Desabafos a propósito deste país pequeno e paroquial*
O abuso dos chips das matrículas
A forma como o Governo conduziu o tema da introdução de portagens nas Scut lembra aqueles condutores que, apesar de verem o muro pela frente, carregam no acelerador. Às vezes esborracham-se, outras vezes ensaiam travagens que os levam a entrar em derrapagem descontrolada.
O erro, é bom recordá-lo, vem desde o tempo de Cravinho e Guterres: apesar de se viverem tempos de “vacas gordas”, inventaram-se as Scut para permitir ao Estado encomendar auto-estradas sem ter de se preocupar com o seu pagamento imediato. O modelo só podia conduzir aonde conduziu: construíram-se estradas que ainda hoje estão subutilizadas (não todas), não se instalaram portagens, fizeram-se contratos com os privados em que todo o risco fica com o Estado, e a pouco e pouco a “renda” a pagar tornou-se incomportável.
Tudo isto foi dito inúmeras vezes, mas a teimosia de Sócrates nunca o deixou ver a realidade nua e crua dos números e dos factos. E quando começou a fazê-lo, as asneiras sucederam-se. Primeiro veio a tentativa de dividir as Scut entre as gratuitas e as que, afinal, podiam ser pagas. O exercício resultou numa mistificação total e na discriminação negativa das Scut do Norte Litoral. Depois chegou o famoso “dispositivo electrónico de matrícula”, o chip, que logo se percebeu que implicaria sempre, por via da sua obrigatoriedade, uma perda de privacidade por parte dos proprietários de veículos. Pelo caminho, houve ainda adiamentos, hesitações e uma enorme trapalhada legislativa.
Por fim, em desespero de causa face à morte anunciada dos chips, o Governo e o PS começaram a dar o dito por não dito e a acrescentar ainda mais confusão a um dossier que já não tinha por onde pegar. Felizmente, apesar de aparentes hesitações, o PSD não cedeu à chantagem de última hora e o modelo de chips consagrado na legislação até agora produzida morreu ontem no Parlamento. Só é pena que, devido ao autismo e à arrogância do executivo, cuja forma de actuar agrava a percepção de que trata o Estado como se fosse propriedade sua, nunca se incomodando quando este deixa de se comportar como um parceiro leal, se tenha chegado a uma situação para a qual não há saída fácil. Mas há saída.
O funeral de Saramago
Harold Pinter, o dramaturgo inglês que ganhou o Nobel da Literatura em 2005, morreu na véspera de Natal de 2008 e nenhum membro do Governo britânico foi ao seu funeral, a 31 de Dezembro desse ano. Nem qualquer representante da Coroa. Não passou pela cabeça de ninguém transformar isso num caso político.
Camilo José Cela, o Nobel da Literatura de 1989, morreu em Janeiro de 2002 e ao seu funeral, em Padron, na Galiza, compareceu o vice-presidente do Governo espanhol, o galego Mariano Rajoy, mas nem Aznar, nem Juan Carlos.
Albert Camus, Nobel da Literatura em 1957, morreu num desastre de automóvel em 1960 e quando foi a enterrar, em Lourmarin, foram os futebolistas do clube local que levaram o seu caixão. De Gaulle, Presidente da França, não estava presente.
Estes três exemplos mostram como tudo se passa com naturalidade nos países adultos quando desaparece uma figura maior das respectivas culturas. Estes três exemplos permitem perceber como só num país irremediavelmente provinciano e de um politicamente correcto sem limites teria sido possível que o tema da ausência do Presidente da República no funeral de José Saramago fosse objecto de uma polémica onde o mau gosto dos “donos da cultura” ultrapassou todos os limites. Poucas vezes estes polícias das consciências alheias, demasiado ocupados para irem eles próprios ao funeral, foram tão impositivos como na exigência de o Presidente aí representar “todos os portugueses”. Por mim, só desejo que José Saramago descanse em paz e que, sem o obstáculo do seu azedume político, seja possível no futuro apreciar melhor o melhor da sua obra.
