Há dias assim
Uma pessoa passa assim o fim de semana Na segunda-feira enfia-se na Hemeroteca Municipal que talvez por causa da interactividade, das sinergias, das dinâmicas, dos planos de pormenor, do fazer cultura etc etc está assim neste estado. Saio de lá e percebo que a ministra da Cultura arranjou uma nova estratégia política: anuncia medidas que depois não implementa, concluindo que tal representa um sucesso e um combate do seu ministério. Hoje de manhã estava fascinada com esta estratégia defendida pelo dr. Soares que a par do anúncio da ministra Canavilhas sobre a rede de motores da economia local que é economia cultural me trazia mais azamboada que o telhado de zinco da Hemeroteca e eis que descubro que Juros da dívida portuguesa a subir com corte do rating.
Face a isto tenho de reconhecer que o único sinal de sanidade que avistei nestas horas foi o deste rapaz:

Opinião
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
Os banqueiros anarquistas
É certo que quando Joe Berardo clama que o Governo deve “nacionalizar tudo e começar tudo de novo” estará provavelmente a pensar na “nacionalização” das suas próprias dívidas, pondo os contribuintes a pagá-las (como já fazem com a guarda e manutenção da sua colecção de arte no CCB); e que quando Belmiro de Azevedo declara que “quando o povo tem fome, tem direito a roubar” não está exactamente a prometer que irá retirar as câmaras de vigilância dos supermercados Continente. O rabo de fora da solução de Berardo para a crise, juntamente com uma ideia sobre a que crise se refere, está na frase: “Portugal está completamente endividado, ao nível do Governo (…) e dos privados”; já a crise de Belmiro é outra (e a mesma), a do aumento dos impostos. Para Berardo, “estamos a brincar com o lume”; para Belmiro, é o Governo quem “está a brincar com o fogo”. Dir-se-ia que têm ambos uma caixa de fósforos na mão. Não têm. É fogo de vista. Dê-se-lhes o que querem e logo, por milagre, desaparecerão o “problema dramático” da economia portuguesa (Berardo) e o risco de “consequências sociais graves” (Belmiro).
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1.lica disse
13 Julho, 2010 às 12:13 pm
Tem que aprender a fazer uma hiperligação como Helena Matos faz.
Peça um subsídio.
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SUBSIDIOS ÀS ARTES EM AUSTERIDADE = 20.850.000 €
Programas de Apoio Financeiro [montantes disponíveis]
http://www.dgartes.pt/contents.php?month=7&year=2010§ionID=27§ionParentID=&lang=pt
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Gosto de ver é a reacção dela…nem sei que dizer, a não ser que traduz um “eterno feminino” que não consigo explicar mas que me agrada ver. Apetece-me fazer de italiano e comentar: belissimo!
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“”Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas quadradas!””
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De Espanha a Portugal, vai bem mais que um TGV.
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Se em vez de entrevistadora namorasse e beijasse a mulher da limpeza, tinha mais piada.
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Qual a diferença entre uma dissolução e uma solução?
Uma dissolução seria meter um político num tanque de ácido para que se dissolva. Uma solução seria metê-los a todos.
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A Ficht sobre o corte da Moody’s ou como o mundo das agências de rating se aproxima muito do trabalho dos árbitros:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=434513
Há qualquer coisa de subjectivo cujas consequências podem traduzir-se no colapso económico de um país ou no inverso.
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O mundo é composto de mudança:
http://lishbuna.blogspot.com/2010/07/e-parece-que-o-mundo-continua-mudar.html
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fado alexandrino disse
13 Julho, 2010 às 12:24 pm
1.lica disse
13 Julho, 2010 às 12:13 pm
Tem que aprender a fazer uma hiperligação como Helena Matos faz.
Peça um subsídio.
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não meto porque os alexandrinos não sabem usar isso
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A Ministra da Cultura (a qual não vale a pena saber o nome) diz uma merda qualquer e depois vai para a televisão dizer outra.
Segundo se viu foi muito aplaudida pelos seus subsidiados.
Se eu também vivesse à pala de (uma mulher) também a aplaudia.
Era até capaz de lhe pagar um copo num sítio que ela quisesse.
Mas isso não me fazia mais cultural.
Na minha família quero dizer.
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Aqui para nós até lhe dava um chocho como o futebolista.
Se ela valesse a pena claro.
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11.lica disse
13 Julho, 2010 às 3:17 pm
Que marota, até parece a Carbonero.
Não sabe meter, dou lições se tiver até 39 anos.
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Para mim, foi o momento mais bonito deste mundial!
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Caro Romão,
Se há algo (do ponto de vista dos nossos credores) que se pode acusar a Moody’s é do atraso com que efectua o ajuste da sua notação relativamente ao risco da dívida soberana portuguesa.
Há 12 (doze!) anos que não a alterava (ver, por exemplo, aqui).
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