Saltar para o conteúdo

O terror dos jornalistas acomodados

17 Dezembro, 2010

O Wikileaks? Não. A moda dos leaks: Wikileaks, OpenLeaks, BrusselsLeaks, BalkanLeaks, IndoLeaks

45 comentários leave one →
  1. Piscoiso's avatar
    17 Dezembro, 2010 14:11

    Não me diga que o jmf+1957 é um jornalista acomodado!!!

    Gostar

  2. tina's avatar
    tina permalink
    17 Dezembro, 2010 14:23

    O que dava gosto era ver Russialeaks, Iranleaks, Cubaleaks e Venezuelaleaks. As leaks que existem actualmente vêm de espiões de mentalidade acomodada.

    Gostar

  3. Me's avatar
    17 Dezembro, 2010 14:49

    pois é. parece que se lhes acabou o “suave” ambiente de trabalho , onde a aspiração máxima era chegar a assessor de imprensa…

    Gostar

  4. Me's avatar
    17 Dezembro, 2010 14:51

    parece que a partir da moda dos leaks já não vai ser jornalista quem quer , será só quem pode.

    Gostar

  5. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    17 Dezembro, 2010 14:59

    Merkel diz estar impressionada com reformas em Portugal … os aqui residentes adoram a senhora, logo,também devem estar impressionados

    Gostar

  6. prod's avatar
    prod permalink
    17 Dezembro, 2010 15:01

    A Procuradoria Geral da República não tinha organizado, aqui há uns tempos, uma coisa parecida? talvez o PGRleaks…

    Gostar

  7. será's avatar
    será permalink
    17 Dezembro, 2010 15:14

    leak, leaky!
    Turismo em Portugal recupera para máximos da década (DE)

    Gostar

  8. Antonio Cunha's avatar
    17 Dezembro, 2010 15:33

    A moda da chibaria chegou !!!! Nada está a salvo…

    Gostar

  9. tina's avatar
    tina permalink
    17 Dezembro, 2010 15:43

    “Merkel diz estar impressionada com reformas em Portugal”
    .
    acho que se enganou aí, queria antes dizer “… com a redução nas reformas em Portugal”, não era?

    Gostar

  10. Me's avatar
    17 Dezembro, 2010 15:53

    eu cá acho mesmo karmico a inversão dos tradicionais papéis de bufo e bufado. para variar , ver os que nunca tiveram pejo em organizar associações de bufos , como a pide ou a caça às bruxas lá nos usa ou essa coisa pgr , no papel de possíveis bufados é mesmo engraçado. quem sabe , o medo de que o pagante chateado bufe nos leaks para todo mundo ver os moralize.

    Gostar

  11. zedeportugal's avatar
    17 Dezembro, 2010 16:16

    Wikileaks, OpenLeaks, BrusselsLeaks, BalkanLeaks, IndoLeaks …

    Ena, tantos problemas da próstata!
    O mundo deve estar mesmo a ficar velho.
    Quão próxima poderá estar a Parusia?

    Gostar

  12. Pedro Cirne's avatar
    17 Dezembro, 2010 16:27

    Falta o TugaLeaks.

    Gostar

  13. tina's avatar
    tina permalink
    17 Dezembro, 2010 16:28

    “o medo de que o pagante chateado bufe nos leaks para todo mundo ver os moralize.”
    .
    Tá-se mesmo a ver. A única coisa que vai acontecer, tal como aconteceu com o terrorismo, é que as medidas de segurança vão aumentar e nós todos vamos pagar por isso.

    Gostar

  14. DesconfiandoSempre's avatar
    DesconfiandoSempre permalink
    17 Dezembro, 2010 17:17

    A monga não “a-tina” – …e nós todos vamos pagar por isso.
    As mongas vão ter que pagar. Eheheheh…
    É pá, do que se livram os blasfemos!

    Gostar

  15. Gol(pada)'s avatar
    Gol(pada) permalink
    17 Dezembro, 2010 18:34

    Está pra se ver se isto do Wikileaks não será orquestrado para amordaçar a ainda relativa liberdade existente na Internet.
    O Burroso já fala em aplicar novas Leis contra a Internet.Habituem-se.
    O tempo tudo dirá…

    Gostar

  16. insider's avatar
    insider permalink
    17 Dezembro, 2010 19:29

    e ainda ninguém reparou que o amado mente com os dentes todos…
    os pormenores estão no cable…

    Gostar

  17. AB's avatar
    17 Dezembro, 2010 21:19

    Leaks leaks, bang bang…!
    Para quem se escandaliza porque os Estados estão a ficar em cuecas, eu digo: quero vê-los todos nus!

    Gostar

  18. Gol(pada)'s avatar
    Gol(pada) permalink
    17 Dezembro, 2010 21:21

    Ai ai, Suécia.
    Afinal também tem telhados de vidro:
    telegraph.co.uk/news/worldnews/wikileaks/8202745/WikiLeaks-Swedish-government-hid-anti-terror-operations-with-America-from-Parliament.html

    Gostar

  19. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    17 Dezembro, 2010 21:44

    Para quando o TugaLeaks?

    Gostar

  20. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    17 Dezembro, 2010 23:37

    Mentalidade de funcionário público é mesmo deveras curiosa. Penso que dava para escrever uma tese completa sobre como funciona a carola de um funcionário público. Muitos ficam chateados pelas críticas ao funcionalismo público mas a verdade é esta: eles, ao fim de algum tempo, mudam mesmo o seu comportamento e mentalidades. E tornam-se mesmo parasitas. Um exemplo concreto para provar esta minha tese:
    .
    .
    “Fazer uma compra com cartão de crédito, devolver o produto no dia seguinte e receber o dinheiro da devolução em cash é o novo truque para obter empréstimos sem juros.
    .
    O esquema é simples. Começa por fazer-se uma compra, com cartão de crédito, numa grande superfície comercial, por exemplo, e no dia seguinte vai-se devolver o produto. Nesta altura, o vendedor dá, em dinheiro, o valor que na véspera foi debitado no cartão.
    .
    O valor total da compra só será debitado na conta no mês seguinte. Assim, o consumidor consegue um empréstimo sem pagar juros, obtendo de imediato o valor de que necessita.
    .
    Esta possibilidade abarca quase todos os produtos disponíveis na cadeia do Continente, presente em quase todo o país. Basta não ultrapassar o prazo de 15 dias (correntes) para fazer a devolução.
    .
    Electrodomésticos e roupas são, no entanto, os objectos mais utilizados no esquema. «Já fiz isso várias vezes na loja de roupa do Modelo», conta ao SOL Mariana, de 37 anos.
    .
    A residir em Estremoz, e sem grande hábito de utilização do cartão de crédito, excepto nestas situações, esta funcionária pública recorre ao método sempre que necessita de dinheiro-extra, como é o caso do Natal. «Assim, evito, por um lado, pedir emprestado a alguém, e, por outro, pedir crédito aos bancos», congratula-se. «Ninguém sai a perder».
    .
    É precisamente isso que vai fazer neste Natal. «A família cresceu. Preciso de, pelo menos, mais 250 euros». Vai gastá-los em roupa, conta. «Compro sobretudo roupa de criança. Assim, posso argumentar que experimentei e não servia».
    .
    Outro método utilizado pela também jovem mãe é a compra de pequenos electrodomésticos, fáceis de transportar. ”
    .
    In http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=7223
    .
    .
    Este esquema para conseguir uma vantagem sobre os outros não é muito original. Mas o que é original é o à vontade com que uma funcionária pública assume cometer uma fraude e mente até a si mesmo. Dizendo isto:
    .
    “A residir em Estremoz, e sem grande hábito de utilização do cartão de crédito, excepto nestas situações, esta funcionária pública recorre ao método sempre que necessita de dinheiro-extra, como é o caso do Natal. «Assim, evito, por um lado, pedir emprestado a alguém, e, por outro, pedir crédito aos bancos», congratula-se. «Ninguém sai a perder». ”
    .
    .
    Ninguém sai a perder? Provavelmente perde o supermercado e até o emitente do cartão de crédito. Mas na ideia desta senhora, funcionária pública pois então, ninguém sai a perder.
    .
    .
    Repare-se que, depois, é esta gente que defende que não pagar impostos é imoral. Porquê? Afinal quem sai prejudicado por não pagarmos impostos? lololololololol
    .
    .
    É mesmo triste a desonestidade que é corrente no funcionalismo público e que justificam erradamente com a ausência de lesados nestas pequenas fraudes. E não se pode exterminá-los?

