As 27 perguntas e outras coisas mais*
Uma legião de socráticos, com destaque para membros do gabinete do próprio primeiro-ministro, têm vindo a exigir que todos os jornalistas que investigaram o caso Freeport se penalizem por o seu “deus” – desde a recente entrevista de Almeida Santos que o termo está consagrado – não ter sido acusado pelo Ministério Público. Como é habitual, misturam dois planos: o que é um comportamento onde não se detectou uma ilegalidade e o que é um comportamento correcto. A imprensa, quando escrutina actos públicos, não escrutina apenas o cumprimento de leis que os legisladores emaranharam num labirinto: escrutina também a lisura e a correcção dos comportamentos (foi o que fez, por exemplo, no caso da licenciatura pela Independente). E o que está no processo no Freeport continua a ter muito que se lhe diga.
Mas não só. Como este jornal noticiava ontem, os procuradores que dirigiram o processo no último ano e meio (é bom não esquecer que ele esteve “esquecido” e abandonado durante quatro anos) queriam ter feito 27 perguntas a José Sócrates cuja leitura, só por si, é esclarecedora das pesadas dúvidas que ficaram por esclarecer.
Por isso, ao contrário do que desejariam estes personagens, alguns deles bem sinistros e rancorosos, ninguém pedirá desculpas por ter feito o que era seu dever e muitos vão continuar a procurar respostas para aquelas e outras perguntas. Até porque não se esquecem que vivem num país onde a Justiça deu razão a Domingos Névoa.
*Público, 30 de Julho de 2010

Muito bem!
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Vira o disco e toca o mesmo…
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Mas jmf acha normal os procuradores não terem solicitado mais tempo para inquirir o Sócrates?
Acha normal as tais perguntas fazerem parte do despacho?
Será que o jmf não assistiu ao julgamento do Sócrates na praça pública?
Não assistiu aos risinhos e gestos da Guedes quando apresentava o Jornal de Sexta, melhor o Jornal do Freeport?
Mas se o processo continha tanta corrupção, a julgar pelas notícias que vinham assiduamente na imprensa, porque motivo apenas duas pessoas vão a julgamento?
Não será jmf que o processo Freeport teve alguns intervalos porque era interessante mantê-lo vivo e activo a té às “próximas” eleições legislativas?
O jmf não acha que este processo deixou de ser para apurar se houve ou não corrupção, para passar a ser um julgamento político, melhor de perseguição política?
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…
3.david almeida disse
31 Julho, 2010 às 12:38 am ~
«…não acha que este processo deixou de ser para apurar se houve ou não corrupção, para passar a ser um julgamento político, melhor de perseguição política?»
Seguramente, terá os dois objectivos, sendo que um julgamento político nunca deixará de ser.
tácito
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Se queriam fazer perguntas, porque não pediram a prorrogação do prazo? Estão a brincar connosco?
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Mais outra decisão polémica da Justiça:
Paquetes da Expo-98:
http://mentesdespertas.blogspot.com/2010/07/paquetes-da-expo-justica.html
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3.david almeida disse
31 Julho, 2010 às 12:38 am
Mas jmf acha normal os procuradores não terem solicitado mais tempo para inquirir o Sócrates?
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PARA ESTE UM PROCESSO CRIMINAL A UM P.S. CONSTATA APENAS PERSEGUIÇÃO
POLÍTICA . . .
VAMOS BONITOS, VAMOS . . .
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os procuradores sabem o q a casa (MP e leis do PS) gasta!
daí apenas poderem fazer isto! fazerem mais seria perder tempo e super-arriscado! fazer menos seria covardia.
note-se que o agente do MP Lopes da Mota teve uma pena leve para quem foi acusado de pressionar os seus colegas investigadores…
portanto, o melhor possível a fazer era isto.
lembremo-nos que as leis são feitas pelo PS + PSD para o PS+PSD! o resto é fantasia.
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Se os jornalistas lá na chafarica do pasquim do Belmiro demorassem 2 anos a fazer perguntas a um qq entrevistado iriam para a rua e com razão atendivel!
O “jornalista” que assina a “peça” no pasquim do Belmiro é assistente no processo, nada tendencioso portanto!
Maus jornalistas + Péssimos investigadores = CS & Justiça de merda.
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