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acabou

15 Outubro, 2010
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A irresponsabilidade dos portugueses é uma coisa espantosa! Num cenário anunciado de ruptura total com o mundo em que têm vivido nas últimas décadas, eles insistem que o mal não está na natureza do mundo em que um dia julgaram poder viver, mas na perversidade daqueles que o dirigiram, governaram e que corromperam a «pureza» do modelo original.

 

Nesta convicção, os portugueses não se interrogam se é possível viver num mundo onde os bens essenciais sejam “gratuítos”, significando aqui esta palavra não que eles não tenham um custo, mas apenas que esse custo não é suportado pelos seus consumidores. Um mundo em que a educação é gratuíta ou quase, em que a saúde é gratuíta ou quase, em que as estradas são gratuítas ou quase, em que existem rendimentos mínimos, subsídios dilatados de desemprego, pensões diversas, reformas aos 45/50 anos de idade, empresas públicas variadas prestadoras de serviços “essenciais” como as comunicações, a aviação, a televisão e a banca comercial, em que o estado se encarrega de tudo, substituindo a responsabilidade individual em todos os momentos menos bons da vida e garantindo a felicidade e a prosperidade universal. E, depois, um mundo em que os criadores de emprego e de riqueza são perseguidos por uma legislação laboral marxista, que assenta na crença da luta de classes e na posição dominante e exploradora do patrão capitalista, em que o estado «garante», à custa da renda e do trabalho alheio, os salários mínimos, o emprego «estável», isto é, para toda a vida, os privilégios inatacáveis que decorrem do sacrossanto contrato de trabalho, a «redestribuição» de rendimentos cada vez mais reduzidos na fonte.

 

O facto de serem socialistas que estão agora a destruir o modelo social que tanto prezam, ainda que sejam vergonhosamente obrigados a isso pelos credores, é uma eloquente resposta a esta questão: o mundo em que vivemos nas últimas décadas não é suportável e não é sério, nem realista. E, por isso, não sobreviverá.

 

Resta uma última e desesperada «explicação» para manter a irresponsabilidade vigente, segundo a qual o modelo é bom, mas os governantes são maus. Quem pensa assim não é capaz de explicar como é que um sistema democrático mantém tanto tempo no poder quem governa mal, e, perante a resistência do eleitorado à necessária perda de privilégios para encolher os gastos, acaba sempre por resvalar para soluções autoritárias para impor a «bondade» das suas ideias (a célebre «suspensão da democracia por seis meses»…). Por outro lado, não se lhes ocorre que um modelo social e político que administra tantos serviços e que concede tantos benefícios e privilégios possa ser mais permeável à burocracia e à corrupção, consequentemente, ao aumento significativo dos custos muito para além do valor real dos serviços prestados.

 

À maioria dos portugueses nada disto ocorre e muitos recusam-se a aceitar a realidade. É por essa razão que José Sócrates continua firme nas sondagens e que Pedro Passos Coelho terá de engolir mais uma vez o orçamento. Só a força dos factos os fará entender o mundo em que se meteram. Tarde, a más horas e com consequências dramáticas.

46 comentários leave one →
  1. PMP's avatar
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    15 Outubro, 2010 16:56

    O mundo em que vivemos é sustentável se for razoavelmente gerido. Basta ver a Suécia e a Dinamarca, países pequenos e com poucos recursos. A Holanda também.
    A coexistência de um sector publico e um sector privado é normal e perfeitamente possivel, caso se rejeite sem hesitações o despesismo, o compadrio, a incompetência, a irresponsabilidade.
    A prestação dos serviços sociais de educação e saúde e parte das reformas pode ser feita em parte por operadores privados, pagos a custos iguais aos existentes nos operadores publicos.

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  2. será's avatar
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    15 Outubro, 2010 17:02

    acabo de abrir o site do jornal de negócios e é só boas notícias.
    da perspectiva dos aqui residentes, são péssimas claro!
    o que interessa o interesse nacional,afinal de contas? nem sequer escutam o adriano moreira…que chiqueiro,que esterqueira, o ar é irresperável por aqui

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  3. GovernoDeCorruptos's avatar
    GovernoDeCorruptos permalink
    15 Outubro, 2010 17:09

    Convém não esquecer que, além de tudo isso, ppc é também uma boa merda, que até apoiou este criminoso pm e seu desgoverno, não sendo uma alternativa credível ou séria.
    Curiosamente muitos dos indignados de agora andaram a fazer a vida num inferno a MFL, levando o corrupto sócrates ao colo, porque acharam que isso seria (e foi) bom para o patetinha ppc. Olha, agarrem no sócrates e vão todos para a puta que vos pariu, que com gentalha dessa o país não se reconstrói.

