Mas será que isso reduz o peso do Estado?
Passos Coelho quer videoconferência nas instituições do Estado para poupar tempo e dinheiro.
Se há coisa que os responsáveis políticos adoram, é proporem soluções mágicas como quem tira um coelho da cartola. São sempre destinadas a resolver ou minorar um determinado problema que esteja na agenda política, mas pretendem sobretudo mostrar como o proponente está superiormente habilitado para a gestão da coisa pública. Vêm sempre com uma auréola de ideia luminosa, susceptíveis de garantir impacto mediático e interjeições de espanto nos papalvos (que é suposto sermos nós todos) com tamanha genialidade. E se a proposta se integrar no “tecnologicamente correcto” que Sócrates pôs na moda, tanto melhor.
Na prática, isto não iria resolver coisa nenhuma e, no limite, terá como efeito aumentar a voracidade do “monstro”, para benefício de toda a panóplia de consultores, fornecedores de equipamento, de serviços de telecomunicações e outros outsourcers, que de imediato se posicionariam e pressionariam para atestar o Estado de alto a baixo com a mais requintada infra-estrutura. Não é difícil visionar desde já o “filme”: não haveria ministério, secretaria de estado, direcção geral, instituto público, câmara ou a mais recôndita junta de freguesia que não justificasse a extrema necessidade de um ou vários postos de vídeoconferência. As reuniões deixariam de ser com meia dúzia e pontualmente produtivas e transformar-se-iam em assembleias magnas de altos quadros, garantidamente inúteis; participar em reuniões de vídeo garantiria status e as do Conselho de Ministros até teriam cobertura de telejornal; os custos com comunicações disparariam, os de manutenção também, pois em cada sector haveria uma J. P. Sá Couto com contratos plurianuais.
Já tremo só de pensar na hipótese(???) de Sócrates “comprar” esta ideia. O que não seria inédito. Manuela Ferreira Leite tanto falou nos “investimentos de proximidade”, como alternativa aos mega-projectos, exemplificando com a reabilitação das escolas, que Sócrates criou o “mamute” Parque Escolar; tanto se reivindicou apoio às PMEs, que choveram milhões a financiar empresas decadentes.
Em suma, mais uma medidinha para eternizar o status quo. Infelizmente, ninguém tem a clarividência ou coragem para questionar a existência de instituições do Estado redundantes e inúteis.

Reconheço-lhe razão nos exageros que tendem sempre a ser criados ou inventados por muitos dos que utilizam as dinheiros públicos. No entanto, parece-me que não está de todo a par do funcionamento actual das capelinhas do Estado ou então viverá em Lisboa (centro do mundo e arredores) e não sabe que por tudo e por nada lá vão legiões (ou grupinhos) de funcionários à Capital para ouvir e deleitar-se com os honoríficos mandarins centrais. Imagine que por uma coisinha dessa tive uma viagem de três horas para o Centro de Operações e mais outras três de volta à Província e, isso, tão só, para ter uma honorável reunião de meia-hora. Nem mais! Multiplique os custos pelos milhares de deslocações anuais ao centro do Império e refaça contas.
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Ele se quiser REDUZIR O PESO DO ESTADO proponha abolição imediata das subvenções aos partidos e a todas as candidaturas e eleições.
Eu como contribuinte não quero pagar o «circuito da carne assada» dos candidatos, sejam eles para câmaras, governos, deputados ou mesmo presidentes da república!
O Passos Coelho deixe-se dessas tretas que não reduzem nem um tostão!
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O PPC devia era propor a redução em 1/3 do governo, chefias, institutos e numero de entidades públicas.
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Devia propor a eliminação das reformas milionárias e acumuladas, e estabelecer um tecto para as remunerações do sector público igual ao salário do Presidente da Republica.
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Isso é que eram propostas populares e justas.
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PPC quer poupar?
Comece por convidar o Paulo Portas para o PSD; o homem está aos pulos com o cheiro do poder e terminava com aquela coisa chamada CDS…
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«Moçe», se o barco vier a funcionar como as videoconferências judiciais, vou ali já «volte»! Se calhar até era boa idéias, prós «homes» aprenderem…
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PPC ou uma tristeza recalcitrante.
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Caro LR, podia-se dizer a mesma coisa do telefone, do mail, etc….
Há maneira de fazer as coisas com sensatez, e maneira de ser um completo disparate. A video-conferência é útil se for bem utilizada. O que é preciso é ter formas de avaliar o desempenho dos decisores, para isto e para tudo o resto. O problema não é o vídeo, é a falta de controlo de tudo o que o Estado faz. O post foi, literalmente, um tiro ao lado.
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O putativo PM afinal adora Sócrates via “novas tecnologias”…
Se ‘lá’ chegar, teremos um PPCoelho fotocópia após fotocópia de Sócrates…
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Não tenho dúvidas que o futuro será assim (lá para 2016):
PR- Sócrates;
PM-Passos Coelho;
Presidente GR Madeira: Alberto João, ligado às máquinas.
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e o MSoares?
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O Steps Rabbit nitidamente só diz disparates. Pode-se e deve-se utilizar a video conferência mas não se pode abusar.
Aliás, o Sócrates já entrou nessa e, na minha opinião até está a abusar.
Esquecemo-nos de que o Steps Rabbit, candidato a Primeiro Ministro, tem, como experiência na Administração Pública o ter sido vereador sem pelouro na Câmara da Amadora. E já há muitos anos!
Concorreu contra o Raposo quando ganhou, pela primeira vez a Câmara da Amadora, portanto há uns dez anos.
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Se se pretende: maior eficiência; menores custos; maior durabilidade e melhor representatividade nacional; o melhor mesmo é propor um plebiscito nacional sobre a forma de regime vigente. A Monarquia Constitucional será o óbvio caminho a seguir.
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É pá as videoconferências são actualmente uma banalidade, que evitam a deslocação das pessoas a um mesmo local.
Claro que os meios tecnológicos e pessoal correspondente custa dinheiro.
Como dinheiro custam as viagens e o tempo perdido nelas.
A chatice da videoconferência, é que depois não há o almoço com todos.
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