O extraordinário mundo do condomínio
coloca cada um às voltas com a legislação. Descobri assim que o legislador se imaginou patrono dos elevadores e obriga à instalação de dois elevadores num prédio desde que este tenha mais de 11,5 metros. Mesmo que todos os condóminos estejam de acordo em prescindir de um ou dos dois elevadores são obrigados a manter os dois elevadores em funcionamento. O resultado desta prepotência são elevadores oficialmente parados por avaria e na prática imobilizados para sempre. Curiosamente em algumas zonas históricas de Lisboa o mesmo legislador entendeu até há pouco tempo que os elevadores não faziam falta alguma. Aí independentemente da altura dos edifícios os proprietários apenas podiam fazer obras de conservação o que naturalmente excluía a colocação de elevadores.
Mas para lá desta fixação nos dois elevadores nos edifícios com mais de 11,5 metros e em elevador algum nas zonas históricas, percebi agora que o legislador se tomou de amores por uns indicativos do peso que custam uma fortuna. Para cúmulo o legislador obriga à manutenção duma luz constantemente acesa dentro dos ditos elevadores: 24 horas por dia X 365 dias por ano. Alguém sabe ao certo a que destina isto tal medida além de aumentar a factura da energia? Se for para evitar que as pessoas se precipitem para o poço do elevador caso este não esteja no patamar quando abrimos as portas, uma cancela sempre saía mais barata!!

é o que dá não perceber nada do assunto e botar bitaite sobre tudo numa multióptica de dona de casa à beira de um ataque de franganite. mais uma para o currículo de tonta coadjuvante do zorro.
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os elevadores dos prédios deviam ser financiados pelo utilizador/ascensor, hall bilheteira e revisor, 2 empregos x 3 turnos + folgas por prédio com mais de 3 andares e… é só fazer as contas e… a taxa de desemprego vira negativa. o gerómino aplaude e o da loiça reinvidica a ideia.
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Anónimo acalme-se.
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#2
Não se atrapalhe: qualquer dia o chip na orelha resolve esse problema mais o de todas as portagens existentes e as que hão-de vir: a Revolução Tecnológica ainda está no princípio e o grande líder ainda tem corda que chegue!
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Muito bem Helena. Não se cance de trazer para a praça pública todos esses disparates. Ainda há muita gente que esté longe de morrer de vergonha…
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Acho uma violência, 2 ascensores por 11,5 metros.
Fazendo as contas e arredondando, dá 174 ascensores por quilómetro.
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o extraordinário condom world da dona matos evitava os encravamentos em altura.
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“Para cúmulo o legislador obriga à manutenção duma luz constantemente acesa dentro dos ditos elevadores: 24 horas por dia X 365 dias por ano. ”
Não é exacto – isso é só para certos elevadores.
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Eu sei mas naqueles a que obriga qual é a razão?
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O legislador deve com certeza alguns favores ao lobbie dos elevadores… com tantas coisas para legislar e perdem tempo com coisas tão fúteis e inócuas…
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9.
Isso está legislado.
Já reparou naquelas letras iluminadas “SAÍDA”, que se mantêm sempre acesas no cinema? Elas ficam sempre acesas mesmo que haja interrupção do fornecimento de energia eléctrica, pois são alimentadas por uma fonte alternativa.
O porquê é óbvio, ou quer um desenho?
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Gostava de ver dona Helena fechada num elevador às escuras, com dois skinheads à ilharga.
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11.Mas não é esse tipo de luz que as empresas de manutenção colocam nos elevadores.
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“Gostava de ver dona Helena fechada num elevador às escuras, com dois skinheads à ilharga.”
era mais uma convenção skin, cadê a espantação?
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#13 – “Mas não é esse tipo de luz que as empresas de manutenção colocam nos elevadores.”
as empresas de manutenção fazem manutenção do que existe e os equipamentos têm uma ficha de homologação onde constam as características dos componentes. você acordou com a conta do condomínio para pagar e resolveu começar aos tiros ao sobe & desce. se não sabe, pergunte, em vez de tentar vender ignorância aos outros.
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15. como está tão bem informado saberá então que frequentemente optam por não colocar nenhuma fonte de luz alternativa limitando-se a manter sempre ligadas as lâmpadas dos próprios elevadores. Mas seja qual for a opção qual a razão de ser destes elevadores-candeeiros
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Eu pedia à autora para revelar onde meteu o post sobre o cinema português e a ZON/Lusomundo, porque gostava sinceramente de o rever e guardar. Está muito bem escrito.
