September Song
Oh, it’s a long, long while from may to december But the days grow short when you reach september When the autumn weather turns the leaves to flame One hasn’t got time for the waiting game (September Song, by Kurt Weill/Maxell Andersson. Versão de Lou Red)
Com o governo em fanicos, desorientado e com trapalhadas diárias, o sistema democrático assobia para o lado. O principal partido da oposição diz que o governo é muito mau. Mas eleições? Nós irmos governar? Nem pensar, seria uma irresponsabilidade. Aliás, no dia seguinte ao seu líder ter dito que não deitaria abaixo o governo por governar mal, mas ponderaria tal coisa se se provasse que o primeiro-ministro mentira (?), de imediato se congeminou um cambalacho e um … útil que desse a cara (com o apoio de todos os outros partidos) para torpedear o dito inquérito. Percebeu-se perfeitamente no que ia dar… é que agora não vinha nada a calhar.
Também já se percebeu que nada tem a ver com «sentido de estado» e «responsabilidade» mas sim simples estratégia eleitoral enquanto se aguardam as presidenciais. A dúvida que se levanta é se a «coisa» se aguenta até lá, tal o estado desconchavado em que se encontra. O espectáculo é assaz penoso de acompanhar. Lá o vão aguentando, ora com a muleta do psd às terças e quintas, ora com o generoso amparo de Jerónimo e Louçã às segundas, quartas e sextas. Todos, invariavelmente, mal deixam o trôpego na beira do passeio, logo sacodem a água do capote e gritam: «incompetente, já basta, isto não pode continuar». Mas é só para o incauto transeunte pensar que nem conhecem o cambaleante de mau aspecto e que mal se aguenta nas canetas.
O PR lá anda a tratar da sua vidinha, deixando por vezes larachas de que é «preciso apoiar o ministro das finanças» (risos) ou fazendo comunicações ao país sobre «assuntos não importantes num momento de crise», sem que sobre a dita cuja diga coisa alguma. Mesmo o seu rival, por vezes tão prolixo no uso da palavra grandiloquente, embora vazia, amochou na última semana, sujeitando-se em silêncio aos pontapés e caneladas dos seus camaradas mais jagunços.
Vem aí o mundial. E as férias. E a supertaça, a Volta a Portugal e início do campeonato. Todos fazem figas (governo, pr e oposição): é aguentar que o que é preciso é que se chegue a Setembro.

Grande post, Gabriel.
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a despropósito de weill
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“…o que é preciso é que se chegue a Setembro.”
Vivos ou mortos, havemos de lá chegar.
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Muito realista. Acrescentaria apenas que vem aí o “PEC Mundial”.
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“2
E isso – ou ele ou Ella ( perdão pelo trocadilho fácil).
Tudo o resto “são cantigas”…
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Esta sem vergonha do PSD & Cavaco será um desastre para o País. O PS está alegremente cavar o buraco onde estamos ainda mais fundo e os outros assobiam para o lado. Não se faz estratégia da terra queimada com o próprio País.
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Das melhores análises que li nos últimos tempos! Para infelicidade de todos nós é profundamente real. Parabéns Gabriel.
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A ANÁLISE ESTÁ MUITO BOA.NÃO DEVEMOS CONTUDO SUBESTIMAR A POSSIBILIDADE DO PRÓPRIO PALHAÇO TOMAR A INICIATIVA DE PARTIR A LOIÇA E INICIAR UMA FUGA PARA A FRENTE.
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Deitado borda fora por iniciativa própria ou alheia, o importante é que o bandalho desapareça quanto antes, não? E para sempre…
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E a última palhaçada ainda teve uma parte II:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/05/um-gajo-mete-cunhas-faz-figurinhas.html
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O «regresso às aulas» vai ser dramático.
Vai haver muitas convulsões e revoltas nas ruas.
Até acho que o parlamento poderá ficar cercado.
A situação é terrível!
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os liberalóides não postam sobre a demissão do secretário do tesouro do reino unido? mas foram bué de rapidinhos a divulgar no money left. as euforias liberais tornam-se pesadelos ao fim de duas semanas.
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Bom post.
Mas… eleições? para quê?
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Um bom e severo golpe de estado é que punha esta corja na ordem.
Começava logo por confiscar os passaportes desta malta que pôs Portugal no fundo…
Depois havia que dar utilidade aos campos do Euro2004 que estão às moscas…
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Muito circo e pouco pão para os meses que se seguem, calor e praia, o convite à sorna. O texto reflecte o Portugal de navegação à vista, sem estratégia nem garra. Um país em alegre e irresponsável desgoverno e com uma oposição que perdeu o norte, o sul e o centro. Anda a leste de tudo. E se fôssemos juntar-nos aos cinco milhões de portugueses e luso-descendentes que já vivem fora de Portugal?
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A avaliar pela quantidade de plásticos que já havia hoje na praia, quando chegarmos a Setembro já não se pode andar descalço na praia.
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«Se é que existe uma tal consciência colectiva, não faço a menor ideia de como comprovar a sua existência. Aqueles que apelam para uma consciência colectiva como «a vontade do povo» fazem-no geralmente para servir os seus interesses ou as suas opiniões políticas ou sociais»
Heinz R. Pagels, Gradiva (Lisboa)
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“Remember September”, Saint Vox
I remember
When we had September
Rain was falling rain was falling down
We both know you should go
Oh oh oh
I
I remember what you said
I remember every breathe every look
Every thing that you love and you hate
And how you
You always need to have the last word
I
I remember how it felt
I remember when you told me
The world moved to fast and was catching up with us
So we lived on borrowed time on borrowed
(…)
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Balsemão outro dia numa entrevista disse tudo.
Os prazos burocráticos estabelecidos pelo Prof. Doutor Jorge Miranda são terríveis para se mudar seja o que for.
Se agora quisessem mudar de governo tínhamos meio ano de absoluta paralisia.
Pense nisto.
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ganda musica oh peluche
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Setembro? não será este que vem… pelo andar da carroagem, é até setembro do próximo ano!…
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