Ser PS em Portugal é poder falar assim e não morrer com o ridículo
«Sócrates chamou-lhe o “príncipe da democracia”. Como é que o príncipe vê esta democracia?
Sócrates é muito meu amigo e eu tenho orgulho nessa amizade. Ele gosta muito de mim. Eu também gosto e admiro-o muito. E tenho muita pena que ele tenha sido tão mal tratado, tão agredido. Nunca nenhum primeiro-ministro foi tão agredido como ele e tão injustamente. Já o acusaram pelo menos de quatro coisas graves e ainda não provaram nenhuma. Mas continuam à procura. (…) A partir do momento em que já se provou que não há nada que prove a culpa dele, insistem. Porque ele é o verdadeiro inimigo dos partidos da oposição. Personaliza hoje o PS com uma força muito grande. Por outro lado, admiro-o por muitas razões, não só a resistência psíquica, clarividência, capacidade oratória, a de se deslocar. Ele é como Deus nosso Senhor, está em toda a parte. (…) Ele cansa um exército e quando vai a qualquer país ainda vai correr na rua. » Almeida Santos em entrevista ao Diário Económico ou o príncipe a falar de Deus na versão laico-socialista da coisa. Ser PS em Portugal não é só uma questão de exercício constante do culto da personalidade. É poder falar assim e não morrer com o ridículo.

Tal como Soares, este está evidentemente SENIL…
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Almeida Santos anda a ler os clássicos do marxismo e tudo isto é o resultado de uma certa “leninização”. veja-se a linguagem: não há algo de Lenine e Estaline no meio disto tudo? A infabilidade do líder, a sua omnipotência, as suas qualidades. Realmente, como é que pode ainda haver em Portugal gente que ainda tem lata de criticar o líder? Por mim, todos para o gulag, JÁ!
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“Já o acusaram pelo menos de quatro coisas graves e ainda não provaram nenhuma.”
Quais serão estas quatro coisas? E porque será que não se provou nenhuma delas do modo como este richelieu de pacotilha entende que se deveria provar, ou seja, em sede judicial?
A política para este salafrário é uma arte maquiavélica.
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Fui ver ao dicionário e salafrário não é o melhor adjectivo para o dito. Substituo por isso, por bigorrilha. Assim, sim: Almeida Santos, o bigorrilha.
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Infelizmente para vocês há muita, mas mesmo muita gente que pensa assim. Sócrates foi só o melhor primeiro ministro que Portugal já teve. Isso doi-lhes. Olham para as vossas cores e só vislumbram mediocres como Santana, Mendes, Menezes, Manuelas e agora até a esperança se revela confrangedora.
Estou a aguardar as respostas inteligentes de que sou “um assessor”, “um lacaio do malandro”,etc. Fracos argumentos que não invalidam nem deslustram a valia do homem, a capacidade de decisão, a resistência à calunia, ao cansaço. Lamento, mas aguentem-no mais algum tempo. O povo já se cansou deste tipo miserável de campanha.
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José S. Falhou em tudo. Foi o pior primeiro-ministro que já tivemos e a prova é o estado calamitoso da economia.
Quem acredita nas reformas que supostamente fez, também acredita no Pai Natal. Todas falhadas sem excepção. Mesmo a da Segurança Social.
Logo apresento os motivos.
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Este post é para guardar no topo dos posts, para quando esta animalaria grisalha voltar a abrir a boca, no dia em que o resto dos “romanos” pregarem o filho pródigo na cruz. Nesse dia, esse Deus e senhor dele, terá sido certamente uma das principais causas para a descrença dos fieis e para a queda do império. Este AS é das maiores bestas que passaram neste país, raramente tenho ouvido tanta estupidez junta cuspida por uma só boca.
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Almeida Santos é uma reles imitação dos salazaristas mais ferrenhos; desde esses tempos que não assistiamos a uma sabujice tão baixa para com o “chefe”. Envergonha qualquer socialista.
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Eu aposto que entre os que exigem que o senhor “inginheiro” seja condenado em tribunal para se verificar a real culpa são em grande parte os mesmos que no caso do futebol não precisam nada disso para condenar quem quer que seja.
Isto com a “vantagem” de no caso do futebol muitos processos terem ido a tribunal e saírem de lá os acusadores com blasfémias por parte dos juízes dizendo que se as provas são uma porcaria ou até de má-fé.
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#5 Jlcr
Só os que veem Sócrates como Almeida Santos, podem afirmar que ele é “o melhor 1º ministro que Portugal já teve”. E não fazem a coisa por menos.
