A suspeição da utilização de bens e serviços públicos para fins privados não tem nada a ver com o estado social? Obviamente que se espera que, neste caso, nada disso tenha sucedido, mas esse é um dos problemas do estado social e da sua inerente redistribuição de renda: ela sai de onde não devia ter saí´do e vai para onde não deveria ter ido. Este género de problemas só existe porque o estado social dispõe de bens e serviços, para supostamente cumprir as suas finalidades altruístas, que são, de facto, utilizados para fins privados. A famosa redestribuição de renda dos mais abonados para os menos favorecidos fica, na maior parte dos casos, a meio caminho, isto é, na classe política e na burocracia.
Rui, esse problema chama-se corrupção e existe um pouco por todo o lado, com mais incidência nos países mais pobres e outros nomes nos de mais posses. Vai sugerir acabar com as empresas porque os responsáveis pelas compras podem ser corrompidos?
Pedro Arroja subiu do pessimismo nacional ao prever a saída do Euro, a suspensão da Democracia e a continuação da existência do País ainda que num cenário de guerra civil. O economista, conhecido por ser mais à direita que o próprio Salazar – que considera “fraquinho” – ultrapassa assim Medina Carreira, pela direita, mas sem fazer pisca
Mas qual é a dificuldade num orçamento de mais de 80 mil milhões cortar 1.5% ou dos mais de 8 mil milhões de bens e serviços externos cortar 15% ?
Em qualquer empresa de média ou grande dimensão é fácil fazer esses cortes sem grandes dramas e sem pôr em causa a globalidade da empresa.
Parece que nem a esquerda nem a direira estão muito interessados em cortar no desperdicio ! Porque será ?
a constituição americana,tão louvada pelos inimigos do estado social tem logo no prembulo o equivalente canhestro do sonho socialista: segundo ela todo o cidadão americano tem direito à felicidade!
assombroso!
La Palisse ressuscitado!
mas onde está a surpresa? tem sido assim o Estado Social, políticos e castas corporativas a nutrirem-se bem… depois permitem que a plebe apanhe umas migalhas, para se manterem distraídas!… mas como têm de racionar as migalhas, porque assim mandam banqueiros e mercados, estas coisas vão passar menos despercebidas… é por isso que os franceses estão nas ruas, nem é por causa da idade da reforma passasr de 60 a 62… é porque Sarkozy e o ministro que implementa a reforma das “retraites”, estão a ser vistos, descaradamente, com as mãos nos sacos e os bolsos cheios, depois de facilitarem a evasão fiscal dos mais ricos!… por aqui, ninguém aprende!…
Quem tratou do seu estado social foi o deputado PSD Branquinho.
Estou admirado, ou talvez não, por verificar que as helenas e joões mantêm um silêncio ensurdecedor acerca deste assunto. Talvez estejam mais preocupados com o IVA do leite com chocolate.
ROmão,
O raciocínio é simples: a corrupção implica o uso de lugares e poderes públicos, para o benefício privado de alguém, em troca de favores. Não há corrupção nas empresas privadas, pela simples razão de que elas não dispõem de poder público. Pode haver aí crimes de roubo, administração danosa, etc., mas nada que envolva dinheiros ou recursos alheios, colhidos através do estado. Ora, se assim é, a propensão para o aumento da corrupção será tanto maior quanto maior for o domínio público e a capacidade de intervenção do estado. “A ocasião faz o ladrão”, como já terá certamente ouvido, e no caso do estado social português, onde a responsabilidade política dos agentes não existe e a criminal parece que também não, as ocasiões são mais do que nunca. Com um estado mais reduzido, certamente que essas “oportunidades”, novas e velhas, note bem, não surgiriam com tanta frequência.
Esta história está excelente. Como pode haver ladrões no caminho do dinheiro, acaba-se com a transferência em vez de caçar os ladrões. Se o estado social atrai ladrões, acaba-se com o estado social. Se o galinheiro atrai raposas, acaba-se com o galinheiro, em vez de caçar as raposas. Se os rapazinhos atraem pedófilos, fecha-se a Casa Pia.
Branco mais Branquinho não há. Pois:
«A ética da República é a ética da lei» – Pina Mora: antigo funcionário do PCP, ministro e deputado do PS (socialista), presidente da empresa Iberdrola em Portugal.
«A credibilidade da política não está na ética» – Paulo Rangel, antigo deputado do PSD na AR, euro deputado do PSD em Bruxelas.
O Arnaldo Madureira o que certamente não conseguirá explicar é por que razão, ao fim de 35 anos em que estiveram no poder, em Portugal, pessoas certamente muito honestas, as “raposas” não param de aumentar. E peço-lhe o favor de não atirar as responsabilidades exclusivamente para cima do eng. Sócrates, para não nos termos de lembrar o que foram os últimos anos do cavaquismo… Estranho fenómeno, de facto, este em que tanta bondade atrai tamanha maldade. Um verdadeiro fenómeno do Entroncamento!
Os anos do cavaquismo foram os anos do estado social. Muita gente não tinha pensões e o Cavaco pegou em dinheiro de quem o tem a mais e entregou a essa gente. Isto, a si, se nunca teve dificuldades na vida, se nem conhece quem as tenha, se nem se incomoda com isso, não lhe diz nada. Mas, a mim, diz. A mim e a todos os outros eleitores que votam nos partidos do estado social.
A única coisa que sei é que hoje existe 1 português (ou residente) que ao trabalhar está a tentar alimentar 8. É difícil se não impossível com o nosso grau de desenvolvimento.
Por isso o “Estado Social” que se cuide.
” Isto, a si, se nunca teve dificuldades na vida, se nem conhece quem as tenha”
Considero falta de educação da sua parte, que não conheço de lado nenhum a não ser da net e de o saber amigo de amigos meus, fazer apreciações pessoais a respeito de quem não conhece também. De modo que, ou você se limita a discutir ideias, se conseguir fazê-lo, ou se pretende entrar por pessoalidades, fica a conversa imediatamente por aqui, ok?
