Os foguetes
11 Agosto, 2010
Um ministro de um país imaginário tem 2 milhões de hectares de uma plantação de resinosas à sua guarda e o objectivo dele é impedir que aquilo arda. Ele sabe que há 20 mil ignições por ano, 20% naturais, 50% acidentais e 30% intencionais. Ao fim de muitos anos de trabalho conseguiu eliminar 99% das ignições. Sobram 200 ignições por ano. Infelizmente para ele bastam 10 ou 20 ignições a cada 20 anos para tudo pegar fogo. E este é um país imaginário. Eliminar 99% das ignições é pura fantasia.
24 comentários
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O que é uma verdadeira fantasia é o ministro Rui Pereira.
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Bem, não são dois milhões de resinosas, são mesmo menos de um milhão, mais 750 000 de eucaliptos e por aí fora. Mas não se esqueça dos três milhões de matos (números redondos). Os fogos não são uma questão florestal, são uma questão de gestão do território. De qualquer maneira estou muito satisfeito de ler alguém com um discurso sobre fogos que é racional. As ignições são, em grande medida, uma falsa questão, sempre existirão e mais de 80% da área ardida (com frequência mais) resulta de menos de 5% das ignições.
Insisto, a questão não é saber como começa um incêndio, a questão é saber como se para (ou se quisermos, como se dirige de modo a provocar as menores perdas possíveis), ou por que razão ou razões não para.
henrique pereira dos santos
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Um ministro de um país imaginário tem 2 milhões de hectares de uma plantação de resinosas à sua guarda e (o Governo) investe 2.000 milhões de euros em 2 submarinos. Ah grande país real!
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O ministro da administração interna é um retrógrado académico, em tudo !
O seu pensamento, a sua acção, as suas justificações e propostas são póprias de quem usa ceroulas no Verão.
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Este MAI não está no governo para inovar e reformar, mas unicamente para cumprir, entre outras “coisas”…, o tempo de mandato.
(E para engordar o CVitae).
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2. “Insisto, a questão não é saber como começa um incêndio, a questão é saber como se para(ou se quisermos, como se dirige de modo a provocar as menores perdas possíveis), ou por que razão ou razões não para.”
Se percebi bem, num país (que não o nosso) em que tudo funcione bem, poderá dizer-se: ateiem fogos à vontade, que nós cá estamos para os apagar com eficiência?
Essa é, para mim, a atitude errada.
Para os incêndios, como para a doença, a melhor cura é evitar a doença.
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Gosto imenso de vir aqui para ler como se reolvem problemas.
Neste post vou esperar mais um bocadinho.
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… Fado, e a solução é? 3 submarinos!
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Se Eça de Queiroz conhecesse este caricato Rui Pereira, dedicava-lhe um livro. Que personagem!
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Deveriam ser pelo menos 3 submarinos. Mas isso é demais para você entender. Dinheiro para Ministérios, Comissões, Entidades, Fundações, Autoridades, TGV’s inuteís já está bem para si.
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ops!
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Só 20 000 ignições por ano?
E só 30% intencionais?
Muitos anos de trabalho?
Isso é muito pouco.
Só mesmo no reino da fantasia.
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Fantástico.
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…
Mas, João Miranda, você ainda não percebeu que está num país socialista e, por consequência, de idiotas?
Nuno
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O ESTADO LADRÃO
Depois de idealizar o ROUBO da propriedade privada urbana sob a justificação da “reabilitação urbana” no Min Ambiente o ESTADO LADRÃO/PS que vene os imóveis do Estado para depois arrendar outros aos amigos para instalar serviços prepara-se para mais um “esquema” de gamanço :
do Diário Digital
Serrano: Estado pode tomar conta de propriedades abandonadas
O ministro da Agricultura admitiu hoje que o Estado poderá vir a tomar conta das propriedades que estejam ao abandono e pediu à população “comportamentos mais cuidadosos” na prevenção dos incêndios.
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O vale tudo
Se interditassem 10 ou 20 anos as construções turisteiras e os parques éolicos em zona ardida, até a floresta se regenerar …. isso é que era
outros interesses se levantam , manhosos
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… Fado, e a solução é? 3 submarinos!
Não sei.
Só sei que João Miranda é um especialista e apontou uma parte do problema, era bom que desse também uma ideia das soluções.
Uma parte é fácil outra é para quem sabe.
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A solução pode começar por remover os ministros (primeiros e segundos) que passam o tempo a atirar merda para a cara dos contribuintes.
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A minha tia Georgina de Pinho também tem resinosas aos hectares.
Uma parte já ardeu porque lhe faltam estatísticas.
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Gui,
O seu pressuposto errado é o de que evitar incêndios é evitar ignições.
Talvez usando um paralelismo eu consiga explicar.
Todos temos gaz em casa. Mas a ninguém passa pela cabeça deixar o gaz ligado e dizer a toda a gente para não fazer ignições. Por mais cuidadosos que fôssemos todos temos a noção de que por acidente, distracção ou maldade, um dia fatalmente uma ignição iria ocorrer e a casa ia pelos ares. Portanto o que fazemos é fechar a torneira do gas e deizer às pessoas para terem cuidado com as ignições em condições especiais (por exemplo, se cheirar a gaz).
