Lendo os outros II
Entrevista do José Manuel Fernandes ao I
Disse na comissão de Ética que este foi o primeiro-ministro que pior lidou com a liberdade de imprensa. Porquê?
Ainda antes de ser primeiro-ministro já havia alguma tensão pela forma como ele lidava com questões banais como o facto de haver críticas contra ele no jornal. Hoje em dia, com tudo o que aconteceu no final da anterior legislatura, as pessoas esquecem um pouco o que se passou no período áureo dessa legislatura, com a maioria absoluta, entre 2007 e 2008. É bom lembrar, por exemplo, que quando nós publicámos a primeira história da licenciatura ela foi silenciada em todos os outros jornais, rádios ou televisões durante oito dias exactos. Só a Rádio Renascença pegou nisso episodicamente, mas tirou a peça do ar depois de receber um telefonema dos assessores. Ninguém noticiou aquilo, quando o interesse público era óbvio. Como é que isso aconteceu durante tanto tempo? É porque algo não estava bem neste sector: não foi apenas pela existência de telefonemas, mas devido a um determinado clima instalado. Aliás, quando o primeiro-ministro vai à RTP para dar as suas explicações sobre a licenciatura, se as pessoas só vissem a RTP não perceberiam de que é que ele estava a falar porque a RTP não tinha dado uma única notícia sobre o assunto. Só tinha havido referências vagas no programa de Marcelo Rebelo de Sousa. Isso é normal? É independente? Mas a Entidade Reguladora da Comunicação achou normal…
Obs. O sublinhado é meu. Esta afirmação toca num dos pontos mais anedóticos das censuras: quando os factos finalmente se impõem acaba a ser o poder a ter de desmentir o que oficialmente nunca assumiu que existia.

É uma pena que se insista em matar o mensageiro, como há momentos recordava Henrique Neto, que eu muito admiro.
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E foi esse sentimento de medo criado pelo xuxialismo socrático que permitiu a propaganda contínua, a invenção de “reformas” estruturais, enquanto a corrupção, o amiguismo, o “fartar vilanagem”, a distribuição de tachos alastravam escondidas pelos “media”.
Foi isso que possibilitou a Sócrates/PS só perder 500 mil votos em 2009.
E que fez “aparecer” de surpresa a crise económica nos media…obviamente depois das eleições.
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” Isso é normal? É independente? “,
em Portugal, é! Na Coreia do Norte também!
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A propósito da licenciatura domingueira por fax (e continuam a chamar-lhe engenheiro…) e de outras trafulhices, só um cego não vê que, no caso Freeport, houve um abotoanço de largos milhões, que deu para comprar 2 luxuosos apartamentos 2 no centro de Lisboa.
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O JMF faz o seu papel.
Embrulha.
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É claro que sou contra o que agora se chama o “jornalismo de matilha”.
De hienas.
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O Primeiro Ministro por lei só necessita de ter o secundário completo. O resto dos ministros também, assim como os deputados, Presidente da República, etc. O caso da licenciatura em si é um fait-divers.
O problema é mais grave do que isso pois indica que este PM não tem espinha, nem probidade moral para ser credível pelos portugueses. Quando muito, Sócrates será um chico-esperto, meio Toni da Treta, meio Zezé, que diz: vou a todas, mas não vai a nenhuma. E que tenta remediar um país que se fragmenta com fita-cola e muita publicidade.
Lembro-me de uma anedota soviética:
O Lenine vai num comboio pela Sibéria afora, quando o comboio se avaria e pára. Ordena: «consertem o combóio». Mas, apesar de todas as tentativas, não andou.
O Estaline ainda disse: «ponham-no a andar ou vão todos para a Sibéria». Mesmo assim, não andava, e mandou fuzilar a torto e a direito.
Krushev disse: «reabilitem todos e façamos um esforço». Nem assim andou.
Finalmente o Brezhnev ordenou: «cerrem as cortinas, sentem-se todos e fingimos que o comboio está a andar».
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6.piscoiso disse
20 Agosto, 2010 às 10:22 am
É claro que sou contra o que agora se chama o “jornalismo de matilha”.
De hienas.
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Mas que SURPRESA! O Piscoiso ser contra a Jornalismo de Investigação-
Mas que SURPRESA! Para o Piscoiso deveria haver um Serviço de Censura
que impedisse a publicação de artigos que não fossem laudatórios para o 1º Ministro.
