Legislar preços numa economia de mercado II
27 Outubro, 2010
Considere-se um contrato de compra/venda de um produto com 2 componentes: preço e prazo de pagamento. O que acontece ao preço se o Estado legislar sobre o prazo de pagamento? Por exemplo, considere-se um produto que é transaccionado a 100 € com prazo de pagamento de 120 dias. Se o Estado impuser um prazo de pagamento máximo de 30 dias, o que acontece ao preço? Aumenta, diminui ou mantém-se? Porquê?

«Late payments are a problem for the entire economy. Many companies, organizations and public authorities pay late as a cheap source of financing. Usually they are exploiting their size to delay paying SMEs. The result is that small companies may face a serious liquidity crisis, which can lead to slower economic growth.»
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Zundy,
Tudo isso é irrelevante para a questão colocada no post.
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Eu quando compro um produto pago a pronto.
E quem mo vende ganha imediatamente a sua comissão.
Com esta lei uns ganham menos e outros perdem menos também.
Deixa de ser uma bocadinho selva onde uns comem tudo.
É interessante que o senhor, um dos maiores génios portugueses, não apoie isto.
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JM, eu também acho que o seu post é um bocado irrelevante. É claro que aumenta, é uma verdade de La Palice. Mas a questão é mais profunda, se no curto prazo pode significar um acréscimo de custo para o consumidor, no longo prazo significa menos empresas e produtos no mercado, menos inovação e posteriormente produtos mais caros devido à posição dominante das empresas anulando as ilusórias contas que tenta demonstrar no seu post.
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O capitalismo sem regulação destroi-se a si próprio, porque a procura incessante do lucro por cada empresa que é correcto individualmente, tem como efeito ao nivel nacional a cada vez maior concentração de empresas que impõem ao seus fornecedores cada vez condições mais desfavoráveis, resultando a seguir em menores salários, menor poder de compra e desemprego por falta de procura. Assim a imposição de prazos de pagamento da ordem dos 30 a 60 dias é benéfico a longo prazo para os preços porque permite a existências de mais produtores.
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««É claro que aumenta,»»
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Tem a certeza?
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««Assim a imposição de prazos de pagamento da ordem dos 30 a 60 dias é benéfico a longo prazo para os preços porque permite a existências de mais produtores.»»
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Pelo contrário. Redução de prazos de pagamento elimina do mercado os produtores que não conseguem baixar preços.
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A inumeracia é fodida.
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O preço diminui para compensar a perda financeira. Caso contrário, o hiper procurará outro fornecedor que dê melhores condições de preço ou prazo.
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JM,
Não sei se é gestor ou empresário, mas para os pequenos produtores o financiamento do fundo de maneio é cada vez mais dificil, por isso eles preferem baixar preços e terem pagamento mais rápido.
É idêntico à razão de que os retalhistas preferem vender mais barato e receberem a pronto, pagando uma comissão aos emissores de cartões.
Nem percebo a sua insistência numa tese sem aderência à realidade, pois na generalidade dos países é comum os prazos de pagamento serem curtos, precisamento como mecanismo de protecção das empresas mais pequenas.
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PMP,
Qual é a minha tese e porque é que não adere à realidade?
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O Joao Miranda pode ter lido uns livros de economia mas falta a experiencia real de gestao.
Resposta:
Primeiro: o efeito no preco do produto e’ pouco mais de um EUR (entre 1-2%). Duvido que tenha algum efeito em termos de decisao de compra.
Segundo: o problema e’ de liquidez e nao de resultado. O custo de financiamento existe sempre. Neste caso suporta o custo o produtor (assim que estara imputado no preco). Se recebe mais cede obviamente o produto custa menos e pode oferecer um preco mais barato
(continua)
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Em todos os produtos sem caracter monopolista não proibam o mercado livremente.
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É nos produtos de caracteristicas monopolistas que o Estado deve agir com regulação férrea. E não age: electricidade, àgua e combustiveis. Comparativamente a outros Paises mais ricos europeus são especulativos e abusivos em Portugal.
