Até à náusea
5 Outubro, 2010
É insuportável o bafio que exala das comemorações, com a brigada maçónico-reumática em peso, exibindo aquele ar pedante de aristocratas falidos. Tem sido insuportável ouvir a RTP nos últimos dias, tão enjoativo se torna o panegírico à República. É curioso como ninguém nota a total indiferença do país ao regime vigente, talvez a mesma que se verificou nas fases terminais da Monarquia, da I República e do Estado Novo.
“Cheira” nitidamente a fim de regime. E ainda bem.
16 comentários
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Eu só gostava de perceber o que se comemora.
Ninguém parece sabê-lo: nem sequer a «brigada do reumático», que costuma aparecer nestas efemérides patéticas e caríssimas.
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sejamos integrados na monarquia aqui ao lado!
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Estamos a comemorar o sucesso pesssoal dos estatistas que temos tido. Muitos já estão podres de ricos, outros para lá se dirigem.
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Graças a Deus! Que seja célere e pouco dolorosa.
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Viva Portugal! ABAIXO a Espanha!
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Manolo Heredia
Posted 5 Outubro, 2010 at 10:48 | Permalink
sejamos integrados na monarquia aqui ao lado!
——–
já ontem era tarde
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Manolo Heredia:
Sou monárquico desde que me conheço.
Lutarei até ao último dia da minha vida, para que o Povo Português seja consultado acerca da forma de regime político em que deseja viver: coisa que, como se sabe, nenhuma das três repúblicas que tivemos, teve a coragem de fazer, através de plebiscito, para o efeito realizado e, como é óbvio, de acordo com as regras democráticas.
No entanto, se, por algum motivo, o preço a pagar pela reinstauração da Monarquia, fosse a integração da minha Pátria, num qualquer Estado estrangeiro – monárquico ou republicano -, passar-me-ia, no mesmo dia, à república!
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Fim de regime? Será que me podem explicar qual será o próximo? Ou aquele que advogam? Mtº agradecido.
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Dá-me alguns arrepios ouvir as pessoas criticar a República porque tem falhado, e muito, ao mesmo tempo que falam em ir ao bolor do tempo, soprar e pendurar um regime em que, supostamente, uma família toma conta do pagode. Uma família de predestinados, que ninguém pode escolher. Provavelmente, escolhida por Deus.
As minhas exigências:
1. Que a República faça o “dobro” dos referendos que a Monarquia fez;
2. Que havendo um único Homem ou Mulher que vote contra por não admitir que lhe tirem o direito de escolher ou ser escolhido para ser o mais alto magistrado da Nação se mantenha a República. Ninguém pode revogar esse direito;
3. Que de cinco em cinco anos se realizem eleições para o Rei;
4. Que eu possa concorrer com o número de assinaturas exigido;
5. Que , caso não seja eleito Rei, receba um título. P.e.: Conde de Montanelas;
6. Que passe desde já a ser tratado por Dom;
7. Que seja dispensado de beijocar anéis e dobrar a cerviz;
8. Que me poupem a casamentos com carruagenzinhas e príncipes encantados como os das estórias.
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Está muito enganado (ou completamente) . Uma Monarquia Parlamentar como
as de agora,, à Reino Unido, os imbecis/tarados , como diz. não tomam conta do pagode,
NEM DE NADA.
e o que o povo paga para manter a casa real é discutida no Palamento, que se quiser
pode ser ZERO.
Quem realmente (que vem de Real e real) governa é o Governo de sua magestade!!!
(mas que ironia!!!). NÃO ESTOU preconizando que Portugal pass a Monarquia ,
mas é preciso que a ral *ética* republicana seja medida na sua verdadeira dimensão.