O QUE DEVERIA HAVER era uma cláusula HUGO CHÀVICA de que todas as notícias que passasem na TV (oficial ou priveda) deveriam ser emitidas en off mostrando apenas um boneco de plástico, isto para inpedir algum esgar de nojo do locutor humano ao propalar descarada propaganda GOVERNAMENTAL.
(O boneco poderis ser substituído por uma caraça, caraças!)
É claro que nestes termos a MANUELA MOURA GUEDES não preenche os mínimos REQUISITOS.
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Digo
No caso de o locutor usar uma caraça pode mesmo a locução ser desempenhada por um gajo fétido qualquer que se encontre à mão e que não se importe de fazer o servicinho.
(fazer o servicinho = cagar em gíria lisboeta passada).
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7.Francisco Colaço disse
20 Agosto, 2010 às 5:33 pm
«cerrem as cortinas, sentem-se todos e fingimos que o comboio está a andar».
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. . . Calem a Comunicação Social e finjam que Portugal está em progressãp sob a chefia do Nosso Amado Líder (que está em toda a parte). . .
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8, Francisco Colaço
“O caso da licenciatura em si é um fait-divers”.
Claro que, para se ser primeiro-ministro, não são legalmente exigíveis habilitações académicas especiais.
Mas não é isso que está em causa.
O que o caso da falsa licenciatura em engenharia revela é o estofo moral de quem a exibe.
Não me parece que um vigarista seja a pessoa mais indicada para governar um país. Mas infelizmente não faltam exemplos. Como se vê.
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António P. Castro:
Julgo que a compra dos apartamentos na Heron Castilho é anterior ao Freeport e ao dinheiro que aí circulou e que se sabe que saiu da empresa mas não se conhece o destino…
Portanto, os apartamentos foram comprados a empresas offfshore cuja identidade não se conhece no caso do PM.
Mais: Pm tinha um empréstimo bancário eventuamente para esse efeito que foi pago muito rapidamente ou está prestes a sê-lo( imagino o spread e os juros…e ponho-me a pensar como é que um tipo que ganha nem sequer 4000 euros por mês, na altura, conseguiu pagar tão rapidamente um empréstimo desses).
Já escrevi aqui e noutros lados: uma chave do enigma passsa por saber quem lhe pagou a ida o bijan de Los Angeles. América! Viva a América!
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Quem lhe pagou se não foi ele a pagar, claro. Mas como uma entrada nesse local fica logo por um preço que suplanta o vencimento anual de um PM, posso colocar dúvidas, não posso?
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A não ser que fosse lá comprar umas meias Boss. Qualquer coisa como 100 euros, ou assim…
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14.José disse
21 Agosto, 2010 às 3:38 pm
Quem lhe pagou se não foi ele a pagar, claro. Mas como uma entrada nesse local fica logo por um preço que suplanta o vencimento anual de um PM, posso colocar dúvidas, não posso?
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Era por aí que se deveria começar a
INVESTIGAÇÃO . . .
MAS QUÊ ? Os do P.S. começam logo por atirar : PROVEM QUE O DINHEIRO ERA SUJO !
Ora o cidadão pode ter desconfiança MAS CABE AO JUDICIAL POCURAR INDÍCIOS.
ENTRTANTO A CÃNDIDA ENUNCIA EM AMESTERDÃO QUE O P.M. ESTAVA INOCENTE NO FREEPORT E MAIS NADA.
***** O QUE DEIXOU BOQUIABERTOS OS JUIZES INTERNACIONAIS
(que disseram lá para com eles: é o resultado de termos incluído O BURKINA-FASO na Europa Comunitária
. . .).
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Sublinhado meu:
O Público pegou no assunto também uns largos meses depois de António Balbino Caldeira o dissecar no seu blog Do Portugal Profundo.
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#17, Licas,
Mostra que não conheces o Burkina Faso. O Burkina Faso é o «país dos homens justos», na língua local. Ao contrário dos outros, pagou a sua dívida externa com o “ouro branco” (algodão), sem ajuda exterior. Com experiência digo, lá a polícia não anda atrás de subornos, como no resto de África, e os brancos não são raptados ou chulados por dinheiro.
Tomáramos nós estar no país dos homens honrados, ou ter homens honrados em cima de nós.
O que deixaram entrar foi a justiça do Far West.
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#17
“Tomáramos nós estar no país dos homens honrados, ou ter homens honrados em cima de nós.”
Eu prefiro mulheres, se não se importa!
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#19, AB,
Nesse departamento de mulheres já me considero servido, e bem servido. Por isso, não associo as minhas frases aos sentidos que os mais jocosos delas possam fazer. Santa ingenuidade a minha!
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