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Um TGV para Dytiki Ellada*

9 Maio, 2010

A Grécia está no centro das atenções (e das preocupações) europeias, pelas razões que são sobejamente conhecidas. Infelizmente, Portugal não pode olhar com um distanciamento olímpico para o caso grego. Antes pelo contrário – nunca as nossas “parecenças gregas” foram tão evidentes (sobretudo, para os mercados financeiros), como agora. Centremo-nos numa dessas similitudes: Portugal, tal como a Grécia, é um dos países mais centralizados da Europa.

Segundo um relatório da OCDE de 2008  (“OECD Territorial Reviews: Portugal”), Portugal seria o 2º país mais centralizado de entre os 30 que integram aquela organização, não dispondo, em termos políticos, técnicos e administrativos de uma instância que represente a sensibilidade e os interesses (naturalmente diferenciados) das várias regiões do território, nos processos de decisão do Estado. Temos uma administração pública organizada de um modo excessivamente vertical e uniforme. O Estado ocupa o território continental, espalhando “delegações regionais sectoriais (do governo), tendencialmente uma por cada ministério” (José Reis, “Estudo para o Observatório do QCA III”, FEUC,  Coimbra, 2005).  Assim sendo, a gestão dos recursos públicos é feita, inevitavelmente, de forma cega, insensível às necessidades e características próprias de cada região e das respectivas populações. O princípio da subsidiariedade – que, grosso modo, significa que cada um resolve melhor os seus próprios problemas do que quem, por si, os tenta resolver, exercendo um poder distante – é, na nossa organização administrativa, letra morta. Daqui resulta, consequentemente, uma menor qualidade da nossa democracia.

Além disso, ao favorecer-se um desenvolvimento regional adequado, maximiza-se o crescimento económico nacional. Um poder regional efectivo e legítimo, introduz eficiência no funcionamento do Estado, tornando-o mais próximo dos cidadãos. Ora, eficiência e proximidade é, efectivamente, o que não existe no nosso Estado (tal como na Grécia) e, também por isso, a nossa economia debate-se com um gravíssimo problema de incapacidade de crescimento.

Os males resultantes deste nosso centralismo são sentidos em todo o país; porém, as regiões circunstancialmente mais deprimidas e afastadas da “capitalidade” – como é o caso do Porto e do Norte – sofrem-nos com uma agravada e injusta intensidade. Os dados que ilustram este estado de coisas são variados e conhecidos. O Norte de Portugal, por exemplo e a par de Dytiki Ellada (oeste da Grécia), é a região da “Europa dos 15” com o menor PIB per capita (em 2006, apenas 60,5% da média comunitária).

Insistir-se, nos dias que correm, nas mega-obras públicas (o novo aeroporto de Lisboa, a terceira travessia do Tejo,  justificada com esse aeroporto e o tgv Lisboa – Madrid) será, para além de inoportuno, um reforço do centralismo, através da concentração geográfica da despesa pública. E a grande velocidade!

* Semanário Grande Porto – Ed. de 7 de Maio 2010.

42 comentários leave one →
  1. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 12:26

    atão não era o norte que sustentava o país com impostos pagos pela intensa produção industrial gerada pelas industrias de ponta geridas pelos empresários mais dinâmicos de portugal? se são pelintras para que é que querem tgv, vão trabalhar, paguem impostos e depois se houver condições faz-se um ramal para ramalde.

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  2. Ricardo Arroja's avatar
    Ricardo Arroja permalink
    9 Maio, 2010 13:05

    Nada de novo. Os malefícios desta política centralizadora – e destas obras públicas – são evidentes há muito. Em baixo, um artigo que eu escrevi acerca deste mesmo assunto em 2007 (a propósito de uma intervenção minha no Clube dos Pensadores).

    http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2009/12/regionalizacao.html

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  3. Desconhecida's avatar
    9 Maio, 2010 13:18

    ESTADO DE DÚVIDA

    Quem sabe o que fazer
    Quando tudo corre mal
    Ninguém sabe o que dizer

    Quem sabe desistir
    Quando se tira a razão
    Ninguém sabe desmontar
    Este cerco que se aperta

    Alguém quer este modo de vida?
    Alguém quer este estado de dúvida?

    Tu e eu
    Tu e eu…

    Há por aí quem queira lutar? (sou eu)
    Alguém que queira realmente mudar (estou cá)
    Alguém aí está pronto para avançar? (sou eu)
    Então que ninguém se deixe ficar

    E quando tu olhares para o lado
    Será que tens alguém
    Alguém que sinta e queira
    Tanto mais que tu e eu

    Alguém quer este modo de vida? (ninguém)
    Alguém quer este estado de dúvida? (ninguém)

    Há por aí quem queira lutar? (estou cá)
    Alguém que queira realmente mudar (sou eu)
    Alguém aí está pronto para avançar? (estou cá)
    Então que ningue´m se deixe ficar (ninguém)

    Há por aí quem queira lutar?
    Todos juntos podemos avançar
    Então seremos muito mais que tu e eu.

