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Deixem-se de tretas!

12 Maio, 2010
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Acabo de ouvir – por enquanto apenas pela via jornalística e ainda sem confirmação oficial – algumas das novas medidas de emergência que o governo (com o aval de Passos Coelho) pretende anunciar (há 6.000 milhões de Euros de responsabilidades “soberanas”  para pagar, no fim do presente mês de Maio).  

Claro está que são medidas impostas pelo plano europeu gizado no último fim-se-semana. Claro está que equivalem, em parte, a uma supervisão orçamental que, doravante, passaremos a ter (a estar sujeitos), para que nos possamos manter no Euro, evitando a bancarrota (a ordem dos factores – “saida do euro” / bancarrota – é  indiferente: note-se que a nossa dívida dita “soberana” está em Euros).

As medidas são, novamente, mais do mesmo, sem qualquer tipo de imaginação. Não traduzem uma vontade política no sentido de cortar efectivamente com o (mau) estado do Estado acéfalo e mastodôntico. A via imediata e mais fácil (e menos corajosa) é o aumento da tributação (de forma mais ou menos assumida). Claro está que não resolve nada; só protela o problema.

Mas todos os governos, desde o 25 de Abril  (e, ultimamente, também grande parte da oposição – vidé, agora, o aval de Passos Coelho) alinham na mesma táctica; insistem na mesma via e denotam, todos eles, uma cumplicidade com o Estado gorduroso e com o seu funcionamento paquiderme !

O que é que provocou tanta resistência ao abandono das mega-obras públicas? E o que é que levou à assinatura, a correr, no passado sábado, de um contrato que, a breve prazo, não podendo, nem devendo ser executado (o “tgv Poceirão”), implicará, com certeza, responsabilidade contratual do Estado perante os co-contratantes, no valor de muitos milhões de Euros?

Os efeitos e as consequências dos argumentos da estabilidade política (partidária), dos mercados internacionais, do interesse público e de outras tretas desse género, ficaram bem visíveis quando, há pouco tempo atrás, quer Cavaco, quer o PSD, quer o governo, invocaram tais argumentos para garantirem a “benção” parlamentar do PEC original e poucos dias depois a notação (rating) da dívida “soberana” portuguesa caiu a pique, agudizando-se a eminência de bancarrota! Lembram-se?!

O que é preciso é uma nova política financeira que tenha coragem de  cortar  o gigantesco gasto irracional gerado pelo  funcionamento do Estado, uma nova política que introduza um novo “paradigma de Estado” (sei que é um chavão, mas todos os chavões existem porque são suportados e alimentados, ainda que só parcialmente, pela realidade!).

O que nós estamos a demonstrar aos mercados internacionais é que não sabemos governar, não nos governamos e não queremos realmente curar o mal, apenas atenuar as dores mais agudas e no curto prazo.

Isso sim – este estado do Estado – é que é servidão! “Governo económico europeu” que nos meta nos eixos, que nos livre da verdadeira servidão (aquela que é cerceadora da liberdade individual e aniquiladora de tudo aquilo que aparente ser “classe média”), supervisionando os nosos descalabros orçamentais e que, no fundo, nos obrigue a mudar a forma de (des)governar …  esse “governo económico europeu” que venha e já!

Tudo o resto, perante o “estado da coisa”, são tretas que nada têm a ver com liberdade!!

32 comentários leave one →
  1. Paulo Rosário Dias's avatar
    12 Maio, 2010 23:29

    PMF
    A solução que aponta não é apenas “A solução honesta que precisamos mas não queremos admitir”.

    Não se esqueça que não estamos a falar de EUA (o que hoje seria bom), mas UE, que se não for sobrestimada, reduz-se a 27 ‘Portugais’.

    Mais do Sul do que do Norte sim, mas a ingerência económica é característica Europeia.

    Em todo o caso, o GEE não irá para a frente. A Alemanha controla melhor a competividade económica assim e nem tem de prestar contas das “batotas” que faz.

