mistérios do estado social (actualizado)
Ao longo dos últimos dias, vários comentadores do Blasfémias têm vindo aqui explicar que o Estado Social português nada tem a ver com a lamentável situação em que o país se encontra e que ela é, no essencial, resultado de uma infeliz conjugação de alguns factores, ente eles: a) a invasão de trafulhas que tomou conta do país; b) a pressão oportunista, predadora e especulativa dos mercados; c) as políticas neo-liberais dos últimos anos; d) o euro e a União Europeia; e) as políticas e decisões erradas dos nossos governantes; f) o desperdício e o compadrio de quem nos governa; g) os azares com os resultados das eleições mais recentes, que colocaram no poder quem não devia lá estar; h) a falta de ricos para pagarem a crise em que nos encontramos.
No essencial, são estes os problemas que explicam a situação actual do país e que, infelizmente, não permitem ao nosso Estado Social desenvolver, com sucesso e esplendor, as políticas que nos devolveriam a prosperidade e conduziriam à felicidade. Só fica por explicar, pelo menos eu, com a minha proverbial falta de inteligência, ainda não consegui perceber, como é que este sistema, tão útil e virtuoso, não conseguiu resistir à concorrência, aos credores a quem voluntariamente se endividou, ao euro e à União Europeia (que aqui enfiou dinheiro às pazadas nos últimos 25 anos), e permitiu que chegassem ao poder aldrabões que se fazem acompanhar de compadres em vez de pessoas de mérito, que gastam (o nosso) dinheiro onde não deviam, e que, ainda por cima, são neo-liberais. A falta de ricos também me intriga, já que era de presumir que, ao fim de tantos anos de incentivos à economia e de planos estratégicos para o desenvolvimento do país, já houvesse, por aí, gente cheia de dinheiro, com proveniência dos negócios e não apenas da política.
P.S.: Acrescenta-se à lista, os “alemães” (por sugestão do anti-comuna), um povo de exploradores, chefiado por uma megera que se tem portado pessimamente connosco, como bem notou o Dr. Santana Lopes; os multimilionários portugueses, que andam (escondidos) por este país, mas que um relatório qualquer, feito, aliás, à medida das últimas intervenções do governo e das que hão-de chegar de fora, descobriu; e, por último, embora intimamente relacionado com o ponto anterior, a incapacidade da nossa lei e dos nossos poderes públicos (coitadinhos!) para extorquirem o dinheiro que esses patifes continuam a esconder no colchão e na Suiça. Está bem assim?

ricos em portugal não faltam. não pagam é impostos, quem paga a crise são as classes média (redução de salários + aumento de impostos) e baixa (cortes nos serviços públicos a que podem recorrer). os ricos escapam-se entre as falhas da lei.
GostarGostar
Advogar, no país onde a desigualdade é de longe a maior, que “não existem ricos” é a mais recente barbaridade proferida pelo objectivista rui a. A crise de portugal deve-se sobretudo à falta de qualidade dos portugueses. Peço desculpa. Somos um país socialmente de terceiro mundo com índices de riqueza do primeiro. Não é por acaso que os índices de desigualdade são tão sonantes. E depois temos uma pequena minoria de “intelectuais” que se questionam porque é que Portugal não avança, e arranjam todo o tipo de desculpas consoante a sua ideologia favorita.
GostarGostar
.
Os Países mais fortes do Mundo despejam internamente dollares, rublos e yuans de helicóptero: o Euro ainda acredita virginalmente que vai ser moeda de substituição mundial nem que para isso esteja a ser preciso arrasar economicamente mais de metade dos membros da União Europeia ?
.
O BCE está convencido que chega a algum lado com a ‘política dos marretas e austeridades’ que ditatorialmente está a impor para dirigir a Europa como se fosse um Partido Politico maioritário não eleito na Europa em vez dum Banco ?
-‘The Economist’ asegura que Zapatero es “la clave” para evitar el colapso del euro
http://www.elpais.com/articulo/economia/The/Economist/asegura/Zapatero/clave/evitar/colapso/euro/elpepueco/20101126elpepueco_5/Tes
.
Não são comparáveis. Porém são iguais: devem muito dinheiro ao estrangeiro. A pantominice da (des)União Europeia: os Países membros são estrangeiros uns com os outros no que toca ao dinheiro como qualquer outros do Mundo.
Unidos, unidissimos, todos juntos mas negócios e dinheirinho à parte !!!):
.
-El castigo sobre España aumenta pese a que “ha hecho los deberes”
La prima de riesgo marca un nuevo máximo histórico y el Ibex se desploma.- La OCDE y S&P defienden que la situación española y portuguesa no es comparable a la de Irland
http://www.elpais.com/articulo/economia/castigo/Espana/aumenta/pese/ha/hecho/deberes/elpepueco/20101126elpepueco_4/Tes
.
-À margem a candonga dos azeiteiros:
Andalucía inmoviliza los lotes fraudulentos de aceite
La inspección demuestra que 24 de las 50 marcas analizadas vendían un producto de menor calidad al que ofrecían en la etiqueta
http://www.elpais.com/articulo/espana/Andalucia/inmoviliza/lotes/fraudulentos/aceite/elpepuesp/20101126elpepunac_6/Tes
.
GostarGostar
“No essencial, são estes os problemas que explicam a situação actual do país e que, infelizmente, não permitem ao nosso Estado Social desenvolver, com sucesso e esplendor, as políticas que nos devolveriam a prosperidade e conduziriam à felicidade. ”
.
Falácia populista, o Estado social não tem como função “devolver prosperidade” ou “conduzir à felicidade”.
.
“Só fica por explicar, pelo menos eu, com a minha proverbial falta de inteligência, ainda não consegui perceber, como é que este sistema, tão útil e virtuoso, não conseguiu resistir à concorrência, aos credores a quem voluntariamente se endividou, ao euro e à União Europeia (que aqui enfiou dinheiro às pazadas nos últimos 25 anos), e permitiu que chegassem ao poder aldrabões que se fazem acompanhar de compadres em vez de pessoas de mérito, que gastam (o nosso) dinheiro onde não deviam, e que, ainda por cima, são neo-liberais.”