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Eu não disse bem isso! E no que se aproxima mais do que eu disse, está lá um “supostamente”. Mas o que conta são as minhas exigências. Aceita que eu as faça? 🙂
O parlamento, cá, também decide os orçamentos. Às vezes muito mal, tal como lá. Mas cá o Presidente pode vetar qualquer Lei.. se quiser. Poderes iguais aos da rainha de Inglaterra, nenhuns, tem o Procurador-Geral da República… diz ele! 🙂
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Resposta a Fincapé:
1) – A Monarquia não realizou qualquer referendo por uma óbvia razão: existiu, entre nós, apenas até ao início do século XX. Compreenderá que hoje, as democracias (monárquicas ou republicanas)sejam muito mais participativas e livres, do que eram em 1910;
2) – Desde que se instaurou o sufrágio directo e universal (curiosamente na Monarquia de Napoleão III, em França) a regra é mesmo a de «one men, one vote.» O que se deve fazer, é mesmo um plebiscito nacional, acerca da questão da forma de regime; coisa que as nossas três repúblicas nunca fizeram;
3) – Os nossos Reis só o eram, depois de aclamados em Cortes, pelos representantes da Nação. Houve e ainda há, casos de Monarquias electivas (ex: a Polónia). No entanto, a estabilidade da Monarquia baseia-se, precisamente, no facto de se não ter escolher, o representante vivo de toda a História da Pátria;
4) – Teria o meu apoio, na sua iniciativa. Todavia, só poderia ser Rei de Portugal, se as Cortes assim o decidissem, ou se o seu nome fosse escolhido, através de plebiscito nacional;
5) – A Monarquia da Dinamarca decidiu abolir todos os títulos nobiliárquicos, à excepção dos da Família Real: o que eu achei muito bem. Para obter o seu título, teria de demonstrar qualidades pessoais para tal. Estou certo que as tem de sobra;
6) – Se for para Bispo, também é tratado por Dom… Talvez seja mais fácil do que ser Rei;
7) – Isso que diz, é o que a república nos tem obrigado a fazer, desde 1910;
8) – Se pensa que é nisso que se gasta o dinheiro do erário público, compare, por favor, os gastos da república Portuguesa, com os das Monarquias europeias. Ficará esclarecido;
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Apesar de não considerar os argumentos de António Lemos Soares suficientes para me convencerem, até por achar que a República inclui todos os valores fundamentais e necessários à sociedade e ao Homem, reconheço a forma simpática e elegante como me respondeu.
Permita-me que acrescente que a aproximação das monarquias a princípios republicanos, designadamente a abolição de títulos, demonstra as dificuldades com que se debatem para a sua sobrevivência nos tempos que correm. Um Presidente da República eleito tem uma grande autoridade política pelo mandato que o povo lhe confere. Pode intervir politicamente e, passados cinco anos, “plebiscitar” o seu trabalho em novas eleições. Aliás, não me parece que os grandes problemas da nação sejam derivados dos Presidentes, como provam os resultados em eleições com candidaturas a um segundo mandato. Sinceros cumprimentos.
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Fincapé:
Nunca foi minha intenção convencer quem quer que fosse.
A questão Monarquia/República é, nos nossos dias, «apenas» de forma de regime e não de conteúdo.
O conteúdo dos regimes políticos europeus é, sem dúvida, democrático: não existe qualquer Monarquia europeia que não seja uma Democracia. Tanto é assim, que estes países, podem, quando o entenderem fazer, implantar a República.
Ora, ainda há uma República europeia; centenária, desde ontem, que quer, como se o pudesse fazer, continuar a impor uma forma de regime, aos seus cidadãos, sem os consultar para o efeito.
Cumprimentos amigos.
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Fincapé:
Dois últimos comentários.
Tem toda a razão quando refere que as Monarquias se têm vindo a «republicanizar». Ainda bem.
No entanto, o inverso também se poderá dizer!
O que será, por exemplo, a figura da 1.ª Dama numa República? Ou a Casa Presidencial?
Os presidentes da república vencem sempre um segundo mandato em Portugal, porque o Povo Português, sempre viu na chefia do Estado dos seus Reis, um referencial de moderação e de estabilidade.
Por isso, qual seria o motivo de alterar a Chefia de Estado, de cinco em cinco anos?
Cumprimentos amigos.
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Caro António,
A memória mais antiga que tenho da intervenção de alguém de uma casa real sobre assuntos de interesse geral para as populações passou-se com o príncipe Carlos de Inglaterra. Tenho receio de me enganar, mas se o fizer não é de propósito. Ele pronunciou-se sobre questões de urbanismo (se bem me lembro) e disse coisas muito acertadas, na minha juvenil opinião da época. Caiu-lhe em cima o Carmo e a Trindade. Arrepiei-me! Porque razão não podia dizer o que pensava, ainda por cima cheio de razão? Bom, pelos vistos, e tendo em conta as críticas da época, não estava lá para isso. Suponho que foi a primeira vez que me questionei sobre a questão dos regimes e me inclinei, muito, para um dos lados. Mas penso que não deixa de ter alguma razão no que diz. Brincando um pouco, acho que vou passar a votar em candidatos solteiros. 🙂
Cumprimentos amigos.
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