Opção pelo….corredor
Estranhamente, o parlamento é um local onde a manifestação da liberdade de expressão e da individualidade são excepções. E quem o faz ocasionalmente, sempre a justifica com «razões de consciência». Como se votar de acordo com o que se pensa apenas ocorra em dias santos e não fosse o seu dever perante si próprio e o eleitorado. Sempre.
Adiante. Perante uma resolução, os deputados dividiram-se em 3 grupos: os que seguiram o seu pastor e com ele deram o amén, um único que votou no sentido oposto, votando favoravelmente um texto que tinha sido decidido superiormente votar contra e 15 que resolveram abster-se, forma airosa entre manifestar o que entendiam e o receio de não afrontar o pastor.
Porém, desta vez, houve também, pelos menos dois deputados, Vera Jardim e João Galamba que, podendo ter optado por manifestar a sua opinião política, escolhendo uma das 3 posições, resolveram sair porta fora para não assumir nenhuma delas: nem concordar, nem afrontar, nem assumir o que pensavam. Optaram por virar costas e pelo silêncio, queixando-se do…«silêncio do ps» naquela matéria. Na verdade, foram os únicos de quem não ficou registo da sua posição.

O direito de alguém não se manifestar também existe.
Ou pagam-lhe para votar?
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O Joao Galamba manifestou-se no Twitter.
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mas qual era o assunto dessa votacao??
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«O direito de alguém não se manifestar também existe.»
Claro. Não fica bem é queixarem-se «do silêncio» tendo sido os únicos a ficarem calados.
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piscoisoREGISTERED MEMBER
Posted 20 Setembro, 2010 at 11:03 | Permalink
Não, sim.
O que é necessário pensar é não quem são estes fulanos mas o que e quem representam.
Sãos representantes do povo que os elegeu provavelmente por círculos de que só conhecem vagamente o nome e sim são pagos para votar e não para saírem porta fora para ir tomar um café.
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p*ta que os pariu a todos! Os que se calaram, os que falaram e os que fugiram. É tudo farinha do mesmo saco
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Disse, deputados ? De quem ? : Do partido e sem espinha.
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A sua posição não ficou registada? Pois a ideia é mesmo essa, não vá perder o lugar…
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Mas a verdade é que, com esse gesto (gostemos ou não, foi uma atitude) chamaram a atenção do País para o problema da instrução dada à polícia francesa para expulsar os ciganos de leste do território da França.
De facto, a instrução inicial (foi depois – tarde e mal – alterada) era uma vergonha para a Europa.
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