro da Educação»
    Igual visão parece ter tido a OCDE”

    “Ora, contrariamente ao que vulgarmente é difundido, o sistema educativo português, também em virtude do secular sub-investimento na educação, não tem margens significativas de manobra. Como se pode ver pelos dados anteriormente referidos, o essencial das verbas utilizadas assegura as despesas de funcionamento mínimo da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.”

    “As verbas para inovações ou para medidas de desenvolvimento curricular são muito reduzidas, assim como o são, efectivamente, as despesas com a administração do sistema.”

    “Então, nestas circunstâncias concretas, como corresponder às orientações e metas globalmente traçadas para o país sem proceder a um aumento de investimento na Educação ?

    “A resposta dos governos portugueses nos anos recentes parece ter sido a de poupar nas despesas com os professores o suficiente para realizar algumas reformas,mesmo que tal seja dificultado pelo facto de o ensino secundário carecer ainda de se expandir implicando um crescimento no número de docentes.”

    “A análise da evolução das despesas por acções mostra-nos que as reformas que mobilizaram algum investimento entre 2005 e 2008 foram os complementos educativos (ensino de inglês no 1º ciclo), o ensino profissional e as “Novas Oportunidades” (EFA e CRVCC).”

    “Em conjunto, estas três medidas terão custado em 2007 e 2008 cerca de 543 Milhões de Euros (a preços de 2006). Nos mesmos anos de 2007 e 2008, o Estado poupou, relativamente a 2006 (também a preços constantes), cerca de 1099 Milhões de euros em pessoal.”

    * Vasco Graça
    http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rle/n13/13a04.pdf

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  23. Alfredo's avatar
    Alfredo permalink
    20 Abril, 2010 13:52

    José Manuel Fernandes:

    Afirma que, ao contrário daquilo que sugere o secretário de estado, o problema está não no modelo de gestão, mas na aplicação do mesmo. Não sei se isso é verdade ou não, mas pelo que li na notícia “linkada” foi precisamente isso que disse o dito secretário de estado:

    «os dados parecem indicar que o modelo de gestão não está a ser bem aplicado»

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  24. Desconhecida's avatar
    20 Abril, 2010 14:38

    #22,
    II (2ª) Republica não. 3ª (III) salvo se a 1ª fôr consaiderada uma coisa qualquer entre a Monarquia e a Ditadura Salazarista. Ou se a 2ª (Ditadura) fôr considerada uma Monarquia.
    .
    Portanto o meu amigo queria-se referir à III (3ª) Republica que o 25 de Abril implantou em Portugal.
    .
    A menos que esteja a usar luguagem obscura sob a forma de aférese, sincope, apócope, protese, epêntese ou paragoge.
    .
    OK ?
    .

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  25. Desconhecida's avatar
    stop permalink
    20 Abril, 2010 20:57

    talvez fosse altura de perguntarem aos portugueses se gostariam de pagar um pouco mais de impostos e terem um sistema de saúde com definitivamente mais qualidade. ou então qual a percentagem de impostos gostariam que fosse para a saúde. A democracia um dia chegará..

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