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  4. Luis Dias's avatar
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    15 Outubro, 2010 17:17

    A ladaínha liberal do costume. Bah. Toca a criar um mundo onde o pobre é espezinhado e o rico vai à clínica e ao ensino privado de excelência. É esta a imbecilidade snobista e elitista que começa a infestar os cérebros de tanta gente. Como se um filho de um rico tivesse o “mérito” de ter nascido de quem nasceu, e o filho do pobre tenha “merecido” a ausência de ensino que esta gente prega que o pobre deve ter. É uma dissonância cognitiva que trespassa tanto fã de Ayn Rand que não entendo. Parece que gostam de cultivar as auto-lobotomias a que se submetem….

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  5. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    15 Outubro, 2010 17:23

    PMP é de facto tão simples, rapido e eficaz como isso. Mas os situacionistas e os ‘oposicionistas’ instalados preferem a encenação do ‘apocalipse’ à Luis XIV ‘depois de nós o diluvio. Pois é e o ateimar maniaco até já está ultrapssado, já se instalou irreversivelmente sob a forma elementar ‘o inimigo do meu inimigo é o meu aliado’. Para Portugal. E se extrapolado para a União Euopeia iria (irá ?) ser o coroar das alqaedas. Os alumbrados são sado-masoquistas: batem sonhando que a seguir vão levar um enxerto à séria. Luis XIV ou outros até bem mais recentes que o digam …. Não são fantasias, está nos books. Mas eles ou elas adoram o que é que se há-de fazer.

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  6. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    15 Outubro, 2010 17:28

    Podiam construir, num canto qualquer do planeta, uma sociedade como idealizam. É claro que alguns deles seriam empresários, outros seriam operários. Uns seriam mais ricos do que os outros. Uns ganhariam nos jogos da bolsa, os outros perderiam. Alguns teriam acesso a hospitais e escolas. Outros, não. Uns teriam boa sorte nos investimentos, outros não. Em suma, uns estariam por cima e outros por baixo. Seria substancialmente diferente de estarem todos por cima, como estão agora. É que, agora, os pobres e os desafortunados são sempre os outros.

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  7. F.Silva's avatar
    F.Silva permalink
    15 Outubro, 2010 17:29

    Cherchez la maçonnerie

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  8. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    15 Outubro, 2010 17:37

    Noutra caixa estão todos excitados, porque no Chile é obrigatório ter um superávite de 0,5%. É que nem é preciso acabar com o estado social deles, que também o têm, mais modesto, mas têm. Cá, parece que nem se deve estabelecer limites, é logo acabar com o estado e viva o anarquismo! Não, acabar com o estado, não, pá! Depois, quem é que defendia o nosso direito natural de propriedade?

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  9. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    15 Outubro, 2010 17:52

    Luis Dias/Arnaldo Madureira,
    Já ouviram falar de igualdade de oportunidades, de trabalho, merito e sucesso? Ou querem continuar a nivelar tudo por baixo, tão do agrado dos portugueses: se eu não quero, porque tenho que partir os cornos nos livros, ou encher as mãos de calos a trabalhar, ou não consigo chegar ao sucesso, então ninguem pode lá chegar, em nome do igualitarismo. Por causa destas mentalidades obtusas é que Portugal está e por lá irá ficar muitos anos, no fim da tabela.
    Enquanto tivermos medo de palavras como “elites”, ou “os melhores”, não vamos a lado nenhum.
    Preferimos o sucesso tipo Rui Pedro Soares. É muito mais facil.

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  10. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 17:55

    Arnaldo Madureira,

    Desculpe lá, mas, se bem o entendi, eu não vejo, hoje, em Portugal, ninguém «por cima», mas todos «por baixo», mau grado os, pelo menos, últimos 40 anos de Estado Social.
    Quanto ao anarquismo e ao liberalismo, reside aí alguma confusão. Onde viu você, pelo menos da minha parte, qualquer sugestão de acabar com o estado? Com o Estado Social, sem dúvida. Mas quero crer que você não confundirá o estado com esse modelo. Ou será que não há outras maneiras do estado se organizar?

