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Operação Pirâmide

13 Novembro, 2010

OBJECTIVO IMEDIATO: Salvar o que é possível do PS.

OBJECTIVOS SECUNDÁRIOS: Neutralizar actual liderança do PSD associando este partido aos resultados da governação  do  PS. Permite também apresentar as medidas governamentais menos simpáticas como uma imposição do PSD. Medidas como a mudança de identidade dos transexuais permitem ao PS manter a ponte com o BE e acantonar o parceiro de governo ao reaccionarismo.

PARA TAL É NECESSÁRIO: arranjar saída honrosa para José Sócrates.

LINHAS PROGRAMÁTICAS DESTA OPERAÇÃO: apresentar um governo de personalidades do PS e do PSD como um desígnio patriótico. Apresentar as discordâncias com esta tese como elementos de crispação

PLANO DE RECUO: Se surgirem bons indicadores económicos abortar imediatamente esta operação e avançar logo para OPERAÇÃO SÓCRATES O HOMEM QUE NOS TIROU DA CRISE E NOS VAI GOVERNAR ATÉ 2013.

29 comentários leave one →
  1. JoséB's avatar
    JoséB permalink
    13 Novembro, 2010 18:02

    Operação “Pirâmide”, ou
    Operação “Piranha”?
    Estamos em Novembro,
    bem apropriado mês para uma clarificação.
    A de 25Nov75 , está no fim.

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  2. JJ Pereira's avatar
    JJ Pereira permalink
    13 Novembro, 2010 18:17

    Seremos , enquanto povo, tão estúpidos, acéfalos e abúlicos como essa “estratégia” indica?…
    Se calhar…

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  3. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    13 Novembro, 2010 18:50

    A Helena não está a ver todo o panorama. Tentemos ver as coisas do ponto de vista do PSD e do CDS. Em primeiro lugar, alguém acredita que o PSD conseguirá um bom resultado eleitoral em eleições antecipadas se disser a verdade ao eleitorado, nomeadamente sobre o que é preciso fazer para recuperar o país? Ferreira Leite pagou por isso, numa altura em que o era necessário fazer era bem menos duro que agora. O eleitorado vai agarrar-se aos seus pequeninos direitos adquiridos até ao fim. Acabará por perder tudo na mesma, dada a falência do Estado, mas nunca votará por sacrifícios em nome de um patriotismo que não existe neste país, a não ser em torno do futebol.

    Segundo ponto, mesmo que o centro-direita consiga a maioria absoluta em eleições antecipadas em 2011, já se viu bem o preço que pagará por emendar a trapalhada que o PS e Sócrates fizeram? Se em 2005 o centro-direita ficou reduzido a menos de 35% dos votos, como seria daqui a cinco anos (se não houvesse eleições antes) quando o aperto desta vez vai ter de ser muito maior que em 2002/2003? O eleitorado, como é costume, porá a culpa em quem os obrigar a apertar o cinto e não em quem gerou a crise. Arriscamo-nos a ter o PS e Sócrates fresquíssimos da silva, juntando-se à extrema-esquerda, numa política de terra queimada contra o centro-direita, como no tempo de Ferro Rodrigues .

    Não. Os socialistas têm de pagar pelo que fizeram, mas também de partilhar a responsabilidade pelo que vai ter de ser feito. Cada dia que este governo permanece em funções é mais um dia em que o país se enterra! O ideal seria as lideranças do PSD e do CDS não participarem nesse governo de salvação nacional. Devem resguardar-se o mais possível para quando houver eleições, mas disponibilizarem os seus deputados para apoiar o governo de coligação. Esse governo deveria ser constituído por figuras que não tenham ambições eleitorais e possam por isso tomar medidas impopulares. Pessoas como Eduardo Catroga ou Bagão Félix seriam escolhas óbvias para fazer parte de tal executivo. E depois seja o que Deus quiser, porque nesta altura o país é um joguete nas mãos de interesses que não controla de todo. Mas sem um governo que nem ao menos tenha o respeito do país é que isto não melhora de certeza.

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  4. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    13 Novembro, 2010 20:00

    “Ferreira Leite pagou por isso”
    .
    Fereira Leite não disse coisa com coisa.

