Liberdade editorial
12 Setembro, 2010
Em Portugal não há liberdade editorial. Existe uma autoridade administrativa que a tutela e que define o que cada órgão de comunicação deve ou não passar. Desta vez a ERC decidiu condenar a RTP por ter optado por entrevistar um fulano 3 vezes. A condenação estende-se aos restantes órgão de comunicação. Felizmente a condenação não tem qualquer efeito excepto a vergonha que resulta de se ser condenado na praça pública por uma autoridade com o peso ético e moral da ERC. Ou seja, não tem efeito nenhum.
11 comentários
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Essa do “peso ético e moral da ERC” é, sem dúvida, a melhor anedota do ano. Parabéns!
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A ERC, mostrou que existe.
Todas as organizações inúteis, precisam disso.
Mesmo que para confirmar a sua inutilidade.
E há tantas.
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Suas barulhências no apoio a Sua Inocência
A entrevista “non stop” que, desde que foi condenado, Sua Inocência tem estado ininterruptamente a dar às TVs teve o mais respeitoso e obrigado dos episódios na RTP1, canal que é suposto fazer “serviço público”.
Desta vez, o “serviço” foi feito a um antigo colega, facultando-lhe a exposição sem contraditório das partes que lhe convêm (acha ele) do processo Casa Pia e promovendo o grotesco julgamento na praça pública dos juízes que, após 461 sessões, a audição de 920 testemunhas e 32 vítimas e a análise de milhares de documentos e perícias, consideraram provado que ele praticou crimes abjectos, condenando-o à cadeia sem se impressionarem com a gritaria mediática de Suas Barulhências os seus advogados, o constituído e o bastonário.
Tudo embrulhado no jornalismo de regime, inculto e superficial, de Fátima C. Ferreira, agora em versão tu-cá-tu-lá (“Queres fazer-lhe [a uma das vítimas] alguma pergunta, Carlos?”). O “Prós & Contras” só não ficará na História Universal da Infâmia do jornalismo português porque é improvável que alguém, a não ser os responsáveis da RTP, possa chamar jornalismo àquilo.
Manuel António Pina
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Não seja assim.
É verdade que a ERC não serve para nada mas tem uma belissíma sede num lindo casarão numa zona bem linda e dá emprego (e que emprego) a muita e variada gente.
Só por isto deve ser mantida e aumentada.
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excelente!
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Este post é uma contradição nos termos. Ou bem que «em Portugal não há liberdade editorial», por existir «uma autoridade administrativa que a tutela e que define o que cada órgão de comunicação deve ou não passar», ou bem que as condenações dessa autoridade, a ERC, «não têm efeito nenhum». As duas coisas ao mesmo tempo é que me parecem impossíveis. Em que ficamos?
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Disto ninguém fala..
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Nem disto..não interessa pois não…só rentrés e fotolês..
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Caro Joaquim Vieira,
O facto de a ERC existir e ter poder para penalizar órgãos de comunicação consiciona a liberdade editorial.
No caso concreto, a própria ERC optou pela crítica moral, o que obviamente não tem impacto dada a falta de credibilidade da ERC.
A primeira parte do post é uma apreciaçao geral. A segunda é uma apreciação desta interferência em concreto. A ERC pode, em geral, condicionar a liberdade editorial sem o conseguir fazer no caso concreto.
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Quem me dera chamar-me Joaquim Vieira, para que o João Miranda me explicasse os posts.
E, às vezes, bem precisava.
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A liberdade editorial é ainda condicionada, de forma muito mais brutal, pela publicidade paga pelo Estado.
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