.
Outra falácia gratuita. Os mecanismos de checks and balances (a existir) não são parte do Estado social.
.
Devo concluir que o Rui A. 1. não sabe o que é o Estado Social 2. Sabe e utiliza argumentos falaciosos para confundi-lo com o Estado em geral e o estado das coisas presentemente e em particular, aproveitando assim o natural agastamento dos comentadores do Blasfémias para corrigir-lhes o tiro, pondo o Rui A. um alvo com o escrito Estado Social à frente de cada escândalo, injustiça ou enormidade que vai acontecendo, a ritmo acelerado, por este país fora.
.
Eu acho que a técnica do gatinho, não sendo original ou de comprovada eficácia, tem menos gralhas lógicas.
GostarGostar
Chegou o Romão!!!! lololololololol
.
.
Lá vou ter que aprender o que este magnífico comentador me vai ensinar. ehehehehehheehh
GostarGostar
Numa altura em que os portugueses se confrontam com a realidade, a bancarrota, eles procuram bodes expiatórios por todo o lado. O Rui descreve alguns. Mas esqueceu-se dos Alemães. Alemães, esses, que são um império parasita, que sobrevive à custa dos restantes europeus.
.
.
Para quem tem dúvidas, é ler o escriba Martins, do Magrite, que ele explica a continuidade desta gente alemã, sem escrúpulos, desde pelo menos a guerra franco-prussiana! lololololololol
.
.
Agora até já há quem bata palmas aos jornais ingleses que querem fugir da Europa. hahahhahhahhhaah
.
.
Avante camaradas, avante. Junta a tua à nossa voz. :))
GostarGostar
Desta vez vão trocar as criancinhas alemãs por portugas, e me vez de acusarem os judeus das maiores patifarias, serão acusados os alemães. Essa gente sem escrúpulos que não nos quer continuar a financiar os passeios de BMW, VW, Audis, etc. UMA INJUSTIÇA!
.
.
http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/media_ph.php?ModuleId=10005202&MediaId=669
.
.
A nova propaganda, talvez escrita pelo nosso distinto ministro da defesa, o Santos Silva, vai ser algo do género:
.
“Confie tanto no juramento de um ALEMÃO/PRUSSIANO quanto em uma raposa no mato.”
.
.
ahahahahahahahahah
GostarGostar
Era eu muito pequeno e a minha mãe dizia: não devas dinheiro, favores mas também não emprestes dinheiro, porque depois perdes dinheiro e amigos.
.
.
Na altura, chavalo, percebi a coisa de não dever dinheiro. Afinal foram as dívidas que deram cabo das finanças do meu falecido pai. Daí que o crédito era coisa para ser usada só em casos muito raros e elevada emergência. Foi assim que fomos educados, a prole. Cuidado com as dívidas.
.
.
Mas não tinha bem ideia do porquê que se não devia emprestar dinheiro a outros. Só mais tarde eu percebi. O caloteiro, quando não quer ou pode pagar, vira-se contra quem empresta dinheiro. O agiota, passa a ser visto como o inimigo. Moral da história, perde-se o dinheiro emprestado e o amigo. Foi assim, mais tarde na adolescência, que compreendi porque não deveria emprestar dinheiro, nem mesmo aos amigos. heheheheheeheh
.
.
Muitos estão agora nessa situação. Devem dinheiro, são os caloteiros, mas em vez de porem a mão na consciência e analisarem os seus erros, põem as culpas nos demais. A começar pelos tais agiotas, que antes emprestavam dinheiro e agora têm medo de o fazer.
.
.
Ora, qual o país que mais dinheiro contribuiu para a UE? A Alemanha. Quem pode emprestar? A Alemanha. Logo, como antes os judeus, agora são os alemães os maus da fita. lololololololol
.
.
Caloteiro, caloteiro, quem te manda a ti tocar pandeiro? lolololololololol
GostarGostar
Os Alemães desde que colocaram o ex-Governador de Portugal como Vice do BCE, obviamente que são culpados…
GostarGostar
.
Para se compreender bem a coisa falta confirmar ou não a informação crucial. Se as pazadas de dinheiro atirados para Portugal não vinham acompanhadas por ‘cadernos de encargos’ por baixo da mesa. Desconheço.
.
Só isso poderia servir de desculpa esfarrapada às governações e ao escol elitista que orientaram de facto o País para o buraco em que está metido.
.
.
GostarGostar
os posts de rui a. estão cada vez mais decentes…
aggiornnamento revisionista?
GostarGostar
Ora veja-se a mentalidade de caloteiro do governo tuga:
.
.
“Secretário de Estado do Tesouro e Finanças diz que a Zona Euro tem “mecanismos de solidariedade que não são suficientes””
.
In http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=455993
.
.
Que mecanismos de “solidariedade” são estes? O que ele quer dizer é isto: nós estamos falidos mas os nossos credores não nos dão mais dinheiro. Nem nos emprestam.
.
.
O gajo não se queixa das suas dívidas, da sua irresponsabilidade gastadora, da sua mentalidade despesista. Mas dos outros que não mantêm os vícios dele. lolololololol
.
.
Eis a mentalidade de caloteiro na política portuguesa. ahahhhahhhahhah
GostarGostar
explique lá como é que em singapura a coisa funciona
GostarGostar
.
Copy&Paste: “consta por aí há uns 2/3 anitos o suposto projecto ‘UE Peripherical Neklace. Pois é.”
.
A propósito:
-EL FUTURO DE EUROPA
La crisis desinfla el liderazgo europeo
El hundimiento potencia soluciones nacionales frente a los intereses globales
http://www.elpais.com/articulo/internacional/crisis/desinfla/liderazgo/europeo/elpepiint/20101126elpepiint_1/Tes
.
