Sócrates e o Freeport
Não existem muitos países no mundo em que o detentor máximo do poder político (o primeiro-ministro, o presidente, o rei, o que quiserem) tenha sido sujeito a um processo judicial e tenha sido condenado. Os poucos casos que existem geraram transformações políticas e transferências significativas de poder para novos actores políticos. É o caso do processo “Mãos Limpas”. Não existe nenhum sistema político que lide bem com processos judiciais ao topo do poder político. E não é por falta de casos suspeitos. Espanha, França, Itália tiveram recentemente casos em que os principais líderes políticos foram suspeitos de crimes graves. Os países que lidam melhor com este problema fazem julgamentos de impeachment num órgão político como o Senado (Brasil, EUA). Nos Estados Unidos um governador de um Estado pode facilmente ir parar à cadeia. Mas isso só acontece porque existem autoridades federais com poder para fazer uma investigação e um julgamento independentes.
As infindáveis declarações de Cândida Almeida e de Pinto Monteiro mostram claramente que uma eventual investigação ao Primeiro-Ministro não enfrenta apenas barreiras legais. Cândida Almeida e Pinto Monteiro reconhecem quem tem o poder e confessam frequentemente que nesse poder não se pode mexer. É por isso absurdo concluir que Sócrates foi ilibado no Processo Freeport. A hipótese de investigar Sócrates nunca foi seriamente considerada. Basta rever a entrevista de Cândida Almeida em Janeiro de 2009 onde se pré-anuncia o resultado do inquérito. Isto é assim em Portugal e é assim em quase todos os países do mundo, democráticos ou não.

Em Alcochete não se podia construir um cemitério, mas foi possível construir-se um grande empreendimento comercial!
E toda a gente acha isto normal…
A justiça há muito tempo foi raptada para proveito de determinados grupos sociais.
Em Portugal a justiça não é exercida através da soberania do povo.
Pagar impostos, para quê?
Para esta «justiça» que gasta milhões em processos mediaticamente espaventosos com resultados zero?
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E parece que ao rol deve ser acrescentado o Sr. Vice-PGR, segundo notícias recentes. O mesmo Vice para quem até se muda a lei para poder permanecer no cargo além do permitido.Ai que saudades dos tempos em que a lei era geral e abstracta…
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Em Itália houve e há investigações ao primeiro-ministro. Por causa delas é que a lei foi mudada e se pretende agora amordaçar a imprensa e media em geral. Por cá, já existe tal mordaça há muito.
Em França, o presidente é abertamente colocado em crise e o problema reside no sistema judicial que não permite que o MP seja autónomo e investigue livre e de modo independente. O Parquet francês ( o MP de lá) investiga em modo totalmente secreto, sem dar cavaco a ninguém ( excepto ao poder político de quem depende…)e se no fim dessa investigação preliminar concluir que há indícios de crime deve remeter os autos para um juiz de instrução que irá então proceder à investigação propriamente dita e com garantias de defesa. Como é fácil de perceber, se o Parquet concluir como por aqui concluiu o PGR em relação à responsabilidade do primeiro-ministro, que não há matéria criminal, não haverá investigação porque o juiz de instrução não tem poder de iniciativa processual ( como aliás acontece por aqui).
Em Espanha o problema coloca-se do mesmo modo.
Assim, pergunto: qual o melhor sistema? É o nosso desde que tenha um PGR independente e sério.
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“Num país em pequenino, respeitinho é que é preciso”…
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Mário Dias Gomes…
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Não me repugna a ideia de que um rei, um presidzie?ente, um PM, ou um qualquer chefão, seja um criminoso.
A questão é quem faz a Justiça.
O José?
O Miranda?
A Zazie?
O Fernandes?
A minha tia Justina?
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Caro João Miranda,
O seu post é de uma desonestidade mental gritante. A mensagem que dolosamente quer passar, é que Socrates não foi acusado porque é primeiro ministro.Eu chamo a isso um enorme mau perder da sua parte, e uma f……..tisse inqualificável.
Durma bem com a sua consciência.
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A Justiça faz-se dando a cada um aquilo que lhe pertence.
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A vossa azia é por demais evidente. Mas tomem lá mais um bocadinho para aumentaqr a azia ah ah ah aha ha ah: O PSD de Passos Coelho sofreu uma queda de mais de 10 pontos de Junho para Julho.:
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José S. não foi investigado porque é primeiro-ministro. Essa é a verdade que grita em todo o lado e que os apaniguados preferem não ouvir. Tapam os ouvidos.
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Estou-me nas tintas para o Passos ou para quem quer que seja. A Verdade do Freeport é que houve corrupção. Só não se descobriu quem foram os corruptos. Mas tenho cá uma ideia e não é difícil perceber a lógica.
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Este José S. é um autêntico Vale e Azevedo com maior talento ainda. Por isso é que a eminência parda do regime, Almeida Santos, fez-lhe o maior panegírico que pode haver: um deus para eles, apaniguados que levaram uma vidinha de reizinhos estes últimos anos.
Um Rui.Pedro.Soares que o diga.
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««O seu post é de uma desonestidade mental gritante. A mensagem que dolosamente quer passar, é que Socrates não foi acusado porque é primeiro ministro.»»
Tem razão a mensagem é essa (mas onde escreveu “acusado” devia ter escrito “investigado”). Quer que o escreva com mais clareza?
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Para os amigos tudo. Para os inimigos nada. Para os outros cumpra-se a lei. Maçonaria
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Ele não foi “ilibado”.
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Participai no “quid” e habilitai-vos a ganhar um livro.
http://umjardimnodeserto.nireblog.com/post/2010/07/30/o-pais-dos-rodinhas
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O problema nem é tanto quem faz a justiça mas quem não a faz.
