Então peça já uma redução salarial!
18 Maio, 2010
A sua entidade patronal decerto não regatearia:
Mourinho: “Até tenho vergonha de ganhar o que ganho com esta crise”
34 comentários
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A sua entidade patronal decerto não regatearia:
Mourinho: “Até tenho vergonha de ganhar o que ganho com esta crise”
O Mourinho também aprendeu com o Sócrates.
Ahaha!
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Eu dou-lhe uma frase de jeito para comentar LR, já que a sua net deve ser banda larga selectiva:
“quero melhores condições de vida” Bruno Alves, capitão do Fc Porto.
Agora afinfe-lhe o Mourinho por cima dessa a ver se continua a ter piada.
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JMourinho tem uma solução para não se sentir “envergonhado”: publicamente, não utilize a palavra “vergonha” para justificar os seus (legítimos) proventos.
É um treinador extraordinário ! Merece o que ganha ? — obviamente que sim ! É muito ? — muitíssimo, se compararmos com outras (e sociologicamente mais úteis) profissões. Mas as “regras” do mega-mercado do futebol são essas.
Até Madrid, Zé !
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Bem, se compararmos o ordenado/resultados de Mourinho, com os ordenados/resultados de outros treinadores e jogadores, incluindo alguns no futebol do SLBenfica, SportingCP e FCPorto, Mourinho até nem ganha muito…
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Aqui já há mercado livre, quando é para falar de transferência de jogadores já é preciso leis especiais e protecionismos de formações e tal. Certo.
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Romão (#2),
O Bruno Alves vive em Portugal e joga num clube com dificuldades financeiras. É natural que tenha tais aspirações.
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O Bruno Alves quer é que deixem de o expulsar por coisas que outros fazem na primeira parte.
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…E nem quero referir-me a uns presidentes de clubes de futebol tuga que se valem do estatuto para criarem, consolidarem e exponenciarem fortunas pessoais !
Ou para se refugiarem de processos judiciais…
Quanto vale ser presidente !…– É o “Euromilhões” garantido !
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E porém tem vergonha, sente, ao contrário de salafrários que sabemos.
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Ora ora.
Qual crise?
Quem lhe paga não está certamente em crise.
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Este sr também devia ter vergonha do que ganha,se tivesse consciência.
Recebe uma reforma de mais de 700 contos por um trabalho que nunca fez.
Como é um farsante,lá vem mais uma vez lamber a mão que lhe embala o berço.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=172970
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São assim os grandes homens.
“Quando o povo tem fome, tem direito de roubar” Belmiro de Azevedo
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/empresas/belmiro-crise-impostos-despedimentos-sonae/1163740-1728.html
Seguindo S. Paulo: “In extremis, omnia sunt communia”. No limite, tudo é de todos.
Se não S. Tomás: “In casu extremae necessitatis omnia sunt communia. [Jur / Black 930; S.Tomás de Aquino, Summa Theologiae 2.2.32]
Em caso de extrema necessidade, todas as coisas são comuns.
Nem tem a Polícia de prender, impedir o pobre de recorrer ao alheio, que de todo lhe pertence, por debelar a fome, para exemplo,
E é sintomático que Belmiro o saiba, ao invés deste governo.
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Podes crer, anonym (11), que é bem dito.
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#12
Tirou-me as palavras.
Os socialistas,habituados ao controle da informação e à mansidão do povo,estão a avaliar mal o impacto das suas ruinosas políticas e saque fiscal.
A maioria da população vive mal,com muitas dificuldades para cumprir os seus compromissos e satisfazer as necessidades básicas da família.
Com uma taxa de desemprego inédita e restrição dos subsídios,alguma convulsão poderá acontecer.Eu não estaria tão seguro de que as vítimas do socialismo aceitem mais miséria.
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O primeiro-ministro admite ser contra o corte de 5% nos salários dos políticos, medida que consta do programa de austeridade recentemente anunciado, mas que foi, na verdade, exigida pelo PSD.