Iliteracia matemática
Mais de um em cada quatro estudantes que entram no Instituto Superior Técnico não respondem certo sobre quanto é um meio mais um meio. Isto porque os alunos que chegam ao ensino superior estão “viciados no uso da calculadora”, têm cada vez mais dificuldade “na aplicação de conceitos básicos a novas situações” e revelam-se “infantilizados”. A reportagem do PÚBLICO não nos dava propriamente uma novidade, mas obriga-nos a pensar no que não pode continuar a ser uma fatalidade.
O problema já nem está em os alunos não saberem sequer fazer elementares contas de cabeça: está em assistirmos, sem revolta suficiente, à destruição de princípios elementares de exigência e responsabilização em quase todo o sistema educativo. E se não se pede às escolas que formem génios, exige-se-lhes que, no mínimo, se recordem que, como escreveu a Sociedade Portuguesa de Matemática, “dentro de alguns anos, estes alunos terão empregos de responsabilidade no desenvolvimento científico, tecnológico e económico do país”. Ora, as provas nacionais de 2010 estiveram de novo “longe de ter o grau de exigência (…) adequado”. A grande maioria das questões não saía da rotina e pouco se exigia em matéria de cálculo.
Não sendo nova a situação, como é possível que se repita anos após ano? Em primeiro lugar, porque a ideologia dominante no Ministério da Educação é a de que a aprendizagem é um processo lúdico, que não implica esforço. Mas também porque, como se referia na reportagem, temos um problema de “inteligência pública”: convivemos bem com esta degradação dos padrões do ensino e muitos até se sentem aliviados por as “taxas de sucesso” estarem a aumentar. O desastre a que levou a ideologia funesta reinante do sistema educativo nunca provocou o sobressalto público que devia ter provocado, até porque não falta quem continue a pensar que a Matemática é para os outros pois não passa de um mistério…
A mentira como forma de vida
Ainda custa a engolir toda a falsidade que rodeou o funcionamento da comissão de inquérito ao caso PT/TVI. Começa por ser extraordinário como o que devia ser o objecto do inquérito – a dimensão do envolvimento do Governo na operação de compra da TVI para alterar a sua linha editorial – foi transformado na caricatura de saber se o primeiro-ministro tinha ou não mentido no Parlamento. Em condições normais, e não de rábula política, tal tema não suscitaria sequer dúvidas: há muito que as notícias sobre o negócio eram públicas e é sabido que a obsessão controleira do primeiro-ministro nunca deixaria que essa operação fosse realizada sem o seu conhecimento. Afirmar o contrário é fingir que a verdade formal é diferente da verdade dos factos.
Quanto à questão central, esta tem uma resposta clara na declaração de voto de Pacheco Pereira: “Sim, houve participação governamental (em particular com origem no primeiro-ministro e executada por quadros do PS colocados em posições cimeiras em empresas em que o Estado tem qualquer forma de participação directa ou indirecta) numa tentativa de, em ano eleitoral, controlar vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a TVI”. Foi esta resposta clara que a comissão quis evitar a todo o custo.
Há meses que, desde o presidente do Supremo Tribunal de Justiça ao procurador-geral da República, passando pelo presidente da Comissão de Inquérito e pelo seu relator, se tenta evitar a conclusão que todos os portugueses tiraram. Porquê? Talvez porque exista em Portugal uma estranha e insalubre conjugação de interesses que conflui num só objectivo: ir sustentando o actual Governo, pelo menos até se perceber que destino dar a José Sócrates. Já ninguém verdadeiramente o respeita, muito menos acredita no que diz, todos sabem que a sua permanência em São Bento é uma questão de tempo, mas ninguém quer dar o primeiro passo. O Presidente da República porque quer ser reeleito. O líder do PSD porque quer escolher a melhor oportunidade. Os partidos da esquerda porque temem uma vitória da direita. O PS porque não sabe já o que quer.
Por tudo isso se manobrou para evitar uma conclusão taxativa da Comissão de Inquérito, por tudo isso se está a condenar o país a viver com um Governo em gestão – e em negação – por mais um ano. Cada ministro diz a sua coisa, muitos ainda nem compreenderam que o seu guião mudou, o chefe do Governo só vive apenas em função do seu minuto diário no telejornal. Cada acto legislativo é numa trapalhada apenas compreensível porque a arrogância levou a um autismo suicida.