Sócrates é mentiroso, manhoso, não responde no Parlamento às perguntas da oposição e os media nada dizem sobre o assunto, diz num dia um coisa e no dia seguinte o seu contrario com a mesma cara, no 1º governo fez um montão de asneiras que agora está a desfazer obrigado pela oposição, a mais recente é o estatuto do aluno, desde que é 1º ministro o desemprego DUPLICOU, escavacou a economia, e a bandeira principal do governo anterior, a reforma da Segurança Social, as poucas coisas boas que tem já vinham do governo anterior.
É preciso irm ao tempo da ditadura, para vermos um governo e um 1º ministro interferirem desta maneira ignobil no funcionamento dos media, indo ao ponto de mandar os seus homens de mão comprar uma estação de televisão que apenas à sexta-feira falava de coisas que ele não gostava. Não conseguiu comprar a TVI, mas calou as vozes incomodas.
Sócrates é incompetente, ignorante, inculto, tem um passado muito triste( licenciatura, projectos na Guarda, etc.) e porta-se como um chicoesperto à portuguesa. Acredito que o genero seja apreciado por um numero consideravel de portugueses, ou ele não teria ganho eleições, mesmo mentindo descaradamente. Mas se calhar por causa disso é que não saimos da cepa torta.
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Quando vejo comentários de pessoas que defendem cegamente o Socretino, esbofeteio-me a mim próprio e pergunto-me se é mesmo realidade ou se estarei a sonhar… Como é possível ter lata para tal?
Pior que o facciosismo desportivo só mesmo isto! Estas pessoas parecem que vivem num mundo aparte, ou então não percebem rigorosamente nada de política. Dizer que o engenheiro foi o melhor primeiro-ministro de Portugal é um perfeito atestado de incompetência.
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Para terminar,
Os governos de direita não sobrevivem porque as pessoas querem resultados a curto prazo, mas quando o país está mesmo mal não há milagres. Falta o voto de confiança que muitos eleitores não sabem dar. Deram-no, contudo, ao Socretino, numa altura em que nada indicava que a sua maneira de governar era a mais certa para tirar o país da crise. Resultado, agora estamos quase no fundo do poço, e o imbecil ainda tem a indignidade de vir com sorrisinhos e alegar que tem a consciência limpa que só trabalhou para o bem do país.
Mas mesmo assim, ainda há gente que tem sanidade mental suficiente para arguir que é sem dúvida o melhor PM que já tivemos.
Se tudo isto parecem conjecturas sem fundamento, é porque já não há paciência nem espaço para expor todos os seus erros.
Convido a assistirem o seguinte vídeo: http://vimeo.com/13369015
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Pois é. A democracia é mesmo isto. E a independência de pensar também. Permitam-me, sem insultos, sem paixões exacerbadas, continuar a pensar que JS foi só o melhor PM de Portugal até hoje. O não alinhar nos vossos ódios não me transforma em mais burro ou mais cego. Felizmente que ainda penso pela minha cabeça. Nem sempre estou certo, muitas vezes tenho dúvidas, mas vou formando-me deitando o olhar pelas mais diversas correntes de opinião. A abertura de espírito de que me arrogo, permite-me tirar a conclusão que JS é só o mais atacado, o mais vilipendiado, o mais caluniado, o que apanhou com uma crise internacional nunca vista depois de ter conseguido o milagre da redução do défice para 2,8. Querem fazer-nos crer que a situação actual é culpa dele, mas quem tem dois dedos de testa e não é faccioso sabe que não. Porf muito
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que vos doa. Lamento mas não me convencem com insultos. Só com ideias.
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#5 #13 #14
Toda a gente goza do direito de opinião. A sua opinião não é melhor, nem pior, do que as outras. É, apenas, uma opinião.
E é, certamente, uma opinião bastante independente do facto de o José Sócrates ser o secretário geral do PS. Isso mesmo se provará se nos disser em que partidos tem votado nas eleições legislativas, se nos disser quais foram os melhores primeiros ministros a seguir ao actual e se fizer uma apreciação breve sobre cada primeiro ministro desta democracia.
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#13 #14 Jlcr Eu não o insultei, portanto não venha com vitimizações tão ao gosto do seu querido lider.
Quando vem dizer que o homem é muito bom porque reduziu o deficie para 2,8% digo-lhe já que isso é mentira. Se esse defice fosse medido pelas regras do celebre defice de 6,83%, teria sido de cerca de 4%. Pode perguntar a qualquer economista competente.