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Estão a proibir ainda mais a competitividade do tecido economico Português para substituir importações por produtos nacionais e a obstaculizar o aumento das exportações do produzido em Portugal. Esta proibição oficial tem incidência imediata em cada vez menos criação de riqueza no País e cada vez mais desemprego. Mais encerramentos de Empresas, menos Investimento.
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Esta proibição governamental a par da autorização de cargas fiscais cada vez mais abusivas são a ‘bactéria e o virus’ que estão a matar Portugal.
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Deriva que tem sido o governar mal e o continuar a governar mal que continuam a implantar o novo Sonho-Designio-Rumo Nacional de certas elites para o Futuro de Portugal: o primeiro País terceiro-mundista Europeu.
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Temos de saír disto. É o Tempo e o Momento certo. Ou agora ou iremos entrar numa agonia que durará até 2030. É o que poucos estão a perceber na discussão dum Orçamento para 2011.
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” É claro que aumenta, é uma verdade de La Palice. ”
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Eu acho piada é a estes “raciocínios” tão profundos. Safa!…
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(continuacao)
Terceiro: O interese das grandes multinacionais no diferencial de prazo de pagamentos nao tem a ver com resultados mas com gerar cash-flow. Assim que nao e’ certo que lhes interese aumentar o preco ao consumidor.
Quarto: A questao da liquidez e’ muito grave e a grande responsavel por muitos cancros que destroiem a economia portuguesa por empresas sem um minimo de solvabilidade que fazem concorrencia desleal e destroiem riqueza. O objectivo economico deve ser criar valor – a simples passagem de beneficios para o consumidor quando este resulta em perdas para a empresa deve evitar-se.
Quinto: A legislacao pode nao ajudar. Certamente nao “desajuda”.
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PMP,
Se lhe pagarem pelo trabalho que faz seis meses depois do que é costume, vai pedir mais ou menos dinheiro?
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Daniel Marques,
Pode-se criar valor antecipando rendimentos (para quem recebe) ou adiando pagamentos (para quem paga). Acontece todos os dias e os agentes valorizam esse tipo de rendimento através de juros.
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ou seja, Cavaco Silva evocou trabalho feito ao longo dos últimos cinco anos
Logo,
pague-se daqui a seis meses!
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É compreensível que haja por exemplo prazos de pagamento de 60 dias para produtos cuja rotação de stocks seja por exemplo de 30 dias, obviamente que o modelo de negócio de um hipermercado baseia-se nisso. Agora estamos a falar de produtos alimentares, perecíveis, vendidos em 1, 2 ou 3 dias. Não há justificação nenhuma para tão longos prazos de pagamento, é apenas um abuso, não deveria ser necessário legislar, as empresas deveriam ter sensibilidade suficiente para isso. Acho que esta coisa de ser liberal não é apenas falar mal dos muitos pecados do Estado, mas também dos abusos das grandes corporações. Não vejo grande diferença entre umas coisas e outras, mas pronto, isso é uma discussão inútil.
Gostaria de ouvir opiniões de alguns liberais que também têm empresas em Portugal.
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Zundy,
Quando compra maçãs com cartão de crédito, espera pelo débito directo do saldo do cartão para as comer? O que tem uma coisa a ver com outra?
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Caro Eduardo,
E’ obvio que a gestao financeira cria valor. O problema e’ quando esta serve para disfarcar deficiencias a nivel da gestao operacional – que eh onde eu quero chegar.
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Regular prazos de pagamento é necessário em situações como as que existem entre os grandes retalistas e os pequenos produtores, e existe em muitos países desenvolvidos, não deve ser por acaso.
A tese de que o mercado sem regulação é eficaz é desmentida continuamente quer na prática quer em teorias económicas recentes.
Existem até muitos casos de preços minimos garantidos pelo Estado em certos produtos como forma de manter viáveis um numero maior de produtores.
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PMP,
Quais teorias económicas recentes? Onde estão os “desmentidos”? Fixar preços mínimos gera desemprego de recursos. Veja o caso do salário mínimo, por exemplo.
