declaração de princípio(s)
Inquiridas 8.200 mulheres de todas as regiões do país, concluiu-se que a moral sexual dominante é, contrariando uma lenda negra muito antiga, profundamente conservadora, quase mesmo clerical. Assim, entre os 18 e os 25 anos, a média de parceiros sexuais é de 1,4, enquanto que, entre os 26 e os 40, a média sobe ligeiramente para 1,6. Numa outra sondagem utilizada no mesmo estudo, que teve como amostra um universo de 835 mulheres da classe média carioca (a classe média carioca, meu Deus!), verificou-se que, entre os 18 e os 60 anos de idade, a média de parceiros sexuais se situou num ridículo número de três a cinco. Só uma jovem de 28 anos fugiu à média estatística, revelando ter tido já, se a memória a não atraiçou, 27 parceiros, o que certamente a terá conduzido ao ostracismo entre as suas amigas e colegas de trabalho. Numa outra sondagem feita a 3.100 mulheres espalhadas por todo o território nacional reforça-se esta tendência para o recato, ao concluir-se que somente 28% delas praticam «sexo casual». Por outro lado, no que toca ao item «características que o homem ideal deve ter» as inquiridas escolheram, entre dez respostas possíveis, em primeiro lugar, a «fidelidade» (35%). Já ser «atraente» (3%) ou «educado» (6%) conta muito pouco. Aqui, desenganem-se os optimistas, a tradição ainda é o que era, ou melhor, o que sempre foi. Em forma de conclusão, por mim, que sou liberal e conservador, diria, à maneira de Oakeshott, que se na maioria dos casos «a mudança é cansativa», me parece também, seguindo Hayek, que nem sempre devemos «rejeitar os novos conhecimentos».
Por que razão me veio o meu liberalismo conservador à cabeça no caso das «aspirações e dos dilemas» das novas mulheres brasileiras, francamente, não sei. Mas posso afiançar, com segurança, aos leitores do Blasfémias que serão esses os parâmetros da minha intervenção no blog, ao qual hoje regresso, com muito gosto. Agradeço a todos os autores do Blasfémias o convite que me foi feito, à Helena Matos, ao Carlos Abreu Amorim, ao Gabriel Silva, ao Luis Rocha, ao Pedro Froufe, ao João Caetano Dias, ao João Miranda, ao Carlos Loureiro, ao José Pedro Lopes Nunes, já colegas de outros tempos, e particularmente aos mais novos, ao Paulo Morais (que foi verdadeiramente quem, há uns meses, me começou a atazanar com esta hipótese) e ao José Manuel Fernandes, agradecendo a todos a oportunidade que me dão de trazer para o Blasfémias o meu liberalismo conservador. Hoje sobre a «mulher brasileira», amanhã sobre o que se verá


…
As somdagens são o que são…
Quanto ao tema que apresenta, uso a expressão brasileira “só contaram p´ra você…”
Vivendo no Brasil, são o que são. No estrangeiro, só posso dizer que, de facto, há mais levianas…
Nuno
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…
Para que não fiquem dúvidas, as brasileiras são muito mais levianas no estrangeiro do que no seu próprio país, o Brasil.
Mas não é preciso ficar só no quarto do hotel ou, melhor e se agradar, não é preciso hotel.
Nuno
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Bem (re)vindo, prezado co-fundador.
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E entra com coisa sexista.
Não tem números dos machos, para comparar?
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Portanto, “as aspirações e os dilemas” das brasileiras resumem-se a sexo e homens. Belo inicio de colaboração.
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3.LR disse
8 Setembro, 2010 às 8:22 am
Bem (re)vindo, prezado co-fundador.
*******
Esta *anti-fascita* é velha, porém para os mais novos:
Salazar ua vez teve de ir viajar de combóio. O Presidete da Repúbilca veio despedir-se dele.
Na gare do Rossio, Carmona, de pé para Salazar:
Adeus, ilustre Viajante!
Do que o Presidente do Conselho responde à janela da carruagem.
Adeus Insigne Ficante. . .
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Em primeiro, Rui, rui a.
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Liberalismo conservador? Conserva o quê?
