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Aconteceu o que tinha de acontecer: o país a arder

14 Agosto, 2010
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Depois de vários anos de estios relativamente amenos, com temperaturas baixas e chuva em Agosto, eis que voltámos à normalidade e ao drama dos incêndios de Verão. Depois de décadas a dizer e a escrever que o problema dos incêndios só se podia mitigar encarando de outra forma os espaços rurais e as florestas que temos, eis que regressámos à rotina das declarações diárias do ministro das polícias, enquanto o ministro da Agricultura quase não aparece. Parece que nunca aprendemos nada, ou pelo menos nunca aprendemos o suficiente.
É cedo para fazer qualquer balanço, mas a dimensão de fogos como os que lavraram na zona de São Pedro do Sul, na serra Amarela (Gerês) ou em Lamas de Olo (Alvão) mostra-nos como a abordagem dos últimos anos, ainda muito centrada no combate aos fogos depois de estes se desencadearem, é limitada. Pior: é dramaticamente insuficiente. E é errada.
A primeira razão por que ocorrem fogos de grandes dimensões e consequências catastróficas é a existência de uma excessiva concentração de biomassa em manchas contínuas. Se não houver suficiente madeira acumulada e matos ressequidos, não há fogos. Quando, em contrapartida, existem manchas florestais contínuas de espécies altamente inflamáveis e nunca se limpam as matas, qualquer pequeno acidente ou descuido é suficiente para que, havendo uma ignição, o fogo progrida de forma galopante e incontrolável. Basta estar mais calor e algum vento.
Ora o que sabemos é que, neste domínio, pouco se fez, e o que se fez não chega para produzir frutos. Primeiro porque, fora das áreas das florestas de produção geridas pelas empresas de celuloses, o ordenamento florestal é quase inexistente. Depois, porque as associações de produtores florestais – única forma de ultrapassar os problemas colocados por um mundo rural dominado pelo minifúndio – arrancaram de forma deficiente e, por atrasos no Proder, estão estranguladas financeiramente. Por fim porque o Estado, que devia dar o exemplo, praticamente não trata nem limpa as matas públicas, com excepção do centenário Pinhal de Leiria.
Mas mesmo que tudo tivesse sido feito para ordenar o mundo rural, nunca se ultrapassaria um problema estrutural: a floresta portuguesa deixou de ser de uso múltiplo e, por isso, é quase inevitável a acumulação de enormes quantidades de biomassa. Este problema é ainda mais estrutural e mais insolúvel do que o da desertificação do mundo rural, pois mesmo nas regiões onde se mantém uma razoável presença humana já ninguém vai às matas apanhar lenha para a lareira e o fogão. Pior: há regiões do país onde parar à beira da estrada para apanhar umas pinhas ou umas ramadas é bem capaz de ser suficiente para uma “autoridade” bem apessoada passar uma valente multa.
Ao contrário do que se decreta em Lisboa, a utilização natural da floresta, habitual ainda há uma geração atrás, não é substituível por ordens administrativas para “limpar as matas”. Quando muito, essas ordens podem ter efeito no perímetro restrito das habitações, pois quem quer que já tenha procedido à limpeza de uma mata sabe quanto é que isso custa e como não há indústria de biomassa que pague o suficiente para compensar o investimento. Ou até indústria de biomassa que consiga ser sustentável no médio e longo prazo.

Para alterar este estado de coisas será necessário não só inverter o ciclo da desertificação – algo que certamente não se consegue tornando mais difícil viver em zonas isoladas, sem escolas e sem outros serviços públicos, para mais sujeitas a uma criminalidade persistente -, como assumir que existem reais possibilidades de explorar a fileira florestal, se, para além das celuloses, outras indústrias forem capazes de valorizar a produção e, assim, justificar o investimento na preservação da floresta. E, também, se actividades complementares, como uma pastorícia dirigida para a redução da biomassa em zonas florestais, tiverem possibilidades de se desenvolver.
Há também um mundo de tarefas miúdas, invisíveis, que deviam ser feitas, que têm de ser feitas antes de se começar a pensar naquilo que habitualmente mais se discute: o combate aos fogos e os meios disponíveis. Sobretudo se pensarmos que aquilo que por regra discutimos é a espuma da espuma, isto é, a existência ou não de meios aéreos.
Primeiro, era importante existir no terreno uma força articulada de guardas e sapadores florestais que, logicamente, deviam estar enquadrados no Ministério da Agricultura e não depender do ministério das polícias, como infelizmente acontece. Sem presença no terreno ao longo de todo o ano e coordenação com quem trabalha na floresta, não é imaginável que essas forças possam ser realmente eficientes.
Depois, era necessário estudar a nossa floresta durante o período em que ela não está a arder para saber como mitigar o risco de fogo e como actuar em caso de incêndio. É possível – já vi com os meus olhos – desenvolver modelos informáticos que prevêem a evolução de um fogo de acordo com a orografia do terreno e o sentido do vento, ficando-se a saber onde este evoluirá de forma imparável e onde perderá força, devendo nestas zonas ser abertas clareiras e, mais tarde, ser posicionadas as forças de combate. Mas esta é apenas uma das várias metodologias que permitem prevenir a propagação incontrolada do fogo e passar a atacá-lo com economia de meios e recursos, mas muito mais eficiência.
Por fim, era essencial passar a olhar para o fogo de outra forma. Compreender, por exemplo, que, dentro de limites aceitáveis, o fogo é um dos factores que faz funcionar os ecossistemas. Compreender que, face à forma caótica como se espalharam casas e casinhas por esse país fora, há circunstâncias em que se devia ter o sangue-frio de deixar arder aquilo que, para ser salvo, implica sacrificar um combate mais eficaz a um grande incêndio. Não há, contudo, forma de tomar estas difíceis decisões sem o envolvimento e a co-responsabilização das autarquias locais.

As mortes de vários bombeiros (mesmo as que resultaram de acidentes aparentemente não relacionados com o combate aos incêndios) e o recurso sistemático a meios aéreos vindos de Itália (em Julho), de França e de Espanha (esta semana) mostram os limites do dispositivo existente, apesar de este implicar um investimento muito superior (vários vezes superior) ao de há alguns anos. Mostra também como, em muitas zonas do interior e do Norte do país, as forças locais de bombeiros estão exauridas e sem meios humanos (até porque vive cada vez menos gente nesses concelhos). A enorme quantidade de meios humanos e materiais que tem sido transferida diariamente do sul para o norte do país não tem impedido que, por exemplo, ao consultar a página da protecção civil, se encontrem fogos que lavram há muitas horas e estão a ser combatidos por meia dúzia de homens (ontem de manhã havia um fogo na zona de Ponte de Lima que lavrava há mais dez horas e tinha sete homens a combatê-lo…).
É também claro que é possível evoluir muito nas técnicas de combate aos fogos – utilizando mais os contra-fogos e, sobretudo, usando mais vezes as motosserras, as enxadas e as máquinas de rasto, em vez da água e dos borrifos dos helicópteros -, só que isso exige estruturas de comando capazes de lerem melhor o fogo no local e de compreenderem o que a meteorologia lhes diz sobre, por exemplo, a evolução do sentido do vento.
É fácil perceber que é muito mais o que falta fazer do que o que foi feito. É também claro que, ao colocar o MAI no centro do combate aos fogos florestais, quando os problemas começam no mundo rural e na área de responsabilidade do Ministério da Agricultura, se privilegia a espuma em vez das medidas de fundo. Pelo que está a acontecer o que muitos especialistas previam: voltámos a ter um Verão realmente quente e, com ele, voltaram os incêndios. Muita gente lançou foguetes antes de tempo. E fora de tempo. Jornalista, http://www.twitter.com/jmf1957

P.S.1: Declaração de interesses: faço parte da direcção de uma associação humanitária que gere uma corporação de bombeiros voluntários.
P.S.2: Ferreira Fernandes escreveu ontem, no Diário de Notícias, uma crónica sobre Josefa, a bombeira da Lourosa, que é um murro no estômago da nossa vacuidade contemporânea. Obrigatório ler.

Público, 13 de Agosto de 2010

83 comentários leave one →
  1. Patrício's avatar
    Patrício permalink
    14 Agosto, 2010 12:18

    As ditas “ignições” nascem por geração expontânea?

    E se retirarmos toda a biomassa, isso é bom para a floresta?

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  2. Joao Pedro's avatar
    Joao Pedro permalink
    14 Agosto, 2010 12:26

    O termo correcto que deveria ser utilizado é despovoamento.
    Desertificação é a degradação do solo e a perda de biodiversidade de um ecossistema devido a factores climáticos e humanos. Um jornalista competente deveria saber a diferença.

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  3. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    14 Agosto, 2010 12:31

    Convem apelar à nossa memória, e lembrarmo-nos o que aconteceu no verão de 2003, ano em que houve, como neste muitos fogos. E falo na memória, para nos recordarmos quem eram os papagaios de serviço nesses tristes tempos: Duarte Caldeira e Fernando Curto, dois verdadeiros incendiarios, não das florestas, mas da opinião publica. Os mesmos de agora.
    Mas este ano, o discurso é outro: enquanto em 2003, a culpa era inteirinha do governo da direita, em 2010 não, a culpa não é do governo socialista que tem feito tudo para resolver o problema. A culpa agora é toda das corporações de bombeiros que não fazem formação ao seu pessoal, das autarquias, e dos proprietarios que não cuidam da sua floresta, chegando-se ao ridiculo de o ministro da agricultura, e o 1º ministro, virem ameaçar com expropriações, esquecendo-se que o estado, portanto responsabilidade deles, é o maior proprietario florestal do país, e não cuida convenientemente do patrimonio publico.
    Era bom saber-se quanto é que o estado gastou desde 2005 em material para combater os fogos, e na formação dos bombeiros, e saber-se quem é que andou metido nesses negocios. Se calhar essas informações ajudavam-nos a perceber muita coisa.

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  4. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    14 Agosto, 2010 13:25

    Eu gostava de ver um gráfico com a área ardida, pública e privada.
    Para ver quem vai à frente.

    Pis

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  5. José Silva's avatar
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    14 Agosto, 2010 13:46

    Caro JMF,

    É lamentável que neste texto sobre realidades que se passam fora de Lisboa e dos meios urbanos, você esqueça ou ignore o tema Regionalização ou equivalente.

    Julgar que se consegue resolver estes problemas obviamente de dimensão local regional por Lisboa é ridículo. Assim como é julgar que cabe a uma autarquias ou associação de municipios ter os meios e competências para gerir esta realidade que é sempre multi-concelho.

    O mundo político e jornalístico de Lisboa é cada vez mais umbigista. É muito triste ainda serem levados a sério.

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  6. Rxc's avatar
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    14 Agosto, 2010 13:50

    3, isso levaria a uma grande discussão sobre o uso que se dão aos terrenos (e a todo o território nacional), e teríamos de reflectir sobre a estratégia clara de abandono/desertificação do interior seguida pelos últimos (TODOS) governos (PS/PSD) e a prioridade que é dada ao combate (é isso que “vende” e permite chorudos contratos de centenas de milhões de euros) em detrimento de uma acção preventiva durante os meses restantes (que vende muito menos e não permite justificar a compra de equipamentos caríssimos nem a chusma de hierarquizados para dirigir as operações…).
    E não serve de muito a um privado/sector público limpar o seu terreno se o terreno ou o baldio ao lado estiver coberto de mato. O fogo não se preocupa de quem é a propriedade por onde passa.