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É uma treta. Basta às empresas recorrerem ao factoring para resolver o problema.
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“A tese de que o mercado sem regulação é eficaz é desmentida continuamente quer na prática quer em teorias económicas recentes.”
O inverso também é verdade…
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Caríssimos,
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Eu sou um pobre ingenhêro, daqueles que até gosta do trabalho técnico e de projecto, e por isso gostaria de poder afirmar não saber nada de economia. Mas não posso, infelizmente, porque desse modo poderia comer por certo tudo o que dizem por aí, até os oito mil postos de trabalho e os dois mil e quinhentos milhões de euros que atiram para o ar para enganar patos.
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Primeiro, ainda me vou lembrando que uma das absequências para a economia de mercado é a seguinte: nenhum produtor é grande o suficiente para afectar os preços; nenhum consumidor é grande o suficiente para afectar os preços.
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O sôres, os hipermercados afinal são pequeninos, não afectam preços, têm quotas de mercado residuais, não é? A economia de mercado portanto funciona sem regulação estatal, como deveria ser, para bem de todos, que pagamos o supermercado mais barato da Europa, graças à mãozinha invisível— essa em posição de dá-cá
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Se ao menos estes economistas se tivessem dado ao trabalho de ler as sebentas enquanto fingiram que estavam a fazer o curso… QUACK!
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Centrista,
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1) Quanto te custa o factoring?
2) Quantos bancos aceitam de boamente o factoring, agora que podem ir buscar dívida portuguesa a 6% enquanto se financiam a 1%?
3) Se por acaso ao fim de seis meses a empresa compradora não pagar, ou prolongar a dívida ad eternum, o que é que acontece?
4) Por acaso tens uma empresa?
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No sistema bancário que temos, é fácil conjecturar e difícil executar.
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Imaginem-se donos de um hipermercado que precisa de ter uma tonelada de batatas todos os dias à venda. Imaginem que o preço de todos os produtores é de €5/kg (para simplificar) e que existem dois produtores: um grande que vende a 60 dias e produz 900 kg/dia e um pequeno que vende a 120 dias e produz 500 kg/dia. O hiper naturalmente esgota a produção do pequeno e compra o que falta ao grande produtor. Vem o Estado todo bondoso e diz que os pequenos produtores têm que vender a 30 dias. É fácil ver o que acontece não é? O hiper compra ao grande produtor 900 kg dia e compra menos 80% da produção do pequeno produtor. Porreiro, pá.
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O JM é comuna! Chegou agora à conclusão de que a economia de mercado tende sempre para a concentração.
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E o Estado não poderia aplicar uma taxa sobre os fundos retidos pelos grandes compradores? Aí os compradores teriam interesse em pagar aos fornecedores o mais depressa que fosse possível.
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Eduardo, o seu exemplo não faz grande sentido o pequeno produtor ter como vantagem competitiva receber a 120 dias. Não é isso que acontece na realidade.
Um pequeno exemplo do que se passa dia a dia nestas questões:
Two weeks ago, I declined an opportunity to sell an industrial control because the customer’s standard payment terms are long, net 90 days. Two days later, they needed another one of these controls. At about $11,000 each, my cost, it would really limit my cash flow to have that much money tied up as an interest-free loan to a major international corporation.
http://www.pbs.org/newshour/businessdesk/2010/07/why-do-companies-stretch-out-t.html
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Ler os comentários a estes posts é aterrador. As pessoas são incapazes dos raciocínios lógicos mais simples. Se a iliteracia económica atinge este nível entre leitores de um blogue político, eu transpiro ao pensar como será o grau no país em geral.
Um candidato a primeiro-ministro que prometa o aumento do salário mínimo para 3000 euros mensais porque assim seremos todos mais ou menos ricos e até se resolve a crise porque as pessoas vão pagar mais impostos devido ao aumento do rendimento ganha as eleições em Portugal. É divertido que os políticos conseguem perceber o problema disso mas são incapazes de entender o problema destas formas mais subteis de controlo de preços. Ou se calhar percebem mas como os desgraçados dos pequenos produtores não dão empregos pós-política…
Qual é o disparate económico mais persistente: o controlo de preços ou o proteccionismo?