Ora nos fogos rurais o que temos feito é simplesmente deixar a torneira do combustível aberta e agora entertemo-nos a discutir de que forma deveremos evitar ignições, ou se os bombeiros lidaram bem com a explosão do gaz, ou se foram heróicos, ou se precisam de uma escada mais alta para chegar às casas onde estão os “poetas gatos brancos à janela de muitos prédios altos”.
O que estou a dizer, mas provavelmente explico-me mal, é que temos de resolver a avaria na torneira do gaz se queremos ser capazes de gerir a coisa.
Ou seja, temos de encontrar actividades económicas ou dinheiro dos contribuintes (ou uma mistura dos dois) para conseguirmos gerir o mato que todos os dias cresce sem pedir licença a ninguém (repare, mesmo em 2003, que ardeu 5% do país, ou dez por cento da área de matos e matas, o mato continuou paulatinamente a crescer nos outros 90% das áreas de matos e matos, com excepção de alguns milhares de hectares suficientemente rentáveis para pagar a remoção de matos).
As centrais de biomassa são, com excepção das que se alimentam dos resíduos das explorações flroestais rentáveis, que são aquelas que não têm problemas de gestão dos combustiveis, uma patetice ineficiente e cara (os matos são essencialmente ar e água, portanto como material de produção de calor para electricidade são muito pouco interessantes e têm um preço de transporte elevadíssimo).
Sobram os três usos tradicionais:
cozinha e aquecimento (temos a certeza de que não podemos aumentar a competitividade desta fileira investindo seriamente em encotnrar soluções úteis para clientes finais que valorizem os benefícios marginais de controlo de combustiveis, como escolas, hospitais, quartéis e empresas de elevado perfil de responsabilidade social?);
produção de estrumes (idem o dito acima, substituindo os destinatários finais pelos produtores primários e os milhares de metros quadrados de áreas verdes do país, incluindo, por exemplo, os roughs dos campos de golfe para quem o aumento de preço que implicaria usar estrumes orgânicos é marginal e o benefício em imagem é imenso?);
produção de pequenos ruminantes, cabras e ovelhas, sobretudo as primeiras que há 150 anos, desde que pegou a febre a produção florestal em Portugal, são proscritas e perseguidas pelos Estado em vez de apoiadas no seu papel inestimável de gerir paisagens e que mesmo assim, dada a sua efectiva competitividade face a usos alternativos, se mantêm como um sector lucrativo, embora marginalizado, produtor de bens transacionáveis.
É o que me parece que é mais útil fazer.
De 2005 para 2010 o custo do aumento do dispositivo de combate aos fogos aumentou de 40 milhões para cem milhões.
Temos todos a certeza de que os resultados não seriam bastante melhores se metade desse aumento tivesse ido para investigação, inovação e extensão para difusão de resultados nos três sectores económicos que cito e que são criadores de emprego onde neste momento mais falta faz, para além de serem todos produtores de bens transacionáveis, em vez de consumidores de bens e serviços externos, como são os helicópteros e os aviões com que tentamos fazer a quadratura do círculo: deixar uma torneira de gaz aberta e esperar que não haja nenhuma explosão.
henrique pereira dos santos
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Todos os anos a mesma conversa.
Que é inevitável, que nos outros países também arde, que é a nossa sina.
Invariavelmente aparecem uns artistas de vez em quando a vangloriar-se de ter ardido menos.
Logo aparecem os mentecaptos jornaleiros a elogiar a coordenação dos meios.
Há uma evidência que não nos larga: quanto mais investimento nos meios, mais vai arder neste país.
No dia em que quiserem canalizar esses meios para a prevenção outra conversa teremos.
Outra evidência: apagar fogos com água atirada para o topo das chamas, apesar de dar umas imagens catitas é uma perda de tempo sobretudo em determinadas situações (grande intensidade de fogo).
Por isso, mesmo os heróicos bombeiros, se quiserem aprender a apagar incêndios e quiserem utilizar linhas de contenção (por exemplo) em vez de mangueiras, era capaz de ser mais eficaz.
Outro dado curioso: porque raio é que o comandante operacional de um fogo em Fornos de Algodres é um bombeiro da corporação de Belas?
Ah, desculpem. Consegue ler os mapas.
Como é que não me lembrei disto?
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Mais uma dos CHULOS que nos governam … nas autarquias os SMAS ROUBAM AQUILO quelhes apetece nas tarifas “variáveis” CHULOS … ver as facturas dos SMAS do País inteiro é ver uma LICENÇA PARA ROUBAR … agora vem o “REGULADOR” dizer isto :
Regulador propõe subida do preço da água (DN)
Família com consumo mensal de dez metros cúbicos poderá passar a pagar 0,92 euros por metro cúbico, contra o actual máximo de 0,77 euros.
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Este post mais parece a conversa da treta, ehehehehehhe
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Já disse para mandarem o ministro para casa.
Mesmo que leve uma reforma milionária ficamos a ganhar!
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