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  2. Desconhecida's avatar
    Niet permalink
    12 Maio, 2010 23:45

    A classe politica roubou que se fartou; durante anos a fio extorquiu e espoliou fiscalmente as famílias e as empresas, e agora vêm pedir mais dinheiro?!!!!

    Vão mas é para a puta que vos pariu!

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  3. Lula da Silva's avatar
    Lula da Silva permalink
    12 Maio, 2010 23:45

    Vivemos numa ditadura financeira. Uma espécie de “Absolutismo Financeiro”. Os governos são apenas poderes formais cujas competências se resumem à simples questão “onde é que vamos buscar mais receitas?”. Quem manda é a banca. Quem governa é o Jean-Claud Triche, que apenas defende os interesses da banca. Os bancos voltaram a fechar este trimestre com lucros astronómicos. Até quando?

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  4. José Barros's avatar
    José Barros permalink
    12 Maio, 2010 23:47

    PMF,

    Concordo, o que diz está à vista.

    Perdemos a soberania financeira, estamos sujeitos mais uma vez a um bloco central de interesses (como eu, ao contrário do PMF, do CAA e de outros, previ com muita antecedência) e este segue a cartilha de costume: aumento brutal de impostos, nula redução da despesa pública.

    Mais, como ouço agora o CAA dizer no directo ao assunto, vê-se que PPC consegue um milagre: violar uma promessa eleitoral de não aumento de impostos quando nem sequer é governo, mas apenas líder de oposição; quanto ao governo já violou tal promessa duas vezes: quando reduziu as deduções fiscais e agora que aumenta o IVA e o IRS.

    Isto é o bloco central reduzido à pornografia política. E quem votou ou apoiou este bloco central de interesses tem muita penitência a fazer, porque nós, os outros, não temos culpa nenhuma nisto.

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  5. Desconhecida's avatar
    Farto de Palhaços! permalink
    12 Maio, 2010 23:50

    No fim da picada o espertalhão do Sócrates vai entalar o PSD e o Passinhos.

    Isto só vai à pancada!

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  6. Lula da Silva's avatar
    Lula da Silva permalink
    12 Maio, 2010 23:59

    O Passos Coelho é a versão PSD do Pinto de Sousa. Estamos numa encruzilhada.

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  7. Desconhecida's avatar
    luikki permalink
    12 Maio, 2010 23:59

    e o alegado engenheiro e o finanças jś não piam sobre as agências de rating…

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    13 Maio, 2010 00:10

    IRS: +1% até 5 SM’s; 1,5% > 5 SM’s

    IVA; +1,5% na tx de 20%

    IRC, Empresas em geral:+2,5%, ié, 27,5%

    IRC: Banca/Financeiras … aceitam-se apostas!

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  9. Desconhecida's avatar
    Tolstoi permalink
    13 Maio, 2010 00:10

    Um licenciado tardio e um licenciado por uma escola de qualidade duvidosa, dois currículos profissionais sem interesse, duas pessoas sem bases ideológicas marcadas. Estavam à espera de quê?

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  10. Desconhecida's avatar
    faustífero permalink
    13 Maio, 2010 00:12

    Sem dúvida, e ainda não começou a doer!

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  11. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:24

    ehehehe

    V.s são muito engraçados. O JCD insulta-me e depois v.s acabam a repetir tudo o que eu já tinha dito antes.

    ahahahahahah

    Desta vez foi mesmo giro. Até já me plagiam as “napoleónicas”.

    O que vale é que o João Miranda não é o peixe podre e não apagou o que eu escrevi.

    Claro que a gigantesca contradição é esta que o Naves aponta.

    E v.s embrulham-se nela porque, desta vez, a utopia das leis da economia faz o pleno com o totalitarismo e do Estado Europeu.

    Por enquanto. Porque o mito já tinha sido pensado pelo Kant e a finalidade é mesmo o Estado Mundial.

    E, a grande piada é que socialistas e liberais são mesmo as duas faces da mesma moeda com o mesmo destino de “Fim da História”.

    Agora estão à rasca- vão ter de ser totalitários politicamente para poderem manter a fé na utopia da globalização do capital.