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Zundy
Posted 27 Outubro, 2010 at 11:51 | Permalink
Você não percebe mesmo que não é por o estado obrigar os grandes compradores a pagar a prazos mais curtos que essa situação se resolve?
A consequência desta legislação nesse caso particular é que esse senhor deixa de ter encomendas. Mesmo que queira vender a 90 dias, não o poderá fazer.
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“Se o Estado impuser um prazo de pagamento máximo de 30 dias, o que acontece ao preço?”
Pela simples medida do Estado, nada acontece. E nada acontece, porque a medida é para ser aplicada em relação a todos os fornecedores. Grandes e pequenos. O que pode acontecer, é um grande fornecedor usar o preço para ganhar o cliente. Ora, isso pode acontecer com ou sem medida do Estado. Por último, embora não tenha a certeza, penso que isso já está legislado, de onde se prova que não é uma simples questão de contabilidade.
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Pedro K.
Iliteracia Economica tem o senhor e o JM.
Em teoria e sem outras variaveis a legislacao tem efeito nulo a nivel economico. Sao efeitos puramente financeiros. O actual equilibrio entre pequenos produtores e hipermercados esta obviamente distorcido – ou acha os pequenos produtores tem uma pujanca financeira tal que apresentam como sua vantajem competitiva a extensao de prazos? Assim que nao me fale em economia de mercado e controle de precos e essa treta. Pobres estariam os hipermercados se toda a sua estrategia e solidez estaria baseada em pagar a 120 dias em vez de 30 aos pequenos produtores. Os hipermercados escolhem os pequenos produtores exclusivamente por conveniencia e essa conveniencia nao vai deixar de existir.
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“Em teoria e sem outras variaveis a legislacao tem efeito nulo a nivel economico. Sao efeitos puramente financeiros”
Isso quer dizer exactamente o quê?
A legislação cria um custo financeiro para os hipermercados quando contratam com os pequenos produtores. Em termos económicos, isso traduz-se numa desvantagem competitiva para os pequenos produtores. É tão simples quanto isto. Essas arengas confusas só servem para ofuscar a simplicidade da realidade.
Eu não percebo bem o que quer dizer com “o actual equilíbrio está distorcido”. Eu desconfio que você ache que um mercado equilibrado é “justo” ou coisa que o valha. Isso é um delírio perigoso.
“Os hipermercados escolhem os pequenos produtores exclusivamente por conveniencia e essa conveniencia nao vai deixar de existir.”
Acredita mesmo nisso? Então porquê ficar por aqui? Porque não obrigar ao pronto-pagamento? E tabelar os preços – isso seria o ideal, não?
Com esta legislação, a esmagadora maioria dos pequenos produtores continuará a vender aos hipermercados – o custo será transferido para o consumidor nuns casos, o pequeno produtor terá de integrar o custo no preço e vender mais barato noutros. Outros venderão menos. Outros muito menos. E alguns deixarão de vender.
O que não há é almoços grátis.
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Pedro K.
Nao ha custo financeiro na relacao com os produtores porque o Hipermercado recebe a 1 e paga a 120. Digamos que o hipermercado se financia atraves dos produtores pagando (suponhamos que sim) um premio em termos de preco. Mas isso eh outra historia.
Quando eu digo que esta situaciao eh neutra em termos economicos estou a dizer que se os produtores recebem agora 100 EUR a 120 dias passarao a receber 98 EUR a 30 dias. Em vez de ter o custos de financiamento de 2 EUR passarao a vender 2 EUR mais baixo. Efeito nulo para os produtores, Efeito nulo para os Hipermercados, Efeito nulo para os Consumidores. Simplesmente os hipermercados terao de financiar-se em outro lado e os produtores ganham liquidez visto que nao lhes eh possivel em muitos casos financiar-se e por cima financiar os Hipermercados.