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  5. anti-comuna's avatar
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    13 Novembro, 2010 20:08

    Que fim-de-semana jeitoso. Tantas coisas para ler e ver. O PS vai correr com o Sócrates. Em nome do “interesse nacional”?

    Pois eu acho que vai acontecer isto. (Embora a cabeça do PPC é quase igual à Sócrates e é taralhouco.)

    O Cavaco vai chamar o PS a formar novo governo, minoritário mas com um novo Primeiro-Ministro, e será na AR que o PS e o PSD farão os acordos necessários para que esse novo governo possa pedir ajuda à UE e ao FMI.

    Ficou claro para a maioria dos socialistas que se acabou a massa e agora ninguém nos empresta. Afinal, pelos vistos, quem participou no último leilão terá sido o BCE e não investidores chineses. Dito de outra forma: não há mais dinheiro para manter a chafarica.

    Que fim-de-semana interessante… lololololololol

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  6. anti-comuna's avatar
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    13 Novembro, 2010 20:09

    Só uma coisa. Quem seria o xuxa que aceitaria ser Primeiro-Ministro?

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  7. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Novembro, 2010 20:29

    Caro Lucklucky, aconselho-o a ver este interessante video:

    http://www.piie.com/events/event_detail.cfm?EventID=152&Media

    Não sei é se vai chegar às mesmas conclusões que eu. Mas eu digo-lhe apenas isto. O mercado procura sempre um “benchmark” para se refugiar. ;)) E não será o ouro, pode ter a certeza.

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  8. Licas's avatar
    Licas permalink
    13 Novembro, 2010 20:40

    Essa de, num regime democrático, a substituição de um governo
    ineficaz e cleptómano por outro ser ANTIPATRIÓTICO só da cabeça
    dos Socratinos . . . IRÃO OS TUGAS NESTA FRAUDE DO BOTA-ABAIXISMO ?

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  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    13 Novembro, 2010 20:58

    “Essa de, num regime democrático, a substituição de um governo
    ineficaz e cleptómano por outro ser ANTIPATRIÓTICO só da cabeça
    dos Socratinos . . .”

    Tenho dúvidas que tenha saído da cabeça da troupe do Sócrates. Acredito sim, mais na cabeça de alguns senhores ligados ao actual PR.

    Veja as coisas assim. O PS precisa de salvar a face. (Muitos falam já que este líder destruiu o PS, ao mesmo tempo que levou o país à bancarrota.) Por isso não se importará de meter outro gajo na liderança do governo para salvar o PS (aqui sobretudo do mundo judicial) e desde que o PSD e o Cavaco estejam envolvidos na “operação”, para os co-responsabilizar para o que vem aí.

    Em termos de regime democrático, é a AR que indigita o PM, nós não votamos no Primeiro-Ministro. Em termos legais é assim, em termos políticos só o deixou de o ser com a golpada do Sampaio ao Santana Lopes. Logo, é mesmo provável que o Cavaco use a actual composição da AR para entronizar um “governo de salvação nacional”. O PS livra-se do Sócrates e tenta arrecadar pontos, disputando com o PSD, a co-responsabilização pelo salvamento do país. Algo similar aconteceu no governo do bloco central.

    O Cavaco até poderia escolher um Primeiro-Ministro independente (sei lá, um Bessa ou um Cadilhe ou até mesmo o Medina Carreira, que até percebe tanto de direito como de finanças) e este formar um governo apoiado pelo PS e pelo PSD. O PS até ficaria satisfeito com esta solução, pois o que aí vem vai mesmo cair em cima da sua clientela política e eleitoral. O funcionalismo público e toda aquela gente que mama do Estado, parasitando o país, só porque são da cor partidária.

    Portanto, o que o Amado anda a fazer até era relativamente previsivel. Não por ele, é certo mas por outras vozes do partido. E elas já começaram a pedir cabeças. O primeiro grande sinal foi dado pelo “sócretino” Vital Moreira, que já se apercebeu que com este Primeiro-Ministro e este Ministro das Finanças, o PS será condenado a desaparecer. (Tipo tempos do Almeida Santos.) Depois já veio a própria Ana Gomes. Mas como antes o Seguro e, sobretudo, o Carrilho, que escreveu uma peça memorável a apelar à ruptura. Sem falar na super interessante entrevista do Henrique Neto que meteu o nome aos bois: maçonaria corrupta que controla e domina o país a par de algumas eminências pardas da alta finança tuga.

