Keynesianismo sem carcanhol (reposição*)
*Originalmente publicado a 27 Outubro, 2008
Dívida Pública – 64% do PIB (há aqui muita dívida escondida em empresas semi-públicas e dívidas a fornecedores)
Endividamento da economia – 90% do PIB
Endividamento das famílias- 91% do PIB
Endividamento das empresas – 114% do PIB
As políticas keynesianas implicam o investimento em grandes projectos com retorno a longo prazo. O que por sua vez implica endividamento público e privado num período de escassez de crédito. Portanto, a questão que se coloca é: como é que um país sem carcanhol faz políticas keynesianas? Pode-se dizer:Ah, mas o Roosevelt também as fez. Claro que fez. Começou com uma dívida pública de cerca de 40% e chegou a 1940 ainda em crise e com uma dívida pública de cerca de 50%. Isto depois de a dívida pública ter passado em cerca de 4 anos (1929-1933) de 20% para 40%.

”
“Cameron e Clegg juntos em Downing Street”
Quem é que fica com quarto do r/chão e quem fica com 1ºandar
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Então pá.
O papa veio cá para fazer o milagre.
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“Ne rien faire est aussi source de développement”
Sur LeMonde.fr, René Clarisse, chronopsychologue.
“Quem bem nada não se afoga” – diz o povo.
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E como é que o estado cria riqueza se não investe?
São os liberais os primeiros a correr ao QREN e outros fundos europeus, mas depois queixam-se do investimento público.
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««E como é que o estado cria riqueza se não investe?»»
O Estado não cria riqueza. O Estado cobra impostos a quem a cria.
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Nightwish disse
“E como é que o estado cria riqueza se não investe?”
Esta é de cabo-de-esquadra!
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eheheh
O João é o máximo.
E quem cria riqueza não cobra impostos mas cobra outras coisas com outros nomes, porventura mais feios.
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«Isto depois de a dívida pública ter passado em cerca de 4 anos (1929-1933) de 20% para 40%.»
De recordar que o mandato de Herbert Hoover, que antecedeu Franklin D. Roosevelt (FDR), decorreu de Março de 1929 a Março de 1933. De acordo com o instalado mito, os preguiçosos historiadores e a “verdade oficial”, H. Hoover foi um acérrimo(!) defensor do laissez-faire.
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Deus nos livre de criar riqueza, criar empregos penosos e chatos e ainda por cima cobram na gente, já se vê.
rui pedro soares, um jovem super dotado a presidente, figo a ministro das finaças e ricardo gonçalves a ministro da adem. interna que põe os jornalistas todos lá dentro que andam sempre a fazer perguntas desbocadas.
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Luís Figo vende sabonetes para pagar visita do Papa – papahostias.blogspot
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E as externelidades, enfim, não existem. Mais um mito desmistificado pelo João Miranda.
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Já agora ainda existe um link para esse texto? Curioso pelos comentários.
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E quem cria riqueza não cobra impostos mas cobra outras coisas com outros nomes, porventura mais feios.
Eu consigo imaginar nomes muito mais feios para impostos especialmente quando “são do Estado, do PS” e quando não há limites.
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Keynesianismo permanente sem possibilidade de emissão de moeda e com investimentos improdutivos = falência garantida
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As políticas keynesianas implicam o investimento em grandes projectos com retorno a longo prazo.
Errado. Nao percebes nada do que o que o Keynes disse e fez. A despesa publica (o G) tem como objectivo criar oferta na economia que absorva a procura (que, nas condicoes de aplicabilidade do modelo, e’ excessiva). A procura neste caso e’ a mao de obra, ou seja a despesa publica pretende empregar os desempregados. Ponto Final, Paragrafo.
Depois, o modelo assume que os empregados com dinheiro no bolso vao consumir (aumentar o C), criando oferta para as empresas privadas que para acudir a essa oferta vao aumentar o investimento (I). Este ‘e o chamado efeito multiplicador.
Este efeito vai ser repetido varias vezes devido ao Investimento das empresas (efeito acelerador).
Mas o que interessa aqui discutir ‘e que as obras publicas em si, segundo o pensamento de Keynes, nao tem de, nem no curto nem no longo prazo, ser rentaveis per si. Keynes esta interessado na influencia que esse investimento tem na economia.
Por isso e’ que essa tua frase ‘e um bocado primaria.
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Caro Harry Lime,
Se os investimentos não forem rentáveis, então ainda pior. Mais insustentável se torna o keynesianismo num país endividado. Não percebo o seu ponto.
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