    Xutos e Pontapés

    P.S. Para ouvir com a música suficientemente alta

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  4. Desconhecida's avatar
    Vímara permalink
    9 Maio, 2010 13:22

    isto é chover no molhado. as causas e o diagnóstico são sobejamente conhecidos. a solução é a acção directa: a secessão!

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  5. Piscoiso's avatar
    9 Maio, 2010 14:28

    Gosto do TGV mas Lisboa, ou Poceirão Madrid, é assim a modos que coisa ibérica, quando preferiria Coimbra (ou Aveiro) Paris.
    E não venham com historietas que quem quer ir a Paris vai de avião.
    Vai se não houver vulcões, nevoeiro e outras confusões.

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  6. Desconhecida's avatar
    Zezinha permalink
    9 Maio, 2010 15:23

    Está a ver?
    O país assim tão centralizado e tão mal gerido.
    Se calhar o problema está em escolhermos mal os nossos governantes…
    Agora imagine o que seria se tivéssemos que escolher muitos mais, uma data deles para cada Região… Quantos mais Isaltinos, Jardins, Valentins, Césares, e todos eles com muito mais poder.
    Isto ficava lido, ficava…

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  7. Desconhecida's avatar
    ,,,,,,, permalink
    9 Maio, 2010 15:26

    .
    Ora para o PC e para o BE o sonho é criar emprego a construir uma ‘Torre de Babel’ bem ali no meio do Terreiro de Paço, que está sempre a ser construida infinitamente até ao Céu. Até ao infinito. Assim haja quem empreste o dinheiro para estar sempre a metre mais e mais obra publica.
    .
    Depois é como é como dizem os ‘experts’ na coisa, vulgo os ‘ideologos’ da Governança com o rebanho idiota de funcionários publicos: O DINHEIRO HÁ-DE APARECER. Economistas e Fiscalistas da treta.
    .
    Na guerra fria, mundo bipolar da Guerra Fria, a inflação foi um ‘ver se avias’ para ‘O DINHEIRO HÀ-DE APARECER’. A queda do Muro de Berlim rebentou com a coisa, o ‘capitalismo de chinela’ entalou-se,
    .
    depois passou-se assim muito de repente para o mundo unipolar mas o ‘capitalismo de chinela’ entalou-se, ficou sozinho, sem o outro polo para se alimentar, o Comunismo,
    .
    depressa saltou o MUNDO MULTIPOLAR, e nunca visto pela História, com polos poderosos nos vários Continentes,
    .
    pois é, neste jogo a EUROPA está entalada, não tem EREMITOES a comandar que a vejam o caminho por onde há-de ir.
    .
    E se Portugal, o que me interessa, alinha ingénua e oportunisticamente com os players ‘de trazer por casa da Europa’ actuais, está feito.
    .
    E tem saídas sem ofender ninguém. Mas não pelas mãos habituais. É jogo muito pesado para gente apenas ao alcance de poucos comk grande capacidade. Eremitas para quem o Poder é tanto, simplesmente, como outra coisa qualquer. Por isso não lutam por ele, nem esse é o seu designio de vida.
    .
    Boa Sorte para os homens que se hospedaram no Poder em Portugal.
    .

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  8. Desconhecida's avatar
    ,,,,,,, permalink
    9 Maio, 2010 15:51

    .
    Até se podem corrigir. Mas estão perdidos. Perdem-se outra vez. Não sabem os caminhos. Nem má-fé chega a ser. São ignorantes mas bem falantes.
    .

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  9. Desconhecida's avatar
    André permalink
    9 Maio, 2010 16:48

    Olha Olha… Então o Porto não era a Capital do Trabalho? Os Mouros que habitam do Tejo para baixo não eram uns preguiçosos do pior? Afinal já começamos a saber quem trabalha…

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  10. Ana's avatar
    Ana permalink
    9 Maio, 2010 16:54

    comentário ao 5: nevoeiro? Desde quando o nevoeiro impede voar? Olhe que estamos no sec. XXI.

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  11. Desconhecida's avatar
    Sal&Pimenta permalink
    9 Maio, 2010 17:08

    .
    Quem paga o ‘barrete’ dos preços TGV que este Ministro contratou supõe que de propósito porque tão apressado ? É ele ? É o 1º ? É o PR ? Mas que pantomineirice de Governança é esta ? o Bota-Abaixo no seu melhor,
    .
    dentro qprox 1/2 anos há mais barato (até os EUA vão aproveitar os preços ‘achinesados’ para os seus milhares de Km tal qual os 6500Km na China, Portugal 190Km ….)
    .
    Harmony and Ambition
    China’s Cut-Throat Railway Revolution
    http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,692969,00.html
    .
    Adolf Hitler ‘did not shoot himself’
    Russia’s top KGB archivist has claimed Adolf Hitler poisoned himself rather than committing suicide with a gun in the manner of a “soldier”.
    http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/russia/7691912/Adolf-Hitler-did-not-shoot-himself.html
    .
    Depois venham cá com os congelamentos salariais na F Publica, anti-grevismo na Privada, aumentos de impostos, baixas da idade de reforma, roubo nas Pensões ….. pró deficit ……… Situação ou Oposição que vão longe ….
    .