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A anedota de Licas é um bom exemplo de liberalismo conservador. Era uma anedota que se contava no tempo do fassismo, sem grande receio de perseguição policiesca. Ou seja, num ambiente conservador do statu quo, significava um espírito de abertura para uma modernidade que tardava em aparecer. E quando apareceu, outro tipo de conservadorismo “social-fascista” lhe quiseram impor. E quase conseguiam.
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O Rui esqueceu-se de referir um pormenor: da mesma forma que, em jornais e revistas, algumas páginas são identificadas com o termo “publicidade”, a página em que esse artigo foi publicado estava identificada com “humor”.
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Ehehe!!
Porque será que leio na sua posta um estilo joaquinizado?
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Bem regressado, caro Rui
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Claro q é mais q sabido q as gaijas nunca mentem qdo se lhes pergunta quantas vezes já foram rodadas… E eu sou o pai Natal….ah ah ah ah ah ah…
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A sondagem só pode estar a referir-se a parceiros simultâneos
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As mulheres do Brasil brilham em qualquer lado pela feminilidade, pela sensualidade e sobretudo pela espontaneidade como se assumem mulheres contemporâneas geralmente bem dispostas e cocnfortáveis na sua pele. São vistas neste charquinho verdadeiramente bacoco e provinciano com aaaahs de deslumbramento, irritação abespinhada da concorrência local e arreganhar de entredentes de quem aaahhh… mas são verdes!
Não se lembram d’As Mães de Portugal?
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15,
Não generalize, sff ! Ou então está a reinar connosco…
Há brasileiras, lá e cá, verdadeiramente mostrengas, feias, irritantes, desinteressantes.
Há mulheres portuguesas extraordinárias ! — menos exibicionistas do que as brasileiras, é certo.
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“Por outro lado, no que toca ao item «características que o homem ideal deve ter» as inquiridas escolheram, entre dez respostas possíveis, em primeiro lugar, a «fidelidade» (35%). Já ser «atraente» (3%) ou «educado» (6%) conta muito pouco.”
AHAHHAHAHAHAHHHAHAHAH….
Ó liberal…conserva-mos!
Eu dou-te as percentagens aproximadas:
Dinheiro – 50%
Beleza – 45%
Outros – 5%
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A Estatística aqui não funciona . . .
Não podemos aferir a realidade Brasileira pelo que nos é dado verificar aqui.
Porquê? Porque as *levianas* (mas que termo tão . . . light) escolherem de preferência Portugal para emigrar.
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Liberalista conservador ?
O que libera na sua conserva ?
O que conserva no seu liberalismo ?
Dúvidas dúvidas… Bem vindo, se vier por bem.
p.s: Só penso realmente que, como o Nuno, esta é uma estatística nacional, não internacional…e de qualquer modo, não aprecio estatísticas porque não existem realmente, são apenas os meios das respectivas fontes.
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Curiosa, esta sondagem. A brasileira que me faz a microdermoabrasão ao rosto já me tinha dito que achava as mulheres portuguesas mais infiéis que as brasileiras.
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Esta tese liberalismo conservador parece fazer tanto sentido como um republicanismo monárquico ou um catolicismo ateu. Liberal no património pessoal mas conservador nos costumes alheios? Bem, os liberais à portuguesa lá sabem, mas a culpa de tanta confusão nessas convicções nem é vossa, se olhassem menos para Washington e mais para os lados da Ille de France ou da Prússia… 🙂
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“MJRB disse
8 Setembro, 2010 às 12:41 pm
15,
Não generalize, sff ! Ou então está a reinar connosco…”
Pois, então estamos conversados: eu fico com as brasileiras “mostrengas” e V. pode ficar com todas as crocodilas, perdão, “Mães de Portugal” cá do charco.
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“Licas disse
8 Setembro, 2010 às 3:25 pm
A Estatística aqui não funciona . . .
Não podemos aferir a realidade Brasileira pelo que nos é dado verificar aqui.
Porquê? Porque as *levianas* (mas que termo tão . . . light) escolherem de preferência Portugal para emigrar.”