Estivesse o país em melhor forma, e este adiamento seria suportável; no estado em que nos encontramos, corrói as suas escassas forças e mina a moral pública, criando padrões cada vez mais baixos, como os que derivam de se admitir que uma inverdade não é a mesma coisa que uma mentira.
Jornalista (www.twitter.com/jmf1957)
*Público, 25 de Junho de 2010

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É inaceitável e indesculpavel que os defensores dos Direitos Humanos, das Liberdades Civis e dos Direitos Individuais, matérias em que o Partido Socialista tem responsabilidades absolutas,
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estejam a ser cumplices, senão mesmo autores, destes totalitarismos ao pé dos quais hitler (gestapo), pides, kgb’s, stasi’s etc
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são meninos de côro em matéria de habituação a chips com a finalidade de instalarem a perseguição permanente, bufaria informatica e espionagens com camaras electronicas dos Cidadãos e Familias a pretexto de tretas, tangas, terrorismos jornalistico e discurso politicos para convencerem os mais vulneráveis de ‘terrores e fins do mundo’,
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estão a tentar começar a andar para fazerem a estrada até ao fim:
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-California considers turning car licence plates into ad space
Cash-strapped state of California is considering research that could lead to the use of electronic licence plates for advertising
http://www.guardian.co.uk/world/2010/jun/22/california-car-licence-plate-adverts
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-Google faces UK police probe over claims Streetview cars secretly recorded wi-fi details
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1288879/Google-faces-UK-police-probe-claims-Streetview-cars-secretly-recorded-Wi-Fi-details.html#ixzz0rs7KmzJF
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-Birmingham’s spy-cam scheme has had its cover blown
My campaign has helped expose ‘Project Champion’ for what it really is: ill-conceived, botched and potentially counterproductive
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/libertycentral/2010/jun/23/birmingham-spy-cam-scheme
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-48% See Government Today As A Threat to Individual Rights
http://www.rasmussenreports.com/public_content/politics/general_politics/june_2010/48_see_government_today_as_a_threat_to_individual_rights
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jmf
Por andavas em 24/4/74 ?
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Em nome da liberdade dos cidadãos exige-se a colocacão de “chips” nos politicos , especialmente aqueles que saem do largo do rato que tanto e tão mal têm feito a portugal e aos portugueses.
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Os socialistas como sempre são autenticas nódoas , que para além de não saberem fazer contas pensam que a riqueza cai do céu :
1º Quiseram fazer estradas , mas como não tinham nem pensavam vir a ter dinheiro , fizeram PPPs com clausulas leoninas para os privados , onde a estes lhes era garantido o lucro , quer as estradas fossem utilizadas ou não. Isto implica má gestão para não dizer fraude ou corrupção.
2º Eram SCUT , sem custos para o utilizador .Eram , eram …mas agora já não são .Era o socialismo mas agora já não é.
3º Agora só não paga quem mora nessas estradas , as ditas excepções socialistas que levam certamente á corrupção e compadrio .
Como em tudo onde se mete o socialismo corrompe e degrada e como sempre acaba mal .
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O funeral de Saramago. Tem que dar desconto a duas situações: 1º o parolismo nacional do qual os portugueses não se livram, mesmo aqueles que já foram mais de 3 vezes a Paris ao teatro. Em Portugal já vale tudo, e mesmo aqueles que pensam que são alguem teem debitado os maiores disparates, como o colunista do Expresso Fernando Madrinha fez hoje, dizendo uma coisa e o seu contrario.
2º os que andam a querer capitalizar politicamente como o BE, atraves de, entre outros, o engraçadissimo Daniel Oliveira que ressuscita o assunto no Expresso de hoje, depois de já não falar disso há 5 dias no Arrastão. Mas a culpa aí é do Balsemão que o deixa disparatar à vontade todas as semanas no jornal dele.
A mentira como forma de vida: Tres personagens com importancia neste país, o Presidente do Supremo Tribunal, o Procurador Geral da Republica, e o Presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquerito, mas que já foi Presidente do Parlamento e de um Governo Regional, contribuiram pessoal e objectivamente para obstaculizar a Justiça, ao não permitirem pele sua acção directa e pessoal que se descobrisse a Verdade. No caso de Noronha do Nascimento, ainda mais grave, porque mandou destruir as provas.
