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Ideias que podem melhorar Portugal III

17 Novembro, 2010

Impostos desincentivam o trabalho.

45 comentários leave one →
  1. António Parente's avatar
    António Parente permalink
    17 Novembro, 2010 14:11

    Hummm… Será que os 600 mil desempregados são neoliberais que não querem pagar impostos? Uma ideia interessante e um ponto de vista inovador, sem dúvida…

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  2. K2ou3's avatar
    K2ou3 permalink
    17 Novembro, 2010 14:32

    E mais,
    Alem do trabalho, a Produção.
    Um gajo faz um pouco melhor, t’a logo a pagar.

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  3. Piscoiso's avatar
    17 Novembro, 2010 14:40

    Um gajo calaceiro, trabalho sempre o mínimo, com ou sem impostos.
    Um perfeccionista, faz sempre o seu melhor… com ou sem impostos.

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  4. Santos Costa's avatar
    Santos Costa permalink
    17 Novembro, 2010 14:49

    …e também os salários miseráveis pagos por muitos patos bravos, àqueles que para eles trabalham.Esses mesmos patos bravos que se pavoneam com as suas altas máquinas de quarto rodas. Não aquelas que produzem riqueza!

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  5. Manuel António Perei's avatar
    Manuel António Perei permalink
    17 Novembro, 2010 16:09

    O que me revolta, o que me indigna é o Governo, depois desbaratar o dinheiro dos impostos.

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  6. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    17 Novembro, 2010 16:48

    uma ideia boa, li-a algures em almada, faz uns vinte e cinco anos:
    «numa sociedade que destrói a aventura, a sua destruição torna-se a única aventura»
    revolta-me o apunhalar do espirito liberal de um alexandre herculano,isso sim.
    ele escrevia a oliveira martins, desde vale de lobos, que seja a ditadura de um sobre dez milhões ,seja a de dez milhões sobre um individuo, isso é sempre tirania.

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  7. João Vasco's avatar
    João Vasco permalink
    17 Novembro, 2010 17:34

    Seria interessante conhecer os dados empíricos que suportam esta afirmação.

    Não o digo ironicamente. Acredito que em certas circusntâncias até possa ter algo de verdadeiro, mesmo que na prática muitas vezes possa acontecer o contrário (tendo em conta a forma como o dinheiro dos impostos é pior ou melhor gasto).

    Gostava mesmo de conhecer melhor a perspectiva de quem o afirma. É só baseada na intuição que têm sobre a natureza humana, ou existem mesmo dados empíricos que justifiquem esta afirmação?

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  8. Piscoiso's avatar
    17 Novembro, 2010 18:07

    Ainda que um trabalhador se sinta mais incentivado a trabalhar, recebendo mais, esse incentivo é pelo salário líquido.
    Segundo o argumento do postante, um trabalhador sentir-se-ia mais incentivado se a cota do sindicato fosse menor.

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  9. Trinta e três's avatar
    17 Novembro, 2010 18:08

    Deve ser por isso que, na Suécia, anda tudo a pedir esmola…
    Já agora: baixos salários desincentivam o trabalho?

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  10. LR's avatar
    17 Novembro, 2010 19:00

    João Vasco,

    “Gostava mesmo de conhecer melhor a perspectiva de quem o afirma. É só baseada na intuição que têm sobre a natureza humana, ou existem mesmo dados empíricos que justifiquem esta afirmação?”

    Não acredita que as pessoas se movam por incentivos?

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  11. Por outra's avatar
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    17 Novembro, 2010 19:03

    Impostos.
    É isso, que desincentivem o trabalho, o que até está certo.
    Se não veja-se, se não pagassem aos trabalhadores, ditos empregados, empresas seriam muito mais rentáveis, rendíveis, mais competitivas.
    Por outra, mais desempregados, mais busca de trabalho, sem mais condições, digo, regalias, que o gosto de ajudar pelo salário mínimo.
    O exemplo é da China, que cresce a cada ano, 10%, 9,5%, 12%, sem precisão de regras, reajustes de leis, como em Taiwan, como na Tailândia, Bangladesh e antiga Birmânia, como assim na Índia.
    Por isso.