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  12. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:25

    “Leis da Economia” entre aspas- claro, antes que apareça um toininho a dizer que afinal eu também sou hegeliana e acredito nessa patranha das leis que governam a natureza e a economia.

    Esse é o mito marxista/liberal.

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  13. dutilleul's avatar
    dutilleul permalink
    13 Maio, 2010 00:27

    O quê? Então o Sr. Presidente do Conselho promete não aumentar os impostos e agora vem este tal Sr. Coelho e aumenta-os?
    Temos bandalho.

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  14. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:28

    Treta com piada. É um facto. Volta-se a Hobbes em duas penadas.

    E nem deu para saborear a única coisa que valia a pena- as sociais democracias de países com fronteiras e identidades próprias.

    V.s tinham de fazer o Marx ter razão com a boutade da corda em que o capitalismo se havia de enforcar.

    “v.s salvo seja”- os que dão trela solta aos predadores- os neo-tontos que idolatram os ciganos de colarinho branco.

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  15. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:30

    Quanto ao Coelho v.s é que o compraram.

    E atenção- compraram-no por mera pancada da fezada nas ideologias. Acreditaram que o nabo era mesmo da vossa tribo, quando ele é um mero arrivista que é capaz de dar o cu e 5 tostões para chegar lá acima.

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  16. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:31

    Vão atrás de cantigas e há sempre espertos que se aproveitam disso para chegarem onde querem.

    Este cantou-a bem.

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  17. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:33

    Mas, para quem vive na Suíça e acha montes de vulgaridade salazarenta querer-se voltar a investir em África…

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  18. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:37

    O Passos Coelho faz lembrar o peixe podre aqui da casa quando treina ao espelho o que quer parecer ser às avessas.

    Este finge que é o duplo liberal do inginheiro para fazer o mesmo que o inginheiro.

    São jotas desde os cueiros, que estavam à espera?

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  19. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:39

    Quando eles começam com o “pugresso” e acabam a montar banca com livrinho, está tudo dito.

    Não há que enganar. Este já tinha dito bacorada de 3 em pipa em plena crise.

    Mas, os neo-tontos nem deram pela crise, portanto, também não notaram as bacoradas.

    Diziam que era mais um ciclo de crescimento das leis da economia

    ejheheehe

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  20. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:41

    Acho que guardei essa do “ciclo de crescimento da economia”.

    Até a mandei em fwd só para nos rirmos.

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  21. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 00:53

    Nestas coisas, quando não se sabe nada do bicho, há que olhar para os padrinhos.

    O “menino de ouro” foi apadrinhado pelo Dias Loureiro; este tem outro mafioso a fazer de padrinho. E com ligações às máfias das arábias idênticas.

    Bastava isto.

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  22. Anónimo's avatar
    Anónimo permalink
    13 Maio, 2010 01:36

    Espero condescendência para publicar este trecho lapidar de prosa retirada de um post do dragoscópio.
    Há coisas sobre as quais se deve meditar.Afastar a poluição desinformativa.Os lugares-comuns e o políticamente correcto,que não é mais que o dogma das ideologias bolorentas e pseudo-progressistas.

    “…Quando as civilizações começam a ser sobremaneira tolerantes não significa que são mais fulgurantes e avançadas: significa apenas que entraram em declínio e que se aproximam fatalmente da extinção. A intolerância, fundada em leis, mitos, princípios, história comum e tradições, funciona para a civilização como as defesas do organismo para o indivíduo: quanto menos tolerantes forem aos vírus e bactérias infecciosos e quanto menos indulgentes forem para com as tendências venais do próprio, mais saudável será o conjunto. No dia em que as defesas começam a confraternizar com os bacilos, a tratá-los com toda a deferência, a recebê-los em festa, sabemos o que acontece. Ou chegou a velhice, anunciando a morte; ou chegou a doença, anunciando a febre, o delírio, a náusea e o tratamento de urgência. A corrida aos médicos e remédios.
    Intolerância não significa repressão. Ao contrário da manhosice freudiana que equipara civilização a repressão, a intolerância, enquanto cimento civilizacional, significa, outrossim, que a civilização é um sistema de continências, de refreamentos espontaneamente cultivados, ou seja, aprendidos, transmitidos e guardados por todos. Civilizado é aquele que honra a civilização a que pertence…”
    Dragoscópio

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  23. Desconhecida's avatar
    zazie permalink
    13 Maio, 2010 01:48

    O Dragão foi visionário. Aos anos que já previa tudo isto.

