Investidores (2)
23 Novembro, 2010
Belmiro de Azevedo responde, na mesma conferência do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, à pergunta: “Vale a pena investir em Portugal?”
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Gestores com oito cartões de crédito
Os ex-administradores da Gebalis Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês.
O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, ‘no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito’, apesar de haver ‘uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]’, segundo o relatório da Polícia Judiciária.
A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros.
Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas.
‘Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro’, precisa o despacho de acusação do Ministério Público.
Ontem, Clara Costa manifestou a sua ‘total inocência’.
SAIBA MAIS
REFEIÇÕES E VIAGENS
De Março de 2006 a Outubro de 2007, Clara Costa gastou 11 530 euros em refeições com o cartão de crédito.
40 145 euros foi a despesa de Mário Peças em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
12 738 euros foi o gasto de Francisco Ribeiro em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO
MÁRIO PEÇAS
RESTAURANTE
DATA/HORA
VALOR
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
11-02-006 / 17h12
134,50 euros+10,5 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
05-03-2006 / 17h09
304,40 euros + 25,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
29-04-2006 / 15h10
233.55 euros + 16,45 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
21-05-2006 / 16h05
237.75 euros + 12,25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
10-06-2006 / 15h20
217.60euros + 12,4 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
13-06-2006 / 15h32
261.70 euros + 18,3 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
09-07-2006 / 15h37
253.20 euros + 16,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
27-08-2006 / 15h23
247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
11-11-2006 / 16h56
372.35 euros + 27,65 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
25-11-2006 / 16h25
305.40 euros + 24,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
14-01-2007 / 16h35
281.20euros + 38,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
05-05-2007 / 16h25
325 euros + 25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
13-06-2007 / 16h01
287.30 euros + 22,7 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
29-09-2007 / 14h43
251.45 euros + 28,55 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
20-10-2007 / 16h11
310.85 euros + 29,15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-12-2006 / 16h09
223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
04-12-2006 / 15h58
142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
14-12-2006 / 16h42
471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
05-01-2007 / 15h27
206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
29-01-2007 / 16h52
262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-03-2007 / 15h36
212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
08-03-2007 / 15h42
225 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
10-03-2007 / 15h04
180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
27-03-2007 / 21h50
147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
28-03-2007 / 14h54
185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
18-04-2007 / 16h00
458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
25-05-2007 / 14h59
318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
12-06-2007 / 22h52
206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
25-07-2007 / 15h13
129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-08-2007 / 16h06
209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
28-08-2007 / 15h25
167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
29- 08- 2007 / 14h56
141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
18-09-2007 / 15h56
217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
17-10-2007 / 15h38
151 euros
Varanda da União
s/ data
106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União
20-02-2006
137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União
16-03-2006
212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União
29-05-2006
141.50 euros + 13,5 euros gratificação
Varanda da União
26-06-2006
90 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União
30-10-2006
817 euros + 53 euros gratificação
Varanda da União
29-11-2006
112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União
18-12-2006
223.25 euros + 21.75 euros gratificação
Varanda da União
10-04-2007
204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União
17-04-2007
110 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União
10-08-2007
153.25 euros + 16.75 euros gratificação
António do Barrote
03-08-2006
125.95 euros + 14.05 euros gratificação
António do Barrote
17-08-2006
208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote
18-01-2007
144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote
13-03-2007
188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote
29-05-2007
160.85 euros + 14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
01-09-2006
96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
07-09-2006
65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço
31-10-2006
213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre
02-11-2006
190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre
13-11-2006
149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais)
05-11-2006
198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Rstaurante A Gondola
15-11-2006
105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá
30-11-2006
89.70 euros + 5,3 euros gratificação
Atanvá
29-03-2007
194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá
30-07-2007
62.20 euros + 17,8 euros gratificação
Atanvá
16-08-2007
62.30 euros + 7,7 euros gratificação
Atanvá
27-08-2007
72.55 euros + 7,45 euros gratificação
Atanvá
28-08-2007
114.50 euros + 10.5 euros gratificação
Atanvá
13-09-2007
152.90 euros + 17,1 euros gratificação
Atanvá
11-10-2007
56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá
23-10-2007
73.55 euros + 6.45 euros gartificação
Restaurante Paberesbares
12-12-2006
131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares
03-10-2007
113 euros + 17 euros gratificação
Restaurante O Cortador
13-12-2006
152.20 euros + 17,8 euros gratificação
O Jacinto
15-12-2006
125 euros + 15 euros gratificação
O Jacinto
17-12-2006
98.95 euros + 10.05 euros gratificação
O Jacinto
11-04-2007
158.65 euros + 11.35 euros gratificação
Tico Tico
11-03-2007
97.95 euros + 12.05 euros gratificação
A Laurentina
13-04-2007
61.20 euros + 13.8 euros gratificação
Taberna Ibérica
04-06-2007
199.60 euros + 20.4 euros gratificação
O Mercado do Peixe
14-06-2007
160.68 euros + 17.32 euros gratificação
Le Petit
26-07-2007
68.20 euros + 6.8 euros gratificação
O Polícia
22-08-2007
152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega
16-08-2007
227.90 euros + 7.1 euros gratificação
Marisqueira Cais Sodré
19-09-2007
89.10 euros + 10.9 euros gratificação
Belcanto
27-09-2007
102 euros + 13 euros gratificação
Belcanto
24-10-2007
77 euros + 8 euros gratificação
1º Direito
04-10-2007
57 euros + 6 euros gratificação
O Galito
29-10-2007
57.55 euros + 7.45 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa)
20-07-2006
321.75 euros + 28.25 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa)
25-01-2007
110 euros
Sete Mares
16-04-2007
510.45 euros + 39.55 euros gratificação
Sete Mares
25-07-2007
251.25 euros + 18.75 euros gratificação
Vela Latina
31-03-2006
99.60 euros + 11,4 euros gratificação
Tertúlia do Paço
20-03-2006
112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL
27-03-2006
106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
08-05-2007 / 15h43
170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares
s/ data
130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União
06-09-2006
102.25 euros + 7.75 euros
FRANCISCO RIBEIRO
Francisco Ribeiro efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (…) a partir de 31-05-2007 (…), do BPI (…) a partir de Setembro de 2007 (…) e Millenium (…) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias:
Mês
Nº dias
Valor/Mês
Março 06
13
794,00 euros
Abril 06
13
415,28 euros
Maio 06
10
321,35 euros
Junho 06
14
675,43 euros
Julho 06
13
302,19 euros
Agosto 06
8
629,29 euros
Setembro 06
14
729,27 euros
Outubro 06
9
297,98 euros
Novembro 06
8
163,41 euros
Dezembro 06
4
295,00 euros
Janeiro 07
4
158,00 euros
Fevereiro 07
6
245,00 euros
Março 07
7
508,00 euros
Abril 07
10
839,00 euros
Maio 07
13
1100,00 euros
Junho 07
13
610,00 euros
Julho 07
8
770,00 euros
Agosto 07
Gestores com oito cartões de crédito
Os ex-administradores da Gebalis Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês.
