Tiro ao Alvo – Notícias Sábado, 27 de Novembro de 2010
Vinte anos depois…
No dia 16 de Outubro de 1990, pela voz de Duarte Lima, o PSD justificou o facto de não promover qualquer alternativa à recandidatura de Mário Soares para o seu segundo mandato como Presidente da República – no fundo, um apoio velado e meramente táctico, feito de uma contabilidade política que se reclamava exemplar e de futuro.
No tom retumbante daquela lídima figura do período cavaquista, citando Aristóteles e aludindo a Chesterton, Duarte Lima realçou a «solidariedade institucional» que Soares teria provado para com o Governo de Cavaco Silva, falou na suposta isenção que aquele revelara no primeiro mandato «independentemente de opções partidárias e ideológicas». Sem oposição minimamente à altura – à direita, foi Basílio Horta, hoje, não por acaso, um socrático convicto, quem simulou cumprir a função de adversário -, Mário Soares foi reeleito por 70,35% dos votos em Janeiro de 1991. O Governo de Cavaco Silva julgou ter praticado uma táctica política irrefutavelmente brilhante que lhe teria comprado alguns anos de paz e sossego institucional. Como se sabe, nada poderia estar mais longe da verdade.
Mário Soares fez tudo o que pôde para estragar o desempenho de Cavaco Silva e retardar as suas ambições presidenciais – contrariando as garantias absolutas oferecidas pelos estrategas laranjas em 1990, a acção de Soares foi decisiva no primeiro esboroar do cavaquismo em 1995.
À partida, existem poucos elementos de conexão entre o amparo velado do PSD a Soares em 1991 e o apoio declarado do partido de Passos Coelho à reeleição de Cavaco Silva vinte anos depois: Passos Coelho não está no Governo e Cavaco Silva é uma figura referencial da história do PSD. Contudo, a actual liderança laranja pode facilmente recair numa armadilha similar à que o PSD de há vinte anos se emaranhou.
Para Passos Coelho, apoiar a reeleição de Cavaco Silva é o modo mais lesto de se desembaraçar das presidenciais e seguir em frente – foi precisamente aquilo que pensaram os prudentes mas franzinos estrategas do PSD há duas décadas. Pouco tempo depois, perceberam que já era tarde demais para corrigir o golpe fatal que tinham desferido em si próprios.
Quando Cavaco Silva for reeleito já não precisará de Passos Coelho para nada – pelo contrário, terá as mãos livres para tentar recolocar os seus valetes em posição de lhe disputar o partido que Cavaco sempre cuidou como feudo próprio. Mesmo com Sócrates a agonizar, Cavaco tudo fará para que o PSD só alcance o poder com uma nova liderança que lhe reconheça a inequívoca suserania.
Mendonça ou Campos, tanto faz
Portugal soube, divertido e acomodado, que os extraordinários ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e o seu Secretário de Estado, Paulo Campos, se tinham deslocado ao 20.º Congresso da APDC e proferido exactamente o mesmo discurso. O facto complica ainda mais a já confundida tarefa de saber quem é que detém o primado da asneira política naquela área governamental aparentemente tão propícia – após Mário Lino, nome tão saudoso para quem aprecia uma boa gargalhada na política, a dupla Mendonça & Campos tem mantido uma acesa competição nesse propósito. Num lugar normal, sublinhe-se, a salgalhada que obraram nas SCUT teria sido bastante para os fazer repousar bem longe de qualquer posição de decisão pública.
A duplicação de discursos não é caso virgem. É um erro triste e deveria ter sido assumido como tal. Mas estas personagens singulares quiseram fazer-nos crer que aquela evidente calinada tinha sido intencional: «São esses os números reais e é essa a mensagem do Governo», afirmou fonte oficial do ministério.
Talvez tenham razão – afinal, é com este tipo de mensagens que o Governo nos tem açoitado desde há demasiado tempo.