    Gostar

  21. A. R's avatar
    A. R permalink
    17 Dezembro, 2010 23:58

    O massacre de Katyn teria sido sabido bem mais cedo. Os massacres de Estaline mesmo no pós-guerra e sobre soldados que combateram Hitler também teriam sido sabidos. E o Hospital Mazorra não leaky? E as contas de Castro na Suiça quando leakam?

    Gostar

  22. Zegna's avatar
    Zegna permalink
    18 Dezembro, 2010 00:12

    O nosso PORTUGALEAKS já existe desde o 25 de Abril , aqui as coisas fazem-se sem recorrer á net , a net é para bébés de colo , aqui o que se tem a dizer é dito em publico para toda a gente saber que se faz muitas asneiras mas ninguém é condenado porque aqui em PORTUGAL diz-se a verdade e quem diz a verdade não merece castigo. O povo português é povo que gosta de corrupção e trafico de influências …….dizem os antigos ” está no sangue lusitano…….” com tanto sangue estou certo que proximo filme do Twilight vai rodar em PORTUGAL ………

    Gostar

  23. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    18 Dezembro, 2010 03:25

    Jornalistas acomodados? São todos excepto os que não têm onde caír de mortos…

    Gostar

  24. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    18 Dezembro, 2010 03:42

    A história do Sol / A-C é quase tão boa como a das crianças a roubar comida do bico das galinhas.

    Gostar

  25. O SÁTIRO's avatar
    18 Dezembro, 2010 05:20

    Pois, continuamos sem saber as negociatas mais sujas e cruéis de Cuba, China, Irão, Venezuela. FARCs-PCP, Coreia do Norte, Líbia, Sudão-DARFUR e NÚBIOS, TIBETE esventrado pelos Chineses que assassinaram mais de um milhão…genocídios Turcos de Arménios e Assírios, etc..etc..etc.
    Por exemplo, o tráfico de órgãos de prisioneiros sérvios às mãos de Kosovares:
    http://mentesdespertas.blogspot.com/2010/12/selvajaria-islamica.html
    Claro, os media intoxicavam e martelavam que só os Sérvios eram crimonosos de guerra…
    e os muçulmanos da Bósnio e do Kosovo uns coitadinhos…..

    Gostar

  26. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    18 Dezembro, 2010 10:02

    As leaks sobre telefonemas do nosso PM…aqueles gravados por ordem de um juíz……divulgadas….são uma vergonha de intromissão na vida privada do mesmo, um crime, principalmente porque ele estava só a falar com as suas “tias”.
    Moral da estória.
    Um embaixador não pode mandar telegramas às tias.

    Gostar

  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 11:34

    Alguns continuam a tentar desvalorizar o trabalho da wikileaks com questões secundárias. Do género: o fulano A roubou e o seu vizinho? Não roubou também?
    .
    .
    No entanto…
    .
    “A mais recente revelação do portal é sobre Hugo Chávez: o presidente da Venezuela terá facilitado a fuga de presumíveis membros da organização separatista basca ETA.”
    .
    In http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1737738
    .
    .
    No fundo a técnica é velha como sempre. Usar técnicas de diversão para desvalorizar o que a wikileaks vai dando a conhecer. E há sempre quem feche os olhos ao conteúdo importante para desvalorizar as revelações da wikileaks. Como amiúde se faz em Portugal, usando eventuais erros processuais para esconder os verdadeiros factos jurídicos que poderiam levar a uma condenação com sentença judicial inapelável.
    .
    .
    Depois queixem-se!

    Gostar

  28. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 11:41

    “A história do Sol / A-C é quase tão boa como a das crianças a roubar comida do bico das galinhas.”
    .
    .
    Mais outra desvalorização de uma mentalidade que se entranha no funcionalismo público. Isto é, em teoria, aquela pequena fraude da funcionária pública é desvalorizada talvez por ser um pequeno delito. No entanto, são os pequenos delitos que entranhados vão libertando a falta de ética que depois se estende às famosas cunhas, pequena corrupção administrativa, depois pequenas fraudes, que vão dando uma sensação de impunidade que depois potencia crimes cada vez mais graves e dolosos, não apenas contra o Estado como também contra os cidadãos.
    .
    .
    E é esta mentalidade desonesta, que começa no pequeno delito que não é combatido que vai dando corpo à ideia que roubar, parasitar e praticar crimes, além de justificável, é até bem vista em importantes camadas da administração pública, que leva a que a corrupção passe a ser endémica e contribuidora para o mau desenvolvimento económico de Portugal. E mais pobreza.
    .
    .
    Como se diz na minha terra: quem rouba um tostão, rouba um milhão.