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  12. Farto desta "Chefe"'s avatar
    Farto desta "Chefe" permalink
    9 Maio, 2010 17:15

    Ao nº. 5 Piscoiso
    Diga-ma lá como é que se vai de Madrid ou Barcelona para França (Paris) de TGV. Até o seu ídolo PM em viagem de propaganda foi de Paris a Bruxelas de TGV, mas de Madrid onde estava, foi de avião para Paris. E porquê? Porque não há TGV que ligue Espanha a França nem se sabe quando haverá, dado o desinteresse francês e a diferente bitola nas linhas. E os números mentirosos que a RAVE apresentou, estimando mais de 9 milhões de passageiros/ano, superior ao já constatado entre Paris e Londres (não atinge 9 milhões), aceita-os como bons? É por causa dos defensores profissionais que tem (ou contrata?), que o governo se atreve a tomar decisões lesivas do interesse dos portugueses.

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  13. Desconhecida's avatar
    Colonizado permalink
    9 Maio, 2010 17:48

    Mas o TGV é essencial para as ONG espanholas.Os balseros passam a chegar cá mais depressa…

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  14. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 18:47

    «Piscoiso disse
    9 Maio, 2010 às 2:28 pm

    Gosto do TGV mas Lisboa, ou Poceirão Madrid, é assim a modos que coisa ibérica, quando preferiria Coimbra (ou Aveiro) Paris.
    E não venham com historietas que quem quer ir a Paris vai de avião.
    Vai se não houver vulcões, nevoeiro e outras confusões.»

    Caro Piscoiso,

    essa de se decidir fazer ferrovia ou não em função de um evento tão raro e imprevisível como a erupção do vulcão da Islândia… sinceramente! Nevoeiro? Desde quando o nevoeiro impede um avião de descolar ou aterrar? Em 0,001% de todas as aterragens ou descolagens feitas, ou menos! Já ouviu falar em CAT II ou CAT III?

    http://www.youtube.com/watch?v=M3wnl1Ut–o

    Desde quando o avião é mais afectado por quaisquer condições adversas do que o comboio? Então quando, há bem pouco tempo, o Eurostar avariou repetidas vezes no túnel da mancha por causa da diferença de temperaturas? Que lhe apetece concluir, a partir daí? Enfim!… Deveria era estar preocupado com a falta do CONVEL nalgumas linhas férreas do nosso País: um acidente à espera de acontecer!

    Quanto à “coisa ibérica”: corrija-me se estiver enganado: Espanha é simultaneamente o nosso maior importador e o nosso maior destino de exportações. Acha isto mau? Quer que deixe de ser assim? A linha que vai ser feita (e que, inconscientemente, as pessoas pensam como sendo Lisboa-Madrid (logo gigantesca, logo descomunal, logo dispensável), quando é, do nosso lado, apenas até Caia!) é muito provavelmente a linha que no imediato mais rentabilidade teria e terá, por maximizar o desiderato com que foi criada: transporte de mercadorias E de passageiros.

    A linha Aveiro-V.Formoso era também uma boa primeira opção, mas em passageiros perdia, certamente.
    A grande deficiência – contra a qual temos de nos unir! – da linha Pinhal Novo/Poceirão – Caia é, apesar de poder transportar mercadorias (ao contrário do que por ignorância já tem sido dito), não estar ligada aos sítios onde é natural que se vá buscar e descarregar mercadorias: AutoEuropa, porto de Setúbal, porto de Sines. Temos de exigir estas ligações ao Executivo, que terão obviamente de ser em bitola europeia, mas não precisam de comboios de alta velocidade. Nelas também poderão, naturalmente, circular composições com passageiros, mas nestas linhas ninguém precisará de andar a mais de 120/130 Km/h (relembro que esta é a velocidade média que o nosso mais rápido comboio faz entre Lisboa e Porto: 2h e 35min. para cerca de 300 ou 330Km, ou lá o que é! Curiosamente, tal comboio – o Alfa – pode circular a 220Km/h sem qualquer problema, desde que a linha tenha condições para isso: pendentes, raios de curva, afinações bem feitas…)

    A outra coisa é que temos de impedir a concretização da estúpida ideia de ligar Sines a Espanha por bitola ibérica. Isto então é que é uma ideia de asno, mas de asno mesmo asno!

    Ver http://www.tvi24.iol.pt/artmedia.html?id=1158628&tipo=2#
    e
    http://www.tvi24.iol.pt/galeria_nova.html?mul_id=13197859

    Remate:
    «Vai se não houver vulcões».
    Já estou a ouvir uma tia de Cascais, em 2015, a dizer à sobrinha Babinha: “Babinha, em Julho vou levar-te a Milão a fazer compras. Isto, claro, se não houver vulcões. Se não, vamos de TGV! São 8 ou 9 horas de viagem e custa 300 euros a cada uma, só de ida, mas olha, deste Verão é que não passas sem conhecer as lojas de Milão! Se houver vulcões, vamos a Milão de TGV e ponto final! Nem que tenhamos que o ir “ganhar” ao Intendente, querida!