Neste país existe, uma “população activa”; funcionários públicos; empresas públicas com dividas; institutos; fundações; Juntas de freguesia; assembleias municipais; etc…; velhos, crianças, doentes, parasitas e outros afins…….restam uns quantos que não recebem um único euro que venha do “Estado” e que pagam os impostos que suportam os “impostos” que outros pagam.
São esses …..
Não sei, nem me interessa, nem considero relevante para justificar a sua manifesta deselegância. Por isso, já que você insiste em ser malcriado e em meter-se na vida de quem nunca lhe deu confiança para tal, ficamos com a conversa por aqui, antes que eu também comece a aplicar alguns “ses” a seu respeito.
Cumps.
FCR,
Não sei se a proporção é de 1 para 8, mas, por exemplo, segundo o INE, em 1997 mais de 50% da população activa do Porto recebia subsídios do estado. Isto, na cidade que era, há uns anos, a cidade do emprego, do comércio, da burguesia empreendedora.
Rui, diminuir o âmbito do problema (reduzir o Estado Social) para diminuir o âmbito da solução (reduzir os benefícios decorrentes da existência do Estado Social) é um raciocínio ao arrepio da lógica porque implica uma confusão dos problemas, efeitos e causas. Nem sequer é um problema de política ou de ideologia; é um problema que pode ser transposto para qualquer argumento mantendo a ilogicidade das conclusões que decorrem da sua forma naturalmente absurda. Veja o que diz o Arnaldo no comentário imediatamente anterior, por exemplo. Atente ao paralelismo que traço: se numa consulta médica lhe dissessem que a única solução para as suas dores no pé seria cortar a perna, não acharia que o médico fazia uma inversão da hierarquia de valores que ambos, supostamente, deviam partilham? Se é possível ter-se tantas dores que seja preferível cortar a perna? Sim, é, mas muito excepcionalmente. Se acho que os malefícios do Estado Social superam os benefícios? Não. Se acho que o sistema precisa de mais do que afinação? Precisa. O Rui acha o contrário, está no seu direito, mas os argumentos que utiliza introduzem, não raras vezes, vícios no apuramento do contorno e profundidade do problema, porque o Rui confunde natural e propositadamente as acções do Estado com as acções do Estado Social; porque parte sempre da posição de princípio segundo a qual cada problema que detecta no Estado é um problema do Estado Social e o problema apurado é, invariavelmente, maior e mais funesto do que o Estado Social pode ser útil e bom. A sua posição é tão radical que o auto-exclui automaticamente de qualquer conversa que possa manter com quem concorde com o diagnóstico (em todo ou parte) mas discorde da sua proposta de cura. Se aquilo que posta não serve de preâmbulo ao diálogo (e volto a dizer que é um problema que exige (exigirá) a mobilização de todos quantos se interessem pelo país) então servirá para pouco mais do que propaganda ideológica que colherá tantos adeptos quantos aqueles que acriticamente aceitarem os seus argumentos em forma de petitio principii.
Romão,
O estado social não é um bicho sem cabeça, irresponsável e abstracto. Tem pessoas concretas a dirigi-lo, com interesses e desígnios também muito concretos. O que eu considero extraordinário neste tipo de análises, perdoe-me a franqueza, como a sua, é que as pessoas passam o tempo a reclamar do funcionamento do estado social e, depois, retiram qualquer responsabilidade pelo seu mau funcionamento e atribuem-na a meia dúzia de malfeitores. Mas o tempo vai passando, as pessoas vão mudando e as coisas agravam-se, em vez de melhorarem.
A questão está, se me permite, em perceber que a organização política não se esgota no modelo do estado social. Se vivemos, de há umas décadas para cá, nessa maré, isso não significa que ela seja eterna, uma espécie de “fim da História” do estado. Em minha opinião, aquilo a que assistimos um pouco por todo o mundo é precisamente à derrocada desse sistema de organização política. Onde ele não foi profundamente reformado, como nos países nórdicos, já está a implodir, e provavelmente exigirá mais e novas reformas para não acelerar o seu fim. Que a isto se suceda um “estado liberal” é coisa materialmente impossível, até porque, por definição, o estado nunca é liberal. Mas podemos, e creio que será altamente desejável, ter um modelo de organização política menos intervencionista, com mais responsabilidade individual e que não substitua a energias individuais e privadas por colectivismos e intervencionismos públicos. É disto e só disto que se trata.
Quanto às razões que provocam mais corrupção no estado social do que em estados menos intervencionistas, elas estão bem estudadas e explicadas, por exemplo, pela Public Choice, tendo já valido a James Buchanan um Nobel graças aos seus estudos nestes domínios.
os branquinhos são irrelevantes para o ataque ao estado social…
mas veja-se o ex. dos eua: directa ou indirectamente mais de metade das familias americanas dependem da industria militar…. aqui não vislumbram estado social nenhum?
Mais a mais, o seu argumento, levado até às suas últimas consequências, implica a imposição de uma banda gástrica ao Estado que poderá acabar por matar o paciente. Por que, como se vê no caso em apreço (que nada tem que ver com qualquer tipo de Social no Estado), o facto de alguém num lugar público poder ser influenciado por um privado acontecerá sempre, independentemente da natureza e alcance dos poderes estatais (mesmo o Estado mais minúsculo terá de possuir poderes, a ser Estado). Mas palavras de Platão e utilizando uma metáfora que se ajusta à discussão em curso “quando é que um montinho passa a ser um monte” ou, dito de outro modo, quando um Estado deixa de ter importância para poder gerar problemas (ou ocasiões para tal, nas suas palavras) não deixa igualmente de ter importância para assegurar aquilo para o qual os cidadãos o querem?
