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A performance da explosão

19 Janeiro, 2011

1) Um grupo de  funcionários públicos que progridem sem parar nas suas carreiras e que têm como único trabalho há muitos anos organizar contestações convocam uma manifestação para a porta da residência oficial do primeiro-ministro.

2) Em enquadramento devidamente telegénico  uns manifestantes tentam ultrapassar o cordão de segurança.

3) Uma mulher manifestante grita.

4) Outros manifestantes empurram os polícias para protegerem os colegas que furaram o cordão. Os polícias sacam dos bastões.

5) Os dois manifestantes que furaram o cordão policial são detidos.

6) No dia seguinte quando os dois manifestantes são presentes a tribunal os colegas da manifestação da véspera manifestam-se à porta do tribunal. Adereço obrigatório de todas estas performances é o slogan “Fascismo nunca mais” que não se percebe ao certo a que vem mas que impressiona sempre muito os repórteres que cobrem estas performances.

7) Este tipo de performance pode ajudar a esbater o resultado desastroso do camarada candidato presidencial e sobretudo cria a convicção de que está já aí a explosão social.

24 comentários leave one →
  1. Rxc's avatar
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    19 Janeiro, 2011 13:11

    Pode não ser por este episódio, mas a explosão social está latente. No resto do País, do qual a “elite” não sabe nem quer saber, há fome e pobreza a crescer todos os dias. E medo do futuro. E gente a fugir do país aos milhares…
    A ressaca socrática será recordada por décadas!

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  2. Jorge Manuel Brasil's avatar
    Jorge Manuel Brasil permalink
    19 Janeiro, 2011 13:11

    São muitas as organizações sindicais que ainda não perceberam qual é o verdadeiro significado da palavra globalização. Quando perceberem que o país é uma melga, na colmeia da União Europeia mudarão de estratégia e os conflitos terão outra envergadura. É bom que não se esqueça que quem manda numa colmeia é a abelha-mestra.
    Jorge Manuel Brasil Mesquita
    Lisboa, 19/01/2011

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  3. C.Silva's avatar
    C.Silva permalink
    19 Janeiro, 2011 13:39

    A srª.drª. Helena é que está cá com uma perfomance que nem lhes digo. Regressou aos tempos antigos mas em sentido contrário. As voltas que o mundo dá.

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  4. Manuel Silva's avatar
    Manuel Silva permalink
    19 Janeiro, 2011 13:40

    “1) Um grupo de funcionários públicos que progridem sem parar nas suas carreiras e que têm como único trabalho há muitos anos organizar contestações convocam uma manifestação para a porta da residência oficial do primeiro-ministro.”

    Pode demonstrar isso? Agradecia que o fizesse.

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  5. pedro's avatar
    pedro permalink
    19 Janeiro, 2011 14:01

    Dona Helena:
    mas que post mais demolidor . Espere pela pancada e pela reacção dessa esquerda nostálgica.

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  6. MJRB's avatar
    19 Janeiro, 2011 14:19

    A reacção DO CANDIDATO “DE” SÓCRATES foi absolutamente patética. Apareceu por aparecer…

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  7. MJRB's avatar
    19 Janeiro, 2011 14:23

    Helena Matos tem qualquer problema mal resolvido –provavelmente insolucionável– com sindicalistas e com funcionários públicos…
    O seu “saco” cívico e profissional ou ex-profissional, estará replecto de gatos, cobras, ratos, doninhas, hienas, no mínimo.

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  8. fado alexandrino's avatar
    19 Janeiro, 2011 14:35

    Pode demonstrar isso? Agradecia que o fizesse.
    Meu senhor o sindicalista dos professores há mais de dez anos que não dá uma aula.
    Quer mais exemplos?

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  9. jal's avatar
    19 Janeiro, 2011 14:42

    O texto repleto de mentiras omite o essencial:
    há uma década que os tais funcionários que “progridem sem parar nas suas carreiras” perdem poder de compra e, em 2011, muitos deles vêem parte do seu salário confiscado;
    porque razão para um plenário sindical com aquelas características e dimensões foi destacado um contingente policial daqueles e com aquela actuação;
    porque razão, no final do plenário, num País ainda dito livre, não puderam os participantes deslocar-se livremente pelas ruas de Lisboa de regresso às suas casas?