«É uma medida com a qual não concordo, mas não era por isso que não iria haver acordo. Não concordo porque acho que não tem grande efeito orçamental. O PSD advoga que tem um efeito simbólico. Pode ser, mas dá às pessoas a ideia que políticos ganham muito, e isso não é verdade», disse em entrevista à RTP.
TVI24
Curioso que não está contra os aumentos de impostos sobre os pobres,sobre quem trabalha,produz e ajuda o país.
Quem governou Portugal? Quem é responsável por esta lamentável ruína do país?
Além de saír impune ainda está contra a redução de 5% do salário.
A lata de Sócrates é infinita.
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Eh, um ganha 26.000 €, cortam-lhe, nem sei, 1,5%, pobrezinho, fica só com 25.610; ao desgraças que ganhe 500 € descontam-lhe 1% e, graças, não lhe levam se não 5 euritos ao rico homem/mulher. E ainda se queixam, os pobres, deus meu! Na volta, queriam descontar mais. Quem sabe, os mesmos 300 e tal euros do outro (390), mal lhes restando os trocos para sopa, nos míseros 110 finais.
É de loucos. E o que vale é o nosso primeiro saber contas, ganda manha, fazê-las por ele e os outros. Ou estavam lixados os pobres, fodidos, caramba, mas não, se o Governo olha por nós.
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Creio que ladrão e aldrabão estão mais de acordo com aquilo que Sócrates é.
Na “entrevista” da RTP os presentes eram – e são – muito fracos. Por cada vez que o Sócrates dizia “em primeiro lugar” deviam forçar a interrupção e apelidá-lo frontalmente de mentiroso relapso e contumaz incapaz de levar por diante um diálogo.
Está absolutamente correcto o diagnóstico de mentiroso compulsivo.
J.
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Há quem julgue resolver os problemas, chamando nomes aos outros.
Como as crianças.
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Nao é por casualidade que os “herois” do futebol (invento inglés dizem) melhor pagados estejam a “trabalhar” nestas ligas:
Inglaterra, Espanha, Italia, Portugal, Grecia…
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Da notícia “linkada” o melhor dela são os comentários onde se pode ver um retrato fiel do que o “povo” tuga é no seu melhor. Tais são os erros ortográficos e gramaticais que por aí se pode ver o que eles realmente “pensam” ou julgam pensar.
Da mesma forma aqui também se julga, por vezes, que dar um qualificativo correcto e verdadeiro é chamar “nomes”.No politicamente correcto ( seja o que for essa bosta) já não se pode ser sequer verdadeiro.
Fazem beicinho como as crianças.
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erros ortográficos e gramaticais, suor e cheiro a bedum, chamar nomes e fazer beicinho, são inconvenientes para quem acotovela diáriamente com o povo. cá para mim resolvia-se com caixas de comentários separadas para o povo e não-povo.
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LR, o que lhe parece mais reprovável, que alguém se manifeste publica e despudoradamente, ignorando ou fazendo ignorar tratar-se ele próprio de um privilegiado ou, por outra parte, alguém afirmar à boca do gravador saber as carradas de sorte que tem por lhe pagarem tão bem para fazer aquilo que mais gosta numa altura em que tanta gente passa dificuldades? Se ambas as afirmações dizem muito do cérebro e consciência dos autores, não dizem menos de quem as cita.
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Então sempre se pode chamar o boi pelo nome –Ladrão e Aldrabão, ainda que com erros–se chama povo.
O não povo acha isso mal por isso reclama dos “nomes”.
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Romão (#22),
O que me parece mais reprovável é a hipocrisia.
Ah e Mourinho não ganha o que ganha por sorte, mas por mérito.
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#24.
A sorte do Mourinho, pelo menos a que eu refiro, não é a de ganhar tão bem. É a de estar numa profissão que ama e que é tão bem paga. Fosse ele o melhor professor de português do mundo e podia gabar-se da profissão mas nunca do ordenado.
Então o Mourinho é um hipócrita. E o Bruno Alves, é o quê? Ou não se pronuncia? E porquê?
