a «civilização» do estado social
18 Outubro, 2010
Alguns leitores comentaram que eu pus em causa, neste post, os direitos dos trabalhadores, que são verdadeiras «conquistas civilizacionais». Pois devem ser. Da «civilização» que está a implodir em Portugal, Espanha, França, na Grécia e por onde mais se verá.
38 comentários
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Pelo mundo todo. Só se vão salvar os Impérios. É o efeito da globalização.
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Se há trabalho mais barato noutras partes do mundo, assumimos alegremente que certos direitos estão a implodir. Se há trabalho sem direitos humanos noutras partes do mundo, vamos também por aí. Afinal, também no mercado dos direitos humanos, os trabalhadores ocidentais estão caros demais.
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Alô Noruega, Suíça, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Suécia, Finlândia, como estamos de Estado social? Já há data para a implosão?
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é o regresso do servo da gleba?
ou a divisão entre senhor e escravo?
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De facto ao ouvir o sindicato dos juízes dizer que, coitados, os pobres juízes vão levar um corte injusto e de dificil resolução para as suas vidas, admito que estão a mexer em verdadeiras «conquistas civilizacionais».
Com estas corporações que olham de mais para o seu umbigo não há Estado Social que resista.
E eu até tenho lamento os problemas financeiros que os juízes devem passar no seu dia a dia.
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Anónimo Convicto,
Sobre o dito «Estado Social» nalguns dos países que indicou, sugiro-lhe a leitura de alguns posts (e respectivos comntários) do JCD, neste blog, algures aí por baixo. Essa convicção, quase religiosa. de que a Suécia e a Dinamarca vivem ainda no modelo social dos anos 70 e 80, já não corresponde à verdade.
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Essa convicção, quase religiosa. de que a Suécia e a Dinamarca vivem ainda no modelo social dos anos 70 e 80, já não corresponde à verdade.
é uma grande verdade! a escandinávia tem um modelo social do século vinte e um!
quem dera que só um pouqinho desse modelo (e dos resto, já agora) fosse aplicado por cá…
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é impressionante o mal que a ignorancia pode causar…
nem dá para acreditar no que a leitura de Ayn Rand pode provocar: a inimputabilidade
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rui a.
1º – Quem disse que vivem no mesmo estado social de há 30 anos?
2º – Quem tem uma oposição de princípio contra o estado social?
3º – De facto, nesses países a carga fiscal é maior do que cá; a educação, a saúde e a segurança social são bens públicos, com despesas públicas da ordem de grandeza das de cá.
4º – Ao contrário do rui a., não pensamos que o estado social venha com um pecado original.
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E acrescento: estados sociais há muitos. E liberalismos também.
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Rui A.
Declaração de interesses.
Tenho 35 anos de vida profissional, nunca estive de baixa, nunca deixei de pagar os meus impostos, estou convicto de haver contribuído o suficiente para cumprir a minha parte no Estado Social, rejeito liminarmente o Darwinismo Social, e sempre tive uma “convicção, quase religiosa” que vivia num país em que o estado deveria ser uma pessoa de bem, e não um coito de delinquentes.
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ha aqui um raciocinio terrívelmente obtuso e errado que parte da premissa de que tudo o que é conquista civilizacional é imune à decadência.
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Há aqui um raciocínio terrivelmente obtuso e errado que parte da premissa de que o estado social está a decair.
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Vamos ter que entrar num processo de desestatização semelhante ao que passaram a Polónia, a República Checa, a Eslovénia e a Eslováquia nos anos 90… Se não for já no próximo ano, é depois.
E o peiésse vai ter que ser corrido por uns bons anos.
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que está a decair é um facto inexpugnável. Que isso seja uma coisa boa já faz lembrar prelúdios de outras quedas de civilizações bem mais sólidas.
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Eleutério Viegas
É verdade, em Portugal, o estado social foi iniciado no tempo do partido único, mas não se tratava do PCP.
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O estado social não está a decair.
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O “estado social” é o quê? funciona como? e sobretudo como se sustenta? Pensar que pode haver estado social sem a criação riqueza que o sustente é o que nos pôs na situação em que estamos; não é possivel sustentar o estado social com dinheiro emprestado.
Quando se fala do estado social dos países nordicos, é preciso primeiro saber como aquilo é possivel, e o que tem sido feito ao longo dos ultimos 25 anos para se poder manter.