À margem:
-CÌÊNCIA:
Einstein tenía razón: EL UNIVERSO ES PLANO ?
Dos físicos franceses creen que una teoría desechada por el genio puede explicar la energía oscura, la principal fuerza de aceleración del Cosmos
http://www.abc.es/20101125/ciencia/einstein-tenia-razon-universo-201011250934.html
.
GostarGostar
Excelente!… Será que os tais tontinhos, que culpam tudo e todos (execpto eles próprios, claro), perceberam?
GostarGostar
Ó anti,
.
eu a si nada poderei ensinar, porque por um lado é evidente que, à semelhança do outro comedor de bolo-rei, raramente se engana e nunca tem dúvidas e, por outro lado, não quero que perca a enorme consideração com a qual me trata regularmente e que fica patente na sua primeira intervenção nesta caixa de comentários, confundindo-me com um daqueles calaceiros imprestáveis a que chama professores, cuja substituição por seis meses de estiva cumpriria sem mácula os objectivos a que a educação se deve destinar.
.
De si aprendo sempre alguma coisa, mas não se preocupe, não tenho dos professores a opinião que V. Exa. tem e, aos poucos, tem-se me refreado inconscientemente a vontade de o ler.
GostarGostar
Os juros da dívida pública portuguesa a 10 anos estão hoje em queda e já estão abaixo dos 7%.
« e , contudo, ela move-se»
GostarGostar
O autor insiste em misturar compadrio, irresponsabilidade, incompetência de muitos (maioria ?) politicos portugueses, com uma concepção de estado social.
É fácil apontar soluções para os defeitos acima descritos: diminuir o tamanho do governo e do numero de entidades do estado para metade ; congelar novas admisssões, acabar com todas as nomeações sem ser por concurso público com juri externo, impedir novas PPP’s, diminuir fornecimento externos em 1/3.
O que é dificil é aumentar as exportações e diminuir as importações, pois com déficit corrente não podemos permancer no euro sem empobrecer continuamente.
GostarGostar
Romão, muito obrigado pela sua excelente consideração. Beba mais um bagacinho que isso passa-lhe. ehheheheheheheh
GostarGostar
Não tem de quê, anti, mas não se confunda – modere talvez a vinhaça – porque não tenho nada que veja necessidade de me passar.
GostarGostar
Tendo em conta o que a Mme Merkel tem dito e feito nos ultimos tempos, parece-me evidente que a Alemanha quer depurar a zona do euro, e as vitimas já estão há muito escolhidas, e agora à vista de todos: a Grecia e a Irlanda já vão a caminho, Portugal e a Espanha vão a seguir. A Italia, vamos a ver se escapa.
A escolha do Constancio para vice-presidente do BCE, é apenas uma peça deste puzzle. Está lá para caucionar o que já está decidido.
O nosso destino está traçado, porque quem tem e empresta o dinheiro, sabe muito bem que as economias dos PIGS não teem capacidade de pagar este astronomico volume de dividas num espaço de tempo razoavel sem se tomarem medidas muito drasticas. Mesmo que a nossa economia comece a crescer, esperam-nos decadas de pobreza e privações, porque cada tostão que conseguirmos arranjar será para pagar aos credores.
A Europa dos ricos não é para calaceiros. É para quem trabalha para lá estar .
GostarGostar
Ainda não percebi qual a vantagem para a Alemanha em que os juros da divida dos PIIGS sejam muito altos. Também não percebi qual a vantagem da Alemanha em que os PIIGS empobreçam, pois assim tem menos mercado para as suas exportações.
GostarGostar
Tambem não vejo qual a vantagem para a Alemanha de continuar a financiar paises que no lugar de investirem o dinheiro que lhes DÃO, o gastam à sua maneira, como é o nosso caso e da Grecia. Não tenhamos duvidas: a Alemanha quer os PIGS, ( eu não escrevi PIIGS) fora do euro. Temos de bater no fundo e recomeçar de novo. Daqui a 10 ou 15 anos logo se vê. Até porque a Alemanha tem outras prioridades: chamam-ser Polonia, Hungria, Rep Checa, e Eslovaquia, que precisam de ser ajudados, estão ali ao lado, e como dizia o outro são bons alunos.
GostarGostar
Eu gosto especialmente da explicação «a falta de ricos para pagarem a crise em que nos encontramos». Sublinho também que a irresponsável, mesquinha e politicamente pequenina senhora (com minúscula) oriunda da plebe do leste é a expressão mais repelente da falta de solidariedade para com aqueles que não foram bafejados pela sorte da bacia do Ruhr, do porto de Hamburgo, da floresta negra, da cerveja de Munich e de muitos outros recursos naturais que explicam a insuportável riqueza que os alemães detêm e têm a petulância de não a quererem partilhar a bem da solidez da c0onstrução europeia.
GostarGostar
“diminuir o tamanho do governo e do numero de entidades do estado para metade”
.
Curioso como fará isso? centenas de milhar para o desemprego.
Dizendo que é Comunista é possível mandar centenas de milhar de pessoas para o desemprego, se no entanto for neo-liberal é evidente que é um tipo sem coração e sentimentos.
.
“Falácia populista, o Estado social não tem como função “devolver prosperidade” ou “conduzir à felicidade”.”
Não?! A redistribuição não faz parte do Estado Social?
A Escola Publica não é para conduzir ao saber que dá a felicidade?
GostarGostar
Sr. AC,
A Alemanha não financia os PIG, isso é uma falsidade. Quem financia os PIG é o tal mercado, de que os alemães são uma pequena parte. A Alemanha está a dar um tiro no pé, porque os seus lideres seguem uma ideia económica errada, de que é possivel a todos os países terem saldo comercial positivo.
GostarGostar
Sr. LL,
Ao reduzir o governo, as entidades e as chefias para metade não manda muito gente para o desemprego, apenas os que ganham mais e que têm “overheads” muito elevados.