O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, ‘no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito’, apesar de haver ‘uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]’, segundo o relatório da Polícia Judiciária.
A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros.
Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas.
‘Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro’, precisa o despacho de acusação do Ministério Público.
Ontem, Clara Costa manifestou a sua ‘total inocência’.
SAIBA MAIS
REFEIÇÕES E VIAGENS
De Março de 2006 a Outubro de 2007, Clara Costa gastou 11 530 euros em refeições com o cartão de crédito.
40 145 euros foi a despesa de Mário Peças em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
12 738 euros foi o gasto de Francisco Ribeiro em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO
MÁRIO PEÇAS
RESTAURANTE
DATA/HORA
VALOR
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
11-02-006 / 17h12
134,50 euros+10,5 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
05-03-2006 / 17h09
304,40 euros + 25,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
29-04-2006 / 15h10
233.55 euros + 16,45 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
21-05-2006 / 16h05
237.75 euros + 12,25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
10-06-2006 / 15h20
217.60euros + 12,4 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
13-06-2006 / 15h32
261.70 euros + 18,3 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
09-07-2006 / 15h37
253.20 euros + 16,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
27-08-2006 / 15h23
247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
11-11-2006 / 16h56
372.35 euros + 27,65 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
25-11-2006 / 16h25
305.40 euros + 24,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
14-01-2007 / 16h35
281.20euros + 38,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
05-05-2007 / 16h25
325 euros + 25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
13-06-2007 / 16h01
287.30 euros + 22,7 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
29-09-2007 / 14h43
251.45 euros + 28,55 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
20-10-2007 / 16h11
310.85 euros + 29,15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-12-2006 / 16h09
223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
04-12-2006 / 15h58
142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
14-12-2006 / 16h42
471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
05-01-2007 / 15h27
206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
29-01-2007 / 16h52
262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-03-2007 / 15h36
212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
08-03-2007 / 15h42
225 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
10-03-2007 / 15h04
180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
27-03-2007 / 21h50
147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
28-03-2007 / 14h54
185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
18-04-2007 / 16h00
458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
25-05-2007 / 14h59
318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
12-06-2007 / 22h52
206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
25-07-2007 / 15h13
129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-08-2007 / 16h06
209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
28-08-2007 / 15h25
167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
29- 08- 2007 / 14h56
141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
18-09-2007 / 15h56
217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
17-10-2007 / 15h38
151 euros
Varanda da União
s/ data
106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União
20-02-2006
137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União
16-03-2006
212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União
29-05-2006
141.50 euros + 13,5 euros gratificação
Varanda da União
26-06-2006
90 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União
30-10-2006
817 euros + 53 euros gratificação
Varanda da União
29-11-2006
112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União
18-12-2006
223.25 euros + 21.75 euros gratificação
Varanda da União
10-04-2007
204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União
17-04-2007
110 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União
10-08-2007
153.25 euros + 16.75 euros gratificação
António do Barrote
03-08-2006
125.95 euros + 14.05 euros gratificação
António do Barrote
17-08-2006
208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote
18-01-2007
144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote
13-03-2007
188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote
29-05-2007
160.85 euros + 14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
01-09-2006
96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
07-09-2006
65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço
31-10-2006
213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre
02-11-2006
190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre
13-11-2006
149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais)
05-11-2006
198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Rstaurante A Gondola
15-11-2006
105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá
30-11-2006
89.70 euros + 5,3 euros gratificação
Atanvá
29-03-2007
194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá
30-07-2007
62.20 euros + 17,8 euros gratificação
Atanvá
16-08-2007
62.30 euros + 7,7 euros gratificação
Atanvá
27-08-2007
72.55 euros + 7,45 euros gratificação
Atanvá
28-08-2007
114.50 euros + 10.5 euros gratificação
Atanvá
13-09-2007
152.90 euros + 17,1 euros gratificação
Atanvá
11-10-2007
56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá
23-10-2007
73.55 euros + 6.45 euros gartificação
Restaurante Paberesbares
12-12-2006
131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares
03-10-2007
113 euros + 17 euros gratificação
Restaurante O Cortador
13-12-2006
152.20 euros + 17,8 euros gratificação
O Jacinto
15-12-2006
125 euros + 15 euros gratificação
O Jacinto
17-12-2006
98.95 euros + 10.05 euros gratificação
O Jacinto
11-04-2007
158.65 euros + 11.35 euros gratificação
Tico Tico
11-03-2007
97.95 euros + 12.05 euros gratificação
A Laurentina
13-04-2007
61.20 euros + 13.8 euros gratificação
Taberna Ibérica
04-06-2007
199.60 euros + 20.4 euros gratificação
O Mercado do Peixe
14-06-2007
160.68 euros + 17.32 euros gratificação
Le Petit
26-07-2007
68.20 euros + 6.8 euros gratificação
O Polícia
22-08-2007
152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega
16-08-2007
227.90 euros + 7.1 euros gratificação
Marisqueira Cais Sodré
19-09-2007
89.10 euros + 10.9 euros gratificação
Belcanto
27-09-2007
102 euros + 13 euros gratificação
Belcanto
24-10-2007
77 euros + 8 euros gratificação
1º Direito
04-10-2007
57 euros + 6 euros gratificação
O Galito
29-10-2007
57.55 euros + 7.45 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa)
20-07-2006
321.75 euros + 28.25 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa)
25-01-2007
110 euros
Sete Mares
16-04-2007
510.45 euros + 39.55 euros gratificação
Sete Mares
25-07-2007
251.25 euros + 18.75 euros gratificação
Vela Latina
31-03-2006
99.60 euros + 11,4 euros gratificação
Tertúlia do Paço
20-03-2006
112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL
27-03-2006
106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
08-05-2007 / 15h43
170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares
s/ data
130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União
06-09-2006
102.25 euros + 7.75 euros
FRANCISCO RIBEIRO
Francisco Ribeiro efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (…) a partir de 31-05-2007 (…), do BPI (…) a partir de Setembro de 2007 (…) e Millenium (…) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias:
Mês
Nº dias
Valor/Mês
Março 06
13
794,00 euros
Abril 06
13
415,28 euros
Maio 06
10
321,35 euros
Junho 06
14
675,43 euros
Julho 06
13
302,19 euros
Agosto 06
8
629,29 euros
Setembro 06
14
729,27 euros
Outubro 06
9
297,98 euros
Novembro 06
8
163,41 euros
Dezembro 06
4
295,00 euros
Janeiro 07
4
158,00 euros
Fevereiro 07
6
245,00 euros
Março 07
7
508,00 euros
Abril 07
10
839,00 euros
Maio 07
13
1100,00 euros
Junho 07
13
610,00 euros
Julho 07
8
770,00 euros
Agosto 07
Gestores com oito cartões de crédito
Os ex-administradores da Gebalis Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal. O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês.
