Os regimes e a rotina*
Muito francamente, não creio que o fastio que muitos sentem com a reeleição de Cavaco Silva justifique o recente entusiasmo com a redução de dois para um dos mandatos presidenciais, tanto mais que essa alteração se traduziria numa presidencialização do regime. Mas, sobretudo, deste súbito frenesi com a alteração dos mandatos presidenciais sobressai a evidência de que nunca seremos uma democracia como aquelas, nomeadamente a norte-americana, que todos os dias declaramos invejar: por cá, quando não se gosta de um Presidente, desvaloriza-se-lhe a função e equaciona-se alterar o regime. Lá, e noutras paragens que igualmente prezam a liberdade e respeitam o povo, vê-se o que falhou nas candidaturas derrotadas e parte-se melhor preparado para a próxima campanha, que, imagine-se a rotina, termina sempre numas eleições que têm lugar invariavelmente na mesma terça-feira de Novembro. A rotina é indissociável das democracias porque as mudanças são asseguradas pelo debate ideológico e pela dinâmica da sociedade. Só quando o debate é fraco e a liberdade pouco valorizada é que o ímpeto de mudança é canalizado e canibalizado, numa espécie de movimento centrípedo, pela discussão em torno da própria orgânica do regime.
*PÚBLICO

Para mim o Sr. Prof.Cavaco pode até candidatar-se a mais um mandato.
Não vai alterar nada a nossa vida quotodiana.
O homem pode lá ficar até aos 80.
Olhem para o Alberto João, já está há cerca de 34 anos no poder (um recorde no hemisfério norte e no hemisfério ocidental) e já prometeu dar luta e caça ao Coelho, que já o associou à ascenção do fascismo na Europa.
A luta agora do AJJ, já não é contra a Esquerda, que na Madeira eclipsou-se, mas contra a Extrema-Direita do Coelho, do Baltazar (cunhado do Monteiro), contra os Welsh e os Blandys!
Isto promete, meus amigos.
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com ou sem fastio o regime continua igual; Presidente Cavaco pode continuar a receber a oposição, na Madeira, numa Pensão.
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O «institucionalista» «Sr.Silva», segundo a classificação solene dos tiriricas comentadores da televisão assim como dalguns paineleiros de serviços, chegou a receber os partidos da oposição num hotel…..
E depois esses tiricas da televisão é que apelidam o José Manuel Coelho de tiririca, ele que tem muito mais experiência de vida e mais densidade politica e cultural do que esses pavões da televisão!
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Esta comparação com os Estados Unidos é curiosa.
Lembrando o que aconteceu nos Estados Unidos quando se descobriu que um antigo amigo do Presidente Clinton, dos tempos em que era Governador do Arkansas, se tinha suicidado depois de cometer umas fraudes num empreendimento imobiliário (Whitewater) e que o casal Clinton até lá tinha investido dinheiro, investido e perdido, foi um escândalo.
Sem nenhum respeito pela figura presidencial, o Congresso dominado por republicanos, nomeou um Procurador em full time para investigar os Clintons.
Bom, acabou por não dar em nada mas o Clinton foi escalpelizado até onde foi possível.
Assim, o que Helena Matos não diz é que se fosse nos Estados Unidos, um Presidente com o caso BPN, a Quinta da Coelha, o processo que teve na Universidade Nova, etc., estaria certamente a caminho do impeachment e nunca teria possibilidade de se recandidatar.
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“por cá, quando não se gosta de um Presidente, desvaloriza-se-lhe a função e equaciona-se alterar o regime.
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Nada mais lógico, não é?
Se o que se pretende, em tese, é ter um Presidente de que todos os portugueses gostem e acabamos de eleger um que parece que não agrada a quase ninguém, algo está errado no sistema ou regime.
Se o regime se revela errado, deve ser corrigido. Ou acha que não?
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Um presidente de seja o que fôr tem que ser como a mulher de César.
Não só ser, como parecê-lo.
Senão é o desastre.
Isso significa que não se pode pôr um qualquer idiota lá em cima e depois deixá-lo fazer toda a espécie de javardices sem fiscalização de ninguem.
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,…,
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Do Abrupto:
“Ganhou, ganhou. À primeira e por todo o lado. E ganhou deixando a uma distância infinita o candidato do primeiro partido português e do partido da esquerda chic. Mas, no dia seguinte, apesar de ter ganho, parece que não ganhou, perdeu. E as habilidades estatísticas e as comparações dúplices, tornadas moda pelo actual Primeiro-ministro, tomaram os títulos, por coincidência dos mesmos meios de comunicação que mostraram uma mesma hostilidade com o candidato Cavaco Silva.”
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A esquerda portuguesa é realmente patética.
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Ainda, sobre as eleições.
Onde pára o responsavel por garantir o regular e normal funcionamento das instituições democráticas?
Será que tammbém considera admissível o que aconteceu no Domingo?
Tristre e miseravel país que tal baixesa tem como governantes.
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