Ficamos a saber que o que é importante para estas 3 pessoas são formalismos muito discutiveis como se viu pelas diverdas opiniões tornadas publicas, mas não a descoberta da Verdade, ou o bom funcionamento da Justiça. O importante para eles é o encobrimento de situações muito pouco claras envolvendo o 1º ministro de Portugal, e isso deve-nos deixar muito apreesivos a todos.
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O azedume religioso do Cerejeira ainda não me permite ajoelhar e bater no peito e dizer amén com o coro de sacristia que continua a dar música em Portugal. E já se passaram tantos anos…
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INRI/Piscoiso:
Era bem melhor que continuasses a usar aquele avatar do capacete branco com pensos higiénicos na boca.
É que era muito mais fácil saltar esses comentários sem ler, já havia um automatismo visual. Agora sou forçado a ler o nome, às vezes engano-me e piso a caca de cão, o que me deixa muito irritado.
Faz-me esse favor, está bem?
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Ficas irritadinho ?
Já é bom !
As melhoras….do teu capacete !
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Tretas de pequenos e paroquianos.
A matrícula identifica a viatura e não quem a conduz.
Pode identificar o proprietário, que é para isso que serve a matrícula.
A matrícula, com ou sem chip, é do carro e não do proprietário.
O carro pode mudar de proprietário, mas não de matrícula, ou chip.
Os direitos humanos não abrangem os carros.
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O caso chip (não deverá ser exclusivo na matricula a longo prazo) não irá ficar por aqui,uma agenda poderosa faz pressão e aflitinhos comprometidos até ao pescoço até se roem para a fazer rolar,como tal pode ter sido abrandada por agora,mas acredito que novas investidas virão, mas nem existe necessidade de aplaudir quem contra tal bandalhice hipócrita se insurgiu,bom censo por enquanto ainda não merece aplauso,ou pelo menos não deveria,ou seria isto um hino á imbecilidade.
O funeral de Saramago e todo o aparato que se gerou em torno do dito, é no mínimo delicioso,tops de vendas sempre saudaram os mortos,repentinos desejos de relembrar a obra de defuntos surgem,não de verdadeiro interesse,mas por “exibicionismo bacoco”,embora não primasse pela simpatia a tal figura e não tivesse muitos pontos de concórdia com o dito,acho uma enorme falta de respeito pelo dito o aproveitamento da sua morte para distracções politicas e mediáticas,congratular a obra de alguém somente na altura da morte é de loucos.
A iliteracia na Matemática,e em quase todas as áreas da educação,são no mínimo chocantes,doí o pensar nelas e o futuro de esterco a que este país se entrega,mas as maiores vítimas serão as vitimas do facilitismo.
Quanto ao ultimo tópico,e tal como outros processos de igual envergadura,já tresandam a podre,já tresandam no mediatismo que recebem,nas repetições exaustivas que findam com um repentino esquecimento e filtragem,como tal pouco interesse remeto a tal processo,a outro no meio de tanta cretinice a olhos vistos.
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#9,
às vezes ‘mandas uma para a caixa’ mas desta mais que chaparro, és mesmo nabo chapado. Ou então julgas que os outros são otários. Vêem mais a dormir que tu acordado.
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“11.
Vai chamar nomes à tua mãezinha, que te deu às escuras, quando devia ter dado à luz.
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Quem vive à margem da lei, a facilidade de identificação da viatura que conduz pode estragar-lhe o “negócio”.
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até têm um chispe que é ministro
diria o ‘pis sem coiso’
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Não se exalte, deixe lá as mãezinhas e as teorias de partos em paz.
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Ora explique lá porque são precisos chips para pagar portagens sem portageiros ? Não são precisos para nada. Meter o chip para o que é absolutamente desnecessário traz àgua no bico. Percebeu porque sugeri que era nabo em vez de chaparro ?