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  12. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    17 Novembro, 2010 19:25

    Exemplos:
    Um amigo meu, que nem se pode exactamente chamar de rico, está no limiar da taxa marginal de imposto antes dos 40%, com o que ele ganha. A mulher ganha consideravelmente menos, mas tudo o que ela ganha acaba por ser taxado a 40%. Chegaram à conclusão que, dado o IRS, IVA e portagens nas SCUTs, aquilo que poupavam em impostos, em refeições fora (almoço), em empregada, gasolina para o trabalho, etc, no fim do mês a diferença eram umas dezenas de euros. Despediram a empregada e ela deixou de trabalhar. Isto também se reflecte nos impostos do trabalho que a empresa paga. Por exemplo, se a TSU e o desconto para a SS fossem mais baixos, talvez ela pudesse ganhar mais 10% ou 15%. Seria eventualmente o suficiente para não abandonar o mercado de trabalho.

    Ah, piscoiso, ele aproveitou e cancelou a quota do sindicato…

    Outro exemplo: a indústria do calçado não consegue encontrar trabalhadores para aquilo que pode pagar. Talvez se a TSU e SS fossem menores, se o ISP fosse menor, se não portajassem SCUTS, etc., talvez isto não fosse assim.

    Outro exemplo: recentemente introduziram portagens nas SCUTs, certo? Tenho uma amiga que despediu-se, porque estava a trabalhar a 20kms de casa. Entre gasolina, portagens e ter de almoçar fora, já não compensava aquilo que ganhava.

    Gostava de ser patrão e ter trabalhadores como alguns comentadores aqui, que parece que trabalham para aquecer, não é pelo dinheiro. Sortudos que não precisam do dinheiro, e são felizes com o que fazem. Deviam pagar um imposto especial.

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  13. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    17 Novembro, 2010 19:27

    .
    Para descontrair ‘Ultraje a Rigor’
    .
    -Ultraje a Rigor – FP’s
    http://www.youtube.com/watch?v=MfV3RBsP6Jo&feature=related
    -Ultraje a Rigor
    http://www.lastfm.pt/music/Ultraje+a+Rigor/+videos/+1-zmPPsKbZ5E4
    .

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  14. BZ's avatar
    17 Novembro, 2010 19:41

    E impostos financiam subsídios… que também desincentivam o trabalho.

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  15. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    17 Novembro, 2010 19:55

    Ideias que podem melhorar Portugal:
    salários dignos e gestão competente aumentam produtividade.

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  16. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    17 Novembro, 2010 20:02

    Trinta e três,

    antes de sermos a Suécia, ainda teremos de ser durante algum tempo a China…

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  17. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    17 Novembro, 2010 20:02

    Nesse caso,
    Impostos impedem salários dignos.
    Subsidios e poder do Estado impedem gestão competente.

    Já agora, Portela Menos 1, salários dignos quase toda a gente tem. O que poucos têm é salários equitativos. A falta de sensação de equidade mina a motivação, logo a produtividade.

    Quanto à gestão competente…pelo seu raciocício bastaria pagar mais a um gestor para ele ficar mais competente. Será?

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  18. Anti Socialista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:06

    Centrista,

    num país com horários de trabalho como o nosso, falar em gestão competente é a maior risota. E isto serve para as empresas, liceus, faculdades e toda a Função Pública.

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  19. Anti Socialista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:08

    *os nossos

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  20. Anti Socialista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:09

    Mas sim, nos países da Europa Meridional o modelo escandinavo de Estado Social com impostos elevados não funciona, é uma questão cultural, e em boa verdade, nem tem de funcionar. Existe mais de uma via para o sucesso de uma Nação em democracia e liberdade.

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  21. Anti Socialista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:10

    E querer imitar os modelos da Europa Setentrional e da Europa Média revela um provincianismo preocupante na nossa Esquerda.