    Gostar

  29. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    18 Dezembro, 2010 12:14

    O que A/C ainda não percebeu é que é essa a história de Portugal e dos portugueses. Está-lhes nos genes. Ou se percebeu, pretende fazer uma “transmutação genética”.
    Começamos por pilhar Castela/leão. Com dinheiro fácil da Igreja fomos pilhando terra aos mouros.
    Chegados aos ALLgarves ainda tentamos roubar o norte de África. Levamos porrada e fomos dar a volta para continuar a pilhar. Chegados às Indias pilhamos. Acabou-se a mama de lá pilhamos o Brasil.
    Terminado este também fomos pilhar o resto das colónias na África. Finda esta, pilhamos os fundos comunitários.
    O problema agora é que pouco ou nada resta para pilhar aos outros.
    É então que se pilham uns aos outros, desde o mais pequenino funcionário, comerciante, empresário, gestor, politico ou governante.
    Como a coisa está de tal forma implantada na mente de toda a gente a única coisa que podem fazer é tentar desvalorizar chamando a si outro “valor” para se justificar. E é assim a coberto da inveja que apontam o dedo a aquilo que eles chamam os “grandes” como se moralmente houvesse diferença entre o tostão e o milhão. Pela mesma razão os do “milhão” dizem o mesmo dos ladrões de “tostão” que apenas tiveram a sorte da oportunidade.
    Antigamente pilhávamos os “outros” e daí não advinha grande mal na moral deles. Agora pilham-se a si próprios e só reclamam quando são pilhados, ou quando não tiveram a sorte de pilhar tanto quanto os “grandes”.
    É por isso que se entretêm com as galinhas.
    Também será por isso que deixarão de ser pobres quando a dita cuja galinha tiver dentes.

    Gostar

  30. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    18 Dezembro, 2010 12:36

    CubaLeaks, MichaelMooreLeaks:

    WikiLeaks: Cuba banned Sicko for depicting ‘mythical’ healthcare system

    Authorities feared footage of gleaming hospital in Michael Moore’s Oscar-nominated film would provoke a popular backlash.

    The revelation, contained in a confidential US embassy cable released by WikiLeaks , is surprising, given that the film attempted to discredit the US healthcare system by highlighting what it claimed was the excellence of the Cuban system.

    But the memo reveals that when the film was shown to a group of Cuban doctors, some became so “disturbed at the blatant misrepresentation of healthcare in Cuba that they left the room”.

    Castro’s government apparently went on to ban the film because, the leaked cable claims, it “knows the film is a myth and does not want to risk a popular backlash by showing to Cubans facilities that are clearly not available to the vast majority of them.”

    http://www.guardian.co.uk/world/2010/dec/17/wikileaks-cuba-banned-sicko

    Como era de esperar nada nos jornais Portugueses. Sudão está sempre na boca dos Portugueses por isso é que é notícia.

    Gostar

  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 12:45

    “O que A/C ainda não percebeu é que é essa a história de Portugal e dos portugueses. Está-lhes nos genes. Ou se percebeu, pretende fazer uma “transmutação genética”.”
    .
    .
    Não concordo pela simples razão que eu sou genuinamente tuga. Meus genes vão de geração em geração, até aos… Suevos! Veja lá a minha triste sina. Meus olhos azuis não são uma herança “franca recente” mas uma herança dos que imigraram para o actual Norte de Portugal e actual Galiza, Espanha. E esses que vieram eram extremamente honestos, que o Martinho de Dume teve que quase refazer toda a teologia cristã da época para os reconverter ao cristianismo. Conseguiu-o Mas à custa da própria mudança da religião para se adaptar a este povo.
    .
    .
    Que tipo de povo era este? Segundo o Júlio César, além de fervoroso guerreiros, eram… Honestos. Uma característica dos povos do Norte de Portugal. Que nos inícios da portugalidade, fica bem evidente na lenda do Egas Moniz e sua ida de corda ao pescoço ao outro lado da fronteira.
    .
    .
    É a honestidade um dos valores mais honrosos no Norte de Portugal. Ainda hoje, mesmo nas urbes citadinas, um bocado corrompidas pelo pensamento a sul.
    .
    .
    Dito de outra forma. Aqueles que deram inicio a Portugal, os Suevos, eram guerreiros, honestos e até parcimoniosos. Suas mulheres belas e um bocado ariscas mas não deixando de ser honestas e sérias. Não são apenas palavras minhas. São do Júlio César e até do que se diz que terá dito e feito o Martinho de Dume, que foi quem conseguiu cristianizar estas gentes, já que era mais conservadoras e não aceitavam muito bem o que vinha do Sul, os primeiros a serem cristianizados.
    .
    .
    Não creio que os gentes tugas sejam originalmente desonestos. Foram é corrompidos depois com a mistura operada a sul, após a conquista de Santarém e Lisboa. Como emblema dessa honestidade, basta ver a grande divisão entre os portugueses de então com os francos que nos vieram ajudar, sobretudo os portugueses a tentarem evitar carnificinas e saques, conjuntamento com os germânicos, ao passo que ingleses e frisões estavam mais preocupados em roubar, saquear e rapinar.
    .
    .
    Ainda hoje, na maioria dos habitantes do Norte de Portugal, a honestidade é um brasão pessoal e familiar. Por isso é que, neste sistema corrupto, com origem no sul de Portugal, o Norte é a zona mais pobre do país.

    Gostar

  32. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    18 Dezembro, 2010 12:51

    Hahahah! O mundo mitológico do anti-comuna. Anti-comuna aproveite essa fase e componha uma Ópera.

    Gostar

  33. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 14:17

    Meu caro Tiradentes, os portugueses de hoje podem ser divididos em dois tipos. É quase hoje desconhecido que este debate sobre dois portugais sempre existiu e só recentemente, com a chegada ao poder do Salazar, é que o debate terminou. Mas o debate sobre os dois portugais dominou as querelas da intelectualidade lusa, com grandes protagonistas como o famoso Basilio Teles.
    .
    .
    Há dois portugais. Aquele que teve origem na Suévia e aquele que depois absorve as gentes do sul não fugidas, sobretudo as populações mululmanas que se mantiveram em território português, após a perda dos mouros de Santarém e Lisboa. O Algarve era pouco habitado quando foi conquistado e a generalidade das populações fugiram para o Norte de África ou para a ibéria moura, com principal capital Granada.
    .
    .
    Estes dois portugais são até uma herança do que se passou com o colapso do Império Romano e o primeiro Reino independente dessa Roma em decadência, a Suévia, que daria ínicio à Idade Média e ao feudalismo.
    .
    .
    Quando colapsou o império romano, povos conquistadores chegam à Ibéria. Dois grupos vão ser importantes para o futuro da meseta ibérica: os vizigodos e os Suevos. Os suevos vão misturar-se com os hispanorromanos e fundam o Reino Suevo e são independentes durante quase 200 anos, até que os poderes vizigodos, que conquistariam o resto da meseta ibérica, também absorvem a Suévia, com capital em Braga. É aqui que começa a verdadeira História de Portugal. Quando os suevos mantêm-se independentes do Reino Vizigodo e partem à conquista do sul, a tal Lusitânia, que foi dominada por outros povos invasores. É aqui que começa Portugal. E não 600 anos depois, como ensinam os nossos manuais escolares. Erradamente.
    .
    .
    Ainda hoje mantém-se, mais ou menos, a verdadeira divisão política, territotial e até militar que iniciou-se com o Reino Suevo, o verdadeiro precursor de Portugal. Basicamente, hoje, Portugal e Espanha consagram a divisão entre o Reino Suevo e o Reino Vizigodo. E até na extensão para sul, a nossa primeira dinastia apenas continuou aquilo que teve origem no Reino Suevo. Sem deixar de relembrar, que D. Afonso Henriques não foi o primeiro a denominar-se Rei de Portugal. Aliás, cerca de meio século antes de D. Afonso I se denominar Rei de Portugal, o último detentor da casa de Portucale, também se denominou Rei de Portugal.
    .
    .
    O povo Suevo, precursor de Portugal, foi quem deu origem a Portugal e D. Afonso Henriques mais os suevos de então, não fizeram mais que seguir os passos de toda a ideologia presente no Paroquial Suévico, que estava então outra vez na moda, sobretudo na Suévia e parte da restante meseta ibérica.
    .
    .
    Povo suevo esse que foi dos mais dificeis de cristianizar e que para ser cristianizado foi necessário Martinho de Dume adaptar a religião cristã de então às características do povo suevo. Caraterísticas essas que o Tácito descreve, mais ou menos, alguns séculos antes:
    .
    .
    ” Daí o aspecto corpóreo (de corpos), não obstante o avultado número de homens, ser o mesmo entre todos: olhos turvos e cerúleos,(2) cabelos loiros, grande estatura, e somente impetuosos no ataque. Para as fadigas e trabalhos, não têm paciência e não podem tolerar a sede e o calor; suportam porém o frio e a fome, em conseqüência do clima e do solo.”
    .
    Tácito in http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/germania.html
    .
    .
    Eis aqui a primeira das razões porque estes suevos ou tribos germâniaos, vão escolher o nordeste peninsular como sua nova casa. Não toleram a sede e o calor mas suportam bem a fome e o frio.
    .
    .
    ” Os reis são escolhidos entre a nobreza, os generais pelo mérito. Nem os reis desfrutam de infinito e livre poder, e os generais mais pelo exemplo do que pela autoridade se impõem; se forem prestos, valorosos, se atuam na vanguarda, despertam admiração.