    (Trata-se, CLARO, de uma daquelas tias que só compram roupa de “marca” cujos sacos dizem, por baixo da marca:

    PARIS – MILAN – NEW YORK – LONDON – TOKYO – FEIRA DE CARCAVELOS

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  15. Piscoiso's avatar
    9 Maio, 2010 19:14

    Desculpem, não era nevoeiro, eram motivos meteorológicos.

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  16. Piscoiso's avatar
    9 Maio, 2010 19:32

    #14.
    Vc é órfão porquê? Morreram num desastre aéreo?
    Mas repare, eu não sou contra os aviões, sou contra os aeroportos e as secas a que aí nos obrigam.
    Acho que deve haver um transporte terrestre a alta velocidade como alternativa, para quem não se importe de chegar mais tarde, mas com mais segurança.
    Certamente que também há segurança nos aviões, depois de porem as pessoas em fila para as revistarem e toda uma série de incómodos que no comboio não existe. O comboio tem mais tempo de percurso, mas leva as pessoas ao centro das cidades. E sai-se da gare directamente para a rua, sem ninguém a chatear.

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  17. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 19:42

    #16 – “… para quem não se importe de chegar mais tarde, mas com mais segurança.”

    não dês ideias ao maralhal, que começam já a treinar na linha do faroeste.

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  18. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 19:43

    #16 – “depois de porem as pessoas em fila para as revistarem e toda uma série de incómodos que no comboio não existe.”

    não dês ideias ao maralhal, que começam já a treinar na linha do faroeste.

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  19. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 19:50

    Piscoiso disse
    9 Maio, 2010 às 7:14 pm
    Desculpem, não era nevoeiro, eram motivos meteorológicos.

    Refere-se àquele nevão que paralisou os comboios todos na Europa recentemente, é?

    O Sr., cada cavadela, é cada minhoca! É da enchada ser má, o terreno não prestar, ou é o cavador que não percebe da arte? Há bocado o nevoeiro foi substituído pelos motivos meteorológicos, agora que fica entalado com a neve por cima dos comboios vai lembrar-se de quê? Estou em pulgas 🙂

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  20. Piscoiso's avatar
    9 Maio, 2010 20:03

    #19. Órfão
    Como é que perdeu os seus papás para ser tão azedo?
    Vc quer convencer o maralhal que a via férrea é tão susceptível às condições meteorológicas como a via aérea?
    Venda lá o seu produto mas não nos tome por tansos, só porque nem todos tiveram uma cadeira de aerodinâmica.

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  21. OLP's avatar
    OLP permalink
    9 Maio, 2010 21:17

    Gosto especialmente desta “ligação à Europa”.
    Olhando bem para o mapa Barcelona passou a ser a capital da Polónia (país mais a leste de UE).
    Pelo caminho desço em Paris como o nosso amigo aqui a cima chateado com as filas do aeroporto pretende.
    Não, a via férrea a atravessar os Pirinéus (ou serão os Urais?) não é nada susceptivel de condições metereologicas nenhumas, mas quanto a bombitas até tem uma extensão bem jeitoso para lá por umas de carnaval.Aí é que as filas de espera vão ser menores que as dos aeroportos …isso é garantido porque ninguém é parvo para ir a Paris com o cagueiro sentado tantas horas.

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  22. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 21:30

    «Piscoiso disse
    9 Maio, 2010 às 7:32 pm
    #14.
    Vc é órfão porquê? Morreram num desastre aéreo?
    Mas repare, eu não sou contra os aviões, sou contra os aeroportos e as secas a que aí nos obrigam.
    Acho que deve haver um transporte terrestre a alta velocidade como alternativa, para quem não se importe de chegar mais tarde, mas com mais segurança.
    Certamente que também há segurança nos aviões, depois de porem as pessoas em fila para as revistarem e toda uma série de incómodos que no comboio não existe. O comboio tem mais tempo de percurso, mas leva as pessoas ao centro das cidades. E sai-se da gare directamente para a rua, sem ninguém a chatear.»

    Agora uma a uma:

    «Mas repare, eu não sou contra os aviões, sou contra os aeroportos e as secas a que aí nos obrigam.»