    No final, revela o seu problema traumático, lá aparece a referência ao “camarada candidato presidencial” (sem que se perceba ao certo de quem fala? como também vi dirigentes sindicais militantes do PS e do BE no referido plenário, fico sem saber quem é o camarada candidato) a quem já determina um “resultado desastroso” certamente conhecedora da vontade popular que será chamada a expressar-se no próximo domingo.

    Em suma, um post lamentável que é incapaz de fugir à mentira fácil e a um posicionamento de classe submisso aos patrões.

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  10. será's avatar
    será permalink
    19 Janeiro, 2011 14:56

    Nos meios da burguesia média-alta, muitas mulheres pensam «como homens», ou antes, pensam de acordo com os padrões actuais da «masculinidade». Claro que o masculino não se esgota numas quantas características epocais de «masculinidade»; mas é inegável que algumas dessas facetas se tornaram culturalmente hegemónicas. E é nesse contexto que muitas mulheres mostram uma surpreendente empatia com a ideia de «masculinidade», ao mesmo tempo que desprezam ostensivamente as mulheres a quem atribuem características «femininas».

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  11. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    19 Janeiro, 2011 15:05

    explosiva é a ligação entre cavaco e a sln/bpn….e ainda o que estará para vir….

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  12. MJRB's avatar
    19 Janeiro, 2011 15:16

    A Suíça, os USA, a França, a Alemanha, entre muitos outros países, não são países atrasadinhos nem contentinhos com tudo e com todos.
    Neles, ninguém questiona se os sindicalistas profissionais –que têm de haver numa sociedade livre e com elevado emprego– dão ou não dão aulas, se trabalham numa indústria ou num estaleiro, numa estrutura estatal ou noutra entidade empregadora.
    Só neste país, tuga, para alguns, parece “mal” e não se aceita sindicalistas profissionais… Por acaso saberão avaliar a quantidade de representados por sindicalistas na profissão/sector A ou B, e quanto trabalho a tempo inteiro é necessário para, constitucionalmente permitido(!), tratar de bastantes assuntos diversos e por vezes complexos ? Percebe-se: melhor seria para certo patronato, o amadorismo puro e cerceador para que lutas e direitos não fossem em tempo útil despoletados…
    Não há, neste país, sindicalistas a tempo inteiro conotados com o “centro” e com a “direita” ?
    (Que país tão cor-de-rosa seria, se o Estado e o patronato selvagem –que o há !– tudo pudessem decidir e fazer, “né” ?).

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  13. voaralho's avatar
    voaralho permalink
    19 Janeiro, 2011 15:47

    Algo me diz que a Lena tem falta de “peso”.

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  14. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    19 Janeiro, 2011 16:16

    No tempo de Cavaco ele teria mandado a polícia de choque.

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  15. portugues's avatar
    portugues permalink
    19 Janeiro, 2011 16:28

    Explique-me uma coisa. Não percebo a palavra “performance”? Que vocábulo é este ? De que língua vem ? Será que não encontra palavras na nossa mui nobre língua que transporte o mesmo significado ?
    Bem haja.

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  16. MJRB's avatar
    19 Janeiro, 2011 16:30

    Os polícias, muitos, que ontem estavam à porta da residência oficial de Sócrates, eram escuteiros, não ?

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  17. Tiradentes's avatar
    Tiradentes permalink
    19 Janeiro, 2011 16:45

    Mas também só neste país é que uma classe profissional era “representada” por mais de 2.000 sindicalistas “profissionais”. E teve o poder público ao longo do tempo negociar duramente para que sejam neste momento cerca de 500.
    Conhecendo alguns cujo maior “trabalho” no dia a dia é ir contactando os seus colegas no sentido de promover os boicotes, as greves, e as mais diversas formas de “luta” que é fundamentalmente fazer o menos possível, tem outra função agora reactivada, a de furar linhas policiais.
    Dos ditos 500 exercem o seu míster como sindicalistas uma boa meia dúzia e é um pau.
    No entanto dos 2000 iniciais e ainda dos 500 restantes todos eles salvo muito raras excepções estão todos no topo da carreira prontos para a reforma.