Reduz no espaço ocupado, viaturas, despesas diversas, deslocações, etc. Essas pessoas têm mais facilidade em encontrar emprego no sector privado. Reduzir em 1/3 os bens e serviços externos também ajuda muito na despesa e diminui o compadrio.
GostarGostar
“Ainda não percebi qual a vantagem para a Alemanha em que os juros da divida dos PIIGS sejam muito altos. Também não percebi qual a vantagem da Alemanha em que os PIIGS empobreçam, pois assim tem menos mercado para as suas exportações.”
O comentador PMP não percebe neda.
Mas não precisa de o confessar.
Já cá se sabia.
GostarGostar
Lá vem o Pi com comentários parvos. Não tem nada nessa cabecinha tonta.
GostarGostar
Uma pessoa que muito respeito pelo que fez, e que os portugueses ( especialmente os jornalistas portugueses) deviam escutar com mais atenção, o Sr. Alexandre Soares dos Santos, disse há dias que os portugueses ainda não tinham decidido, mas tinha que decidir, se queriam viver numa sociedade socialista, igualitária mas pobre, se numa sociedade capitalista, com muitas desigualdades mas rica. Isto a propósito da extraordinariamente imbecil ideia do actual Ministro da Finanças, Dr. Teixeira dos Santos, cujo nome ficará para a história como o de o mais incompetente dos incompetentes, ao ter afirmado que os privados também teriam de reduzir salários a exemplo do Estado, como se todos os portugueses fossem responsáveis pela incompetência dos seus governantes, e os accionistas e empregados de empresas com sucesso tivessem de sofrer na pele com o facto de uma empresa que lhes é alheia (o Estado) não saiba gastar menos do que recebe.
Pessoalmente creio que os portugueses já escolheram: mais de 90% dos eleitos deste país são-no por listas socialistas, (ou sociais-democratas que são apenas socialistas com outro nome, porventura mais finos). E como escolheram o socialismo, agora que se acabou o dinheiro do Pai Natal alemão, vão ter de viver com a realidade do socialismo, o socialismo real: o fim da classe média, e a pobreza mais ou menos envergonhada por todo o lado, de par com a riqueza das elites dos poucos “escolhidos”.
De que se queixam então os portugueses? De não terem sol na eira e chuva no nabal, conforme prometido pelos aldrabões /vendedores de sonhos a quem tem entregue o seu destino. Queremos o impossível: uma sociedade com ricos que se possam expropriar, suficientemente ricos para que todas possamos viver à sua custa, suficientemente estúpidos para continuar a investir. Somos afinal um povo ignorante e burro, talvez fruto da selecção natural que levou os mais destemidos e empreendedores para o estrangeiro à procura de vida melhor, deixando por cá os descendentes dos que nunca ousaram: nós.
GostarGostar
Portugal só pode ser um país mais rico se exportar mais e importar menos.
Não me parece que Sr. Alexandre Soares dos Santos tenha explicado como fazer isso, nem muitos outros que pensam que apenas basta reduzir a despesa pública (corte no tamanho do governo, no numero de entidades, nas chefias e nos bens e serviços externos).
A social-democracia é o sistema politico-económico mais eficaz que foi criado até ao momento, com 60 anos de provas dadas.
GostarGostar
já agora: E os últimos 500 anos da história desta linda Pátria Lusitana?
Será que contam para alguma coisa?
E os anteriores 400?
GostarGostar
Vejo que a maioria da malta não percebe nada das intenções da Merkel.
.
.
Antes de mais atente-se a este interessante artigo: http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2010/11/sair-do-euro-3-falta-mecanismo-de.html
.
.
Ora, o euro quando foi criado tinha algumas falhas. A delas, a maior, partilhada por académicos, opinion makers (eu lembro-me de aqui nos comentários tentar explicar esse grande erro) e políticos, é que, numa zona monetária como o €uro, nunca haveria falta de capitais para financiar os bons projectos de investimentos e que o mercado monetário era europeu, logo défices da balança de capitais não eram problema porque o que contava é a zona euro como um todo. Lembro-me bem disto, porque na altura eu defendia que iriamos viver um credit crunch e que Portugal iria à falência. Até dizia que a política económica e orçamental do governo estava no limiar da estupidez.
.
.
O que se passou foi que quase todos acreditaram que, os nossos défices da balança de capitais eram contrabalançados pelos superávites da Alemanha, Holanda e até Irlanda. Portanto, além de nunca vislumbrarem um credit crunch, pensavam que os mercados já corrigiam naturalmente estes desvios e erros de política económica. Logo, enquanto houvessem bons projectos, o dinheiro nunca iria ser problema.
.
.
Só que se enganaram numa importante coisa. Se numa zona monetária um país comete erros pressupõe-se que, apara além dos Tratados e respectiva penalização pelos enquandramentos políticos e institucionais, nos défices orçamentais, exista um mercado da dívida que diferencie as boas das más políticas económicas. Só que, como sempre houve a ideia que os países mais fortes acabavam por pagar as dívidas dos mais fracos, o mercado da dívida nunca avaliou correctamente os riscos de cada emissão soberana. Daí que, spreads das obrigações portuguesas face às alemãs, chegaram a ser de pouco mais de 20 pontos. Uma completa irracionalidade.
.
.
Só que, a irracionalidade da avaliação da dívida soberana portuguesa, ampliada por um ambiente de baixas taxas de juro, teve como sustentação, a crença que o todo cobria as falhas de algumas partes, leia-se os mais fortes cobriam os erros dos mais fracos. Daí que o mercado, não sendo tão tolo assim, acabou por subavaliar os riscos da dívida soberana de alguns países crente que países como a Alemanha pagariam os erros alheios.
.
.