    1, não seja estúpido e informe-se antes de vir lançar questões que não fazem sentido. As ignições naturais são uma ínfima parte (~10%) do total. E que se saiba não costumam acontecer à noite…

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  7. carlos's avatar
    carlos permalink
    14 Agosto, 2010 13:53

    Mas por que raio de razão é que as matas haveriam de ser diferentes de tudo o resto? as cidades espalham-se em mancha sem controle e qualidade. As vilas e aldeias descaracterizaram-se e crescem ao longo das estradas. Queriam o quê? Ordenamento do território, nunca ninguém ouviu falar?
    Nesta altura é evidente que saltam os ministros das plicias e bombeiros cá para fora com o coro dos anormais dos governadores civis (credo, ia vomitando). O problema é que no resto do ano deviamos ouvir os ministros do Ordenamento do território e da Agricultura e andam sabe-se lá onde (Bruxelas, talvez nos gabinetes de ar condicionado).
    Convençam-se todos: isto já não é um país, é uma choldra.

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  8. carlos's avatar
    carlos permalink
    14 Agosto, 2010 13:54

    Claro que o comentador Rx5 tem razão. O problema não são os incendiários: isso é conversa da treta de politicos da mesma.

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  9. fado alexandrino's avatar
    14 Agosto, 2010 14:11

    Não se percebe.
    Os dois maiores bombeiros, ou incendiários tanto faz, vieram às televisões declarar que estava tudo bem.
    O ministro que manda nisto tudo acenou que sim com a cabeça.
    Os populares com raminhos de giesta também aparecem nas televisões a apagar fogos.
    Bombeiros amadores de cidades como Sintra vão para as montanhas combater os fogos e as televisões com repórteres que gritam como se estivessem num jogo de futebol anunciam durante meia hora quantos homens, viaturas, aviões ligeiros e pesados e litros de água estão investidos.
    Há sempre cinco a dez comandantes que dão entrevistas-
    E depois o fogo não respeita nenhuma destas entidades.
    Está mal.

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  10. jmf1957's avatar
    14 Agosto, 2010 14:12

    #4
    Não creio, sinceramente, que qualquer regionalização resolva o que quer que seja. Pelo contrário.
    De resto creio que o tema da regionalização só voltou à ordem do dia porque são inúmeros os presidentes de câmara de não se podem recandidatar nas próximas eleições autárquicas. Com tanto desempregado político, nada melhor do que arranjar novos lugares políticos.

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  11. Rxc's avatar
    Rxc permalink
    14 Agosto, 2010 14:18

    Caro JMF, não me diga que seriam capazes disso? E que a regionalização seria apenas uma oportunidade para criar mais uma estrutura burocrática anafada e ineficiente (como é próprio da administração pública), para dar tacho a tão distintos servidores da coisa pública?
    Lol, que anedota de país. E o povinho gosta e aplaude, desde que lhe dêem fogo de artifício e umas rotundas/polidesportivos para inaugurar quando é o feriado municipal.

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  12. Rxc's avatar
    Rxc permalink
    14 Agosto, 2010 14:20

    Oh piscoiso, mas não lhe respondi? Se não foi com a profundidade que sempre demonstra nas suas eloquentes exposições, foi do jeito que posso.
    A estupidez foi do primeiro assinante, não queira tomar para si todas as idiotices que se escrevem nesta caixa de comentários!

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  13. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    14 Agosto, 2010 14:22

    Este post vem na sequência de outros mais abaixo, quase em replay, que escoam para uma crítica político-partidária.
    Até parece que a solução para os incêndios é a mudança do governo, do sistema político, ou o fuso horário.

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  14. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    14 Agosto, 2010 14:31

    Rxc

    Desculpe, só agora reparei que o seu comentário #5. respondia a #3. e #1., devido à ausência de sinalética (#) que é hábito utilizar-se.

    Sobre a eloquência, ou falta dela nos meus comentários, terá de considerar o factor adaptabilidade ao contexto e em especial ao suporte onde se escreve.
    Isto é uma caixa de comentários, que está entre um chat e um fórum.
    Diria coisa lúdica.

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  15. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    14 Agosto, 2010 14:34

    Em essência, estou cada vez mais convencido que o governo PS não gosta de voluntarismo do cidadão, quer este seja nos bombeiros ou nas instituições de solidariedade social.

    Estado este! Máquina voraz que nos pretende bovinados, mansos, apáticos e parte da manada; contribuintes, colaboradores e bons pagadores de mil formas de taxação e de extorsão; e compreensivos, caridosos e generosos para com os desmandos do chefe.

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  16. jofly's avatar
    jofly permalink
    14 Agosto, 2010 14:44

    Está aí tudo.
    Tudo.
    E o maior certo é o de as celulosas terem tomado conta deste rectângulo de pinheiros bravos e eucaliptos, rais parta paisagem mais feia.
    Depois, o que havia a fazer, sério, era deixar arder a mata, com o governo e esse piscoiso, franco-atirador, mais filha da mãe de lapa, parva sanguessuga, o cabeçudo, fdep, e tudo.

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  17. António da Costa's avatar
    António da Costa permalink
    14 Agosto, 2010 14:56

    Porra… até que enfim, escreve uma peça jornalística com pés e cabeça sem destilar ódio contra ninguém mas sim contra o sistema, os meus parabéns, como diria o outro 110% de acordo.

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  18. novo-pobre's avatar
    novo-pobre permalink
    14 Agosto, 2010 15:26

    a única ‘área protegida’ é o pm
    Putin anda na Rússiaa combater os incêndios

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  19. amador's avatar
    amador permalink
    14 Agosto, 2010 15:46

    A culpa de tudo isto e do Socrates…LOL

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  20. MJRB's avatar
    14 Agosto, 2010 16:09

    Passadas tantas décadas de discussão, meetings, conhecimentos do ‘terreno’ ardido e a preservar, etc, etc, de entendidos na “matéria”, deve-se exigir rigor e eficácia no comando, na estratégia perante a calamidade.
    Passados anos deste ministro da administração interna, e deste PM, devemos perguntar-lhes se nada aprenderam, se nunca solicitaram esclarecimentos de verdadeiros especialistas, se vão continuar a culpabilizar só o calor, o Sol, e os incendiários.
    Se sabem prevenir, se conseguem salvaguardar. Se desejam entender (de vez !) e apoiar as corporações de bombeiros, parques e guardas florestais de modo eficaz. Se querem punir os grandes criminosos e usufruidores das áreas ardidas, algumas delas irremediavelmente perdidas.

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  21. pisca-pisca's avatar
    pisca-pisca permalink
    14 Agosto, 2010 16:12

    Para nos entendermos: A única floresta do estado que temos é a mata de Leiria e mais umas pequenas coisas, cerca de 2-3% do total. Do resto o que não é privado é semi-público: são os perímetros florestais, que são baldios e pertencem às comunidades locais das serras do norte e centro, com co-administração do Estado. E o que é o estado aqui? A Autoridade Florestal Nacional, que administra no papel mas não gere. Porquê? porque perdeu todos os guardas florestais (agora são polícias civis da GNR), todos os trabalhadores agrícolas, e não admite ninguém desde 1993. Perdeu também toda a maquinaria pesada no final dos anos 80, e que tanto jeito dava na prevenção e combate (agora compram esses serviços ao exército a peso do ouro). A maioria dos técnicos da AFN são precários (ou precários disfarçados de empresas) e são quem faz o trabalho técnico, que é basicamente planear e planear. Qual a intervenção prática da AFN nos fogos: planear e planear, umas campanhazecas de sensibilização, acompanhar o programa dos sapadores florestais, a burocracia e administração dos dinheiros e dos protocolos… Uma nota positiva: o Grupo de Análise e Uso do Fogo da AFN, presente nos maiores incêndios e que leva engenharia e conhecimento à tropa fandanga q anda a combater fogos; sem eles os grandes incêndios seriam bem maiores, como em 2003 e 2005.

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  22. algarvio's avatar
    algarvio permalink
    14 Agosto, 2010 16:20

    já alguem imaginou a quantidade de mangeiras e de outros materiais de consumo rapido, que os bombeiros utilizam para apagar os fogos?
    Quem é que os vende? E as fardas que se estragam rápido num incendio, isto é só para dizer que todos falam dos alugueres dos aviões e dos helicopteros mas nestas pequenas coisas, tambem há grandes interesses.
    Normalmente estas firmas que fornecem estes materiais pertencem aos comandantes dos bombeiros, ou presidentes de autarquias e outros que tais.
    por isso deixa arder que a gente lucra sempre.

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  23. C. Medina Ribeiro's avatar
    14 Agosto, 2010 16:43

    Vale a pena ler o que escreveu Tolstoi acerca do incêndio de Moscovo quando, em finais de 1812, a cidade esteve ocupada, durante 5 semanas, pelas tropas de Napoleão – [aqui].

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  24. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    14 Agosto, 2010 16:46

    A partir do momento em que há semanas sem interrupção de calor em vez das habituais quebras para chuvas que aconteceram nos ultimos anos é óbvio que as coisas ardem.

    “As ditas “ignições” nascem por geração expontânea?”

    Julgo que a maior parte sim.

    “E se retirarmos toda a biomassa, isso é bom para a floresta?”

    E se lhe disser que o fogo pode ser bom para a floresta?

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  25. Jose Domingos's avatar
    Jose Domingos permalink
    14 Agosto, 2010 16:51

    Mais um triste exemplo da incompetência, do servilismo e dos boys, nomeados, para nada fazer, excepto, serem comissários politicos e bufos, a bem da estabilidade da sua vidinha. Não fazem a minima ideia, o que é ordenamento territorial, fogos florestais e afins, uma confrangedora ignorância, tapada por uma arrogância de novo rico saloio.
    Lembro do aproveitamento politico, dos fogos em 2003, feito por esta gentalha, que agora diz “governar” esta pocilga.
    Aos proprietários dos terrenos ardidos, que , na sua maioria, nunca quizeram saber daquilo, uns subsidios, resolvem o problema.

    Honra aos bombeiros,honrados e dignos.

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  26. zazie's avatar
    14 Agosto, 2010 17:06

    «Não creio, sinceramente, que qualquer regionalização resolva o que quer que seja. Pelo contrário.»

    Exactamente. Pelo contrário. Porque, se há questão em que o centralismo é importante é no planeamento ecológico.

    Como o maradona costuma dizer, em questões de natureza, todo o totalitarismo centralista é pouco.

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  27. zazie's avatar
    14 Agosto, 2010 17:07

    E até devia ser extra-nacional. O ordenamento do território tem de seguir a lógica da ordenação da natureza. E esta ultrapassa fronteiras.

    Ou melhor- ordena-se por fronteiras naturais que estão para além das políticas e nacionais.

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  28. zazie's avatar
    14 Agosto, 2010 17:08

    Claro que esta anormalidade de um pais onde vive tudo na cidade, tinha de dar bota.

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  29. C. Medina Ribeiro's avatar
    14 Agosto, 2010 17:19

    OS FRANCESES franceses atribuem o incêndio de Moscovo ao patriotismo feroz de Rostoptchine, os russos à selvajaria dos franceses. Na realidade, as causas do incêndio de Moscovo não podem imputar-se concretamente a ninguém. Moscovo ardeu porque se encontrava colocada em tais condições que qualquer outra cidade construída em madeira devia arder de forma análoga, independentemente de poder ou não recorrer às suas cento e trinta bombas. Moscovo devia arder porque os habitantes partiam. Era tão inevitável como a inflamação dum monte de aparas sobre o qual, durante vários dias, caiam faúlhas. Uma cidade construída de madeira, na qual, mesmo quando ali se encontravam os proprietários e a policia, se produziam todos os dias incêndios, não podia de maneira alguma deixar de arder quando já não havia habitantes e nela se alojavam os soldados, fumando cachimbo e fazendo fogueiras na praça do Senado com as cadeiras do palácio, para prepararem as suas refeições diárias.