O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, ‘no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito’, apesar de haver ‘uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]’, segundo o relatório da Polícia Judiciária.
A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros. Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7500 euros, um do BPI com dez mil euros e um do Millennium bcp com cinco mil euros.
Já Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7500 euros e outro do Millennium bcp com cinco mil euros. À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas.
‘Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro’, precisa o despacho de acusação do Ministério Público.
Ontem, Clara Costa manifestou a sua ‘total inocência’.
SAIBA MAIS
REFEIÇÕES E VIAGENS
De Março de 2006 a Outubro de 2007, Clara Costa gastou 11 530 euros em refeições com o cartão de crédito.
40 145 euros foi a despesa de Mário Peças em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
12 738 euros foi o gasto de Francisco Ribeiro em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO
MÁRIO PEÇAS
RESTAURANTE
DATA/HORA
VALOR
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
11-02-006 / 17h12
134,50 euros+10,5 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
05-03-2006 / 17h09
304,40 euros + 25,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
29-04-2006 / 15h10
233.55 euros + 16,45 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
21-05-2006 / 16h05
237.75 euros + 12,25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
10-06-2006 / 15h20
217.60euros + 12,4 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
13-06-2006 / 15h32
261.70 euros + 18,3 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
09-07-2006 / 15h37
253.20 euros + 16,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
27-08-2006 / 15h23
247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
11-11-2006 / 16h56
372.35 euros + 27,65 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
25-11-2006 / 16h25
305.40 euros + 24,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
14-01-2007 / 16h35
281.20euros + 38,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
05-05-2007 / 16h25
325 euros + 25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
13-06-2007 / 16h01
287.30 euros + 22,7 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
29-09-2007 / 14h43
251.45 euros + 28,55 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho)
20-10-2007 / 16h11
310.85 euros + 29,15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-12-2006 / 16h09
223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
04-12-2006 / 15h58
142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
14-12-2006 / 16h42
471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
05-01-2007 / 15h27
206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
29-01-2007 / 16h52
262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-03-2007 / 15h36
212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
08-03-2007 / 15h42
225 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
10-03-2007 / 15h04
180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
27-03-2007 / 21h50
147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
28-03-2007 / 14h54
185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
18-04-2007 / 16h00
458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
25-05-2007 / 14h59
318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
12-06-2007 / 22h52
206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
25-07-2007 / 15h13
129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
01-08-2007 / 16h06
209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
28-08-2007 / 15h25
167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
29- 08- 2007 / 14h56
141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
18-09-2007 / 15h56
217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
17-10-2007 / 15h38
151 euros
Varanda da União
s/ data
106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União
20-02-2006
137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União
16-03-2006
212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União
29-05-2006
141.50 euros + 13,5 euros gratificação
Varanda da União
26-06-2006
90 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União
30-10-2006
817 euros + 53 euros gratificação
Varanda da União
29-11-2006
112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União
18-12-2006
223.25 euros + 21.75 euros gratificação
Varanda da União
10-04-2007
204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União
17-04-2007
110 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União
10-08-2007
153.25 euros + 16.75 euros gratificação
António do Barrote
03-08-2006
125.95 euros + 14.05 euros gratificação
António do Barrote
17-08-2006
208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote
18-01-2007
144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote
13-03-2007
188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote
29-05-2007
160.85 euros + 14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
01-09-2006
96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações)
07-09-2006
65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço
31-10-2006
213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre
02-11-2006
190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre
13-11-2006
149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais)
05-11-2006
198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Rstaurante A Gondola
15-11-2006
105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá
30-11-2006
89.70 euros + 5,3 euros gratificação
Atanvá
29-03-2007
194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá
30-07-2007
62.20 euros + 17,8 euros gratificação
Atanvá
16-08-2007
62.30 euros + 7,7 euros gratificação
Atanvá
27-08-2007
72.55 euros + 7,45 euros gratificação
Atanvá
28-08-2007
114.50 euros + 10.5 euros gratificação
Atanvá
13-09-2007
152.90 euros + 17,1 euros gratificação
Atanvá
11-10-2007
56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá
23-10-2007
73.55 euros + 6.45 euros gartificação
Restaurante Paberesbares
12-12-2006
131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares
03-10-2007
113 euros + 17 euros gratificação
Restaurante O Cortador
13-12-2006
152.20 euros + 17,8 euros gratificação
O Jacinto
15-12-2006
125 euros + 15 euros gratificação
O Jacinto
17-12-2006