Mas em relação a defices, Sócrates fez o milagre de ter, segundo ele e o PS, um defice de 5,9% em Agosto/Setembro de 2009, e em Outubro/Novembro, afinal já era de 9,3%. Em 2 meses é obra.
O Sr JLCR gosta de ser enganado. É problema seu. Eu conheço uma pessoa que dizia que se fosse corno, não queria saber, e que se soubesse não se importasse.
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JLCR,
“Sócrates foi só o melhor primeiro ministro que Portugal já teve.”
Para os boys amigos dele, talvez. Para os outros portugueses, veremos o que eles dirão nas próximas eleições.
Gostava de saber em que é que sustenta essa afirmação. Menos riqueza, mais dívida, mais impostos, menos serviços públicos, menos liberdade de imprensa, mais intervencionismo do Estado para colocação de boys (veja-se os casos BCP, PT, etc), menor credibilidade internacional (nunca se viu tanto apoio a ditadores – Santos, Chavez, Khadafi, …).
Ao fim de 6 anos, é irrelevante quem veio antes (até porque, desse ponto de vista, a principal herança é do Governo de Guterres, do qual Sócrates fez parte). Que resultados tem Sócrates para apresentar ao país? Qual é o nosso futuro? Continuar a emigrar ou ficar para pagar a enorme dívida que ele nos deixa?
Qual é a sua idade? 6 anos? Durão Barroso foi fraquinho mas não foi tão mau. Santana Lopes não metia metade das gaffes que este governo tem metido nos últimos 6 meses. Quem são estes “António Mendonça” e “Helena André” que fazem afirmações num dia e no dia seguinte vêm afirmar que essas afirmações são ridículas?
Quem é este Almeida Santos que dizia que era dificil fazer as listas para deputados do PS porque toda a gente queria ir para Lisboa porque ali era mais fácil dar umas facadinhas no casamento? Esta malta não passa de ESCUMALHA!
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“o milagre da redução do défice para 2,8”
Oh, o milagre do aumento de impostos, da desorçamentação e da contenção salarial – para chegar ao último ano de mandato e aumentar o défice para 9%, mesmo com desorçamentação!
Se isto é um milagre, venha daí o Diabo!
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De facto, e quando é que lhe erigem uma estátua tão grande como a do Querido Líder ?
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Podem defender ou atacar o Sócrates, dá igual pois são meras opiniões. Nas eleições, meus caríssimos amigos, nas eleições é que vamos ter a prova dos noves. O resto é paleio.
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“Cada vez que te encontrares do lado da maioria, é tempo de fazer uma pausa e reflectir.”
Mark Twain
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Bem visto, aí acima. Almeida Santos vem do salazarismo e por isso parece tão estranho, um bota-de-elástico em mau.
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O Sócrates não presta para nada! Um exemplo? A reforma da Funçao Pública. O PSD fez uma reforma a sério, ou seja, deixou tudo na mesma, com o SIADAP a ser aplicado a uns 20% dos funcionários, como deve ser. Depois veio este inginheiro e congelou-nos as progressões e, não contente, agora quase todos são avaliados por objectivos e, não contente, fez um novo esquema de carreira que vai implicar atingir o topo da carreira aos 104 anos de serviço! Queremos voltar ao bem bom antigo, que aos 40 anos de idade já se estava bem lá no alto, com um ordenado de 3.000 euros… mandem embora o inginheiro e devolvam-nos o que é nosso, incluindo a reforma aos 52 anos, para podermos ir trabalhar para a privada ou continuar a trabalhar no estado, mas a recibos verdes…
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Estamos a ser governados por atrasados mentais.
Se fosse competentes nós não estávamos na bancarrota como estamos.
Estou certo ou estou errado?
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Sócrates, foi sempre, desde que o vi discutir política com Santana Lopes numa tv, um grande demagogo. Se este aspecto não fosse já por si só, bastante deplorável, o facto de ser um mentiroso compulsivo ainda o torna um político mais abjecto.
Alguns dos socialistas honestos que conheço, sentem-se envergonhados pelas manigâncias e todo o tipo de tropelias que este chico-esperto utiliza para se manter no poleiro.
Toda a trupe que o acompanha, não tem um pingo de vergonha, tratam-no como um deus e não têm um rasgo de dignidade, apontando-lhe as pulhices que tem feito por este pobre país.
Pelo contrário, ajoelham-se como esse inenarrável Almeida Santos, explorador do povo africano, e discípulo mais bajulador do Sócretino.