Só que o mercado acabou por descobrir que os países mais fortes não estavam muito dispostos a arcar com as responsabilidades alheias, quando ainda por cima, estes países fortes também acabaram por viver elevados crescimentos das suas dívidas. Países como a Alemanha, por exemplo, tiveram que assumir bastantes perdas do seu sistema financeiro, elevando ainda mais as suas dívidas. O que começou a gerar receios dos próprios países fortes em terem que pagar os seus erros e os alheios. Mas o mercado da dívida não compreendeu que, provavelmente, as opiniões públicas dos países pagadores, como a Alemanha, iriam reagir negativamente a esta situação. Países que fazem sacrifícios terem que pagar as azelhices e despesismo alheio. Daí que, mesmo com o credit crunch, o mercado da dívida não tinha um mecanismo que distinguisse muito bem a dívida de países laxistas de países mais disciplinados. E os mercados continuaram a acreditar que países como a Alemanha iriam assumir o passivo alheio, apesar das reticências da opinião pública da Alemanha, Austria, etc. Daí que, mesmo já com vários problemas, países como Portugal e a Grécia foram conseguindo vendendo dívida, porque os investidores pensavam que estavam safos.
.
.
Mas o ano passado, por alturas de Setembro e Outubro, os políticos alemães apercebem-se que países quase falidos estavam pendurados à boleia da Alemanha. E que, enquanto a Alemanha tentou contrabalançar políticas expansionistas (com estímulos orçamentais, como a troca de carros velhos por novos, por exemplo) com um rigoroso controlo da despesa pública corrente; países como Portugal (o Sócrates chegou a dizer em público que a opção do défice acima dos 9% foi por vontade do próprio governo – e hoje o Santos Silva quase que comprova mesmo esta tese, quando diz que não podem continuar com políticas expansionistas porque não lhes deixam) e até a Grécia gastaram à tripa forra. Aumentando e muito a dívida soberana europeia. E esta dívida acabaria por gerar um curto circuito no mercado da dívida, já que com tanta gente a emitir dívida e o BCE impedido de imprimir dinheiro, a própria Alemanha poderia correr o risco de ser penalizada por toda a Zona €uro.
.
.
Quando começa a faltar dinheiro para comprar tanta dívida soberana emitida (a dívida europeia terá crescido cerca de 40% ou mais) e como o próprio sistema financeiro europeu vive dias de desalavancagem e controlo de riscos, começam as taxas de juro a subir nos países fracos. Grécia, Irlanda, Espanha, etc. Ao mesmo tempo, a liquidez que vai chegando à europea escolhe a dívida melhor, como o bund alemão. E aí começam os problemas, quando os americanos descobrem que o BCE não irá imitar o BoE e a FED. Então começam os ataques políticos americanos à Alemanha (que impede a monetarização de tanta dívida europeia emitida em pouco tempo) e ao mesmo tempo à China. E os bancos de investimentos americanos, talvez em concertação com a FED, tentam o primeiro ataque contra o euro. Euro esse, que é a moeda rival que pode tirar o lugar ao dólar, como moeda de reserva mundial. E aí surgem os primeiros ataques especulativos à dívida dos ditos PIGS. Ao mesmo tempo, os eurocépticos, em especial ingleses, começam a sua campanha contra o €uro e contra os PIGS e até contra a Alemanha.
.
.
A €uropa reage e consegue criar o tal fundo para fazer os bailouts. (Que no fundo não é bem um bail out, pois a dívida nunca é reestruturada.) E a Grécia consegue aceder a capitais externos, mas sem reestruturar a dívida ou fazer um hair cut, em jargão mais conhecido. E aí, os mercados acalmam, as posições curtas no euro desaparecem o euro desata a subir como um desalmado e o dólar cai estrondosamente.
.
.
Todavia, o problema ainda não está resolvido de todo. Como obrigar o mercado a efectivamente avaliar melhor os riscos de cada emissão soberana? Isto é, sem utilizar a política monetária do BCE, como se pode pôr os mercados mais eficientes a avaliar a emissão da dívida soberana de cada país? Como obrigar o mercado a avaliar melhor os riscos sistémicos de cada país? A Alemanha encontrou uma solução, que até impede os excessos do crédito fácil, que criaram as Islándias e as Irlandas: obrigar os credores e investidores a pagarem os bailouts. Leia-se, fazer verdadeiros bailouts, em que não apenas os contribuintes pagam mas co-responsabilizando os investidores. Ou seja, para dívida emitida após 2013, os investidores terão que assumir as perdas dos seus maus investimentos e avaliações de risco. Uma solução inteligente que vai obrigar que na prática, as taxas de juro em cada país serão diferentes, de acordo com os seus riscos e sua avaliação dos mercados.
.
.
Mas aqui a Alemanha e a França (atenção, que isto é uma operação conjunta do Eixo) estão a arriscar bastante. Por um lado, obrigará que os países mais fracos façam mesmo reformas económicas em pouco tempo. E, simultaneamente, assumam políticas restritivas, numa altura em que têm demasiados problemas, como o desemprego, por exemplo. Ora, isto é muito forte para países habituados à boa vida. Como Portugal, a Espanha e a Grécia, habituados a que os demais paguem as suas despesas e políticas suicidas.
.
.
Por outro lado, como a dívida emitida a partir de 2013 assume um risco de hair cut, afectando os próprios juros de cada país, a própria curva das taxas de juro de cada países é assim afectada, logo a actual dívida sofre logo aí um agravamento de riscos e taxas de juro. Isto é um risco muito elevado. Porque, para funcionar, é preciso que os países mais fracos assumam mesmo que desejam aceder aos bailouts antes de 2013 e ponham as suas contas públicas em dia. E por outro, é preciso que os contágios não passem para países também fortemente endividados, como a Itália, a Bélgica, assim como a Espanha e até a própria França.
.
.
Ora, este contágio é feito em dominó, mostrando que são verdadeiros ataques especulativos. Se fosse apenas o mercado com receio das dívidas, quase todos os países tinham uma subida nos seus custos de financiamento. Mas não. Os ataques são selectivos, com uma elevada participação de hedgefunds ligados a bancos de investimento americanos e à Reserva Federal. Estes ataques são muito lucrativos, pois além de ganharem bastante com os ataques, sabem que a Reserva Federal está do lado deles, pois é importante que o €uro acabe ou assuma as mesmas políticas norte-americanas.