    A ninguém é permitido senão aos sacerdotes, punir, amarrar, e nem vergastar nem como pena, nem por ordem do chefe, mas como por inspiração de deus, que eles creem dirigir as guerras. Efígies e símbolos cintilantes (resplandescentes) levam aos combates; o principal incitamento (encorajamento) à audácia, é que organizam o conjunto (esquadrão) em forma de cunha, não ao acaso nem por fortuito encontro (reunião), mas por famílias e (parentes) vizinhos; e às próximidades em garantia deixam as mulheres cujos lamentos se fazem ouvir, e o vagido das crianças.

    São para cada um as mais santas testemunhas, seus maiores (estímulos) louvadores: as mães e as esposas pensam-lhes as feridas; nem se arreceiam de contar ou sugar (curar) as chagas, trazem alimento e entusiasmo (exortação)(1) aos combatentes.”
    .
    Na mesma obra, Tácito.
    .
    .
    Aqui estas características descrevem a natureza deste povo guerreiro e o papel especial das mulheres na sociedade e nada vida colectiva do povo suevo. E aqui são descritas as características da organização política deste povo, que daria origem ao fim do Império Romano e o advento do feudalismo e da Idade Média. Os Suevos vão erigir o primeiro reino independente dentro do Império Romano, com um tratado com os romanos, que lhes garante a sua Liberdade. O Reino Suevo foi o primeiro reino da Idade Média e do feudalismo, em que o Rei era um chefe militar escolhido entre os demais valorosos guerreiros, em assembleia (no futuro Cortes, onde estarão representados quase todos os grupos sociais da sociedade sueva). Além disso os Reis não detinham o poder absoluto e era mais um primus inter pares.
    .
    .
    Quando os suevos do inicio do segundo milénio aspiram pelo retorno à sua independência original, o Reino Suevo, foram apoiando sucessivamente a casa Portucale para que se libertasse do jugo de Castilla y Lyon, reino vizigodo (de destacar que Pelayo era um nobre vizigodo, que se apoiou noutros nobres de origem vigoda para tentar reconquistar a Península, hoje este movimento é conhecido como Reconquista Cristã). Até que, não o conseguindo (a própria casa nobiliárquica detentora do Condado de Portucale, fundada por Vimara Peres, que daria origem à moderna cidade de Guimarães, voltam a lutar pela independência usando o jovem filho do Conde Henrique para lutar contra o poder castellano, representado pela própria mãe do jovem guerreiro. É por isso que, usando as velhas ideias do Reliquiário Suevo, o jovem D. Afonoso Henriques vai usar a antiga legislação sueva e subir na sua condição social, quando os seus pares suevos o fazem Cavaleiro, ao arrepio das regras então vigentes no resto da meseta ibérica. A própria entronização de D. Afonso de Henriques, como Cavaleiro, hoje ainda tido como anormal pela generalidade da historiografia, é apenas compreendida se os historiadores a enquadrarem nas tradições suevas, que no Norte de Portugal foi quase sempre aceite. Ou seja, D. Afonso Henriques foi apenas usar a legislação sueva que defendia que eram os demais guerreiros que o reconheciam na sua nova condição social. E só assim se compreende perfeitamente que D. Afonso Henriques, mais que um acto rebelde contra os demais nobres ibéricos, apenas cumpriu os desejos e a legislação sueva, pois ele apenas cumpria os preceitos dos seus pares suevos.
    .
    .
    “Nenhuma cidade é habitada pelos povos germânicos segundo o que consta (se sabe), e eles não permitem que as habitações se agrupem (se juntem). Moram isolados e esparsos conforme lhes tenha agradado uma fonte, um campo, um bosque.

    Não instalam as aldeias à maneira nossa com edifícios(1) contíguos ou juntos (ligados, juntamente): cada um cerca a sua casa de um espaço (intervalo), ou seja remédio (prevenção) contra casos de incêndio ou por incompetência em edificar. Nem (não) fazem uso de alvenaria (cimento) ou de telhas: empregam material completamente rústico e sem beleza e aparência.

    Cuidam da casa diligentemente, esfregando-a com terra fina e brilhante que imita pintura (as cores da pintura), costumam também abrir subterrâneos cobertos de grossa camada de estrume, refúgio de inverno e depósito de cereais, porque se resguardam do rigor do frio em semelhantes lugares, e se chegarem inimigos, devassam os campos abertos, mas as riquezas ocultas e (ignoradas) enterradas iludem (o inimigo), porque devem ser procuradas.”
    .
    Mesma obra acima indicada.
    .
    .
    Aqui se compreende porquê que foi fácil aos hispanorromanos do nordeste aceitar estas tribos suevos, pois os hispanorromanos preferiam viver nas cidades, aliás, costume antigo entre os povos do nordeste, hoje conhecida este costume e forma de vida, como Civilização Castreja.
    .
    .
    Quando a Civilização Castreja colapsa perante a superioridade militar romana, sobretudo pelos mercenários do sul do actual Portugal que são usados pelos romanos como militares ao serviço do Império, o novo poder romano aposta sobretudo na ruralização da sociedade, apenas as urbes dedicadas aos serviços aos próprios poderes públicos romanos. Quando o Império Romano fraqueja, as populações hispanorromanas, no fundo os descendentes dos castrejos, voltam a tentar refazer as urbes. Mas quando surgem os suevos, como são tribos que valorizam mais a ruralidade que as cidades, encontram uma população hispanorromana que almeja a urbanização (que era mesmo a tónica dominante da sua ocupação territorial e estratégia militar e defensiva, que depois daria origem ao fenómenos dos Castelos na Idade Média). Daí que, a miscigenação entre os suevos e os descendentes dos castrejos foi relativamente fácil, com as populações indigenas felizes por viverem novamente em cidades e os suevos por viverem no mundo rural, mesmo dominando politicamente e militarmente os territórios. É claro que houve problemas nesta convivência, como textos do Isidora o mostram, mas nadade especial, que não impediu que a Suévia fosse uma realidade e, sete séculos depois, a evolução deste reino mas com um novo nome: Portugal.
    .
    .
    “Nenhum povo se ocupa com maior entusiasmo de banquetes e hospitalidade. Porque constitui (coisa nefasta) grande maldade negar a casa a alguém; cada qual recebe com manjares preparados de acordo com as possibilidades (posses).