Diga-me algo, nem que seja para afirmar que o meteu na gaveta porque os meninos daqui não suportaram o desvio e as blasfémias lá contidas, pelo que não tiveram remédio senão censurá-la. E tão ciosos de liberdade que eles são!
Grato pela atenção
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Ao ler estes comentários só fiquei com uma dúvida, Helena Matos: o que é que lhes fez?
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Já estou a ver.
Dona Helena queria no ascensor um daqueles interruptores que só acende a luz quando põem uma moedinha.
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17. O texto que refere foi uma cópia feita de um texto colectivo que saiu no PÚBLICO. Se tiver tempo quero comentá-lo. Por exemplo acho muito interessante que os autores se queixem do apoio a um cinema que definem como “pimba”. Em vez de guardar o texto na caixa dos rascunhos coloquei-o on line. Só percebi isso horas depois quando voltei ao blasfémias.
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“O resultado desta prepotência são elevadores oficialmente parados por avaria e na prática imobilizados para sempre.”
Pior. O “parados por avaria” não é justificação para estarem parados – a imobilização de elevadores cuja existência seja obrigatória supõe o pagamento de uma coima de valor mínimo de 24,98 euros/dia.
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“Eu sei mas naqueles a que obriga qual é a razão?”
Não tenho agora a legislação à mão, mas tem a ver com o tipo de porta, salvo erro.
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Que é que fizeste aquele post que puseste ontem sobra a Lusomundo/PT/Zon?
Apagaste-o, incluido os comentários que já tinha?
Tiveste vergonha?
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21/ 22
Num prédio com quatro pisos e apenas um andar por piso (este exemplo é real) tem noção dos custos de manutenção de dois elevadores?
Tem a ver com o tipo de porta, sim.
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Não seria uma boa altura para pôr no lixo o senhor do capacete branco com pensos higiénicos na cara?
É que me dá repulsa. Principalmente quando imagino que os pensos possam ter sido usados pelas tias. Um tipo que pensa com estes pensos…
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Realmente é um disparate. Veja-se lá que agora por causa de uns velhotes de 80 anos que moram no último andar a tem a juventude de ter um elevador pronto a funcionar caso o outro avarie. Até parece que os velhotes não podem esperar dois ou três dias que venham reparar o elevador.
E aquele chato do 4ª andar que anda de muletas? Não passa sem ir pôr o lixo no contentor dois dias?
Esta gente só dá despesas. Bem fazia o das câmaras de gás. Gastava-se um bocado na queima ma era um mar de poupanças depois.
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E se um deficiente físico numa cadeira de rodas quisesse subir ao quarto andar, chamava-se um helicóptero.
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“como está tão bem informado saberá então que frequentemente optam por não colocar nenhuma fonte de luz alternativa limitando-se a manter sempre ligadas as lâmpadas dos próprios elevadores.”
É verdade. Para fazer as coisas bem feitas, a instalação devia ser adaptada para lâmpadas de baixo consumo, ou fluorescentes – o que aumentaria o tempo de vida das lâmpadas.
“mas seja qual for a opção qual a razão de ser destes elevadores-candeeiros”
Como disse acima, salvo erro, é obrigatório apenas para os elevadores de porta única.
As normas estão pensadas para assegurar redundância de mecanismos de segurança, e algumas destas regras são de facto incompreensíveis à primeira vista, sem se conhecer o raciocínio subjacente.
(mesmo conhecendo, algumas continuam a ser incompreensíveis e ridículas, claro..)
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26. Note que nocaso real que citei todos os quatro condóminos estavam de acordo em imobilzar um dos elevadores. As questões que colocam não se aplicam portanto neste caso mas sim naqules outros em que o legislador não deixa colocar elevador algum como aconteceu em Lisboa
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28. Nos de duas portas também é obrigatório.
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Se a Helena quer falar de elevadores, em vez de escrever coisas sem antes reflectir 30 segundos, porque não aborda a questão de que quando se compra um apartamento novo no preço não estarem incluídos os elevadores? E de só se ter consciência desse custo, e o pagar, quando na primeira reunião de condomínio onde se fixam as quotas se descobrir que o construtor fez um magnífico “contrato de manutenção” com a empresa instaladora dos ditos elevadores, válido por 5 ou até mesmo 10 anos, de custos astronómicos?