    Mas os toininhos até marinham pelas paredes.
    É mais um a quem essa nulidade do peixe podre é capaz de dizer que também “não percebe nada do assunto”.

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  24. MJRB's avatar
    13 Maio, 2010 02:04

    Por este ‘andar’, cada passo do PPCoelho abre –deseja-se que abra…– cada vez mais o entendimento dos seus apoiantes, que, afinal, MFLeite tinha razão em muitos alertas, bastantes posicionamentos fora e dentro da República !
    Que não cederia a Sócrates, e que sabe muito mais de política e de vida-vivida, do que PPC não saberá nos próximos vinte anos.

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  25. PMF's avatar
    13 Maio, 2010 03:52

    #25.

    Caro MJRB;

    noto, apenas, que o “Pec 1” foi votado favoravelmente (interesse nacional e etc.) ainda pela anterior direcção….

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  26. Desconhecida's avatar
    Colonizado permalink
    13 Maio, 2010 10:12

    Pá o que é que queriam?Milagres de Fátima?Não são todos pelo “temos que ganhar menos para outros ganharem mais”?Já foram ver quantos africanos andamos a salvar?Quer-se dizer a “nacionalizar” para fazer o 1º império sem exploração?Mas julgam que a pobreza dos outros saía de borla ou quê?Casinha, saúde, RSI, educação, justiça, acção policial, prisão…é o que têm que pagar.E ficar satisfeitos e animados!Porque conseguiram armazenas umas centenas de milhar em bairro social a congeminar ainda como vão pagar aos pensionistas caseiros…
    Quem é que aprovou a Lei da nacionalidade quem foi?

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  27. Desconhecida's avatar
    Colonizado permalink
    13 Maio, 2010 10:14

    Agora vão lá ver as reciprocidades que os ditos humanistas arranjaram para o indigenato em África:perdões de dívidas…

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  28. e-ko's avatar
    13 Maio, 2010 11:33

    ah, pois… eu, coelho, só à caçadora!… não sei o que será melhor (ou pior) se um coelho orelhudo ou um pinto de catavento… quem manda e sopra é a angelina das mércolas e o niclas do eliseu!…

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  29. e-ko's avatar
    13 Maio, 2010 11:55

    pra ler, é só fazer uma inscriçãozita:

    http://www.ft.com/cms/s/0/0e4e9232-5e6d-11df-9266-00144feab49a.html

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  30. e-ko's avatar
    13 Maio, 2010 12:56

    palavras de guerreiro:

    “Calhou esta proposta ter sido apresentada no mesmo dia em que Portugal alcançou um crescimento económico recorde. Também Espanha saiu da recessão e ontem apresentou um plano de Herodes, dos impostos às contas bebé. Esta coincidência desmascara a tese da fé no crescimento: não basta. Teríamos que crescer como a China para que fosse suficiente. O nosso reequilíbrio orçamental exige receitas ao Estado, o nosso desequilíbrio externo força o nivelamento entre o que consumidos e produzimos.”

    http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=425399

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  31. ribas's avatar
    14 Maio, 2010 16:36

    Fui condenado pelo abaixo descrito com multa e indemnização
    crime é simplesmente isto – o ter escrito e enviado através de e-mail
    O mail de idignação