O «CAVAQUISMO» VAI FICAR NA HISTÓRIA COMO UMA OPORTUNIDADE PERDIDA PARA PORTUGAL EM TERMOS DE REFORMA DO ESTADO E DA ECONOMIA, MAS UMA OPORTUNIDADE PARA MUITA GENTE ENRIQUECER, SAQUEAR E ENTERRAR O PAÍS.
SÓCRATES SÓ TEM SEGUIDO A RECEITA CAVAQUISTA ATÉ À EXAUSTÃO.
NISSO NÃO O PODEMOS CENSURAR. ELE TEVE UM BOM GÚRU. E NÃO FOI O VELHINHO FILÓSOFO DE ATENAS…
GostarGostar
Eu diria que Passos já entregou o partido a Cavaco.
Catroga foi o representante do partido naquela infame reunião para o Orçamento do Suicídio.
Manuela F de Fingida Leite foi a ponta de lança no Parlamento.
GostarGostar
O cavaquismo é a versão endireitada do socratismo : palavreado oco, economês para disfarçar a falta de ideias, despesismo e compadrio, PPP’s, autoritarismo para mascarar a partidarização da administração pública, etc.
GostarGostar
Nunca votarei Cavaco, com ou sem Passos.
GostarGostar
Assacar a Cavaco 1º ministro a responsabilidade do que se está a passar agora em Portugal, traduz, não direi falta de capacidade para analisar seja o que for em politica, mas estupidez pura! É porem-se ao nivel do candidato comunista Xico “potanto” Lopes.
Cavaco, goste-se ou não dele, em 1995 deixou aos socialistas finanças publicas controladas, uma economia a crescer a um ritmo que já não conhecemos há mais de dez anos, obras em curso que deu para 4 anos de inaugurações, e quase 50 mil milhões de euros de receita de privatizações.
Apesar de tudo isto, Guterres e alguns dos seus ministros tiveram a pouca vergonha de se lamentarem por terem recebido esta pesada herança. E os ultimos 15 anos de governo socialista, foram o que nós sabemos.
Convido portanto os cepticos de Cavaco Silva, a olharem à sua volta, e procurarem alguem em Portugal com melhores condições para ser o timoneiro do País nos proximos terriveis anos que aí veem. Porque os que acham que Alegre pode ser o homem do leme, são casos perdidos.
GostarGostar
CAA no seu escrito toca em duas peças do regime: cavaco e soares.quem comentou até aqui só esfarrapa o cavaco deixando o outro senhor em paz,talvez pelo respeito da iade.eu também o respeito por isso mas vou deixar uma pequena achega: era tanta a azáfama com que o sr soares procurava ajudar o cavaco e era tanta a pressa com que o fazia que até mandou desviar os batedores da gnr que,porventura,o estariam a estorvar:”desapareçam snrs guardas”.
GostarGostar
O Cavaco é mau politico, mas o Sócrates e 0 Guterres são bastante piores.
Nenhum destes enquanto primeiro-ministros conseguiram colocar o país num rumo para o sucesso.
Aquilo que aqui se fala é que muitas das ideias de Sócrates foram originadas em Cavaco: destruição do ensino básico e secundário, desorganização e desorçamentação da administração pública, PPP’s, partidarização do estado, etc.
GostarGostar
sendo social democrata, rejeitando hoje em dia os conceitos ultrapassados de esquerda e de direita, quero dizer-lhe que enquanto o psd não se livrar da “má moeda”, o sr.silva, não vamos a lado nenhum, não queira voçê tambem limpar a grande responsabilidade do sr. silva na situação social e económica em que nos encontramos. o sr. silva na historia vai ficar conhecido como o maior hipocrita politico das ultimas duas decadas, e é pena.
GostarGostar
Que post tão taralhouco…alhos com bugalhos, não chega para opinar o que vai ou que ía naquele partido
GostarGostar
Um suicídio político e uma vergonha sem nome, à memória de Francisco Sá Carneiro.
GostarGostar