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A República em Celorico de Basto

10 Setembro, 2010
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Hoje e amanhã, a C.M. de Celorico de Basto promove uma série de conferências e de debates sobre a República.

O primeiro painel de amanhã (11.09.2010) abordará a “Constituição” e contará com a presença de 2 blasfemos que debaterão com Paulo Ferreira da CunhaRodrigo Moita de Deus e Vasco Lourenço.

25 comentários leave one →
  1. PALAVROSSAVRVS REX's avatar
    10 Setembro, 2010 16:18

    Abaixo a República decadente e saqueadora. Viva o Rei!

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  2. F.P.'s avatar
    F.P. permalink
    10 Setembro, 2010 16:19

    Porquê Celo”u”rico ?

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  3. PMF's avatar
    10 Setembro, 2010 16:40

    Tem razão. As minhas desculpas a Celorico

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  4. António P. Castro's avatar
    António P. Castro permalink
    10 Setembro, 2010 16:49

    Mas o que é que o Vasco Lourenço sabe do assunto?
    Deixem-me rir.

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  5. Piscoiso's avatar
    10 Setembro, 2010 17:42

    O que é o jantar?

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  6. S.Guimarães's avatar
    S.Guimarães permalink
    10 Setembro, 2010 19:19

    Que vai lá fazer o “Quisto Sebáceo”, ( feliz apodo da autoria da saudosa Armanda Falcão vulgo Vera Lagoa) Vasco Lourenço ?

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  7. Licas's avatar
    Licas permalink
    10 Setembro, 2010 20:01

    Que vai fazer’
    Aquilo que sabe fazer, SEBACICES . . .

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  8. Nuno Castelo-Branco's avatar
    10 Setembro, 2010 22:00

    Apenas umas sugestões:
    1. A Constituição não se esgotou apenas na sua forma e assim, há que comparar o articulado com algumas questões, entre as quais,
    a) o sistema eleitoral e a drástica redução dos cadernos eleitorais durante a república
    b) a questão sindical e o direito ao Trabalho, sempre usado em comícios e desmentido pela praxis
    c) os direitos políticos aparentemente universais, mas que a Constituição não conseguiu proteger. Vingou o lema da “república para os republicanos”, ou traduzindo, o poder era exclusivo do PRP e suas variantes.
    d) a república e o sistema colonial, onde o princípio da assimilação do tempo da monarquia, foi substituído pela administração separada e que daria origem ao Estatuto do Indigenato. Matou-se assim, a criação de futuros quadros para as colónias.
    e) a questão religiosa e a separação Igreja-Estado, depressa confundida como guerra do Estado do PRP, contra a Igreja.
    f) a estranha promiscuidade entre política e forças armadas/de segurança, permitindo um Parlamento cuja composição contava com uma tremenda presença militar.
    g) a questão da liberdade da imprensa e total falta de correspondência entre a Lei e a política corrente incitada pelo poder recém-instituído.

    etc. Poderíamos perder umas semanas a discutir a dicotomia entre grandes princípios estatuídos e a verdadeira acção republicana nos múltiplos aspectos de uma sociedade alvo de intensa propaganda..

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  9. Nuno Castelo-Branco's avatar
    10 Setembro, 2010 22:10

    A “questão” Vasco Lourenço:

    Compreendo bem a sua presença no painel. Durante a “república”, os militares desempenharam um papel muito directo e prejudicial ao normal funcionamento de governos e do Parlamento. Durante a monarquia constitucional, tivemos presidentes do conselho de ministro, que foram militares. O mais conhecido foi Fontes, embora não se verificasse qualquer tipo de interferência directa nos assuntos do Estado. Com a “república”, a questão arrastou-se e deu no que se sabe. A 2ª república – a tal que o sr. Vasco Lourenço dirá certamente que “jamais existiu” -, foi parida pela tropa que aliás, garantiu para o sector castrense, a presidência da mesma. A 3ª e actual, dos militares saiu e o sr. Vasco Lourenço decerto lamentará a perda de influência e consequente desaparecimento do Conselho da Revolução, órgão com contornos nitidamente terceiro-mundistas e de tutela sobre o sistema partidário.

    Estranho seria se Vasco Lourenço se sentasse na outra mesa, embora muitos militares haja que prefiram a monarquia. A começar pelo antigo chefe da casa militar do presidente Mário Soares, o general Carlos Azeredo. Há que equilibrar as coisas.