    Certo e sabido é que, na cabeça dos xuxas, há uma coisa que eles temem, mais que a própria sombra: um Cavaco reforçado (o Pateta Alegre está morto em termos políticos, pois foi-se colar ao “morto” mesmo antes do funeral) e a possibilidade de um governo PSD de maioria absoluta, saído das próximas eleições. Por isso, o PS tudo fará para que esteja no governo, nos próximos tempos. Senão…

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  10. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    13 Novembro, 2010 21:22

    O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL…

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  11. Ana C's avatar
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    13 Novembro, 2010 21:26

    Texto bem acertivo: Estratégia bem planeada por Sócrates e amado para fazer crer que o Amado está contra o Sócrates: mas boy é boy .
    Os Manueis Marias Carrilhos estão a demorar muito tempo: qué deles?

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  12. Ana C's avatar
    Ana C permalink
    13 Novembro, 2010 21:57

    Lionheart : ” mas nunca votará por sacrifícios em nome de um patriotismo que não existe neste país, ”

    tem toda a razão

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  13. Ana C's avatar
    Ana C permalink
    13 Novembro, 2010 21:59

    Anticomuna: “Quem seria o xuxa que aceitaria ser Primeiro-Ministro?”

    O António Costa já se posicionou: apoia o Assis.

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  14. anti-comuna's avatar
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    13 Novembro, 2010 22:12

    “O António Costa já se posicionou: apoia o Assis.”

    Ai sim? ahahahhaahhh

    O gajo é incompetente à frente da tasca alfacinha e quer-se tornar o sócio-gerente da roullote dos cachorros. lololololololol

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  15. PMP's avatar
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    13 Novembro, 2010 22:23

    Muito bom artigo. Os truques e estratégias do Sócrates são cada vez mais criativos.
    PPC não pode substimar o PS e os cavaquistas.
    Sinceramente não estou a ver como tirar o Sócrates da cadeira.

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  16. anti-comuna's avatar
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    13 Novembro, 2010 22:51

    “Sinceramente não estou a ver como tirar o Sócrates da cadeira.”

    Vão ser os socialistas. Quer apostar?

    Veja o que disse o Almeida Santos: este OE pode-nos tirar o poder porque vai cair em cima da nossa clientela partidária e eleitoral.

    Agora pense assim. O Sócrates queria vender ao país que as medidas que aí vêm são culpa do PSD. A coisas correu-lhes mal. O PSD, apesar do líder cabeça-de-vento, acabou por se sair bem da fotografia. O PS afunda-se nas sondagens.

    Se o Sócrates for corrido agora pelo PS e o novo governo tiver o apoio do PSD e do Cavaco, eles podem dizer que todos estão comprometidos com a salvação do país. Para o bem e para o mal. Logo, o PS, mais tarde, pode dizer que esteve ao lado do PSD na salvação do país e, coisa ainda mais importante, se não estivessem eles no poder, as medidas ainda seriam mais duras sobre a sua clientela partidária.

    Se o Sócrates continuar, como o gajo não vai conseguir baixar o défice mesmo com algumas medidas impopulares, o PS vai pagar o custo das medidas sem obter benefícios políticos e eleitorais da saída da crise. Pior. Perderá as eleições para o PSD, talvez este com maioria absoluta e ainda arrostará como o partido que levou o país à bancarrota e que nem nas medidas duras tomadas foram capazes de conseguir baixar o défice.

    Portanto, agora já não é a sobrevivência política do Sócrates que conta. É mesmo o PS para os próximos anos. Veja, no outro dia o Joaquim do Portugal Contemporâneo já o escrevia: o PS vai sofrer uma longa travessia do deserto nos próximos anos. E os socialistas já sabem que o Sócrates estoirou. Já não tem credibilidade interna nem externa para tirar o país do buraco que ele próprio meteu. Portanto, para os socialistas, o Sócrates deixou de ser um trunfo e passou a ser um grave problema para resolver. Que mais bicudo será quando ele cair do poder e deixar de dominar a propaganda estatal.