Era capaz de ser um tema interessante falar sobre esse custo oculto e como os construtores com essa artimanha pagam nada ou quase pelos elevadores e o desgraçado que compra por 100 descobre que afinal vai pagar 110 graças à artimanha.
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Boa tarde Helena Matos
Como no caso da certificação energética , isto existe para dar de comer ás empresas certficadoras e aos amigos .Num País que nada produz há que “criar” nichos de mercado para nos sacar da pouca poupança que ainda existe nos portugueses…
há que criar “empregos idiotas” por legislação á medida …
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#29 Há alguma cláusula que impeça um dos quatro de vender amanhã mesmo a sua fracção?
Se não houver, há algum impedimento legal a que alguém com mobilidade reduzida aí compre casa? Há alguma clausula que impeça alguém de torcer um pé ?
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“Num prédio com quatro pisos e apenas um andar por piso (este exemplo é real) tem noção dos custos de manutenção de dois elevadores? Tem a ver com o tipo de porta, sim.”
Tenho perfeita noção. Sou gerente de uma empresa de administração de condomínios, em Lisboa, e nesse aspecto tenho uma visão bastante próxima da realidade, que advem do contacto com proprietários descapitalizados, colocados perante a necessidade de gastarem 25.000 euros para adequar um elevador à legislação.
(exemplo real: uma família, detentora de 70% de 5 prédios da década de 50, que no conjunto dos 7 elevadores se prepara para ser forçada a gastar cerca de 70% de 150.000 Euros.)
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oh dona helena! ganda baralhação na sua cuca. a luz de presença, supostamente obrigatória, é uma lâmpada normal permanentemente ligada, mas que tem um acomulador que lhe permite continuar acesa mais um coche no caso da falha de corrente na gaiola. só precisa de estar iluminado permanentemente caso não tenha porta, para que a helena não caia no buraco escuro.
Click to access EDIFICACOESIII_Ascensores.pdf
Click to access 81608169.pdf
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“Nos de duas portas também é obrigatório.”
Não juro, mas creio que não. Tenho noutro PC a legislação aplicável, e só mais tarde a poderei consultar.
“quando se compra um apartamento novo no preço não estarem incluídos os elevadores? E de só se ter consciência desse custo, e o pagar, quando na primeira reunião de condomínio onde se fixam as quotas se descobrir que o construtor fez um magnífico “contrato de manutenção” com a empresa instaladora dos ditos elevadores, válido por 5 ou até mesmo 10 anos, de custos astronómicos?”
Sendo prática corrente, é no entanto uma mera habilidade. O contrato estabelecido pelo construtor não se transmite automaticamente ao condomínio.
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#36 Luís, creio que não será bem assim.
O contrato é feito pelo condomínio enquanto o prédio é todo do construtor, ou seja, na prática é feito pelo construtor. Fico intrigado se tal é possível mesmo antes de “haver condomínio” e agradecia que desenvolvesse mais a sua frase “O contrato estabelecido pelo construtor não se transmite automaticamente ao condomínio.” pois se é como diz era bom que se soubesse. Agradeço desde já se puder esclarecer-me mais.
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O condomínio existe a partir do momento em que existem 2 proprietários.
Contratos anteriores à existência do condomínio não são válidos, a não ser que sejam ratificados posteriormente.
Contratos assinados em nome do condomínio serão válidos mediante deliberação da Assembleia.
Dito isto, nada impede o construtor de convocar uma Assembleia, eleger uma administração e apresentar propostas de contratos com fornecedores, votando como melhor entenda.
Quanto a este último ponto, há que ter em conta possíveis conflitos de interesses.
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Obrigado.
Quase implica uma batalha legal. Ou se está bem escudado numa administração de condomínio eficiente ou se é “comido”.
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“Obrigado. Quase implica uma batalha legal. Ou se está bem escudado numa administração de condomínio eficiente ou se é “comido””
Uma consulta a um advogado experiente também serve.
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40 “Uma consulta a um advogado experiente também serve.”
Pois. Tal como um Proença de Carvalho ou um Júdice.
Fácil e barato.
E ainda ficam com licença de construção na melhor área de Lisboa.