Romão,
Mas o facto da nossa administração ter um alto poder de decisão, nomeadamente sobre matérias e assuntos que deveriam ser da inteira vida privada, leva ao aumento da corrupção. O poder da caneta e do carimbo estão também muito bem estudados e foram, entre outros, um dos motivos da derrocada dos países socialistas da extinta cortina de ferro.
“Mas podemos, e creio que será altamente desejável, ter um modelo de organização política menos intervencionista, com mais responsabilidade individual e que não substitua a energias individuais e privadas por colectivismos e intervencionismos públicos. É disto e só disto que se trata.”
Mas com isto somos capazes de ambos concordar no fundo, mesmo que discordemos da forma. É uma questão de revolução conceptual e política (e substituímos o Estado Social por o quê, concretamente?) ou uma questão de afinação, mesmo que profunda?
“Mas o facto da nossa administração ter um alto poder de decisão, nomeadamente sobre matérias e assuntos que deveriam ser da inteira vida privada, leva ao aumento da corrupção. O poder da caneta e do carimbo estão também muito bem estudados e foram, entre outros, um dos motivos da derrocada dos países socialistas da extinta cortina de ferro.”
De facto, mas tampouco afirmo que a socialização do Estado seja o caminho. Pelo contrário.
Um estado com menos funções, sem as exercer de forma universal gratuíta, com menos responsabilidades na educação e na saúde, e com mais responsabilidades áreas tradicionais da soberania, como a segurança e a justiça, que obedeça ao principio da subsidariedade, que não tenha empresas públicas em áreas do inteiro domínio privado, como a banca, as comunicações, a televisão, a aviação civil, etc., que não imponha uma segurança social única, que não cobre impostos para sustentar despesa desnecessária, etc.. A meu ver, com mais uma ou outra nota, este é o limit e a que um estado democrático pode e deve chegar.
não vou longe, não sou leitor agradado de gore vidal:
55 por cento do orçamento total do Orçamento dos EUA em 2010 irá para os militares. Mais da metade!
ou seja:
orçamento militar de 2010 de USD$680 mil milhões
Estou de acordo com uma grande parte das competências que veria atribuídas ao Estado que idealiza. Não vejo, mesmo assim, que o “seu” Estado não pudesse conter alguns princípios basilares do Estado Social que são pedra de toque das conquistas civilizacionais modernas: a assistência aos mais carenciados, aos doentes e aos deficientes, de uma forma justa e pragmática, sem que se prometa mais do que se pode cumprir.
“Muita gente não tinha pensões e o Cavaco pegou em dinheiro de quem o tem a mais e entregou a essa gente.”
Esta é de cabo de esquadra. Qualquer ladrãozeco, tipo Zé do Telhado, pensa que os outros têm dinheiro a mais, logo tratam de o subtraír.
Concluo que o Arnaldo Madureira revela que tem dinheiro a mais. Ou então não paga impostos e é um dos muitos coitadinhos subsidiados pelos que têm dinheiro a mais, através do Estado.
De qualquer modo, não me parece que o Cavaco seja ladrão, como o Arnaldo Madureira pretende insinuar. O Estado sim.
já se sabe que a ignorância é atrevida e vê-la assim exibida chega a ser constrangedor:
1) all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness
2) O PIB dos EUA é de 14 Biliões (14 trillion) o orçamento da defesa, se é 680 mil milhões, é de cerca de 4,8% do PIB.
Portugal não tem remédio com certos “portugueses” que andam por aqui nos comentários…
Cavaco Silva, o melhor primeiro-ministro – e PR – que o País teve nos últimos 30 anos (depois do breve consulado de Sá Carneiro), é diariamente insultado em blogues (vide a desvergonha de um tal Delito de Opinião, através de um “jornalista” do DN, esse exemplo de ética…).
Assim, nem vale a pena outra decisão que não seja a de emigrarmos… É que isto já não é um vespeiro, mas uma fossa infecta.
Romão,
É claro que com a carga de impostos que o Estado lança brutal e coercivamente sobre os rendimentos dos cidadãos, muitos ficam na situação de carência.
Onde é que está a falácia?
“Ninguém fica carente por pagar impostos. E os carentes não pagam.”
.
Assim se vê onde chega a obscenidade dos sociallistas. A escravatura como moral.
O trabalho a riqueza não é seu. Só tem legitimidade para tirá-lo se fizer parte de um acordo.
Pi-Erre
Isso de quem trabalha e do dinheiro dos outros, etc., tem muito que se lhe diga. O trabalho do presidente de um banco não vale 30 ou 40 vezes o trabalho de um caixa. Simplesmente, é o presidente do banco, é o que parte e reparte e, como não é tolo, até sabe da arte e a ética portuguesa é a que é, fica com a melhor parte.
No caso atual de Portugal, parece-me que a “reivindicação” do Estado Social é uma resposta à disfunção económica do País; uma espécie de “caridadezinha institucionalizada”. E se assim é, o Estado Social não tem futuro. A cada um deveriam ser proporcionadas condições de participação na actividade económica em troca de contrapartida digna. A necessidade do Estado Social continuaria a ser necessária mas minimizada e menos crítica. Aqui chegados, estamos, quanto a mim, perante o “nó górdio” da política nacional; um dos principais bloqueios político-económicos , a saber: Mais Estado Social, mais investimento Público, menos investimento privado, crescimento e consolidação do eleitorado dependente do Estado Social, vantagem eleitoral dos promotores do Estado Social…em ciclo vicioso. E isto só acabará quando estivermos na penúria, uma vez que os opositores do modelo oposto não conseguem fazer entender a população que a prosperidade é possível e digna com um Estado Social reduzido e sustentável! Do Estado Social, fazem parte todos os que exercem no Governo, Administração Pública Central ou Local, tarefas inúteis para a comunidade, além dos deserdados da vida!
…
O estado social é uma utopia.
O povo não pode ser governado por aqueles a quem paga, ou seja, pelos seus criados em que, no nosso caso, o Cavaco Silva é o mordomo-mor.