Finalmente, esta legislacao nasce da pressao dos pequenos produtores obviamente assim que nao entendo a sua preocupacao. Eles saberam o que eh melhor para eles.
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“Aumenta, diminui ou mantém-se? Porquê?”
Diminui. Devido ao valor temporal do dinheiro.
So f***ing what? Anda outra vez a descobrir a pólvora financeira, JM?
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Iliteracia económica um osso!!!!!
esta afirmação: “Em teoria e sem outras variaveis a legislacao tem efeito nulo a nivel economico. Sao efeitos puramente financeiros.”
Em teoria??!! Qual teoria? A da banana? Ou Aquela em que diz que “o que conta é a intenção”?
Então e as acções e reacções, e as tomadas de decisões que se irão suceder a esta legislação? A troca de uns fornecedores por outros, etc???
Os posts sobre esta matéria têm visado as consequências da medida de forma empiricamente fundamentada. So vejo um rabble enorme de iliterados (genéricamente iliterados e não apenas economicamente) uma vez que contrapõem aos factos uma mera intenção.
Então e a minha liberdade de acordar o prazo que me apetecer? Posição dominante? deve ser aquela posição em que os directores de compras do Belmiro recebem os fornecedores, apontam-lhes uma pistola, obrigam-nos a ajoelharem-se, abrem a breguilha e sodomizam-nos até eles suplicarem para não lhes comprarem mais nada.
Experiência de gestão???? Lindos meninos. Hão-de me dizer onde e quando é que trabalharam e o que é que fizeram.
O comércio deve ser um acto de liberdade. Livre para acordar o que ambas as partes quiserem, sem relações de FORÇA.
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Creio que se parte de um pressuposto erróneo, porque não se verifica: não há equilíbrio negocial entre as partes. Há um estreitamento do canal de retalho, pela diminuição do numero de retalhistas, que assim são capazes de negociar de um modo quase cartelista preços E prazos de pagamento. Se considerarmos a seguinte cadeia: vendedor, pequena empresa agrícola; bem transaccionado: legumes frescos; prazo de pagamento: 120 dias, temos um prejuízo óvio para o produtor. Em situações normais, o bem que transacciona (em concorrencia com outros produtores) tem um prazo de validade muito limitado, logo é uma mercadoria de risco. A alternativa ao negócio nos termos impostos pelo(s) retalhistas é a perda total porque o mercado retalhista está monopolizado. O retalhista consegue sempre o negócio mais favorável com o bónus de um crédito a 120 dias a taxa zero às custas da liquidez do fornecedor, que entretanto (no mínimo) teve que liquidar o IVA sobre um valor que ainda não recebeu!!!!
E quem considera este bónus dispiciendo, analise os valores das taxas de juro dos créditos concedidos por estes mesmos retalhistas e respectivos prazos.
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MC,
Experimente vender para um hipermercado e vera que e’ exactamente o que acontece. Sodomizam e ainda por cima pagam mal…
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Daniel:
Peça aos comentadores que quem o tenha feito (negociar com hipers) levante o dedo. O meu fica – desde já – no ar. Negociei com Auchan, Sonae e JM. Não estamos a falar só de vendas e notas de encomenda. Negociei contractos de fornecimento para novas marcas e produtos. Apenas não fechei contracto com a sonae, porque o que pediam era mais do que aquilo que podiamos investir. E digo investir e não vender, porque o que negociei com eles foi isso mesmo: um espaço e um meio de dar a conhecer um novo produto/marca e escoá-lo. Foi esse o valor que negociei com eles.
Niagara
O equilíbrio é precisamente o que se discute numa negociação. Cada parte tem algo que a outra deseja, e desde que ambas as partes sejam livres, esse equilíbrio é ditado pela capacidade de cada uma. Quando esse equilíbrio deixar de se verificar, a solução não deve ser a alienação dessa liberdade mas antes a retirada das negociações. Ou seja: a liberdade de não negociar. Foi por isso que não consegui fechar negócio com a sonae por exemplo…
Penso que a questão é mesmo essa.
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