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É perfeitamente hilariante e digno de debilidade mental o namoro desses gajos e a aceitação desse namoro como “normal” em democracia…
Quanto ao défice, lá vem a propaganda cheia de mentiras dos papagaios:
Sócrates teve três anos para baixar o défice para menos de 3%.
Manuela Ferreira Leite tinha TODOS OS ANOS de baixar o défice para menos de 3% depois do covarde Guterres ter fugido com o défie em 4,4%…apenas obtido em AGOSTO de 2002!
Isto é FACTOS HISTÓRICOS indesmentíveis.
Consta de todos os relatórios de todas as Instituições Internacionais.
Só mendigos do LRato ou beneficiários das migalhas xuxas ou ignorantes completos podem por isto em causa.
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Das consequências mais gravosas de permitirmos estar a ser desgovernados por gentalha da pior estirpe são deste tipo …
“Pergunto-me muitas vezes como é que é possível um professor não ter o controlo da sala de
aula. Como é que é possível? Se fosse eu… A minha experiência com crianças e na
qualidade de “professora” é diminuta e feita em circunstâncias muito especiais, de
maneira que me parece que se eu consigo, qualquer pessoa consegue!
Muito enganada. Há dias lia sobre uma professora de uma determinada escola de Lisboa que
desistiu de dar aulas quando um aluno se dirigiu a ela e espetou um murro com imensa
força contra o quadro, mesmo ao lado da sua cabeça. Nem de propósito, nesse mesmo dia
passei à porta dessa escola e vivi uma situação que me recordou a docente, a diferença é
que os murros foram dados no meu carro e eu estava dentro dele.
Os miúdos vinham descontraidamente no meio da estrada, com dois passeios vazios, de um
lado e do outro e eles calmamente, vagarosamente, e eu, de frente para eles, cautelosa
não fosse atropelar algum porque nenhum se desviava. Com o desafio nos olhos e a boca num
meio sorriso lá vinham eles na minha direcção e eu já com o carro completamente parado, à
espera que passassem de uma vez. Eram uma dezena, todos rapazes, alguns pequenotes, mas a
maioria enormes.
Eis que, quando passam começam a bater no capot e nos vidros, imediatamente apito-lhes e
começo a andar, com cautela para não os atropelar, mas o meu cérebro envia-me mensagens
diferentes: de um lado diz-me “calma, Bárbara, calma, eles são maiores do que tu mas são
menores, não atropeles nenhum”; do outro a indignação verbalizada com uns “estúpidos, não
têm educação, não merecem nada, não percebem nada, não se ajudam a si próprios e depois
espantam-se quando tomamos a parte pelo todo e chamam-nos racistas e sentem-se vítimas da
sociedade, idiotas”, ok, mentalmente também os mandei para uns sítios impróprios.
Mais à frente, um grupo de miúdas, com o mesmo desafio no rosto. Há uma que dança no meio
da estrada, virada de costas para o carro, rodopiando e rindo, outra que espeta a perna
em direcção ao veículo, desvio-me como posso, não lhes toco. “Anormais”, murmuro entre
dentes, com as janelas fechadas e um calor de morrer.
E voltei a lembrar-me da professora daquela escola, dos professores que aturam estes
miúdos diariamente. Dos que têm sorte ou jeito e conseguem estabelecer pontes com eles;
dos que passam mais de metade da aula a tentar sentá-los e acalmá-los, dos que têm
esperança de contribuir para a diferença, dos que já entregaram as armas e só querem que
o dia acabe, dos que também se passam e agridem os alunos. Tento pôr-me no lugar destes
professores, não consigo.
Em muitos destes casos, os professores perderam, a escola perdeu, a sociedade perdeu. Os
miúdos são os que mais perderam mas não sabem, nem querem saber. O que fazer com eles?
Bárbara Wong, jornalista do Público
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«Almeida Santos comparou José Sócrates a Nosso Senhor, em entrevista ao Diário Económico: «Ele é como Deus, está em toda a parte». O ex-presidente da Assembleia da República enunciou ainda outros atributos divinos do P.M., como, por exemplo, a resistência psíquica, a capacidade oratória, a clarividência e a facilidade em se deslocar. Evidencia-se neste último ponto alguma contradição: se Deus está em toda a parte, não precisa de se deslocar. Mas não pretendo entrar em controvérsias teológicas. Alguns ímpios, nada conhecendo dos mistérios da fé, chegam a afirmar que Almeida Santos está senil, cheché, esclerosado.
