O vencedor?
David Cameron venceu as eleições, ao obter a maior percentagem de votos (36%) e o maior número de lugares no parlamento (299, à hora a que escrevo, quando faltam apurar 15 dos 639 lugares na acanhada casa da democracia britânica). Ao contrário do que sucederia em Portugal, estes resultados não garantem ao líder dos conservadores o direito a ocupar o n.º 10 de Downing Street. Na verdade, de acordo com as regras constitucionais britânicas, é o primeiro-ministro em funções, Gordon Brown, quem tem o direito a tentar formar Governo. Ou um Governo de Coligação (teria de ser uma coligação ampla, pois os lugares dos liberais-democratas, caso aceitassem coligar-se com os trabalhistas, não são suficientes para obter uma maioria absoluta) ou um Governo minoritário.
Apesar de ter sido a primeira escolha dos eleitores, Cameron será a segunda escolha para o cargo de primeiro-ministro: só lá chegará se Brown não quiser (ou não conseguir) formar Governo.

Quer dizer que se Gordon Brown formar uma coligação com os liberais e todos os outros partidos (nessa altura teria maioria) ainda teria prioridade em relação a uma coligação Conservador + Liberais?
GostarGostar
# Sim. E se não formar, também tem, embora corra o risco sério de ser demitido pelo parlamento (caso se proponha governar em minoria).
GostarGostar
Carlos, creio que na última frase querias dizer «Brown» e não Cameron
GostarGostar
Certo.
GostarGostar
pelos vistos é assim há bués e só os basófias resmungam. o passos poderia propor a alteração da lei eleitoral inglesa quando propuser a alteração da constituição.
GostarGostar
O Labour,se conseguir apoio dos Lib-Dem (que devem exigir a substituição de Brown por David Miliband), fica com ocasião de alcançar maioria: tem neste momento 255, +55 do lib-dem, a que se podem juntar 3 do Social Democratic & Labour Party, 8 do Democratic Unionist Party e 6 do Scottish National Party perfazendo 327
GostarGostar
Pois, porque parece que no Reino Unido as eleições para o Parlamento não são um mero concurso. É uma coisa mais séria.
GostarGostar
http://visaodemercado.blogspot.com/
GostarGostar
Os multiculturais no UK também votam bem.O problema, como cá é a dívida…
GostarGostar
O que você escreveu, é tão verdadeiro que não serve para nada !
Que pretende ?
Alterar a constituição dos “BIFES”, para a direita entrar no nª 10?
GostarGostar
Os bifes não têm constituição – escrita, pelo menos.
GostarGostar
“Alterar a constituição dos “BIFES”, para a direita entrar no nª 10?”
Ouvi há uns anos dizer que o Bush roubou uma eleição por ter menos votos…
Mas também entre a direita socialiista inglesa e a esquerda que só sabe ser socialiista não há muita diferença, aliás só 36% de votos para Cameron com um desastre chamado Brown que levou a Inglaterra à bancarrota é a prova que há pelo menos alguns que não se deixam enganar.
GostarGostar
“Os bifes não têm constituição – escrita, pelo menos.”
têm, têm… é a flexibandalheira parecida com o nosso sistema jurídico, aplica-se a que dá mais jeito, a escolher da magna carta ao descartável.
GostarGostar
Hilariante! Nós, com uma democracia coxa (os partidos escolhem por nós, jogam fora o programa eleitoral logo a seguir às eleições, os deputados do partido do governo são de uma reverência espantosa para com o “patrão”), temos a “lata” de pôr em causa a democracia inglesa.
Não têm Constituição? Não me parece que lhes tenha feito grande falta até agora. Se calhar é por não terem um “Regulamento” como a nossa que são mais livres e mais prósperos.
Façam uma pequena experiência: tentem ver uma sessão do parlamento inglês quando questiona o governo. Vejam como se comportam os deputados da maioria.
GostarGostar