    E quando nada resta para oferecer àquele mesmo que o hospedou, o conduz e juntos entram à casa de vizinho sem convite. O que não importa: os dois são tratados com humanidade. Ninguém distingue o conhecido do estranho.(1)”
    .
    .
    Aqui fica claro o porquê que, ainda hoje, no Norte a hospitalidade é outro ponto de honra das populações e o prato vazio à espera do convidado inesperado.
    .
    .
    ” E assim de ordinário há rixas e desavenças que não acabam com palavras mas a maioria das vezes com ferimentos e morte. Empenham-se também nos banquetes em reconciliar os inimigos, de contratar casamentos e de eleger seus chefes, e finalmente das coisas da paz e da guerra, porque em outra ocasião o espírito (ânimo) não está mais apto para as cogitações simples, não eutusiasma tanto para as grandes empresas (cogitações).”
    .
    .
    Outro aspecto dos nortenhos. Envolvem-se amiúde em rixas, com consequências sérias, mas tentam sempre conciliar as rivalidades através das festas familiares e se unem contra os inimigos externos. Esta forma belicosa de ser dos nortenhas ainda hoje é evidente na defesa do seu quinhão de terra. Agora raro, mas até bem recentemente, era costuma matar o vizinho à sachola por um rego de água ou por uma má disputa de terras entre herdeiros.
    .
    .
    ” Não se servem de outros escravos(1) como fazemos nós, que empregamos cada um em seu mister: qualquer deles tem sua casa, e governa os seus penates. E o senhor faz-lhe pagar um tributo em grão, ou em gado (ovelha), ou em vestes, como se fora um lavrador: porque a mulher e os filhos prestam outros serviços à casa.

    Raras vezes espancam o escravo ou o amarram, ou forçam-no a trabalhar: porque matam-nos, não por castigo, nem severidade, mas quando cegos de palxão ou de cólera como se fora algum inimigo, ainda que o façam sem nenhuma penalidade.

    Os libertos são pouco mais estimáveis que os escravos, e por exceção têm autoridade em sua casa, jamais na cidade, exceção feita àqueles povos que são governados por reis. Porque ai podem (valem) mais que os libertos e os nobres; que em outras terras a desigualdade da condição dos libertos(2) é prova da liberdade”
    .
    .
    Aqui se compreende a forma peculiar dos nortenhos que iria influenciar o próprio ordenamento social do Portugal e, até mais tarde, a forma como fomos recebendo e tratando os próprios escravos negros, que acabariam por ser miscegenizados com o resto da população. Também explica o porquê do feudalismo, em que os servos não passam de uma forma de escravidão à moda germânica.
    .
    .
    .
    Por aqui se pode ver que o actual Portugal não passa da evolução de um Reino Suevo, que seria muito marcado pelo trabalho de Martinho de Dume, que em vez de tentar mudar as populações do norte de Portugal, criou uma espécie de nova religião, onde até os costumes pagãos suevos foram aceites pelos dogmas desta nova igreja fundada pelo famoso arcebispo de Braga.
    .
    .
    Martinho de Dume propôs-se a cristianizar os suevos. Para tal recriou uma teologia e um dogma religioso muito diferente do que se fazia nesses tempos. Claro que isto teria importantes repercussões, não apenas no povo suevo (e aqui fica bem provado que os povos do Norte de Portugal era muito distinta do resto da meseta ibérica, na medida que Martinho teve que adaptar o evangelho cristão a este povo) mas até na própria religião cristão, que ainda hoje tem ritos religiosos fundados por esse famoso bispo, tido como o Evangelizador dos Suevos, que o conseguiu em vida, mostrando que este bispo cristão foi um génio, tal foi o seu sucesso.
    .
    .
    Martinho de Dume vai converter estes suevos usando as próprias características dos suevos. São famosas as suas palavras contra a corrupção, contra a desonestidade, contra o abuso de poderes das classes sociais mais elevadas, contra a falta de atenção dos mais fortes contra os mais fracos. Essa evangelização foi eficaz porque foi apenas tornar religioso os costumes dos próprios suevos. Ou seja, a religião adaptou-se às características culturais e políticas das tribos suevas, que assim elas próprias se tornariam das mais acérrimas defensoras do cristianismo com origem em Braga. A tal ponto, que as guerras religiosas e políticas dentro da meseta iria abrir as portas à própria conquista moura da P. Ibérica, quando durante a guerra civil entre os poderes vizigodos levou ao colapso da própria cristandade na meseta. Com excepção do… Norte de Portugal, que embora tenha aceite os novos poderes políticos, nunca se converteu ao islamismo como no sul da Ibéria. Aliás, esta dicotomia religiosa seria mesmo importante para a tal futura reconquista cristã. Os povos do sul, sobretudo crentes na imagem de um Cristo homem ao invés de um Cristo Sagrado e filho de deus, aceitariam fácilmente a conversão ao islamismo, que ele próprio defendia um Cristo homem e Profeta, tal como Maomé.
    .
    .
    Em suma, os actuais nortenhos são os descendentes directos dos suevos, povo guerreiro, honesto e bastante religioso, que mais tarde iria recriar o Reino Suevo mas sob um novo nome: Portugal.
    .
    .
    É claro que Portugal, que nos seus inicios iria ser povoar as conquistas com suevos (sobretudo os tais famosos minhotos), desde o Algarve às próprias ilhas e, até, ao próprio império ultramarino. Claro que com a absorção no sul dos antigos islámicos, com uma cultura e pensamento diferente dos do Norte, iria mais tarde provocar a ascensão do saque, da pilhagem e da parasitagem como forma enraízada na capital deste novo Império, o Português, a Lisboa dos dias de hoje.