98.95 euros + 10.05 euros gratificação
O Jacinto
11-04-2007
158.65 euros + 11.35 euros gratificação
Tico Tico
11-03-2007
97.95 euros + 12.05 euros gratificação
A Laurentina
13-04-2007
61.20 euros + 13.8 euros gratificação
Taberna Ibérica
04-06-2007
199.60 euros + 20.4 euros gratificação
O Mercado do Peixe
14-06-2007
160.68 euros + 17.32 euros gratificação
Le Petit
26-07-2007
68.20 euros + 6.8 euros gratificação
O Polícia
22-08-2007
152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega
16-08-2007
227.90 euros + 7.1 euros gratificação
Marisqueira Cais Sodré
19-09-2007
89.10 euros + 10.9 euros gratificação
Belcanto
27-09-2007
102 euros + 13 euros gratificação
Belcanto
24-10-2007
77 euros + 8 euros gratificação
1º Direito
04-10-2007
57 euros + 6 euros gratificação
O Galito
29-10-2007
57.55 euros + 7.45 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa)
20-07-2006
321.75 euros + 28.25 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa)
25-01-2007
110 euros
Sete Mares
16-04-2007
510.45 euros + 39.55 euros gratificação
Sete Mares
25-07-2007
251.25 euros + 18.75 euros gratificação
Vela Latina
31-03-2006
99.60 euros + 11,4 euros gratificação
Tertúlia do Paço
20-03-2006
112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL
27-03-2006
106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo)
08-05-2007 / 15h43
170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares
s/ data
130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União
06-09-2006
102.25 euros + 7.75 euros
FRANCISCO RIBEIRO
Francisco Ribeiro efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (…) a partir de 31-05-2007 (…), do BPI (…) a partir de Setembro de 2007 (…) e Millenium (…) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias:
Mês
Nº dias
Valor/Mês
Março 06
13
794,00 euros
Abril 06
13
415,28 euros
Maio 06
10
321,35 euros
Junho 06
14
675,43 euros
Julho 06
13
302,19 euros
Agosto 06
8
629,29 euros
Setembro 06
14
729,27 euros
Outubro 06
9
297,98 euros
Novembro 06
8
163,41 euros
Dezembro 06
4
295,00 euros
Janeiro 07
4
158,00 euros
Fevereiro 07
6
245,00 euros
Março 07
7
508,00 euros
Abril 07
10
839,00 euros
Maio 07
13
1100,00 euros
Junho 07
13
610,00 euros
Julho 07
8
770,00 euros
Crónica dum circo a saque
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Belmiro de Azevedo (Lucros da Sonae disparam para 98 milhões nos primeiros nove meses do ano) e Alexandre Soares dos Santos (A Jerónimo Martins, grupo retalhista proprietário da cadeia de lojas Pingo Doce, terminou 2009 com um lucro de 200,3 milhões de euros, mais 22,8% que no ano anterior).
Continuam a ter um mamar muito doce…
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berto,
Se em vez de lucros a Sonae e a Jerónimo Martins tivessem apresentado prejuízos, você tem a certeza que viveria melhor?
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LR,
Se aos funcionários públicos na sua generalidade fosse reduzido o seu vencimento em 20%, você tem a certeza que viveria melhor?
Mistura-se “funcionários públicos” com “funcionalismo público”.
Mistura-se os pequenos e médios empresários (com a corda na garganta) com empresários/investidores omnipotentes totalmente em compromisso e salvaguardados pelo “compromisso politico/partidário”.
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berto que problema é que tem com os lucros dos outros? Inveja?
—-
“Se aos funcionários públicos na sua generalidade fosse reduzido o seu vencimento em 20%, você tem a certeza que viveria melhor?”
.
O Estado pede emprestado 20% do que gasta. Fora o que está escondido…
É o que precisa de ser feito para vivermos melhor e que cada novo português não nasça com um peso crescente ao pescoço.
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Lucky, V tem dogmas errados e injustos enraizados no seu espíríto que não omite, não esconde e desde há muito comprendo (sem aceitar) o seu pensamento.
O problema do aparelho do Estado, como Vc. tem consciência não é o vencimento dos funcionários públicos, nunca o foi. Convenientemente se tornaram e mediatizaram como os bodes espiatórios e culpados do “Estado.
A p#3@ do problema são os boys e os bois, os acessores e os gestores, os compadres e os familiares e amigos, a teia de interesses, os mil e um institutos/instituições e organismos inúteis apenas formados com o fim de “empregar” uma enorme cambada de inúteis e despesistas personagens tão ou mais “inenarráveis” como o PM.
Este é o verdadeiro problema do Estado, alimentado e ornamentado deste modo desde que me lembro, num aperto de mão oculto entre os dois principais partidos da oposição. É ASSISTIR A ESTA DANÇA DE CADEIRAS E A ESTA FOGUEIRA DAS VAIDADES.
Repito, o problema é o “Funcionalismo” não os funcionários públicos.
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“O problema do aparelho do Estado, como Vc. tem consciência não é o vencimento dos funcionários públicos, nunca o foi. ”
Outside, então peça aos políticos que cortem onde Vc. acha que podem cortar. Se o problema não é a massa salarial deles…
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Ainda no outro dia meti aqui um estudo, feito por um instituto de pesquisa ligado a um sindicato europeu, que mostrava que os professores portugueses são dos mais bem pagos… Da Europa e do mundo. Como é isto possível? Não tâm salários a mais? Claro que têm. E enquanto não cortarem na massa salarial, tudo o resto são remendos. A escolha é simples: os portugueses não podem pagar os gastos do Estado e do funcionalismo público. Os portugueses apenas têm que pedir: cortem nas despesas. E o funcionalismo público então que sugira as medidas para cortar na despesa. Se é melhor baixar salários, despedir pessoal ou o que quer que seja.
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O que é ultrajante é o parasitismo instalado no Estado, desde políticos, funcionários e “empresas-fantasma-parasitas”, que estão a chular o Povo e a estrangular economicamente o país.
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Aos que se queixam dos empresários, que façam eles empresas e mostram que são melhores. Não o fazendo, é pura demagogia. E só há estes. Porque, os estrangeiros, evitam este lugar mal frequentado, corrupto e parasita.
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Mas isto é característica do sul de Portugal e de Lisboa. São séculos de parasitismo e chulanço crónico. O Norte devia pedir já a Independência. E acabava-se de vez com o problema.