Os afilhados e sobretudo os sobrinhos não a querem fazer.
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O problema fundamental é a separação de poderes. Que em Portugal não existe de todo.
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A comparação com Vale e Azevedo é correcta: a mesma incredulidade, a mesma histeria nos defensores, os mesmos argumentos, a mesma vitimização, a mesma falta de pudor. Quando ele cair vai ser bonito.
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Ahaha, boa análise, a única consequente, que me alembra o Salazar, se cá viesse e visse revolucionários de antanho, como os espertos de agora, estilo A Martins, mais Sócas e Cia, do PS, com seus primos do PSD e ainda o CDS, por igual eunucos e nepotes, quais sobrinhos de italianos do Sul.
E não há volta a dar-lhe, senhores, desde o presidente de junta da minha freguesia, em Tondela, ao mais alto governante do País, eleitos ‘democraticamente’ pelo povo ignaro, desde a Baixa da Banheira ao Alto do Lumiar.
Se já nos está no sangue serviçal, canino, catolicamente dado à desonestidade natural.
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LR:
É exactamente isso. E temos um Noronha do Nascimento, repesentante máximo do poder judicial que lhe deu a machadada final. Gostaria de saber exactamente porquê. Até agora acredito apenas numa hipótese: é um guerrilheiro, um insensato.
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Mas a melhor é dada a #13,
coment em nº de sorte, “tem razão,
a mensagem é essa”, que todo citizen vê,
tão claro como a M Guedes ou o J Saraiva,
do PS ao CDS e ao PCP.
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Um exemplo: Quem, em Itália e “socialista”, duvidava de Bettino Craxi, antigo PM (muito amigo do PS tuga e de MSoares) ? Também foi amado e seguido durante anos. Até que a justiça –então outro tipo de justiça–investigou aquela trapaça toda. Julgado e condenado. Exilou-se num país africano e lá morreu.
O destino de Sócrates será diferente: Pela “justiça” que existe e que ele promoveu e consolidou; pelos amigos ou novos amigos detentores de influências; pela populaça-NADA dependente do partido, da cunha, da corrupção, ignara ou indigente, que se está marimbando para o caso Freeport e muito provavelmente até “compreenderá” o “menino de ouro do PS”…
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disingenuous – falsely or hypocritically ingenuous
Quando Sócrates diz “Vêem? A justiça mostrou que eu sempre estive inocente” é esta palavra que me vem à cabeça.
Sinceramente, não sei se ele fez porcaria no Freeport ou não (fez noutros domínios, pelo menos), mas lidar com as conclusões do processo como se elas provassem alguma coisa…
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No post seguinte do Gabriel, os meus comentários são bloqueados, porquê?
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#27
A pergunta deveria ser: porque é que não estão bloqueados em todos os outros?
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A ginástica que eles fazem, já se sabe, pois não são parvos nenhuns, mas dá certa tristeza esta gente, se não imagina que eras tu que ali andavas, a disfarçar a vergonha, pregada a um tacho teu, que não querias pôr em risco, diante de quem to deu…
Isto tem que se lhe diga, é grave, comanda a vida, que sendo embora pequena não merecia a baixeza a que sujeita, às vezes, a côdea, o medo de a perder, que dá como em servidão.
E ontem eu via aqueles dois procuradores e tive pena, de gente tão importante, como uns dois meros cãezinhos, temerosos da objectiva, ainda, pois que humanos, com um resquício de vergonha, meu deus, ó nosso sinhor!
Por isso digo, repetindo o caro António, ó meus, aproveitem a vida, ajudem-se uns aos outros, sem mentiras grandes de mais, que, sendo a vida tão pequena, até num primeiro é feio, é desnatural e não compensa a vergonha, se a têm.
E nos fique de lição, que ninguém que se preze e tenha carácter, com mínimo de juízo, ainda minta, dada a tristeza e ridículo que vêm ao de cima disto, senhores.
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#27 por uma questão de higiene mental e saúde pública e assim deviam continuar 😉
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Há comentários odiosos, que revelam bem a cegueira mental de quem os subscreve.
Uma tal Clara França Martins passeia pela blogosfera o seu exacerbado socretinismo, defendendo com unhas e dentes, mas sem o mínimo talento, o que, para qualquer pessoal normal, é pura e simplesmente indefensável.
Nasceu, pelos vistos, sem uma coisa que distingue os humanos dos outros animais: o sentido de vergonha.
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Despedimento colectivo de 112 trabalhadores no Casino Estoril
Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente ? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos ?
Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.
E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.
Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada nos respondem.
Mas referimo-nos também à Direcção-Geral da Inspecção-Geral de Jogos, entidade a quem cumpre fazer cumprir as normas legais da prática dos jogos, que não hesita em violar os imperativos da Lei nº 10/95, de 19 de Janeiro, para possibilitar à empresa o despedimento dos porteiros da sala de jogos tradicionais.
A corrupção não existe, agora chama-se: Ciência Politica Utilitária
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7.piscoiso disse
30 Julho, 2010 às 10:25 am
Não me repugna a ideia de que um rei, um presidzie?ente, um PM, ou um qualquer chefão, seja um criminoso.
A questão é quem faz a Justiça.
O José?
O Miranda?
A Zazie?
O Fernandes?
A minha tia Justina?
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A PUTA QUE TE PARIU?
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Portugal está em completa falência nos valores, na justiça, na economia. Depois de um longo processo de inquérito de quase 7 anos, não faz sentido que os decisores politicos nem tenham sido ouvidos. É caricato.
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José Maria Martins (31/07/2010)
(No Caso Freeport) Há subjugação do Poder Judicial e da Polícia ao Poder Executivo . . .
(COMO SE VÊ A SENSAÇÃO ESTÁ MUITO GENERALIZADA)
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