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E o LR está propositadamente a destroçar a fina linha que separa a consciência social da hipocrisia sem que para isso dê qualquer tipo de relevância positiva ao carácter ou personalidade de Mourinho, porque prefere realçar, na frase, “tenho vergonha de ganhar o que ganho” ao implícito “tenho noção de que há uma crise e que sou um afortunado”.
O LR não gosta do Mourinho para tomá-lo de ponta sendo parcial? É misantropo? Pessimista antropológico?
O que se poderia dizer de um tipo são no meio de tuberculosos que desabafasse “até tenho vergonha da minha saúde no meio destes doentes”? Exigir-se-ia que se contagiasse para também cuspir sangue?
Ou a personagem do Ensaio sobre a Cegueira do Saramago que retém a visão quando todos os outros cegam?
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Romão,
A posta pretendeu criticar aquilo que me pareceu pura hipocrisia da parte de Mourinho, tentando dar ares de ter uma grande “consciência social”, o que quer que isso seja. Por outro lado, poder-se-á interpretar a sua afirmação como a manifestação de um remorso por ele ser supostamente rico à custa de outrém, que é uma falácia muito corrente (há pobres porque existem ricos) e alimentada pela iliteracia económica que por aí grassa. Mas se ele de facto pensa assim, o que tem a fazer é recusar tamanho salário ou oferecer uma grande parte do mesmo para instituições de solidariedade, ou fazer uma fundação com objectivos de combate à pobreza, etc. É com actos (que não têm de ser publicitados) que se ajuda o próximo e se demonstra verdadeira solidariedade, não com afirmações gratuitas, que servem apenas para dar uma imagem de solidário ou para ficar de bem com a consciência. Nesta última hipótese, ele está a ser parvo, porque o que ganha é fruto do seu mérito e do seu esforço pessoal. Não tem de ficar com qualquer peso na consciência.
Não percebo por outro lado a que propósito você meteu o Bruno Alves ao barulho. Dizer que “pretende melhores condições de vida”, o que quer que isso seja, é das coisas mais naturais e humanas deste mundo e não sei o que isso possa ter de criticável. Por muito aceitáveis e excelentes que sejam as suas condições actuais, ele tem todo o direito de pretender melhorá-las. É aliás a ambição de melhoria contínua que está na base do crescimento e desenvolvimento de pessoas e nações. Se ele está a pensar nestes termos e deseja subir mais na vida vendendo e desenvolvendo as suas competências o melhor que sabe, só tenho que lhe tirar o chapéu.
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LR,
Com a sua primeira frase confirma aquilo que inferi num comentário anterior: tomou o desabafo de Mourinho perante o espectáculo da crise global mundial como uma expressão de hipocrisia. A sua posição é tão válida como a inversa e, como todos os pontos de vista, diz mais do próprio do que do objecto visado.
O que ele faz ou não faz com o dinheiro é por conta dele, o que não deve impedi-lo por decreto argumentativo de sentir-se privilegiado por ganhar bem ou ser feliz naquilo que faz, ou fazer dele hipócrita por reconhecer publicamente que faz parte de um negócio que, no topo, paga muito bem aos seus intervenientes.
O Bruno Alves é um exemplo do que é viver num frasquinho de formol e ignorar o que é o dia-a-dia de um comum mortal assalariado. Faz-me lembrar a senhora Grace Mugabe que só compra sapatos Ferragamo porque tem pés delicados. Mas tem todo o direito a ter pés delicados e o Bruno Alves a desejar melhores condições de vida.
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Romão,
Mas quem está a proibir o que quer que seja a quem e ainda por cima por decreto. Bem ou mal, eu critiquei uma atitude que considerei hipócrita.
E lá vem você outra vez com comparações espatafúrdias. Porque há comuns mortais assalariados que vivem mal, todos ficamos proibidos de aspirar a subir (mais) na vida. Toca portanto a nivelar por baixo. E depois, o Bruno Alves é o que é a suar a camisola e julgo que quer ser ainda mais a suar a mesma ou outra camisola. E consegui-lo-á se lhe reconhecerem mérito. A senhora Grace Mugabe para comprar os sapatos não tem de mostrar mérito nenhum nem de suar nenhuma camisola: basta pedir ao cara metade que aumente o nível de extorsão sobre terceiros.