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Está aqui o link para o estudo:
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Click to access Teachers%20Pay%202008%20Report.pdf
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Portanto, dizer-se que os funcionários públicos não ganham muito é uma mentira. Ganham muito e demasiado para o país. Além disso, são demasiados professores, cheios de regalias e calaceiros. Os professores que não gostem de ler as verdades, que deixem a sua profissãozinha e vão para privado gerir empresas, criar empregos, riquezas e pagar impostos. E que se deixem de ser uma classe parasitária e incompetente.
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Anti,
1. Não tenho conhecimento do vencimento dos professores e como tal não posso opinar sobre. Sei apenas que devido à sua união? foram dos poucos que fizeram frente à pior ministra da educação de que tenho memória. A reforma proposta para a classe ? Desconheço se era injusta ou não.
2. O Sócretino já fez, no primor do seu primeiro mandato, uma reforma da “administração pública” que literalmente escondeu os problemas existentes (excesso de funcionários e perpectuação do deficiente modo de avaliação dos mesmos), que exterminou, por décadas (não é exagero, décadas!!!) a remuneração e avaliação dos funcionários.
3. Sugerir aos políticos – ou mesmo aos gestores públicos – onde podem cortar ou que cabeças devem cortar é a sua forma de me fazer gargalhar. Humor demasiado negro para os tempos presentes.
4. V. desde há muito que deseja a indepêndencia do Norte – que na sua opinião é onde se encontra o cérebro, vontade e mão de obra qualificada neste paìs. Eu, desde há muito desejo uma revolta séria da populaça (onde serão proibidos cravos e arranjos florais) dirigida a S.Bento para mostrar TRANSVERSALMENTE, A TODAS AS CÔRES LÁ REPRESENTADAS, que é HONRA E DEVER DESEMPENHAREM AS FUNÇÕES PARA AS QUAIS FORAM ELEITOS.
Não há nem MEDO NEM VERGONHA neste paìs eternamente adiado e saqueado!
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Sem o querer provocar não posso deixar de-o afirmar Anti.
Os funcionários públicos não ganham muito e esta é a verdade.
V. confunde os boys e bois com a populaça que trabalha para a entidade “Estado”.
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“berto que problema é que tem com os lucros dos outros? Inveja?”
Não tenho nada contra os lucros das empresas, antes pelo contrário. A questão que pretendo levantar é se esses lucros são apenas para distribuir pelos accionistas, ou se servirão para mais e melhor investimento, e melhor valorização profissional e salarial dos seus trabalhadores.
Aquilo que eu vejo nas empresas do sr. Belmiro e do sr. Soares dos Santos é cada vez mais trabalho precário e mal pago. Assim é fácil ter lucros, assim é fácil gerir uma empresa.
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Anti-comuna,
Lanço-lhe o mesmo repto: vá dar aulas de Filosofia para uma qualquer Esc0la e depois venha-me dizer se não prefere mil vezes a cadeira confortável do micro-gestor de coisa nenhuma que tem por hábito descapitalizar a empresa e andar de Audi A6 a renting.
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“Sem o querer provocar não posso deixar de-o afirmar Anti.
Os funcionários públicos não ganham muito e esta é a verdade.”
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Não me provoca nada. São debate de ideias. ;))
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“Não tenho conhecimento do vencimento dos professores e como tal não posso opinar sobre. ”
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Leia o estudo, do link acima.
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Olhe, eu posso-lhe dizer que conheço alguns professores portugueses a trabalhar fora de Portugal. São das minhas relações pessoais porque gosto de conviver com portugueses fora da minha terrinha. E tenho ideia dos salários deles fora de Portugal, em especial do norte da Europa e posso comparar com aquilo que se ganha em Portugal. Que até tenho familiares meus que são professores, outros reformados. E posso-lhe garantir, que face ao custo de vida em Portugal, os professores portugueses são dos mais bem pagos do mundo. Até tenho uma amiga minha, vice-directora de uma escola num país nórdico, que ganha menos que se estivesse em Portugal. Por ela, já tinha ido para Portugal, se não fossem os filhos e o marido, que é estrangeiro.
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Se Vc. me disser que existe uma heterogeneidade enorme de salários no funcionalismo público, aí estou de acordo. Aliás, o próprio Estado é ele próprio um dos grandes promotores do chamado Indice de Gini. O que não se justifica tantas assimetrias salariais. Assim como há profissões no Estado muito mal pagas e completamente surrealistas, da evolução salarial das suas carreiras, com o caso mais bizarro, a PSP. Mas em geral, os funcionários públicos são demasiado bem pagos, até se incluirmos a produtividade, a coisa é ainda pior.
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Na minha opinião, a coisa resolvia-se um bocado de maneira diferente do que vai acontecer. Como o Estado estoirou e não tem dinheiro, vai ser à três pancadas. O FMI diz assim: 40% de cortes na massa salarial do Estado e se é se querem que vos emprestemos dinheiro. E pronto, vai ser assim. Vai pagar o justo pelo pecador.
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A esquerda portuguesa quis um estado socialista e uma sociedade socialista. O país está a falir sob o peso desta utopia. Mas como os que parasitados estão a fugir com os pés, os parasitas vão ter que se comer uns aos outros, se quiserem sobreviver.
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A vida é muitas vezes dura. Mas é mesmo assim. Nas empresas privadas também existem estes constrangimentos. Os accionistas (se cotadas as sociedades na bolsa) e os credores chegam aos gestores e dizem assim: querem que a empresa sobreviva? Corte 30% de custos, senão não há mais dinheiro e a empresa fecha as portas. E é assim que se faz nas empresas. As que não fazem, morrem. Fecham. As que fazem, podem dar a volta e voltar a crescer, criar empregos, riqueza, pagar impostos, etc. Os portugueses devem fazer o mesmo aos políticos e aos que estão dependentes directamente do Estado: cortem nos custos 20%. E o resto é conversa.
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Ponham os olhinhos na Letónia e vejam o que lá aconteceu. A quantidade de escolas fechadas, hospitais, etc. Foi duro mas a vida é mesmo assim. Quem não tem dinheiro, não tem vícios. ;))
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“Lanço-lhe o mesmo repto: vá dar aulas de Filosofia para uma qualquer Esc0la e depois venha-me dizer se não prefere mil vezes a cadeira confortável do micro-gestor de coisa nenhuma que tem por hábito descapitalizar a empresa e andar de Audi A6 a renting.”