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  22. Centrista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:12

    Não percebo a que se refere. De todo. Porque cá há de tudo como na farmácio. Locais onde se trabalha muito e mal, e outros onde se trabalha pouco…e mal.
    Refere-se às empresas de comércio e serviços, tribunais, etc, onde se trabalham 9 e 10h por dia, e por vezes mais, sem direito a horas extraordinários?
    Às indústrias onde se trabalham 8h por dia?
    À função pública onde se trabalha 7h?
    Às empresas públicas (e função pública) onde alguns trabalham 5 ou 6h porque manipulam o relógio de ponto, tomam o pequeno almoço no horário de trabalho, etc.?

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  23. Centrista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:17

    Anti-socialista, os modelos de esquerda escandinavos aproveitaram o progresso económico anterior dos governos liberais. Os impostos subiram depois do rendimento subir. Redistribuiram depois de produzir riqueza. E neste momento, estão a voltar aos modelos mais liberais porque querem promover crescimento. E sobretudo, não têm a nossa corrupção. Esta esquerda tem sido um fartote a distribuir aos pobres…dos amigos do PS, boys e afins. A nossa classe média-alta é pobre na Suécia. No entanto, a fasquia do rico em Portugal já vai nos 600€ / mês (vide abono de família).

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  24. Anti Socialista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:19

    Refiro-me a alguns que conheço, empresas e Função Pública, onde há pausa para o pequeno almoço às 10 horas, mais de uma hora de almoço, e pausa para o café a meio da tarde. Refiro-me a faculdade onde os alunos entra um dia às 8, saem as 10,, voltam a entras às 16 e saem às 19, para no dia seguinte entrar às 14 e sair às 18, e no outro dia terem um horário totalmente diferente, quando deveriam ter todos os dias aulas apenas das 8 às 13; isto serve também para muitas escolas públicas. Refiro-me ao facto da noite dos estudantes ser vivida à terça-feira e à quinta-feira, para se faltar no dia seguinte às aulas, quando deveria ser vivida à sexta-feira e ao sábado pela noite. Já vivi em Inglaterra, e garanto-lhe que em Portugal a falta de horários produtivos é um problema grave. No dia que tivermos horários dinamarqueses ou ingleses daremos um grande salto para sermos um país mais rico.

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  25. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    17 Novembro, 2010 20:19

    Centrista, Posted 17 Novembro, 2010 at 20:02

    Refiro-me à dignidade dos salários de miséria : quando uma empresa não suporta pagar o Salário Mínimo essa empresa não tem viabilidade. Ponto.
    Quanto à gestão competente…não se torna um gestor competente por se lhe “pagar mais” mas sim por ser profissional, ter competências e formação adequada para a actividade (nas pequenas empresas é mais difícil mas nas EP’s é um fartar vilanagem de boys…).

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  26. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    17 Novembro, 2010 20:23

    Centrista,

    a nossa classe média-alta é pobre na Suécia, mas curiosamente tem um estilo de vida mais ostensivo e esbanjador que a classe média sueca. Ainda recentemente estive na Holanda e pude constatar como as famílias deixavam o carro na garagem para se deslocar de bicicleta para o emprego, como os estudantes de famílias com posses económicas trabalhavam em part-time durante a tarde e iam às aulas pela manhã, ou como poupavam levando o almoço para o emprego.

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  27. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    17 Novembro, 2010 20:25

    Pois, a esquerda tem se fartado de «distribuir», mas não me consta que nos últimos 20 anos tenha havido uma redução substancial da pobreza, e que os membros das classes mais desfavorecidas estejam mais autónomos.

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  28. Centrista's avatar
    Centrista permalink
    17 Novembro, 2010 20:29

    Portela -1,
    Que grande La Palissada… eu até diria mais, quando uma empresa não suporta pagar os salários, não tem viabilidade. Mas as empresas não pagam o salário mínimo. Pagam salário mínimo + TSU + Descontos para Segurança Social + Subsídio de Almoço.
    Qual a sua proposta? Reduzir o salário mínimo?
    Quanto à gestão competente, diga-me lá, em que é que ser profissional, ter formação adequada e competências é diferente entre os gestores e os outros trabalhadores? O que é que acha que resulta melhor para aumentar a produtividade de um trabalhador? Parece-me que o caminho que a seguir é qualificar as pessoas, que a produtividade e, consequentemente, o salário, hão de aumentar. O contrário, é simplesmente inverter a ordem natural das coisas. Conhece algum agricultor que colha antes de semear? É que achar que aumentar salários resulta em maior produtividade é isso mesmo – achar que colher vem antes de semear.