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  18. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Janeiro, 2011 17:05

    O funcionário público #1 não tem opinião sobre os acontecimentos. Não é peixe nem carne, está de acordo com tudo e o seu contrário.

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  19. MJRB's avatar
    19 Janeiro, 2011 17:17

    São uns “malandros”, os sindicalistas profissionais…
    O ideal seria não terem tempo para analisarem centenas de casos e mais casos mensais (despedimentos selvagens(!), cortes abruptos e inconstitucionais nos ordenados(!), cerceamento de direitos, etc), deliberarem e agirem a destempo, reunirem-se só nas “horas vagas”, num vão de escada ou num sótão, preferencialmente com delatores infiltrados, escutados pelo SIS em colaboração com a DCD que por sua vez transmitiam “a matéria” ao ministério A e B e, se necessário, às polícias…
    Bons, mesmo bons, louváveis e bem-vindos, são os sindicalistas profissionais que não os da CGTP…
    Hipótese: uns sindicatos da CGTP e só desta central, promoviam uma série de (justas) greves mais umas portentosas manifs tais, que o governo demitia-se. Sem outra saída. Neste caso, os liberais e neoliberais –sobretudo os que anseiam pelo PSD-de-Coelho com ou sem PP em S.Bento–, o que diriam e escreveriam acerca do “comportamento” dos “comunas” ?

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  20. A. R's avatar
    A. R permalink
    19 Janeiro, 2011 20:32

    Este é o esquema de uma tropa fandanga de sindicalistas, pagos por dinheiros públicos, que são apenas apêndices da traquitana estalinista do PCP. No meio metem uma ou duas mulheres para a carga policial parecer medonha depois o esquema é o mesmo dos carteiristas. É difícil distinguir onde começa o PCP e acaba o Sindicalismo da CGTP/UGT assim como é difícil associar direitos de trabalhadores com o comunismo ou ainda descortinar qualquer direito que não tenha sido conseguido em sociedades liberais.

    Os trabalhadores, quando pensavam que as patacoadas de Lenine e Estaline sobre o trabalho e os trabalhadores e os direitos e não sei que mais eram a sério, foram limpos a rajadas de metralhadora e nunca mais tiveram reivindicações. Na Alemanha de Leste igual … metralha. Agora em Cuba, onde a FenProf organiza “congressos”, “encontros” e essas bandalheiras de que tanto gostam, 1 milhão de trabalhadores vai ser despedido. Não oiço, não vejo, não vislumbro sindicatos nas Ruas de Havana.

    É tempo de acabar com o pagamento de salários a pessoas que só fazem sindicalismo. Quem lhes deve pagar é aqueles a quem eles prestam serviço: os trabalhadores.

    Que trabalhem pois muitos não têm trabalho e eles recebem o dinheiro para propaganda ao PC: o trabalhador que se lixe, especialmente o que não tem emprego.

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  21. Luis de Lisboa's avatar
    Luis de Lisboa permalink
    19 Janeiro, 2011 23:31

    A.R O seu post é EXCELENTE, e eu assino por baixo.
    Luis de Lisboa

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  22. fado alexandrino's avatar
    20 Janeiro, 2011 03:11

    A. R
    Posted 19 Janeiro, 2011 at 20:32 | Permalink

    Não seja assim mauzinho.
    Está a ver já calou o outro que ia tão bem lançado.

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  23. O Silva's avatar
    O Silva permalink
    20 Janeiro, 2011 08:34

    Quem quiser que expluda… mas bem longe e que mande depois limpar tudo!

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  24. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    20 Janeiro, 2011 23:18

    Não há problema nenhum em os sindicalistas serem profissionais. Na realidade, é isso mesmo que devem ser. Mas isso significará necessariamente que serão os sindicatos a pagar os seus salários e não progridem em nenhuma carreira “paralela”. Ou ser sindicalista profissional significa outra coisa?

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