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Já dei aulas. E fugi a sete pés de uma profissão tanto endeusado em Portugal. Foi a melhor opção que fiz na minha vida. Não tinha jeito para dar aulas nem aturar filhos dos outros. Mas não me queixei. Mudei de vida. Não fiquei numa profissão só para poder parasitar os demais e ter uma vida regalada. Fui criado numa outra cultura. A cultura da dureza da vida, de quem teve que começar a trabalhar desde tenra idade e a valorizar a escola pela sua verdadeira natureza: uma janela de oportunidades. E não uma fábrica de parasitas e oportunistas.
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Ou Vcs. pensam que são mais espertos que os outros? lololololololool
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Anti-comuna,
Os professores que eu conheço, e conheço alguns, desde a pré-primária ao Ensino Superior, dividem-se em duas classes, como quase todos os trabalhadores deste país: competentes e incompetentes. Pô-los todos no mesmo saco demagógico do alvo fácil é a tirada popularucha que tanto sucesso faz junto do eleitorado analfabeto e que tem estropiado, de forma contínua e cada vez mais vincada, a educação em Portugal.
Há muitas Escolas que só funcionam satisfatoriamente, mesmo a cair de podres e com evidentes deficiências de material, porque os professores investem mais nelas do que nas próprias famílias, das quais estão, na maior parte das vezes, afastados centenas de quilómetros desde que começaram a dar aulas.
Quem parasita quem, senão o Estado que quer ter números de “nível top ten OCDE” rapidamente e em força, a despeito de tudo quanto qualquer professor (para não dizer qualquer pessoa com um dedo de bom-senso) pense serem as opções correctas de ensino, nomeadamente a nível da autoridade, exigência e civilidade?
Veja lá que até existem professores a dar aulas, tão familiarizados com o estigma social do “imprestável funcionário público” que, por vocação e espírito de missão, continuam a dar aulas e a tentar melhor os jovens que passam por eles, a despeito da quantidade de insultos com os quais os mimoseam, alguns mesmo antes de virarem costas.
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Pela sua conversa acabavam-se as escolas, porque é nas calçadas das cidades – e quanto mais perto da chungaria melhor – que se aprende o que é a vida: não é com aqueles calaceiros e parasitas que por darem Kant ou cálculo integral pensam que são alguém na vida ou que vão contribuir positivamente para a formação das pessoas.
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Essa gente devia era pagar para dar aulas, porque na verdade estão a roubar tempo a quem legitimamente tem vocação desaproveitada para coser calçado numa fábrica qualquer no Norte. Malandros.
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Concordo Anti… na certeza que este excesso de funcionários, esta deficiente e afecta/partidária avaliação dos funcionários se encontra justificada a montante, na gestão, naqueles com responsabilidades para tal. Perdeu-se uma oportunidade (nada nova) de fazer uma verdadeira reforma na administração pública (com inevitáveis despedimentos devidamente justificados pela rigorosa avaliação da produção/eficiência dos funcionários) e agora, agora o montsro está destinado a engordar até implodir.
Farto disto tudo.
Fique bem.
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“Há muitas Escolas que só funcionam satisfatoriamente, mesmo a cair de podres e com evidentes deficiências de material, porque os professores investem mais nelas do que nas próprias famílias, das quais estão, na maior parte das vezes, afastados centenas de quilómetros desde que começaram a dar aulas.”
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Isso é caso raro em Portugal. Mas olhe que eu sou do tempo dos “caixotes”.
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Vc. diz que só há dois tipos de professores. Os competentes e os incompetentes. Mas eu digo-lhe que, como classe profissional, são incompetentes e parasitas. E calaceiros. As razões? As razões pouco me interessa para o que eu pretende resolver: excesso de massa salarial.
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Durante anos eu ouvio dizer: boas escolas só com bons salários. E existia mesmo essa ideia vendida por todo o lado. Eu sempre achei isso um pouco demagógico, porque os melhores professores que tive eram-no porque tinham mesmo vocação para o ser.
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Mas eu sou do tempo em que não havia aquecimento dentro das salas de aula, o giz era racionado e até janelas partidas se mantinha semanas e até meses, por falta de dinheiro. No entanto, nunca foi por isso que os alunos eram bons ou maus. Muito menos os professores. Só que eram tempos em que os professores passavam mais tempo preocupados com a carreira dos alunos que com a sua própria carreira. E alguns, hei-de morrer e pensar que foram grandes homens (e mulheres) que me ajudaram quando mais precisava. Quando nem sequer tinha dinheiro para comprar livros ou material-escolar. E mesmo sem material escolar (ainda me lembro do primeiro compasso que tive, que era de segunda mão, dado pela mãe de um colega meu), com frio muitas vezes e até sapatos rotos, nunca deixei de ter boas notas e ter bons professores. Porque era no tempo em que a escola era uma relação. E não uma fábrica de parasitas, “encostados” e cada um a pensar em tudo, menos em aprender e a ensinar.
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Claro, depois vieram os “modernos” método pedagógicos, a completa rebaldaria dentro das escolas, a desresponsabilização dos professores (que ao mesmo lhes retirou autoridade e prestígio) e alunos e a anarquia dentro das escolas, nos famosos propagandísticos, “modelos auto-gestão”. Tudo para tornar a escola numa fábrica de parasitas. Onde parasitas incultam modelos parasitas aos putos. A chamada escola moderna, importada de sociedades bem diferentes da portuguesa.
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Claro, claro, sou do tempo da “5 Olhinhos”. Mas ainda bem que havia a 5 olhinhos, pois logo na primária aprendemos a juizinho e a aprender, mesmo que sob a dureza de um pau duro comó diabo. Mas se hoje a sociedade não admite este tipo de “ensino”, também não é com rpofessores a baldarem-se completamente para o verdadeiro sucesso dos alunos. Onde é que um professor fazia greve, abandonando os seus alunos aos deus dará, para pedir regalias sociais? Não o faziam. Mostrando logo aí o profundo respeito que os professores tinham, não apenas pelos alunos (onde eram os mestres e modelos que nós seguíamos – principalmente orfão de pai, como é o meu caso) mas até pelos pais, que sofriam bastante para poder criar um filho.