    Ponha-se no lugar de um militante xuxa que depende do Estado e do partido para ganhar a vida. O que é mais importante? Salvar o partido ou o Sócrates? Se ainda por cima salvar o partido é a única forma de manter o tacho e o posto no Estado?

    Os cavaquistas apenas querem apanhar a boleia da derrapagem do Sócrates, para correr com ele, porque o Cavaco continua na pata do Sócrates. ( E a Câncio anda aí para lhes relembrar isso mesmo.)

    O PPC só teria a ganhar se tivesse ele feito a ruptura (não teve coragem e apenas fez palhaçadas para subir ainda mais nas sondagens) ou conseguisse que o Sócrates governasse mais uns meses largos. Para que o desgaste seja maior.

    Portanto. Quem deseja já a queda do Sócrates? Aparentemente os cavaquistas e os próprios socialistas. A troupe do Sócrates pode ainda acreditar que ele aguentará após implementar as ditas medidas impopulares e conseguirem os resultados desejáveis a nível do défice. E os gajos ligados ao PPC parece quererem ver o sapo a ferver no tacho, à medida que a temperatura sobe, leia-se, o PS se afunda mais nas sondagens.

    O problema que veio acelerar este calendário político e até poder transformar o Cavaco no Todo-Poderoso foi a debacle da Irlanda, que leva consigo logo a seguir o mais fraco. Se era possível prever a chegada do FMI para a primeira metade, após o colapso do mercado da dívida portuguesa, à medida que ficasse claro que eles não conseguem baixar o défice; a implosão irlandesa veio acelerar a fuga ao risco Portugal.

    Vamos ver. Até vai ser divertido ver o regime político em confusão, quando tiverem que negociar com o FMI e a UE. lolololololol

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  17. anti-comuna's avatar
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    13 Novembro, 2010 23:04

    Caro PMP, nem de propósito. Veja isto:

    “Os socialistas estão preocupados. Com a descredibilização do Governo de José Sócrates e com a possibilidade de o Orçamento do Estado, em preparação para 2011, não ter condições de ser executado. E essa preocupação assola sectores da esquerda do PS, bem como figuras do soarismo, soube o PÚBLICO.

    Este clima motivou já conversas entre dirigentes e figuras históricas do PS sobre a viabilidade de encontrar uma solução de sucessão interna do primeiro-ministro, num congresso a curto prazo, que substituísse Sócrates. A ideia seria formar um “Governo patriótico” que receberia o acordo parlamentar do PSD para executar as medidas necessárias à recuperação da economia e à credibilização da autoridade democrática junto da população e da União Europeia.

    O ambiente de apreensão é grande em relação ao ritmo de deterioração da situação política. E há a manifesta noção de um risco real de que possa rebentar nas ruas a tensão social crescente na sociedade, fruto do descontentamento com o Governo e com as medidas impopulares.

    Esta solução de sucessão interna para fazer face à dificuldade de manter o Governo desgastado como está surge como forma de prevenir que o poder caia numa situação de descontrolo e de descrédito absoluto. A solução passaria por encontrar uma figura que fosse uma referência do partido e que tivesse um perfil impoluto e de fortes convicções democráticas e éticas.”

    In http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/esquerda-do-ps-e-figuras-do-soarismo-procuram-alternativa-a-socrates-para-governo-patriotico_1465946

    E qual a preocupação maior deles?

    “E há a manifesta noção de um risco real de que possa rebentar nas ruas a tensão social crescente na sociedade, fruto do descontentamento com o Governo e com as medidas impopulares.

    Esta solução de sucessão interna para fazer face à dificuldade de manter o Governo desgastado como está surge como forma de prevenir que o poder caia numa situação de descontrolo e de descrédito absoluto. A solução passaria por encontrar uma figura que fosse uma referência do partido e que tivesse um perfil impoluto e de fortes convicções democráticas e éticas.””