    Gostar

  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 15:11

    Infelizmente a importância do Martinho de Dume para o Portugal de hoje é menosprezada ou sequer conhecida. Mas ele foi um génio. Mesmo hoje, ainda hoje, há prelados que destacam a genialidade deste homem, que converteu os suevos ao cristianismo. Teve tanta influência, que ainda hoje não conhecemos com profundidade o quanto da História da Suévia, de Portugal até da P. Ibérica foi moldada por este homem.
    .
    .
    A título de exemplo, destaco esta pequena notícia, porque ela mostra o quanto hoje a Igreja portuguesa deve a este bispo dos suevos.
    .
    “O Bispo Auxiliar de Braga D. Manuel Linda defende que o exemplo de São Martinho de Dume deve orientar os cristãos na «cada vez mais necessária conciliação entre a fé e a ciência», dois campos que, por vezes, são tomados por opostos devido à ignorância ou à sobranceria.

    O prelado, que falava na igreja paroquial de Dume, na missa em honra do padroeiro, realçou que S. Martinho se destacou como «um homem livre que não conhece limites à evangelização», classificado por Santo Isidoro de Sevilha como «ilustre na fé e na ciência».”
    .
    In http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=75756
    .
    .
    O Martinho de Dume foi de tal forma importante na forma como os suevos iriam viver e até sentir a sua religiosidade, que ele merecia ser mais e melhor estudado, em especial no que toca à própria forma como Portugal evoluiu.
    .
    .
    Este Martinho de Dume foi autor de vários evangelhos, se se pode chamar assim às suas prédicas pastorais. É por demais evidente que o seu formula vitae honestae, além de mostrar conhecer e dominar a filosofia grega, era um profundo conhecedor da filosofia de Sócrates. Mas mais que conhecedor da filosofia grega, era um génio, que casando pragmatismo com fé, e ainda a própria filosofia que deveria nortear a vida em sociadde, iria ter profundas influências na filosofia religiosa da própria cristantandade. Por exemplo, basta atentar a isto: http://www.jstor.org/pss/40333521
    .
    .
    Mais tarde, a própria noção da condição cavalheiresca é ela quase toda iniciada com o pensamento de Martinho de Dume, em que o feudalismo tanto deve como sistema económico, político e social.
    .
    .
    O sistema económico português, nos inicios da sua fundação clássica (durante a Primeira Dinastia), muito deve à adopção da virtude monástica, que amiúde a historiografia corrente atribuiu às influências externas (Monges de Cluny, Cister, etc.), na verdade deve e muito ao Martinho de Dume, que organizou o território Suevo à base de mosteiros e seus limites geográficos e até económicos. É pena que a historiografia corrente adopte a corrente vizigoda (modernamente a espanhola) atribuindo à influência externa a primeira organização política e terriorial de Portugal, quando na verdade, a Europa é que copiou e foi influenciada pela obra pastoral e até política deste génio, Martinho de Dume.
    .
    .
    Martinho de Dume é o verdadeiro pai espiritual de Portugal, dos portugueses e, sobretudo, dos nortenhos. Foi ele que modificou a religião para se adaptar às idiossincrasias das gentes nortenhas de então. Foi ele mesmo que aceitou que elementos pagãos fossem tornados religiosos, para que as populações suevas adoptassem esta nova religião. Foi de tal forma eficaz, que os suevos ou nortenhos, foram os últimos ibéricos a cristianizar-se mas são dos mais crentes em toda a P. Ibérica. Ainda hoje, o Norte de Portugal é de uma religiosidade tal, que logo aqui se começam a marcar as diferenças entre os dois portugais: o Norte e o Sul.
    .
    .
    Quem negar esta dicotomia entre os dois portugais, das duas uma. Ou é ignorante porque desconhece a sua própria História, ou um mero disssimulado. Ora, infelizmente, na verdade, a generalidade da historiografia é ela própria vizigoda ou espanhola. Por isso desconhece e muito menos aprofunda a verdadeira História de Portugal, suas prigens e seus traços culturais. Em parte isto é consequência da influência salazarista, que tentou “unificar” estes portugais distintos, embarcando também os problemas raciais das então colónias portuguesas. E essa influência salazarista, que foi mais longe que a influência vizigoda ou espanhola, tudo faz e fará para apagar a nossa verdadeira História colectiva e os traços distintivos destes dois portugais: o Norte e o Sul.

    Gostar

  35. JCA's avatar
    JCA permalink
    18 Dezembro, 2010 15:25

    .
    WikiWikiWikiLpiLips,
    .
    é um processo de despedimento colectivo do ‘capatazes’. E como ‘sindicalmente e patronalmente’ demontrado a coia demora sempre uns tempitos. As velhotas chamavam-lhe a dores tortas ou da ‘prenhice’.
    .
    Já fizeram o vosso papel de embrulho. Hoje não prestam. Estão despedido. É o sec XXI a ser parido. Ainda não perceberam cá e por lá ? Dasse. Depacham-se mas é a abandonar o barcaça, os primeiro ainda escapam. É simples, são a leis da natura …… São o tais prazo dos ’90 dias’ ….
    .

    Gostar

  36. JCA's avatar
    JCA permalink
    18 Dezembro, 2010 15:28

    .
    os ‘s’ aqui na maquineta etá avariado. Ma vocês compreendem. Não me apetece comprar um teclado. Desculpem, auteridades e deteto peditorios publicos ou donativos, não obrigado
    .

    Gostar

  37. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 15:50

    Quem é ou foi o verdadeiro pai espiritual dos Portugueses e de Portugal?
    .
    .
    Poucos pensam nisto. Em especial os agnósticos, como eu. Mas há mesmo um personagem histórico que iria marcar os portugueses, através da religiosidade destes e o Portugal futuro, através dos códigos cavalheirescos, hoje tidos como importados, mas com origem em… Portugal.
    .
    .
    O personagem histórico é o Martinho de Dume. Ele é, para mim, o verdadeiro pai espiritual de Portugal. Aquele que iria fundar o Portugal do Norte, distinto do Portugal do Sul.
    .
    .
    Sobre este personagem:
    .
    “A sua [de Martinho de Dume – nota minha] obra principal, a Formula vitae honestae, dedicada ao rei dos Suevos, é elaborada seguindo apenas os preceitos da razão natural, sem recurso à moral revelada e, portanto, sem apoio na exegese bíblica, facto pouco comum entre os autores cristãos. Disserta sobretudo sobre as quatro virtudes cardinais, numa linha muito marcada pelo estoicismo, tendo em vista a formação do homem prudente e sábio, caracterizado pela ponderação e pela superação da dimensão aparencial da vida. O homem que a si próprio se basta, que busca apenas o que pode alcançar e que não se arroja a coisa mais alta, na qual não possa sustentar-se sem temor, nem subir sem queda. O homem capaz de viver desassustado e que espera desassombradamente a morte como momento de libertação da tribulação do mundo, resgatando por pouco os seus desejos, por só dever cuidar em que eles cessem, amoldando-se ao divino exemplar.