Foi recentemente publicado um livro cuja primeira edição é de 1936 e se deve a uma entrevista a Salazar feita por um jornalista francês. Aconselho vivamente a sua leitura pois vão encontrar muito do que os que vão tomando juízo vêm percebendo e escrevendo nos últimos tempos.
Será um rebgresso ao passado?
Todos os cidadãos têm a obrigação de pagar a menor quantidade de impostos ao Estado que lhes é possível.
O Estado também tem a obrigação de “governar-se” com a menor quantidade de impostos arrecadados e cobrados possível.
A “riqueza” está em quem produz e trabalha e não em quem fica à espera.
Acabar com a “miséria” e segurar a riqueza é uma missão imperiosa da democracia.
«Ninguém fica carente por pagar impostos. E os carentes não pagam.» – Arnaldo Madureira
Desculpe-me a pergunta: mas em que planeta é que vive? Lá não há IVA? Impostos sobre o tabaco e álcool e bebidas alcoólicas? Imposto sobre produtos petrolíferos? Imposto de selo? Imposto sobre veículos e imposto único de circulação? Taxa Social Única?
E sedo branquinho, agostinho, naquele ar tão parecidamente atrasadinho, sai-me isto, que fará com outros de aparência mais finos, malandros, guichos, estilo o nosso primeiro, que é que se lhe há-de fazer? Deixar andar, fazer, ou pára-se a França toda e não fomos moldados desse jeito por acá.
Caro Rui:
O estado social funciona, só que de uma maneira injusta, pois costuma beneficiar os “amigos”, os “colegas”, e toda a porcaria que ao longo de décadas tem usado e abusado do poder do estado em prol de interesses próprios.
E este “sistema” é usado por todos os partidos, quando e como mais lhes convém
«O trabalho do presidente de um banco não vale 30 ou 40 vezes o trabalho de um caixa»
Se calhar pode valer 200 vezes. O que o presidente de um banco ganha não é relevante. Ganha o que os accionistas querem que ele ganhe e durante o tempo que os mesmos quiserem. Sou completamemente contrario a esta nova onda de limitação de salarios nos bancos privados. ´
Outra coisa, bem distinta, são os cargos públicos. O accionista POVO devia ter o direito a definir o salario de cada um dos cargos públicos. Mas como é impossivel faze-lo delega no governo esse desiderato. Ora, o governo embora haja como um accionista, na verdade não é. O CAPITAL para investir não sai própriamente dos bolsos dos membros do governo e portanto é natural que haja incuria e compadrio na atribuição de salarios públicos.
Resumindo, na esfera pública os salarios devem seguir um modelo que evite que o accionista governo possa abusar na atribuição de salarios, nomeadamente através de mecanismos de controlo. Sou da opinião que os salarios dos altos quadros públicos, incluindo empresas públicas, deviam ser avalizados préviamente pelo Tribunal de Contas que vería, caso a caso, a bondade do salario proposto, em função de uma analise ao mercado.
Os salários de todo o sector público alargado deviam ter como tecto o do Presidente da República.
As reformas no sector público deviam ser calculadas da mesma forma que as do sector privado.
Só com esta medida se poupavam mais de 200 milhões de euros por ano.
Se reduzir as 100 empresas públicas para metade vamos poupar mais outros 100 milhões por ano.
“Resumindo, na esfera pública os salarios devem seguir um modelo que evite que o accionista governo possa abusar na atribuição de salarios, nomeadamente através de mecanismos de controlo. Sou da opinião que os salarios dos altos quadros públicos, incluindo empresas públicas, deviam ser avalizados préviamente pelo Tribunal de Contas que vería, caso a caso, a bondade do salario proposto, em função de uma analise ao mercado.”
Não seria mais simples privatizar todas as empresas públicas?
Ricciardi
A repartição do rendimento é ditada por relações de poder. Quem tem poder puxa a brasa para a sua sardinha. Este factor sobrepõe-se aos demais. Não gosto, mas é assim que os mercados funcionam.
comparar o pib com o orçamento federal da defesa….pobres de espirito,deles é o reino dos ceus!
ou será que cinco por cento do que produz cada norte americano é consumido pela ´defesa’´
imagine-se que cá era também cinco por cento. do pib de cerca de 130 mil milhoes, o nosso estado gastaria 6,5 mil milhões para o dito orçamento do min. das defesa ….pasme-se
Esta insistência bacoca em confundir estado social com desperdicio, irresponsabilidade, compadrio, incompetência dos governos do Sócrates parece que tem com objectivo manter o PS no poder.
O que é que isso tem a ver com o Estado Social? Nada. Mas cruzada é cruzada. Boa sorte, D. Quixote.
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Como há-de funcionar?! Com um regime politico em que se privatiza o activo e se socializa o passivo é manifestamente impossível.
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A suspeição da utilização de bens e serviços públicos para fins privados não tem nada a ver com o estado social? Obviamente que se espera que, neste caso, nada disso tenha sucedido, mas esse é um dos problemas do estado social e da sua inerente redistribuição de renda: ela sai de onde não devia ter saí´do e vai para onde não deveria ter ido. Este género de problemas só existe porque o estado social dispõe de bens e serviços, para supostamente cumprir as suas finalidades altruístas, que são, de facto, utilizados para fins privados. A famosa redestribuição de renda dos mais abonados para os menos favorecidos fica, na maior parte dos casos, a meio caminho, isto é, na classe política e na burocracia.
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Rui, esse problema chama-se corrupção e existe um pouco por todo o lado, com mais incidência nos países mais pobres e outros nomes nos de mais posses. Vai sugerir acabar com as empresas porque os responsáveis pelas compras podem ser corrompidos?
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por que não cut and paste umas dicas do saudoso pedro arroja?