    Ou seja. O PS tem muito medo da rua. Isso seria ainda mais problemático, pois como o governo é fraco, cairia a qualquer momento, dando ao PSD uma oportunidade única, ambicionada por eles, desde Sá Carneira: Uma Maioria, Um Governo e Um Presidente.

    Agora veja o medo do PS se o Cavaco dominasse a PR e o PSD um governo de maioria absoluta. A máquina da Justiça… ;))

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  18. anti-comuna's avatar
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    13 Novembro, 2010 23:21

    O Santana Lopes veio dizer o óbvio:
    O Primeiro-Ministros em exercício, o número dois do governo, veio dizer que este governo está morto.

    E está morto. O mais engraçado é que o Sócrates, sem o querer, talvez surpreso com as declarações do Amado, veio reforçar isso mesmo. Nós tentamos um governo de coligação e não o conseguimos.

    A outra possibilidade é esta, que eu pensei que era a jogada do Sócrates, mas que pode ser mesmo real: o gajo quer fugir do poder para não ter que pagar sozinho pelos custos de salvar o país da situação de bancarrota, que ele próprio colocou.

    Isto até pode ser encenado pelos socialistas mais o Sócrates: vamos fugir enquanto é tempo e mter aqui algum cromo, que com o PSD e o Cavaco, vão arrostar com os custos da impopularidade da salvação do país. ehehehheheh

    Neste país, tudo é possível.

    O mais caricato é que o país tem um OE aprovado, que já não se ajusta ao colapso da falta de financiamento do Estado português. E um governo em desagregação, talvez mesmo morto. Por vontade própria ou involuntária.

    Isto é mesmo o regime a cair de podre. lolololololololol

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  19. bettencourt.de.lima's avatar
    bettencourt.de.lima permalink
    13 Novembro, 2010 23:21

    Por uma Democracia sem votos ( ou sem povo ), viva a República de Platão, de Sócrates definitivamente , não.

    A direita, bom não insultemos a direita, esses agrupamentos que vulgarmente entre nós se designam de direita, esgotada a politica da insidia e da calúnia, duvidando do povo e das sondagens feitas à Lapa, agora ensaiam uma nova estratégia : chegar ao poder sem votos , pois isso de votos é sempre muito pouco Seguro. Arauto desta estratégia, bom quem seria mais adequado? Pois, Paulo Portas, sim aquele que navega no mar da Palha, ou melhor rente ao fundo, responsável por mais de mil milhões em submarinos e em financiamentos partidários titulados por nomes jocosos como Jacinto..por pudor fico por aqui.

    Em nome da salvação nacional, receando enfrentar a tempestade que aí vem, concluindo que sem o PS (ou contra)é tarefa impossível, cientes que o novo líder só produz patetices, aí estão eles disponíveis para salvar o país . Esquecem-se que nos momentos mais tormentosos da nossa história, enquanto grande parte das nossas «elites» se vendia a Espanha, foi o povo capitaneado por bastardos que conduziu Portugal á vitória.

    Todavia isto de povo sai muito caro, então educá-lo, dar-lhe saúde , reformas, bom isso está bom lá para o centro e o norte da Europa pois essa malta lá trabalha. Aqui eles só produzem na Auto-Europa, vai-se lá saber porquê …mistérios.

    Por isso Salvação Nacional sim ,mas aquela de Platão, eleito mas não elegido, a de Sócrates definitivamente não.

    PS.O responsável pelo maior roubo da história portuguesa, já se passeia em liberdade, essa é outra República…a dos juízes.

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  20. Simão's avatar
    Simão permalink
    14 Novembro, 2010 00:18

    “Isto é mesmo o regime a cair de podre.”

    Estou tão triste. Acho que vou chorar, snif, snif….buááááá

    De imediato, para começar (e doravante): orçamentos de base zero.

    “…prevenir que o poder caia numa situação de descontrolo e de descrédito absoluto.”

    Too late.