Vejo com satifação que V. como cidadão orgulhoso deste próspero país da UE, da bojarda fácil e do cheque careca das férias em Ibiza a prestações já esqueceu o passado longínquo das Linda de Suza e respectiva maleta de cartão, dos bidonville e cheiro a refogado, das notas de franco e de marco que uns quaisquer antepassados longínquis seus guardavam por baixo do garrafão de carrascão nos bancos nojentos do Sud Express… Não, V. em cultura, desenvolvimento, nível de vida, numa palavra, em civilização, está hoje muitos furos acima desses pobres brasileiros/as que emigram agora para o seu rico país. Se todos tivessem a sua mentalidade Portugal seria certamente ainda mais belo e opulento. Um “Bem Haja” Licas!
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O abraço de sempre, caro Rui.
Boa temática de entrada!
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Mir 20,
V. generalizou, portanto, fique com as brasileiras mostrengas, desinteressantes, que existem cá e lá. Pode começar pelas brasileiras que pululam por cá nos cafés, shops, restaurantes, supers, etc, etc. Bom proveito !
(Não sei quem são as “Mães de Portugal”. V. deve estar a confundir com as “mães de Bragança”…).
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Que patetice comparar uma mulher tropical com uma mulher camponesa. Ainda maior a patetice fazer estatística com as pobres mulheres que chegam à Portela.
A mulher Brasileira não é infiel, é poligâmica.
R.
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isso deve ser lá no brasil onde as espancam e as ostracizam. Quando se sentem livres outro galo canta (como com as tuguesas no estrangeiro).
Nem por acaso ainda ontem, em Coimbra, uma brasileirinha que estava no mesmo hotel que eu, mesmo ao meu lado, foi a uma festa dos estudantes Erasmus e… (azar o meu) não apareceu mais no hotel… A verdade é que ela saiu preparada para a “guerra”, com uma ultra mini saia, que eu deveria ter elogiado (e ter experimentado a textura…). Q stupido!
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9.José disse
8 Setembro, 2010 às 10:22 am
«Era uma anedota que se contava no tempo do fassismo, sem grande receio de perseguição policiesca.»
Tem graça! Eu não me lembro de alguém com essas perseguições do fascimo que, aliás, nem houve em Portugal. Lembro-me, sim, de uma polícia activa que dava cargas de porrada aos malandrins, aos ladrões – estilo sócrates, chuchalistas e comunas – e punha na linha todos os que se portavam mal. Foi por isso que os oficiais tarimbeiros à procura de penugem e os lateiros fizeram uma data de asneiras quando sairam daqui para ir para África e desataram a fazer merda.
O gajo mais anedótico que que me dava mais gozo era o camarada Vasco de Melena e Pá. Pá! hehehehehe
Nuno
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26,
V. deve ter vivido, nesse tempo, desterrado na Patagónia ou na Disneyworld.
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18.Licas disse
8 Setembro, 2010 às 3:25 pm
«(as brasileiras)…escolherem de preferência Portugal para emigrar.»
Erro, meu caro Licas. As brasileiras vão para onde há dinheiro e facilidade de arranjinho com homem… que lhes sirva, claro!
De todas as mulheres, provavelmente, são as mais interesseiras…
Nuno
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27.MJRB disse
8 Setembro, 2010 às 10:20 pm
26,
O que não sou é mentiroso e digo e escrevo a verdade de cara bem levantada.
Nuno
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30,
Ok ! O “mentiroso” sou eu; os “mentirosos” foram os opositores à “democracia” de Salazar/Caetano; os “aldrabões” foram os historiadores; os “intrujões” foram, para si, quem mais ?
Ok ! Sempre houve “democracia” nesse período, “de cara bem levantada”…
(Porra, lê-se cada uma…)
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30,
Sabe, v., que entre os opositores a Salazar/Caetano, nem todos eram comunistas, socialistas ?
Alguma vez v. ouviu falar por exemplo da “Ala Liberal ” ?
(Não vale a pena perder tempo contrapondo as suas “verdades”):
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Rui, um grande abraço de boas vindas, a um blogue que tenho o prazer de seguir diariamente…
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