    * Já agora, aproveito para “parabenizar” – é assim que a novilíngua diz, não é? – as recentes soluções encontradas pelos amigos de V.L. nas ruas de Maputo. Salvou-se o “regime da libertação” e marcou-se bem a diferença em relação ao famigerado sistema colonial. De resto, Lourenço Marques jamais assistiu a qualquer distúrbio devido à fome. Não havia fome e a tropa nunca teve de usar armas de fogo contra a população. Enfim, modernidades progressistas.

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  10. Licas's avatar
    Licas permalink
    11 Setembro, 2010 00:27

    Depois de me desculpar devidamente da diatribe contra VLourenço, num anterior post, baseada apenas na manifesta baixíssima qualidade, intelectual do militar, mas, em compensação personagem cheia de si mesma (compreende-se), quero apenas fazer breve referência aos motins de Maputo e aos despropósitos, a meu ver, de Nuno Castelo Branco. A primeira coisa a notar é que Moçambique se tornou, assim ou assado, de uma maneira ou doutra, numa nação independente. Portanto, penso eu, os acontecimentos apenas nos deverão ser afins no âmbito exclusivamente humano, nunca no político. Revoltou-se o povo por o governo aumentar o preço de bens considerados essenciais; o governo reprimiu provocando alguns mortos. Se quisermos lamentemos os mortos, QUE NÂO ESTAVAM NA IMINÊNCIA DE MORRER DE FOME, mas devemo-nos abster de fazer comparações com a Moçambique colonial : não temos esse direito.

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  11. Nuno Castelo-Branco's avatar
    11 Setembro, 2010 01:19

    Não sei se o LIcas lá viveu, mas desde já lhe digo que conheço gente bem próxima e que ainda lá está. Pois, os camaradas servem-se sempre do papão do colonialismo, para fazerem tudo o que bem lhes apetece. É isso mesmo que tem de ser dito. A independência era inevitável, mas estarem sempre com evocações a outros tempos, torna-se perigoso.

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  12. Nuno Castelo-Branco's avatar
    11 Setembro, 2010 01:21

    Ah… estão mesmo na iminência da fome, pode crer. Estão mesmo. Sabe que tipo de preços por lá se praticam? E o salário médio? Pois…

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  13. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    11 Setembro, 2010 08:46

    A primeira coisa a notar é que Moçambique se tornou, assim ou assado, de uma maneira ou doutra, numa nação independente

    E isso é que é importante. Não interessa se a qualidade de vida dos cidadãos melhorou ou piorou; o que interessa é que Moçambique conseguiu a independência.

    O Estado é instrumental aos interesses dos indivíduos. Nós não nascemos para servir o Estado (seja lá ele qual for). O Estado é que nasceu para nos servir; é um instrumento para nos organizarmos.

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  14. Licas's avatar
    Licas permalink
    11 Setembro, 2010 10:43

    . . . e como o Estado teve o bom senso de voltar atrás com os aumentos dos preços, PRONTO, HÁ SÓ A LAMENTAR (NA ÓPTICA HUMANITÁRIA) TER HAVIDO MORTES . . .
    Gostaria de atenuar um pouco o meu passado post.
    Por um lado achei para o despropositado a comparação de que sob o Colonialismo não houve fome nem a repressão das forças policiais.
    Pelo pouco que sei, indirectamente, não se passou bem bem assim . . .
    Mas também deve opor-se-lhe que o Colonialimo tem as costas largas : o
    assacar-lhe tudo quanto de mal lá acontece na actualidade é tara * anti-fascista * de que nós igualmente experimentámos cá em Portugal.
    E agora um lembrete para os saudosos do Portugal do Minho a Timor : já pensaram no massacre psicológico
    que teriam do sofrer os habitantes , pretos ou brancos, por parte de toda a África Independente, se , por milagre, as Colónias Portuguesas estivessem ainda em vigor?
    Pensem nisto . . .

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  15. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    11 Setembro, 2010 11:25

    Licas,
    já pensaram no massacre psicológico que teriam do sofrer os habitantes , pretos ou brancos, por parte de toda a África Independente, se , por milagre, as Colónias Portuguesas estivessem ainda em vigor?

    Devia ser mais ou menos o mesmo “massacre psicológico” por que passam actualmente os cidadãos de Guadalupe, Martinica ou da Guiana Francesa.