Sócrates pode estar repleto de defeitos e fraquezas, como os habitantes do Olimpo, ou ser um demiurgo incompetente e perverso, à maneira gnóstica. Não é certamente uma entidade divina como os cristãos a Vêem: defendeu a IVG, o casamento homossexual, e aparece todos os dias na televisão.»
http://www.mindjacking.wordpress.com
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Os “frutos” do plano tecnológico da Educação socretino…
“Videojogos levam à alienação de adolescentes na escola
Estudo americano diz que consolas aumentam em 67% o risco de défice de atenção. Especialistas nacionais falam em vício. Nas férias há carta branca, mas sob vigilância dos pais.
A meio do ano lectivo passado, as notas de Física e de Matemática de quase metade da turma do 11.º ano do Liceu Francês, em Lisboa, começaram a descer, sem razão aparente. Mas os indícios de que algo de estranho se passava revelavam-se no comportamento diário nas aulas: pouca atenção, sonolência, falta de produtividade.
“Acabámos por decobrir que havia um grupo de rapazes que jogava em rede durante horas a fio, até de madrugada”, explica o professor e psicólogo Pedro Hubert, acrescentando: “A situação estava a ficar problemática, ao ponto de um deles, quando confrontado pela mãe sobre o excesso de horas a jogar, lhe atirar com o teclado.”
Aos riscos da utilização repetida dos videojogos no dia-a-dia, um estudo norte-americano, publicado na edição deste mês da revista Pediatrics, junta agora o défice de atenção e a hiperactividade, um problema que, em Portugal, afecta 50 mil adultos e crianças e é considerado pelos especialistas uma das principais causas para o insucesso escolar e a difícil integração social.
O estudo mostra que esta utilização abusiva faz subir para 67% o risco de a criança ou o adolescente vir a sofrer de défice de atenção e de hiperactividade. Na investigação participaram 1323 adolescentes, de 10 colégios dos vários estados norte-americanos, que foram acompanhados durante um ano. (…)
Ainda assim, os perigos existem. “Os grandes problemas têm a ver com a falta de produtividade, cansaço, falta de concentração”, sublinha Pedro Hubert, garantindo comprovar estes comportamentos no seu dia-a-dia como professor. “Quando estão a jogar, estão completamente desligados da realidade que os rodeia, e, ao contrário das aulas, aqui a necessidade de concentração é mínima, a tarefa é feita automaticamente. Quando chegam às aulas estão muito desconcentrados”, constata o psicólogo clínico.
“Muitas horas a jogar transtorna as crianças”, concorda Ana Vasconcelos. “Ficam completamente fora do mundo real e não é importante o que eles aprendem através dos jogos”.
Os especialistas alertam ainda para o risco de adição. “O que está em causa é a competição muito forte nestes jogos, que os torna muito atractivos e absorventes. Desempenham a função de alheamento, de evasão, de adrenalina, de acção, de euforia e de risco, que os miúdos adoram”, explica Pedro Hubert, que lida com muitos casos destes no consultório.
É aos pais que cabe impor regras e limites ao tempo que os filhos dedicam aos jogos. Nas férias, há carta branca, mas no regresso às aulas é preciso apertar a vigilância. Foi o que aconteceu com a turma do Liceu francês: “As notas da turma começaram de novo a subir porque houve um trabalho entre pais e professores.”
http://www.dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1626376
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#27
A educação faz-se em casa. A instrução na escola. Se a escola também pode educar? Pode, mas contra a casa e o governo, não.
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Especialistas reunidos em Espanha – Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência
defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro ‘Família e Escola: um espaço de
convivência’, dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
‘As crianças não encontram em casa a figura de autoridade’, que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
‘As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que
muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa’,
sublinhou.
Para Savater, os pais continuam ‘a não querer assumir qualquer
autoridade’, preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos
‘seja alegre’ e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel
disciplinador, ‘são os próprios pais e mães que não exerceram essa
autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os’, acusa..
‘O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar’,sublinha.
Há professores que são ‘vítimas nas mãos dos alunos’.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que ‘ao pagar uma
escola’ deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão ‘psicologicamente
esgotados’ e que se transformam ‘em autênticas vítimas nas mãos dos alunos’.
A liberdade, afirma, ‘exige uma componente de disciplina’ que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
‘A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara’, afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, ‘uma oportunidade e um privilégio’.
‘Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina’, frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial
perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais
indisciplinadas do que antes; o problema é que ‘têm menos respeito
pela autoridade dos mais velhos’.
‘Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de
ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia’, afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que ‘mais vale dar uma palmada, no momento certo’ do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de
privilégios e o alargamento dos deveres.
“O Homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos.
Eles sabem o que precisam saber. Nós não”…
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