O resultado é que só resta a aquisição. Logo, a banca comercial dedica-se ao predial porque é mais certo e processa menos empréstimos, a indústria e comércio têm mais dificuldades no crédito e o resto vê-se. Colocar na rua quem não paga, isso é que não. Há um direito constitucional à habitação.
a banca comercial dedica-se ao predial… empresta com cada vez menos garantias, os créditos acabam por não ser pagos, a banca fica com os activos financeiros imobilizados em imobiliário (passe o pleonasmo)… bem, vocês sabem o resto da história que tem vindo a acontecer, escuso de me alongar.
E há gerações de portugueses que vão estar a vida inteira a trabalhar para os pagar juros e amortisações da habitação.
Claro que “alguns” têm facilidades. Adivinhem quem?
> Analiso as rendas especulativas pedidas na região de Lisboa para habitação (contratos novos) faço as contas
Faz mesmo as contas bem feitas, com ROI, depreciação, impostos e risco ? Admitamos que sim. Compre. O Estado até faz o favor de distorcer o mercado, subsidiando a compra (mas só se algum banco ficar a lucrar, curiosamente).
> e penso: os senhorios não aprendem nada.
Aprenderam pois. Aprenderam que o Estado, arruaceiro sem lei, se serviu deles para se furtar a pagar o “direito à habitação” dos mais pobres. Pior, muitos outros apanham boleiam da desculpa, havendo quem, tendo posses para muito mais, pague rendas de 10 e 20 euros.
Aliás, a espécie do “senhorio” está tão em vias de extinção que as Câmaras lhes tomam o lugar entusiásticamente, com os resultados desastrosos expectáveis …
(Como já disse aqui antes: o único PM que tentou repor alguma legitimidade no mercado de arrendamento foi prontamente corrido, e os assessores do governo seguinte “ajeitaram” a legislação até ficar irreconhecivel, e inutilizada.)
Declaração de (falta de) interesse: pessoalmente, não tenho propriedades urbanas arrendadas. Mas conheço quem tenha.
…
Centenário da república ou 100 anos de estupidificação.
Valha-nos Deus que estes imbecis ainda se dão ao luxo de celebrar a miséria que nos querem impingir.
Centros históricos e baixas de Lisboa e Porto: o resultado de 100 anos de destruição sistemática do mercado de arrendamento.
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…, ou o elogio da ruína
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O resultado é que só resta a aquisição. Logo, a banca comercial dedica-se ao predial porque é mais certo e processa menos empréstimos, a indústria e comércio têm mais dificuldades no crédito e o resto vê-se. Colocar na rua quem não paga, isso é que não. Há um direito constitucional à habitação.
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a banca comercial dedica-se ao predial… empresta com cada vez menos garantias, os créditos acabam por não ser pagos, a banca fica com os activos financeiros imobilizados em imobiliário (passe o pleonasmo)… bem, vocês sabem o resto da história que tem vindo a acontecer, escuso de me alongar.
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E há gerações de portugueses que vão estar a vida inteira a trabalhar para os pagar juros e amortisações da habitação.
Claro que “alguns” têm facilidades. Adivinhem quem?
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Cada vez se torna mais urgente um mercado de arrendamento a funcionar livremente, mas…
Analiso as rendas especulativas pedidas na região de Lisboa para habitação (contratos novos) faço as contas e penso: os senhorios não aprendem nada.
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«Analiso as rendas especulativas pedidas na região de Lisboa para habitação»
Caro AB, o que é que entende por rendas especulativas?
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Que tal mudar o título para: «Centenário da República. 100 anos de congelamento de Portugal»
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> Analiso as rendas especulativas pedidas na região de Lisboa para habitação (contratos novos) faço as contas
Faz mesmo as contas bem feitas, com ROI, depreciação, impostos e risco ? Admitamos que sim. Compre. O Estado até faz o favor de distorcer o mercado, subsidiando a compra (mas só se algum banco ficar a lucrar, curiosamente).
> e penso: os senhorios não aprendem nada.
Aprenderam pois. Aprenderam que o Estado, arruaceiro sem lei, se serviu deles para se furtar a pagar o “direito à habitação” dos mais pobres. Pior, muitos outros apanham boleiam da desculpa, havendo quem, tendo posses para muito mais, pague rendas de 10 e 20 euros.
Aliás, a espécie do “senhorio” está tão em vias de extinção que as Câmaras lhes tomam o lugar entusiásticamente, com os resultados desastrosos expectáveis …
(Como já disse aqui antes: o único PM que tentou repor alguma legitimidade no mercado de arrendamento foi prontamente corrido, e os assessores do governo seguinte “ajeitaram” a legislação até ficar irreconhecivel, e inutilizada.)
Declaração de (falta de) interesse: pessoalmente, não tenho propriedades urbanas arrendadas. Mas conheço quem tenha.
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…
Centenário da república ou 100 anos de estupidificação.
Valha-nos Deus que estes imbecis ainda se dão ao luxo de celebrar a miséria que nos querem impingir.
Nuno
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100 anos de desgraça.
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