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As portagens são o pretexto. Porém este novo mais impostos que querem meter à pressão são outra conversa. Qual a legitimidade ? Duplicação fiscal se já se paga para as estradas em imposto rodoviàrio e combustiveis ?
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No geral é a Governança a promover mais Desemprego e Encerramentos de Empresas donde menos receita fiscal e mais despesa social. Ou no limite uma ditadura para cima disto tudo fabricada ingenuamente pela (des)elite masoquista atirada para o palco.
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La crisis en Europa EL VERANO DEL MALESTAR
Italia se rebela contra el ajuste fiscal
El sindicato mayoritario encabeza una huelga general ante la política de Berlusconi
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Italia/rebela/ajuste/fiscal/elpepiint/20100626elpepiint_2/Tes
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Dominated to death in a ‘dungeon’: Body of motor racing boss found after session with S&M torturer
http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1289216/Racing-boss-Robin-Mortimer-dies-sadistic-sex-session-perverted-dominatrix.html#ixzz0ry50ytuN
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“exige-se a colocacão de “chips” nos politicos”
Apoiado. E que gravem todas as conversas.
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Temos um governo formado por ex-esquerdistas, pessoal que não foi à tropa e gente que nunca soube o que é trabalho!
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Permitam-me colocar umas questões,e quem me garante que o chip seria utilizado para “bons fins”,ou em beneficio da sociedade?E mesmo que hipoteticamente o fosse,quem me garante que não poderia ser usado ilicitamente em algumas situações? Iriam todos,refiro mesmo TODOS ser abrangidos por tais medidas?Ou somente alguns?
Quem remete o papel de Deus ao Estado como instituição perfeita e exemplar? Sê-lo-á? Terá o estado o direito de delimitar a privacidade/controlar a população quando todos os dias se nota que a justiça é mal empregue,mesmo nos casos á prióri óbvios?
E uma ultima questão, todas estas “brincadeiras” não criam a dependência da população no mesmo,o que consequentemente nada positivo trará?
Lentamente o Estado vai querendo á força adquirir o papel de paizinho totalitário e mais escandalosamente,de Deus,haja vergonha na cara,ao menos a pouca que resta,se é que ainda existe.
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Qualquer chip ou computador pode ser discretamente à distância ser reprogramado ou programado para o que se quiser. A informática tem sérias limitações e riscos altissimos.
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Se falarem em chips nas viaturas do Estado para fiscalizar rigorosamente se são usadas em trabalho, para passeio ou fins particulares TALVEZ merecesse abordagem já que tanto falam em reduzir as despesas do Estado e os abusos com o dinheiro dos contribuintes.
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Disparate, seu Crítico.
Se não for o estado serão os privados a fazer vigilância, colocando chips em seu carro sem que vc dê por isso, se houver colisão de interesses.
No telele já tem chip que o identifica e leva-o no bolso, coisa que não faz com o carro.
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#9,
duas ou três linhas do mais simples que há na programação do software faz instantaneamente o cruzamento matricula/proprietário/morada etc.
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#20,
essa é outra que atenta contra a Liberdade do Cidadão, metida em conivência com a politica. Mais grave, no contrato que o Cidadão faz com a Empresa de Comunicações Móveis é-lhe ocultado os riscos pessoais que a utilização mesmo envolve para o cliente. É absolutamente ilegal. Mas tanta ‘defesa do Consumidor’, tanto ‘defensor dos eleitores’, tando ‘paladino das liberdades e dos direitos da privacidade dos Cidadãos’ e …….. tretas, tangas e vigarices.
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Olha… lembram como é que o Savimbi foi “caçado” pelo MPLA ?
Estava a falar pelo telele e os americanos informaram o MPLA do sitio exacto onde ele estava…., depois, bem, depois foi só fazer tiro aos patos !
Lá se foi a privacidade………!
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#20
Caro Anónimo,Critico e não Crítico,em primeiro lugar porque existia cá um nick de Crítico e não pretendo usar nicks já em uso com as suas possíveis confusões,e em segundo o meu nick faz alusão ao verbo criticar na primeira pessoa do singular do presente do indicativo,mas é sempre bom estar constantemente a ler o reparo a esse não erro hehehe.