    Cumps.,

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  11. PMP's avatar
    PMP permalink
    15 Outubro, 2010 18:02

    Não é dificil propor reformas para o regime/sistema que vigora em Portugal, sem cair em exageros que o estado social tem de acabar.
    Este blog tem o mérito de colocar em causa o estado de bovinidade com que se aceitou em Portugal o despesismo a partir de 1991, mas não deve ser por acasi que o estado social está presente na maioria dos paises desenvolvidos.

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  12. Beirão's avatar
    Beirão permalink
    15 Outubro, 2010 18:04

    METEU-SE NA CABEÇA ‘TUGA’ A IDEIA QUE O PARADIGMA DE VIDA ERA A PALAVRA “DIREITOS”, E NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, DE DEVERES: DIREITO A TER SAÚDE À BORLA, IDEM AO ENSINO, À SEGURANÇA SOCIAL, AO RENDIMENTO MÍNIMO, AO 14 MESES DE ORDENADO, A REFORMAR-SE AOS 50 E PICOS ANOS, ETC. E TUDO ISTO, ESTÁ CLARO, DE MÃO BEIJADA. SEM FAZER A PONTA D’UM CORNO. CONVENCIDO O ‘TUGA’ QUE O DINHEIRO CAIA DO CÉU AOS TRAMBOLHÕES E ININTERRUPTAMENTE. QUEM NÃO SE LEMBRA D O BOM DO GUTERRES EXTASIADO NAS TV’s A VER OS ‘TUGAS’ EM INTERMINÁVEIS FILAS DE CARROS A CAMINHO DO VERÃO ALGARVIO?
    POIS É! UMA CHATICE. O DINHEIRINHO, MEUS RICOS PREGUIÇOSOS, NÃO CAI DAS ÁRVORES, ELE TEM VINDO, NESTES TRINTA ANOS DE REGABOFE, DE BRUXELAS, TODINHO, À BORLA, PARA NOS ENCHER A PANÇA E ENCHER TAMBÉM DE VÍCIOS… COMO, POR EXEMPLO, HABITUARMO-NOS À MAMA DE VIVER À SOMBRA DA BANANEIRA, SEM FAZER PUTO. ISSO ACABOU. A ALEMANHA ACHOU QUE ERA TEMPO DE DIZER ‘NÃO’ AO NOSSO CHULISMO E QUE JÁ ERA UMA BOA ALTURA DE COMEÇARMOS A SABER COM QUANTOS-PAUS-SE-FAZ-UMA-CANOA… ISTO É, A COMEÇARMOS A FAFZER ALGO DE ÚTIL NA VIDA, A DAR O CORPO AO MANIFESTO.

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  13. José Ricardo's avatar
    José Ricardo permalink
    15 Outubro, 2010 18:05

    Não há dúvida que foram os irresponsáveis dos portugueses a criarem isto tudo. Os políticos, que nem são portugueses, trabalharam arduamente para que tal não acontecesse. Por essa razão, nunca foram aumentados na última década acima dos valores da inflação para darem um exemplo de contenção; as suas despesas de saúde são pagas na íntegra por um subsistema que apresenta resultados muito positivos; não recebem rendimentos mínimos nem subsídios dilatados de desemprego porque responsavelmente decidiram receber subsídios de reintegração irrelevantes tão baixos que são; não recebem pensões diversas mas simplesmente diversas pensões; não se reformam aos 45/50 anos de idade, coitados… Só se reformam quando ficam cansados mas com regras muito curiosas mas exigentes. Porque são necessários e insubstituíveis, continuam em funções recebendo mais honorários mas com severas penalizações por eles criadas… porque são responsáveis.