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  16. Licas's avatar
    Licas permalink
    11 Setembro, 2010 14:26

    15.Pinto disse
    11 Setembro, 2010 às 11:25 am

    Devia ser mais ou menos o mesmo “massacre psicológico” por que passam actualmente os cidadãos de Guadalupe, Martinica ou da Guiana Francesa.

    *****

    Não percebi a intenção do reparo : só que estes * arrondissements* fanceses dão muito mais prejuízo do que lucro e não dão qualquer * panache * à França que , estou certo, os largaria para a Independência total.
    Só que , chatice para os libertadores dos Povos, eles não na querem, preferindo ter representantes próprios (4) na ASSEMBLÉE NATIONALLE DE FRANCE. (estúpidos . . .)

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  17. O Silva's avatar
    O Silva permalink
    11 Setembro, 2010 18:01

    Vou a Celorico de Basto, mas não contem comigo para as tretas organizas pela Câmara Municipal… ainda não tenho rede de saneamento básico lá na rua!

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  18. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    11 Setembro, 2010 18:33

    só que estes * arrondissements* fanceses dão muito mais prejuízo do que lucro e não dão qualquer * panache * à França que , estou certo, os largaria para a Independência total.

    1)

    Portugal: IDH (2007) 0,909[8] (34.º) – muito elevado
    Esper. de vida 78,1 anos (39.º)

    Martinica: IDH (2005) 0,929 (24.º) – muito elevado
    Esper. de vida 79,5 anos (18.º)

    Guadalupe: IDH (2005) 0,912 (28.º) – muito elevado
    Esper. de vida 79,2 anos (26.º)

    2) Se formos por essa ordem de ideias talvez Lisboa devesse decidir por dar independência às regiões autónomas dos Açores e da Madeira. Depois deveria pensar em desanexar Trás-os-Montes e o Alentejo.

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  19. Licas's avatar
    Licas permalink
    11 Setembro, 2010 20:22

    18.Pinto disse
    11 Setembro, 2010 às 6:33 pm

    ******

    ESTUPIDEZ : Os parâmtros económicos ou de longevidade não são chamados para o assunto: se Pinto o faz ou não percebeu o essencial ou quer CONVERSA . . .
    NENHUM COLONIZADOR dá de mão-beijada uma coisa que não se dá: a Independência.
    O processo passa por dois estágios:
    __1__Consciência nacional da Colónia
    __2__Vontade de fazer todos os sacrifícios a fim de CONQUISTAR a Independência.
    Como as Regiões Autónomas (ainda) não manifestarem esses pressupostos
    segue-se que . . .

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  20. Licas's avatar
    Licas permalink
    11 Setembro, 2010 20:23

    _______manifestaram_____

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  21. Pinto's avatar
  22. Licas's avatar
    Licas permalink
    11 Setembro, 2010 22:15

    #21
    _____Foi um Movimento activo em 1974 1976 . . .

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  23. Pinto's avatar
    Pinto permalink
    12 Setembro, 2010 11:44

    Licas,

    1) Então já “manifestaram” (passado) essa intenção.

    2) Mas se quer falar do presente …. Ah, mas espere … já é de 2005. Isso é passado. A última manifestação dessa vontade remonta a … 13/07/2010. Mas isso foi noutros tempos; hoje já ninguém pensa assim.
    Boa Licas.

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  24. Licas's avatar
    Licas permalink
    12 Setembro, 2010 14:52

    . . . “Se chegarmos a um ponto em que é impossível nos entendermos sobre a mesma bandeira, então deixem cada um seguir o seu caminho e já ninguém se chateia com ninguém. —

    Entre a *boca* foleira de um CHANTAGISTA/DEMAGOGO/EXTORQUIDOR e uma crença robusta e determinada da População madeirense disposta a todos os sacrifícios VAI . . . UMA IMENSIDÂO.
    (Se assim não fosse: Para a MADEIRA IMEDIATAMENTE E EM FORÇA . . . como diria o A.O.S )
    TENHA JUÍZO, Pinto . . .

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  25. Licas's avatar
    Licas permalink
    12 Setembro, 2010 15:13

    Tenha juízo . . .
    Supor o ABécula Jardim a cabeça de um movimento de libertação da Madeira é da MESMÌSSIMA ordem de afirmar que o Zé Manel (Durão barroso) é Comunista Maoista e , para mais ele, ILO TEMPORE . . . alistou-se no defunto M.R.P.P. (agora inserido no Bloco de Esquerda ?).

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