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  29. Centrista's avatar
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    17 Novembro, 2010 20:33

    Anti Socialista Posted 17 Novembro, 2010 at 20:23 | Permalink
    Tem razão, mas não se esqueça da envolvente… a Holanda tem o melhor sistema de transportes públicos da Europa e nós cá temos a maior rede de autoestradas…
    E eu queria trabalhar enquanto estudava…simplesmente durante os 5 anos de faculdade não tinha qualquer compatibilidade de horário. Aulas uns dias de manhã, outros de tarde, buracos no meio, aulas temporariamente ao sábado, entretanto a presença nas aulas era obrigatoria, por muito pouco que lá se aprendesse. Felizmente, eu não precisava. Mas quem precisava, simplesmente não tinha condições para ter sucesso em ambos (trabalho e estudo) simultaneamente.

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  30. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    17 Novembro, 2010 20:38

    Centrista,

    eu também gostaria de ter trabalhado, assim teria tido dinheiro para viajar mais. Mas também tinha a tal incompatibilidade de horários que refere. Na minha faculdade, seria possível haver aulas apenas das 8 horas às 13 horas, para todas as turmas, se houvesse organização. E tal nunca foi uma reivindicação da Associação de Estudantes: aliás, riram-se na minha cara, como se fosse um louco, quando fiz a proposta.

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  31. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    17 Novembro, 2010 21:13

    É uma verdade de La Palice.
    Quanto mais me cobram, menos vontade tenho para trabalhar!
    Quem quiser comer que vá trabalhar e deixe de sugar o suor dos trabalhadores!

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  32. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    17 Novembro, 2010 21:56

    Centrista Posted 17 Novembro, 2010 at 20:29
    Passo. Não tinha percebido o seu lado CIP.

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  33. Miguel Madeira's avatar
  34. Centrista's avatar
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    18 Novembro, 2010 11:26

    Miguel Madeira,

    O texto que apresenta é deveras interessante, e introduz várias questões a esta discussão. Efectivamente é verdade que, se ganho menos, preciso de trabalhar mais para manter o rendimento. No exemplo que dei do casal, efectivamente o recente aumento de impostos pode alterar as coisas – nomeadamente se o saldo de rendimento passar a ser negativo ao fim do mês. Aqui colocam-se duas possibilidades – ou ela volta ao mercado de trabalho, ou emigram. Pelo que sei, no caso concreto, a emigração deixou de ser uma questão hipotética. O facto de ele poder passar a ganhar o dobro (brutos, ou ainda mais, líquidos) e de ela poder encontrar um trabalho adequadamente remunerado, começam a tornar o diferencial demasiado elevado.
    Note-se que esta é uma hipótese para alguém que vive num país de baixo rendimento europeu, como Portugal, mas não na Europa do Norte, por ex. Eu diria que em Portugal sucede o seguinte – no caso dos trabalhos qualificados, o elevado IRS pressiona a emigração de quadros qualificados ou jovens talentosos (a iniciativa parte de quem trabalha); no caso de trabalho pouco qualificado, os impostos tornam este pouco competitivo, pelo que há lugar a deslocalização de empresas. Nos países do Norte da Europa, apenas existe o 2º efeito.
    Em todo o caso, seria preciso analisar curvas de utilidade marginal do rendimento e utilidade marginal do ócio para perceber o que seriam os comportamentos da classe baixa, média e alta. No caso da classe baixa, o incentivo não será ao “não trabalho”, mas à subsidiação e à economia paralela.

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  35. Centrista's avatar
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    18 Novembro, 2010 11:32

    Este post, sequência do que linkou, aborda as questões contrárias.
    http://stumblingandmumbling.typepad.com/stumbling_and_mumbling/2010/11/taxes-fairness-ideology.html
    Obrigado pela referência deste blogue, é muito bom, mesmo.