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Hoje não. Há até professores que metem férias durante eventos desportivos. lolololololol
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“não é com aqueles calaceiros e parasitas que por darem Kant ou cálculo integral pensam que são alguém na vida ou que vão contribuir positivamente para a formação das pessoas.”
Meu caro amigo, eu tenho dois tipos de escola. A escola da rua e do trabalho (onde trabalhava quase 12 horas por dia) e a escola propriamente dita, onde ainda ia para escola nocturna aprender as tais filosofias e as matemáticas. Mas hoje, posso dizer com orgulho, aprendi a ser homem a trabalhar e não na escola e tive muita sorte de ter tido excelentes professores, a par de alguns razoáveis e outros uma nódoa. Mas se aprendi alguma coisa na vida, foi a trabalhar no duro, para levar os escudinhos para casa e ter comida, roupa e um lar.
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Mesmo hoje, continuo convencido que foi aquela regente sem estudos, que me ensinou as coisas mais importantes da vida, que me hão-de levar ao caixão. Solidariedade, respeito pelos demais, seu esforço e suor, compreensão pela dureza da vida alheia e amizade. E outras duas coisas muito importantes, que hoje quase não se aprende: disciplina e capacidade de sofrimento.
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Se a escola me abriu oportunidades, que de outra forma seria difícil conseguir, foi a rua e o trabalho em puto que me ensinaram aquilo que considero mais importante. Os valores. Os tais valores que hoje alguns pensam que a escola poderá incutir. Tudo tretas..
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É a vida!
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Ó anti…:
Que tal ler os estudos que cita? O que se mostra nesse estudo, é que Portugal é dos países em que é maior a diferença de vencimentos entre o início e o fim da carreira. Curiosamente, pode encontrar resultados semelhantes se substituir professores por médicos, engenheiros, arquitectos e quase todos os cargos da função pública de habilitação superior. Será por acaso? Será que os outros são todos estúpidos e a inteligência está toda do nosso lado? Porque é que estas discussões se limitam à mesquinhice do ele ganha mais do que eu e poucos estão disponíveis para analisar as causas (e consequências!) do absurdo leque salarial de grande parte das carreiras portuguesas?
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Eu se tivesse muito dinheiro, a primeira coisa que fazia era sair de Portugal.
Investir aqui?
Para quê?
Para ficar sem o dinheiro e com dívidas às costas e impostos mirabolantes que o fisco inventa em cima dos contribuintes?
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“O problema do aparelho do Estado, como Vc. tem consciência não é o vencimento dos funcionários públicos, nunca o foi. Convenientemente se tornaram e mediatizaram como os bodes espiatórios e culpados do “Estado.”
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Mais uma vez sem números não é?
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Eu disse cortar salários para não haver despedimentos.
Onde se gasta o dinheiro do Estado? É em salários e pensões. A despesa fixa chega a 80% do Orçamento.
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“A p#3@ do problema são os boys e os bois, os acessores e os gestores, os compadres e os familiares e amigos, a teia de interesses, os mil e um institutos/instituições e organismos inúteis apenas formados com o fim de “empregar” uma enorme cambada de inúteis e despesistas personagens tão ou mais “inenarráveis” como o PM.”
-Hilariante, mas julga que os funcionários publicos não fazem parte disso? Julga que não se entra para funcionário publico com cunha?
Se se fechar institutos – que acho muito bem- não vai começar a chorar pelos despedimentos que isso representa?
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O Estado vai ter de cortar, nada do que foi feito até agora é sustentável. Com 20% de défice os cortes serão por despedimentos ou abaixamento de salários ou ambos.
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Quanto mais tempo passar mais as minha ideias serão as única alternativa, pois ainda dão alguma chance de sobrevivência a todos: Entrega da Administração dos Hospitais, Escolas a quem lá trabalha e propriedade das estruturas destes entregue a um Fundo onde cada Português tem uma parte. Os administradores pagam ao fundo o aluguer e têm que encontrar clientes ou falir.
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“Claro, depois vieram os “modernos” método pedagógicos, a completa rebaldaria dentro das escolas, a desresponsabilização dos professores (que ao mesmo lhes retirou autoridade e prestígio) e alunos e a anarquia dentro das escolas, nos famosos propagandísticos, “modelos auto-gestão”. Tudo para tornar a escola numa fábrica de parasitas. Onde parasitas incultam modelos parasitas aos putos. A chamada escola moderna, importada de sociedades bem diferentes da portuguesa.”
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Assino por baixo.
Acrescentaria apenas algo relacionado com o «importada de sociedades bem diferentes da portuguesa».
É AQUI que reside o cerne da questão!
Estes irresponsáveis acham que se pode «importar» um sistema de ensino como se importam «batatas». Nada mais falso.
É impossível andar a «importar» sistemas que, talvez funcionando bem em outras latitudes e longitudes, não são adequados a Portugal (e, provavelmente, a todo o Sul da Europa).
Esquecem-se essas almas que cada Povo, cada Nação, tem uma História, uma Cultura, hábitos (e Economias, note-se) bem diferentes.
Sobre esta temática do que é «natural» ocorre-me o seguinte:
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🙂
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Gol(pada)
Desculpe, mas imaginar essa gente, a entrar nos restaurantes citados, deve ter sido de ir às lágrimas!
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Ó anti-comuna, se a escola da vida – que há-de ensinar-nos aquilo que queremos e aquilo que não queremos, porque sobre essa matéria não nos é cabido escolher as cadeiras ou os conteúdos – fosse a única escola de que realmente necessitássemos, haveria algum motivo para educar as pessoas, para além da tradição helénica segundo a qual os cidadãos não nascem mas formam-se ou a de fornecer os tais números para compor os gráficos da EU e da OCDE?