    O que seria do povo se não fossem os governantes

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  14. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    15 Outubro, 2010 18:16

    “Curiosamente muitos dos indignados de agora andaram a fazer a vida num inferno a MFL, levando o corrupto sócrates ao colo”
    .
    A MFL curiosamente levou sempre Sócrates ao colo…Depois do PEC I apoiou o II e apoiou sem ler ainda agora o III…
    .
    “Noutra caixa estão todos excitados, porque no Chile é obrigatório ter um superávite de 0,5%. É que nem é preciso acabar com o estado social deles, que também o têm, mais modesto, mas têm. Cá, parece que nem se deve estabelecer limites, é logo acabar com o estado e viva o anarquismo!”
    .
    Deixe essa imaginação delirante. Eu escrevi alguma vez para acabar com o Estado? O que digo é limites para o que o Estado pode tirar aos cidadãos. Não mais de 20%.
    Limites aos Impostos 20% na Constituição. Dívida zero. Não há aumentos para Funcionários Públicos, Políticos etc… com défices, são alguns exemplos.
    O Social limita-se a quem precisa de ser ajudado realmente -ou seja em prioridade os deficientes- e sem tornar possível a recompensa política de estabelecer clientelas. Só um Estado com limites aos gastos escritos em pedra é evita ser um Estado corruptor.
    Nas Pensões tem de ser a própria pessoa/geração responsável e não a geração que vem a seguir
    a pagar a conta.
    As escolas e os hospitais devem ficar responsáveis por quem lá está e a sua propriedade passa para um fundo do qual cada Português tem uma parte.
    Isto é tirar poder ao Estado, ou seja aos Políticos. Passam as pessoas a ter esse poder.
    Só a experiência da escolha e da gestão própria da vida torna uma Sociedade menos Enganada.
    Portugal é uma Sociedade Enganada. Porque foi corrompida pelo canto da sereia do Social.
    O Social não cria nada por isso se é o centro é uma sociedade à partida insustentável. Uma Sociedade, País não se pode definir pelo Social.

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  15. Arnaldo Madureira's avatar
    Arnaldo Madureira permalink
    15 Outubro, 2010 18:19

    ac silveira
    cultivar elites e melhores nãop obriga a desprezar os pobres e desafortunados e impedi-los de também terem saúde e educação.
    há algum país que o satisfaça?

    rui a.
    tenha lá paciência, num país em que o salário médio é 900 euros, uns ganham 450 e estão por baixo; outros ganham 3000 euros e estão por cima.
    não me interessa o nome do estado. nem que o estado se organize de outra maneira, desde que pague a educação e a saúde a todos que não puderem pagá-las.

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  16. tric's avatar
    tric permalink
    15 Outubro, 2010 18:24

    se em 2007 já era assim…

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  17. LMR's avatar
    15 Outubro, 2010 18:25

    Mas de onde saiu este regurgitador de lugares-comuns? Volta JM, que estás mais que perdoado!!

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  18. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    15 Outubro, 2010 18:35

    BEIRÃO,
    Na mouche meu caro, na mouche!

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  19. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 18:36

    «Regurgitador», que palavra fantástica e tão engraçada! Já não a ouvia há algum tempo. Isto há cada cromo!

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  20. Dê us's avatar
    15 Outubro, 2010 18:53

    acabou….e eu a pensar que era o blog

    não é acabou…diz-se recomeçou

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  21. FCR's avatar
    FCR permalink
    15 Outubro, 2010 19:43

    Temos de acabar com os pobres, como disse o outro e com razão.
    Se acabarmos com os pobres não estaremos mais a debater estes problemas.
    Assim: O que é preciso fazer para acabarmos com os pobres?
    Alguém sabe?

    ……só há uma maneira….TRABALHAR!!!!!

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  22. será's avatar
    será permalink
    15 Outubro, 2010 19:45

    ter o desplante de afirmar «A irresponsabilidade dos portugueses é uma coisa espantosa»

    A linguagem científica deveria abster-se de certas familiaridades. Pode dizer-se, por certo, que a pandilha das cavernas de Burgos, H. heidelbergensis, cuidava dos mais velhos, mas nem por isso é permissível a achega equívoca: «e comia os mais novos». No mundo post factum da paleoantropologia (uma ciência táctil) alguém deveria saber que nem sempre se come com a boca.

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  23. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    15 Outubro, 2010 19:52

    O liberalismo é uma grande treta. Para vingar, o liberalismo precisa da protecção do Estado: sem o Estado a protegê-lo o liberalismo não tem viabilidade. Nem socialismo nem liberalismo. A virtude está no meio: combinar o melhor da democracia-cristã com o melhor da social-democracia.