.
.
Este aspecto é bastante importante. O conluio da Reserva Federal Americana com os hedge funds americanos e ingleses no ataque ao euro. Porque, o discurso do Ben no coração da própria europa, mostra que os americanos querem mesmo que o €uro e a Europa tome políticas expansionistas. Tanto para afastar o receio de um competidor perigoso como até, em último caso, conseguir destruir o €urositema. O Ben quando invoca os Anos 30 e o padrão-ouro e desfila o rosário da falta de coordenação monetária para países com problemas diferentes, está no fundo a dizer: ou o euro é “monetarizado” e a Alemanha paga ou o euro é uma moeda perto do seu fim.
.
.
Ou seja, tanto o o governo americano como a Reserva Federal estão contra este €uro e contra a Alemanha. Daí que, os hedge funds americanos e ingleses podem atacar à vontade a dívida europeia, que ninguém os irá fiscalizar. Podem violar à vontade as leis, que ninguém os vai apanhar. Nem fiscalizar mesmo o que andam a shortar e como criam “dívida europeia” do céu.
.
.
A €uropa encontra-se assim fragilizada no curto prazo. Tem o mercado já a avaliar o risco da dívida soberana, como se já houvesse o cutelo dos hair cuts; tem os Estados sem vontade de corrigir os seus erros (porque um país que faz um default fica “marcado” pelo mercado, porque quem faz um faz outro e muitos mais), tem as opiniões públicas dos vários países desorientadas e tem os hedge funds americanos e ingleses a usarem armas de destruição maciça contra o euro e os vários paíse smais fracos.
.
.
Mas este risco compensa. Porquê? Porque hoje em dia, mesmo a Irlanda, não podem abandonar o euro. Se o fizerem, acabarão por ter um custo ainda maior na resolução dos seus problemas. Há quem ache que, se Portugal sair do €uro, as suas exportações subirão o suficiente para amortecer o colapso da sua procura interna. Mas estão errados e só quem não medita com cuidado no problema é que faz uma assumpção destas. As exportações dos países desenvolvidos europeus tem um peso muito pequeno face à procura interna, na composição do PIB. Ora, as exportações poderiam subir, se o PIB potencial fosse muito mais alto que o é agora. E o que subirir não chegava para cobrir o colapso da procura interna. E no custo para precisamente poder subir o PIB potencial, pois o crédito seria mais caro e os bens de investimento seriam muito mais caros, devido à desvalorização do próprio escudo, nova moeda de Portugal.
.
.
Assim, a Alemanha ajuda já os países mais fracos, mas obriga-os a fazer reformas económicas. No entanto, com o risco do hair cut das futuras emissões de dívida, o mercado será muito mais rigoroso e mais sensato no empréstimo a países como Portugal. Ou seja, A Alemanha e a França estão a criar o tal mecanismo de correcção que não houve, quando aderimos ao €uro.
.
.
É claro que isto é uma imposição dura sobre países mal habituados. Porque, de um momento para o outro, descobrem que não basta pedir. O pedir obriga a que também contribuam com alguma coisa. Neste caso, com reformas económicas e com países mais preparados para a batalha maior que a Europa vai enfrentar: o eventual colapso económico dos USA.
.
.
No curto prazo, a própria Alemanha vai sofrer, já que também será afectada nas suas exportações com as políticas de austeridade. Mas garante que o €uro não se transforme no velho marco alemão, que levou à República de Weimar. E garante que o euro seja mesmo o sucessor do dólar, como moeda de referencia mundial.
.
.
É duro? É. É mau para os próprios países? No curto prazo, seguramente. Mas no longo prazo, não. No fundo, é quase a mesma receita que o FMI fazia antigamente. Só que, agora, não são apenas os credores que são salvos. Pelo contrário, eles terão que pagar os custos futuros de maus investimentos. Quem são salvos, são as próprias populações dos países, que poderão ter um futuro muito melhor.
GostarGostar
Um belo texto Anti-Comuna. Mais do que a mera exposição pornográfico-estatística típica de quem não tira os olhos do ideário que tem mais à mão, é necessário compreender as motivações e alvos de quem se senta nas cadeiras do poder, coisa que acho que demonstrou magistralmente (se está certo ou errado, são contas que se farão no fim do jogo, mas a lógica interna é inatacável e a narrativa tem princípio, meio e fim).
.
Para um incorrigível calaceiro de caixa-de-comentário, não está nada mal.
GostarGostar
Muito bom artigo no geral. A conclusão no entanto não está correcta a menos que seja um fervoroso ambientalista.
Um euro forte em relação ao dolar é sempre uma fonte de desemprego e crescimento baixo.
Bastaria suspender os fundos comunitários aos países com déficits superiores a 4% por exemplo em vez de levar quase toda a zona euro a uma recessão devido ao aumento dos juros.
GostarGostar
Luck,
.
“Falácia populista, o Estado social não tem como função “devolver prosperidade” ou “conduzir à felicidade”.”
Não?! A redistribuição não faz parte do Estado Social?
.
A redistribuição de que fala não devolve “prosperidade”, tal como uma a sopa dos pobres não devolve uma alimentação equilibrada. A redistribuição visa dotar de possibilidades mínimas aqueles que não têm nenhumas retirando, para isso, uma percentagem de possibilidades – chamemos-lhe assim – àqueles que têm, num sistema progressivo (quanto mais têm, mais se retira).
Ou o Lucklucky acha que a prosperidade é o Banco Alimentar ou o rendimento mínimo?
.
A Escola Publica não é para conduzir ao saber que dá a felicidade?
.
Não.