    Escusava de dizer que era contra os aeroportos, bastava referir as secas. Eu não gosto das secas nos hospitais, nem nos tribunais, nem nos transportes públicos, daí a dizer que não gosto nem de hospitais nem de tribunais nem de transportes públicos…

    Mas não se preocupe que para o seu querido TGV também vai haver check-in, ou é novidade para si?
    Não sei se sabe mas a ETA já tentou fazer explodir umas quantas vezes uns comboios em Espanha. Não sei se está a ver o que é entrar num comboio com uma mochila cheia de dinamite, sair sorrateiramente – coisa que não consegue fazer num avião, lá está, é engraçado; ah, é verdade, no TGV tb não vai conseguir fazer isso; pois é, aquilo não é controlado, é super-controlado! – e depois accionar a bombinha de Carnaval por telemóvel…

    É o que eu digo, e não leve a mal: o Sr., cada uma que diz, é um tiro na água. Começou “bem” com os vulcões e continua pela mesma linha de pensamento. Mas quem fala sob pseudónimo não arrisca a pele. Pode ficar frustrado por atirar ao lado, mas não cai em desgraça na blogosfera. Eu é que ponho sempre o meu nome de Família com o qual o Sr. tentou gozar (tentou, porque vozes de Piscoisos não chegam ao Céu, quanto mais a mim), mas isso é porque sempre que escrevo quero obrigar-me a arriscar a minha capacidade intelectual. Arrisco, umas vezes saio-me bem, outras menos bem. Mas o treino aperfeiçoa. Agora pseudonistas de carreira, é sempre em plano inclinado…

    Quanto às secas, quando viajar um dia de Lisboa para Paris no impropriamente chamado TGV, reflicta sobre a seca que lá passou e a que passaria na viagem de avião. Faz uma vez, garanto-lhe que não faz duas. Passageiros a fazer Lisboa-Paris não serão nem 0,5% dos que vão só para Madrid, e deve ser tudo gente com fobia de andar de avião. Deve ser um mercado (ou um “target”, como agora se diz) e pêras! E comparando com os que viajarão todos os dias, de Lisboa, para Paris, de avião, então nem se fala. Mas o futuro dirá quem tem razão. O que irá de certeza de Lisboa (rectius, Poceirão, Sines, Setúbal, Trafaria, quando tudo isto estiver a funcionar) para o resto da Europa são mercadorias, que não sentem o peso das horas a passar…

    Já sei que me vai dizer que não deu o ex. Lisboa-Paris; então dê lá um ex. qualquer que não seja Lisboa-Madrid. É que, insisto, é só para isso que, no âmbito do transporte de passageiros, a linha vai servir: Lisboa-Madrid (e as que estiverem no meio ou pouco depois de Madrid)! Quem quiser ir para Barcelona já vai de avião, vai ver: junte o preço do bilhete Lisboa-Madrid com o do Madrid-Barcelona e depois compare com o do avião Lisboa-Barcelona. Agora se gosta de transportes caros e demorados é consigo. Mas não devem ser muitos como o sr.. Também há-de haver gente a ir para Valladolid de comboio, sim senhor, quando isso estiver pronto. Para Bilbao já tenho as minhas dúvidas… mas até admito que possa ser rentável à justa para a empresa que se aventurar nisso. Ou talvez não, pensando melhor. Agora Toulouse, Motpellier ou Bordéus, cidades do Sul da França? Não, não acredito. É seca a mais dentro de um comboio e um preço muito alto comparado com o avião. Há-de haver comboios para lá, sim senhor, mas não vão ser apanhados por ninguém em Lisboa. Vão ser apnahados por passageiros com origem em Madrid. E não me venha argumentar eventualmente com o Sud-Express. Lá por o comboio levar gente até Irún e depois se fazer transbordo para Paris, quem é que faz a viagem de uma ponta à outra, hoje em dia? (Bem, sempre que houver um vulcão aquilo é um sucesso de vendas, há que reconhecer!!!) Aliás, conhece na Europa ligações de Caminhos de Ferro de milhares de km, com certeza…, mas alguém os faz de uma ponta à outra? Olhe o seguinte ex.: o 750 da Carris faz Oriente-Algés. Sabe quem é a única pessoa que faz o percurso de uma ponta à outra? O motorista! E esta, hein? (Uma vez fiz o 750 do Campo Grande ao “Ikea” (ali perto) e chamei-me burro durante uma semana inteira por não ter apanhado um táxi.)

    «Acho que deve haver um transporte terrestre a alta velocidade como alternativa, para quem não se importe de chegar mais tarde, mas com mais segurança. Certamente que também há segurança nos aviões…»

    Com mais segurança que os aviões? Não há “também” segurança nos aviões. Há mais segurança, ponto final. É o transporte mais seguro do mundo, a menos que inclua os tapetes rolantes, que já ouvi dizer que são mais seguros. Podíamos mandar fazer um de Lisboa à China… 🙂 Não fale nisto a nenhum Ministro, estamos combinados?

    «O comboio tem mais tempo de percurso, mas leva as pessoas ao centro das cidades. E sai-se da gare directamente para a rua, sem ninguém a chatear.»