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  24. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    15 Outubro, 2010 20:05

    Acabou? acabou mesmo’?Para a parcerias público privadas não…a meu ver em Portugal temos de privatizar o privado…

    A CRISE SEGUNDO Agustina Bessa-Luís que faz hoje 88 anos….

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  25. Piscoiso's avatar
    15 Outubro, 2010 20:05

    Acabou
    Acabou o quê?
    Ora deixa-me lá ir à garrafeira…

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  26. Piscoiso's avatar
    15 Outubro, 2010 20:10

    “…os portugueses não se interrogam se é possível viver num mundo onde…”BLABLA
    Quem lhe deu legitimidade para falar em nome dos portugueses?
    Hein?

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  27. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 20:18

    “Quem lhe deu legitimidade para falar em nome dos portugueses?
    Hein?”
    Os resultados eleitorais.

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  28. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 20:19

    Eu não fui eleito, mas o Sócrates foi. Para o caso de não ter entendido.

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  29. Piscoiso's avatar
    15 Outubro, 2010 20:36

    A frase “…os portugueses não se interrogam se é possível viver num mundo onde…” é sua ou do Sócrates?

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  30. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 20:49

    É de quem reelegeu um primeiro-ministro que lhes prometeu aquilo que muitos diziam não lhes ser possível dar. Até a própria MFL, insuspeita de simpatias liberais, explicou o estado em que se encontrava o país e a impossibilidade de continuar a viver como tinha vivido. Ou o Medina Carreira, há anos tido por lunático e vagamente pateta, mas que previu e anunciou, em mais do que tempo oportuno, o que aí vinha. O facto é que, perante os resultados eleitorais conhecidos e as sondagens que por aí se anunciam, a maioria dos portugueses continua a evitar a realidade.

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  31. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 20:54

    E, já agora, você acha mesmo que foram a crise internacional, a voraciade das agências de rating e a impiedade do mercado que conduziram o governo a uma situação em que se vê obrigado a reduzir os salários dos funcionários públicos?

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  32. Piscoiso's avatar
    15 Outubro, 2010 21:09

    “…a maioria dos portugueses continua a evitar a realidade”
    Encore
    Quem lhe deu legitimidade para falar em nome dos portugueses?

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  33. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    15 Outubro, 2010 21:22

    Ó Pisociso, a sua técnica é conhecida e pouco séria. Desde logo, não responde ao que lhe é perguntado, por não ter como responder. E não lê, ou treslê, o que lhe respondem. A verdade é que apesar de você encher as caixas de comentários do Blasfémias, ninguém lhe dá cavaco. Dei eu, inadvertidamente, convencido que era possível debater com um opinador tão persistente. Serviu de lição. Passe bem.

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  34. Piscoiso's avatar
    15 Outubro, 2010 21:29

    Obrigadinho por me dar o cavaco que não pedi nem vou votar.
    Continue com os interrogatórios, se isso lhe aumenta o ego.

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  35. AF's avatar
    15 Outubro, 2010 21:50

    O caro autor do post pode preparar-se e fazer as malas para partir rumo à “encarnação” na Terra do paraíso liberal por que, pelos vistos, anseia. Já existe entre nós um país assim, onde o estado deixa os seus cidadãos completamente em paz para levarem a sua vida no melhor empreendedorismo e pro-activismo … onde a iniciativa privada se encarrega de implementar e levar por diante fabulosos empreendimentos e negócios, que duma forma ou doutra, ramificam e mexem com toda a sociedade … mesmo a própria segurança é privada … o estado não se mete em nada, mas mesmo nada. Portanto, meta-se num avião e dirija-se à Somália! No melhor espírito liberal, estou certo que rapidamente recuperará o custo dos bilhetes, num país com tantas oportunidades!