    Em tempo ordinário basta que as tropas se alojem nas aldeias para que o número de incêndios aumente logo. Em que grau deviam, pois, aumentar as oportunidades de incêndio numa cidade construída de madeira, vazia, ocupada por um exército estrangeiro? O patriotismo feroz de Rostoptchine e a selvajaria dos franceses não entram aqui para nada. Moscovo ardeu por causa dos cachimbos, das cozinhas, das fogueiras, da falta de cuidado dos soldados habitantes mas não proprietários das casas. Mesmo se houve incendiários – o que é muito duvidoso, porque ninguém tinha motivo para incendiar, sempre era muito perigoso – não é possível pô-los em causa, porque, sem eles, teria sido a mesma coisa. Por lisonjeiro que seja para os franceses acusar a ferocidade de Rostoptchine e para os russos a barbaridade de Bonaparte, ou, mais tarde, pondo um facho heróico nas mãos do seu povo, não se pode deixar de ver que tal causa imediata de incêndio não podia existir, porque Moscovo devia, arder, como deve arder toda a cidade, fábrica ou casa cujos amos partiram, e onde se introduzem, para lá viver, pessoas estrangeiras. Moscovo foi queimada pelos habitantes, é certo, mas por aqueles que partiram e não por daqueles que ali ficaram. Ocupada pelo inimigo, não permaneceu intacta como Berlim, Viena, etc., por isso que os seus habitantes não deram o pão, o sal e as chaves aos franceses, mas preferiram abandoná-la.

    In «Guerra e Paz», Livro Terceiro, Cap XXVI
    Lev Tolstoi

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  30. C. Medina Ribeiro's avatar
    14 Agosto, 2010 17:22

    No início da transcrição há, evidentemente, uma gralha: as duas primeiras palavras aparecem repetidas.
    Falta também acrescentar que a tradução é de João Marinho, feita para a Editorial Inquérito.

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  31. MJRB's avatar
    14 Agosto, 2010 17:35

    Zazie 28,

    Noutros países, a densidade populacional residente na província se comparada com os habitantes das grandes e médias cidades, é equivalente ao caso português. Nalguns casos, ultrapassam-nos.
    Note que a maior percentagem da população portuguesa vive precisamente na província.
    E, nem todas as áreas ardidas desde há uma semana, estão desertificadas — casos de aldeias e outras zonas urbanas ameaçadas.

    O seu # será mais apropriado para o que aconteceu no Chiado…

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  32. Alfredo da Silva's avatar
    Alfredo da Silva permalink
    14 Agosto, 2010 17:46

    O PR. Cavaco Silva, vai condecorar o Cerejo, pelos altos serviços prestados ao País, com a Comenda da Caça ao Homem.

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  33. MJRB's avatar
    14 Agosto, 2010 18:24

    “O PR Cavaco Silva, vai condecorar o Sócrates, pelas promessas não cumpridas nas campanhas, pelo Freeport, pelas casinhas na Beira, pela Cova da Beira, pela caça ao homem através de avisos a jornalistas por interpostas criaturas”.

    Sâo necessários mais “casos” socráticos para reforçar a atenção de Belém ?

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  34. João Alves's avatar
    João Alves permalink
    14 Agosto, 2010 18:35

    Uma autentica vergonha o que se passa na generalidade em Portugal no que respeita ao combate aos fogos, e especificamente neste incêndio de São Pedro do Sul.

    A floresta Portuguesa desaparece a um ritmo maior que a floresta amazónica, por culpa destes (des)governantes que não dotam este pais de uma frota de aviões pesados em numero suficiente para impedir que os fogos atinjam a dimensão dantesca por exemplo fogo de São Pedro do Sul, ou dos fogos do gerers que lavram há mais de uma semana.

    É anedótico que Portugal, um pais mediterrânico e onde o risco de incêndio é mais elevado na Europa, segundo o EFFIS (European Forest Fire Information Sistem), ter apenas 2 canadair’s Cl-215, vejam aqui no site deste organismo Portugal como o campeão da área ardida na Europa, do lado esquerdo tem uma caixa com o registo dos fogos e a área ardida e é impressionante o número de fogos em Portugal, comparado com Espanha, Itália e França, parece que o site é Português, tal o número de fogos em Portugal comparando com os outros paises.

    Podem ver também todo o território português a vermelho escuro, aproximem o mapa, retirem a opção Forest Danger Forecast 2010 e selcionem Hot spots, e vão ver que apenas arde em Portugal.

    http://effis.jrc.ec.europa.eu/current-situation

    Portugal tem este ano, ou melhor aluga, 2 canadair’s Cl-215, que pelos vistos já andam presos com arames, visto serem máquinas a caminhar para os 20 anos, quando até 2007 tivemos sempre no mínimo 4 canadair´s a actuar, e em 2006 2 canadair’s e 2 beriev’s.

    Comparem Portugal com os restantes países mediterrânicos, que possuem dezenas de aeronaves desta natureza, ficam aqui os números segundo o wikipédia, que como se sabe não é totalmente fiavel, visto o wiki ser a enciclopédia livre, mas não andara longe da verdade.

    França: 22
    Espanha: 18
    Grécia: 13
    Croácia: 6
    Itália: 15

    Vejam no you tube como fazem em França, 3 e 4 canadair’s em linha lançar agua, não há cabeça de fogo que resista.

    Alguns dirão que são países maiores que Portugal em área, alguns sim, outros não, a Grécia e a Croácia não são, e possuem 13 e 6 canadair’s respectivamente, a França, a Itália e a Espanha são, mas não se podem esquecer que Portugal dos 90.000 km2 de área que tem, cerca de 65 % têm vocação florestal e estão em risco máximo de incêndio grande parte do verão, algo que não se passa nestes países.

    Para alem disso na França só há incêndios na parte sul, na parte mediterrânica e na Córsega, o resto do pais mais a norte não tem esses problemas, a Itália não esta exposta a um risco tão grande como nós e a percentagem de território florestado é muito menos que a nossa, o mesmo se passa em Espanha, apesar de serem países maiores que Portugal, tem em comparação com Portugal uma percentagem muito menor área de florestada, que temos todo o pais do Tejo para cima coberto de pinheiros e eucaliptos.

    Portugal teria que ter no mínimo 6 canadair’s para que as coisas corressem bem, o ideal seriam 8, para não termos que andar sempre feitos pedintes a pedir meios aéreos ao estrangeiro, parece que os Portugueses gostam de ser tratados como os pedintes da Europa.

    Uma vergonha.

    Mas parece que este governo que tão mal tem tratado os bombeiros em Portugal desde 2005, governo este onde ministros como Mário Lino se declaram iberistas de caras, em que o MNE, Luis Amado diz que o futuro de Portugal passa pela ibéria, e em que o Pm diz ter como principal prioridade a Espanha, Espanha, Espanha, este governo prefere mandar vir canadair’s ou de itália, França, e principalmente de espanha, que é para parecer e dar a entender ao povo que os espanhóis são bons rapazes, quando espanha conspira contra Portugal todos os dias, parece o iberismo já chegou ao combate aos fogos.

    A prova de que os dois canadair’s estacionados em Seia são insuficientes, está no próprio site da ANPC, desde o dia 28 de Julho, data em que chegarem a Portugal 2 canadair’s italianos, quase todos os dias desde ai e hoje já vamos no dia 7 de Agosto, Portugal teve que recorrer a canadair’s estrangeiros.

    Entre os dias 28 de Julho e 2 Agosto actuaram os canadair’s italianos.

    Dia 29 2 espanhóis em Viana do castelo, a partir dai e esta informação estava no site da ANPC tivemos que pedir canadair’s a Espanha.

    No dia 3 para o incêndios do geres em Arcos de Valdevez, dia 5 de Agosto num incêndio em Mogadouro no parque natural do Douro Internacional, e nesse dia penso que também novamente no geres no incêndio de terras de Bouro.

    Dia 7 de Agosto novamente no incêndio de são Pedro do sul segundo o que se encontra na página da ANPC.

    No dia 8 os canadair’s espanhóis voltaram ater que actuar em São Pedro do sul

    Dia 9 andaram mais 2 canadair’s espanhóis a actuar no geres, em terras de Bouro.

    Dia 10 os canadair’s espanhóis voltaram a actuar no geres.

    Dia 11 e 12 não andaram porque hevia incêndio na Espanha commfartuta e na Galiza em especial, e por isso a floresta Portuguesa ardeu que foi uma desgraça, inclusive, o geres.

    Hoje já andaram outra vez no geres.

    Para além disto, já antes do dia 28, data da vinda dos 2 canadair’s italianos se tinham pedido canadair´s a espanha.

    Isto é negativo para a imagem do pais, passa para o estrangeiro uma ideia de incapacidade e de caos no pais.

    Não se pode banalizar desta forma o pedido de meios estrangeiros, isto só deve ser feito em situações excepcionais, não tem jeito nenhum andar todos os dias a pedir canadair’s a outros países, mais ninguém o faz na europa, a menos que se verifiquem calamidades como a de 2003 ou 2005, não no actual cenário, temos que ter os nossos meios próprios, e os existentes esta provado que não chegam para as encomendas.

    Sendo assim, fica provado que os 2 canadair´s são insuficientes e ter se iam poupado milhares de hectares de floresta tanto este ano como nos anteriores se Portugal tivesse em vez de 2, uma frota de 6 canadair’s, o ideal seriam 8, mas mesmo 4 teriam poupado milhares de hectares de floresta.

    Por exemplo o incêndio de São Pedro do Sul que dura já há 2 dias, não teria sido nada se tivesse sido atacado na sua fase inicial por meios aéreos pesados, não foi porque?
    Porque há hora que começou ontem à tarde o incêndio de São Pedro do Sul, os canadair’s portugueses estacionados em Seia andavam no incêndio do geres, e por este motivo um fogo que podia ter sido travado na sua fase inicial por meios aéreos pesados que lhe cortassem a cabeça transformou-se num gigante que já é visível do espaço segundo o que vi numa imagem que a sic mostrou às 8 horas no jornal da noite, e se pode tornar no maior incêndio do ano.

    Esta pedinchice de meios aéreos ao estrangeiro é verdadeiramente deprimente, então a Espanha é uma vergonha, amenos que os responsáveis da ANPC já preparem a época de fogos a contar com os canadair’s estrangeiros, talvez seja uma directiva do ministro da administração interna para que tenhamos sempre que nos andar a rebaixar a outros, países, nomeadamente a Itália, França, e Espanha, então a Espanha é uma vergonha, sempre este rebaixar, a pedir canadair’s aos espanhóis, isto em parte é para dar a entender para a opinião publica que os espanhóis são nossos amigos e bons rapazes, quando na verdade este pais conspira contra Portugal todos os dias, parece que o iberismo já chegou ao combate aos incêndios.

    Enquanto Portugal á semelhança dos restantes países mediterrânicos não tiver uma frota própria de aviões Canadairs, tripulados pela Força Aérea Portuguesa como acontece em todos os outros países que os possuem, e acabar de vez com esta mamadeira que são os alugueres de Canadairs e restantes meios aéreos, porque dos 56 meios aéreos da campanha de 2010 apenas 10 são do estado, os 6 kamov e os 4 ecuriel, com isto não quero dizer que o estado deve possuir a totalidade dos meios, isso não é necessário, mas a juntar aos helicópteros que já possui devia ter meios aéreos pesados alugando depois os restantes meios, nomeadamente helicópteros ao sector privado.

    Contudo não os temos e todos os anos continuam a arder milhares e milhares de hectares de floresta desnecessariamente, e o que mais me choca é que a sua aquisição este muito perto, em 2005 o Santana Lopes tinha o contrato já muito adiantado para a aquisição dos 6 canadairs

    http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=594541

    Contudo e fruto do golpe de estado institucional protagonizado pelo senhor Jorge Sampaio Presidente da República à altura, com o consequente saneamento do Santana Lopes tudo foi por água a baixo porque o Ps decidiu desistir do concurso que estava em marcha.

