E se mudássemos os actores?
Para quem já está muito cansado deste filme, porque não experimentar uma mudança de elenco?
Tentou-se o discurso da ilusão…Não resultou. Tentaram-se dois PEC’s. Não resultou. Vociferou-se contra as agências de notação (rating). Não resultou… antes pelo contrário, como se viu logo após o acordo sobre o PEC-2. Inventou-se a panaceia da “estabilidade política” e berrou-se, histericamente, com uma suposta “responsabilidade política” que exigiria uma aprovação, antecipada e precipitadamente, do Orçamento. Calou-se a berraria, viabilizou-se o (mau) Orçamento. Não resultou….. Já agora, não custa nada – perdidos por um, perdidos por mil! – experimentar outra solução: mudar os (maus) figurantes deste filme trágico . Talvez comece a resultar!
PS – Já se ouve uma nova versão actualizada (agora, aos 7%), do discurso da “estabilidade”: é a necessidade de unidade. Santos Silva disse que se todos os portugueses se mantiverem unidos, se nos mantivermos unidos, conseguiremos ultrapassar esta má vontade dos mercados. Unidos como e em quê?! Será em torno do governo?! Deste governo?!

Bem observado.
Depois do embuste da aprovação do Orçamento, veio o embuste da “Ajuda Chinesa”…
Quer num caso quer noutro, as taxas de juro iriam descer, obviamente!!!
Afinal, os Chinocas não ajudam ninguém (só os idiotas acreditariam nisso…), só lhes apetecem boas empresas e estratégicas (entrar em África, Renováveis….).
E. com tanto protocolo e boas intenções tipo chinesices, a taxa de juro ULTRAPASSOU OS 7%…
Está visto: os chineses não convencem os mercados.
Aliás, eles são dos maiores especuladores anti-US$
E os mercados não acreditam em nada deste “governo”…
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Portugueses! Com Alegre ou Cavaco o destino é o buraco!
O estado do país é miserável. Está num impasse. O futuro será pior. Será caos porque:
a. A República Portuguesa não é um estado de direito. É um estado de arbítrio cleptocrático. Uma tirania. Um império de ladrões. Uns ratam e outros cortam.
b. Os partidos políticos agem como bandos de delinquentes. Não existe a noção do direito nem o hábito de ajuizar. A Constituição é um livro branco.
c. O povo não tem direitos porque a soberania os não garante. Proclama-os em conflito para sacrificar os direitos de uns em prol dos interesses de outros. Sacrifica-se o direito de propriedade e proclama-se o direito de roubar.
d. O povo não tem justiça porque a oligarquia reinante a captura diariamente através do Tribunal Constitucional, inteiramente nomeado pelo poder político, o qual arbitra acima da lei e por cima da interpretação dos tribunais judiciais, anulando ad nauseam. Funciona como uma super instância arbitral acima da soberania do povo.
Quando assim é, não adianta mudar parlamento e governos. Os consensos políticos só potenciam a roubalheira. É necessário mudar de República. É urgente constituir e construir um estado de direito democrático e a próxima revisão constitucional é a última oportunidade. A revisão de 1982 constituiu um estado coxo. Tão aleijado como o cérebro dos constitucionalistas que o conceberam. A soberania abdica do poder judicial que fica refém de poderes intermédios e o poder político mina os órgãos de disciplina das magistraturas.
É urgente encontrar uma liderança para este processo na pessoa de um Chefe de Estado. Aqueles que se apresentaram não estão à altura da tarefa, não sabem o que é um direito e as implicações que o cercam. Muito menos sabem como constituir e construir um estado de direito de soberania popular. Não basta enunciar princípios, deveres e direitos. É preciso saber as características e diferenças de cada, construir os direitos e proteger o seu exercício.
• O actual Presidente, Dr. Cavaco Silva, não soube guardar e manter os poderes de soberania que lhe estão atribuídos, foi tiranizado por um parlamento delinquente, que lhe impôs uma lei que os próprios parlamentares proclamavam inconstitucional. Isto prova a sua incompetência. O povo e a sua soberania saíram diminuídos. Quer ser o árbitro dos conflitos dos delinquentes que nos desgovernam! Árbitro? Onde fica a lei?
• O Dr. Manuel Alegre não respeita o povo soberano, nem os seus órgãos de soberania, conforme revelou o seu comportamento no Processo Casa Pia, apesar de se proclamar a favor dos mais fracos. Os deveres da soberania ficam todos atrás do seu umbigo.
• O Dr. Fernando Nobre teria de encontrar novos entendimentos, muito para além duma cidadania difusa, mal definida e frouxa para conseguir manter um poder político submetido à lei e ao direito, no seio da delinquência contumaz duma classe política incompetente e ignorante e, de uma opinião pública alarve e presunçosa como a nossa.
Só com a constituição e construção de um estado de direito Portugal sairá da ruína! Só assim se cumprirá a Democracia!
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“Perante o inegável e insustentável desconforto do Governo, todos os que querem ver José Sócrates dali pra fora, e que são cada vez mais, acabam por desejar que o mais rapidamente possível chegue o FMI, que o amarre, silencie e nos devolva a sanidade.”
Há mais em http://valedoanzel.blogs.sapo.pt/44095.html
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Como disse aqui, por quanto tempo mais continuaremos nesta República a tentar plantar bananas, quando temos de plantar é bananeiras?
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