    Estava para apanhar outro barco sem me despedir de ti, mas resolvi deixar-te esta mensagem de desilusão, pelo passado recente vivido nesta casa. Aqui encontrei de tudo um pouco, os seres racionais e os irracionais. Para vós racionais que me mereceram e merecem o maior respeito, transmito a minha desilusão.
    O que vou contar foi um pesadelo vivido em local com responsabilidades.
    Nesse local fiz de tudo um pouco, coisa que anteriormente alguém se deu ao cuidado de o desempenhar, no seu todo:
    -Carregador; mecânico; electricista; motorista, carteiro, latoeiro, operador de reprografia, etc.
    Claro que consegui «arrastar» colegas para a colaboração, pois sozinho não poderia levar o barco a bom porto, o que lamento é que ao fim deste tempo no sector a dirigente do departamento não tenha reconhecido nem aproveitado as capacidades dos funcionários sob as suas ordens, o que me deixa muito preocupado, tal o estado de falência profissional do patrão «Estado» que não deve esbanjar a matéria prima ao seu alcance.
    Não foi fácil a vida, mas na desportiva tudo se foi resolvendo com maior ou menor brio profissional ao cabo de dois anos.
    Para mim, os problemas seguintes surgiram porque teriam forçosamente de surgir e até digo que o problema foi premeditado. Ainda há rastos – as ameaças a quem trabalha subsistem
    Depois do trabalho executado nas anteriores instalações e instalados noutras aconteceram coisas que só ao diabo lembra e que só a um dirigente sem responsabilidades, é que pode criar a tal instabilidade, por falta de comunicação com os seus subordinados.
    Que reacção esperam de um sector quando à boca cheia um responsável afirmou não ter outro lugar para instalar determinada pessoa e também quando esse responsável se não dá ao cuidado de ouvir os verdadeiros interlocutores? A quem pensava ela que estava a atestar a incompetência? A mim e a aos meus colegas de sector que com o sacrifício deram muito ao departamento naqueles dois, ou a do dito «chefe de secção» que apenas sabe desembolsar dos cofres do Estado?
    Vocês melhor que eu conhecem as pessoas. Em termos de trabalho conjunto, não tive um metro de trabalho a seu lado, mas também não adormeci à sombra dos dois anos que passei nas instalações.
    Seleccionei atitudes das ditas pessoas a forma de tratamento e vivência para com os colegas, o constante mudar de secção e a instabilidade de adaptação nos locais de trabalho, foram suficiente para que uma pessoa desta natureza fosse bem recebido, e ainda mais grave, para chefiar o local onde eu trabalhe.
    Mas a culpa até lha não direcciono – há o exemplo da frase «não tenho onde o meter»-estava tudo dito…
    Camaradas, amigos, colegas (…) – Vocês acreditam na versão de um indivíduo que ao afirmar que é o último a sair das instalações e o primeiro a entrar, e que guardando determinado número de equipamentos onde ninguém sabe, que estes desaparecem por mero acaso?
    Foi a que eu tive …e disse em não acreditar
    Fui ameaçado com um processo disciplinar… mas não vi confirmada a ameaça
    Foi a primeira e «pouco corajosa» ameaça não concretizada « que ao longo de 32 anos de serviço de quem me paga, ouvi. Nem na tropa « entre 1973/75 e na guerra colonial» alguém ousou contra a minha pessoa utilizar a versão vocal de tal palavrão.
    Saí desse local de trabalho e outros colegas me desejariam seguir o caminho, por enjoo.
    Os que não o podem fazer «pessoas com capacidades extraordinárias de trabalho, não reconhecido» vêm sendo ameaçados e perseguidos.


    É verdade que as pessoas não nascem ensinadas e foi para o alargamento dessa valorização profissional que foram criadas as escolas e os centros de formação.

    Outra das desgraças, vista a olho nu a simples mortal:
    -Quem nesta casa ainda não se apercebeu que sempre que haja uma inundação as pessoas envolvidas nas tarefas de limpeza, ficam completamente sujeitáveis ao perigo eminente?
    Para que servem as normas vigentes da «Higiene e Segurança no Trabalho» se os ditos e intitulados responsáveis desconhecem as essas normas?

    Abençoada a hora em que abandonei esse local de trabalho

    Nestes anos consequentes, fiz os possíveis para me reabilitar e adaptar às novas tarefas « na desportiva» mas não consegui pelo anteriormente sucedido

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