E quem cria o contexto para a proliferação destes “incidentes” que o chip hipoteticamente iria colmatar?(se fossemos crentes claro)E volto a perguntar,se existisse uma área da educação no mínimo decente,um não constante abalroamento da instituição da família e de pilares ditos essenciais á organização e progresso da sociedade,incutidos valores,uma justiça que de facto funcionasse e o saliente não a compadrios e sim á transparência tem a certeza que seriam necessárias tantos remendos?Eu nem considero isto um remendo,mas uma enorme tentativa de controle da população,com agenda por detrás que advém dos erros e da pulhice dos mesmos,vamos recompensar o bandido abdicando de direitos (muito apregoados nas ladainhas e demagogias baratas da Democracia)em prol de erros alheios?Eu não abdico dos meus.
Existe uma coisa chamada livre arbítrio,como tal quem estiver consciente da situação e perceber o contexto sabe ripostar,agora quem é vitima desta deseducação é apanhada pela maré de pulhice sabendo que é vitima,mas não sabendo apontar o dedo e ver por detrás do obvio.
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(continuação do 23)
(…)esta praticamente enredada no contexto em que foi colocada.
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“23.
Você já reparou que o telemóvel com o chip identificador existe em qualquer país do mundo.
Você está a falar de que planeta?
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Em “números redondos” existem, em Portugal, 6 milhões de veículos – dos quais apenas 2 milhões aderiram à Via-Verde.
Ora, o que está em causa no caso do ‘chip’ é o equivalente a obrigar os 4 milhões restantes a tê-la.
Acresce a isso a quase obrigatoriedade de uma conta bancária (que ninguém pode ser obrigado a ter), além do caso das matrículas estrangeiras (que suscitaram um exercício de criatividade verdadeiramente anedótico, com pré-pagamentos, cauções, etc – sem pés nem cabeça).
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#25
Caro Anónimo,desculpe-me,mas sabe a diferença entre livre arbítrio e obrigação correcto?Se sim não percebo qual o seu ponto.
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O chip na matrícula não obriga ninguém a andar nas auto-estradas
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Tal como o chip no telemóvel não o briga a fazer chamadas.
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Pára tudo! Isto é mesmo grave: o gajo passou-se…
http://lishbuna.blogspot.com/2010/06/pronto-e-oficial-o-ze-passou-se-de-vez.html
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Ainda o problema das portagens de carros com matrícula estrangeira:
Nas autoestradas da Áustria (e segundo me diz quem já lá esteve recentemente), os estrangeiros compram um selo para n dias, e podem andar à vontade durante esse período, sem limites.
Aqui, querem fazer um aluguer do ‘chip’ (com caução, pré-carregamento, etc.), sendo depois as portagens pagas caso-a-caso, abatendo o seu valor no crédito.
Se alguém acredita que isso vai funcionar, diga – eu aposto um almoço de lagosta em como não passa de fantasias.
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#28
Caro Anónimo,recapitulando,o Estado recebe dos contribuintes para a criação de auto-estradas (diria mais endividava o país)para que quem as, pudesse usufruir tivesse de ceder os seus direitos de privacidade,é isto? Mas,e com todo o respeito, se pensa que este interesse súbito em tal acaba por aqui é ingénuo.
Começa o chip na matricula,até ir avançando,sempre com a legitimidade do passo anterior, é isso?
Não será uma obrigação dissimulada para quem se vê na necessidade de passar por denominados trajectos para subsistência?Na ausência de alternativas …
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O seu telemóvel não funciona?
Fazer uma chamada, ou passar por uma via-verde é equivalente.
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Tanta lengalenga, por um assunto que não vale um “chip”
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Na verdade o chip da via-verde não tem de estar na matrícula.
Tem andado no pára-brisas. Só o compra quem gosta de auto-estradas.
Acontece que os camionistas que andam por diferentes países, têm de comprar outros chips para as vias-verdes dos outros países.
Às tantas têm o pára-brisas cobertos de chips.
Ora ideia é haver um único chip para cobrir essa merda toda.
Não querem na matrícula? OK pode ser num telemóvel ou numa calculadora.
Ou numa esferográfica.