    Simpático e lindíssimo país cujo governo, pelos vistos, continua a dizer que não senhor, que não precisa de ajuda nenhuma.
    O caso da Irlanda é curioso: de “Tigre Celta” a…….uma situação destas.
    Assim se demonstra à saciedade que:
    – as “bolhas” são nocivas
    – quem as criou (seja o Estado, sejam empresas provadas ou sejam ambos) deve arcar com as consequências.

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  21. Simão's avatar
    Simão permalink
    14 Novembro, 2010 00:19

    obs: o “simpático e lindíssimo país” do comment anterior é a República da Irlanda.

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  22. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    14 Novembro, 2010 09:42

    Serão os xuxas a tirar Sócrates da cadeira.
    Não me admirava nada depois de ver a campanha para demitir o Jesus.
    Afinal seis milhões são sempre seis milhões e os mesmos que opuseram lá, só lhes falta apresentarem o pelotão de fuzilamento ao homem.

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  23. D's avatar
    14 Novembro, 2010 10:40

    Aproveito para pergunar, novamente, à muito inteligente Helena Matos se tem conhecimento de algum Governo, após o 25 de Abril, ter baixado a despesa pública?
    Se sim, diga qual os quais.

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  24. Bulimunda's avatar
  25. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    14 Novembro, 2010 11:40

    Se sabe a resposta porque pergunta?
    Também saberá que qualquer governo poderá aumentar a despesa publica dentro de níveis aceitáveis e/ou ter défices cujo acumulado não ultrapasse 30-40% do seu PIB.
    Aproveita-se para dizer que na altura em que os socialistas tomaram conta do governo vai para 15 anos era precisamente esta a situação, ainda sustentável, criada a partir da intervenção do FMI em 1983.
    E se nenhum governo baixou a despesa pública estes últimos fizeram questão de pôr um n na potência da dita cuja e chegar a ultrapassar de longe o PIB ( a acumulada) com imensa ajuda do aumento da despesa fundamentalmente para financiar suas clientelas políticas e fins eleitoralistas ou em “investimentos” não reprodutivos.
    Já agora e tirando os desvarios próximos da “revolução”25-A a pergunta deveria ser quais foram os governos que mais aumentaram a despesa pública e que mais se endividaram.

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  26. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    14 Novembro, 2010 11:45

    Boa análise..racional e ,quanto a mim que sou leigo, mexe no cerne da questão..
    O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL…

    Na Alemanha festeja-se o “conto de fadas de verão” de um forte crescimento trimestral, impulsionado principalmente pelo sucesso das exportações da indústria automóvel (o mercado doméstico caiu entretanto 30 por cento) e da construção de máquinas. A crise é considerada superada, embora o nível anterior do produto interno bruto nem de longe tenha voltado a ser alcançado, nem seja previsível um novo boom da economia mundial. O actual factor de incerteza é constituído pelos Estados Unidos, a maior economia do mundo. Há aí um clima deteriorado. Isso deve-se principalmente a uma mudança de fase da economia, pois os Estados Unidos foram os primeiros a aplicar os programas de estímulo económico os quais, portanto, também aí acabam mais cedo. Agora se evidencia que a suposta “retoma” ameaça rodar em falso. Economistas influentes falam de um iminente double dip [mergulho duplo], uma recaída possivelmente ainda mais profunda na recessão.

    O problema principal, além do endividamento público, é o sobre-endividamento maciço das famílias americanas, cujo consumo representa 70 por cento do PIB. No auge da conjuntura económica de deficit, em 2007, o rendimento médio real foi menor que o de 1970. O poder de consumo vinha apenas dos cartões de crédito e de créditos garantidos por hipotecas que na sua maioria não têm qualquer valor. O desemprego oficial duplicou para os 10 por cento, sendo o desemprego real estimado em 17 por cento. Mesmo para manter este precário status quo é necessário um crescimento anual de 3 por cento; uma redução durável da taxa de inactividade somente seria viável com um crescimento de 6 a 9 por cento. Isso está fora de questão no longo prazo, especialmente porque a classe média está a ser corroída a um ritmo de tirar o fôlego. Para recuperarem o poder de compra, as famílias teriam de amortizar dívidas de mais de seis biliões de dólares ou reduzir os seus encargos durante 10 anos. Isso seria lançar a economia ainda mais no abismo. A continuação das subvenções públicas, por sua vez, põe em questão o crédito dos E.U.A. e, não em último lugar, o seu poder militar mundial. Os custos das operações no Afeganistão, no Iraque e em outros países têm aumentado desde 2002 várias centenas por cento, e, após o estouro de bolhas financeiras, deixaram de poder ser pagos com os fundos da caixa para pequenas despesas.

