Os médicos já perderam a competência em matéria de transfusões de sangue?
A secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, quer que o Instituto Português do Sangue (IPS) retire, “tão rapidamente quanto possível”, as perguntas sobre orientação sexual que constam nos questionários a dadores de sangue, considerando que se tratam de questões “discriminatórias”. Assim que me recorde a senhora secretária de Estado é socióloga mas deve ter estudado História qb para saber que este caminho dos políticos a praticarem medicina é muito perigoso.
Há alguns anos o prof. António Coutinho fez um parecer a pedido da defesa de Leonor Beleza em que se lê o seguinte: “Todo o acto médico comporta um certo número de riscos e a sua prossecução deve necessariamente pesar as respectivas probabilidades dos efeitos benéficos para o doente e das complicações associadas. A responsabilidade primeira no acto médico é a do clínico que o administra. Só depois se devem invocar, e por ordem de envolvimento, as responsabilidades da hierarquia hospitalar, a dos serviços administrativos correspondentes e, finalmente, a responsabilidade dos políticos que definem e implementam as políticas de saúde.”
Quer a senhora secretária de Estado inverter esta cadeia de responsabilidades?

Também que chatos que vocês são… se morrerem uns gajos isso justifica-se perfeitamente para estes patetinhas, que não pensam, fazerem boa figura no politicamente correcto. Que queriam que eles fizessem? que trabalhassem nalguma coisa e fossem competentes? é melhor gravar uma cassete moralista e repeti-la à exaustão.
(“acabadinho” de fazer tb no “Cachimbo”).
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Assim parece.
À pala de uma idiota perseguição de cega “igualdade”, pretende-se que aceitemos uma desigualdade efectiva com efeitos potencialmente mortais para os futuros recipientes de dádivas de sangue. Que canalha!
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A Elza Pais é tão estúpida que nem se deu ao trabalho de verificar as políticas dos institutos de sangue no resto da Europa; ficava informada que as nossas “best practices” são apenas a replicação de uma série de medidas restritivas destinadas a assegurar a qualidade do sangue e a segurança do receptor. Os médicos, por exemplo, também não podem dar sangue, assim como os utilizadores de drogas endovenosas.
O problema da Elza Pais é ter posto a língua em funcionamento antes do cérebro. Mas isso não tem que declinar-se num problema de saúde pública.
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Estava a senhora tão sossegadinha na obra de nada fazer para num impulso acéfalo passar a ser conhecida pelas piores razões possíveis…
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e essa cadeia de responsabilidade aplica-se sempre a todas as funções/áreas, ou foi só para o “parecer a pedido da defesa de Leonor Beleza”? (estava a pensar na Justiça/Juizes, Educação/Professores, Defesa/Militares… )
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Democraticamente, o último elo da cadeia é o povo, que elegeu os políticos.
Ah, mas o assunto era sexo.
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É dizer aos jornalistas, acerca do “trambohão” do botas, em S.Joâo do Estoril, não foi uma simples queda, mas sim, um AVC – acidente vascular cerebral – e isso, dá nos seres humanos, desde que nascem até que morrem.
Em alcoitão, vejo bebes, jovens, meia idade e idosos, e de todas as condições sociais, é um mal que não escolhe
Mostrar ignorancia de jovens jornalitas, ainda vá lá, os seus chefes, é que não
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http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1633426
è para lêr sobre o Antonio da Calçada e digam se tens pés.
Não a chefes de redacção? fracamente
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A Helena Matos apagou-me um video sobre o freeport – advogada do C. Smith –
Porque falava a sua verdade, desenvolta e inteligente.
É pena que o tenha feito
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9.Tico disse
4 Agosto, 2010 às 6:28 pm
A advogada foi dar sangue ou fez alguma transfusão?
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Mas essa senhora tem poderes para dar ordens aos médicos????
E aos hospitais?
Mais um exemplo dos preconceitos esquerdóides, retrógrados sob a capa de “progressistas”.
Por acaso, o sangue não deve ser objecto de análise para não se infectar os doentes que de boa-fé o recebem?
Atitude autoritária, fascizante, intrometendo- se até nas competências do MIn da Saúde
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Como em tudo, o melhor é uma pessoa informar-se (coisa que a Dra Elza obviamente não faz).
Mas pessoas com mais responsabilidade como o Prof Machado Caetano ou outros profissionais mais interessados na sua promoção do que na saude, também mentem descaradamente.
Sugiro, até para se ver até que ponto “Portugal é caso único”, os seguintes links:
http://en.wikipedia.org/wiki/MSM_blood_donor_controversy
http://www.fda.gov/biologicsbloodvaccines/bloodbloodproducts/questionsaboutblood/ucm108186.htm
Quando os critérios politicos se sobrepoem aos científicos e técnicos, mal vão as coisas…
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Meus caros, já nada me espanta neste país.
Este governo Sócretino transmitiu a ideia para a populaça e os políticos que qualquer pessoa sabe, pode e deve ocupar qualquer lugar mesmo sem formação. Assim por exemplo a chefia da Policia Municipal da C.M.Oeiras está entregue a uma advogada (que me perdoem os bons advogados) que por razões que desconheço lá foi colocada pelo mestre Morales, é pois comum ver personagens inaptas, néscias e sem preparação nos mais diversos lugares de nomeação.
Depois dá nisto temos um país trocado, um país de merda com incompetentes a darem palpites sobre tudo e nada como se o senso comum se aplicasse a tudo.
Esta questão do sangue como já li num comentário anterior tem a ver com guidelines internacionais baseadas em evidência cientifica não se tratando pois de meras questões socio-culturais fracturantes como o beijo gay dos Morangos da deseducação que o clube dos amigos da causa lá da TVI quis tornar em caso nacional.
Ciência e empirismo divergiram pelo menos desde a criação do método experimental – René Descartes.
A Sr.ª D. Elza Pais meteu pois os pés pelas mãos quando quis transformar uma questão cientifica numa questão de moda ou tendência como a tão badalada questão gay.
Nada contra, muito menos a favor mas esta senhora representa a inépcia dos políticos que temos, revelando uma ignorância de bradar aos céus.
Tempos houve em que iam para a política e outros lugares as pessoas que já tinham dado provas de capacidade na sociedade, agora sucede o contrário, pessoas sem formação vão para a política para ganhar notoriedade e não só……principalmente não só!!!!!!!!!!!!
Vejam os numerosos exemplos no governo e gestores públicos actuais.
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Na saúde como na ciência em geral, mais do que condicionalismos morais a ética deve prevalecer e ética esta que é derivada do melhor conhecimento científico à data…
Se ser gay é factor de risco para doar sangue não doa e ponto final. Se não é… doa e ponto final… Ou estamos a dar “presentes” de satisfação e apaziguamento de causas contra o interesse geral?
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