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#33
Caro Anónimo,pendurou-se a uma âncora e não a larga,nada equivalente de todo,o chip remete-nos para uma panóplia de áreas totalmente distintas roçando a ausência de livre arbítrio.
O caso dos telemóveis,não se encontra á priori nas mãos do Estado,se enveredarmos por tal via,qualquer serviço a que se adere,na sua lógica é equivalente ao chip,uma falácia.
Deixe colocar-lhe uma questão,de certo deixaria que descortinassem e guardassem dados e informações respectivas ao senhor (com fins ambíguos),e que como justificativa utilizariam o argumento de já,noutra perspectiva o haverem feito,é isto?
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#36.
Aparentemente o seu problema é admitir a ausência do livre arbítrio por meios electrónicos utilizados por privados, que não admite pelo estado.
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#37
Caro Anónimo,mas ainda com a âncora?Eu estou plenamente a borrifar-me se é estatal ou privada,a “merda” é a mesma,mas com diferentes cheiros,agora se for privado só indirectamente (ou não,o mais certo) chega a agendas,o que borra a pintura é bastantes empresas (multinacionais) terem grandes ligações a grupos externos,tal como estados,creio que ainda esta a ver a migalha,em vez de observar o pão.
O problema é quando os dados deixam de ser somente usados para fins contabilísticos e técnicos empresarialmente para cobrir outras agendas,ai sim reside o problema,e se a nível privado tiverem esse fim,a “merda” de facto tem cheiros semelhantes.
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29.Anónimo disse
26 Junho, 2010 às 7:12 pm
Tal como o chip no telemóvel não o briga a fazer chamadas.
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Mas a boca, Anónimo, compele-o a dizer baboseiras . . .
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Quando alguém que morreu e foi sepultado é criticado, costuma dizer-se que o visado deverá estar a dar voltas no túmulo.
Será que as cinzas, também dão voltas, ou só volta e meia?
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A Licas não é aquela estrela gay do pornotube?
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quem sou eu mas, o problema, para mim, põe-se da seguinte forma:
– sou pelo princípio de que quem utiliza deve pagar, com a possibilidade de uma isenção quando não haja alternativa ou que a região necessite duma política de combate à desertificação.
– sou por príncípio contra toda a espécie de contrôle através de chips e cartões únicos e aqui não vejo excepção possível… o cartão único já existe, e vou adiar o mais que puder a passagem do cartão de identidade a essa aberração, e não se viu muita gente a contestar tal “púgresso”; a via verde é uma escolha individual a que nunca aderi, porque sempre evitei modos de vida que pudessem fazer-me optar por tais “púgressos”… não se trata de paranoia, mas, sim, de um princípio de liberdades individuais e não me venham com a máxima do quem não deve não teme… não tenho nada a esconder, mas também não devo ter nada a mostrar; certo é que, como já foi dito, andamos todos com um chip nos telemóveis, mas como faço um uso limitado do objecto, apenas está ligado o mínimo necessário, não me rendo à escravidão a telemóveis.
– parece que as contas públicas não se padecem com um recrutamento importante para cobrar tais pagamentos, portanto, a coisa ter se ser vista tendo em conta este aspecto.