    Mas por ser obra dedicada a um chefe temporal, entre as quatro virtudes emerge naturalmente a justiça, assente na lei natural, como participação da lei divina, tácita convenção da natureza e vínculo da humana sociedade, ou não fosse a justiça, na tradição do pensamento cristão o principal sustentáculo do poder temporal.”
    .
    In http://cvc.instituto-camoes.pt/filosofia/m2.html
    .
    .
    Com a sua obra formula vitae honestae, Martinho de Dume iria iniciar aquilo que mais tarde se convencionar a aceitar como regras cavalheirescas da condição social da nobreza feudal europeia. Ele com estas palavras evangélicas, vai marcar profundamente, não apenas os nobres suevos e portugueses, após Afonso I, mas toda a Europa e a própria religião cristã europeia. Nesta sua obra ele prega as virtudes da honestidade, da vida justa, da vida espartana e da obrigação das classes superiores para com as classes inferiores. Além disso, ele ao invés de invocar o direito divino para que um rei ou nobre obtenha e consolide a sua condição social, acaba por aceitar os costumes suevos, em que os líderes são eleitos pelos seus pares e pela população. Além disso, na aceitação que um Rei não o é por ser filho “divino” de deus, logo especial em termos de sacralidade; mas antes pelo direito de o ser pela sua vida e vida dos seus antepassados. É-se Rei, não por direito divino e hereditário, mas por escolha da população, sobretudo pelos seus pares guerreiros. Isto seria uma espécie de primeiro contrato social ou proto-contrato social, em que os líderes são-no por aceitação dos seus povos; mas tinham obrigações especiais para os demais concidadãos. Além disso, essa liderança só o era porque acarretava restritas obrigações e códigos de conduta, em que a honestidade, a justeza e a a não soberba seriam características marcantes.
    .
    .
    Esta obra de Martinho de Dume é de tal forma importante para a civilização ocidental, que eu tenho pena que seja pouco estudada e até difundida. Ainda hoje, esse código de conduta mostra-se pleno de justificação face à enorme corrupção moral, política e económica que grassa nas élites portuguesas. Ser-se nobre, no evangelho do Martinho de Dume, advém mais de um comportamento ético e moral que a simples herança ou detenção de poder e riquezas. Da mesma forma, ser parte de um escol de élite em Portugal, deveria ser marcado, não pelo exercicio de um poder ou capacidade de influência, mas pelo próprio comportamento dessas mesmas élites.
    .
    .
    Martinho de Dume foi um génio anormal. Foi o verdadeiro pai espiritual dos suevos, e dos nortenhos e até portugueses. Ele é que delimitou e marcou para sempre o pensamento cultural e religioso dos nortenhos. Hoje, os nortenhos, podem rever-se em quase tudo o que significou Martinho de Dume. Um homem religioso mas um profundo conhecedor, não apenas do pensamento literário, sobretudo grego (e nota-se que Sócrates está ali presente em toda a sua obra), mas também do mundo mundano, que conhecedor da vida humana sob as várias condições (ele iria perorar sobre quase todos os aspectos da vida de então – casamento, práticas paganistas, exercicio do poder militar e político, vida económica, educação e formação da juventude, etc.), que iria recriar uma religião que se adaptasse ao próprio povo a que se destinava esse exercicio da fé. Quase que se poderia dizer: Martinho de Dume criou uma religião especial para um povo especial. Porque, não foi uma evangelização para mudar os homens, mas uma evangelização para mudar a própria igreja. E isso foi de tal forma inovador e anormal, que compreender o pensamento e obra de Martinho de Dume, é além de mais enriquecedor para compreendermos a História Europeia; mas sobretudo perceber e apreender o que é ser português, o que é ser nortenho e o que é que representa Portugal.
    .
    .
    Martinho de Dume é o pai espiritual dos nortenhos, mas não apenas em termos religiosos mas filosóficos. Não apenas em termos políticos mas até militares. Não apenas em termos de criação de riqueza como a própria fruição dessa mesma riqueza. Hoje, nos dias de hoje sobretudo, conhecer a vida e obra de Martinho de Dume é essencial para pensarmos no futuro de Portugal. E os nortenhos só podem ter dois tipos de atitudes. Ou o Sul muda e adopta o Portugal nortenho ou mais vale pedir e exigir a Independência do Norte, ela norteada e inspirada na vida e obra de Martinho de Dume.

    Gostar

  38. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    18 Dezembro, 2010 16:37

    Meu caro anti-comuna.
    ” E diria mais….”
    Sintomático que tenha tido que recuar 600 anos à “portugalidade factual” para encontrar algumas coisas positivas num povo que entretanto, tal como bem explana, miscinizado pelos povos do sul. a quem “qualquer cristo” servia.
    Reforça assim a “minha teoria” da pilhagem.
    Naturalmente talvez houvesse no início da portugalidade alguns laivos (talvez uma brisa) desses princípios do povo suevo mas os muitos séculos posteriores fizeram-nos desaparecer por completo, tornando-os, mercadores (material e espiritualmente) e por isso “pilhadores”.
    Não é de agora, no nosso tempo que o são.Neste momento da história estão apenas em autofagia agudizando apenas as caracteristicas mais negativas que lhes são dominantes.
    Mas admiro-o pela sua atitude de fé, ainda que de uma fé longínqua em encontrar raízes em alguma coisa boa neste povo. Mas a fé é o que é para quem a tem e só para ele próprio.