Rui A. tem toda a razão na maneira como descreve as relações empregadores/empregados em Portugal: não é possivel um país desenvolver-se com a desconfiança que prevalece entre nós: os patrões são uns exploradores, e os empregados são uns preguiçosos.
Um país onde cerca de 20% da população vota em partidos como o PCP e o BE que só existem para retirar dividendos da miseria alheia, não vai a lado nenhum. Mas muitos portugueses ainda não perceberam isso.
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“Um país onde cerca de 20% da população vota em partidos como o PCP e o BE que só existem para retirar dividendos da miseria alheia, não vai a lado nenhum.”
O voto é igualmente um anacronismo, como a mania de ter três refeições por dia, assistência quando se está doente, ou poder casar sem levar em conta o direito de pernada?
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Todos sabemos que o trambolhão que as economias levaram se deveu, primeiro ao subprime, depois, a outros gatos escondidos com o rabo de fora.
Tudo assuntos bem dentro do liberalismo dos contratos, em que alguns dos males se poderiam ter evitado se tivesse havido mais regulação, e nunca por falta de liberalismo.
Vejo agora os liberais a quererem resolver a situação atacando quem? Os causadores da crise? Não. Exactamente as vítimas. Os trabalhadores, os reformados, os que recebem salário mínimo.
Deveriam ter mais cuidado.
Se acabam com estes, o que será dos pobres banqueiros, seguradores, financeiros?
É que vão ficar sem clientes. E depois vão explorar quem?
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a c silveira
O estado social sustenta-se com uma parte do PIB (riqueza produzida). Na Suíça, na Suécia, nos EUA ou em Portugal, o governo gasta em educação 7% do PIB. Nos EUA, 7% de uma grande riqueza é muito. Em Portugal, 7% de uma pequenina riqueza é pouco.
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Já perguntei por que motivo os liberais não se juntam numa sociedade liberal. Devia ser bonito. Iam explorar-se, uns aos outros? Ou me engano muito, ou, em pouco tempo, replicavam os nossos tiques de estado social.
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O fundamentalismo liberal é uma coisa assustadora, não admira as sociedades serem infelizmente tão pouco liberais, muito por culpa desse fanatismo.
Antes de culpar o estado social, que tal falar do resto das grandes obras faraonicas que o complexo bancário-construtor impõe ao poder corrupto? O que é que a falência do Anglo Irish Bank ou do BPN teve a ver com o estado social ?
Bolas, eu acho que é possível haver sociedades liberais socialmente solidárias.
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Se é um facto que são ou foram conquistas, mas se não são civilizacionais, o que são?
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Civilizacionais não são. Como se vê não é sustentável e tem os incentivos da própria destruição.
São conquistas baseadas na ameaça de força e na violência da maioria.
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“Todos sabemos que o trambolhão que as economias levaram se deveu, primeiro ao subprime, depois, a outros gatos escondidos com o rabo de fora.
Tudo assuntos bem dentro do liberalismo dos contratos, em que alguns dos males se poderiam ter evitado se tivesse havido mais regulação, e nunca por falta de liberalismo.”
>Caso não tenha notado o preço do dinheiro é regulado pelos Estados, temos um sistema monetário socialiista. Caso não fosse os Estados não se poderiam endividar tanto…
>>Caso não tenha notado não há crise, haverá um retorno a um mundo com menos crédito. E neste momento ainda nem lá chegámos só temos uma menor aceleração do aumento do crédito.
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Mas isto agora é um espaço para Madureiras e outros anónimos treinarem dialéctica marxista?
Experimentem ir comentar para o Jugular onde serão certamente mais felizes.
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“São conquistas baseadas na ameaça de força e na violência da maioria”
Podemos inferir que o lucklucky, só admite conquistas baseadas na ameaça de força e na violência duma minoria.
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Aos Comunas (AM):
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»»Caso não tenha notado o preço do dinheiro é regulado pelos Estados
Portanto, os Estados têm o valor de árbitro. Com preço mais alto ou mais alto, o detentor do dinheiro é a Banca.
»»Caso não tenha notado não há crise, haverá um retorno a um mundo com menos crédito.
Crédito esse concedido pela Banca aos Estados, ou seja, a Banca emprestará menos, possuirá mais.
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lucklucky mas qual é o país “sustentavel” e “emergente” que conheça à excepção da china? a não ser que esteja aí um elogio ao comunismo…
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Estado social para cá, para lá, Escandinávia, Suiça, Holanda… será que alguém tem juízo?