conclusão: não absoluto ao chip nas matrículas mas, e qualquer pagamento, que se faça em pré-pagamento ou via verde, mas, quem não quer pagar, que procure as alternativas… leva mais tempo, as estradas não são boas… que se lixem, andaram a dormir na forma e não viram que, políticas do alcatrão de primeira, não deveria excluir a manutenção de estradas nacionais e vias ferreas… só acordam quando têm de pôr a mão ao bolso, como por tudo!… enquanto não acordarem para a cidadania, este país não sairá da cepa torta, porque não se pode esperar que os nossos governos, alimentados por políticos de meia tigela com a rotatividade que tem permitido a limitada alternância partidária… resolvam da melhor forma, no interesse dos cidadãos e não das agendas políticas dos partidos e lobis (não sei se já está no dicionário, mas já vai aportuguesado)…
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lá carreguei no botão antes de ler, não está perfeito, mas deve perceber-se o que quero dizer, e nem acabei a última frase “…resolvam da melhor forma, no interesse dos cidadãos e não das agendas políticas dos partidos e lobis (não sei se já está no dicionário, mas já vai aportuguesado)…” todos os problemas que a sociedade e a economia vão exigindo com as suas evoluções!…
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em relação a Saramago, nem tanto ao mar nem tanto à terra… houve algum exagero nas transmissões em directo de cerimónias fúnebres… mas olhando para todos os outros exageros de directos, de cerimónias de Fátima e vuvuzelas de mundias, até talvez tenha algum aspecto positivo, talvez que, alguns portugueses, passem a dedicar mais algum tempo à leitura, em vez de se encarcarem as vistas com jogos de balão e com doses cavalares de celebrações religiosas, que não os tornam melhores…
o presidente não foi à cerimónia… só fez isso por duas razões: para não acumular mais animosidade por parte da ala mais à direita da direita… e porque não só não é o presidente de todos os portugueses, como só lá está para servir os seus interesses pessoais e as agendas políticas do PSD quando lhe sejam favoráveis…
e mais, em relação aos escritores citados como não tendo sido contemplados com a presença de presidentes aos seus funerais, o caso de Camus é um bom exemplo para reflectirmos sobre a questão que levanta. se não sabe, devia saber, que já tinham sido atribuídos “nobéis” da literatura a 8 escritores franceses antes de Camus e mais 5 depois, o que é uma excepção por cá, é coisa frequente em França…
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O que me faz espécie, é atacar-se um defunto que não tem a possibilidade de se defender.
Ainda antes do Nobel comprei o Memorial do Convento, que nem li todo, por não me agradar o estilo.
Tal como filmes de Manoel de Oliveira, que vejo só um pedaço.
Mas isso é o meu gosto pessoal e é-me fácil admitir que esses autores sejam génios ou outra coisa qualquer, galardoados com os maiores prémios.
Dizer mal dum morto, não é só questão de mau gosto, é de cobarde.
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Piscoiso tem toda a razão: O tal Saramago disse mal de Hitler . . .
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44.e-ko disse
27 Junho, 2010 às 2:33 pm
talvez que, alguns portugueses, passem a dedicar mais algum tempo à leitura, em vez de se encarcarem as vistas com jogos de balão e com doses cavalares de celebrações religiosas, que não os tornam melhores…
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Diz muito bm : ralvez os Portugueses passem (não passe como diz) a dedicar mais algum tempo à leitura da Bíblia tão asquerosamente tratada pelo Stalinista Saramago, qye vai com certeza torná-los melhoreso
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Corrijo : talvez
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41.Tube disse
27 Junho, 2010 às 5:28 am
A Licas não é aquela estrela gay do pornotube?
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O Ribe não é aquele de * eacape livre * a quem todos lhe vão lhe ao cu, e agora, por falta de aderentes, faz publicidade no Blasfémias?
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Calma! o chip è noruegues e chegou a Portugal directamente ao
Ministerio das Obras Publicas, que bela sorte uns vendedores de chips, encontram um potencial comprador.
Vai dai um acessor atento teve acesso à documentação e logo pensou, vou fundar a Q-Free Portuguesa, tenho acesso a todas as ideias de chips, neste ministerio, quando sair, em breve vou
começar a mover o meu marketing!
Mas isto não è um bocado sujo? saair das obras publicas e tornar-me fornecedor do Jamais ou do secretario de estado?
que se lixem tenho que safar o meu, vou è ver quem me financia!
E assim temos a estoria dos cheeps que os portugueses vão engolir! O secretario de estado até já disse que não havai etica furada!
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Esse sr,SOCRATES está bem acompanhado de gente que quer cada vez mais desemprego o caso do despedimento de 112 familias do casino estoril em que o ministério do trabalho não investigou os inspectores viram as fraudes e nada fizeram na providencia cautelar juiz que contra-diz o que disse esse sr. quer mais companhia que esta que tem. Tem que dar musica para outro lado já chega de prejucicar o país e as pessoas .
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“Tal como filmes de Manoel de Oliveira, que vejo só um pedaço.”
Não gosta e continua a ver? Insiste em provar pedaços, porque espera que saia um com sabor diferente? É isso?
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