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A Escandinávia é que é

21 Setembro, 2010
by

Escreve Johan Norberg

“In 1994, the tax burden in Sweden was 49.4% of GDP, next year it will be 45%, but if you measure it the same way as other countries, and adjust for the fact that Sweden tax social security contributions, the Swedish tax burden will be around 42%. Compared to big European countries, Sweden is no longer a high-tax country – and countries like the US will approach us fast.”

Nos últimos anos, a malta do Bloco e do PC lembraram-se de dizer que os países nórdicos é que eram o modelo a seguir. Compreende-se a opção. As 40 experiências de poder que seguiram as práticas por eles sugeridas, deram todas em pantanas. Já ninguém acredita em Albânias nem em Coreias do Norte, o Bloco de Leste desmoronou-se e deixou à vista as mentiras da propaganda comunista – alguém conhece uma única empresa ‘socialista’ de sucesso? Até a ditadura cubana conseguiu a proeza de deixar a população ainda mais pobre que nos tempos da anterior ditadura. Vai daí, sem escaparate para as suas propostas, agarraram-se à Escandinávia, como se o modelo económico escandinavo não estivesse baseado no capitalismo que dizem combater, como se a riqueza escandinava não estivesse baseada num forte sector privado que desprezam, como se a liberdade que os escandinavos sempre tiveram após a segunda guerra mundial tivesse alguma coisa a ver com as prisões em que sempre se transformam os economias marxistas em que eles continuam a acreditar.

Mas quando olhamos para a Escandinávia, vemos o quê?

1. Esta Suécia que teima em cortar despesa pública, baixar impostos e evitar bailouts.
2. A Dinamarca, que está sempre no TOP 10 das economias mais liberais do mundo, a par dos EUA, Suíça, Singapura, Canadá, Chile, Irlanda, Austrália ou Nova Zelândia.
3. A Finlândia da Nokia e a Noruega do petróleo.
4. A Islândia que vai recuperando devagarinho das nacionalizações suicidas de bancos falidos.

Claro que não é isto que o Bloco e o PC querem. É justamente o oposto, querem mais nacionalizações, menos iniciativa privada, menos liberdade económica, mais estado. Ou seja, sempre que usam a Escandinávia como exemplo, estão a mentir. Nada de novo, portanto.

13 comentários leave one →
  1. Caramelo's avatar
    Caramelo permalink
    21 Setembro, 2010 12:30

    A Venezuela também tem petróleo, o petróleo é de direita? A Islândia tem um governo de esquerda, e tenta recuperar do colapso criado durante governações de direita. A Suécia é um modelo há décadas, e há décadas governada pela esquerda. 5 anos é pouco, convenhamos.. enfim, juizinho e calminha em declarar a Escandinávia como terra neo-con, afinal foi até neste período de governação menos à esquerda que a Suécia legalizou o casamento gay, p.ex. 😉

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  2. lucklucky's avatar
  3. Nuno Cardoso's avatar
    21 Setembro, 2010 13:07

    Moro na Noruega, só uns reparos a isso:

    – A Noruega não é só petróleo… é notável como os orçamentos de estado aqui tentam usar o mínimo possível de dinheiro vindo do petróleo e gás, pois no entender deles, pertence às gerações futuras e é adicionado à famosa conta com uns vários biliões de dólares.

    Por exemplo:
    http://www.businessweek.com/news/2010-03-14/norway-s-2011-budget-will-help-keep-low-rates-stoltenberg-says.html

    Apesar das várias pressões internas e externas, pois gastar esse dinheiro poderia estimular a economia. Só que ele sabe bem que esse estímulo tem de ser sustentado com indústria / serviços não ligados ao petróleo.
    E a Suécia está a passar uma boa crise… muitos suecos estão até a vir para a Noruega para trabalhar.

    Se fosse em Portugal, estourava-se o dinheiro a tapar buracos e a crescer de forma não sustentada. Quando acabasse o dinheiro, olha, quem fosse PM nessa altura que se amanhasse.