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LR, não ficamos proibidos de querer subir na vida, nem que sejamos o Gates ou o Carlos Slim. É uma questão de pudor que o LR não parece perceber ou dar valor.
Não se vai para a ala de oncologia dizer-se que de está descontente com o nariz e falar da operação que se tem marcada para corrigir uma pequena imperfeição. Pudor e respeito.
Que ele negoceie com os seus empregadores ou com quem esteja disposto a emprega-lo não tem mal nenhum. Que abocanhe um microfone numa altura destas para reclamar melhores condições de vida É de um desreispeito e despudor típico de um sidharta imberbe.
E olhe que há muitos homens e mulheres que prefeririam o trabalho do Bruno ao da Grace, mesmo que inifinitamente mais mal pago.
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Romão,
Eu não sei em que circunstâncias o BA disse o que disse, o tom em que o fez ou se abocanhou um microfone para tal. Mas querer subir na vida e à custa do seu talento e do seu trabalho é um direito que lhe assiste e ele está no fundo a negociar os seus recursos. Se eles valem o que ele julga, é algo que o FCP ou outros clubes irão decidir. Talentos e competências é algo que todos podemos ter e desenvolver. O talento nasce connosco, é diferenciado e está desigualmente distribuído (não foi nada socialista, o Criador…), por isso nem todos conseguem ser craques na bola; as competências desenvolvem-se e quanto melhor a gente o fizer, melhor proveito podemos tirar do nosso talento. Isto exige transpiração, o factor fundamental para se vencer. Aliás, em qualquer “arte” e parafraseando o Belmiro (outro tipo sem pudor que quer continuar a subir na vida), o sucesso depende de 10% de inspiração (talento) e 90% de transpiração (trabalho). Os “pobrezinhos” que se tenham eventualmente melindrado com a tirada do BA, talvez devessem antes encará-lo como um exemplo para subirem na vida: ele tem (algum) talento, mas transpira que se farta.
E transpirar depende apenas de nós. Na ala de oncologia (outra comparação mais espatafúrdia), dependemos da competência do médico e do conhecimento acumulado na medicina.
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LR,
Isto é oficialmente uma desconversa? Então desde que um gajo transpire como o Bruno Alves tem o sucesso garantido, assim como que a modos das virgens para bombistas? O pessoal que trabalha de sol a sol a encharcar camisolas mas a quem o criador não deu um pé esquerdo capaz ou um porte atlético é pobre porque quer? O talento e a democracia do esforço (porque o suor não é um exclusivo dos ricos, se não o sabia) permite que o Bruno Alves se ponha em bicos de pés a reclamar melhores condições de vida como se vivesse num T1 encafuado entre duas paredes húmidas? Os pobrezinhos suados de canela torta deviam olhar para o Bruno como exemplo? Só se for um exemplo de boçalidade e despudor públicos. Um gajo agradece o talento, não o esfrega na cara de quem não o tem.
O LR é rico? Se não o é, devo deduzir que não tem talentos que o mercado valorize ou que não se esforçou. É esta a sua regra de três simples?
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Romão,
(Re)leia p.f. com atenção o que escrevi. O talento é desigual e não está uniformemente distribuído. Por si só não chega, pois para o rentabilizar é preciso trabalho, muito trabalho. Quem souber associar estas duas vertentes terá sucesso. Quem tiver apenas algum talento, mas saiba suar as estopinhas, é um remediado (situo-me nesta faixa). Quem não tiver nenhum, mas esfole, esfole, esfole, sobrevive. Quem tiver apenas o talento de viver à custa de outrém, parasita. Estes são os elementos mais nocivos de uma sociedade. E serão tão mais numerosos quanto mais complacentes com eles forem os que trabalham.
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Por mim tudo bem desde que não me tirem o meu magalhães.
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