    Mas o que é mais grave e difícil de explicar é porque motivo é que o governo PS depois de tomar posse desistiu de um concurso público internacional de aquisição de 6 aviões Canadair, co-financiado pelo Banco Europeu de Investimentos na razão de 6,5 milhões de euros por cada avião novo, ou seja, os aviões novos custavam cerca de 25 milhões de euros cada e o BEI financiava cerca de 25 %.

    Por exemplo a Espanha e Grécia adquiriu grande parte da sua frota de Canadair ao abrigo deste programa do BEI, pelo facto destes e países à semelhança de Portugal ainda ser considerados elegíveis para o Fundo de Coesão, e nós em vez de aproveitarmos e adquirirmos os aviões na altura preferimos pagar Milhões de Euros anualmente em concursos de aluguer de aeronaves.

    http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2005/08/economia-do-fogoi.html

    Isto só se explica porque há muita gente a comer do aluguer destes aviões e não querem acabar com esta mamadeira, aliás os 2 canadair’s que actuam em Portugal de matricula EC-HEU e EC-HET são propriedade da empresa espanhola HISPORAVIA e alugados desde 1998 primeiro pela Aerocondor agora pela espanhola Inaer.

    Portugal tornou-se num depositório de sucata da europa, nomeadamente Canadair’s velhos, air tractor’s, dromader’s, estes últimos que já não se usam a não ser em Portugal.

    No que diz respeito ao combate a incêndios com aeronaves andamos sempre um passo atrás da Europa, já todos os países mediterrânicos usavam canadair’s Cl-215 e nos ainda andávamos com catalinas, que só saíram de cena penso que em 2001, ou seja, nessa altura fomos depositório de sucata, de catalinas.

    Agora que os outros já usam os canadair’s Cl-415, nós usamos os Cl-215 e somos depósitório de canadair’s, dromader’s obsoletos e air tractor’s, que a “industria do fogo”, ou seja, as empresas privadas através dos contactos que têm no sistema e no lobby instalado conseguem por a voara em Portugal, e que já não voam nos outros paises europeus.

    É uma vergonha.

    Podem ter a certeza, no dia em que algum governante correr com estes papantes todos e encostar este lobby, e Portugal adquirir uma frota de no mínimo de 6 canadair´s, o ideal seria 8, podem ter a certeza que os grandes incêndios vão diminuir, enquanto isso não acontece a floresta Portuguesa vai sendo queimada a um ritmo alarmante.

    No meio de tuso isto, com incendios activos durante cinco dias seguidos, caso se são pedro do sul, tabuaço, paranão falar dop geres que arde há mais de uma semana seja nos arcos, em terreas de bouro ou ponte da barca, e já agora asera da estrela que arde há dois, o ministro da tutela vem fazer figuras deprimentes para atelevisão dizer que a situação esta controlada e o dispositivo é o adequado.

    Haja paciencia para este senhor.

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  35. C. Medina Ribeiro's avatar
    14 Agosto, 2010 18:40

    Dantes, a limpeza das matas acontecia naturalmente, pois a população precisava da lenha (incluindo folhas, gravetos, caruma e pinhas) e do tojo (para as “camas” dos animais, posteriormente convertido em estrume).

    A desertificação e a mudança de hábitos reduziram isso drasticamente.

    No entanto, e como sempre que há catástrofes, as causas são múltiplas. O problema sucede quando essa multiplicidade ocorre simultâneamente (ou quase).

    Como se diz na «Guerra e Paz»: naquelas circunstâncias concretas, não podia acontecer outra coisa.

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  36. João Alves's avatar
    João Alves permalink
    14 Agosto, 2010 18:45

    Depois é muito estrano que a comunicação social nãoi fale do facto do nosso pais ter apenas 2 canadair’s velhos, um deles hoje esteve avariado, e depois tenhamos que andar todos os dias a pedir canadair’s aos outros paises, nomeadamente italia, frança, e espanha, então em relação á espanha é uma vergonha, parece que já somos uma provincia espanhola onde apenas estão estacionados 2 canadairers em seia, e em, que para aqui são enviados maos canadairs sempre que necessaário.

    que vergonha.

    E também acho muito estrano que a comunicação social não fale também que ops bomberios voluntários esperam há 3 anos que lhe sejam entregues 95 viaturas, num concurso que tem viondo a ser adiado ano apos ano.

    Parabens jose amnuel fernades por começar a falar disto.

    Em relação aos regionsliasta do Porto, convem dizer que essa gente apenas esta interessada em balcanizar e dividir o pais, muito deste individuos nutrem um odio de morte por lisboa, e não é por acaso que de vz em quando se vem por aqui ujns senhores do porto com os nick de galecia e afins, a defender a secessão de lisboa, estes motivados pela plitização do futebol, mas os cabecilhas, como o senhor meneses convertido ao iberismo e feito com espanham, dai ter vindo defender o ensino do espanhol em portugal desde a primária.

    Nunca s epode dar oa porto o poder sobre tudo acima do douro, issos eria morte de portugal.

    Não concordo coma regionalização, somos um estado nação, contudo agora as matilhas de caciques desempregados estão ai no terreno desempegadas e querem tacho e por isso vem defender a regionalização.

    Mas apesar de não concordar com ela, admito discuti-la se ela for posta no mapa das 8 ou 10 regiões, respeitanmdo a identidade histórico cultural dos portugueses, com transmontanos, minhotos, beiroes, ribatejanos, alentejanos, e algarvios.

    No mapa iberista das 5 regiõpes, com nortes suis, e afins nem pensar nisso, o porto não pode tomar controle sob o que se encontra acima do douro.

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  37. Arnaldo Silva's avatar
    Arnaldo Silva permalink
    14 Agosto, 2010 18:49

    A maçonaria e o poder instalado em Portugal anda a pagar e a patrocinar muitos indivíduos para que lancem livros a criticar os bombeiros voluntários em Portugal, e neste caso a fazer a promoção da Espanha e dos modelos espanhóis, para depois estes memos senhores que querem acabar com os bombeiros e que lhe lançaram este ataque selvagem em 2005 poderem dizer que há estudiosos que dizem que os bombeiros voluntários têm que ser extintos.

    Esta gente quer matar Portugal e empacotar-nos numa federação com sede em madrid, perseguem a ibéria pagos a soldo por espanha, mas antes de isso acontecer é necessário, acabar com o voluntariado em Portugal visto que isso é único do nosso pais, é uma imagem de marca de Portugal, e em espanha não existe ou é residual, sendo assim, estão afazer tudo para destruir os bombeiros portugueses de modo a uniformizar o combate aos fogos em portugal e espanha.

    Como os bombeiros não dependem desta gente, e não respondem perante estes indivíduos, há que eliminá-los, não vão eles no futuro opor-se em massa a isto, quer queiramos quer não os bombeiros voluntários são um exercito à escala nacional e algo que nos diferencia de espanha.
    Quarta feira na RTP N apareceu lá um artista que fez um ataque selvagem aos bombeiros voluntários, declarou que a solução era acabar com eles, retirá-los do combate aos fogos, e criar uma estrutura toda nova de bombeiros florestais, segundo ele copiar o modelo Andaluz, claro tinha que ser o modelo espanhol, isto cheira a iberismo, e gente patrocinada por traidores à pátria.

    Convêm lembrar que o senhor nada percebe de incêndios florestais, ele é um romancista, lançou este livro em 2006, por sinal altura em que começou este ataque desenfreado aos bombeiros em Portugal.

    Em relação ao livro em causa aquilo é um chorrilho de disparates, na Andaluzia não há resinosas, aquilo é só vegetação autóctone, que resiste por natureza ao fogo, é por isso que lá não há grandes incêndios, basicamente não nada para arder, acontece o mesmo que no Alentejo.
    Podem ver aqui no bombeiros para sempre, onde o individuo foi chamado a contas.

    http://bombeirosparasempre.blogspot.com/2010/08/portugal-o-vermelho-e-o-negro.html

    http://bombeirosparasempre.blogspot.com/2010/08/autor-do-livro-portugal-o-vermelho-e-o.html

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  38. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    14 Agosto, 2010 18:54

    ««Depois é muito estrano que a comunicação social nãoi fale do facto do nosso pais ter apenas 2 canadair’s velhos»»

    Se calhar é porque o Estado português aluga meios aéreos conseguido com isso ter bons meios aéreos, mas mais barato de que se fosse proprietário deles.

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  39. JoaoMiranda's avatar
    JoaoMiranda permalink*
    14 Agosto, 2010 18:57

    Caro João Alves,

    pode informar-se sobre os meios aéreos à disposição do Estado aqui:

    MAI anuncia 50 meios aéreos para combate a fogos

    http://aeiou.expresso.pt/mai-anuncia-50-meios-aereos-para-combate-a-fogos=f109819

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  40. regada mertório's avatar
    14 Agosto, 2010 19:04

    Sempre que se discutem os incêndios vem sempre em primeiro lugar a eficácia no combate.Já todos sabemos que gostamos de mostrar nos areópagos europeus e não só que somos uns gajos ricos e muito prafrenteque e então vai de dizer que já encomendámos não sei quantas carruagens de tgv etc. e depois não nos envergonhamos de andar a mendigar aviões para nos virem acudir.Quanto se gasta no combate?Este dinheiro chegava e sobrava para fazer grandes aceiros à volta das povoações e dessas casinhas de que não gosta e que eu tanto aprecio porque são uma forma de povoar ou quere-os todos em Lisboa,de onde fugi logo que pude,enclausurados em gaiolas e sentados nos cafés ou bancos de jardim.Com esses aceiros de que falo deixaríamos de ter esse espectálo degradante de ver populações a fugir e a chorar.Isto levava-nos muito longe mas ainda lhe quero dizer que,apesar da desertificação,ainda temos muita gente capaz de ser bombeiro.Há é falta de vontade de o ser.E já agora,se as câmaras municipais criassem os seus corpozinhos?E se os do rendimento mínimo,muitos dos quais com bom físico para trabalhar,dessem também uma ajudinha?etc,etc etc.

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  41. Patrício's avatar
    Patrício permalink
    14 Agosto, 2010 19:05

    Ao leitor Rxc, em #5 e #12 :

    Faça o favor de ler novamente o meu comentário em #1 e explique lá aos restantes leitores em que consiste a minha alegada estupidez.

    Ao leitor LuckLucky em #24 :

    Agradeço que tenha tido a paciência de responder às perguntas que deixei em #1. Como deve ter compreendido, tratava-se de perguntas com alguma dose de ironia dirigida a JMF, cujo artigo me pareceu tão extenso quanto incompleto.

    De facto, eu acredito que a maioria das chamadas ignições não é expontânea, mas sim provocada por gente mal intencionada.
    E, por outro lado, tenho dúvidas acerca dos efeitos de uma limpeza excessiva da matéria orgânica depositada na floresta, por ser retirado parte do fertilizante natural da vegetação.

    Esta segunda pergunta procurava encontrar aqui alguém que soubesse do assunto, pois eu não sou especialista na matéria, mas pelos vistos apenas se encontram comentadores que preferem ofender os outros a coberto do anonimato.

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  42. zazie's avatar
    14 Agosto, 2010 19:40

    # 31

    Acho que está enganado. Em Portugal o campo está deserto porque vive tudo de serviços na cidade.

    Não tem a menor comparação com França, ou Inglaterra, ou Bélgica, ou Áustria.

    Isso de viver na província não significa viver no campo mas em cidades de província. E não era assim noutros tempos.