    O segredo da Escandinávia é a civilização e sentido de sociedade das pessoas, não é nenhum petróleo ou outro recurso natural.

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  4. Rui Costa's avatar
    Rui Costa permalink
    21 Setembro, 2010 16:14

    Eu leio que 42% do PIB em impostos corresponde a um país pouco taxado, segundo Johan Norberg. O que quer dizer que Portugal, com 36,7% do PIB, deve aumentar a colecta de impostos em pelo menos 6%.

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  5. LMR's avatar
    21 Setembro, 2010 17:13

    O Estado sueco gastou, em 2009, 55,8% do PIB respectivo. A Dinamarca gastou 58,7%. Bem mais do que Portugal. Quem mente?
    E essa de atirar a culpa da crise da Islândia para cima das nacionalizações, não dos desmandos dos especuladores sem freio… só mesmo para rir.

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  6. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    21 Setembro, 2010 17:17

    Para mim a Escandinávia continua a ser um modelo…
    de mulher!
    O Figo chama-lhe um figo.

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  7. Beirão's avatar
    Beirão permalink
    21 Setembro, 2010 17:54

    Não posso estar mais de acordo. Os partidos totalitários que cita, coitados, como eu os compreendo… Andaram toda a vida com a boca cheia das maravilhas de vida desses sóis da Terra dos ‘Amanhãs-Que-Cantam’. A Cortina de Ferro, porém, deu o berro, implodiu e deixou à mostra toda a miséria comunista, os seus crimes execráveis, os milhões e milhões de mortos.
    Para quem os nossos pobres esquerdóides do Bloco e do PCP se haviam de voltar? Para os povos escandinavos que, ironia das ironias, são só os maiores capitalistas (classe que os comunas abominam) da Europa. Não admira que estes sujeitos se sintam inseguros e com o céu a cair-lhes sobre a cabeça.

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  8. Trinta e três's avatar
    21 Setembro, 2010 18:19

    Já que no texto se fala de “mentiras”, o que chamar a quem pretende comparar a redução de um país como a Suécia- com a qualidade de vida da Suécia, com a distribuição da riqueza da Suécia- com o que se passa em Portugal? A treta dos Estados Unidos aplicarem, internamente, o “liberalismo” que defendem para os outros, fica para a próxima…

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  9. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    21 Setembro, 2010 19:40

    A classificação dos países quanto ao liberalismo encontra-se aqui
    http://www.heritage.org/index/Explore.aspx

    A Suécia está em 21º lugar. Efectivamente, é um dos países mais liberais.
    Decompondo nos itens em que cada país foi classificado:

    Fiscal freedom 177º lugar (em 179 países)
    Sweden has a very burdensome income tax rate and a moderate corporate tax rate. The top income tax rate is effectively 57 percent, and the corporate tax rate is 26.3 percent, reduced from 28 percent as of January 1, 2009. Other taxes include a value-added tax (VAT), a property tax, and a capital gains tax. In the most recent year, overall tax revenue as a percentage of GDP was 48.9 percent.

    Government spending 172º lugar (em 172 países)
    Total government expenditures, including consumption and transfer payments, are very high. In the most recent year, government spending equaled 52.5 percent of GDP. In response to the global crisis, Sweden undertook one of the largest fiscal stimulus programs in all of the European Union, estimated at 6.6 percent of GDP.

    Labour freedom 121º lugar (em 178 países)
    Sweden’s labor regulations are rigid. The non-salary cost of employing a worker is high, and dismissing an employee is costly and burdensome.

    Assim se prova que se pode ser liberal e agradar a (pelo menos) um blasfemo com uma elevada carga fiscal, uma elevada despesa pública e leis laborais razoavelmente rígidas.

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  10. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    21 Setembro, 2010 20:10

    A Islândia vai recuperando devagarinho das nacionalizações suicidas de bancos falidos? Boa. Isto é que é torcer a história! Não será , antes, que a Islândia vai recuperando devagarinho das falências de bancos suicidas?

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  11. zazie's avatar
    21 Setembro, 2010 22:43

    Então, entupiu?

    ehehhe
    Entupiu, pois.

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