    Gostar

  39. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 16:54

    Existem dois portugais, no dito Portugal. Um Portugal nortenho, com as suas tradições culturais, religiosas, políticas e até sociais. E um outro a sul, de carcaterísticas marcadamente diferentes em bastantes aspectos, mas tidos como portugueses gerais. Dito de outra forma, as élites a sul generalizam as suas características a todo o Portugal, quando não o são. Há o Portugal a Norte e o Portugal a sul. Há ainda hoje, apesar do centralismo lisboeta, manifesta em todas as políticas públicas, a começar pela dita educação, diferenças e que não apagam as manifestas características típicas do Norte de Portugal.
    .
    .
    Há uma característica do Norte de Portugal que é um misto de conservadorismo com… Prudência. Prudência e humildade, características do Norte de Portugal, pregadas por Martinho de Dume. Este conservadorismo é bastante notório em termos religiosos e sociais. Questões como o aborto ou até o casamento entre homossexuais são extremamente notáveis como características diferenciadoras entre o Norte e o sul. E aqui podemos extender à religião, pois discutir estas questões acaba por desembocar no pensamento e filosofia religiosa das populações a Norte de Portugal. Claro, que este conservadorismo não é mera manifestação de um medo pelo desconhecido. Pelo contrário, o assumir de riscos é mesmo uma característica notável das populações nortenhas. O acto de emigrar é em si mesmo um dos de maiores riscos que um homem ou povo podem assumir. E, desde há centenas e centenas de séculos, que os nortenhos emigram. Emigraram para sul e colonizaram a par5te mais meridional de Portugal. Foram os minhotos que povoaram o Algarve e estes, mais outros minhotos que povoaram a Madeira e sobretudo os Açores. Logo, as populações a Norte arriscam. Assumem riscos. E mais claro se assume esta característica dos nortenhos quando se analisa o espírito empreendedor dos nortenhos, pois é no Norte que mais capitalistas self made man há no Portugal de hoje. Então, fácil de concluir que este conservadorismo nortenho é mais uma prudência e uma humildade perante os desafios da vida. Não se muda porque está na moda. Mas porque é necessário e porque há elevada probabilidade de ser bem sucedido ou assumpção de novos comportamentos que melhoram as nossas vidas.
    .
    .
    Logo, este conservadorismo existente no Norte de Portugal é ele em si mesmo bastante diferenciador de um sul mais “progressista”. Por isso, a mentalidade dita de esquerda ou progressista é bastante enraízada no sul de Portugal. Basta atentar aos eleitos para a AR. A maioria dos comunistas são eleitos pelo sul. O sul sempre teve mais votos a sul, mas mais visivel foi após o 25 de Abril. Enquanto o sul adoptou logo as novas ideias socialistas e comunistas (tivemos um Alentejo que mais parecia uma região da URSS), com as populações a aderirem com fanatismo ao comunismo; no Norte, pelo contrário, a luta contra o comunismo foi mesmo de tal forma elevada, que foi um Norte conservador e anti-comunista que impediu uma nova Albânia em Portugal. No Norte se queimaram sedes do PCP (este anti-comunismo primário a Norte foi de tal forma importante que o PCP logo desistiu de se apresentar a eleições nacionais com o seu logotipo natural, inventando coligações falsas para tentar enganar os nortenhos – O Paridos os Verdes é em si mesmo um sintoma dessa falsidade comunista), no Norte trabalhadores impediram nacionalizações ordenadas pelo sul (são heroicas as lutas dos trabalhadores do Grupo Sogrape contra as nacionalizações, em que os próprios empregados do grupo fizeram longa noitadas securitárias contra os comunistas que queriam impôr as nacionalizações forçadas, sob ordens de Lisboa); e até no Norte se organizaram atentados bombistas e assassinatos políticos, contra os comunistas. Basta relembrar a morte do infeliz Padre Max, comunista e agitador no Norte.
    .
    .
    Concluindo, esta breve resenha sobre as diferenças entre Norte e sul de Portugal, é inegável que, ainda hoje, há dois portugais. O do Norte e do sul. E isso, nem mesmo o salazarismo conseguiu apagar. No entanto, ao contrário do que pensam os do sul, o Norte é mesmo diferente do sul, mas sobretudo na questão religiosa. Mas mais tarde ainda terei oportunidade de discorrer sobre a questão religiosa e como isso é mais importante do que supomos, para entender as diferenças entre estes dois portugais.

    Gostar

  40. AB's avatar
    18 Dezembro, 2010 20:42

    Ó AC, se o Norte é assim tão bom porque é que nos manda cá para baixo produtos progressistas , coisa que o Norte não é, como o engenheiro da treta?

    Ou o Norte para si é só o Porto?

    Gostar

  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    18 Dezembro, 2010 22:07

    “Ó AC, se o Norte é assim tão bom porque é que nos manda cá para baixo produtos progressistas , coisa que o Norte não é, como o engenheiro da treta?”
    .
    .
    Porque há pessoas do norte ainda muito pior que as do sul. ehehheeheh
    .
    .
    “Ou o Norte para si é só o Porto?”
    .
    .
    Nop. Nem pensar. O Teixeira dos Santos é ele próprio uma amostra de um portuense e nortenho que é uma desgraça. Aliás, aquela velha “vanguarda” progressista que dominou a Faculdade da Economia do Porto, são foram eles próprios um espelho de como o norte pode produzir gente de esquerda que é e foi um desastre, como governantes. Olhe, o Teiixeira dos Santos é um exemplo perfeito que nunca devia ter chegado sequer a sec. de estado e está ministro. A Elisa Ferreira é outro exemplo do desastre nortenho, tanto na academia como na política. O Freire de Sousa foi outro governante que nunca deu uma para a caixa, pese embora os predicados oriundas da fama de ser mais um académico da FEP. Até o pobre do Daniel Bessa, que hoje nada tem a ver com o que era, quando era um dos “ilustres da FEP” (mas foi dos melhores professores daquela casa), durou pouco tempo no poder.
    .
    .
    Como vê, ser do Norte não é garantia de qualidade. Nem tão pouco do Porto, como alguns pensam. Há bastante gente do Porto com os mesmos ou piores defeitos dos do sul. O caso mais emblemático é do do Pinto da Costa, que apercebendo-se de como funciona o sistema em Lisboa, adoptou alguns métodos análogos.
    .
    .
    Já agora, longe disso, considerar o Norte apenas o Porto. Nem pensar. Durante anos (e ainda agora alguns pensam assim) tentaram recriar no Norte o que se passa no resto do país, considerando o Porto como único e legítimo representante do Norte. Estou a lembrar-me do Fernando Gomes, por exemplo. Mas, felizmente, o próprio Rui Rio não é do mesmo estilo, mesmo que alguns o critiquem por não se afirmar como “líder do norte”, como alguns pretendem. O caso do CAA é evidente, quando fartou-se de criticar o Rui Rio, pela “falta de protagonismo” do Rio Rio, confundindo o Porto com o Norte.
    .
    .
    Mas uma coisa é certa. O Norte tem que reinvendicar melhor o seu estatuto político e territorial junto do pensamento vigente dos do sul. Mas isso deve-se fazer não imitando os piores defeitos dos do sul, mas antes mostrar o quão diferentes somos, até em termos éticos, filosofia de vida (região do país mais liberal e empreendedora) e políticos. É fazer um pouco como fez o Martinho de Dume: recriar uma religião que se ajuste ao povo que se quer evangelizar. E não se pense que exagero. O Martinho de Dume recriou mesmo uma religião para a Suévia, à medida que ia adaptando a filosofia dita clássica (durante séculos foi atribuído a Séneca coisas que ele escreveu, tal foi a sua influência no pensamento cristão, em especial junto dos francos merovingios) ao povo suevo e nortenho. Hoje temos que estudar melhor o passado proto-suevo e português, para entender melhor o que somos e para onde queremos ir.

    Gostar

  42. tina's avatar
    tina permalink
    18 Dezembro, 2010 22:36

    Bem, pela primeira vez parecem estar a ser de alguma forma úteis, ao revelarem o Presidente do Sudão. Será que isto é para continuar ou é só para confundir? Ansiosamente, aguardamos por cenas dos próximos capítulos.

    Gostar

  43. Vitor matos's avatar
    Vitor matos permalink
    19 Dezembro, 2010 00:09

    Toda a Família do meu pai tem olhos azuis ou verdes e são da zona de Vila Real ou mais própriamente de Sabrosa… serão descendentes dos Suevos?

    Gostar

  44. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    19 Dezembro, 2010 11:38

    Vitor matos
    Provavelmente serão descendentes de judeus da Holanda que se refugiaram nos confins da Ibéria a fugir da Inquisição.

    Gostar

Trackbacks

  1. O Wikileaks e os jornalistas « O Insurgente

Deixe uma resposta para JCA Cancelar resposta