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A burocracia que nos “protege”, mesmo quando não queremos ser ajudados, auto-justifica a sua permanente “engorda” com novos decretos, regulamentos, portarias, despachos e posturas que nos “protegem” de nós mesmos e, claro está, com um sempre acrescido custo de funcionamento.
Qual é esse custo e em que medida é que o benefício esperado da regulamentação é superior àquele? O burocrata governamental nunca está interessado, motu proprio, em apurar esse saldo ou então, quando de todo não pode evitar fazê-lo tergiversa quanto à metodologia de cálculo.
Deveria ser um acto de cidadania consciente a exigência de cada um de nós do apuramento desse “saldo” e, naturalmente, do seu financiamento. Para pelo menos dificultar o surgimento de “surpresas” como, por exemplo, as SCUT ou a substituição das “criminosas” prateleiras de madeira por umas (supostamente) assépticas de plástico, ou a proibição (felizmente já terminada) de venda de fruta não calibrada e não resplandecente (ainda que muito saborosa).
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oh peluche essa conversa é sobre e a propósito de quê? cheira-me a gajas nuas codificadas.
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espera aí…
a helena vem toda revoltada com esta história dos elevadores nos prédios com 11 andares, que, em princípio, terão nº de habitações considerável e, com tantos andares, não convém correr o risco de que um vá à vida.
depois vem com a história dos prédios antigos que não têm elevador. sinceramente, para mim todos os prédios com mais de 2 andares deviam ter (e não mais de 3…isso sei eu por morar no 3º…), mas pergunto-me se a d. helena saberá que, estruturalmente, a esmagadora maioria dos prédios com mais de 100 anos que polulam as nossas cidades não têm estabilidade estrutural para aguentarem com um elevador (e um elevador hidráulico fica muito caro para o uso). ou seja, embora compreenda que é chato quem vive num prédio antigo não ter um elevador, percebo os pudores do legislador (isto agora podia levar-nos pelo universo da reabilitação urbana, mas não vou por aí).
finalmente, conta um caso REAL de um prédio de QUATRO andares com DOIS elevadores. anteriormente, disse que só era obrigatório a existência de DOIS elevadores em prédios com ONZE andares. estou confusa. qual o problema? no exercício pleno das suas faculdades mentais e da sua liberdade de escolha, os proprietários dos apartamentos do prédio de 4 andares terão ESCOLHIDO comprar 1 casa num prédio com 2 elevadores. o facto de serem 2 era totalmente facultativo. por isso, azar. são os problemas de não viver numa coreia qualquer.
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“esta história dos elevadores nos prédios com 11 andares, que, em princípio, terão nº de habitações considerável e, com tantos andares, não convém correr o risco de que um vá à vida.”
“andares com DOIS elevadores. anteriormente, disse que só era obrigatório a existência de DOIS elevadores em prédios com ONZE andares. estou confusa.”
Se tivesse lido não estaria confusa: são obrigatórios em prédios com 11,5m de altura, o que equivale grosso modo a mais de 3 andares. Escusava assim de ter feito um comentário tão…parvo.
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“Pois. Tal como um Proença de Carvalho ou um Júdice.
Fácil e barato.E ainda ficam com licença de construção na melhor área de Lisboa.”
Eu disse experiente, não “mediático”.
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o “legislador” é um batalhão de “foncionários” (mal) licenciados em Direito e pagos por “nós-outros”. Fazem parte daquele grupelho ao qual o incrível “governo” e o xeffe do mesmo não querem tirar 20 a 30% do “vencimento” (esta palavra faz-me vomitar) como deviam para ajudar a resolver o défice…
Este batalhão de “estronsos” faz-nos a vida num inferno, com “chispes”, protecções, cintos nos carros, cadeirinhas, banquinhos, enfim uma série de merdas para complicar o nosso dia-a-dia e sacar dinheiro para fora dos npssps bolsos. Normalmente o peiésse alinha com este batalhão a 100%!
Não era má ideia correr com os cabrões!
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#45
Você é que não percebe nada. A nossa amiga Lolita tirou também engenharia por fax….vai daí…cada andar/piso tem um metro sendo os restantes 50 cm para as placas.
Estas Novas Oportunidades atacam por todos os lados.
Além do mais qual é a importância de ler andares e confundir com metros ou vice versa?
Habitue-se…..
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