Desprezar o ensino que se tem na Escola porque se aprendeu moral na rua é confundir a ordem das coisas: é suposto que a vida nos ensine a ética de cá andar, porque nos obriga sem qualquer tipo de possibilidade de fuga, a tomar decisões perante aquilo que nos vai trazendo, que é uma lotaria daquilo que vamos pedindo; na escola aprendem-se as filosofias e as matemáticas e a admirar pelo alguns homens pelo intelecto e outros pela bondade, principalmente porque somos pouco mais que efebos na altura em que nos empurram para as mesas de madeira que nos hão-de acompanhar tanto tempo quanto quisermos e pudermos aproveitar, e enquanto efebos e homens-por-ser, tanto como de matemática precisamos de beber da experiência alheia para não crescermos tortos e quebradiços.
O que é um homem com a Escola da vida sem a matemática que faça de escada para aquilo que ele quer para si? Um honesto mas frustrado calceteiro?
Qual a razão para a apologia do homem simples mas honrado? Não se pode querer ser mais sem necessitar para isso de ser menos? A única fórmula que funciona é incultos mas éticos?
Volto a dizer-lhe: conheço escolas que funcionam, e bem, porque as pessoas que a elas se dedicam não fazem quase mais nada e merecem cada tostão que levam para casa ao fim do mês. Não fossem elas e as escolas, por dentro, seriam um reflexo exacto daquilo que parecem por fora: paralelepípedos urbanos de mau gosto geral a definhar a psoríase da pintura à espera de reparações que todos os governantes prometem com o mesmo sorriso com que posteriormente se negam.
Se me disser que para cada professor excepcional existem 5 bons, 10 razoáveis e 20 que nada fazem não me oponho. Mas se insiste que todos são caleceiros sobreremunerados devo dizer-lhe que conhece pouco ou aprecia pouco a capacidade de trabalho e dedicação de alguns profissionais de Ensino deste país.
Olhe, leia “O Ensino do Português” de Maria do Carmo Vieira, custa 3,5€ no Pingo Doce. Verá o que os sucessivos governos têm feito para reduzir a educação a uma questão de tratamento estatístico e a disciplina nas salas de aula a um problema sociológico.
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Romão, não percebeu nada daquilo que escrevi. Talvez a culpa seja minha mas também pode fazer um esforçozinho, não pode?
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O seu problema é este: acha que pode dar lições de vida e moral na escola. Não o pode. Ou melhor, só em parte. Mas a parte que mais interessa dos valores na escola não são os que pensa. Esses são a família, os ambientes e grupos sociais que o jovem percorre ao longo da sua formação e até a própria igreja, veja lá. E olhe que eu sou agnóstico. Mas a distinção entre o Bem e o Mal? Quem ensina os jovens? Os professores? Tire essa ideia da cabeça. Por alguma razão, a ideia de perceptor continua actual como nunca.
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O problema de agora é que o Estado quer-se substituir à família, à sociedade e à própria igreja nos seus vários papeis. Quer-se ensinar valores morais que as ditas élites desejam inculcar no puto. Desde a religião sexual até à eco-religião. Na velha ideia socialista (comunista e nazi) de criar um novo homem. Sim, no fundo é ir para o que Nietszche tentou ensinar na auto-suficiência do homem, mas neste caso pela via terrena do Estado.
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A escola deve alfabetizar e ensinar os petizes a pensar. E a aprender a aprender. E não se substituir à família e à sociedade. Deve-lhes dar as ferrramentas para ter uma profissão e estar apto para trabalhar. E sobretudo abrir-lhes oportunidades. E não caixotes-do-lixo da sociedade, onde esta tenta reciclar e endroutinar os jovens para os valores das ditas élites que dominam o Estado. Esse é o problema da escola actual. Querer formar os Homens. pfffff!
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Vá lá, vai. Até a barraca abana.
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Anti-comuna, agora a sério, não sei qual de nós leu pior o outro, porque podia jurar que o ponto sobre o qual insiste é o único ao qual não me oponho. Pelo contrário, acho-o em falta quando diz que os professores são sobre-remunerados e calaceiros. O meu ponto é que a valoração de toda a escola da vida de que fala e com o qual eu concordo (até porque é uma tautologia, estando vivos é normal que a incorporação de uma ética decorra das coisas que, na vida, vão acontecendo) não implica a desvalorização da Escola e dos que lá ensinam. É isto que sustenho, como princípio, e podemos obviamente debater as implicações disto, já que perdemos algum tempo a acertar o tom da conversa e a descobrir que discordamos sobre o que concordamos e que concordamos sobre o que discordamos.
Agora é a sua vez de fazer o tal esforço.
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Romão, o que eu discordo mesmo é isto. As escolas do Estado. São essas as piores, em todos os sentidos. E são essas as que devia ser privatizadas já.
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Eu gosto de coisas mais descentralizadas e por isso advogo o fim das escolas do Estado, para aumentar a concorrência e a pluralidade. Não gosto de ver meia dúzia de iluminados a impôr pontos de vista a todo um país.
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Claro que valoriza as escolas. Mas não as endeuso. São um poderoso instrumento de ascensão social, por exemplo. E isso agrada-me imenso. Mas tornam-se elas limitadoras da Liberdade quando começam a tornar-se meros centros de recreio e aquisição de valores morais das élites que dominam o Estado.
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Quanto aos professores mantenho o que disse. É uma classe incompetente, calaceira e parasita, mais preocupada com o seu bem-estar que em melhorar a escola. Isso quer dizer que não existem excepções. Claro. Numa curva de distribuição há sempre as caudas. Mas em termos medianos e médios, os nossos professores são maus e muito por culpa deles. Mais preocupados com as suas necessidades que as da comunidade escolar.
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O que me irrita mais é que eles são muito bem pagos (e analise bem o link, porque estão lá as comparações com o resto da Europa) e destroi por completo o mito que, para se ser bom professor é necessário um bom salário. E mais me irrita que o sistema (aí é mesmo a disfuncionalidade do Estado na gestão dos seus Recursos Humanos) promova a longevidade da carreira com os seus privilégios, à custa dos mais novos, criando ainda mais injustiças.
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Como me considero um bocado Humanista, acredito na escola. Como Liberal, muito pouco nas escolas públicas.
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Acho espantoso ninguém ter alvitrado acabar com o ordenado chorudo e mordumis do presidente da república, um gajómetro que tem tudo pado e o que saca é para o mealheiro.
hehehehehehehehehehehehehe
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