    Não sei se conhece a Portela, o London City, Barajas (tem metro), Zurique (8 Km do centro com comboios e autocarros), Estugarda (metro para todo o lado e para a esação de comboios principal) e tantos outros. E nos aeroportos não se sai directamente para a rua? Sai-se para onde, que diabo? Não me diga que o Sr. tem uma sorte tal que quado sai em Munique, em Estugarda, em Londres, das respectivas estações ferroviárias centrais, o hotel, a reunião de trabalho, ou a sua casa está logo ali a 100 mertos! Isso é que é sorte. Assim compreendo a vantagem em relação ao aeroporto. Realmente não costuma haver hotéis a fazer esquina com a porta de saída dos aeroportos, é uma realidade 🙂
    E nunca ninguém me chateou quando saí de um aeroporto, talvez por não cheirar a ganza, vá-se lá saber. A 20 metros da porta de saída da Portela tem o 5, 22, 44, 83, 91, 98, 208, e o 745. São autocarros da Carris. Com o 83 está em 12 min. no Marquês do Pombal. Com os outros… é ir ver ao site da empresa ou no painel da paragem lá no local.

    Quanto ao comboio levar as pessoas ao centro da cidade, tudo muito bem. Claro que não vou brincar e chamar cidade ao Pinhal Novo… porque é uma situação transitória (aí para pelo menos uns 10 anos, claro…). Mas olhe, quando fôr possível ir do centro de Lisboa a Paris, a Londres, a Zurique, o Sr. será sem dúvida feliz. Prepare é a carteira, mas claro, a carteira é de cada um e a sua é só sua. Eu fico-me por Madrid.

    (Já alguma vez fez Braga-Faro em Alfa? É pequena seca, não é? Dir-me-á: deixará de ser quando fôr de TGV. Pois, aí deixa de ser seca para ser caro como o raio. Mas cada um é que sabe. Até há iluminados que dizem que não devíamos ir para o TGV (como se estivéssemos a ir! Este é o pessoal que confunde TGV com a via férrea, e se calhar também confunde um “soutien” com o que está lá dentro a ser “soutenu”), mas sim para o MagLev. Esta gente não sabe fazer contas com dinheiro, como é óbvio…)

    Só para finalizar:

    «Acho que deve haver um transporte terrestre a alta velocidade como alternativa, para quem não se importe de chegar mais tarde, mas com mais segurança.»

    O comboio nunca levará passageiros a grandes distâncias, porque ninguém está para fazer mais de 1000-1200 Km dentro de um comboio. (Não é uma certeza minha, nem poderia ser; é uma convicção; veremos se o futuro me dará razão.) Logo por aí, a sua adjectivação/substantivação de “alternativa” falha. É uma alternativa dentro de um raio de viagem diminuto, mais nada. Às vezes também uso a minha bicicleta em Lisboa como alternativa à Carris e ao Metro. Mas olhe que não é para ir longe.

    Mas digo-lhe que fiquei contentíssimo com a decisão do Executivo desta semana. Podemos ir a Madrid de comboio por uma pipa de massa (agora falando a sério: quando as pessoas virem o que têm de pagar e a procura não corresponder à esperada, a empresa diminui logo a velocidade de exploração: é que para andar a 350 Km por hora a energia gasta é o dobro da necessária para andar a 250Km/h. Está em “PlanoIntegradodeTransportes”.) Sem procura não há oferta que resista. A menos que façamos como Ceausescu: para grandes obras, uns terão de passar fome.

    A grande vantagem da linha não é a velocidade, é poder pôr nela mercadorias para toda a Europa. Essa é que é a grande vantagem.

    Cumprimentos, e deixe o meu nome em paz. Sem ofensa, entre Gabriel Órfão Gonçalves e Piscoiso é mais harmonioso o primeiro. E viva a bitola europeia a velocidades até 250 Km/h.

    Disse.

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  23. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 21:33

    Acabei de pôr o post e só agora li a segunda mensagem do Piscoiso de tentativa de gozo com a minha Família e o post do OLP.

    Há coincidência do camandro. Vejam os argumentos do post do OLP e os meus. Juro pela saúde da mulher com quem hei-de casar que eu e o OLP não somos a mesma pessoa.

    Gabriel Órfão Gonçalves

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  24. Piscoiso's avatar
    9 Maio, 2010 21:45

    eheheh
    Este órfão é uma risota de arrogância incontinente.
    Cumprimentos,

    Ezequiel Pais Gonçalo

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  25. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 21:51

    #22 – “Eu não gosto das secas nos…”

    então podias poupar-nos a lençois, porque ninguém gosta

    #22 – “Juro pela saúde da mulher com quem hei-de casar que eu e o OLP não somos a mesma pessoa”

    pois eu não lhe fazia seguro de vida.

