“O art. 17.º da nossa infâmia” *
30 Novembro, 2010
«Fiel à sua história recente, o PS abdicou dos princípios e cedeu aos interesses mais torpes. O PSD apadrinhou esse declive ético, mostrando que ainda vê o País a partir da confundida visão da Corte.
Numa hora em que importava manifestar, cá dentro e lá fora, que a austeridade é para levar a sério, exibimos os nossos piores vícios: o favoritismo, a discriminação em razão de posições de influência, a ideia de que há servidores públicos com e sem “pedigree”.
Cada vez mais, os políticos deste país dão-me náuseas – que venha o FMI e depressa!»
13 comentários
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Mais um excelente artigo de opinião.
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Porque os países estão endividados, o FMI e o Banco Mundial podem obrigá-los (é uma espécie de chantagem económica) a reorientar de modo “apropriado” sua política macroeconómica conforme aos interesses dos credores internacionais .
(ERIC TOUSSAINT).
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Meu caro tenha cuidado com isso de invocar o FMI, pois o Daniel Oliveira qualifica-o já de anti-patriota. Sabe que se esses senhores do FMI cá vierem, logo que levantem a ponta do tapete, começam a saber-se muitas coisas deste glorioso regime que não convém nada que se saibam. Heresia!
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Muito, mas muito, bem escrito. Formal e substantivamente.
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Que venha aí o FMI antes que os fundos acabem !
Até porque o FMI deixou cair a maior parte das crenças na religião neo-liberal, que quase só perdura na Europa incluindo o BCE.
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O PMP gosta muito de Défice. Tem dado grandes resultados estes anos todos não tem?
.
Se Portugal tivesse adoptado as leis Neoliberais do Brasil como a Lei da Responsabilidade Fiscal
ou a Chilena não estaríamos assim.
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LL,
O Brasil não é neo-liberal, o Chile é. O Brasil tem capacidade exportadora porque criou desde os anos 50 empresas grandes, que agora são lideres mundiais, e exporta matérias primas.
Mas o problema é que o neo-liberalismo só funciona quando as economias estão em expansão e quando o desemprego é baixo, ou seja quando a procura global é alta.
O problema do euro é a estupidez e irresponsabilidade dos macro-economistas que lideram o BCE e a Alemanha que preferem levar a europa a uma recessão do que admitirem que a compra de divida por si não traz inflação alta e prolongada.
Os euros não desaparecem, simplesmente saem de Portugal e são investidos na Alemanha. A Alemanha só vai entender quando as suas exportações cairem, ou então vai ter de baixar os salários para o nivel de Portugal.
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PMP- “Alemanha só vai entender quando …”.
A Alemanha “entende-se” muito bem, e sabe tratar de si.
Quem não se entende, e não sabe tratar de si, é Portugal. Percebe?
A Alemanha não tem que, nem !pode! -infelizmente- tratar de Portugal.
Quem “nos” meteu, a martelo, numa Europa -e por consequência na WTO!- aonde somos um anacronísmo- foram governantes portuguêses, iluminados políticos de carreira. Se eles, os governantes portuguêses, fizeram e fazem asneiras, zangue-se com eles. Percebe!.
A Europa até nos tratou muito bem. Só que as -enormes- verbas para desenvolvimento/fomento interno foram parar às mãos, e às cabecinhas, erradas. Mas alguém votou neles. Quando se quer -mesmos sem referendo nacional- pertencer a um “Club”, as regras dessa instuituição são para ser cumpridas.
Isso não foi, não é, culpa dos alemães. Deixe-os em paz. Acorde!
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JS,
Concordo consigo que a asneira parte dos portugueses, dos politicos e dos maus economistas que apoiaram a abilição de todas as barreiras alfandegárias. mas o pior de tudo é a adesão ao euro, ao valor estupido que foi.
Mas agora que já estamos (musica dos GNR) a estupidez da Alemanha é não ver que destruir países em série não lhe vai trazer nenhum beneficio.
A Alemanha só tem de dizer ao BCE para comprar divida até que os juros estabilizem nos 5%, é só isso e não custa nada, e assim a Alemanha continua a exportar mais, e temos tempo de reduzir o déficit publico e reduzir o defict externo até o anular, sem aumentar o desemprego e a probreza para niveis icomportáveis.
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Já acabou a palermice da história do TGV para exportação e ligação às capitais europeias.
Agora começou a historieta de que a economia alemã está dependente das exportações para Portugal.
E o pior é que isso é dito pelos figurões que aparecem nos prós e prós – enfim, os que acham que há vida para além do déficit.
Só espero que o Sócrates não diga isso à Merkel (em inglês) senão ela nunca mais olha para ele sem se rir.
Já se riu uma vez, agora outra era muito chato.
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Sr. Carlos Dias,
A Alemanha exporta para algum lado. Alguns lideres alemães são tontos e não entendem que insistir na ideia que todos os países podem ter saldo corrente positivo é estupidez. Todos os povos têm políticos ignorantes. Portugal tem muitos , mas a Alemanha também tem alguns, que agora estão no poder e não percebem como funciona a economia.
Para já só é necessário deixar cair as crenças religiosas que a compra de divida publica pelo BCE vai trazer hiperinflação ou que vai obrigar a Alemanha a pagar alguma coisa. Vamos lá pensar e raciocinar e deixar a religião para os crentes.
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Sr PMP
“A Alemanha exporta para algum lado.”
Até aqui o sr. está correctíssimo, e aplaudo o seu raciocínio.
“Alemanha também tem alguns (politicos ignorantes), que agora estão no poder e não percebem como funciona a economia.”
Pois não, e será que não podemos a nossa importação de bens alemães com exportações de políticos portugueses que percebem como funciona a economia?
Se sim, até posso indicar muitos.
Acho mesmo que conseguiríamos saldar a conta.
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CAA a subir de forma! Parabéns!
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