GostarGostar
E têm toda a razão, “a lamentável situação em que o país se encontra (e que ela) é, no essencial”, como diz, de a) a b), c), d), e) f) g) e mesmo h), aqui, ao contrário, dado que o excesso de chulos que enriqueceu na boa da corrupção inerente a algumas alíneas que refere, só não paga a crise visto a mesma política manhosa que os fez assim os defender, como aos políticos amigos, até final, i. é. até ao fim.
E estamos bem aviados neste país de dirigentes desonestos, mafiosos, direitinho saídos da horda de soldados que, partindo do Sul da Itália, um dia rumaram à ibérica península que habita ainda quem não fugiu, não emigrou, de raiva e desgosto, para bem longe dessas associações de malandros, ditas PS e PSD.
GostarGostar
O ESTADO SOCIAL PORTUGUÊS TEM SIDO ÓPTIMO PARA A CLASSE POLITICA, ALTO FUNCIONALISMO, PARA UM CERTA BURGUESIA FINANCEIRA E COMERCIAL.
PARA QUEM TRABALHA, PRODUZ E VERGA A MOLA, O ESTADO PORTUGUÊS É DO MAIS PURO NEO-LIBERALISMO!
GostarGostar
Ao que eu acrescentaria, elementar, meu caro. Ni más.
GostarGostar
Em Portugal já são os pobres a ajudar os mais pobres.
Remédio do Rui A.?
Pôr os pobres, a ajudar os ricos.
GostarGostar
O que é preciso é colocar os mais de 700 mil sem emprego a trabalhar , e assim aumentar o PIB, os impostos, e assim diminuir o déficit.
Como colocar 700 mil pessoas a trabalhar de uma forma util para a sociedade ?
GostarGostar
“Como colocar 700 mil pessoas a trabalhar de uma forma util para a sociedade ?”
.
Mandá-los para a Suíça e para o Luxemburgo.
GostarGostar
“Portugal só pode ser um país mais rico se exportar mais e importar menos.”
Falso.
Basta os Portugueses produzirem coisas que interessam a outras pessoas.
GostarGostar
“A redistribuição visa dotar de possibilidades mínimas aqueles que não têm nenhumas retirando, para isso, uma percentagem de possibilidades – chamemos-lhe assim – àqueles que têm, num sistema progressivo (quanto mais têm, mais se retira).”
.
A redistribuição visa comprar votos apenas. e perpetuar a situação.
Quais os resultados do acréscimo dessas possibilidades ao longo das décadas?
Como é que explica que dando cada vez mais possibilidades cada vez menos as possibilidades se transformam em realidade?
.
Podemos ir até para um nível superior. Os Países Europeus “ricos” redistribuíram” por Portugal e Grécia e outros… os resultados desse acréscimo de possibilidades para Portugal?
.
Ou seja vocês continuam a pensar que despejar dinheiro resolve os problemas de fundo, apesar de passarem a vida a dizer que o dinheiro não é tudo.
GostarGostar
Citi: Portugal podría ser rescatado este año y España “poco después”
18:00 (26-11-2010) | 2
Citigroup cree que Portugal “probablemente” se verá forzado a solicitar ayuda antes del final de 2010 y que España tendrá que hacerlo “poco después” si no se adoptan medidas, al tiempo que avisa de que los recursos existentes en el programa de ayuda creado por la Unión Europea y el FMI son insuficientes.
(Gaceta)
GostarGostar
.
A brincar, a brincar,
a redução de 5% no total da massa salarial da Função Publica a grosso modo .tem o mesmo efeito que o despedimento duns 90.000 FP’s dos escalões mais baixos. Não obstante surge mais solidário que atirar mais Cidadãos e Familias para o desemprego
.
No programa FMI-Irlanda despedirão 24.000 FP’s em 350.000 (nos 700.000 Portugueses equivaleria a 48.000). A dose cavalar bota-abaixo do OE é bem pior que o ‘terror’ anunciado do FMI.
.
Há mais no tabuleiro segundo estes:
.
-Crisis of Fiat Currencies: US Dollar Surpluses Converted into Gold
China, Russia, Iran are Dumping the Dollar and the Euro
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22031
.
Todavia nada disto pode servir como cortina ou demagogia ‘chico-esperta’ para esconder as reformas que Portugal tem de fazer internamente e as novas ambições nacionais que tem de impor a si próprio.
.
Continua nada surgiu de dentro dos Partidos para a Grande Reforma Portuguesa para obstar que seja a rua a fazê-la.
.
GostarGostar
.
Anti, uma achega:
.
“A Alemanha encontrou uma solução, que até impede os excessos do crédito fácil, que criaram as Islándias e as Irlandas: obrigar os credores e investidores a pagarem os bailouts. Leia-se, fazer verdadeiros bailouts, em que não apenas os contribuintes pagam mas co-responsabilizando os investidores. Ou seja, para dívida emitida após 2013, os investidores terão que assumir as perdas dos seus maus investimentos e avaliações de risco. Uma solução inteligente”.
.
Essa solução já não é nova. Foi descoberta e já usada pela Islandia: quem emprestou que se entenda com quem pediu emprestado, Banqueiros culpados para a Justiça, não há ‘bail-outs’ do Estado para ninguém. E as dividas não são nada pequenas.
.
A Irlanda enterrou-se porque não copiou a Islandia. Apenas
.
-Ireland’s bailout is ‘Worse than a Crime’ says NY Times columnist
Nobel winner Paul Krugman says banks ripping Ireland off
http://www.irishcentral.com/news/Irelands-bailout-is-Worse-than-a-Crime-says-NY-Times-columnist-110850374.html
.
-Ireland’s troubled banks are for sale
http://www.irishcentral.com/news/Irelands-troubled-banks-are-for-sale–110345869.html
.
GostarGostar
Caro JCA, olhe releia bem o artigo e medite aqui nisto:

.
.
“Crisis of Fiat Currencies: US Dollar Surpluses Converted into Gold
China, Russia, Iran are Dumping the Dollar”
.
.