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  36. Luis Dias's avatar
    Luis Dias permalink
    15 Outubro, 2010 22:12

    AC da Silveira és mesmo palerma, então diz-me lá o que é que um filho de um rico fez para ter uma vida melhor do que eu? Achas mesmo que a riqueza em portugal é de quem trabalhou, ou será antes dos que 1) fogem aos impostos, 2) são filhos de ricos, 3) têm conhecimentos ? É que eu por mais que trabalhe e me esforce só vejo gentinha como esta ainda a querer retirar-me a saúde e a educação dos meus filhos. É isso que eu vejo, e vejo também muito palerma a ir na conversa Ayn Randista de que as nações só existem porque existem umas “elites” que trabalham muito para o progresso das nações, e que portanto devemos respeitar que essas mesmas elites ganhem balúrdios e façam comentários na tv a dizer que o SNS acabou e etc. Está tudo é lavado cerebralmente. Leiam o vosso Adam Smith e revejam-se não como capitalistas que são mas como uns palermas de laissez faire total. Qualquer pessoa com o mínimo de inteligência económica percebe que o mercado é espectacular para gerir recursos para a produção e investimentos, e péssimo para gerir a distribuição desses recursos às pessoas. É por isso que existe uma coisa chamada “Social Democracia” que tenta aproveitar de uma maneira conflituosa mas insistente o melhor de ambos os mundos. Mas neste país ainda há quem pense que a saúde deve ser um negócio, e que a educação deve ser apenas para quem tem dinheiro. Haja paciência!

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  37. Unreal's avatar
    Unreal permalink
    15 Outubro, 2010 22:51

    Caro Rui A., basta ler a maioria destas caixas e respectivos conteúdos para poder concluir não sobre o que os portugueses se interrogam, mas sim sobre as capacidades de raciocínio dos ditos.

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  38. Eduardo F.'s avatar
    15 Outubro, 2010 23:05

    A ignorância dos portugueses relativamente aos aspectos mais simplérrimos do funcionamento de uma economia é qualquer coisa de dimensão cósmica. E esta ignorância estende-se aos opinion makers, e à generalidade dos meios de comunicação social incluindo aqueles designados por imprensa “económica” salvo raríssimas excepções. Qualquer discussão aqui no Blasfémias relativamente a salários mínimos, à regulamentação dos contratos de trabalho, à lei das rendas, à abertura dos hipermercados ao domingo, etc., etc., é bem exemplo disso. Mesmo daqueles que se reclamam de “direita” ou, pelo menos, que não se reconhecem como de “esquerda”.

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  39. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    16 Outubro, 2010 02:49


    Há um fenómeno curioso que se verifica na maioria dos países: as pessoas mais inteligentes e com maiores capacidades não fazem parte dos governos. Nestes apenas têm cabimento aqueles com verborreia mais desenvolvida e facilidade de golpe de asa. São raras as excepções.
    Nuno

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  40. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    16 Outubro, 2010 09:13

    Sempre que alguém analisa e escalpeliza o nosso problema estrutural ligado aquilo que hoje se convencionou chamar “estado social” salta para a discussão uma inutilidade em que somos peritos:
    Falar de tudo na generalidade em termos de teorias sociais e não abordar as questões no sentido mais pragmático e sério.
    A verdade é que por muito que se posa discutir “liberalismos e estados sociais” parece-me que uma coisa simples a maioria das pessoas não percebeu.
    Portugal, em particular, não produz riqueza suficiente para manter a grande maioria do seu “estado social”.
    E não havendo essa produção de riqueza não há pilim, carcanhol, dinheiro para pagar subsidiar, ajudar, redistribuir.
    Tão simples como isso, a não ser que os defensores desse suposto “estado social” sejam capazes de o financiarem ou na última das hipóteses arranjarem um “fábrica de moeda” que possam injectar nele, ou convençam outros a eternamente nos emprestarem dinheiro para o manter.
    Queiram ou não, liberais ou outros a situação é impossível de manter.
    E em vez que atirar uns aos outros “pedradas” apelidando-os de liberais (como se fosse insulto) deveríamos ouvir todos, reflectir todos e tentar pensar em alternativas viáveis para que posamos manter um mínimo de sanidade social.
    É que por este andar, com discussões estéreis, corremos o risco de, mesmo a curto/médio prazo ,não termos nada de nada. Nem estado social nem liberalismo nenhum mas tão só o caos.

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  41. Tiago Lopes's avatar
    Tiago Lopes permalink
    16 Outubro, 2010 15:05

    Os politicos mentem, as pessoas vão votar. Eu não caio na armadilha. Não voto. Eles que desapareçam, que vão trabalhar…
    Um homem em chamado kondratiev descobriu que a sociedade era gerida em ciclos, escreveu sore o que descobriu, e foi para um campo de concentração.
    Viver-mos todos de subsidios é uma impossibilidade, mas na realidade é possivel, até ao momento em que lançam as bombas sobre nós.