Há um certo consenso de que para saber a quantas anda Portugal deve ser comparado a países europeus por causa da geografia, clima, história e cultura semelhantes. Mas isso significa ter juízo nas proposições: uma coisa é ter como objetivo a Suécia ou outro qualquer país mais adiantado e ver o que fizeram para aí chegar, outro é querer comparar as benesses e regras que agora, os já ricos, praticam.
Quem é o trabalhador em início de carreira que imitará o modo de vida daquele bem instalado? O tolo talvez, porque o sensato tentará saber as razões que levaram o bem sucedido a esse lugar.
Tentem responder: o que mantem o estado social nos países ricos? Porque os países com maiores problemas na Europa são exatamente aqueles pobretanas que entraram para a UE mais cedo do que os restantes igualmente pobretanas e tiveram mais do que tempo de estruturar sua despesa de acordo com o modelo em vigor no Norte da Europa ? Porque os países de leste, que não tiveram tempo de desenvolver sua estrutura social não tem crises como a portuguesa? Será que ninguem enxerga que é a estrutura de gastos e legislação inadequada a países pobres na Europa?
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Se faz o favor, exemplifique a estrutura de gastos com números.
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Com números, papas e bolos se enganam os tolos, Madureira.
O que está à vista não chega?
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lucklucky mas qual é o país “sustentavel” e “emergente” que conheça à excepção da china? a não ser que esteja aí um elogio ao comunismo…
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Inumeros é só ver o aumento de riqueza pelo mundo desde o fim das experiências Socialiistas. Desde África à Ásia. Não sei onde foi buscar a ideia da China “Comunista”. Há propriedade dos lucros pelas pessoas, a China hoje não passa de uma Ditadura como muitas existiram desde o começo dos tempos.
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“Portanto, os Estados têm o valor de árbitro. Com preço mais alto ou mais alto, o detentor do dinheiro é a Banca.”
Não, o dinheiro é de quem tem a sua posse, o dinheiro que está nos bancos é de biliões de pessoas.
Isto é se os Estados não se dedicarem a inflacionar. Há é muito dinheiro que foi criado pelo crédito.
E quanto mais baixos os juros, mais crédito.
Por isso é que a Irlanda explodiu, com uma economia muito mais dinâmica que o resto da Europa foi o País que mais sofreu com as reduzidas taxas de juro do Euro. Uma bolha de crédito muito maior que noutros países.
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“Crédito esse concedido pela Banca aos Estados, ou seja, a Banca emprestará menos, possuirá mais.”
Sim e Não se excluirmos que que seria criado pelo crédito.
Foi esse raciocínio contra os Bancos ficarem com o dinheiro que criou a bolha e fez os Bancos Centrais baixar os juros e a legislação favorável ao crédito indiscriminado.
O absurdo desse tipo de opiniões só possível pela ignorância é que os Bancos nos EUA,Europa só tinham/têm entre 6-10% de capital em depósito. Quer dizer do PCP ao CDS ainda acham demasiado que os Bancos só tenham esse capital em depósito. E isto é válido para fora de Portugal.
Mas depois protestam quando os Estado têm de segurar os Bancos porque só com esses valores ficam em situação periclitante caso haja um ventinho.
Os Bancos têm de criar menos crédito e além de criarem menos crédito têm de ter depósitos maiores.
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Os absurdos lógicos da Esquerda e não só:
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-Protestam contra os Bancos não darem crédito apesar de na generalidade os Bancos na Europa e EUA só terem em depósito menos de 10% e depois ficam escandalizados quando estes não têm solidez. São eles os maiores impulsionadores do crédito mas depois falam de economia de Casino.
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-Falam da “crise” quando as altas receitas que os Estados conseguiam no passado se devia à bolha do crédito. Ou sejam, protestam contra o fim das altas receitas e ao mesmo tempo dizem cobras e lagartos do que permitiu essas altas receitas.
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OCDE Society at a Glance
Despesa Social Pública – Pensões, desemprego, saúde, serviços sociais e emprego – em 2005, em % do PIB
Suécia (33.6) Áustria (32.1) Dinamarca (31.5) Alemanha (31.1) Bélgica (31) Finlândia (30.5) Portugal (28.2) Noruega (24.6) Holanda (24.3) Reino Unido (23.3) Irlanda (22.5) Suíça (22.2)
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