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  36. Trinta e três's avatar
    18 Novembro, 2010 11:57

    Errado, Antisocialista! Se formos por aí (e estamos a ir) estamos tramados, pelo simples facto de…termos como concorrente a própria China.

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  37. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    18 Novembro, 2010 12:56

    A China não pára de enriquecer como é que se estaria tramado?!
    O problema é que vamos na direcção contrária à China…

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  38. Centrista's avatar
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    18 Novembro, 2010 13:31

    Trinta e Três e Anti-Socialista,
    Estão ambos errados. Os nossos concorrentes são a Índia e a Irlanda. O futuro do país está no outsorcing de serviços com brainpower médio, com especial enfoque no mundo não-anglófono. Mais qualificados e versáteis que os indianos (e com melhor e maior conhecimento de línguas), com o mesmo fuso-horário e potencial de near-shoring, mas menos qualificados que os Irlandeses. O caminho do país, nos próximos 20 anos deveria ser por aqui: serviços transaccionáveis.
    Estamos demasiado longe dos mercados de consumo europeus para termos real potencial industrial. Também aqui só no nearshoring especializado de produtos com custo de transporte reduzido e necessidade de entrega rápida.

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  39. Trinta e três's avatar
    18 Novembro, 2010 13:36

    Ó Antisocialista, essas “receitas” são lindíssimas, mas não explicam como resolver a ORIGEM do problema: como importar menos! É que você está muito longe de poder dizer que tem um aproveitamento- vá lá- mediano dos recursos internos. E não, não estou a falar da panaceia do turismo.

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  40. João Vasco's avatar
    João Vasco permalink
    18 Novembro, 2010 15:14

    Centrista e Anti-socialista:

    Um de vós diz que a Suécia foi capaz de alimentar o estado social devido ao modelo instituído por governos liberais. Isto faria sentido se a Esquerda tivesse governado a Suécia durante uma década, no máximo. Com reformas estruturais muito profundas a esquerda poderia ter aproveitado o modelo liberal funcional durante duas décadas no máximo. Mas a esquerda esteve no poder na Suécia com uma interrupção de 4 anos, se não me engano, ao longo de 70 anos. 70 anos! O modelo sueco foi, mais do que qualquer modelo de um país europeu/ocidental uma construção da esquerda moderada. O melhor exemplo daquilo que é capaz. E é bom.

    Outro de vós diz que a esquerda esteve no poder durante tanto tempo e não se tem visto redução da pobreza. Mas aí, tenho de dizer que está mal informado. Nem a esquerda esteve no poder durante todo o tempo nos países ocidentais, mas enquanto esteve a pobreza diminuiu significativamente, de facto.
    Nas décadas que se seguiram às reformas estruturais de Roosevelt existiu um enorme crescimento económico acompanhado por uma enorme redução das desigualdades, e se bem que as classes mais favorecidas tenham visto os seus rendimentos aumentar significativamente, as classes mais desfavorecidas viram os seus rendimentos aumentar muito mais, o que resultou obviamente numa enorme diminuição da pobreza. No século XX nos EUA os governos de esquerda conseguiram sistemativamente crescimentos económicos maiores que os de direita, que resultaram em rendimentos médios maiores para todas as classes sociais; mas a diferença é tanto maior quanto mais desfavorecida é a classe em questão. Não falo de comparação esquerda/direita na Europa porque não disponho de dados, mas sei que a pobreza diminuiu bastante com o “estado social” que tanto criticam.

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  41. João Vasco's avatar
    João Vasco permalink
    18 Novembro, 2010 15:27

    LR,

    Que as pessoas se movem por incentivos é uma afirmação circular, basta procurar a definição de incentivo.

    Mas há coisas surpreendentes quanto à natureza humana. Sugiro que veja esta experiência ( http://management.ucsd.edu/faculty/directory/gneezy/docs/large-stakes.pdf ) tantas vezes repetida – e que me surpreende a mim próprio – que mostra a performance em tarefas criativas a diminuir à medida que a recompensa aumenta (!).