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  26. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 21:54

    «Piscoiso disse
    9 Maio, 2010 às 9:45 pm
    eheheh
    Este órfão é uma risota de arrogância incontinente.
    Cumprimentos,

    Ezequiel Pais Gonçalo»

    Garanto-lhe que é só quando há vulcões em erupção na Islândia 🙂

    E olhe que aquilo ainda vai piorar; reserve já resmas de bilhetes de comboio; pode depois vender no mercado negro ao décuplo do preço. Na falta do TGV, há sempre o Sud-Express e o Lusitânia, respectivamente por Irún e por Madrid. A partir daí, vão para todo o lado. E só não digo, como disse o Durão Borrou-se, que com estes comboios “o céu é o limite”, porque, tendo em conta as “condições meteorológicas adversas”, a piada seria nitidamente negra. Ou da cor da cinza – é como os vossos olhos estiverem calibrados…

    Cumprimentos

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  27. Desconhecida's avatar
    Snow permalink
    9 Maio, 2010 21:59

    Para ligação à Europa, fica mais barato Braga-Vigo do que Alcochete-Badajoz. E certamente terá mais passageiros.

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  28. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 21:59

    «anónimo disse
    9 Maio, 2010 às 9:51 pm
    #22 – “Eu não gosto das secas nos…”

    então podias poupar-nos a lençois, porque ninguém gosta

    #22 – “Juro pela saúde da mulher com quem hei-de casar que eu e o OLP não somos a mesma pessoa”

    pois eu não lhe fazia seguro de vida.»

    1) Só lê calhamaços quem quer. Apontei-lhe alguma arma à cabeça para ter de me ler? Obriguei-o a filas de espera nalgum lado? Coagi-o a ir de comboio de Lisboa para Paris? Não, pois não? 🙂

    2) Mas olha que se estás convencido de que somos a mesma pessoa, devias fazer, e o beneficiário do seguro serias tu, porque se somos a mesma pessoa e eu jurei pela saúde dela que não somos, ela vai quinar!
    Mas que falta de jeito para o negócio!

    (Sabes o que é o beneficiário do seguro, não sabes?)

    😉

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  29. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 22:02

    oh meu! os descalibrados usam óculos, mas o que tu queres é dar nas vistas.

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  30. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 22:04

    «Snow disse
    9 Maio, 2010 às 9:59 pm
    Para ligação à Europa, fica mais barato Braga-Vigo do que Alcochete-Badajoz. E certamente terá mais passageiros.»

    Quanto a passageiros não discuto. Mas que mercadorias iriam e viriam de Braga e para Braga? A maior utilidade da rede está no transporte de mercadorias. A rede tb ajuda à mobilidade de pessoas, claro, cujo transporte traz tb mais rentabilidade ao investimento.

    Mas o essencial é a ligação dos nossos portos de mar: Sines, Setúbal, Lisboa (quando na Trafaria, porque até lá não consigo vislumbrar como podem sair de Lisboa por bitola europeia para lado algum…) Aveiro, Leixões. Não sei se me estou a esquecer de algum.

    Concorda?

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  31. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 22:05

    Quando disse mais barato queria dizer mais rentável, certo, Snow?

    É que Poceirão – Caia é a zona mais plana do País de todas as linhas alguma vez consideradas.

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  32. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 22:07

    (Sabes o que é o beneficiário do seguro, não sabes?)

    exactamente por isso, logo vi que haviam aqui uns problemas de ma$$a cor cinzenta, calibragem & alinhamentos.

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  33. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 22:08

    A imprimir e ler:

    http://sites.google.com/site/planointegradodetransportes/

    Pode-se concordar ou discordar, mas faz pensar e muito.

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  34. Piscoiso's avatar
    9 Maio, 2010 22:09

    O Orfão ainda não topou que os aviões são mais apetecíveis a terroristas do que os comboios, porque é nos aviões que vão os Orfãos.

    Cumprimentos,

    Ezequiel Pais Gonçalo

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  35. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    9 Maio, 2010 22:12

    Não percam tempo com a regionalização. Tem que ser mesmo separação total, ou no limite estados federais.

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  36. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 22:18

    «Piscoiso disse
    9 Maio, 2010 às 10:09 pm
    O Orfão ainda não topou que os aviões são mais apetecíveis a terroristas do que os comboios, porque é nos aviões que vão os Orfãos.

    Cumprimentos,

    Ezequiel Pais Gonçalo»

    Não entendeu o que eu disse: dado ambos serem apetecíveis, o nível de controlo vai tender a ser o mesmo. O que invalida o seu argumento de que nos comboios (presumo que se refira aos internacionais rápidos de passageiros, em que a acção terrorista teria mais impacto, e não aos regionais ou aos de mercadorias, né?) não nos vão sujeitar aos chatos procedimentos de controlo que existem hoje nos aeroportos. Eu sinceramente prefiro ir de Lisboa a Paris de avião, com toda a chatice que isso implica, do que ir de Lisboa a Paris de Comboio de Alta Velocidade, com toda a chatice que isso vai implicar.

    Só podemos agora esperar pelo futuro para comparar com maior grau de certeza. Mais do que isto é matéria de opinião e especulação, não matéria de comprovação.

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  37. Desconhecida's avatar
    anónimo permalink
    9 Maio, 2010 22:45

    oh orfão! deves ser geração low cost e acreditar o petróil vai contnuar ao preço da uva mijona. a américa e a china começaram de combóio, andam de avião e estão a ver se não perdem os combóios, tgv e renováveis. o problema do bitoque é dos espanhóis.