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Pedro Arroja subiu do pessimismo nacional ao prever a saída do Euro, a suspensão da Democracia e a continuação da existência do País ainda que num cenário de guerra civil. O economista, conhecido por ser mais à direita que o próprio Salazar – que considera “fraquinho” – ultrapassa assim Medina Carreira, pela direita, mas sem fazer pisca
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Mas qual é a dificuldade num orçamento de mais de 80 mil milhões cortar 1.5% ou dos mais de 8 mil milhões de bens e serviços externos cortar 15% ?
Em qualquer empresa de média ou grande dimensão é fácil fazer esses cortes sem grandes dramas e sem pôr em causa a globalidade da empresa.
Parece que nem a esquerda nem a direira estão muito interessados em cortar no desperdicio ! Porque será ?
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a constituição americana,tão louvada pelos inimigos do estado social tem logo no prembulo o equivalente canhestro do sonho socialista: segundo ela todo o cidadão americano tem direito à felicidade!
assombroso!
La Palisse ressuscitado!
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mas onde está a surpresa? tem sido assim o Estado Social, políticos e castas corporativas a nutrirem-se bem… depois permitem que a plebe apanhe umas migalhas, para se manterem distraídas!… mas como têm de racionar as migalhas, porque assim mandam banqueiros e mercados, estas coisas vão passar menos despercebidas… é por isso que os franceses estão nas ruas, nem é por causa da idade da reforma passasr de 60 a 62… é porque Sarkozy e o ministro que implementa a reforma das “retraites”, estão a ser vistos, descaradamente, com as mãos nos sacos e os bolsos cheios, depois de facilitarem a evasão fiscal dos mais ricos!… por aqui, ninguém aprende!…
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Quem tratou do seu estado social foi o deputado PSD Branquinho.
Estou admirado, ou talvez não, por verificar que as helenas e joões mantêm um silêncio ensurdecedor acerca deste assunto. Talvez estejam mais preocupados com o IVA do leite com chocolate.
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ROmão,
O raciocínio é simples: a corrupção implica o uso de lugares e poderes públicos, para o benefício privado de alguém, em troca de favores. Não há corrupção nas empresas privadas, pela simples razão de que elas não dispõem de poder público. Pode haver aí crimes de roubo, administração danosa, etc., mas nada que envolva dinheiros ou recursos alheios, colhidos através do estado. Ora, se assim é, a propensão para o aumento da corrupção será tanto maior quanto maior for o domínio público e a capacidade de intervenção do estado. “A ocasião faz o ladrão”, como já terá certamente ouvido, e no caso do estado social português, onde a responsabilidade política dos agentes não existe e a criminal parece que também não, as ocasiões são mais do que nunca. Com um estado mais reduzido, certamente que essas “oportunidades”, novas e velhas, note bem, não surgiriam com tanta frequência.
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Esta história está excelente. Como pode haver ladrões no caminho do dinheiro, acaba-se com a transferência em vez de caçar os ladrões. Se o estado social atrai ladrões, acaba-se com o estado social. Se o galinheiro atrai raposas, acaba-se com o galinheiro, em vez de caçar as raposas. Se os rapazinhos atraem pedófilos, fecha-se a Casa Pia.
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Branco mais Branquinho não há. Pois:
«A ética da República é a ética da lei» – Pina Mora: antigo funcionário do PCP, ministro e deputado do PS (socialista), presidente da empresa Iberdrola em Portugal.
«A credibilidade da política não está na ética» – Paulo Rangel, antigo deputado do PSD na AR, euro deputado do PSD em Bruxelas.
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O Arnaldo Madureira o que certamente não conseguirá explicar é por que razão, ao fim de 35 anos em que estiveram no poder, em Portugal, pessoas certamente muito honestas, as “raposas” não param de aumentar. E peço-lhe o favor de não atirar as responsabilidades exclusivamente para cima do eng. Sócrates, para não nos termos de lembrar o que foram os últimos anos do cavaquismo… Estranho fenómeno, de facto, este em que tanta bondade atrai tamanha maldade. Um verdadeiro fenómeno do Entroncamento!
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Os anos do cavaquismo foram os anos do estado social. Muita gente não tinha pensões e o Cavaco pegou em dinheiro de quem o tem a mais e entregou a essa gente. Isto, a si, se nunca teve dificuldades na vida, se nem conhece quem as tenha, se nem se incomoda com isso, não lhe diz nada. Mas, a mim, diz. A mim e a todos os outros eleitores que votam nos partidos do estado social.
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A única coisa que sei é que hoje existe 1 português (ou residente) que ao trabalhar está a tentar alimentar 8. É difícil se não impossível com o nosso grau de desenvolvimento.
Por isso o “Estado Social” que se cuide.
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Como é que descobriu essa proporção?
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” Isto, a si, se nunca teve dificuldades na vida, se nem conhece quem as tenha”
Considero falta de educação da sua parte, que não conheço de lado nenhum a não ser da net e de o saber amigo de amigos meus, fazer apreciações pessoais a respeito de quem não conhece também. De modo que, ou você se limita a discutir ideias, se conseguir fazê-lo, ou se pretende entrar por pessoalidades, fica a conversa imediatamente por aqui, ok?
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Sabe o que significa “se”?
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Arnaldo,
Neste país existe, uma “população activa”; funcionários públicos; empresas públicas com dividas; institutos; fundações; Juntas de freguesia; assembleias municipais; etc…; velhos, crianças, doentes, parasitas e outros afins…….restam uns quantos que não recebem um único euro que venha do “Estado” e que pagam os impostos que suportam os “impostos” que outros pagam.
São esses …..
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Não sei, nem me interessa, nem considero relevante para justificar a sua manifesta deselegância. Por isso, já que você insiste em ser malcriado e em meter-se na vida de quem nunca lhe deu confiança para tal, ficamos com a conversa por aqui, antes que eu também comece a aplicar alguns “ses” a seu respeito.
Cumps.