    Existe outros casos surpreendentes, como os estudos que mostram que o número de pais que chegava atrasado para ir buscar os filhos numa escola aumentou quando estes passaram a instituir uma multa. Ou como em Israel diminuiu o número de pessoas a querer dar sangue quando foi instituída uma pequena recompensa. Ou como o resultado esperado no jogo do “ultimato” varia consoante a cultura da pessoa, não obstante a estratégia óptima ser sempre a mesma em qualquer sociedade.

    Mas eu nem falava destes aspectos tão surpreendentes da natureza humana. Eu posso assumir que um maior salário líquido superior incentiva mais que um salário mínimo inferior, e nem assim chego à conclusão referida no texto. Pois a diferença, apesar do que muitas vezes aqui se escreve, não é propriamente “queimada”: pese embora alguma ineficiência – inerente à natureza humana – ela será usada para actividades que podem incentivar mais ou menos o trabalho.

    E poderia ser que sistematicamente esse incentivo fosse sempre inferior ao incentivo potencial do dinheiro que não teria sido gasto. Tenho mente aberta, e poderia aceitar isso. Mas aí certamente haveria dados empíricos que podessem justificar essa afirmação a posteriori. A alegação de que os estado é brutalmente ineficiente seja qual for a sua dimensão estaria aí melhor fundamentada.

    Mas esses dados empíricos existem? Ou só um discurso vago em como todas as ditaduras comunistas se deram mal*, como se não existisse qualquer estado, mesmo democraticamente eleito, que não fosse uma versão reduzida do estalinismo?

    *deram-se mal para quem, como eu, tem a liberdade como um valor fundamental. Em termos económicos o caso é mais discutível – http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/10/esquerda-e-as-ditaduras-comunistas-ii.html

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  42. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    18 Novembro, 2010 15:45

    Em relação aos comentários anteriores. Há mais de dois anos que frequento palestras e seminários, onde oiço nomes sonantes da nossa Economia e de diferentes quadrantes políticos a defender as exportações. No entanto, será que os portugueses estão preparados para outro modelo económico? Será que querem? Ou será que preferem o conforto da Função Pública, dos serviços, do comércio ou continuar a insistir teimosamente no betão? Nós temos muito potencial em vários sectores, e defendo que a nossa aposta deve ser na qualidade em tudo o que exportemos, da laranja do Algarve ao mobiliário com madeira de carvalho e design vanguardista. Mas a realidade é muito agreste. Investir na agricultura, por exemplo, pode ser uma peculiar aventura. Os preços dos terrenos estão altamente inflacionados em vastas áreas do país, e encontram-se propriedades dentro da RAN que custam quase o mesmo que um terreno urbano. Depois, muitas terras nem têm proprietário, pois os herdeiros estão há uma ou duas décadas a discutir como será feita a divisão da herança. Arrendar seria uma boa opção para alguns projectos, mas mais uma vez os preços são muito elevados e há poucos proprietários disponíveis a isso. E na hora de emprestar para este tipo de investimento, as condições impostas pelos bancos não são nada favoráveis. Por isso defendo um nova lei dos solos, com taxação das mais valias imobiliárias. Não faz qualquer sentido que tenhamos o país parado porque os proprietários estão à espera de um construtor milionário ou porque não se entendem com os familiares.

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  43. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    18 Novembro, 2010 15:47

    Aliás, um dos nossos maiores problemas estruturais é o Ordenamento do Território, e disso quase ninguém fala. E neste campo, a discussão mete leis do arrendamento, lei dos solos, mapa do poder local e competências das autarquias e CCDR’s.

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  44. Anti Socialista's avatar
    Anti Socialista permalink
    18 Novembro, 2010 15:48

    João Vasco, referia-me à esquerda portuguesa.

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  45. Trinta e três's avatar
    18 Novembro, 2010 18:50

    Então se reconhece que um dos nossos grandes problemas tem que ver com o ordenamento do território, não venha com esse discurso da China e da Índia.

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