    Ordem a partir do caos
    John_Pilger – Cambodia (Year Zero)
    http://video.google.com/videoplay?docid=-9159164859238659487

    É esta a raça que quer viver do nosso sofrimento, enquanto as pessoas não perceberem que o seu pensamento foi efectivamente destruido, vamos sofrer, a sociedade está inundada de mentira.

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  42. JCA's avatar
    JCA permalink
    16 Outubro, 2010 15:18

    Uns complementos:
    .
    (BEIRÃO) Alemanha ?
    O que seria da Alemanha sem o mercado de consumidores que é a União Europeia ? As questões a que todos preferem ocultas: são as exportações duns de dentro para dentro do dentro do mercado unico Europeu importações dos outros tratadas como se não fossem membros da UE ? Os desiquilibrios financeiros resultantes podem ser tratados como ‘deficits’ etc numa lógica que não empregam dentro das regioões d os seus próprios Países ? Foram afinal os apoios da UE aos seus membros formas capciosas para subsidiar compradores dentro da EU para comprarem a vendedores dentro da UE uma vez que não priveligiaram o reforço dos aparelhos produtivos dos países compradortes ?
    .
    (BEIRÃO) Trabalhar ?
    .
    Onde estão os Postos de Trabalho em Portugal para quem quere emprego ? Onde está um Tecido Economico Lucrativo em Portugal que alicie e estimule os empreendedores e os investidores ? Onde está uma carga fiscal baixa que não proíba as exportações e a subsituição de importações por produção nacional ?
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    (PISCOISO) Legitimidade ?
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    Válido para vários Partidos. O que é a Legitimidade que tantos têm apregoado ? É a aprovação pelo eleitorado das condições dum Contrato (em jargão politiquês ‘Programa) que cada Partido lhe apresenta para cumprir e se obriga a cumprir caso ganhe as eleições. Não foram quási todos esses Contratos atraiçoados por quem ganhou eleições ? Pelo menos não abandalhem o que ainda resta neste Sistema, o significado da palavra ‘Legitimidade’
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  43. AF's avatar
    16 Outubro, 2010 17:07

    O problema não é o estado social ou o estado liberal … continuam a olhar pro dedo quando se aponta pra Lua …

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  44. Valdemar's avatar
    Valdemar permalink
    16 Outubro, 2010 21:47

    Vamos a acabar com a conversa fiada. O País chegou onde chegou apenas e só, devido aos pseudo-políticos que nos tem (des)governado desde o 25 de Abril. Corja de incompetentes, chulos e corruptos.
    Já se esqueceram das “reformas principescas” ao fim de 8 anos de serviço? Dos “subsídios” de reintegração na vida activa, quando quase todos tinham o “tacho” certo e garantido cá fora? Das acumulações de 2 e 3 reformas? Dos contratos de MILHÕES que davam (e continuam a dar) aos amigos, em prejuízo do Estado? Enfim… tem sido um autêntico REGABOFE a desbaratar os nossos impostos!!! … E agora… a culpa é minha, que trabalhei – no DURO! – dos 13 aos 58 anos?!
    Tenho 62 anos. Nunca passei férias no Algarve (onde não vou há mais de 30 anos), nem no Estrangeiro. As minhas férias eram passadas com uma enxada na mão, a tratar de um pequeno terreno que tenho no Norte. E agora… a culpa do País estar neste estado, também é minha?! O car@lho!!!

    Desde o 25 de Abril, que MILHARES de políticos – Presidentes, Primeiros-Ministros, Ministros, Secretários de Estado, Deputados, enfim… e nenhum deles aprendeu nada com a Suécia… com a Dinamarca… com a Holanda… com a Islândia???
    O que é que essa corja andou a fazer no estrangeiro? A passear as amantes?… foram às put@s para o Piggalle? NÃO!!! Foram apenas rebentar dinheiro à fartazana. Não era o deles. Era o NOSSO!!!

    CORJA DE C@BRÕES!!!

    PASSOS COELHO… despede esse merdas e limpa o País dessa corja de CHULOS!!!

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  45. FCR's avatar
    FCR permalink
    16 Outubro, 2010 23:10

    A aritmética acabará por falar….

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