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FCR,
Não sei se a proporção é de 1 para 8, mas, por exemplo, segundo o INE, em 1997 mais de 50% da população activa do Porto recebia subsídios do estado. Isto, na cidade que era, há uns anos, a cidade do emprego, do comércio, da burguesia empreendedora.
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Rui, diminuir o âmbito do problema (reduzir o Estado Social) para diminuir o âmbito da solução (reduzir os benefícios decorrentes da existência do Estado Social) é um raciocínio ao arrepio da lógica porque implica uma confusão dos problemas, efeitos e causas. Nem sequer é um problema de política ou de ideologia; é um problema que pode ser transposto para qualquer argumento mantendo a ilogicidade das conclusões que decorrem da sua forma naturalmente absurda. Veja o que diz o Arnaldo no comentário imediatamente anterior, por exemplo. Atente ao paralelismo que traço: se numa consulta médica lhe dissessem que a única solução para as suas dores no pé seria cortar a perna, não acharia que o médico fazia uma inversão da hierarquia de valores que ambos, supostamente, deviam partilham? Se é possível ter-se tantas dores que seja preferível cortar a perna? Sim, é, mas muito excepcionalmente. Se acho que os malefícios do Estado Social superam os benefícios? Não. Se acho que o sistema precisa de mais do que afinação? Precisa. O Rui acha o contrário, está no seu direito, mas os argumentos que utiliza introduzem, não raras vezes, vícios no apuramento do contorno e profundidade do problema, porque o Rui confunde natural e propositadamente as acções do Estado com as acções do Estado Social; porque parte sempre da posição de princípio segundo a qual cada problema que detecta no Estado é um problema do Estado Social e o problema apurado é, invariavelmente, maior e mais funesto do que o Estado Social pode ser útil e bom. A sua posição é tão radical que o auto-exclui automaticamente de qualquer conversa que possa manter com quem concorde com o diagnóstico (em todo ou parte) mas discorde da sua proposta de cura. Se aquilo que posta não serve de preâmbulo ao diálogo (e volto a dizer que é um problema que exige (exigirá) a mobilização de todos quantos se interessem pelo país) então servirá para pouco mais do que propaganda ideológica que colherá tantos adeptos quantos aqueles que acriticamente aceitarem os seus argumentos em forma de petitio principii.
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Romão,
O estado social não é um bicho sem cabeça, irresponsável e abstracto. Tem pessoas concretas a dirigi-lo, com interesses e desígnios também muito concretos. O que eu considero extraordinário neste tipo de análises, perdoe-me a franqueza, como a sua, é que as pessoas passam o tempo a reclamar do funcionamento do estado social e, depois, retiram qualquer responsabilidade pelo seu mau funcionamento e atribuem-na a meia dúzia de malfeitores. Mas o tempo vai passando, as pessoas vão mudando e as coisas agravam-se, em vez de melhorarem.
A questão está, se me permite, em perceber que a organização política não se esgota no modelo do estado social. Se vivemos, de há umas décadas para cá, nessa maré, isso não significa que ela seja eterna, uma espécie de “fim da História” do estado. Em minha opinião, aquilo a que assistimos um pouco por todo o mundo é precisamente à derrocada desse sistema de organização política. Onde ele não foi profundamente reformado, como nos países nórdicos, já está a implodir, e provavelmente exigirá mais e novas reformas para não acelerar o seu fim. Que a isto se suceda um “estado liberal” é coisa materialmente impossível, até porque, por definição, o estado nunca é liberal. Mas podemos, e creio que será altamente desejável, ter um modelo de organização política menos intervencionista, com mais responsabilidade individual e que não substitua a energias individuais e privadas por colectivismos e intervencionismos públicos. É disto e só disto que se trata.
Quanto às razões que provocam mais corrupção no estado social do que em estados menos intervencionistas, elas estão bem estudadas e explicadas, por exemplo, pela Public Choice, tendo já valido a James Buchanan um Nobel graças aos seus estudos nestes domínios.
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os branquinhos são irrelevantes para o ataque ao estado social…
mas veja-se o ex. dos eua: directa ou indirectamente mais de metade das familias americanas dependem da industria militar…. aqui não vislumbram estado social nenhum?
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“1997 mais de 50%”: em 2007 e não 1997,
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Mais a mais, o seu argumento, levado até às suas últimas consequências, implica a imposição de uma banda gástrica ao Estado que poderá acabar por matar o paciente. Por que, como se vê no caso em apreço (que nada tem que ver com qualquer tipo de Social no Estado), o facto de alguém num lugar público poder ser influenciado por um privado acontecerá sempre, independentemente da natureza e alcance dos poderes estatais (mesmo o Estado mais minúsculo terá de possuir poderes, a ser Estado). Mas palavras de Platão e utilizando uma metáfora que se ajusta à discussão em curso “quando é que um montinho passa a ser um monte” ou, dito de outro modo, quando um Estado deixa de ter importância para poder gerar problemas (ou ocasiões para tal, nas suas palavras) não deixa igualmente de ter importância para assegurar aquilo para o qual os cidadãos o querem?
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“directa ou indirectamente mais de metade das familias americanas dependem da industria militar”
De onde retirou essa estatística?
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Romão,
Mas o facto da nossa administração ter um alto poder de decisão, nomeadamente sobre matérias e assuntos que deveriam ser da inteira vida privada, leva ao aumento da corrupção. O poder da caneta e do carimbo estão também muito bem estudados e foram, entre outros, um dos motivos da derrocada dos países socialistas da extinta cortina de ferro.
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“Mas podemos, e creio que será altamente desejável, ter um modelo de organização política menos intervencionista, com mais responsabilidade individual e que não substitua a energias individuais e privadas por colectivismos e intervencionismos públicos. É disto e só disto que se trata.”
Mas com isto somos capazes de ambos concordar no fundo, mesmo que discordemos da forma. É uma questão de revolução conceptual e política (e substituímos o Estado Social por o quê, concretamente?) ou uma questão de afinação, mesmo que profunda?
