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2010, o ano em que chegou a factura

3 Janeiro, 2011

No ar, neste momento, na RTPN.

14 comentários leave one →
  1. Octávio dos Santos's avatar
    3 Janeiro, 2011 22:27

    Mais uma vez, o que está no título do programa é «fatura» e não «factura». Em 2010 e 2011 essa aberração socretina – sim, porque o PS a assumiu – chamada «acordo ortográfico» também está aí em força – adoptada, mais do que pela meia dúzia de pervertidos que nela acreditam sinceramente, pelos (muitos?) milhares de invertebrados que a «engolem» acriticamente.

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  2. CL's avatar
    3 Janeiro, 2011 22:32

    Tem razão. Só agora, ao ver o ‘direto’, me apercebi que a RTP aderiu ao acordo.

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  3. João's avatar
    João permalink
    3 Janeiro, 2011 23:42

    O que será uma “fatura”? Um conjunto de fatos alinhados em formatura?

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  4. João's avatar
    João permalink
    3 Janeiro, 2011 23:49

    Quem lhes fosse à cor do horto gráfico e não lhes pagasse… Já não chegavam esses pasquins que escrevem brasileirês, agora é a RTP. Fala socratês e escreve brasileirês.

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  5. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    4 Janeiro, 2011 00:44

    Se chegou a factura, devem pagar e o mais depressa possível.
    Anos e anos a fazerem vida de rico; a comerem em bons restaurantes; a comprarem roupa de marca; a comprarem telelés, notebooks, ipods; viagens ao estrangeiro; trabalhar pouco e de preferência conm uns «tachinhos» ou «empregos» do governo ou das câmaras,etc.
    Pagar e com juros, meus amigos!
    E pouco ruído, pois o Sr. Silva já nos avisou que não devemos indispôr os srs credores de «lá fora»!

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  6. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    4 Janeiro, 2011 04:21

    É, o acordo ortográfoco está aí e em força. Tudo o que é TV e jornalecos usam e demonstram os fatos consumados. A fatura tem que ser correta… É assim! vem a policia e atua, qualifica os atos e entra em ação.
    O pior vai ser quando os pretugueses quiserem e exigirem um acordo fonéfico. Aí é que vai ser uma porra do caraças!…

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  7. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    4 Janeiro, 2011 13:49

    Falemos então sobre acordo ortográfico. A língua é, antes de tudo, uma convenção. Escrevemos «farmácia» em ve de «pharmacia» ou «castelo» em ve de «castello» ou «carneiro» em vez de «carneyro» porque assim acordámos em 1911 com o Brasil. Uma imposição portuguesa.
    .
    Escrevemos «factura» em vez de «fatura» porque nós, portugueses, desrespeitámos o que impusémos ao Brasil, contra a vontade deste, em 1945. È bem verdade isto, pelos brasileiros de 45, continuávamos a escrever «factura». Mas nós nem só impusémos como não cumprimos.
    .
    Não faço da fonética uma vaca sagrada. Se escrevermos «fatura» em vez de «factura» não vem daí mal ao Mundo. Os brasileiros escreverão «acepção» e os portugueses «aceção» pois é assim que pronunciamos esta palavra. E creio que, já entrado nos 40, não me irei habituar a escrever «fato» ou «eletricidade». Espero, no entanto, que os meus filhos e os meus netos o façam.
    .
    Aliás, quem foi o bruto ignaro que resolveu suprimir de vez o trema da língua portuguesa? Deveríamos reinstalá-lo por cá. Um estrangeiro lerá «aguenta», «aquífero» com «u» sonoro ou não? Se a regra deve ser a fonética, e isso é bom, então levemo-la até ao fim e reinstauremos o trema.
    .
    Porque affinal, é commum nestes dias haver quem tudo ponha em causa, sem razam que o sustente.

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  8. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    5 Janeiro, 2011 03:26

    Á vérdadgi é que os brásilêros ná fônétchica é umá bágunçá páca…
    páca = pa caralho
    he he he he

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  9. Octávio dos Santos's avatar
    5 Janeiro, 2011 10:44

    Ó Francisco Colaço,
    em 1911 não «acordámos» fosse o que fosse com o Brasil. Nesse ano os bandidos republicanos impuseram uma «reforma ortográfica» unilateral. E os problemas começaram aí…
    E era só o que faltava que Portugal, como criador da sua língua, que é o que de mais essencial um país tem, não a pudesse escrever como muito bem entende. E alguém nos perguntou, em referendo, o que pensamos sobre isto? Nem a uma petição com quase 200 mil assinaturas os de-puta-dos deram importância.