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  43. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    14 Agosto, 2010 20:19

    José Manuel Fernands,
    Um excelente texto sobre os fogos. Apenas uma divergência: a insistência na fileira florestal. A questão não é florestal, é mais lata que isso. Quanto mais não seja porque a floresta suficientemente competitiva para pagar a limpeza de matos (neste momento quase só a que é gerida pelas celuloses e os montados, se se considerarem montados como floresta, o que é duvidoso), mesmo nas melhores condições técnicas, não deve passar de 20% do território. Junte-lhe os trinta por cento de agricultura e outro usos (incluindo urbano, albufeiras, campos de golfe, equipamentos e etc.) e sobram-lhe 50% onde a floresta não tem a menor capacidade de contribuir para a resolução do problema dos fogos porque não tem produtividades que a tornem competitiva se tiver de roçar mato.
    Aos comentadores que passam o tempo a falar de ignições. Se forem a um casino (o exemplo não é meu no que diz respeito a esta percepção das probabilidades, é retirado do livro o Cisne Negro) ficam com a sensação de que ter um jackpot é altamente improvável. E é de facto. Portanto pensa-se que o dono do casino nem tem muito que se preocupar com isso. O erro desta percepção é termos como amostra as nossas idas ao casino, relativamente poucas. Mas se olharem para todas as apostas que são feitas, perceber-se-á que é muito provável que em curtos espaços de tempo, fenónemos altamente improváveis aconteçam, porque o número de tentativas é de tal maneira elevado que mesmo eventos de baixíssima probabilidade acontecem.
    O que tem isto com as ignições dos incêndios? É que nós confundimos as ignições reais com as ignições registadas nos sistemas. As ignições reais todos os dias são imensamente mais (cada vez que alguém acende um cigaro, um fósforo, faz uma faísca com uma máquina e milhares de outras situações que todos os dias e a todas as horas acontecem às centenas). As que são registadas no sistema são apenas as que cresceram o suficiente para serem consideradas fogos. Por isso, com ampla demonstração feita, as ignições variam enormemente com as condições meteorológicas. Não é razoável pensar que os comportamentos das pessoas mudam em quatro dias o suiciente para termos variações entre 100 e 400 ignições num dia (do simples para o quádruplo). O que é razoável é pensar que milhares de ignições são inofensivs quase todos os dias, mas em cerca de quinze dias por ano (em Julho foram dois, 26 e 27, em Agosto foram mais três ou quatro(seis sete e oito, mais hoje, talvez) qualquer uma das milhares de ignições pode rapidamente progredir e transformar-se num fogo. Ou seja, sim, com certeza pode ter-se mais cuidado nesses dias, mas isso não vai resolver nada, porque basta uma ignição para começar um fogo que queima 5000 hectares.
    Deixem-se disso e comam queijo da serra, cabrito da gralheira e por aí fora durante o ano, valorizem os produtos que na sua produção consomem matos e farão muito mais pela gestão do fogo que andar a vociferar contra os supostos criminosos (a maior parte das quais, como se sabe e é comprovado pelos estudos sobre o assunto, são inimputáveis porque sofrem de perturbações mentais).
    henrique pereira dos santos

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  44. Pedro C's avatar
    Pedro C permalink
    14 Agosto, 2010 20:27

    Há anos estive num congresso internacional sobre fogos florestais e impressionou-me o relato finlandês de que a média anual ardida era de 40 hectares, apesar da temperatura de Verão ser bastante elevada e da sua floresta ser predominantemente resinosa. Na altura vigiavam a floresta fronteiriça russa, temendo que as cinzas se levantassem de novo. Razão para este sucesso: o civismo da população e os seus prontos avisos de fogo, o ordenamento das matas e o ataque enérgico e rápido.
    É pedir muito para aqui? Sem dúvida, mas muito podia ser feito sem esbanjamento de meios. Por exemplo: retirar biomassa às nossas florestas, utilizando-a como combustível para centrais e pagando-a a preço justo por forma a viabilizar pequenas empresas nessa área. Este objectivo podia facilmente ser conseguido, ajudando a economia, se se estabelecesse uma quota de energia de biomassa por x de proveniência de eólica. Retire-se o combustível e não haverá fogo. Aproveitar os nossos voluntariosos clubes de ultraligeiros e pô-los a vigiar o território, o que, além do mais, exerceria uma acção desencorajadora contra os incendiários e propiciaria um aviso rápido para desencadear a acção de combate. Por último, dispor de meios pesados para o primeiro ataque. A Força Aérea poderia e deveria dar uma boa ajuda, se não dependesse de complicadas redes intermédias de comandos (o difícil é que estes estão estabelecidos e fazem parte do “sistema”). Eficácia, economia de meios e uma ajudinha à criação de postos de trabalho, sem desperdiçar combustível de que somos tão carecidos.

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  45. MJRB's avatar
    14 Agosto, 2010 20:36

    Zazie 41,

    Campo, é campo. Deserto, semi-cultivado ou cultivado.
    Lugares, são lugares, às centenas e existem com pessoas.
    Aldeias, há milhares e estão habitadas (*).
    Sugiro-lhe umas viagens e, para constatar que estes incêndios acontecem também junto ou dentro de aldeias ou vilas, que veja os telejornais.

    O problema-mor é a ignorância, desatenção e laxismo do governo e do estado, a não prevenção, o abandono dumas zonas, a falta de meios operacionais para combate aos incêndios, as escassas verbas atribuídas aos sapadores e guardas florestais, os escassos vigilantes. Mais o calor, o vento e, os incendiários ou incautos.

    (*) Exceptuando umas duas dezenas, se tanto, semi-abandonadas ou abandonadas.

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  46. Pedro teixeira's avatar
    Pedro teixeira permalink
    14 Agosto, 2010 20:38

    Portugal tem 50 meios aereos, o problema é que desses 50, 12 são sucata, refiro-me aos dromader’s e air tractor’s que a industria do fogo atrvaes dos contactos no sistema poe a voar, e que estão obsoletos, disfunicioais e que nãovoma nos outros paises europeus.

    Para alem disso dispomos de apenas 2 canadair’s numero ridiculo para um pais como Portugal.

    Portugal tinha que ter pelomenos 8 destes aviões pesados, e não diagm que não são necessa´rios, se não fossem não yinhamos que os andar a pedir todosd os dias ao estrengeiro.

    Sejam alugados ou do estado, o que é certo é que precisamos de canadair’s, porque os 2 são uma nulidade, não dão para nada.

    os numeros dosoutros paises estão me cima, frança com mais e vinte, espanha com 18, italia 16, grecia 13 e ate a croacia tem 6.

    com canadairs também arde sem duvida, mas com estes aviões o estrago é sempre minorado.

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  47. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    14 Agosto, 2010 20:42

    Aliás, pôr o país a arder, faz parte do programa do actual governo sucialista!

    Qual a novidade?

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  48. zazie's avatar
    14 Agosto, 2010 20:46

    # 44

    Não me vai dizer que não existe desertificação do interior e que o povo português se está completamente marimbando para a floresta.

    Está. Já não há povo. Acabaram com ele inventando essa treta de caricatura citadina a viver de serviços.

    Quanto a responsabilidades maiores, de acordo. A governamental vem à cabeça. Mas os tugas que vivem na província já nem são camponeses. São essa caricatura de betão que matou o povo.

    O pouco que existe é gente velha.

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  49. zazie's avatar
    14 Agosto, 2010 20:48

    E sim. Conheço Portugal inteirinho (incluindo ilhas) feito de mochila às costas e transporte público.

    Sei o que foi e o que é.

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  50. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    14 Agosto, 2010 22:00

    Pedro C
    Sugiro que olhe para um mapa da produtividade primária da Europa e compare a produtividade primária na Finlândia com a da fachada atlântica da Península (se tiver dificuldade eu publico no blog onde escrevo, onde aliás coloquei uma imagem com a produtividade primária na Península para explicar por que razão arde o Algarve, o Norte de Portugal e a Galiza muito mais que o resto). E sugiro que compare quer a duração da época quente, quer a secura (não se esqueça que o único clima do mundo em que a estação seca coincide com a estação quente é o mediterrânico).
    E por fim sugiro que compare a densidade populacional da Finlândia com a do Minho.
    Sempre ficará com ideias mais acertadas sobre as razões pelas quais não arde na Finlândia.
    henrique pereira dos santos

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  51. Pedro teixeira's avatar
    Pedro teixeira permalink
    14 Agosto, 2010 22:09

    pORTUGAL NÃO TEM CANADAIR’S EM NÚMERO SUFICIENTE.

    FICAM AQUI OS NÚMEROS ACTUALIZADOS, COM DADOS QUE FORAM TIRADOS DA PÁGINA DA ANPC.

    A prova de que os dois canadair’s estacionados em Seia são insuficientes, está no próprio site da ANPC, desde o dia 28 de Julho, data em que chegarem a Portugal 2 canadair’s italianos, quase todos os dias desde ai e hoje já vamos no dia 13 de Agosto, Portugal teve que recorrer a canadair’s estrangeiros.

    Entre os dias 28 de Julho e 2 Agosto actuaram os canadair’s italianos.

    No dia 29 de Julho tivemos 2 canadair’s espanhóis em Viana do castelo, a partir dai e esta informação estava no site da ANPC tivemos que pedir canadair’s a Espanha no dia 3 para o incêndios do geres em Arcos de Valdevez.

    Ddia 5 de Agosto num incêndio em Mogadouro no parque natural do Douro Internacional, e nesse dia penso que também novamente no geres no incêndio de terras de Bouro.

    Dia 7 de Agosto novamente no incêndio de são Pedro do sul segundo o que se encontra na página da ANPC.

    No dia 8 os canadair’s espanhóis voltaram ater que actuar em São Pedro do sul.

    Dia 9 andaram mais 2 canadair’s espanhóis a actuar no geres, em terras de Bouro.

    Ontem dia 10 os canadair’s espanhóis voltaram a actuar no geres.

    Dia 11 e 12 não andam porque também deflagraram incêndios da Galiza como é possível ver no site do EFFIS, a culpa, é do senhor do MAI que planeia a época de fogos a contar com os canadair’s espanhóis, mas estes apenas vem a Portugal como é lógico apenas quando não são necessários em Espanha.

    Dia 13 novamente 2 canadair’s espanhóis no Geres e os dois franceses.

    Dia 14 1 canadair espanholno geres, outro em Seia e os 2 franceses.

    Para além disto, já antes do dia 28, data da vinda dos 2 canadair’s italianos se tinham pedido canadair´s a espanha.

    MEDIANTE ISTO AINDA HÁ ALGUEM QUE TENHA CORAGEM DE DIZER QUE PORTUGAL TÊM CANADAIR’S EM NÚMERO SUFICIENTE.

    PORQUE É QUE NINGUEM FALA DISTO.

    PIOR AINDA, DOS 2 UNICOS QUE PORTUGAL TEM E QUE SÃO ALUGADOS, UM HOJE NÃO ESTEVE OPERACIONAL PORQUE ESTAVA AVARIADO E EM OPERAÇÕES DE CONCERTO, SÃO VELHOS E QUANDO PARA AAQUI VIERAM JÁ VINMHAM GASTOS, SÃO MÁQUINAS COM QUASE 20 ANOS.

    PARA ALEM DISTO NÃO ESQUECER QUE OS BOMBERIOS ESPERAM HÁ MAIS DE 3 ANOS PELA ENTREGA DE 95 VIATURAS.

    ENQUANTO QUE OS GIP’S DA GNR QUE SE TEM DEDICADO A CENAS DE PUGILATO COM A POPULAÇÃO, E AS FEB, CRIADAS TAMBÉM EM 2005 E POMPOSAMENTE DESIGNADAS DE FORÇA ESPECIAL DE BOMBEIROS, ESTES SENHORES ANDAM EM PICK UP’S TOPO DE GAMA.

    POR

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  52. Jose Domingos's avatar
    Jose Domingos permalink
    14 Agosto, 2010 22:53

    E os dois sistemas aerotransportados, de combate a incêndios, para os c-130 da Força Aérea, que estariam na base do Montijo, onde estão e em que estado.
    É que foram comprados, com o nosso dinheiro……….

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  53. Arnaldo Silva's avatar
    Arnaldo Silva permalink
    14 Agosto, 2010 23:27

    Primeiro é com os canadair’s, este senhore do MAI sabem muito bem que os nossos 2 canadair’s são insuficientes, contudo prepara a época de fogos a contar com os candadair’s espanhóis, ou seja, em vez de termos os nossos, não temos que pedir a Espanha, ate ai a soberania do pais já esta entregue a Espanha.