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  38. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    9 Maio, 2010 23:22

    «anónimo disse
    9 Maio, 2010 às 10:45 pm
    oh orfão! deves ser geração low cost e acreditar o petróil vai contnuar ao preço da uva mijona. a américa e a china começaram de combóio, andam de avião e estão a ver se não perdem os combóios, tgv e renováveis. o problema do bitoque é dos espanhóis.»

    Os Srs. tentam baixar o nível da conversa (peço-lhe que não me trate por “oh orfão”; a utilização do vocativo (espero que saiba o que é) é conversa de ciganos quando utilizado no início de frase e fora de casos como: “Ó meu caro, mas não repara que esse argumento…”; além disso confunde a inerjeição “oh” com o vocativo “Ó”; tudo isso revela falta de escolaridade, e falta censurável; trate-me por Gabriel, sr., Gonçalves, Gabriel Gonçalves, ou Órfão Gonçalves, mas não estamos numa taberna em Espanha para me tratar pelo vocativo seguido do penúltimo nome. Conversa de taberneiros é na taberna). Humor, picardia, discussão acesa, taco-a-taco, algum nervosismo, leve provocação, ainda vá. E escusa de se refugiar no anonimato uma vez mais.

    Refaça o seu comentário de acordo com as regras que lhe enunciei e continuaremos de bom grado a conversa. De contrário, vá brincar para o recreio donde pelos visto não deveria ter saído.

    Além disso, se quiser saber o que penso sobre Aeroportos e Ferrovia, tem o meu blogue onde pode deixar críticas e muitos comentários escritos por mim em centenas de notícias. Basta procurar no google pelo meu nome para os encontrar. Discutir para expôr pontos de vista, sim senhor, para dizer que o outro não tem razão em nada do que diz, tudo bem, agora provocar, acabando o comentário com referências a bitoques… tenha dó.

    Vá ler o PlanoIntegradodeTransportes do Eng. Cabral da Silva e talvez depois tenha alguma questão a colocar.
    Na RAVE há tb muitos documentos que merecem leitura e análise crítica.

    Só merece dizer-lhe que em relação ao petróleo o futuro para distâncias até ca. 2000/2500 Km está nos turboprops, por razões que ou sabe, ou não vale a pena explicar-lhe. Low-cost? Não tenho nem tempo nem dinheiro para andar a viajar. Os pseudo-intelectuais é que acham que ter ido a Bratislava lhes “fez ver o mundo de outra forma”. Pois bom proveito! Se lhes perguntarem como se calcula o défice da balança comercial portuguesa, é só disparates.

    Entretenha-se com isto:

    http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1563907

    e pode ainda provocar-me sobre a mesma matéria neste próprio blogue:

    Entusiasmos precoces

    Uma santa noite. Tá a dar um bom programa na rtp2

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  39. Desconhecida's avatar
    Rina permalink
    9 Maio, 2010 23:44

    Ó Orfão, quem é vc para vir dar ordens à net?
    Meta-se na casota do seu blogue e enrosque-se.

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  40. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    10 Maio, 2010 02:22

    http://www.tvi24.iol.pt/galeria_nova.html?mul_id=13256361

    Parece-me que esta linha está um bocadinho órfã de ideias como as que aqui apresentei – e que nem são minhas, mas com as quais concordo e em relação às quais sinto que tenho o dever moral de as partilhar, acordando consciências dormentes e enroscadas nas suas casotas de ignorância.

    Quem quiser apresentar factos que contradigam os apresentados na reportagem, força. Eu adorava ter a certeza da rentabilidade da linha só com passageiros. Bem sei que a linha é mista, mas onde é que ela vai buscar e descarregar carga?

    Ah, já sei, a TVI esqueceu-se de contar com os passageiros que embarcam em Lisboa para ir tomar o chá em Paris (a Londres já só dá para ir jantar, hélas…)

    Bonne voyage!

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  41. Gabriel Órfão Gonçalves's avatar
    10 Maio, 2010 06:11

    Ufa! E eu que pensava que eram para aí 105 ou mesmo 110!!!

    Site RAVE, secção perguntas frequentes, pergunta 23. Os descontos devem ser para clientes habituais… ou para órfãos…

    🙂

    Continuo com a minha: só as mercadorias poderão salvar isto do fiasco TOTAL. Mas para isso é preciso que o Poceirão vá a Sines, ou vice-versa. Tudo em bitola como se usa no resto da Europa.
    Senão a tia de Cascais tem mesmo de ir ganhá-los ao Intendente…

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  42. Bafo D'Onça's avatar
    Bafo D'Onça permalink
    10 Maio, 2010 17:01

    Ainda dizem que na América não se sabe onde é Portugal… nem eu descrevia melhor!
    http://seattletimes.nwsource.com/html/businesstechnology/2011828610_apeuportugalpope.html

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