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  10. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    6 Janeiro, 2011 11:34

    Octávio dos Santos,
    .
    Que grande manifestação de chauvunismo! É claroi que deveríamos todos estar a falar latim, ou celtibero, ou a grunhir como os australopitecos. A língua, essa não pode evoluir, nem se adaptar a novas realidades. E a phonética, essa entam, nem de cerca nem de lejos pode porffim simplifficar-se!
    .
    Meu caro, nós não criámos a língua. Os galegos é que a criaram! Até ao século XIII éramos chamados lá pelas taifas Os Galegos, com um substantivo vindo de raças de caninos. A verdade é essa. Mas antes de nós houve suevos. Sendo consequente, como anda o seu alemão? E o seu latim? Suponho que saiba falar também grego e fenício, e peço-lhe encarecidamente que passe o resto da sua vida a descobrir como se fala celtibero, língua perdida.
    .
    A verdade é que as línguas divergem, reconvergem, especializam-se, morrem e reinventam-se. E por vezes ressuscitam. A língua é uma concenção. Eu digo que uma banana é uma banana porque eu e o Octávio convencionámos que banana significa isso (ou quando muito figurativamente o nosso primeiro ministro quando se encontra com empresários ou com a Angela Merkel). Posso chamar plátano à banana. Estou até a usar um termo espanhol. Acha que se anunciasse plátanos seria entendido pela maior parte do meu povo?
    .
    Assim como a língua é uma convenção, também uma língua é tanto mais capaz de ser útil quanto esta for falada no Planeta. É a vida. O Mirandês e o MInguito vão desaparecer, por supérfluas, em uma ou duas gerações. E se porventura temos uma língua de duzentos e quarenta milhões de falantes, iremos para a manter fazer cedências, ou passaremos a ter uma língua de dez milhões de falantes, e diria eu condenada a desaparecer em dez ou quinze gerações, como o Espanhol nas Filipinas já desaparece ou grande parte das línguas regionais na Índia.
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    Finalmente, a escrita deve reflectir a fonética. Se quiser que ela reflicta ideias, aprenda Mandarim. Mas desde já lhe digo que os Chineses, enquanto aprendem os primeiros caracteres, na Escola Primária, aprendem a utilizar um alfabeto fonético para aprender pronunciação. O Alfabeto é uma dádiva, e por isso a escrita deve fonetizar-se tanto quanto possível. É certo que eswcreverei acto, facto e peremptório a minha vida restante. Espero que os meus filhos e netos (sem t dobrado, à la 1911) não o façam.
    .
    Finalmente, vai entrar com o chauvinismo para ajudar a criar a língua brasileira? Faça-o, não conte comigo. Fique a saber que em caso de sessessão, os PALOP e Timor seguirão o Brasil (se nunca tiver vivido nesses países, eu já, e conheço a hegemonia brasileira nos meios de comunicação). Ficará então num clube exclusivo de dez milhões de bestas quadradas, que terão mantido a sua honra e terão perdido a sua língua.

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  11. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    6 Janeiro, 2011 11:39

    Erro: sessessão não faz parte de um acordo ortográfico, é uma gralha. A palavra é «secessão» que significa «duzentos milhões de brasileiros que positiva e cabalmente se estão a borrifar para uma minoria gritante de dez milhões de papalvos com uma crise de identidade e de impotência— a andropausa social.

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  12. Octávio dos Santos's avatar
    7 Janeiro, 2011 15:29

    Francisco Colaço,

    se quer discutir este assunto, faça-o sem recorrer à demagogia e à desonestidade intelectual. Para que é a prosápia sobre celtiberos, fenícios, galegos ou suevos? Em Portugal fala-se português, língua criada pelos portugueses e de que estes são os seus primeiros (mas, sim, não, actualmente, os principais) proprietários. Ponto. Recebeu, ao longo da História, influências e contributos de outros idiomas? Sem dúvida, isso acontece com todas as línguas.