    Desde o dia 28 de Julho que quase todos os dias o pais tem que pedia canadair’s ao estrangeiro, seja à Itália, França ou então aos espanhóis, esses é vergonhosa esta passagem de soberania do pais.

    Isto não é normal, este gente não dota o pais de meios suficientes, apenas para andar nesta pedinchice a Espanha, é de propósito, para o povo achar que já estamos entregues aos espanhóis.

    Pensam que a população não faz estes comentários, a população sabe bem que os aviões são espanhóis.

    Começou com as maternidades e serviços de urgência, agora já vai no combate aos fogos.

    E os canadair’s não são requisitados através do Mecanismo Europeu como acontece com os que são requisitados á França, ou Itália, são requisitados pelo comando nacional da ANPC directamente ao comando espanhol, claro está em castelhano, que futuramente mudara novamente de nome e se passará a chamar língua ibérica, é que se os senhores da ANPC falarem em Português eles já não enviam os canadair’s.

    E os que vem são sempre os mesmos, são os que estão na base de matacan em salamanca, que estiveram nas semana passada em são pedro do sule esta zemana na serra da estrela, os que estão na galiza para a parte do geres, e os alentejanos estão entregues a dois que estão perto de badajoz, em Talavera la Real, e que já ca vieram ano passado, bem como ao Algarve.

    E isto não é inocente, o objectivo fazer o chamado “mind control” da população, dando a entender que espanha e os espanhóis são bosn e amiguinos e que ate canadair’s nos enviam, é sem duvida iberismo a todo o vapor.

    Faz de conta que a ibéria já existe e que nós somos apenas mais uma província espanhola, onde apenas estão estacionados 2 canadair’s, e se forem precisos mais vêm de províncias vizinhas.

    Deste plano, faz parte também claro está acabar com os bombeiros voluntários, porque os bombeiros são uma organização muito forte, implantada em todos os concelhos do pais e que goza de independência desta gente, por isso é que eles querem acabar com os bombeiros voluntários, visto que estes não respondem perante estes indivíduos, há que eliminá-los, não vão eles no futuro opor-se em massa a isto, quer queiramos quer não os bombeiros voluntários são um exercito à escala nacional e algo que nos diferencia de espanha.

    Em substituição vêm com as FEB’s, vestidos de amarelo tal e qual os bombeiros em grande parte de Espanha, e os GIPs’s, versão Portuguesa da UME – Unidade Militar de Emergências espanhola e que fopi criada mais ao menos ao mesmo tempo por estes senhores do MAi criaram os GIP’s, ou seja, tudo isto faz parte do plano para uniformizar os bombeiros entre Portugal e Espanha, para isso há que acabar com o voluntariado, visto que em Espanha isso não existe, ou é residual.

    Em 2005 assinaram estes protocolo em relação aos canadair’s, de que constava também que em zona de fronteira intervenham bombeiros dos dois países, mas isto é apenas o começo, e é para preparar terreno para o que ai vem, de modo a começar a habituar o povo à ideia.

    E o que se segue são protocolos de cooperação, como o que o governo deu ordem ao governador civil de braga para activar ontem devido ao incendio do geres e que fez entarr bomberios espanhóis em Portugal, não me admira nada que fosse ideia do senhor do MAI, em que o auxilio deixa de ser em zona de fronteira e passa a ser extensível a todo o território.

    E o objectivo, é simplesmente por os bombeiros da Galiza no Minho, em vez de mandar para lá os de tras os montes, no Alentejo os da extremadura espanhola, em vez de serem auxiliados pelos algarvios e pelo pessoal da beira baixa, na beira alta em vez de vir o pessoal do litoral, vem o de Castela leão, e vice-versa.

    Com certeza que gente que não vê um palmo à frente dos olhos vai achar isto bem, mas não tem capacidade para ver atrás da névoa e descobrir o verdadeiro objectivo de protocolos e medidas como esta.

    Em situações excepcionais eu ate admito ajuda entre países, mas o problema é que esta gente quer banalizar isto, como fez com os canadaoir’s espanhóis que vêm cá a toda a hora, e por a entrar bombeiros espanhóis em Portugal, ou vice-versa a todo o momento, e por qualquer fogacho que surja, em vez de serem os respectivos países a tomar conta das ocorrências nos seus devidos territórios, sendo o auxilio internacional pedido apenas em condições excepcionais.

    Não tarda nada esta ai um organismo de protecção civil uniformizado entre Portugal e o reino castelhano com comando único e tudo, claro esta com sede em madrid e onde terá que se falar castelhano, se continua assim podem ter a certeza, o objectivo desta gente é esse, é neste sentido que esta gente trabalha, mas primeiro não se esqueçam os bombeiros voluntários tem que ser eliminados, é que com voluntários não dá para afzer isso, em Espanha não os há.

    E com certeza que este mecanismo se vai chamar ibérico, luso-espanhol agora não se pode usar, é tudo ibérico, desde 2005 que é assim, luso-espanhol é palavra proibida, para uniformizar isto.

    As pessoas tem que acordar para esta realidade, é iberismo a todo o vapor, e ate os fogos florestais servem para o promover.

    Olha a maçonaria a trabalhar.

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  54. Arnaldo Silva's avatar
    Arnaldo Silva permalink
    15 Agosto, 2010 00:22

    Não se percebe porque motivo este governo desistiu em 2006 de comprar 6 canadair’s, financiados em 25% pelo BEI-Banco europeu de investimento, quando a grecia, espanha e itália adquiriram quase a totalidade da sua frota ao abrigo deste mecanismo.

    Desistiram assim, de um contrato que vinha já a ser negociado do governo de santana lopes, que não o pode fechar visto que foi saneado em 2005 pelo senhor sampaio, com um golpe estado institucional.

    http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=594541

    Em relação aos kit´s dos c-130, a força aerea sempre se disponibilizou para colaborar no combate aos fogos, contudo primeiro foi o senhor Dias Loureiro nos anos 90 que impediu que fossem usado, , pudera ele mamava com o aluguer dos meios para o combate aos fogos, que eram alugados por ele através da sociedade lusa de negócios, e este senhor sempre teve ligações com as firmas da industria do fogo.

    Sem dúvida que anda muita gente a comer as custas de sucata que para ai andam a combater incêndios, nomeadamente esses dromader’s e air tractors obsoletos, que as empresas privados põem a voar com os contactos que tem nos governos e nos ministérios
    ,aviões estes que já ninguem poe no ar na europa a não ser portugal.

    Primeiro foi o senhor Dias Loureiro nos anos 90, pudera ele mamava com o aluguer dos meios para o combate aos fogos, que eram alugados por ele através da sociedade lusa de negócios.

    http://diario.iol.pt/noticia.html?id=580894&div_id=4071

    Depois já nos tempos de Guterres foi o Armando Vara que não autorizou o uso dos c-130 mo combate aos fogos, as razões deviam ser as mesmas do dias loureiro, comeram os dois da mesma gamela, sabem, anda muita gente a ganhar dinheiro com esta sucata que voa em Portugal, com dromader’s e air tractor’s obsoletos.

    Enquanto o estado não adquirir uma frota de aviões pesados em numero suficiente para cobrir a nossa vasta area florestal e espalhados pelo pais, num numero nunca inferior a 8 unidades, sejam estas aviões canadair’s ou beriev’s, e entregues a força aérea portuguesa, e encostar esta sucata destes 12 dromader’s e air tractor obsoletos que a industria do fogo põe a voar, enquanto isto não for feito o pais vai arder desta maneira.

    Estes aviões podem não resolver tudo, mas ajudam muito, e se todos os outros países mediterrânicos os tem, porque motivo Portugal ainda não os adquiriu.

    Pelos vistos fazem muita falta, já que passam a vida a pedi-los aos outros paises.

    Poertugal precisa destes aviões canadair’s ou beriev’s, e ponto final.

    Admito que sejam alugados, apesar de preferir que o estado os dquira, mas o que é certo é que precisamos deles.

    E não vale a pena tentarem negar esta evidencia.

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  55. Me's avatar
    15 Agosto, 2010 01:00

    o que eu gostava era que alguém calculasse umas coisinhas : o que custam os fogos e o que se poupa com o fecho de serviços no interior , que potenciam a desertificação. tenho mesmo curiosidade no balanço.

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  56. anonimo's avatar
    15 Agosto, 2010 01:56

    Actualmente, com raras excepções, em Portugal as pessoas vivem nas cidades ou vilas e as que ainda residem nas aldeias já não se dedicam à agricultura, pastorícia ou floresta. Nem à ppequena agricultura de proximidade.

    As crianças duma aldeia já pouco se distinguem das crianças das grandes urbes – “o frango nasce no hipermercado” – uma grande tragédia económica, social e cultural.
    E com as actuais políticas em especial as “modernaças” (des)políticas inducativas?!

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  57. anonimo's avatar
    15 Agosto, 2010 02:01

    Estamos a permitir que sabujos, incompetentes, idiotas, mentirosos, broncos e criminosos nos «roubem» a identidade colectiva e individual. Ou Alma.

    Até quando o vamos permitir?

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  58. AAA's avatar
    AAA permalink
    15 Agosto, 2010 10:50

    Caro Henrique
    Tenho lido as suas análises. São de grande qualidade e sabe manifestamente do que fala.
    Mesmo assim coloco-lhe esta questão: Como explicar uma ignição no mato em local isolado às 4 da manhã? E dois fogos com origem quase simultânea de madrugada, afastados algumas centenas de metros? Não serão causas «naturais» a mais?
    Já agora, pode descodificar para leigos as conclusões a que chegou sobre o caso finlandês?
    Obrigado.

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  59. António da Costa's avatar
    António da Costa permalink
    15 Agosto, 2010 11:07

    #55

    Até quando existirem pessoas que “falam” anonimamente, que têm medo de dar a cara.

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  60. Pedro C's avatar
    Pedro C permalink
    15 Agosto, 2010 11:09

    Henrique Pereira Dos santos:

    Eu falei em 40 hectares de mata ardida por ano na Finlândia. Sei que o clima não é o mesmo de Portugal, mas não é assim tão diferente do da Russia e, como se observa, a Russia não tendo clima mediterrânico também arde bem! Não vejo que a diferença de densidade populacional entre o Minho e a Finlândia jogue a favor da Finlândia: no caso de aviso de fogo, quanto mais gente maior é a probabilidade de ocorrer.
    O problema situa-se noutra área: na civilidade das populações e na qualidade dos governantes. Aí não há a mínima comparação entre este caos e a Finlândia.
    Outro aspecto que referi, é o facto do combustível que os incêndios consomem estar a ser usado para destruir, em vez de aproveitado para produzir energia e postos de trabalho (postos de emprego é coisa diferente), bastando para isso que as opções nas energias alternativas fossem as acertadas. A opção eólica é cara e, dada a intermitência, não dispensa as centrais térmicas. Quando em excesso, temos que pedir a Espanha o favor de a aceitar a custo zero! Chegámos a oferecer a Espanha, numa só noite, o equivalente a toda a energia produzida num ano pela central solar do MARL que custou mais de 30 milhões!

    Não seria interessante minimizar o risco de fogo e, ainda por cima, obter proventos? E, caso ocorram, atacá-los com racionalidade?

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  61. JCA's avatar
    JCA permalink
    15 Agosto, 2010 16:10

    .
    O acaso de Descartes: os incêndios são função do aquecimento do mal estar dos Cidadãos, Empresas e Familias perante a Situação/Oposição. Basta uma analise fogos/situação politica desde o 25 de Abril para se constatar este acaso. O resto é com os ‘entendidos’.
    .