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“Mas o facto da nossa administração ter um alto poder de decisão, nomeadamente sobre matérias e assuntos que deveriam ser da inteira vida privada, leva ao aumento da corrupção. O poder da caneta e do carimbo estão também muito bem estudados e foram, entre outros, um dos motivos da derrocada dos países socialistas da extinta cortina de ferro.”
De facto, mas tampouco afirmo que a socialização do Estado seja o caminho. Pelo contrário.
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Um estado com menos funções, sem as exercer de forma universal gratuíta, com menos responsabilidades na educação e na saúde, e com mais responsabilidades áreas tradicionais da soberania, como a segurança e a justiça, que obedeça ao principio da subsidariedade, que não tenha empresas públicas em áreas do inteiro domínio privado, como a banca, as comunicações, a televisão, a aviação civil, etc., que não imponha uma segurança social única, que não cobre impostos para sustentar despesa desnecessária, etc.. A meu ver, com mais uma ou outra nota, este é o limit e a que um estado democrático pode e deve chegar.
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não vou longe, não sou leitor agradado de gore vidal:
55 por cento do orçamento total do Orçamento dos EUA em 2010 irá para os militares. Mais da metade!
ou seja:
orçamento militar de 2010 de USD$680 mil milhões
nem é preciso dizer mais ….
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Estou de acordo com uma grande parte das competências que veria atribuídas ao Estado que idealiza. Não vejo, mesmo assim, que o “seu” Estado não pudesse conter alguns princípios basilares do Estado Social que são pedra de toque das conquistas civilizacionais modernas: a assistência aos mais carenciados, aos doentes e aos deficientes, de uma forma justa e pragmática, sem que se prometa mais do que se pode cumprir.
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afinal defende o estado social! custou…. mas admite!! seja benvindo!
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“Muita gente não tinha pensões e o Cavaco pegou em dinheiro de quem o tem a mais e entregou a essa gente.”
Esta é de cabo de esquadra. Qualquer ladrãozeco, tipo Zé do Telhado, pensa que os outros têm dinheiro a mais, logo tratam de o subtraír.
Concluo que o Arnaldo Madureira revela que tem dinheiro a mais. Ou então não paga impostos e é um dos muitos coitadinhos subsidiados pelos que têm dinheiro a mais, através do Estado.
De qualquer modo, não me parece que o Cavaco seja ladrão, como o Arnaldo Madureira pretende insinuar. O Estado sim.
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Romão,
“…a assistência aos mais carenciados…”
.
… que o próprio Estado produz!
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Isso é uma falácia: sem estado não haveria carenciados, Pi-erre?
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Campos de minas,
já se sabe que a ignorância é atrevida e vê-la assim exibida chega a ser constrangedor:
1) all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness
2) O PIB dos EUA é de 14 Biliões (14 trillion) o orçamento da defesa, se é 680 mil milhões, é de cerca de 4,8% do PIB.
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Portugal não tem remédio com certos “portugueses” que andam por aqui nos comentários…
Cavaco Silva, o melhor primeiro-ministro – e PR – que o País teve nos últimos 30 anos (depois do breve consulado de Sá Carneiro), é diariamente insultado em blogues (vide a desvergonha de um tal Delito de Opinião, através de um “jornalista” do DN, esse exemplo de ética…).
Assim, nem vale a pena outra decisão que não seja a de emigrarmos… É que isto já não é um vespeiro, mas uma fossa infecta.
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Romão,
É claro que com a carga de impostos que o Estado lança brutal e coercivamente sobre os rendimentos dos cidadãos, muitos ficam na situação de carência.
Onde é que está a falácia?
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Ninguém fica carente por pagar impostos. E os carentes não pagam.
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“Ninguém fica carente por pagar impostos. E os carentes não pagam.”
.
Assim se vê onde chega a obscenidade dos sociallistas. A escravatura como moral.
O trabalho a riqueza não é seu. Só tem legitimidade para tirá-lo se fizer parte de um acordo.
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Pi-Erre
Isso de quem trabalha e do dinheiro dos outros, etc., tem muito que se lhe diga. O trabalho do presidente de um banco não vale 30 ou 40 vezes o trabalho de um caixa. Simplesmente, é o presidente do banco, é o que parte e reparte e, como não é tolo, até sabe da arte e a ética portuguesa é a que é, fica com a melhor parte.
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http://joaotilly.weblog.com.pt/arquivo/277788.html
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http://canais.sol.pt/blogs/portocego/default.aspx
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No caso atual de Portugal, parece-me que a “reivindicação” do Estado Social é uma resposta à disfunção económica do País; uma espécie de “caridadezinha institucionalizada”. E se assim é, o Estado Social não tem futuro. A cada um deveriam ser proporcionadas condições de participação na actividade económica em troca de contrapartida digna. A necessidade do Estado Social continuaria a ser necessária mas minimizada e menos crítica. Aqui chegados, estamos, quanto a mim, perante o “nó górdio” da política nacional; um dos principais bloqueios político-económicos , a saber: Mais Estado Social, mais investimento Público, menos investimento privado, crescimento e consolidação do eleitorado dependente do Estado Social, vantagem eleitoral dos promotores do Estado Social…em ciclo vicioso. E isto só acabará quando estivermos na penúria, uma vez que os opositores do modelo oposto não conseguem fazer entender a população que a prosperidade é possível e digna com um Estado Social reduzido e sustentável! Do Estado Social, fazem parte todos os que exercem no Governo, Administração Pública Central ou Local, tarefas inúteis para a comunidade, além dos deserdados da vida!
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Descuidei-me. Deve ler-se; “dos opositores deste modelo” em vez de ” dos opositores do modelo oposto”. Desculpem.
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…
O estado social é uma utopia.