    E, tal como outras, também o português deveria evoluir e adaptar-se… naturalmente, normalmente, lentamente, com o decorrer dos anos, com as propostas de alteração a merecerem debate aprofundado e a exigirem, necessariamente, consenso alargado. Ora, com o «acordo ortográfico» isso não aconteceu. Este AO anedótico, que Miguel Esteves Cardoso tão bem ridicularizava há mais de duas décadas, está a tornar-se realidade porque, aos pervertidos que o conceberam, juntaram-se os pervertidos que estão no (des)governo e que o querem impôr – esquerdistas com tendências totalitárias, para os quais alterar a ortografia de uma língua é um mero acto administrativo, ao mesmo nível de aumentar a taxa do IVA e alargar o horário de abertura dos hipermercados.

    No estrangeiro a notícia de que Portugal iria adoptar o «estilo brasileiro» foi recebida com múltiplas reacções de escárnio. Acaso imagina os britânicos a passarem a escrever como os norte-americanos? Existem quase vinte variantes do inglês (basta ver as «languages» no Word da Microsoft) e dão-se todas muito bem, sem necessitarem de qualquer acordo.

    E antes «chauvinista» do que colaboracionista, activo ou passivo.

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  13. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    8 Janeiro, 2011 00:00

    Octávio dos Santos,
    .
    Não há demagogia em prever uma fractura na língua portuguesa. Muitas pessoas no Brasil estão desejando mesmo isso (gerúndio intencional). Lembre-se apenas de que a língua portuguesa, com a fonética nossa, divergiu do português dos descobrimentos, que era mais ou menos o falado hoje no Brasil. Confira na literatura especializada. Já agora, sabêmo-lo pelas concordâncias das rimas antigas.
    .
    Acha que o «tch» no t (um africanismo) foi invenção dos brasileiros? Desengane-se. Cá por Lisboa paço dizia-se «patso» e caça «cadsa», sendo essa a diferença do «ç» para «ss». Não há nada de demagogo nisto, mas de histórico. A minha língua é útil enquanto for falada por mais do que eu. Se eu inventar a minha própria língua, ela não terá préstimo, pois enquanto código comunicativo não tem receptor que a entenda.
    .
    Prefiro ceder e ter uma língua de duzentos e quarenta milhões, do que ter uma de dez, pronta para definhar com a mundialização. O problema, caro Octávio, não é louvar a língua, mas preparar o seu enterro. E desengane-se, não sou de esquerda.
    .
    Aprendi desde a minha juventude que mais vale um medíocre acordo que um mau desfecho. Repare que a dita ortografia brasileira (seja o que isso for) foi proposta pelos portugueses em 45, portugueses que vergonhosamente a impuseram ao Brasil e que depois desrespeitaram o tratado. Se não fossem os brasileiros terem batido o pé, a regra do acento nas palavras exdrúxulas teria sido substituída pela da ambiguidade em vez da actual fonética, como no espanhol. Escreveríamos exdrúxula pois existe um hipotético verbo exdruxular, mas escreveríamos outrossim «passaro» porque não existe passarar. «Cávado» confundir-se-ia com cavado mas aquelas «abroteas» não se confundem com nada.
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    Apesar de tudo, temu + k um grupo de teenagers inkapazes e bem tugas fassa kom k a lingua seja tratada a grafia tlm. Perante isso, um acordo sério com o Brasil é uma delícia. E já agora, os hífenes serão tratados à maneira portuguesa, assim como a pontuação. Nisso os brasileiros cederam. E bem podiam estar-se a marimbar para nós. E se eu fosse brasileiro, mandava às malvas esses chauvinistas portugueses e seguia o meu caminho, junto com os PALOP, Timor, a União Indiana e a República Popular da China.
    .
    E não se esqueça de uma coisa: se nós somos descendentes de Afonso Henriques, eles também o são. Duvido que se o dito viesse aqui hoje distinguisse entre portugueses e brasileiros. Têm tanto direito à língua como nós. E temos toda a vantagem em permanecer juntos.

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  14. Octávio dos Santos's avatar
    10 Janeiro, 2011 12:57

    FC,

    erros no passado não justificam (mais) erros no presente. «Juntos» não significa «iguais». E, pelos vistos, há alguns que têm mais «direito à língua» do que outros…

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