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  62. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    15 Agosto, 2010 16:24

    Caro AAA,
    As ignições nocturnas não foram estudadas por ninguém, que eu saiba. Convém perceber uma coisa muito pouco óbvia (eu próprio só tive consciência do que isso significa há pouco tempo, tantomais que a questão das ignições é para mim uma questão secundária no problema): o que estamos a chamar uma ignição não é o momento é que se inicia, é o momento em que é detectada pelo sistema, ou seja, o momento em que se torna suficientemente grande para ser visível.
    Posto isto, há várias causas possíveis para uma ignição às quatro da manhã: fogo posto, é uma hipótese, claro. Mas o toque da copa de uma árvore numa linha eléctrica é outro. O um bicho que provocou um curto circuito num parque eólico. Ou um foguete que caiu à meia noite, ficou por ali a morrinhar e quando condições de vento e secura favoráveis provocaram chama foi detectado. Ou alguém que foi ver a amante de mota, saltou uma faísca do tubo de escape e nem deu por isso, ou deu e teve medo de ser acusado de fogo posto. Ou algumas queimas que as pessoas com medo das proibições excessivas de fogo deixaram de fazer em condições normais e procuram fazer quando acham que têm menos hipótese de ser autuadas. Há milhares de hipóteses, e são tantas mais quantas mais pessoas existam na zona (por isso ter mais gente significa mais ignições e menos área ardida, como demonstram os dados em Portugal). E até mesmo um pequeno fogo que foi feito como deve ser às seis da manhã do dia anterior, que foi deixado aparentemente apagado mas que tinha uma pequena brasa que foi lentamente ficando por ali até um sopro de vento, uma baixa da humidade atmosférica provocar chama viva uma horas depois. Quanto ao facto de aparecerem muitas ignições juntas. Como disse, as ignições que são registadas são as que encontraram condições de desenvolvimento para se tornarem visiveis e registáveis pelo sistema. Essas condições estão estreitamente relacionadas com a meteorologia (tenho publicado um ror de gráficos a explicar que o a variação diária das ignições não é explicável por diferenças de comportamento mas é explicável por diferenças meteorológicas). ora as condições meteorológicas tem uma compomente local muito grande. Onde existam boas condições para uma ignição se desenvolver, existem condições para um cento delas. Para além, disso, imaginemos que a ignição inicial se dá num sítio que tem a possibilidade de fazer algumas projecções de material incandescente (uma pinha que rebenta, uma folha de carvalho que sobe no ar e cai mais à frente ainda em brasa, uma casca de eucalipto e por aí fora). Se eu tiver razão, em condições meteorológicas normais isso não vai ter importância nenhuma, porque não existem condições para que aquela pequena ignição se desenvolva até ser registada. Mas em condições excepcionais (sobretudo muito baixa humidade atmosférica e vento forte), qualquer projecção destas pode provocar um novo foco, dando a impressão de que há alguém que vai espalhando focos de incêndio.
    Quanto a Moscovo: o último post do bolg onde escrevo (http://ambio.blogspot.com/ as minahs desculpas ao blasfémias pela propaganda mas acho que neste caso se justifica) é exactamente um mapa da humidade atmosférica na europa, hoje às nove da manhã, sendo que os dois sítios onde é mais baixa é a parte do Minho que tem ardido e a região de Moscovo (que é bastante longe da Finlândia e é bastante continental, acho eu, mas a minha geografia dessa região não é famosa).
    Sober as centrais de biomassa convém ter em atenção que os matos são essencialmente água e ar, o seu poder calorífero é relativamente baixo e os custos de transporte altíssimos. mais vale subsidiar os estrumes, o cabrito ou mesmo a queima directa (fazendo briquetes, por exemplo) que subsidiar a tarifa da electricidade se se quiser apoiar as economias consumidoras de matos.
    henrique pereira dos santos

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  63. Licas's avatar
    Licas permalink
    15 Agosto, 2010 17:08

    eu, que sou ignorante na matéria, sempre ouvi dizer que o melhor aproveitamento da matéria organica produzida pelas florestas era para produzir humos com ou sem esterco.

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  64. Luís's avatar
    Luís permalink
    16 Agosto, 2010 02:18

    As característica climáticas específicas do território de Portugal Continental propiciam a ocorrência de incêndios. Entre Outubro e Abril, parte substancial do território acumula precipitações elevadas, propiciando o desenvolvimento de muita vegetação. No entanto, segue-se uma estação seca, que dura apenas dois meses no noroeste (Braga, Porto, Aveiro, Coimbra), mas quatro em Lisboa e cinco em Faro, na qual a precipitação é escassa, e as ondas de calor, fruto das massas de ar quentes e secas provenientes do noroeste de África e da Meseta castelhana, transportadas pelos ventos de Leste, podem ser frequentes nalguns Estios, como está a suceder em 2010.

    Lisboa, Coimbra, Évora ou Portalegre, já para não falar de Braga ou Viana do Castelo, são cidades bem mais chuvosas que Londres. Entre 1971 e 2000, a capital britânica acumulou em média cerca de 590 mm de chuva por ano. Lisboa, no mesmo período, cerca de 720 mm, e Braga, mais de 1500 mmm. A diferença: em Londres não há meses secos, em Lisboa a precipitação concentra-se maioritariamente entre Outubro e Abril, sende que nos meses de Outono pode chover num dia na capital portuguesa o que chove num mês em Londres.

    Assim, duas conclusões devem ser tiradas: as inundações durante os meses de Outono e de Inverno são uma calamidade frequente no nosso território, exacerbada em anos mais chuvosos, ao passo que longos períodos secos e quentes durante o Estio são ponto presente na maior parte do terrítorio, embora esta característica climática esteja mais atenuada nas terras a norte do Mondego e a oeste das serras que separam o interior do litoral: Caramulo, Arada, Marão ou Gerês.

    Posto isto, todo o planeamento urbano, agrícola e florestal deve ter em conta o nosso clima de tipo mediterrânico, atendendo às especificidades regionais: um Entre Douro e Minho ou uma Beira Litoral com abundante pluviosidade na maior parte do ano, acumulando grande quantidades de vegetação, que são um perigoso combustível nos dois meses secos do Estio, ou um Algarve com cinco meses secos, onde as secas são frequentes e a carência de água pode estar periodicamente presente.

    Então, e o que foi feito?

    Autarcas burgessos, arquitectos, engenheiros e outros técnicos de planeamento do território medíocres, uma forte presença do lobby da construção civil e obras públicas, uma população com pouco poder de compra e grande vontade de ter casa própria, ausência de mercado de arrrendamento, mais o lobby da celulose, tudo contribuiu para que hoje em dia vastas regiões de Portugal estejam descaracterizadas, eucaliptizadas, feias, desorganizadas, mormente no litoral norte, nos arredores de Lisboa e no litoral algarvio.

    A produção de madeira de carvalho foi posta de parte. No passado, três espécies do género Quercus cobriram grande parte do país, em associação com outras elementos da nossa flora nativa: falo do carvalho-roble, do carvalho-negral e do carvalho-cerquinho. O espaço destas belas árvores foi ocupado pelo pinheiro-bravo, um mal menor, sublinhe-se, e por uma praga cuja área de cultivo em Portugal não encontra paralelo na Europa: refiro-me, obviamente, ao eucalipto. Esta espécie, não só consome elevadas quantidades de água, como limita o crescimento de outras espécies, é difícil de eliminar nos solos onde prolifera e pior, pela estrutura da sua copa ou pelas caraxerísticas dos seus tecidos, é o alimento preferencial do Moloch que destrói todos os Estios o nosso território.

    Uma futura estratégia de planeamento urbanístico e florestal deverá passar pela tributação das mais valias imobilárias sobre os solos urbanos, novo planeamento do mapa autárquico, com menos concelhos e menos freguesias, mudança de paradigma para a produção de madeira para mobiliário por oposição à produção de madeira para pasta de papel (no futuro, a Índia ou o Brasil venderão madeira de eucalipto a preços bem mais competitivos), aposta nas espécies florestais autócnes, criação de uma extensa rede de florestas nacionais e florestas municipais à semelhança do que sucede noutros países ocidentais (incluindo o liberal EUA), remoção do eucalipto dos terrenos baldios, das bermas das estradas ou das galerias ripícolas, e a sua substituição por espécies nacionais, instrução das populações, criação de um corpo de guardas florestais e do ambiente com uma ampla presença ao longo das regiões mais despovoadas e susceptíveis de sofrerem incêndios.

    Por fim, sublinho que não devem ser esquecidas as questões de cariz cultural, bem enraizadas nas populações portuguesas. Nos meios rurais, os incêndios e as queimadas ainda são vistos como algo benéfico: os terrenos ficam «limpos», estimula-se o crescimento de mais alimento para o gado, para além de ainda ser prática comum em todo o país a queima de lixo dóméstico e rural no quintal ou no hortejo. E depois ainda há as questões de cariz criminoso, como as vinganças relacionadas com heranças e partilhas, ou os interesses imobiliários, turísticos e florestais.

    Em suma, enquanto o problema não for corrigido com uma ampla reforma da política de ordenamento e de planeamento do território, acrescida de medidas de instrução da população e de combate ao crime não será possível por um fim a esta calamidade.

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  65. Luís's avatar
    Luís permalink
    16 Agosto, 2010 02:22

    Na Rússia está a arder porque o país enfrente há várias semanas uma onda de calor com temperaturas acima dos 35ºC. É uma situação excepcional para a qual as autoridades e as populações não estavam preparadas. Mesmo em Portugal, apenas duas ou três capitais de distrito têm temperaturas máximas médias superiores a 30ºC durante os meses de Julho e de Agosto.

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  66. Luís's avatar
    Luís permalink
    16 Agosto, 2010 02:32

    Comparando a Finlândia com o Noroeste de Portugal.

    Helsínquia (temp. máxima e mínima média, e precipitação média):

    Junho: 20/9ºC, 49 mm
    Julho: 22/12ºC, 68.8 mm
    Agosto: 20/11ºC, 77.7 mm

    Porto

    Junho:23/13.5ºC, 53.2 mm
    Julho: 25/15ºC, 15.6 mm
    Agosto: 25/14.6ºC, 21.5 mm

    Conclusão: a diferença nas temperaturas não é significativa, mas destaca-se a diferença nas precipitações: o Porto tem dois meses secos, com pouca precipitação, Helsínquia não.

    Nota: dados para a normal climatológica 1961-90.

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  67. MDN's avatar
    MDN permalink
    16 Agosto, 2010 03:28

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1641959

    Peço desculpa por mudar de tema, mas esta é para os antiregionalistas e ai e tal que lisboa é que dá ás outras regioes.

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  68. Trinta e três's avatar
    16 Agosto, 2010 10:39

    O pior de tudo é que, a partir de finais de Agosto, nunca mais se fala deste assunto. Até à próxima…

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  69. JCA's avatar
    JCA permalink
    16 Agosto, 2010 14:32

    Com o devido respeito pelos esforçados pontos de vistas uteis, há outra questão. Essa sim mais ‘terra-a-terra’: quem paga os pinheiros, alfaias, animais de subsistência sustento proteico de tanta familia que escalavra a terra para ter comer na mesa ou telhado para se proteger das inclemências do clima ?
    .
    Ou os pinhais, eucaliptos, sobreiros etc que seriam a moeda de troca para educar os filhos, arranjar as casas velhas, os telhados apodrecidos, limpar a terra ? Quanto daria a cada um o enorme montante de miliões gastos em tecnicas e tecnicidades para apagar fogos ?
    .
    Não calculei se o melhor era pura e simplesmente circunscrever ao largo os incendios com meios baratos e distribuir a poupança na ´protecção civil’ pelos que no rescaldo da cena ficam de facto a ‘arder’ com o dinheiro e a pequena riqueza em que investiram por entre o Sol, o Pó e o Suor.
    .
    É que o olho do dono é que engorda a vaca. E a vaca ‘Portugal’ anda sem dono. O leite já não chega para tantos mamarem. MacroEconomia. Apenas a realidade. Estamos no abismo mas estamos mesmo a dar o passo para a frente, dizem os estimados ‘especialistas’.
    .

