Em complemento
25 Julho, 2010
às razões atendíveis expostas pelo JCD chamo a atenção para que alguns funcionários nem sequer com justa causa podem ser despedidos. A greve do 400 funcionários da AE este prendeu-se exactamente com esse detalhe: os funcionários da AR cujo vencimento já goza dum suplemento muito significativo em relação aos outros funcionários públicos fizeram greve porque querem ter estatuto de nomeados e não contratados. Porquê? Ler aqui. Digamos que os funcionários administrativos dos orgão de soberania pretendem ter o mesmo estatuto que aqueles que ocupam esses cargos.
8 comentários
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Esta gente da AR, não sendo bem uma «corporação»,
são bem uma «corporaçãozinha».
Porque se o regime permitiu o triunfo das «Corporações» (Saúde, Ensino, Justiça; Militar…),
desenvolveu entretanto outra:
a novíssima e mais prendada das «corporações».
A da classe político/partidária.
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Já alguém pensou porque é que há funcionários que têm estatuto de nomeados? Parece-me que daí será fácil perceber porque é que os funcionários da AR devem ter o mesmo estatuto. Pergunto-me se não andamos a brincar com coisas sérias e a tentar fazer poupanças que vão sair muito caras. A quem interessa a fragilização do aparelho de estado?
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Seria interessante saber quanto recebem do Estado, seja a que titulo for, aqueles que nos jornais, tv’s e blogs defendem o despedimento de funcionários públicos ou a redução do seu salário. Seguramente mais que a maioria dos que trabalham na função pública…
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Esses talvez recebam mais do que o comum dos funcionários, mas também não se livram de levar um pontapé no traseiro quando isto der a volta.
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“Digamos que os funcionários administrativos dos orgão de soberania pretendem ter o mesmo estatuto que aqueles que ocupam esses cargos.”
Desde quando os membros dos orgãos de soberania têm o estatuto de nomeado (bem, imagino que os juízes tenham, mas não os deputados)
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5 – Licas: não percebo minimamente a lógica do que você está dizendo
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E, de qualquer forma, penso que os “nomeados” também podem ser despedidos (ou “exonerados”) se haver uma justa causa.
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Nenhum partido ou sindicato tem a coragem de denunciar o escândalo dos vencimentos dos funcionários da Assembleia da República.
Embora isso seja habitualmente escamoteado, a verdade é que eles ganham mais 80% do que os restantes trabalhadores da Função Pública sem que se vislumbre fundamento para tal facto.
A coisa vem do tempo em que a AR funcionava pela noite dentro, o que já não acontece há muitos anos. No entanto, a escandalosa regalia mantém-se, sem que ninguém ouse pôr-lhe termo.
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