E olhe o que Vc. escreveu:
.
“-Crisis of Fiat Currencies: US Dollar Surpluses Converted into Gold
China, Russia, Iran are Dumping the Dollar and the Euro”
.
Eu não vejo ali a palavra euro:
.
.
Foi um erro seu involuntário?
GostarGostar
“Essa solução já não é nova. Foi descoberta e já usada pela Islandia: quem emprestou que se entenda com quem pediu emprestado, Banqueiros culpados para a Justiça, não há ‘bail-outs’ do Estado para ninguém. E as dividas não são nada pequenas.”
.
.
Certo. Mas a ideia de um bailout europeu com estas características é uma novidade. Apenas isso. Nunca foi pensado antes, aquando da idealização e implementação do €uro. Apenas isso.
GostarGostar
.
Anti, suponho que leu em diagonal,
-Crisis of Fiat Currencies: US Dollar Surpluses Converted into Gold
China, Russia, Iran are Dumping the Dollar and the Euro
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22031
.
O Euro está lá metido:
“As the economies of the US and Europe become more deeply mired in problems the economies of SCO nations more and more resemble the free economies of old that were very successful.”
.
Retirando alusões descabidas à Trilateral e ao Bildeberg +e uma fotografia interessante da nova (des)ordem mundial.
.
GostarGostar
“O Euro está lá metido:
“As the economies of the US and Europe become more deeply mired in problems the economies of SCO nations more and more resemble the free economies of old that were very successful.””
.
.
Pois. De relance. De resto ele só fala do dólar. Vá lá. Não seja mais papista que o Papa. ehhehehhehheh
GostarGostar
.
Anti, OK a rapaziada do ‘Global Research’ dá-lhe mais para os Americanos … Eles sabem se a América sossobrasse a Europa seria ‘apanhada á mão’. Bom mas isso são ‘contas doutros rosários’.
.
Mas deixemos lá a demagogia oportunista dessa gabardine retórica chamada “Estado Social’ que nada tem a ver com a irreversibilidade dos Avanços Civilizacionais sérios e seguros na Saúde, Educação, Pensões de Velhice, Solidariedade no Desemprego e Protecção das Crianças.
.
O ‘apocalitico’ FMI impôs um Orçamento à Irlanda que é um menino de coro ao pé do OE bota-baixo aprovado hoje. Nada tem a ver com o Português que é um absurdo que não leva a lado nenhum. Nem resolve nada. Basta ler o documento oficial do Governo Irlandês e comparar aumento do IVA para 23% até 2014 e cá em 2011, ajustamentos da Pensões da Função Publica e cá a todos e Despedimentos de 24.000 na FP até 2014 cá se não fossem uns FP a pagar para outros continuarem empregados seriam quasi 90.000 no desemprego em 2011. E sobretudo o poderoso programa para reacender as Empresas, a criação de Emprego e de Riqueza Irlandesas que é ZERO no OE que nos estão a impor:
.
-IRELAND – The National Recovery Plan
2011-2014 proposal
Click to access The%20National%20Recovery%20Plan%202011-2014.pdf
.
Ou então estaria a ser escondido que Portugal afinal estaria bem pior que a Irlanda o que não parece.
.
Resolver com um OE destes, desculpem mas toda a gente lá fora fica de boa aberta. Bom os politologos do costume pelo menos estão com o bom senso de não porem as mãos no lume. Mas a rapaziada das analises económicas ……..
.
Tudo sugere que vamos ter uma desilusão fortemente decepcionante. Outra marretada na já na tão fraza confiança dos Cidadãos. Familias e Empresas.
.
Lamento mas alguém tem de fazer o papel de ‘advogado do diabo’. E detesto dar más noticias. Só quando já se pisa o ‘vermelho’.
.
.
.
GostarGostar
Insistir apenas na redução do deficit público e não pensar em como resolver o deficit externo externo é uma grande asneira.
Os neo-liberais que estudem a revolução americana e vejam lá muitas preocupações “desenvolvementistas”
GostarGostar
quem não gostar de estado social pode sempre emigrar para a somália… dos unicos paises – que eu conheça- sem estado, nem políticas redistributivas.
GostarGostar
.
“But Ireland is now in its third year of austerity, and confidence just keeps draining away. And you have to wonder what it will take for serious people to realize that punishing the populace for the bankers’ sins is worse than a crime; it’s a mistake.”
.
GostarGostar
“Aussi aveugles ou aveuglés que puissent être les peuples, lorsqu’ils prendront pleinement conscience que les milliards de dollars gagnés par les spéculateurs proviennent de leur sang et de leur chair, comme l’on aurait dit au 19e siècle, autrement dit proviennent des prélèvements exorbitants qui lui sont imposés par des Etats complices de ces mêmes spéculateurs (les marchés et leurs alliées les agences de notation), ils ne resteront pas passifs. Mais n’en disons pas plus ici. Envisager ce qui pourrait se passer, non dans le cas de la petite Irlande, mais dans celui de grands Etats comme l’Espagne et la France, déborderait du cadre de cet article. Nous aurons l’occasion d’y revenir, car la vraie crise ne fait que commencer. ”
.
http://www.mediapart.fr/club/blog/jean-paul-baquiast/261110/irlande-suite
.
“Por muito cegos ou tapados que possam ser os povos, quando tomarem plena consciência de que milhares de dólares ganhos pelos especuladores provêm do seo próprio sangue e da sua carne, como se dizia no século 19, dizendo de outra forma vêm das taxas exorbitantes que lhes são impostas pelos estados cúmplices desses mesmos especuladores (os mercados e seus aliados as agências de notação), eles não vão ficar passivos. Mas não digamos mais aqui. Considerar o que se poderia passar não no caso da pequena Irlanda, mas no de grandes estados como a Espanha e a França, ultrapassaria o quadro deste artigo. Teremos ocasião de voltar a esta questão, pois a verdadeira crise só agora começa.”
GostarGostar