    .

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  70. Virgílio Ferreira Dias's avatar
    Virgílio Ferreira Dias permalink
    16 Agosto, 2010 22:31

    Meu Caro JM Fernandes,

    Devo dizer-lhe que desde há muitos anos envolvido no mundo da madeira apreciei o seu artigo, que só agora li.

    Poderemos discutir mil e uma razões, mil e uma soluções. Mas antes de mais há que resolver o problema dos incendiários.

    Enquanto os nossos inúteis (quase todos) Deputados não produzirem legislação eficaz, o Governo não definir regras (legislação) rigorosas de execução de penas em que o contribuinte não seja penalizado não valerá a pena encontrar as soluções possíveis.

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  71. Pedro C's avatar
    Pedro C permalink
    17 Agosto, 2010 00:07

    Luís:

    O problema é que temos as condições que foram criadas e é com estes dados que temos que procurar a solução. Quando o Henrique Pereira dos Santos diz que os locais mais secos da Europa eram o Minho e Moscovo, não esta a ser muito preciso: a linha da humidade 35 ia de Aveiro em elípse até Madrid e saía pela Galiza, Atlântico fora. Mas havia outro núcleo no Báltico, de igual valor acima de Helsínquia. E hoje foi conhecido um dado impressionante: 70% dos fogos florestais na Europa verificaram~se em Portugal. Ora, dos elementos necessários para que ocorra fogo, combustível, comburente e calor, é o primeiro que deve estar nas nossas preocupações em termos de prevenção e, em quase todos os abates, o material lenhoso abandonado talvez seja equivalente ao que é aproveitado. É um desperdício e um enorme perigo.
    Se verificarmos a incidência de incêndios em Espanha, regra geral mais árida, observaremos que é, de longe, muito menor. Na árida região de Córdova tem a Espanha a sua maior central de biomassa a funcionar com a matéria proveniente da limpeza dos olivais e dos sub-produtos da indústria olivícola: bagaço, caroços e águas russas, águas estas que, em Portugal serão responsáveis por cerca de um terço da poluição dos nossos cursos de água, e que depois de uma fase de evaporação em tanques de sedimentação entram na combustão. Para não me alongar, direi que o que se passa em Portugal, em termos de prevenção e falta de civismo, planeamento e sensibilidade económica, mais que desolador, é uma vergonha. Nada acontece por acaso.

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  72. Jaime Silva's avatar
    Jaime Silva permalink
    17 Agosto, 2010 00:25

    Luis,

    A onde de calor na Rússia foi apenas a gota de água. Se quiser realmente perceber os motivos daquela desgraceira leia este texto premonitório, editado recentemente mas escrito uns meses antes:
    http://wildfiremag.com/tactics/russian-problems-201007/

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  73. Jaime Silva's avatar
    Jaime Silva permalink
    17 Agosto, 2010 00:30

    Pedro C

    Essa coisa da biomassa para energia é uma falácia. Primeiro só compensa monetariamente se a biomassa vier de um raio de 30 km à volta da central, e há estudos sobre isso. Segundo, a biomassa que o fogo come não é a mesma que as centrais querem queimar. O fogo alimenta-se de biomassa miúda e as centrais de madeira. tanto assim é que estão a ser cortadas (ilegalmentet árvores para queimar. Terceiro há muito menos biomassa na floresta do que geralmente se pensa, basta ver os dados do Inventário Florestal Nacional

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  74. MDN's avatar
    MDN permalink
    17 Agosto, 2010 01:03

    #70

    Estou fora do assunto e admito que não li todos os comentarios, mas como pensa combater eficazmente os incendiarios? Uma pessoa que se lembra e começa um fogo por livre e espontanea vontade, sem aviso…penso que não será a legislação a mudar tal facto, a não ser que prendamos os incendiarios e deite-mos a xave fora.

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  75. Luís's avatar
    Luís permalink
    17 Agosto, 2010 01:56

    Caro Pedro C, ainda bem que trouxe o exemplo da Espanha. O ordenamento do território do lado de lá da fronteira é totalmente diferente do ordenamento em Portugal. Uma comparação: a província de Huelva com o distrito de Faro. Do lado de cá, campos agrícolas abandonados há décadas e uma serra na sua maior extensão coberta por matagais de esteva. Do lado de lá, pinhais e sobreirais cuidados, extensões a perder de vista cultivadas, e uma serra de Aracena ou um Parque de Doñana com os seus bosques e bosquetes de pinheiro-manso, carvalho-negral, quejigo, sobreiro e azinheira intactos. Para além disso, os espanhóis têm privilegiado as mega plantações de sobreiro, nos terrenos xistosos, nós temos optado pelo pinheiro e pelo eucalipto…

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  76. Luís's avatar
    Luís permalink
    17 Agosto, 2010 02:00

    A minha casa no Algarve, por exemplo, está rodeada por antigos terrenos agrícolas, que sempre conheci abandonados, com as suas amendoeiras, alfarrobeiras e oliveiras envelhecidas… Este ano, como a precipitação foi abundante, estão cobertos de denso ervaçal seco, pondo assim em risco várias habitações mesmo às portas de uma vila turística. Se não querem aborrecimentos, ao menos vendam ou então entreguem a um caseiro… com tanta gente no desemprego e tanta procura da laranja ou da alfarroba algarvia…

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  77. anonimo's avatar
    17 Agosto, 2010 04:21

    O “DISPOSITIVO” VISTO DO AR

    De acordo com os satélites, cerca de setenta por cento da área florestal consumida por incêndios na Europa, este ano e até agora, é portuguesa. Os peritos de Carnaxide, porventura munidos de um olhómetro, forneceram aos altos dignatários da nação informação aparentemente desactualizada e para menos. Os altos dignatários vieram de lá muito satisfeitos com o “dispositivo” e regressaram rapidamente ao mergulho algarvio. De facto, o que é que isto vale perante os valorosos 0,2% no crescimento económico que representam o quarto pior resultado da Europa com os 70% de ardidura, só por nossa conta, na mesma Europa?
    http://www.portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/08/o-dispositivo-visto-do-ar.html

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  78. anonimo's avatar
    17 Agosto, 2010 04:30

    o problema dos incendiários?

    Então nos outros países da Europa (sobretudo do sul) não há incendiários?

    Curem-se.

    O PARQUE NACIONAL DA PENEDA-GERÊS (único Parque Nacional do país), duma beleza natural de paraíso na Terra ESTÁ A ARDERRRRRRRRRRRRRR!

    COMO É POSSÍVEL??? NÃO TEM … PREVENÇÃO (guardas de binóculos nos pontos altos PERCEBEM(!), sapadores florestais que circulem permanentemente pelas zonas do Parque.

    O Parque Natural da Serra da Estrela a arder.

    Um país de anedota: sem ministério da Agricultura
    LOL

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  79. anonimo's avatar
    17 Agosto, 2010 04:31

    Sugestão: 10 milhões de portugueses em avaliação psicológica.

    Para se saber se … são incendiários (eheheh)

    Tanta idiotice.

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  80. henrique pereira dos santos's avatar
    henrique pereira dos santos permalink
    17 Agosto, 2010 09:28

    Pedro C
    O facto da linha dos 35% fazer esse desenho não invalida que no cantinho do Alto Minho estivesse ainda mais seco.
    A comparação com Espanha é absurda, porque mais de 50% dos fogos em Espanha ocorrem na Galiza, demonstrando que as variações regionais são muito mais explicados por factores edafo-climáticos que pela secura (os exemplos dados de zonas mais secas esquecem que por isso mesmo essas são áreas de baixa produtividade primária, com excepção da huerta de valência que dada a sua topografia e abundância de água é agrícola, ao contrário das outras zonas de elevada produtividade primária da Península, que coincidem com as zonas que ardem: o Noroeste da Península, tendo como limite Sul o Tejo).
    É como usar o exemplo de uma central de biomassa que é alimentada de caroços de azeitona (altamente energéticos e de baixo custo de recolha e transporte) e pretender que é solução para matos (de baixo teor energético e com elevados custos de recolha e transporte).
    A comparação do Algarve e da Andaluzia deve ser feita com os fogos de 2004: ardeu no Algarve e ardeu em Huelva. Quando arde no algarve é habitualmente em Monchique que não tem correspondente geográfico em Espanha. Quando arde o caldeirão, arde também em Huelva (mais coisa menos coisa) da mesma forma que em 2006 ardeu na Galiza e no Minho (este ano os fogos são muito localizados no Alto minho, a galiza não tem ardido, mas também não tem ardido o baixo minho). Argumentar com mais sobreiros do lado de espanha e mais pinheiros e eucaliptos em portugal não faz o menos sentido. Portugal tem mais áreas de sobreiro e eucalipto que Espanha (mesmo em termos absolutos, apesar de espanha ser cinco vezes maior), é relativamente mais florestado que espanha (38% em Portugal, 30% em Espanha) e tem muito menos azinheira que Espanha. isso explica-se exactamente pelas mesmas razões que se explica a diferença dos fogos: por razões edáfo-climáticas.
    Já agora, ainda sobre as ignições, convém ter em atenção que as variações diárias e regionais das ignições se explicam em 80% por razões meteorológicas, e não por diferenças de comportamento das populações. Este ano é, nesse aspecto, notável: o distrito de Viana do Castelo apresenta nestes dias uma diferença de número de fogos por habitante quase dupla do distrito de Braga. Ora isso não é explicável peas diferenças de cultura, civismo e essas coisas do costume, é explicável pelas condições meteorológicas específicas que fazem os bombeiros andar às voltas com um incêndio desde o dia 10 sem o conseguir extinguir (o que provavelmente vai acontecer hoje lá para o fim do dia ou, no máximo, amanhã, porque o tempo vai mudar, o que acarretará uma instantânea diminuição do número de ignições também).
    henrique pereira dos santos

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  81. anonimo's avatar
    17 Agosto, 2010 13:16

    # 78

    Sim, “pá”. Tens razão. É tal e qual o que dizes e tal, para quem não tem cabecita para mais pensar (.)

    Aliás, a culpa dos incêndios em Portugal (como todos sabem) é dos professores.

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  82. Pedro C's avatar
    Pedro C permalink
    17 Agosto, 2010 20:28

    #73, Caro Jaime Silva,

    A falácia resulta de má política, também nas energias alternativas, já que o nível de bonificação deveria estar de acordo com o que cada uma delas oferecesse em mais valias cívicas. Veja então como são pagas este ano: solar 0,557 € Kwh, eólica 0,390 € Kwh e biomassa 0,167 € Kwh. Pagasse-se o mesmo que se paga às eólicas e veria uma indústria próspera de limpeza de matas e de centrais de biomassa, com um enorme reflexo no número e violência dos incêndios. Quanto às palhas eu lembro que existiu uma central térmica, creio que da EDP, salvo erro para os lados de Mourão, para queimar as palhas do Alentejo, no tempo em que este país ainda o cultivava, ao ponto de a termos excedentária. Num ano de seca extrema, libertou essa central imensa palha para acudir à sua falta na alimentação animal.
    Conheci a implementação das centrais da Andaluzia, de muito perto, e até o seu aproveitamento em escala reduzida, n’alguns povoados, onde existe fornecimento comunitário de água quente, para aquecimento ambiente e águas sanitárias, cujo combustível são as estilhas provenientes dessas limpezas (a peletização encarece muito esta operação e, no caso, é inútil), provando -se, por estes exemplos, que o nosso problema resulta principalmente dos maus políticos que nos têm governado e continuam a governar.

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  83. Pedro C's avatar
    Pedro C permalink
    18 Agosto, 2010 11:09

    Queria dizer em mais-valias sociais.

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