    A má vontade anti-americana que grassa perante este desenvolvimento negligencia o papel da economia da potência mundial no capitalismo global. Seria ilusório pensar na separação a longo prazo da conjuntura económica global relativamente aos Estados Unidos. Essa conjuntura, construída ao longo de décadas e que assenta no consumo baseado no deficit da potência mundial, não pode ser transformada no seu contrário no espaço de alguns meses. Nem a China nem a União Europeia ou o Japão estão em posição de assumir o papel dos E.U.A. Isso diz respeito também à função do dinheiro mundial. Após o fim do “dólar-ouro” agora está em discussão o “dólar-armamento”. O yuan chinês nem sequer é uma moeda convertível e o euro está numa profunda crise. A perda de uma moeda reconhecida no comércio internacional e como moeda de reserva por maioria de razão teria repercussão na conjuntura económica global. À medida que as diferentes fases conjunturais se equipararem e os programas de estímulo económico chegarem ao fim também na China e na União Europeia (neste caso, com o agravamento das políticas de austeridade impostas), ocorrerá também nestes centros uma situação semelhante à surgida agora nos E.U.A. O fim efectivo da economia da potência mundial, segura já apenas por fios ténues, poderá então desencadear, o mais tardar nos próximos anos, uma segunda onda da crise económica mundial.

    Original DAS ENDE DER WELTMACHT-ÖKONOMIE in http://www.exit-online.org. Publicado em Neues Deutschland 20.08.2010

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  27. Mariana's avatar
    Mariana permalink
    14 Novembro, 2010 15:06

    Meus caros, não percam tempo com devaneios loucos. Sócrates e o PS ficam até ao fim da legislatura, ou seja 2013. Não haverá eleições antes, porque o BE já disse que nunca apoiaria uma moção de censura apresentada pelo PSD ou CDS. O mesmo se passa com o PC.

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  28. Manuel António Perei's avatar
    Manuel António Perei permalink
    14 Novembro, 2010 15:48

    Ò Snrs bloguistas belasfémicos, expliquem-me lá,como é possível,os coveiros do regime, faze-lo ressuscitar?!

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  29. PALAVROSSAVRVS REX's avatar
    17 Novembro, 2010 19:39

    Se o caso irlandês se deve à contaminação da dívida pública pela grave toxicidade contraída pela Banca local, o caso português tem exclusivamente a ver com a toxicidade das políticas e dos políticos socialistas: contaminaram de dívida acrescida, pela desastrosa execução orçamental, um Estado à deriva. Ser poder e exercê-lo à maneira socialista representa rapina, irresponsabilidade, negócios ruinosos, abusos de toda a espécie: eis o verdadeiro contágio letal que paralisa todas as nossas hipóteses. O caso português é, por isso, muitíssimo mais grave que o irlandês porque a imoralidade e perda da face por parte dos “nossos” actores políticos socialistas no executivo não nos garante, porque não nos pode garantir, absolutamente nada de bom. Pelo contrário, quanto à credibilidade dos agentes políticos irlandeses nada há a apontar, mas o esforço dos socialistas por durar e por passar incólumes através de todos os lixos por eles segregados é uma coisa que está bem acima de quaisquer outros imperativos colectivos. O durar/perdurar socialista está além da fome e do desemprego que minam o País. É em nome de esta sobrevivência pífia, repleta de dolo, que a guarda pretoriana socialista nos atira à cara com qualquer coisa: mercados, a chanceler alemã Angela Merkel, o FMI, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu. Foi muito a medo que o ministro de Estado Luís Amado ameaçou romper com o apodrecimento socialista, arranhando uma dramatização inconsequente à maneira burlesca de Jack Sparrow. Há qualquer coisa no socratismo que atemoriza e aterroriza, está visto.

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