O povo não pode ser governado por aqueles a quem paga, ou seja, pelos seus criados em que, no nosso caso, o Cavaco Silva é o mordomo-mor.
Foi recentemente publicado um livro cuja primeira edição é de 1936 e se deve a uma entrevista a Salazar feita por um jornalista francês. Aconselho vivamente a sua leitura pois vão encontrar muito do que os que vão tomando juízo vêm percebendo e escrevendo nos últimos tempos.
Será um rebgresso ao passado?
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~Gostava que o Rui A. me dissessem quais são os Estados Não Sociais onde não há corrupção.
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Todos os cidadãos têm a obrigação de pagar a menor quantidade de impostos ao Estado que lhes é possível.
O Estado também tem a obrigação de “governar-se” com a menor quantidade de impostos arrecadados e cobrados possível.
A “riqueza” está em quem produz e trabalha e não em quem fica à espera.
Acabar com a “miséria” e segurar a riqueza é uma missão imperiosa da democracia.
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«Ninguém fica carente por pagar impostos. E os carentes não pagam.» – Arnaldo Madureira
Desculpe-me a pergunta: mas em que planeta é que vive? Lá não há IVA? Impostos sobre o tabaco e álcool e bebidas alcoólicas? Imposto sobre produtos petrolíferos? Imposto de selo? Imposto sobre veículos e imposto único de circulação? Taxa Social Única?
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E sedo branquinho, agostinho, naquele ar tão parecidamente atrasadinho, sai-me isto, que fará com outros de aparência mais finos, malandros, guichos, estilo o nosso primeiro, que é que se lhe há-de fazer? Deixar andar, fazer, ou pára-se a França toda e não fomos moldados desse jeito por acá.
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“O trabalho do presidente de um banco não vale 30 ou 40 vezes o trabalho de um caixa.”
Quanto vale para si, por exemplo, o trabalho de Steve Jobs?
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Caro Rui:
O estado social funciona, só que de uma maneira injusta, pois costuma beneficiar os “amigos”, os “colegas”, e toda a porcaria que ao longo de décadas tem usado e abusado do poder do estado em prol de interesses próprios.
E este “sistema” é usado por todos os partidos, quando e como mais lhes convém
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«O trabalho do presidente de um banco não vale 30 ou 40 vezes o trabalho de um caixa»
Se calhar pode valer 200 vezes. O que o presidente de um banco ganha não é relevante. Ganha o que os accionistas querem que ele ganhe e durante o tempo que os mesmos quiserem. Sou completamemente contrario a esta nova onda de limitação de salarios nos bancos privados. ´
Outra coisa, bem distinta, são os cargos públicos. O accionista POVO devia ter o direito a definir o salario de cada um dos cargos públicos. Mas como é impossivel faze-lo delega no governo esse desiderato. Ora, o governo embora haja como um accionista, na verdade não é. O CAPITAL para investir não sai própriamente dos bolsos dos membros do governo e portanto é natural que haja incuria e compadrio na atribuição de salarios públicos.
Resumindo, na esfera pública os salarios devem seguir um modelo que evite que o accionista governo possa abusar na atribuição de salarios, nomeadamente através de mecanismos de controlo. Sou da opinião que os salarios dos altos quadros públicos, incluindo empresas públicas, deviam ser avalizados préviamente pelo Tribunal de Contas que vería, caso a caso, a bondade do salario proposto, em função de uma analise ao mercado.
RB
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Os salários de todo o sector público alargado deviam ter como tecto o do Presidente da República.
As reformas no sector público deviam ser calculadas da mesma forma que as do sector privado.
Só com esta medida se poupavam mais de 200 milhões de euros por ano.
Se reduzir as 100 empresas públicas para metade vamos poupar mais outros 100 milhões por ano.
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Ricciardi,
“Resumindo, na esfera pública os salarios devem seguir um modelo que evite que o accionista governo possa abusar na atribuição de salarios, nomeadamente através de mecanismos de controlo. Sou da opinião que os salarios dos altos quadros públicos, incluindo empresas públicas, deviam ser avalizados préviamente pelo Tribunal de Contas que vería, caso a caso, a bondade do salario proposto, em função de uma analise ao mercado.”
Não seria mais simples privatizar todas as empresas públicas?
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“Todas” cheira a fundamentalismo.
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Ricciardi
A repartição do rendimento é ditada por relações de poder. Quem tem poder puxa a brasa para a sua sardinha. Este factor sobrepõe-se aos demais. Não gosto, mas é assim que os mercados funcionam.
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comparar o pib com o orçamento federal da defesa….pobres de espirito,deles é o reino dos ceus!
ou será que cinco por cento do que produz cada norte americano é consumido pela ´defesa’´
imagine-se que cá era também cinco por cento. do pib de cerca de 130 mil milhoes, o nosso estado gastaria 6,5 mil milhões para o dito orçamento do min. das defesa ….pasme-se
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-Unions threaten French-style riots as the axe falls on 500,000 public sector jobs
http://www.dailymail.co.uk/news/article-1322359/SPENDING-REVIEW-2010-Unions-threaten-riots-500k-public-sector-jobs-axed.html#ixzz133As9iR6
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-SocGen’s Albert Edwards: The U.S. Public Is About To Revolt
http://www.businessinsider.com/socgens-albert-edwards-says-the-us-public-is-about-to-revolt-2010-10#ixzz130cjfCDo
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-FDIC Called On To Put Bank Of America Into Receivership
http://www.huffingtonpost.com/2010/10/22/fdic-called-on-to-put-ban_n_772535.html
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«Não seria mais simples privatizar todas as empresas públicas?»LR
Claro que sim. Privatizar, doar ou fechar.
RB
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Esta insistência bacoca em confundir estado social com desperdicio, irresponsabilidade, compadrio, incompetência dos governos do Sócrates parece que tem com objectivo manter o PS no poder.
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Talvez por isto..
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Daí chegarmos a isto..
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